08. Love Again

08. Love Again

Sinopse: Skyler não se apaixonava, era uma regra. Uma que não estava disposta a quebrar até conhecê-lo. Era inconstante, talvez imatura, mas era consistente, tinha sede de viver, de aprender e de conhecer o mundo, de ser livre e de não se deixar prender em uma paixãozinha.
Mas estava sempre só, até que chegara a conclusão de que não importa o quanto ela tentasse, nunca seria o suficiente para algumas pessoas. Era isso, cada um tinha sua vida para fazer dela o que quisesse, não perderia seu tempo tentando agradar e fazer outras pessoas felizes, agradaria a si mesma. Então preparou uma massa de cimento, e jogou seu coração dentro, ele seria de pedra e ninguém conseguiria alcançá-lo mais, não seria mais magoada, não seria mais machucada. Não amaria mais.
Até ele chegar.
Gênero: Romance.
Classificação: 14 anos.
Restrição: Sem restrições.
Beta: Bridget Jones.

Capítulo Único

não se apaixonava, era uma regra. Uma que não estava disposta a quebrar até conhecê-lo. Não era do tipo que se apegava a uma pessoa e conseguia imaginar-se namorando-a, chamando de “amor” e trocando mensagens o dia todo. Cansava-se facilmente daquilo pelo qual nunca deveria nem ter se interessado, pois sabia que as pessoas decepcionam. Era talvez imatura, mas consistente, tinha sede de viver, aprender e conhecer o mundo, ser livre e não se deixar prender em uma paixãozinha.
Ela simplesmente não ligava, estava pouco se fodendo. Passara boa parte de sua vida sendo boa para qualquer um que fosse a ela mesma, era sempre o “anjo”, “amiga” ou “amor”, mas estava sempre só. Chegara a conclusão de que não importava o quanto tentasse, nunca seria o suficiente para algumas pessoas.
Era isso. Cada um tinha sua vida para fazer dela o que quisesse, não perderia seu tempo tentando agradar e fazer outras pessoas felizes, agradaria a si mesma. Então, preparou uma massa de cimento e jogou seu coração dentro. Ele seria de pedra e ninguém conseguiria alcançá-lo, não seria mais magoada e nem machucada. Não amaria mais.
Até ele chegar.

observou o rosto do rapaz deitado ao seu lado, ele respirava tranquilamente enquanto dormia, sem imaginar a confusão que se passava na cabeça dela. O coração batia alto dentro do peito, tão alto que tinha medo que ele acordasse com o som das batidas. Era estranho imaginar que ainda existia algo que pudesse fazê-la se sentir daquela forma.
não significava nada para ela, era apenas mais um que fazia parte da sua vida, mais um em meio às pessoas com que já se envolvera. Ela não pertencia a ninguém e não se entregaria por inteiro depois de tudo que vivera.
Pelo menos era isso que dizia a si mesma a cada batida vacilante do seu coração que, surpreendentemente, não era feito de pedra como ela imaginava. Devia saber que fraquejaria quando decidiu sair com ele mais uma vez, e depois mais uma, e outra, e outra… Devia saber que não seria tão forte assim quando passou a perder a vontade de se envolver com outras pessoas e passou a querer ficar mais e mais ao lado dele.
suspirou quando os braços dele a envolveram e a puxaram para ainda mais perto, um sorriso curto e sacana tomando os lábios dele, ainda de olhos fechados, a respiração se misturando e a voz grave de preenchendo o ambiente.
— Consigo sentir o cheiro de neurônios queimando daqui. — a moça soltou um muxoxo e deixou-se aconchegar nos braços dele. Estava perdida. E apaixonada.
Ela não era de pedra como pensava. E isso não era bom.
podia se lembrar claramente do quanto fora idiota quando deixara o coração comandar, era como se algo estivesse sempre prestes a explodir e acabar com tudo que tinha por dentro. Sentiu-se vazia, incompleta, não tinha mais nada quando ele acabou com ela. Sentia-se culpada e mal pela maior parte do dia e todos aqueles que juraram permanecer ao seu lado se foram, parecia uma chuva forte e eterna. Quando achava que estava conseguindo, que a dor ia passar, percebia que era um ciclo e toda a dor sempre começava novamente. Ficara exausta, desiludida e desanimada.
Não conseguia dizer “eu te amo” nem para os próprios pais, se um dia fora forte, naquela época não era mais. Virara uma pessoa fria, não tinha mais amigos verdadeiros, filmes emocionantes não a tocavam mais e, se fosse sofrer, sofria em silêncio e chorava em silêncio. Logo se tornou o próprio, as coisas perderam a cor e graça, laços indestrutíveis se quebraram, promessas se desfizeram e as pessoas mudaram.
mudara, não acreditava mais no amor.
Tinha para si mesma uma lista de regras que mantinham seu coração inteiro, rachaduras não se formariam na camada de cimento.
Enquanto olhava os olhos azuis de se abrindo lentamente, repetiu-as a si mesma: não seja boba, sorria, ignore, seja fria, não dê seu coração a um cara. Pense em você, porque no final é tudo que vai ter. Seja forte.
— No que tanto pensa? — Ele falou baixinho, tirando uma mecha de cabelo de seu rosto e colocando-a atrás da orelha.
— Que estou ficando louca. — Respondeu, ainda encarando-o e ele gargalhou.
— Agora que você percebeu? — Ela sorriu e mostrou a língua em uma provocação infantil. se aproximou e a beijou, as línguas se misturando, se tocando e ele também a tocou.
sabia que teria que fazê-lo naquele dia, não o veria mais.
Ela sabia a hora certa de parar, sempre soubera, mas com ele não parara. E quando ele tomou seu corpo nu junto ao dele, não parou de novo. Sentia frio, calor, medo e dor, faltava coragem de voltar a ser a garota que um dia fora, com sonhos, amores, marcas, pesadelos, que sorria e chorava. Andava sentindo um vazio que só passou a perceber depois que o conhecera e sabia que esse vazio tinha uma solução, mas não queria mais correr o risco. Voltaria a viver por si e sozinha, por uma boa causa.
Ela era sentimento, fogo, barulho e sorrisos, forte, decidida e cabeça dura, não precisava entregar seu coração a ninguém pra ser feliz.
Mas se entregou a ele. Uma última vez, jurou a si mesma.
Era sempre assim com ele. Os beijos de lhe tiravam o ar, sua língua se encaixava perfeitamente na boca dela, e ele dentro de si.
a beijou mais uma vez e tocou seu corpo, acariciando seus seios da forma como aprendera que a excitava enquanto beijava seu pescoço, a fazendo suspirar. Desceu os beijos, lambendo os mamilos já intumescidos, a fazendo gemer.
levantou o quadril, chamando-o, e ele a penetrou. Era como se fosse feito apenas para estar ali entre suas pernas, entrando e saíndo, a fazendo delirar, sussurrar e gemer seu nome inúmeras vezes até o ápice.

a abraçou e paralisou quando ele sussurrou em seu ouvido.
— Eu amo você. — Ela sentou-se na cama e pensou em quão trágica a vida poderia ser. Pensou nos maiores desastres e em todas as formas ruins de se acabar com uma história, que não era assim que a deles deveria acabar. Não fora assim que planejara e ela sabia que as chances de algo dar certo eram de uma em um trilhão, que nada era fácil. — ? — a olhava preocupado.
Ela tinha medo. Do que já tinha passado e do que poderia vir, querendo ou não, já tinha sido amedrontada. Sobrevivera a corações partidos, amores não correspondidos, verdades cruéis e inúmeros conflitos. Sobreviveria a mais aquele.
— Preciso ir. — Respondeu, levantando-se da cama e vestindo a roupa o mais rápido que pôde.
, espera… — levantou-se vestindo a cueca, arrependido por ter deixado as palavras escaparem. Ela o olhou e lembrou-se mais uma vez de toda dor que aquelas três palavras lhe trouxeram, do frio, da ausência de abraços, dos desapontamentos. Aquelas malditas palavras a fizeram forte, provara de tudo e sabia que ser magoada com verdades doía menos do que ser destruída com mentiras. Sabia o que precisava fazer, então olhou para o céu e pediu forças. Precisava seguir em frente.
, olha, você precisa entender que isso não era sério. — Disse sem medir as palavras. — Era um jogo, um passatempo, achei que estivéssemos na mesma página. — pôde ver a dor chegar aos olhos de , pôde vê-lo disfarçar e dar uma risada sem graça, enquanto coçava a nuca.
— É. — Respondeu simplesmente. — Eu também achei. — O rapaz então deu as costas e entrou no banheiro, deixando-a livre para ir. E ela se foi.

Pela primeira vez em muito tempo, se viu sem saber o que fazer. Encarando o contato de em seu celular, querendo mais que tudo ligar para ele naquele momento, com o coração disparado, querendo vê-lo mais uma vez após apenas uma semana.
Ela não acreditava mais no amor, achava bonito vê-lo nas pessoas, mas verdadeiramente não acreditava mais. Sequer lhe passava pela cabeça acordar todos os dias e olhar para um único rosto que dispararia seu coração, passar a madrugada no telefone e todas essas coisas de pessoas apaixonadas. Não conseguia entender porque as pessoas se prezavam àquilo, a sentir dor e se machucarem.
Até que se pegou olhando para o céu, fechando os olhos e pedindo com todas as forças para que estivesse ali, para que pudesse tocar seu violão e cantar enquanto ela dançava pela sala do apartamento dele com uma taça de vinho nas mãos. Sorriu e xingou a si mesma por ter sido idiota e não ter percebido antes, não adiantaria fugir. já havia quebrado qualquer lasca de cimento de seu coração.
E ele pesou da forma como ela quis evitar que doesse quando fugiu dele. Doeu mesmo depois de ter desistido, de ter sido covarde, fugido, aberto mão do amor, mentido e dito que era só um jogo, de vê-lo apoiado em sua mentira… Seu coração ainda doeu.
Era incrível o poder de três palavras e era difícil lidar com as perguntas em sua cabeça antes de dormir. Sentia-se vazia e sabia, naquele momento, o que o preencheria.

chegou em casa cedo naquela manhã. O dia já havia amanhecido e passara a noite na casa dos pais, mas ainda assim insistiu em sair antes de sua mãe acordar e fazê-lo consumir quilos de comida. O rapaz quase caiu para trás ao se deparar com dormindo sentada em frente a sua porta.
. — Sussurrou abaixando-se ao lado dela, acariciando seu rosto e preocupando-se ao vê-la fria. — . — Chamou de novo, balançando-a suavemente para acordá-la. A moça abriu os olhos e sentiu o coração disparar ao vê-lo ali.
Tinha chegado na noite anterior. Disse a si mesma que só esperaria alguns minutos, mas acabou caindo no sono durante a espera.
— O que faz aqui? — Perguntou — Você está congelando. — Continuou preocupado, ela o encarou.
— Eu precisava falar com você. Eu… — sempre fora boa com as palavras, sempre deixava claro o que queria dizer e sempre dizia por completo, sem pontas soltas. Mas naquele momento todas as palavras fugiram. O universo não facilitaria a vida dela.
— Por que não me ligou? Ou voltou depois? — o rapaz respondeu frustrado, cheio de preocupação enquanto a levantava do chão e a direcionava para dentro do apartamento.
— Eu perderia a coragem. — Respondeu depois de sentar-se no sofá. Sentiu o corpo dolorido agradecer a maciez do mesmo e sumiu dentro do quarto, logo voltando como uma coberta que jogou sobre os ombros dela.
— Você não faz sentido nenhum, . Não consigo te entender. — Suspirou, bagunçando os cabelos. — Vou fazer um chá. — Ela o observou ir até a cozinha e cada um dos movimentos que fez após chegar lá.
Ela poderia amá-lo, não poderia? Com toda facilidade do mundo o chamaria de seu, acordaria com seu cheiro, abriria os olhos e sorriria instantaneamente ao lembrar de alguma coisa que acontecera no dia anterior, das cócegas, da comida queimada ou do filme ruim que insistiram para assistir. Poderia facilmente ligar para ele só porque sentiu saudades, sentir seu coração acelerar ao ouvir sua voz, e ser envolvida completamente ao ouvi-lo cantar, sentindo-se ser conduzida a qualquer lugar que fosse apenas os dois, com as piadas ruins, as manias chatas, os risos fáceis, as bocas silenciosas, os olhares comunicativos e as mãos dadas. nunca segurara a mão dele, queria fazer isso, a seguraria como se fosse seu coração, com todo cuidado para não quebrá-lo como ela tanto tinha medo.
Eles poderiam ser um só, ela poderia amar e ser amada, não poderia?
Sorriu ao perceber que não poderia, simplesmente já o amava.
Pegou toda a coragem que lhe restava e foi até a cozinha também, deixando confuso ao pegar sua mão e posicioná-la em cima do seu peito esquerdo. Seu coração batia a toda velocidade, toda altura, por simplesmente tocá-lo. Medo nenhum poderia fazê-la desistir dele naquele momento.
— Eu convenci a mim mesma que meu coração era de pedra e que eu nunca iria amar mais ninguém depois de tudo que eu passei, mas pedra não bate do jeito que ele bate quando estou perto de você, pedra não dói do jeito que ele dói quando estou longe de você. — a olhava surpreso, mas ela viu seu rosto ir suavizando, sendo tomado pelo amor que ele lhe disse sentir. — Nunca me permiti isso, amar, sempre me lembrou desastres e sempre acreditei que toda vez que eu amasse acabaria assim, mas talvez… Talvez nunca tenha dado certo com ninguém porque faltava você. Desde sempre deveria ser nós dois. — Ele sorriu e encostou sua testa na dela, acariciando sua bochecha com toda a devoção que tinha dentro de si, como amava aquela mulher. — Você tirou meu medo, mesmo sem perceber, cuidou de tudo que havia sido quebrado e me amou até quando eu não era capaz de amar. E mesmo que você não me queira mais depois de todas as mentiras que eu te disse, queria agradecer por me fazer esquecer e passar por cima de todas as lágrimas, dores, por me fazer feliz, sonhar com dias encantados do seu lado e por me ensinar a te amar. — Ela pegou a mão dele, como vinha imaginando fazer, e aquilo lhe deu coragem para repetir as palavras finais. — Eu te amo, . — Observou com uma dor imensa quando se afastou dela, descrente, soltando sua mão e fazendo-a sentir seu peito doer.
— Você deve estar maluca. — suspirou, sentindo as lágrimas formarem-se em seus olhos. Já devia ter imaginado que não teria um final feliz.
Mas foi surpreendida e soltou um gritinho de pavor quando ele a abraçou, lhe tirando do chão.
— Você só pode estar maluca. — Ele repetiu dessa vez com um sorriso no rosto, a botando no chão e aproximando seu rosto do dela. — Por imaginar que por algum segundo eu ia deixar de te querer. — E a beijou com todo amor que possuía dentro de si, sua língua encontrando a dela e fazendo-lhe sentir como se todos os outros beijos que dera na vida tivessem sido errados. Era a ela que pertencia, e ela o pertencia também. — Eu te amo. — Respondeu às declarações de amor que ouvira minutos antes. — E você nunca mais vai me afastar de você por medo de algo. — Ela suspirou e pensou que aquele era um típico final daquelas comédias românticas que odiava.
Mas estava amando cada segundo.

Fim.
 

Nota de auota: Oi, gente! Meu primeiro especial aqui no FOFIC, espero que gostem e que tenha feito jus a Love Again ❤ Comentem e me contem o que acharam!