I Forgot That You Existed

I Forgot That You Existed

Sinopse: A psicóloga de Luke, preocupada com ele após se apresentar com a banda no programa de sua ex-namorada, entra em contato para saber como ele está. Depois de ter sido internado em uma clínica psiquiátrica com depressão por causa do término e do encontro com ela sem aviso prévio, será que o que era esperado aconteceu? Spinoff de Sweet Addiction, cena relativa aos capítulos 8 e 9.
Gênero: Comédia dramática.
Classificação: Livre
Restrição: Spinoff de Sweet Addiction.
Beta: Sharpay Evans

mal tinha saído do quarto de quando recebeu uma mensagem de . Ele deveria imaginar que era com a psicóloga que falava quando ele interrompeu, ela provavelmente já sabia de tudo o que tinha acontecido. Deslizou o dedo pela tela do aparelho, desbloqueando-o e lendo a mensagem. apenas dizia que estaria disponível ao final do dia, caso ele quisesse conversar.
apareceu com suas malas no corredor pouco tempo depois e foram todos juntos ao restaurante. Enquanto estiveram juntos, era como se tudo que aconteceu pela manhã fosse parte de um pesadelo distante, o clima estava mais leve e Calum estava caprichando nas gracinhas, o que levava a risadas constantes.
Agora ele estava sozinho em casa, e não era nada estranho, era como se tivesse sido apenas uma visita rápida. Mas não a ter ali, o fazia ter tempo demais para pensar. O programa de logo ocupou a sua mente e ele foi trazido de volta a realidade quando o celular começou a tocar. A foto de apareceu na tela, uma vídeo-chamada.
– Oi, . – Cumprimentou se sentando melhor no sofá.
– Oi. – Sorriu para ele. – Só para você saber, eu disse “se quisesse conversar” na mensagem, mas não existia a opção de não falar comigo. – Esclareceu arrancando um riso do cantor.
– Então você deu sorte, porque cheguei em casa não faz muito tempo. – Ficaram em silêncio.
queria dar espaço para que se expressasse, no entanto, ele tinha se acostumado tanto com a forma que ela conduzia a terapia e as conversas que tiveram mesmo depois que ele saíra da clínica que esperou que ela falasse.
– Soube da entrevista. – Começou e ele assentiu.
– Tinha certeza que te contaria.
– Como você está?
– Como eu estou. – Repetiu as palavras devagar, enquanto pensava na resposta. – Estranho conta como resposta? – Soltou em tom de dúvida.
– Se você está se sentindo dessa forma, sim. Lembre-se que não existe certo ou errado, . O que importa é realmente como você se sentiu e está se sentindo. – Ele assentiu.
– É que parece que não faz sentido, sabe? – o encarou fixamente pela tela, aguardando pela continuação. – Eu passei tantos dias pensando em tudo que aconteceu entre mim e a , tantos dias remoendo como ela me tratou mal. – Ela assentiu, prestando atenção. – Eu estava apavorado com a ideia de entrar naquele estúdio, juro!
– Eu imagino que sim.
– Mas aí… nada. – Deu de ombros. sentia que não fazia sentido tentar explicar quando ele também não entendia.
– E esse nada é o quê? O que você esperava sentir? – Insistiu mais um pouco.
– Não sei, esperava sentir alguma coisa, qualquer coisa. Descobrir que não a tinha esquecido e que ainda a amava ou então sentir um ódio daqueles que você não suporta olhar para a cara da pessoa. Mas quando entrei e ficamos cara a cara, nada aconteceu. – Foi o mais sincero que conseguiu.
– Você não acha que esse não sentir nada, possa ser um sentimento? – A expressão dele mudou, estava mais pensativo que antes e ela esperou um pouco antes de continuar. – A gente sempre acha que precisa sentir alguma coisa, seja ela boa ou ruim. E quando tem essa espécie de vácuo parece que não faz sentido.
continuou em silêncio. Apesar de terem trabalhado isso na terapia, agora era diferente, a forma como tudo tinha acontecido não era nenhuma das hipóteses que ele havia considerado. ajeitou os óculos no rosto e voltou a falar.
– Lembro que você disse, em uma das nossas primeiras conversas sobre o término de vocês, que era como se fosse uma bola de neve. Dentro da bola de neve só há o quê? Neve. Imagine que você seja a bola de neve, às vezes água, às vezes gelo, às vezes neve, mesmo nestas três formas, a essência é a mesma. – Ele assentiu, lembrava-se dessa analogia de . – Talvez estar frente a frente com ela te fez lembrar como se sentia antes, você estava lá por ela, mas quem estava por você?
– No final, ninguém. – Riu fraco e balançou a cabeça, afastando algumas lembranças. – Eu estava vivendo no veneno que ela destilava, aquilo sugava tanto a minha energia. Mesmo assim, eu não conseguia me afastar dela. Na minha cabeça, ficar sem ela seria muito pior.
– Relações nunca são fáceis, às vezes ficamos presos a elas por algum motivo que nem nós sabemos o porquê. Pode ser que, de alguma forma, esse nada seja como se ver no espelho.
– Sabe o que é mais irônico? Eu teria ficado ao lado dela, mesmo que ninguém mais estivesse. Mas a recíproca nunca existiu… Quanto mais eu afundava, amando por nós dois, mais ela parecia estar bem.
– Nem sempre temos uma resposta para os nossos atos, . Não se culpe ou se cobre pelo que passou. Às vezes, na hora eles só nos parecem certo, ou pelo menos nos servem para aquele momento.
– Você tem razão. Acho que agora a única coisa que resta é levar o que eu aprendi. Mais uma para colocar na lista de lições difíceis da vida.
– Exatamente. – sorriu. – Então, vamos ver como você fica com o passar dos dias, e se precisar de alguma coisa, você sabe que pode falar comigo, não sabe?! – Ela sabia que era difícil para ele se abrir. – Eu não sou mais a sua psicóloga oficialmente falando. – Fez um drama colocando a mão no peito. – Mas estou sempre aqui se você precisar.
– Eu te convidei para ser minha psicóloga de turnê, você que não quis. – Os dois riram. – Obrigada, . Pela conversa e por ter ligado.
– Sempre às ordens. – Reforçou.
– Mas já falamos bastante de mim. Como estão as coisas aí?
– Tudo normal, até agora nem eu, nem Jade ouvimos nada diferente.
– Isso é bom. – Soltou o ar de forma audível.
– E a ?
– Ela insiste que está bem, mas vou conversar com o mais tarde e qualquer coisa eu te falo.
– Boa noite, ! Te vejo em alguns dias. – Se despediu.
– Boa noite. – Encerrou a ligação.
Aproveitou que estava com o aparelho em mãos e escreveu uma mensagem a , pedindo para que ele ligasse quando não estivesse com por perto. Ficou mexendo no instagram alguns minutos e pela falta de resposta do amigo, deduziu que eles estariam fazendo alguma coisa. Aproveitou o tempo para tomar banho e comer.
Estava terminando uma partida de videogame quando recebeu a mensagem do amigo, avisando que ele podia ligar se quisesse, pois, já tinha ido para o quarto dela. E, ao final da partida, foi o que ele fez.
– O que você manda? – perguntou num tom preocupado. – Aconteceu algo em Sydney?
– Ahn!? – devolveu confuso. – Não, por quê?
– Sei lá. – Deu de ombros. – Você disse que a não podia estar perto, achei que sabia de alguma coisa.
– Não, não. Falei com a mais cedo, ela disse que nem ela e nem a Jade conseguiram perceber nada diferente.
– Que bom. – Finalmente ligou os pontos em sua mente. – Mas espera aí, porque você estava falando com a ? É por causa da , não é? – sentiu um peso no estômago, com tudo que aconteceu e a mentira, ele nem mesmo se lembrou que o amigo poderia estar precisando conversar.
– É, mas foi ela quem ligou. A contou do programa para ela e ela queria saber como eu estava.
– E como você está? Acho que você agiu tão bem lá que nem lembramos que você podia estar mal com isso.
– Relaxa, . Eu estou bem. – Tranquilizou-o. – Era justamente isso que estava falando com ela. Sofri por antecipação, porque quando fiquei cara a cara com ela não senti absolutamente nada.
– Nada? Nadinha? – Devolveu incrédulo.
– Nada.
– Nem ódio? Raiva? – Sugeriu.
– Não, . – riu. – Nem ódio, nem amor. Só… indiferença, eu acho.
– Uou, isso é pesado de se ouvir. Deve ser pior do que ódio, porque pelo menos ódio é alguma coisa.
– Você está do lado de quem? – riu.
– Do seu, obviamente. Ou acha que inventei que era minha namorada à toa?
– Ai cara, aonde você estava com a cabeça? – Voltou a rir.
– Tentando salvar sua pele, ingrato. Diferente de você, eu tenho muita raiva de tudo que ela fez.
– Não devia. Você devia simplesmente esquecer que ela existia, como eu fiz. Sempre achei que morreria se me esquecesse dela, mas não morri. – murmurou uma concordância. – Estou falando sério, é tão bom o que estou sentindo agora, tão pacífico e quieto.
– Que poético. – O zoou. – Devia tentar colocar em alguma música.
– Obrigado por me levar a sério.
– Eu estou levando. Você está certo em se sentir assim. Ela mostrou quem ela realmente era antes e hoje isso só se intensificou. A mensagem dela foi clara e é muito bom saber que você finalmente superou tudo isso.
– É, finalmente pronto para seguir em frente.
– E arrasar corações por aí. – Completou.
– Isso é coisa do Calum.
– Era né, agora só quer saber da .
– Você não pode julgar o homem por se apaixonar, . Tinha que acontecer pelo menos uma vez na vida. – Os dois riram.
– Mudando de assunto, o que a tinha a ver com tudo isso?
queria saber como ela estava com a mudança para a sua casa e o namoro falso.
– Ah, eu acho que ela está bem, na medida do possível. – repassou o momento com ela mais cedo em sua mente, tentando lembrar de algum sinal que ela pudesse ter dado. – A gente conversou e ela insiste que o que a gente fez por ela é muito mais do que fingir que é namorada de alguém.
– De qualquer forma está feito, só temos que tomar cuidado até tudo se resolver definitivamente. – bocejou.
– Isso aí. Mas pode ficar tranquilo, está tudo certo por aqui. Pode dormir tranquilo.
– Valeu. Até amanhã.

Nota da autora: Olá! E então, o que acharam?
Essa foi uma das minhas músicas preferidas de Lover e quando pensei na letra, associei automaticamente ao Luke e a Kiara. Me fez perceber também que eu não havia explorado esse lado importante em Sweet Addiction, onde o foco foi todo a PP.
Apesar de curtinha, espero que tenham gostado de entender um pouco mais desses personagens.
Beijos e até mais!

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