06. Pretty Please

06. Pretty Please

Sinopse: Depois de uma noite deliciosa juntos, porém completamente inesperada, você não sabe muito bem como agir com ele e faz tudo errado. Uma oferta de paz pode resolver as coisas, ou piorá-las tremendamente.
Gênero: Romance
Classificação: +18
Beta: Alex Russo

Capítulo Único

Recostado ao sofá com as pernas esticadas no chão de frente para a TV, olha para a bandeja com pipoca e refrigerante posta ao seu lado, depois para a garota ainda de pé na outra extremidade da bandeja, mas não diz nada. Ele não sabe o que dizer, na verdade, ainda que tenha a impressão de que sabe do que se trata aquilo. é muito como ele, então não é difícil decifrá-la.
Se ele ignorar o redemoinho de sensações que lhe toma só de olhá-la, é claro.
— O que é isso? – pergunta enquanto observa sentar próxima a bandeja, deixando-a entre os dois. Suas pernas estão dobradas em posição de índio e ela não o encara, os olhos fixos na televisão de quarenta e poucas polegadas que é o atrativo principal da sala de estar do dormitório. Não havia nada passando, embora ele houvesse chegado a escolher que filme ver, – Pantera Negra, porque bem, ainda é só um calouro na faculdade, começando a engatinhar na vida adulta, e os filmes da Marvel têm tanto de sua afeição quanto de qualquer outro como ele – o deixara em standby enquanto esperava pelos amigos, as outras pessoas que moram ali.
chegou a ver chegar, chegou a ignorá-la quando ela lhe cumprimentou, mas não viu a garota rumar até a cozinha, tampouco esperava que ela fosse fazer aquilo. Não que não seja comum ou típico, que ela andasse livremente pela república onde e seus amigos moravam. Ela é amiga de todo mundo ali, de desde que se entendem por gente, foi ele quem lhe apresentou aos garotos, a . E é uma pessoa de convivência tão fácil, de afetos tão gratuitos, que não é difícil para eles acolhê-la.
A garota puxa o ar, prendendo o cabelo num rabo de cavalo com o elástico que está sempre em seu pulso e leva mais um instante para abrir a boca depois de soltá-lo.
— Uma oferta de paz – murmura, enfim. lhe encara atento, sabendo que tem mais de onde vem aquilo. E ele precisa ouvir. coça a garganta e move o pescoço de um lado a outro, como quem se alonga, antes de finalmente encará-lo de volta. E lá estava o redemoinho. – Você é meu amigo, . Eu não quero que isso mude porque a gente ficou bêbado numa festa e passou dos limites. A gente… – ela para por um segundo, se engasgando com as palavras e se esforça para não demonstrar reação ainda. – A gente devia esquecer isso.
é só um garoto. Se não fosse, talvez houvesse notado o tom ligeiramente incerto da garota, que na verdade não sabe se é capaz do que sugere, mas ele é. A rejeição lhe faz sentir como quem leva um soco no estômago e o garoto não sabe muito bem o que fazer. Uma parte dele, provavelmente a parte que sempre toma as rédeas quando algo lhe chateia, quer se levantar e sair dali, mas outra parte quer só falar a verdade. Contar porque não acha que consegue fazer aquilo.
Ele acaba rindo, fraquinho e meio irônico, como quem acha tudo aquilo uma grande besteira. Exceto que é exatamente o oposto.
se lembra de cada detalhe do que fizeram há pouco mais de uma semana, numa das tantas festas que aconteciam no campus todo final de semana. Ele sabe que também se lembra, é por isso, afinal, que ela ignorou as mensagens que o garoto enviou nos primeiros dois dias depois da festa. não é o tipo que insiste muito quando recebe aquele tipo, tão claro, de sinal, então não procurou mais desde então, embora saiba, talvez melhor do que ela, o motivo daquele sinal. Os dois têm muita coisa em comum, inclusive sobre o modo como agem em situações como a que estavam, por isso ele sabe. Sabe que lhe evitara antes porque o inesperado lhes tira do controle e nenhum dos dois é fã de tal coisa. Porém é, como disse antes, só um garoto. E o redemoinho de sensações que vinha lhe tomando a menor menção ao nome dela, todos os dias desde a festa, agora parece pronto para transbordar de seus poros.
— Não posso prometer isso – ele fala enfim, e as palavras saem mais descontraídas do que o planejado. solta um risinho nervoso por isso, e ele nota que nem ela pode, mordendo o interior das bochechas enquanto lhe encara. É a vez dela de falar. Ele não sabe muito bem aonde aquela conversa vai, mas não vai conduzi-la sozinho.
— Não… O quê? – ela se atrapalha, parecendo se perder, como se o script que havia montado em sua cabeça de repente evaporasse por tê-lo, pavorosamente, desrespeitado. Ele acaba sorrindo um pouco, porque é só um garoto. Não consegue se conter.
— Eu… – ele solta o ar de uma vez e ri pelo nariz, porque sabe o que vai sair de sua boca no instante seguinte. E, ainda assim, não consegue evitar. – Eu meio que quero que você me faça um cafuné enquanto a gente assiste ao filme, como a gente ‘tá acostumado. Mas também quero que coloque a mão na minha calça e me toque. Não consigo decidir, mas… Não quero esquecer – soa simples demais até para ele, que quase ri novamente por isso. Acaba apenas sorrindo quando ri, mais uma risada de claro nervoso.
É claro que ele não facilitaria, é o que a garota pensa, com lembranças injustas de tão vívidas provando que facilitar estava longe de ser a prioridade de . Em qualquer departamento.
Por um instante, ela só o encara, olhando em seus olhos de um jeito tão especifico que faz as costas do mais novo esquentarem. Seu olhar pede misericórdia, porque ela não sabe até que ponto pode se garantir com ele falando aquele tipo de coisa, mas… Suas irís também brilham, de um jeito que não o engana. Ela gosta.
suspira, e empurra com cuidado a bandeja, como se não lembrasse o motivo de tê-la colocado entre eles como fizera para inicio de conversa: era para ser um escudo, e escuta a própria voz em sua cabeça, lhe lembrando daquilo, mas ignora, aproximando-se dele e então puxando com delicadeza a cabeça dele para seu ombro, deitando-a ali ao passo que leva os dedos para os cabelos do garoto, fazendo lhe um carinho nos fios. solta uma risada nasalada, que soa apenas uma nota decepcionada por sua escolha, mas passa batido.
Ou é o que preferem encenar.
— Os garotos vêm? – pergunta, já que o filme ainda está em standby e ela não sabe se é seguro. A tensão entre eles, o motivo da fala de ainda dançar em seu estômago, se originara justamente de um momento como aquele: em que parecia seguro, mas foram deixados sozinhos e tudo mudou. Seu relacionamento parece terminantemente diferente agora, maculado, e a mente da garota zune com uma quantidade pavorosa de pensamentos, que faz com que ela se sinta até um pouco frustrada. É por isso que odeia deixar as coisas saírem de seu controle, afinal. Nada no modo como ela é programada a prepara pra isso.
— Acho que está esperando até ser seguro. Não sei como ele vai saber de qualquer forma. – dá de ombros e morde um sorrisinho, porque ele é adorável, mas sorrir por aquilo, quando não consegue parar de pensar em como se tocaram alguns dias antes, não parece certo, não quando acha que cometer aquele deslize novamente não pode ser uma boa ideia.
— Provavelmente quando ouvir que o filme começou – ela solta, com ar de simplicidade e dá uma risadinha fraca, ligeiramente nervosa. A risada dança no estômago de , fazendo companhia as palavras dele que já estavam lá, e o garoto enfim dá inicio ao filme. Assistem aos primeiros minutos daquele jeito, com a cabeça de ligeiramente deitada em seu ombro para que ela possa fazer carinho em seus cabelos, que emanam o cheiro de seu shampoo de baunilha. Logo, no entanto, o pescoço dele dói e solta um resmungo entre os dentes, procurando uma posição melhor. se apruma no lugar tão logo ele se afasta e, sem pensar, sugere: – Senta aqui. – Abre um pouco as pernas, indicando o espaço entre elas e aperta o lábio inferior com os dentes, olhando dela para o espaço indicado. sustenta seu olhar, querendo dizer que não é nada demais, e então ele finalmente se move, preenchendo o espaço que lhe foi oferecido. Sentem como se houvesse desviado de uma bala quando tudo parece seguro outra vez.
mexe devagar nos cabelos de , que embora aprecie o carinho, sente as costas ainda mais quentes agora, com o corpo dela bem atrás do seu, e sua respiração parece sair mais pesada também. O garoto ergue brevemente o olhar para ela e a encontra com os olhos fixos no filme, como se o enredo fosse realmente o suficiente para lhe tornar alheia a todo o resto, a ele. não sabe se é verdade, mas decide fingir também, e se concentra no filme.
A única coisa que ainda parece fora do lugar é a mão direita de , pesando ao lado do corpo. A garota respira fundo e acaba por apoiar a mão sob a perna dele, por cima da manta azul escura que envolvia as pernas de desde o primeiro momento. O garoto finge não notar, ainda que a região formigue mesmo protegida pelo cobertor e continua concentrado no filme.
Aquela altura, Wakanda parece tão desinteressante. Acaba se remexendo um pouco no lugar e solta o ar num murmúrio inesperado, alto. Suas costas se apertaram contra os seios dela, que agora espalham uma sensação formigante por seu corpo, algo semelhante a pequenas e prazerosas descargas elétricas. Adrenalina. Os dois se encaram e o rubor em suas bochechas combina, fazendo rir de maneira nervosa na companhia do mais novo, que coça a nuca ao lhe pedir desculpas, baixinho. Eles se voltam novamente para o filme.
Ou, bem, tentam.
Ambos estão perfeitamente cientes de cada parte de seus corpos que faz contato, e das consequências. As consequências, aliás, não deixam que a mente de se cale um instante, indo e vindo numa velocidade que lhe deixa tonta. Queria tanto desacelerar. E até sabia como. , era a resposta.
seca a mão na manta de e, sem pensar, mergulha-a no interior do tecido quentinho. O joelho de desponta um espasmo tão logo ela o toca, com ele dando um pequeno sobressalto no lugar, mas não ousa falar nada. Não quer que ela se afaste.
Os dois se concentram por alguns instantes no filme, a tempo de rir de uma fala espertinha de Shuri, e o ar parece em volta deles pesa menos depois disso. apóia o queixo no ombro do mais novo, e finalmente deixa que sua mão tome o caminho que coça para seguir: em direção ao meio das pernas dele.
— Eu tenho duas mãos. – murmura enfim, em resposta ao que ele dissera querer dela, vários minutos antes de darem inicio ao filme. “Eu meio que quero que você me faça um cafuné enquanto a gente assiste ao filme. Mas também quero que coloque a mão na minha calça e me toque. Não consigo decidir,” as palavras dele ainda dançam em seu estômago e rondam sua mente. – Posso fazer os dois. – alcança sua calça de moletom e deixa, enfim, a mão mergulhar ali, apertando seu volume por cima da cueca.
sente o corpo inteiro reagir quando solta o ar de vez, pressionando novamente seus seios com as costas, novamente provocando-a sem tentar e precisa morder o lábio. Ela não quer que ele saiba o que faz, ou certamente vai tomar pra si o controle da situação e é ela com a mão em sua calça na sala de estar de sua república. Ela quer continuar a estar no controle.
A garota entra a mão na cueca de , e, enfim, passa a tocá-lo sem nada no caminho. Primeiro, ele choraminga baixinho, e vira o rosto de encontro ao seu braço, tomado por uma agonia tão bonita quanto deliciosa, e se sente quente. Depois, tudo acontece rápido demais.
— Pantera Negra! Adoro esse filme! – a voz de soa animada, afinal é um de seus filmes favoritos, e ele se joga no sofá em cima dos dois, surgindo do que parece ser lugar nenhum para . , que está logo atrás dele, o estapeia assim que o alcança e não tem certeza do motivo. Não tem tempo de perguntar, já que logo se aproxima e chama a atenção de para si, fazendo com que ela enrijeça no lugar, sua mão de repente parecendo terminantemente pesada.
— Ei – ele chama ao mais novo, mas sabe tanto quanto que sua intenção é perguntar se está tudo bem, se, enfim, resolveu o que tinha para resolver com a amiga. se pergunta se sabia o que exatamente acontecera entre eles para terem o que resolver.
só assente e se afasta, se sentando no outro sofá, não teria a visão mais privilegiada da TV dali, mas e já haviam se esparramado no sofá maior, ao qual está recostada, e não é o tipo que reclama. olha de um sofá para o outro, e então começa a puxar a mão para longe de , que tão logo percebe, a segura ali e lhe encara pedinte. Por favor, não para.
Ela não ousa, não depois daquilo. Afinal, ainda que não perceba, também é só uma garota. Uma garota que não sabe lhe negar coisa alguma.
— Aumenta o volume – pede, cutucando um dos ombros de , que empurra sua mão como se fosse um bicho enquanto pesca o controle, apertando com força demais o botão para aumentar o volume, como se aquilo pudesse lhe fazer extravasar de alguma forma. o aperta apenas um pouquinho mais forte antes de deslizar o polegar por toda a extensão de sua glande, arrepiando-o. quer tocá-la de volta, devolver de alguma forma a sensação fumegante que ela envia por seu corpo toda vez que o aperta um pouco mais só para deslizar com calma por sua extensão depois, as unhas triscando um pouco nas veias saltadas só para enlouquecê-lo ainda mais. Ele quer muito, mas aquela posição é péssima e ele se vê prendendo a frustração no meio da garganta, junto com um xingamento.
sente cada vez mais firme em suas mãos e aumenta um pouco a velocidade de seus movimentos, vibrando por dentro toda vez que ele deixa o corpo cair um pouco para trás, por sob ela, como se tudo nela choramingasse e esperneasse porque aquilo é muito pouco para o calor que cresce em seu centro. Ela precisa de mais contato, de mais dele, e não pensa muito quando leva a outra mão para debaixo de sua manta também, subindo um pouco sua blusa só para arranhar a pele lisinha da barriga do garoto, que geme um pouquinho por isso e logo disfarça com uma tosse seca, que quase faz sorrir.
— Ya! Vocês vão comer essa pipoca ou não?! – chama a atenção, apontando a bandeja intocada próxima aos pés dos mais novos e olha dele para bandeja, dando de ombros. nem espera por mais, se pondo de pé e pegando a bandeja para si rapidamente. dá um risinho que pode muito bem ser pela atitude do outro, mas seus olhos felinos não deixam duvidas: ele sabe o que está acontecendo ali.
sente o sangue alcançar suas bochechas, pintando-as de vermelho, e desvia o olhar rapidamente, se aprumando no lugar e coçando a nuca enquanto simula um bocejo, como se não continuasse a abraçar o pau de com uma mão e deslizar a palma por ali, esfregando-o numa massagem gostosa, que só parece preguiçosa. Algo sobre a atitude dissimulada faz o estômago de revirar e ele a busca com uma das mãos, não aguentando mais continuar sem tocá-la o minimo que fosse. Alcança uma de suas coxas e maltrata sua carne um pouco mais a cada instante, tentando de alguma forma descontar o esforço que faz para não dar vazão a tudo que ela está lhe fazendo sentir, lhe tocando em segredo.
— Cara… – murmura quando os créditos do filme sobem a tela, parecendo tão de repente para e que ambos piscam, surpresos. – Eu amo esse filme.
— Você já disse isso – murmura, afiado e então aponta na direção de com um sorrisinho. O mais velho dorme no outro sofá. – Vou fotografar e mandar pra . Que tipo de marido ele pretende ser se não consegue nem ficar acordado durante um filme da Marvel?!
— Não vai conseguir nem ficar acordado quando eles… – não se preocupa em finalizar, rindo de maneira sugestiva o suficiente e lhe estapeia por isso.
— Cala a boca – reclama, realmente indo fotografar o outro e se desliga dos dois, deslizando mais devagar os dedos por toda a extensão da ereção de , inclinando o rosto para perto do seu enquanto encena um alongamento.
— Não goza ainda – ela pede, e acena com a cabeça, numa concordância muda, que o leva a segurar o pulso dela para que pare de deslizar a mão ao seu redor.
— Desde que você pare de tentar me fazer gozar – retruca, e ela para. Por ora.

Com uma mão no fim das costas de , guia a garota em direção a seu quarto, por muito pouco não a empurrando naquela direção, o que faz com que ela morda um sorriso furtivo. Gosta da pressa dele, gosta das promessas implícitas em sua pressa e no toque firme o suficiente apenas para fazê-la saber que ele não se importaria quando devolvesse a brutalidade. Até gostaria.
Quando, enfim, entram no quarto, chuta a porta ao mesmo tempo em que puxa a garota para si pela cintura, subindo a mão para sua nuca e envolvendo seu pescoço ao mesmo tempo em que ela infiltra os dedos em seus cabelos e puxa os fios entre os dedos. Suas línguas se encontram numa disputa deliciosa por controle, que nenhum dos dois realmente se importa em perder enquanto suas mãos exploram os corpos um do outro com pressa e firmeza.
termina sentada na ponta da cama, com entre suas pernas, os joelhos esbarrando numa dança tão provocativa quanto o modo que suas línguas se movem juntas enquanto ele se inclina sobre ela. A garota tem certeza que pode muito bem entrar em combustão em alguns instantes, o modo que se beijam naquele ritmo tão gostoso lhe inflamando por inteiro. parte o beijo no instante seguinte, soltando o ar quente contra a boca da garota, ao passo que segura em seu queixo com o indicador e sente um arrepio alcançar sua espinha quando a respiração de encontra a sua, o ar entre eles pesando tanto… E, então, ela o toca, segura sua ereção em uma mão e o encara sem que seja preciso muito mais. leva o rosto ao seu pescoço, extravasando seu prazer ali.
— Você foi mais rápido da última vez – a garota sopra, e dá uma risadinha. Os dedos espertos alcançam o botão de seus jeans, livrando-a a da peça com os olhos nos dela e quase ri. Ele não é novo demais para tal agilidade?!
— Você foi mais paciente da última vez – ele devolve simplesmente e ela ri, puxando seu lábio inferior entre os dentes e batendo os cílios ao lhe encarar. Por favorzinho, , me tira da minha miséria, é o que eles dizem e o garoto quase ri também simplesmente porque sabe que não tem jeito de conseguir resistir a ela, mesmo com aquela encenação tão distante da realidade fugaz da garota. volta a envolver o pescoço da garota em uma das mãos, mergulhando com a língua no lago tão quente e molhado que seus lábios revelam, tão quente, molhado, e porra, delicioso, quanto sabe que ela é lá embaixo também. Ele já provou uma vez, afinal. E quer tanto sentir de novo…
Enquanto se beijam, ele baixa a calcinha da garota, buscando tirá-la do caminho e, ao sentir sua excitação triscar nos dedos, acaba por apertar um pouco mais a mão em seu pescoço. E geme, tão baixinho, e tão manhosa, que ele não resiste em apertar de novo. Aquele som é tão bom, ele não pode evitar. Quer o máximo possível dele, daquele e de qualquer outro som que ela possa soltar.
, porém, tem os próprios instintos para dar atenção, e puxa a mão dele para baixo, segurando em seus ombros e olhando em seus olhos.
— Eu não vou deixar você me enforcar enquanto não me comer – avisa, tão direta quanto de costume, numa simplicidade desafiadora, que adora imaginar bagunçar. No primeiro instante, ele não consegue fazer nada além de rir, empurrando os joelhos da garota um instante depois para abrir espaço para si.
Com um movimento de joelhos, está dentro dela. é quente e molhada, ainda melhor do que ele se lembra, do que tem sonhado noite após noite desde a primeira vez. geme antes mesmo de se mexer dentro dela, e acaba espelhando o ato antes de abraçar sua cintura com as pernas, fazendo com que ele se afunde deliciosamente em seu interior. Os dois gemem de novo, juntos, baixo, mas não baixo o suficiente e rapidamente esconde o rosto no pescoço da garota, que abafa o próprio prazer no ombro enrijecido do garoto.
sabe, em meio a cada nova e intensa rajada de prazer enquanto o garoto investe em si, que tudo que vinha dizendo a si mesma desde a festa é, de uma só vez, jogado pela janela. Aquela atração, aquela atração estupidamente latente, que lhe transforma na mais inconsequente das mulheres, não ia passar. Nunca olharia para como antes, e não se lembra no momento porque isso é ruim. A tensão que faz seu coração disparar e sua respiração descompassar enquanto dá para é gostosa, divertida até, e não dá lugar a pensamentos e inseguranças. Ali, são só instintos, sensações.
E é guiada por eles, pelos instintos e sensações, que aperta um pouco mais as pernas ao redor de , fazendo com que ele trave dentro dela enquanto inverte as posições, indo por cima do garoto, que apoia rapidamente as mãos no colchão, não deixando o tronco ir de encontro ao colchão enquanto morde o lábio, observando com os olhos escurecidos pelo desejo quão bem a garota desce sobre ele. apoia as mãos em seus ombros para tomar impulso e tem certeza que o modo como seus quadris se chocam aos movimentos dela faz mais barulho do que deve ser seguro se não querem ser descobertos, mas é tão gostoso que ele não se importa. O garoto se senta melhor, de modo a não precisar mais apoiar as mãos no colchão, e leva uma delas aos seus cabelos enquanto a traz pra si, juntando seus lábios num beijo quente, devasso em tudo que representa, que só ousam partir quando envolve o pescoço de numa das mãos, apertando forte o suficiente para fazê-lo soltar um gemidinho, um choramingo pedinte contra os lábios da garota, que se vê descendo mais forte na ereção do garoto como resposta.
É aquilo, a coisa sobre . Ele a faz sentir bonita, segura e, acima de tudo, mulher. faz com que se sinta tão mulher, tão forte e capaz, ela quer preservar aquilo para sempre, esperando que o jeito que se sente quando está sentando nele seja o suficiente para lhe fazer sentir corajosa também. Corajosa o suficiente para experimentar aquilo, a sensação tão renovadora que lhe dá, fora do quarto também.
Os dois caminham em sincronia ao precipício, guiados pelo movimento dos quadris de , que o encharca um pouco mais com seu prazer a cada vez que desce em sua ereção e o devora tão deliciosamente. sente seu ventre queimar de maneira característica, a pressão se intensificando mais e mais e sabe que está perto, e leva a mão novamente ao pescoço de , pedindo por favor, ainda que não saiba o que exatamente pede. Só, por favor.
Não faz o menor sentido, já que é ela quem lhe segura pelo pescoço, e é ela quem tem o controle do que fazem, mas não se importa, porque é terrivelmente excitante e, sendo assim, ele procura obedecê-la. O garoto leva os dedos ao clitóris da garota ao passo que morde seu maxilar, passando a pirraçar seu pescoço e clavícula com a língua um instante depois e, por muito pouco, impede que grite, tampando sua boca enquanto ela se derrama sobre ele, se arrastando sobre o garoto tanto quanto é capaz a fim de prolongar a sensação e então inverte as posições, olhando em seus olhos de maneira muito clara: é a sua vez.
Jogada no colchão, com o coração martelando tão forte no peito que parece prestes a atravessá-lo, ainda está um tanto anestesiada quando goza, depois de investir um pouco mais em seu interior, deixando uma das mãos invadir sua blusa e estimular um de seus mamilos pela primeira vez na noite simplesmente porque é só um garoto e não pode deixar de tocá-la ali. Não pode deixar de tocá-la em todo lugar.
Ao se derramar entre as pernas da garota, chega a sentir as pernas fraquejarem e se joga rápido no espaço ao seu lado, os pensamentos nublados pelo orgasmo, que ainda mexe com todos os seus sentidos. E, mesmo ali, com ele gozando alguns instantes depois de , seus peitos entram em sincronia, movendo-se para cima e para baixo no mesmo ritmo, o que quase faz com que ele ria. O jeito que funcionam, aquilo… Aquilo é inacreditável.
— Você não vai fugir de novo, não é? – as palavras escapam da boca de tão logo ele recupera fôlego o suficiente para tal e, ainda com a pulsação ligeiramente acelerada, leva um instante para absorvê-las, virando muito devagar de lado na cama, de modo a encará-lo. aperta os olhos numa careta ligeiramente constrangida. Ele não gosta de demonstrar vulnerabilidade, têm isso em comum. – Porque transamos. Você não vai sumir e parar de me responder outra vez, vai?
se sente culpada diante da pergunta, e faz rapidamente que não. Se pergunta no instante seguinte se o faz pela culpa, mas conclui que não. Sabe que não quer se afastar dele, nunca quis. Mas precisa ser sincera, ainda assim.
— Vai ser um desafio – ela fala, e volta a encará-la. – O que quer que aconteça com a gente agora, vai ser um desafio. Espero que saiba.
Assim que absorve suas palavras, ri fraquinho, concordando com a cabeça.
— Eu sei – fala simplesmente, e sorri quando o faz.
Os dois estão dolorosamente conscientes de tudo que sempre os limitou naquele departamento, em relacionamentos, mas é diferente dessa vez. Sentem, ainda que talvez não sejam capazes de falar em voz alta, não tão cedo, que é diferente dessa vez. Porque o outro desempenha muito bem o papel de espelho para si, mas, felizmente, refletindo principalmente as coisas boas. Por causa do afeto. E aquele é um bom ponto de partida.
É um ótimo ponto de partida.

FIM

 

Nota da Autora:
Olá!!!!!!! Tudo bom? HAHAHA
Confesso que tenho um fraco imenso nesse casal, então serei totalmente parcial em qualquer coisa que eu falar aqui hihi. Espero que tenham gostado, acho que é o que quero dizer.
Pretty Please é muito minha musiquinha do coração, então só tornou ainda mais gostoso escrever essa história pensando nela. Espero que tenha feito jus, pelo menos um pouquinho.
Me deixem saber, tá?
Xx.