Picture to Burn

Picture to Burn

Sinopse: Você teve um término terrível, porém, após seis meses disso, seu ex está de casamento marcado.
E você só quer queimar as fotos.
Gênero: drama e romance.
Classificação: +14
Restrição: palavras de baixo calão.
Beta: Thalia Grace

 

CAPÍTULO ÚNICO.
 

O primeiro contato entre eles foi acidental.
Daquele jeito estranho, ao mesmo tempo em que parecia certo. Certo?
Quando ela percebeu pela primeira vez que estava completamente apaixonada por ele percebeu de imediato que era cilada.
A cilada mais perigosa que havia caído, a mesma bebeu o gole de vodca, enquanto encarava o convite de casamento ali como se tivesse sido enviada para maltrata ela de tal forma que deixava as lágrimas banharem seu rosto.

Emily &
Como ela havia sido tola ao acredita que ele era o cara ideal? A ponto de se entregar totalmente numa relação fadada ao fracasso desde início?
Ah, merda.
Bebeu mais um gole que desceu rasgando sua garganta, sufocando o soluço que queria escapar dos seus lábios, enquanto deixou as lágrimas caírem; havia tentando salvar o relacionamento de todos os jeitos possíveis, enquanto várias amigas suas se casavam com seus pares, todavia, ela não acompanhava o ritmo natural das relações.
O relacionamento desandou – ele tinha medo de casamento, aparentemente –, mas após seis meses do término da fatídica relação deles, lá estava o maldito convite de casamento com o nome de outra.
Ele iria se casar com outra.
Eu não quero casar com você. As palavras doíam em sua alma, enquanto desejou esganar aquele homem, afinal haviam sido cinco anos de relacionamento.
E ele em seis meses havia arrumando alguém, enquanto os cinco anos que haviam ficado juntos não eram nada.
Cinco fucking anos.
Enquanto apenas deixou as lágrimas banharem sua face, ao passo em que jogou o convite de casamento no fogo.
Aquela foto iria pegar fogo no inferno se dependesse dela.
Enquanto pegou o smartphone , digitou o nome em japonês, estava triste e queria que alguém soubesse que ela não estava bem.
– murmurou, enquanto o chic escapou dos seus lábios – Sabe, o maldito filho da puta começou a namorar a Emily e agora vai, ele vai casar! Casar! Quando eu pedi ele em casamento? Ele disse que estava com medo disso, aquele filho da puta! Ah, merda! Caralho, … Como eu puder me afeiçoar a uma pessoa tão cruel? Porque? Aquele maldito!
“Nem mesmo as minhas coisas eu puder pegar, nem mesmo puder conversar direito sobre isso”, encarava infeliz a sacada de sua casa, “sabe o que é pior, é que eu sentia que não íamos dar certo, mas porra, ele era lindo para caralho e eu achei que pudesse ser única para ele, afinal, era o sonho de todo mundo, mas está mais para um pesadelo”.
encarou as luzes de Londres enquanto sentia falta do calor de sua família, bebeu mais um gole, enquanto envio mais um áudio.
— Que se foda! Junto com ela! , eu quero meu casaco de volta, aquele que roubei de você na última viagem para o Japão, eu amo ele… – fungou, enquanto riu – Aquele filho da puta me chamou de louca para os amigos dele, acredita? Disse que eu não estava bem com o término que eram idas e vindas pelo meu ciúmes. Eu jamais impedi nada, até engoli demais por causa dele… , eu preciso de você.
largou o smartphone no chão, enquanto a garrafa foi deixada de lado, ela se encostou na almofada do Astro.
Ao passo em deixou o sono fez suas pálpebras tremerem, ao passo em que a mensagem chegou em bipe.

: tô indo para Londres. Chego de manhã.

X
acordou com uma ressaca infernal, os olhos inchados pelas horas a fio que chorou, enquanto se encolheu ao sentir a luz sobre seus olhos.
A maldita cortina não havia sido fechada, e por culpa dela mesmo, a percebeu a prima parada na porta ao mesmo tempo em que raciocinou que sua parente morava na Coreia, que seria mais de 10 horas de voo até Inglaterra.
Como estava ali? A mesma pulou na cama coçando os olhos para ter certeza que não estava tendo uma alucinação enquanto se aproximou dela com roupa de viagem, e os cabelos castanhos presos num alto em rabo de cavalo, os olhos castanhos escuros encararam os dela, enquanto começou a chorar novamente por , prestes a repassar aquele dia chorando também.
— Oh, boneca. Fique calma.
Pediu ternamente, enquanto se sentou no chão ao lado do futon. A casa em estilo japonês clássico trazia lembranças dos verões escaldantes em Tokyo com a avó, enquanto as primas se encaravam com cumplicidade uma com outra, não queria que ninguém a visse assim.
— Um passarinho me contou que você quer cortar o pinto dele, podemos ir?
apenas se jogou no futon, enquanto sua prima estava com o rosto próximo dela, enquanto os dedos magros seguravam sua mão.
— Você pegou um avião por mim.
— São mais de 10 horas da Coreia para cá. Então, me ame. Peguei o primeiro voo assim que ouvi seu áudio. Aquele desgraçado tem que morrer! Eu trouxe a lista de coisas que podemos usar para matar ele sem deixar pistas.
Era a primeira vez desde o término – exatos seis meses atrás –, que ela ria de forma genuína, ao invés de fingir que estava realmente rindo, então encarou o quarto da prima enquanto parecia que ela estava parte da negação, cercado de garrafas de vinho e vodka.
Ela negava o fato de ser sido largada.
— Talvez ele devesse mesmo ter te largado. Aí! Eu estou brincando. Ele perdeu uma mulher poderosa.
Disse após o beliscão em sua mão, ao mesmo tempo em que sorriu.
— Vem. Você precisa tomar um banho.
— Esta me dizendo que estou mal cheirosa?
— Vocês, britânicos, sempre com suposições absurdas. Mas você realmente precisa de um banho, prima.
A almofada com símbolo do Astro foi jogada para ela, enquanto a mesma desviou rindo da expressão de irritação de , ao mesmo tempo em que a mesma encarou a chuva do lado de fora.
Londres era fria quase todo o ano — como os britânicos que não eram tão caloroso quanto ela gostaria —, enquanto percebeu a mão afagando seu ombro.
— Eu não tenho o dia a todo, . Você realmente precisa de um banho.
Enquanto desviou de mais uma almofada, ao passo em que sumiu pelo corredor da cozinha.
Você precisa se reerguer.
X

era arrastada como uma criança pelas ruas frias de Londres, o inverno chegava e dominava o clima, enquanto ar que escapava de seus era o mais próximo do que quente tinha, enquanto apenas digitava alguma coisa no smartphone, ao mesmo tempo em que sua prima sentia que não devia sair de casa naquele momento.
— Onde estamos indo? E que mala é essa?
— Eu disse que íamos matar ele. Não se lembra?
Arqueou as sobrancelhas, enquanto ambas falavam em japonês no meio da rua, várias pessoas olhavam as duas, enquanto bufou com aquele olhar analítico de sobre, ao mesmo tempo em que sua voz em japonês soava amarga.
— Real? Onde estamos indo?
revirou os olhos teatralmente, enquanto mostrou o endereço do ex-namorado de , enquanto a mesma arregalou os olhos com atitude despreocupada de sua prima com isso, ao passo em que rodou a chave do carro em sua mão.
— Você endoidou. Não podemos cometer um homicídio?
— Ah, não quer? Que pena. Eu trouxe até a machadinha e alguns sacos… Não podemos nem mesmo arrancar o pinto dele?
arregalou os olhos, ao mesmo tempo em que iria apanhar ao retirar a garrafa de tequila, ao mesmo tempo em que riu.
— Eu não sei porque eu ainda acredito em você.
— E porque você tem fé em mim. Melhor?
— Onde estamos indo?
— Realmente estamos indo a casa dele, mas… Antes que você pense que estou indo assassinar alguém, ainda existe coisas suas lá, né? Você me mandou o áudio bêbada ontem, então eu não tenho certeza disso.
— E desde quando nós podemos ir lá?
— Oh, seu direito, prima. São suas coisas.
a puxou para o carro parado na frente da casa dela, enquanto encarava o nada. Ela fora chamada de louca, pelos amigos dele, não queria mais um título daquele em sua cabeça.
— Eu não quero ir.
— E quando pretende pegar meu casaco de volta? Eu procurei ele na sua casa… Então, está na casa dele?
— Eu te dou um novo.
— Nem pensar. Valor sentimental. Vamos.
encarou o carro com volante a esquerda, enquanto resmungava em coreano, riu do tom sério dela.
— Como vocês podem dirigir desse jeito?
— Por acaso é crime?
— Ah, , nem começa. Porque você não é tão britânica assim… Certo? Vamos lá GPS, me leve ao covil do idiota.
— Você anda passando tempo demais com a Vitória.
— Não fale do meu neném – fez uma expressão risonha – Ela quis a morte porque peguei o primeiro avião para cá e não quis ir a Busan com ela.
— Eu sou prioridade, né, amor.
encarou , enquanto pensava que era única prioridade de sua prima, ao pensar que ela sairá de sua casa e pegará um avião até ali apenas para consolar .
Afinal, jamais a tratou como sua, enquanto percebeu que já estavam na porta dele, então, a raiva do término veio junto com o maldito convite de casamento que havia queimado na noite anterior.
Ela queria queimar ele.
— O que quer fazer?
— Podemos fingir que isso nunca aconteceu.
— Acontece que eu quero meu casaco de volta, ? Podemos?
— Me dê cinco minutos.
— Tudo ao seu tempo.
sorriu enquanto esperou, apenas encarou a casa ao qual passou noites com aquele homem, ao qual viveu um romance sórdido, ao qual fez sexo em cada parte daqueles cômodos, e ao qual disse o primeiro eu te amo.
Apenas sentiu a mão sobre seu braço, e num surto de coragem abriu a porta do carro, apenas a seguiu, enquanto apertou a campainha.
A primeira pessoa a abrir era… Emily.
A garota nova de sua empresa, a mesma que todos achavam perfeita, enquanto o sorriso amistoso diminuiu lentamente do seu rosto ao perceber ali.
A stalkear louca que provavelmente havia pintado sobre seu nome.
— O que está fazendo aqui? Você enlouqueceu.
— Não. Ela só veio pegar as coisas dela, já que seu noivo não a deixou pegar da última vez.
O episódio estava fresco como tinta em sua mente, se encolheu ao pensar no incidente.
Afinal, ela é tratada como louca.
Cinco meses antes.

A mulher respirou fundo, os lábios finos em uma linha rígida ao pensar no que estava fazendo ali.
São suas coisas, . Você deve ir pegar, as vozes de e Vitória soavam em sua mente pela webcam após mais reclamação de sobre que ela precisava pegar suas coisas de volta.
Mas ela tinha medo.
— Você consegue, . Você é forte.
suspirou enquanto desceu do carro com as caixas, os olhos fixos na casa ao qual quase chamou de sua, apenas apertou a campainha, ao mesmo tempo em que o grito feminino soou de lá.
— Ei, não achei que fosse…
Emily Richard estava ali, a mesma Emily que entrou exatas 12 semanas na empresa como assistente de Mike, o melhor amigo de , a mesma Emily que usava uma camisa de seu ex naquele segundo, pensou em ri de sua própria desgraça.
Não havia passado nem um mês e já estava fornicando com alguém, a suspirou enquanto o homem de cabelos castanhos claros apareceu na porta.
— Eu vim…
— O que está fazendo aqui, sua louca? Eu já disse para não vir mais aqui.
era louca? A mesma optou pelo silêncio, enquanto apertava os punhos ao redor da caixa.
— Eu vim pegar as minhas…
— Não tem nada seu aqui, ele jogou fora.
A voz de Emily soou, enquanto a mesma encarava com pena, enquanto apenas deixou as lágrimas caírem em humilhação.

quase deu as costas, enquanto segurou o braço dela, e murmurou em tom de dúvida.
— Aquilo ali não é da obaasan?
O objeto de família estava na mesinha, onde havia colocado no terceiro ano de namoro, a mulher sentiu a raiva subir por suas veias enquanto invadiu a casa do então ex-namorado, pegando o objeto que sua avó havia dado para ela e ele, enquanto apenas percebeu a bolsa sendo colocada ali.
— Eu trouxe jornal.
— O que vocês estão fazendo?!
— Já disse, pegando as coisas dela.
entrou naquela casa, os móveis estavam fora do lugar, porém havia alguns objetos que reconheceu enquanto a mesma apenas pegou as duas almofadas que havia dado de presente, apenas retirou a foto dele e Emily, enquanto a mulher tentava a todo custo impedir, porém, a manteve ocupada.
— Isso é uma relíquia de família! Larga.
Antes que Emily pudesse dizer mais alguma coisas, a foto da então família foi retirada, ao mesmo tempo em que as frase escrita a não em japonês estava ali.
— Se quiser uma tradução: Hajimete ata tokikara sukidata que dizer… “Eu te amei desde o primeiro momento em que te vi”.
Emily Richard parou de lutar, enquanto a frase com a data de oito meses atrás mostrava o quão longe aquela relação de e havia ido.
— Eu posso pegar minhas coisas de volta?
Enquanto naquele momento, entrou na sala, o homem apenas percebeu segurando o objeto.
.
— Eu só vim pegar as minhas coisas.

X

As fotos, as relíquias da família que havia deixado para trás estava de volta a sua casa, os objetos pessoais, enquanto um a um eram retirados da casa, assim como o quadro comprado de Lee Sun, ao mesmo tempo em que olhos de Emily se arregalavam a cada objeto que havia ali, porém, não se importou com a expressão dela.
Não se importou mais com que falavam sobre ela.
Ela não era louca, ela não era uma ex possessiva, enquanto encarou as fotos tiradas e escondidas de Emily.
Ela só queria suas coisas, como disseram, eram seus objetos pessoais, e ele não poderia negar isso.
Não mais.
Enquanto o balde queimava, as fotos dele, enquanto ouvia a fumaça subir da varanda de seu apartamento.
Seu smartphone vibrava enquanto Emily Richard dava um chilique deixando claro que era louca, mas ela não ligava mais, o copo surgiu a sua frente ao mesmo que a caneca de casal trazida da casa de , enquanto o cheiro de chocolate chegou em suas narinas.
— Eu posso ficar?
— Toda sua. Ainda bem que não coloquei o nome dele.
— Então, o que quer fazer?
— Procurar um emprego. Não quero mais estar na Sylver, Mike é ótimo, mas…
— Oh, talvez eu tenha um para você.
— Onde?
— Coreia.
franziu o cenho, enquanto ponderou por meio segundo, enquanto a prima riu.
— Um das designers desistiu da equipe do demônio. E o presidente precisa de um novo designer, e eu sei que você não faz muito disso, mas, que tal?
— Demônio, uh? Ele possivelmente é viciado no trabalho?
— Kim Taehyung é viciado em trabalho, aquele demônio, e nenhum dos designers quer trabalhar com ele, e muito menos eu, então, por favor, consegue domar aquele demônio?
— E você acha que vou me dar bem com ele?
bebeu um gole do chocolate, enquanto botou mais uma foto de no fogo.
— Você é uma megera no trabalho, então, acho que vocês vão se dar bem sim.
pensou em ri disso, enquanto apenas se apoiou na prima que esperava um tapa.
— Oh, então, ele é um tirano.
— Só não arranque o couro dos pobres estagiários, . Aliás, um nome para você, sabemos que seu nome é um aplicativo de namoro.
— Coreia tá cancelada por isso – reclamou, enquanto apenas ajeitou os cabelos num coque e botou mais uma foto para queimar de que havia guardado para chorar, porém, após aqueles seis meses, ela queria que ele queimasse no inferno – Sério mesmo que preciso de um apelido?
— E você vai querer se chamada de ? Que tal seu nome japonês mesmo, ? Apenas para os que vai conhecer, os coreanos, eu te chamo de no privado.
— Te odeio.
apenas bufou, enquanto apenas pensou, seu nome era bonito no japonês.
.
— Hmm?
— Quando podemos ir?
— Quando você quiser.
Era hora de abandonar as terras britânicas, enquanto apenas deixaria aquele capítulo de sua história para trás
Estava na hora de encarar outros desafios.

Coreia do Sul, dois meses depois.

Kim Taehyung era um tirano mesmo, enquanto, bufava novamente na frente do computador ao finalizar a arte do produto final para o então superior, e enviava para o e-mail e fingia que ele não estava a poucos metros dali em sua mesa analisando alguma proposta de outros projetos.
havia avisado sobre o temperamento irritante de Taehyung, mas achava que era exagero o que havia saído da boca da mulher, dito diversas vezes que o homem era um tirano quando se tratava de trabalho, porém, não desistiria daquele emprego.
Ren!
Maldito! Enquanto encarava os cabelos claros dele, ao mesmo tempo em que os olhos avaliavam a mulher ao passo em que batia os dedos sobre a mesa de madeira.
Ele estava irritado.
— Por que não trouxe aqui?
— É mais prático enviar e-mail, diretor.
Kim Taehyung era lindo para caralho, mas workaholic de carteirinha, que fazia ter pena de seus antecessores nas mãos daquele homem, ao passo em que os olhos avaliavam o trabalho dela com leve franzir de sobrancelhas.
— É essa sua ideia?
— O cliente pediu com essas cores, então o trabalho pode se usado a longo prazo até…
— Excelente trabalho, Srta. . Pode enviar para avaliação final.
apenas sorriu, enquanto pensava que Kim Taehyung devia levar um chuto na canela.
Mas conteve seu pensamento, enquanto saia da sala sendo observada pela pequena equipe dele, ao passo e que, se alguém dissesse que dois meses atrás, ela estava chorando para alguém.
teria rido, porque era apenas uma foto para queimar em seu passado, enquanto ela pensava que agora ela teria que focar em sua carreira.
E quem sabe num certo workaholic.

Fim¹.

¹Haverá continuação.