Invisible String

Invisible String

Sinopse: O fio invisível os cercava, enquanto descobriam que estavam sendo levados pelo destino a serem um do outro.
Gênero: romance
Classificação: +14.
Restrição: contém palavras de baixo calão, insinuações sexuais.

CAPÍTULO ÚNICO

 

.
Ele se apaixonou à primeira vista pelas sardas que pintavam o rosto dela.

suspirou, enquanto encarou a menina se tornado mulher aos seus olhos. A mesma mulher que habitava seus sonhos havia sido conquistada por . E diriam para naquele momento que ela e ele eram fadados a caminhos diferentes, porém, acreditava que havia uma linha invisível entre eles, e tal ligação seguiria pela vida, enquanto um seguisse o outro.

acreditava em destino. Havia dito que o destino rodava os dados por ele, e por isso que a primeira vez que viu havia sido completamente hipnotizado pelos seus olhos verdes, enquanto o rosto dela era repleto de sardas que eram como um quadro para ele, mas esse quadro parecia pertencer a .

Porém, a ligação entre eles era profunda, ao ponto de se tornarem próximos. sempre acreditou que estar ao lado de era o suficiente, porém, ele soube no momento que tocou os lábios dela que não era.

Ele desejava tocá-la, desejava ser tocado por ela, desejava que ela sentisse tal ligação entre eles, enquanto os lábios vermelhos habitavam seu coração.

A linha invisível entre eles era profunda, constatou que não havia como escapar dos fios que lhe prendia. A cada movimento que dava, ele desejava cada dia mais estar próximo dela.

Mas será que o coração dela sentia o mesmo?

X
Sua mãe estava ali, a mesma invadiu o apartamento. Thereza parecia ter visto um fantasma, enquanto se sentou e observou o filho mais velho com atenção.

— Você está saindo com a Srta. ?

— Algum problema com isso?

— Seu avô ligou… Exigiu que você esquecesse essa menina… – Começou. parou, os olhos acinzentados fixos na mãe enquanto a mesma engoliu a seco. – Seu avô odeia os . Ele não iria…

— Se ele odeia tanto, como permitiu que tivesse um romance com ela? Por 10 anos? E quem avisou a ele sobre meu relacionamento com ela?

apenas apertou os punhos, desde jovem sempre soube do ódio de seu avô pela família . Apesar de estarem no mesmo patamar, ambas as famílias eram especialistas em alguma coisa, porém inimigas eternas. havia cruzado tal linha quando se envolveu com , e o mesmo havia quebrando o coração dela.

— Meu filho, ele já brigou com sobre isso. E você, como você pode brigar com ele em público? Vocês são primos!

— Vovô deveria estar preocupado com ele, e não comigo, não sou eu que estou de casamento marcado.

Thereza desviou os olhos para ele, que apenas serviu o chá para sua mãe, ao passo em que a mesma encarou o filho mais velho.

— E ela vale a pena?

— Vale muito a pena… Eu sou apaixonado por ela, eu não quero mais ninguém, se vovô não quiser aceitar, é com ele, mãe. Pois ela é a única para mim.

Murmurou com convicção, enquanto percebeu o desconforto.

— Seu avô está escolhendo sua noiva.

— O que? – encarou com descrença. Apesar de levar o nome , Arthuro ainda exigia que ele seguisse suas regras? Não mesmo, pensou – Eu não sou o , mãe. Eu não irei me casar com ninguém.

Sua linha com era profunda, então apenas pegou sua mochila e encarou a mãe.

— Diga para ele, se ele ainda me quiser como neto, que ele não ouse tirar meu direito de escolha, mamãe.

! Ele é seu avô.

— Sim, mas ele não tem o menor direito de interferir na minha vida como ele bem entende, mãe. Eu tenho que ir. Até mais tarde, mãe.

Assim que deixou o apartamento, se sentiu irritado com a audácia de seu avô em casá-lo sem seu consentimento. Quando percebeu a figura parada ao lado do carro de cor preta, ela retirou os óculos, ao mesmo tempo em que sorriu para ele, porém percebia os olhos dela fixos nele como se analisassem cada centímetro da expressão dele.

— Eu ia subir, mas…

Ela indicou o carro da família esperando, apenas respirou fundo, enquanto ela arqueou as sobrancelhas.

— Você está bem?

— Eu estarei assim que beijar você.

percebeu o rubor tomar conta da mulher, enquanto a mesma desviou os olhos dele, ao passo em que ele se aproximou dela.

Ele adorava provoca-la daquela maneira, era natural entre eles.

— Você anda engraçadinho, sabia?

— Eu sou engraçado? Você que está com pensamentos impróprios, .

Ele riu, enquanto beijou a face da mulher que apenas resmungou algo inaudível para ele, e o mesmo puxou o queixo dela beijando seu nariz.

— Veio me buscar?

— Eu vim… Você está mesmo bem?

— Se eu te falar o que está me aborrecendo agora, você vai ficar mal humorada. Que tal irmos ao trabalho primeiro? E depois, eu posso querer provar você…

!

Ele reformulou a frase para provocá-la.

— Provar com você, um belo bolo de chocolate. Você está com pensamentos impróprios, ?

A mesma o empurrou, enquanto seguiu para o banco do motorista. sorriu enquanto se sentou no banco do passageiro, e observou que ajustava os óculos sobre sua face, e ligava o motor.

— O que está olhando?

— Você ficar adorável corando, .

— Eu sou adorável.

— Sim, e deve ser mais adorável dormindo…

Comentou, enquanto a mesma tossiu em constrangimento, queria dar um beijo nos lábios pintados de vermelho, ao passo em que a mesma se pronunciou com seriedade.

— Eu quero saber na hora do almoço o que sua mãe disse.

— Como você sabe que é a minha mãe?

apenas deu de ombros, enquanto sorriu para ele, o mesmo sorriso que ele era apaixonado, ao mesmo tempo em que a mesma dirigiu.

Sua ligação com era profunda, e ninguém iria lhe dizer que ele não devia estar com ela.

X
As aulas de Estudos Avançados de Transfiguração estavam abarrotadas de alunos.

era popular no Instituto Pendragon, enquanto apenas explicava a matéria sobre minerais ricos em propriedades mágicas, o pequeno aluno do terceiro ano parecia nervoso ao passar por sua sala, o mesmo aluno que deveria estar na aula de Estudos Avançados de Alquimia. parou sua explicação ao perceber o mesmo agitado falado com a professora de Literatura Ecliana, que o seguiu.

Havia alguma coisa errada.

— Moonfall. Assuma a leitura da página 34.

O pequeno grupo de alunos observava os dois adultos conversando, a mulher estava afastada dele, reconheceu na defensiva, enquanto percebeu a figura de ali, o mesmo parecia extremamente irritado, porém, afastou os alunos enquanto os professores das salas próximas pediam para eles se dispersarem.

— … Por favor, , nós precisamos conversar.

— Ela não precisa falar nada com você.

Puxou a mulher que agarrou seu braço automaticamente. A mesma parecia desconfortável aos olhares dos alunos, enquanto se colocou a frente dela.

— O assunto é entre mim e ela, .

Ele rangeu os dentes, o ignorou. Enquanto a observou, ela se agarrava ao pano de sua camisa.

— Você está bem?

meneou em positivo, enquanto ele a empurrou gentilmente para dentro da sala.

— Eu resolvo, volte para sua aula.

A mulher parecia indecisa em deixar os dois sozinhos, ao mesmo tempo em que arrastou pelo ombro até uma sala qualquer no terceiro andar.

— O que você está fazendo?

— O que você quer, ? Você está de casamento marcado, para o próximo mês.

— O assunto não é com você. Você não passar de um brinquedo para ela, primo. Ela geme seu nome quando você fode ela? Porque ela faz isso quando…

O soco foi dado antes que ele completasse a frase. o segurou pelo colarinho, ao passo em que os olhos negros encaravam os acinzentados.

— Você não tem o menor direito de falar dela. Você me ouviu?

— Você é que não tem direito se meter. Ela é minha!

— Ela não é sua! Ela não é porra nenhuma sua! – Ele se afastou, passou as mãos sobre seus cabelos. – Eu não irei permitir que magoe mais ela, , você não a merece.

— E você a merece? Vovô disse que vai marcar seu casamento, acha que pode ir contra a ordem dele?

— Ele que me teste. Eu não sou a porra do brinquedo dele, e … Você é que o covarde de nós dois, não teve coragem de enfrenta nosso avô por ela.

apenas sentiu quando os socos começaram. Quando revidou, havia uma raiva em seus atos. Enquanto mãos os seguraram, uma voz estridente soou.

— Tirem os dois daqui! Desde quando o laboratório se tornou uma rinha de cães?

A voz da vice-diretora Burbage soava, percebeu quando o encarava chocada, porém, ela seguiu até onde estava.

Será que ela iria volta com ele?

X
Havia sido repreendido, enquanto encarou o pouco do sangue que havia caído em sua blusa.

Respirou fundo. havia seguido , talvez… Cortou tal linha. Enquanto apenas lavou a camisa, o intervalo do almoço lhe daria duas horas até sua próxima aula, precisava estar impecável, porém, estava com raiva.

Queimava em sua pele aquela raiva. Como desejava bater mais em naquele momento, porém conteve aquele sentimento, afinal, provavelmente seria chamado pelo seu avô para tentarem resolver isso.

Como ela pôde? Antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, entrou no banheiro masculino dos professores, a mesma o observava enquanto trazia uma pequena maleta, ao mesmo tempo que tomou a blusa da sua mão.

— Coloque isso no rosto.

não queria obedecer, porém apenas se encostou na bancada, ao mesmo tempo em que lavava a camisa dele com suas mãos delicadas. As unhas perfeitas pintadas de preto poderiam se desmanchar, apenas sentiu o gelado sobre seu rosto.

— E ele?

— Ele quem?

— Você não foi atrás do ?

Cuspiu o nome dele. Enquanto franziu o cenho para ele, ela apenas tirou o excesso de água, e riu, uma risada genuinamente engraçada naquele momento.

— Eu fui na enfermaria. E por acaso, é o mesmo caminho que dá para a saída. Acha mesmo que eu ia atrás do quando meu namorado se machucou? Coloca na janela, eu trouxe uma roupa extra para você.

Namorado? sentiu o ar fugir dos pulmões enquanto indicava para ele colocar a blusa sobre a janela e abriu a maleta, só obedeceu, ao passo em que ela se posicionou na frente dele.

— Seu rosto é tão lindo. Por que você teve que brigar?

Ela reclamou, apenas sentiu ardência do remédio, e franziu o cenho, ao mesmo tempo em que tentava fingir que estava forte, porém o gemido de dor escapou dos seus lábios, enquanto o mesmo recebeu um beijo suave.

— Hm, vou ganhar mais?

— Aqui não. No meu apartamento, sim.

— Desculpa. – Ele sussurrou, enquanto a mesma franziu o cenho. – Eu não queria dizer isso assim, mas meu avô quer me casar…

se afastou, porém, colocou sua cabeça no ombro dela, enquanto ouviu o som do seu coração alterado por tal notícia.

— Mas eu vou me rebelar. Porque a minha namorada vai ser a única na minha vida.

… Você…

— Eu amo você – murmurou sob o nariz dela, enquanto encarava os seus olhos – Eu não importo com o que meu avô disser sobre nós, você é a única para mim.

— Eu amo você.

O sussurro era quase inaudível, porém, encarou com ansiedade, enquanto a mesma fingiu que não havia dito tais palavras.

— Você pode repetir…

, quieto.

.

— Eu amo você – o constrangimento de tais palavras era evidente, ao mesmo tempo em que a mulher se afastou dele pegando o band-aid – E não brigue de novo. Ele ainda é seu primo.

Hmm, isso eu já não sei se posso evitar – ele disse abraçando-a – Bom, o que vou ganhar no seu apartamento, hmm?

Mudou de assunto, enquanto a mesma se afastou, e deu a camisa para ele.

— Veremos o que você merece, . Sr. Wesley, pode usar o banheiro.

Ela apenas saiu levando consigo a maleta, enquanto o professor de música sorriu constrangido, abriu a camisa e franziu o cenho.

— Isso deve ser parte da minha punição.

A camisa branca com o urso panda estampado era ridícula de tão fofa, mas sorriu.

Ele estava completamente apaixonado por aquela mulher.

X
As risadas dos alunos atrás de si eram estridentes, enquanto exibia tal vestimenta.

— Por hoje, é só.

Se despediu da turma do sétimo ano. Enquanto a mulher estava parada do lado de fora após ele organizar a sala, apenas sentiu os braços ao redor de si, ao mesmo tempo que o homem beijou sua testa.

— Seus machucados doem?

— Nem um pouco, você fez uma ótima pomada.

— Eu peguei da madame Laurent, .

— Eu sei que você faz os medicamentos.

revirou os olhos, enquanto ambos desciam para o estacionamento, porém o carro com um Faisão como símbolo estava estacionado ali. Ao mesmo tempo em que percebeu, gentilmente o empurrou.

— Você deve ir.

— Eu não quero ir, eles não podem me obrigar a casar com quem eu não quero.

— Certo, eles não podem, mas… Você ainda deve ir – ela gentilmente tocou sua face machucada, e sorriu – Eu estarei na Mansão , vou passar a noite lá, eu espero notícias suas.

— Você não pode…

Ela o beijou –, o beijo delicado havia se tornado profundo, ao passo em que as mãos pequenas o afastaram, e um gemido de derrota saiu dos lábios dele.

— Eu odeio meu avô.

— Vai, eu te amo.

Sussurrou, enquanto o mesmo lhe roubou mais um beijo. encarou o motorista de seu avô, enquanto se jogou no banco de trás, também estava ali, o mesmo fingia encarar a janela com interesse.

A viagem seria rápida, ao passo em que encarou as nuvens no céu de Eclia. Ao mesmo tempo em que se aproximavam da Mansão da família , os gritos de Arthuro chegavam. respirou fundo quando a camisa foi entregue para ele, apenas retirou a gravata enquanto ajeitou as mangas de sua própria roupa.

— Ele pode tentar te matar se te ver com algo tão… Ridículo – murmurou , enquanto o mesmo suspirou passando as mãos por seus cabelos negros – Me desculpe pelo o que eu disse.

— O que houve com você?

Havia horror em sua voz, vestiu a camisa azul escura por cima da camisa branca que havia lhe emprestado, apenas bufou, e chutou a pedrinha.

— Eu fiquei chateado que ela superou rápido, ela parece feliz com você.

percebeu magoa na voz do então primo, havia ressentimentos entre eles, os mesmos ressentimentos que lhe despejou no dia em que ela soube do casamento dele, no mesmo dia em que ela chorou como nunca havia chorado em sua frente.

Ele odiava aquela memória, afinal, jamais a vira daquele jeito antes.

— Não foi rápido, foi doloroso – encarou a roupa, agora, ele parecia um adulto responsável – Se você realmente gosta dela, deixe-a em paz.

— Ela está feliz?

A pergunta ficou sem resposta porque ambos se assustaram com o objeto vindo da sala, o sapato marrom foi jogado com tudo, enquanto a varinha havia sido retirada de suas mãos. Arthuro era um homem enérgico e problemático, enquanto apenas percebeu a mãe e o seu pai, Ferdinand, sentados assim como seus tios, Amélia e George.

— Papai!

A voz horrorizada de Thereza soou, enquanto a mesma encarava o filho com pesar, havia argumentado de todas as formas com o mais velho da família, porém, nenhum dos presentes havia conseguindo fazer Arthuro se acalmar.

— Esses patifes só trazem desgraça para a família. Como vocês ousam manchar o nome de nossa família? Nem na época que vocês estudavam na Pendragon havia recebido telefonema sobre seus comportamentos, seus malditos!

apenas se manteve em pé, enquanto havia recebido o carinho de sua mãe, sua tia havia tocado em seu braço em sinal de conforto.

— E tudo por aquela meretriz dos !

— Não a chame assim! Respeite ela, vovô!

A voz de soou azeda.

— E como eu devo chamar? Ela seduziu os dois patetas, como eu devo chamá-la?

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, a mulher mais velha entrou no recinto. havia visto apenas fotos dos dois no apartamento de , William tinha os olhos verdes iguais ao da neta, enquanto Catarina Lefbrev tinha aquele ar elegante ao redor si, havia ouvido falar da então tia avó de sua namorada, enquanto a mesma encarou o irmão mais velho que bufou.

— Se você chamar a minha neta de meretriz, eu juro que te bato, . Por que eu tenho que vir nessa casa, cunhada?

A voz de William era imponente e irritada, Arthuro se levantou prestes a bater nele, porém, a voz melodiosa soou séria, ao passo em que tocou no ombro do irmão.

— É bom vê-lo de novo, Arthuro. William, pode me esperar lá fora? Diga a para se acalmar, eu não vou demorar.

— Se precisar, me avise.

— Obrigada por me trazer.

A mulher sorriu, enquanto os cabelos grisalhos já tomavam conta dos escuros como noite. Os olhos castanhos claros encararam Arthuro, e pela primeira vez na vida, aquele homem não ousou argumentar com aquela mulher, ao mesmo tempo em que ela encarou os dois netos de Arthuro com curiosidade.

— E vocês devem ser e , William havia contado que os dois estão disputando a minha sobrinha assim como seu avô no passado com a…

— Não fale besteira, Catarina.

— Besteira? – A mulher encarou o homem mais velho, enquanto se sentou no sofá. – Não chame minha sobrinha de meretriz, minha cunhada ficaria triste se você falasse assim dela.

— O que você quer aqui?

Arthuro encarou a mulher, enquanto encarou todos.

— Thereza amava, e você amava tanto Thereza ao ponto de nomear sua filha com o nome dela – comentou, enquanto a mãe de encarou o pai, que apenas desviou os olhos dela – Mas você desconta em tudo contra a família que a acolheu, e por isso você a odeia, mas ela não tem culpa do que aconteceu no passado.

— Thereza me abandonou por prestígio, eu desisti de tudo por ela… – Arthuro tinha ar melancólico, enquanto Catarina lhe sorriu – O que você quer?

— Ela não quis vir, ela pediu para entregar isso.

Ela retirou algo da bolsa, e deixou sob a mesinha do centro de sala.

X
Querido Arthuro,

Eu esperava jamais recebesse tal carta, apesar de William ter me prometido que não haveria guerra entre as duas famílias, eu sei que você está magoado, e por isso, você está magoando a minha neta.

Amar você era como vermelho, mesmo que você fosse azul para mim, e eu o amei a cada segundo na minha adolescência, apesar das nossas diferenças, mas agora, eu vejo que nosso amor não sobreviveria a esses anos.

Eu sei que amou sua esposa como nunca amou ninguém.

Quando meu pai disse que você iria se casar, meu mundo foi ao céu e depois ao inferno, ao perceber que sua família desejava a filha de meu tio como sua esposa, e não a mim.

Achei que você estivesse brincando comigo, então, quando meu pai disse que iria me casar com a família , eu decidi aceitar de imediato, rápido, e sem grandes cerimônias, porque o tempo era meu inimigo.

Pois eu estava grávida de você.

William sempre soube que nosso Michael não era dele, mas o tratou como um igual, jamais o diferenciou de seus irmãos, e até mesmo o mimou demais, mas o amou como seu próprio filho.

Quando eu o tiver, percebi que meu amor por você não era nada comparado a Michael, em seguida, meus outros filhos, por eles, eu faria de tudo, e por isso, eu fui contra todos os meus princípios ao escrever essa carta.

Seu neto machucou minha neta. Quando eu a vi, machucada, achei que ela jamais se levantaria, porém, quando os dias se tornaram meses, estava rindo como uma adolescente novamente.

Soube no momento em que vi eles que eu não podia negar que havia algo ali, o jeito de lembrava você ao redor de mim, lembrava como você me olhava apesar de todos nossas diferenças, e hoje, pela primeira vez, eu vi minha neta chorando por ele, e eu percebi que eu não podia deixar você machucar minha neta.

Ela não merece seu ódio.

Por favor, eu peço pelo nosso passado, que você os deixe serem felizes.

Com amor,

Thereza.

Arthuro encarou a carta, e tentavam ver o conteúdo, porém o avô os impediu, enquanto passou as mãos pelos cabelos castanhos já envelhecidos pelo tempo, ao mesmo tempo em que ele não podia odiar Thereza para sempre, mas ele ainda havia sido magoado por ela.

O que ele estava fazendo com aquilo?

— Vai ver a , .

— O que?

— Vai vê-la! Antes que eu me arrependa, seu ingrato.

Resmungou Arthuro, enquanto guardou a carta em seus bolsos, e seguiu até a sala deixando seus parentes confusos.

— O que tinha na carta?

X
A mulher mais velha que abriu a porta lhe sorriu.

Era a segunda vez que via Thereza , os cabelos grisalhos enquanto o levou pela mansão dos , enquanto se questionava se haveria riscos ainda de seu avô e ela terem mesmo ficados juntos, e ao ponto de que, ele e nem estariam ali, mas deixou aquele pensamento de lado.

— Ela chorou quando viu isto. Diga ao seu avô que casamentos arranjados são chatos hoje em dia.

O convite de casamento que seu avô havia mandando com seu nome, enquanto pensava nas artimanhas que o mais velho fez.

— O que tinha na carta, Sra. ?

— Ah, meu jovem, são segredos. Silêncio, você vai gostar disso.

Ela piscou para ele. Enquanto se escondia igual uma criança, estava de costas, enquanto havia formas de bolo espalhadas pela bancada, os cabelos ruivos presos no alto, enquanto usava uma flanela sobre sua cabeça.

— Tio, baunilha ou maçã?

— Maçã.

Era a primeira vez que via o tio favorito de , e provavelmente, o filho favorito dos segundo a mesma, porém a disputa entre ele e Vincent, pai da mulher, era acirrada pelo que a namorada havia lhe dito –, Michael tinha os cabelos castanhos, ao invés dos ruivos, havia puxado as características físicas de sua mãe, enquanto seus olhos eram acinzentados, ao mexer na massa de bolo com afinco.

— Você está brava com quem, hein?

— Os mentirosos dos .

— Oh, mais um? Mamãe já disse que os não prestam.

— E, eles não prestam. Vovó estava certa em não ter corrido atrás daquele velhote dos , e eu não vou correr atrás de uma ramificação qualquer deles.

Havia raiva, enquanto pediu silêncio ao tio da mesma, o outro sorriu, enquanto ele a abraçou por trás.

— Mas eu não sou um . E muito menos uma ramificação qualquer, .

— O que você faz aqui?

A voz irritada, enquanto pegou a massa com o dedo e passou na boca, o sabor estava bom e sorriu para ela, ao mesmo tempo que os dois mais velhos saiam aos risos da cozinha.

Hmm, um passarinho me contou que alguém chorou por causa disso.

— Vovó não tinha nada que te mostrar isso.

— Isso é falso, meu avô se esforçou para nós separar, mas sua avó disse algo para ele que o acalmou de repente. Eu até achei que ele fosse chorar.

— É? Mas ela estava aqui comigo.

— Ela enviou uma carta – explicou puxando a mulher pela cintura, e lentamente a raiva que ela sentia dele ia diminuindo – Eu não tenho culpa nenhuma do que eles fizeram no passado, só tenho culpa de amar você.

Ao dizer isso, apenas pegou o rosto dela, enquanto beijou sua testa, descendo até sua boca. A respiração entrecortada, ao passo em que os lábios se tocaram, enquanto apenas a puxou pela cintura para si.

Não havia mais nenhuma palavra a ser dita, enquanto o beijou tirou o fôlego dela, e o mesmo continuava a beijar seus lábios.

— Eu amo você.

Ele sussurrou, enquanto a mesma o abraçou. sorriu, ao passo em que as risadas escandalosas soavam, e se escondeu dele.

— Vovó! Tio! Vocês não deviam estar aí.

— É que nos amamos romance, e não sou só eu… – Ela puxou William, que parecia envergonhado com isso, enquanto o filho mais velho da família segurava o pai pelo ombro. – Querido, acho que achamos nosso neto perfeito para nossa princesa.

— Você acha?

— Mamãe, ele ainda tem que passar pela aprovação do Vincent.

O tio da mulher sorriu, enquanto a mesma se escondeu nos braços do namorado, apenas sentiu que ela o retirou da cozinha o levando para o quarto de cima, enquanto apenas se trancou com o mesmo em seu quarto.

— O que você está fazendo…?

— Hmm, dando o que você merece?

Ela questionou, enquanto se deitou ao lado dele, estava prestes a protestar dizendo que a família dela estava ali próxima a porta, porém, a mesma completou.

— Vamos dormir.

— Dormir?

Claro, você pensou o que, seu pervertido?

queria rir, porém apenas sorriu e beijou a face dela.

X
acreditava que havia uma linha invisível entre eles, havia evitado ela durante os últimos dez anos, apenas se tornando seu melhor amigo apesar das diferenças entre suas famílias.

Porém, ele não resistiu àquela mulher.

Havia caído nós encantos de lentamente, enquanto beijou sua face, havia sido seduzido por cada parte daquela mulher que a cada dia que passava mostrava facetas que jamais havia visto antes, os dedos dela o marcavam.

sempre se considerou sortudo, mesmo que aqueles 10 anos houvessem existido, agora, ele era dela, completamente.

Aquela corda invisível os amarrou, enquanto beijou a face dela.

— Hm, o que você está pensando?

— Em você.

Disse se virando para ela, enquanto a mesma sentiu os dedos descendo por sua face.

O destino havia lhe dado as chances de amar aquela mulher, e ele jamais se arrependeria de suas escolhas.

estava amarrado a .

Fim.¹

¹ Haverá continuação.