Paper Rings

Paper Rings

Sinopse: O começo foi conturbado, brigavam como gato e rato e não resistiam em provocar um ao outro. Mas agora, alguns anos depois, mesmo que preferisse coisas brilhantes, ela se casaria com ele até mesmo usando alianças de papel.
Gênero: Romance
Classificação: 10 anos.
Restrição: Escrita com o grupo sul coreano Astro, mas está completamente interativa e pode ser lida com qualquer pessoa.
Beta: Rosie Dunne.

Paper Rings

Prólogo

Era final de agosto e o verão excessivamente quente, que atingira todo o país naquele ano, já começava a dar espaço para a chegada do outono recheado de ar puro e céus azuis, era a estação do ano favorita de e a garota já se encontrava extremamente animada. Nem mesmo o fato de estar sendo arrastada por para mais uma das repetitivas festas de poderia acabar com o alívio que sentir a brisa fria contra seu rosto lhe causava. Bem, talvez acabasse sim um pouco com seu humor, afinal de contas poderia estar deitada em seu quintal observando o céu especialmente estrelado que acendia o céu naquela noite. Mas, ao invés disso, estava no carro da melhor amiga, entre e , que cantavam alto e desafinado demais para que fosse seguro para seus ouvidos, e, caso reclamasse, teria que ouvir de novo que estava acabando com a festa antes mesmo de chegarem, o que a faria revirar os olhos e deixar um bico escapar. Não queria que , no banco do passageiro, tivesse ainda mais motivos para implicar consigo, então apenas se aproximou do banco da frente e perguntou, pela segunda ou terceira vez, se já estavam chegando.

— Estamos quase lá, . — respondeu, olhando rapidamente a amiga pelo espelhinho e entendendo sua pressa.

Juntar e fora a pior ideia que já tiveram na vida. “A grande tragédia”, como costumam chamar, aconteceu há seis anos, quando as três garotas estavam iniciando o ensino médio. convidara a garota nova para se sentar com ela e , que eram vizinhas e, coincidentemente, havia levado o garoto do clube de teatro para almoçarem juntos, já que precisavam discutir o roteiro da nova peça que a escola montaria. E pronto, o caos foi instantâneo. Era como se os dois partilhassem o mesmo único neurônio, até seus aniversários coincidiam e a conexão foi estabelecida no momento em que trocaram o primeiro olhar. Poucos meses depois estavam namorando e, desde então, não se desgrudaram. Eram o típico casal que você só veria em filmes, não precisavam nem mesmo trocar uma palavra sequer para saber o que o outro estava pensando, o que é assustador. se juntara ao grupo apenas alguns anos mais tarde, no início da faculdade, tinha algumas cadeiras em comum com e outras com e logo o garoto novo na cidade fora adotado pelo grupo mais barulhento que se podia imaginar, a calmaria do rapaz contrastando tão forte com os amigos que todos se questionavam como a relação funcionava. Mas, bem, funcionava, e apenas isso importava. Talvez fosse a peça que faltava, já que costumava controlar a impulsividade dos amigos, e só então o grupo estava completo.

A tortura de acabou ao ver a amiga estacionar o carro em frente a casa de praia da família de , e abriu um sorriso ao avistar rindo escandalosamente de alguma piada que havia lhe contado. O cumprimentou rapidamente, logo seguindo e para dentro da casa. Procurava por , sua paixonite, enquanto os amigos estavam apenas atrás de bebidas. Não demorou muito para que encontrasse o dono da casa, o estudante de teatro atraía toda a atenção onde quer que estivesse, era impossível estar no mesmo ambiente que e não se sentir atraído até o rapaz. Estavam próximos a fogueira que fora acesa nos fundos da residência, já na areia da praia. Mas, naquela noite, outra pessoa chamara a atenção de . Um novato.
Foi como se a própria lua quisesse que a garota o enxergasse, já que saiu detrás das nuvens onde se escondeu durante toda a noite, iluminando perfeitamente o rosto do único sóbrio no grupo de amigos.

 

Capítulo Único

 

Levou certo de dois ou três meses até que e finalmente, e para a felicidade dos amigos em comum que dividiam, se entregassem ao que sentiam. Brincaram de gato e rato até estarem os dois cansados demais para as provocações infantis que gostavam de soltar e, literalmente, se jogarem nos braços um do outro, de onde nunca mais saíram. Mas, mesmo após as provocações terem terminado, levaram quase um ano até assumirem verdadeiramente que o que sentiam pelo outro ia muito além da atração física. Foi durante a virada do ano, comemorada na casa de , que se declarou e pediu a garota em namoro, logo após convencê-la de que seria uma ótima ideia ignorarem o frio e pularem na piscina congelante. Alguns anos depois dividiam um pequeno apartamento-estúdio no centro de Seoul, próximo o suficiente da escola onde dava aulas de inglês e da empresa de planejamento matrimonial que abrira com as amigas após o término da faculdade.
deixava os sapatos próximos aos do namorado, tentando ao máximo não fazer barulho para entrar em casa. Havia chego de madrugada, como acontecia todos os sábados após mais um casamento, e, mesmo sabendo que não dormiria enquanto ela não chegasse, se surpreendeu ao sentir o cheiro delicioso de comida que vinha da pequena cozinha. O barulho faminto de seu estômago chegou ao local antes dela própria, fazendo o homem rir e se virar para ela com um sorriso gigante no rosto. Aquele sorriso que era só dela, que evidenciava a quem os olhasse que pertencia a de corpo, alma e coração, e que não desejava em momento algum que fosse diferente. Se aproximou da namorada, depositando três preguiçosos selares em seus lábios, a fazendo abrir um sorriso completamente entregue. Era sempre assim. Um beijo, para a noite cheia que ela havia tido. Dois beijos, por quê tudo iria ficar bem. Três beijos, por esperarem a vida toda um pelo outro. Extremamente clichê, sabiam disso, mas não era como se pudessem ligar para algo além do amor que sentiam um pelo outro, não quando se olhavam nos olhos daquela forma e podiam ver o sentimento e a reciprocidade transbordando de suas íris. A mulher suspirou, se aconchegando ao peito do namorado em um abraço apertado. Céus, poderia morar naqueles braços, e não se importaria nem um pouco.
Jantaram em silêncio, estava cansada demais para manter qualquer assunto por mais de dois minutos e ficava satisfeito em apenas vê-la com as bochechas cheias de comida. Para ele, a visão era simplesmente adorável. Não demorou muito para que terminassem de comer, dispensando a mulher para que pudesse tomar banho, enquanto o mesmo se encarregava da louça. Após terminar, encontrou a mulher deitada na cama, lutando para ficar acordada, o esperando. Assim que o viu, ela abriu um sorriso sonolento e exausto, esperando que ele se juntasse a ela para poder, enfim, deitar em seu peito e dormir com a carícia tão conhecido que o namorado fazia em seus cabelos.
A manhã seguinte foi passada, preguiçosamente, na cama. Afinal de contas, era domingo e nenhum dos dois trabalhava. Domingo era sempre o dia favorito do casal, não tinham tempo suficiente para se verem durante a semana, apenas algumas horas antes de irem dormir, e por isso apreciavam o único dia que tinham verdadeiramente para si. estava deitado na barriga de , que lhe fazia um carinho lento e gostoso no cabelo, deixando-o ao ponto de quase adormecer novamente.

— A chorou ontem no casamento. — Revelou, sem tirar os olhos do filme que assistiam.

— A sempre chora. — O homem retrucou, arrancando uma risada da namorada.

— Mas ontem foi diferente, a chorou também. — continuou com a história. — Ela aguentou até a hora dos votos.

riu, pausando o filme e se virando para encarar a mulher, não perdendo a chance de provocá-la. Alguns hábitos nunca morrem.

— Deixa eu adivinhar, você também chorou. — A outra revirou os olhos, mordendo um sorriso e dando de ombros, sendo essa a resposta que o namorado precisava. — Emocionada.

Infantilmente, a mulher mostrou-lhe a língua, não podendo evitar o sorriso de escapar, vendo o mesmo ser replicado no rosto do namorado.

“Eu quero fugir com você. Eu quero as suas complicações. Quero suas segunda-feiras sombrias apenas para que, ao final do dia, você possa passar seus braços por mim, me abraçando forte para dormir.” — Encarou os olhos do homem à sua frente, recitando o trecho que se lembrava do dia anterior. — Um pedaço dos votos da noiva de ontem, foi realmente lindo.

suspirou, era inegável o quão apaixonado por o rapaz era. Deixou um sorriso lhe tomar os lábios, imaginando o dia em que poderia dizer um pouco das palavras guardadas em seu coração para ela em um altar, na frente de todos os seus amigos e familiares, concretizando o amor que sentiam um pelo outro. Passar o resto de seus dias com a mulher era o maior sonho que possuía no momento, conseguia visualizar perfeitamente a mudança para uma casa maior, com um quintal e espaço suficiente para que seus futuro filhos pudessem correr de um lado para o outro, os risos infantis preenchendo a casa feito música. Por Deus, queria tanto aquilo que chegava a doer.

, você sabe que eu ainda vou casar com você, não sabe? — Questionou, fazendo a garota rir, não era a primeira vez que falavam sobre o assunto. — É sério, . Eu vou casar com você, nós vamos ter três filhos e, no verão, vamos até a casa do em Busan para levar as crianças na praia.

— Você já tem tudo planejado, então? — A mulher sorria bobo, mas ergueu uma sobrancelha na direção do homem em desafio, fazendo-o assentir e soltar um murmúrio em concordância.

— A nossa vida inteirinha, deveria ter aproveitado quando teve a chance de fugir, agora já é tarde. — Brincou. — Espere só e logo eu apareço com um anel gigante pra colocar no seu dedo.

riu e se inclinou, juntando os lábios aos do namorado em um beijo calmo, que transmitia tudo o que sentiam. Suspirou em meio ao contato, era sempre assim, beijar era sempre como a primeira vez, lançava um corrente elétrica por todo o seu corpo e a fazia se desmanchar, completamente entregue a ele.

— Você sabe que eu adoro coisas brilhantes, mas eu me casaria com você até mesmo se você aparecesse com um anel de papel. — Confidenciou, sussurrando ainda próxima ao rosto do outro, que sorriu em resposta.

Durante anos de sua vida, e as amigas conversaram sobre como gostariam que fossem seus casamentos. Nos planos infantis sempre desejavam pelo típico casamento de contos de fadas, extravagante e memorável. costumava dizer que só aceitaria se casar caso o pedido fosse feito com o maior anel que seu futuro noivo poderia encontrar. , romântica como sempre fora, desejava um longo e rodado vestido branco, típico de filmes da Disney. Foram conversas e mais conversas fantasiando sobre como gostariam que fosse o grande dia mas, naquele momento, encarando os olhos do homem que amava e sabendo que ele a amava na mesma intensidade, não se importava com vestidos extravagantes, champanhes caros e limusines, muito menos com um anel de diamante ou casar-se na praia ou no campo. Ali, presa em sua bolha particular com , poderia dispensar todo o luxo e realmente casar-se com anéis de papel feitos em casa, em uma cerimônia íntima e particular. Céus, poderiam se casar ali mesmo, naquela cama, vestindo seus pijamas mais confortáveis, não importava. A única coisa que realmente lhe importava, era poder passar o resto de seus domingos, por toda a sua vida, daquela mesma forma. Preguiçosamente e ao lado de .

 

Nota da Autora: Essa história ficou bem curtinha mas tem todo o meu coração, esse plot eu tenho guardados há alguma tempo e iria ser uma fanfic completa com mais de 20 capítulos mas, por encaixar completamente com essa música, resolvi usar aqui. Talvez a long saia? Talvez, já que sou apaixonada por esse casal, quem sabe daqui alguns meses não apareço com ela no site?