Red

Red

Sinopse: Aquele vermelho que ele mostrava queimava sua pele, sua alma e seu coração.
Entre um futuro iminente e descobertas assustadoras, ela decidi deixar o vermelho, apesar de seu coração doer feito o inferno.
Gênero: drama, romance.
Classificação: +14
Restrição: Os nomes Anne, Michael estão em uso. Insinuações sexuais.
Beta: Brooke Davis

 

 

CAPÍTULO ÚNICO

 

Vermelho.
A primeira vez que o viu, havia se apaixonado completamente por ele, a jovem filha dos havia tido seu coração roubado por ele.

Porém, não lhe pertencia.

Havia percebido isso no momento em que soube da notícia do casamento dele com sua prima, Anna, a mesma Anna com que compartilhara seus segredos.

deveria esquecer, afinal, os casamentos estavam marcados, enquanto encarava a própria fortuna.

O que ela estava pensando? Que ele largaria tudo por ela? Que ele poderia dizer tais palavras por ela?

sabia o que devia fazer, porém, a vida que crescia em seu ventre não tinha culpa de nada, não havia qualquer remorso em ter deixado lhe marcar daquela maneira, enquanto apenas encarou a propriedade dos .

era um bom moço, apesar dos comentários de todos sobre suas atitudes. Como o filho mais velho da família , ele tinha os cabelos ruivos selvagens como de sua ascendência e os olhos verdes hipnotizantes. Em qualquer outro momento, diria que teria morrido de amores por ele como qualquer adolescente, enquanto pensava na aparência dele.

O jovem rapaz de 27 anos encarou a moça de 24 anos, a diferença de idade nunca havia sido tão clara nos olhos analíticos dele.

— Srta. . Você está pálida. Você está bem?

A voz dele lhe trouxe a realidade. Enquanto torcia os dedos, observou a mesma, ao passo em que percebeu o rosto contraído em uma máscara de nervosismo.

A porção que estava em sua bolsa pesava vários quilos naquele momento, a mesma porção que sua irmã lhe disse para dar a ele para garantir o casamento o mais rápido possível. sentiu vontade de vomitar, enquanto apenas encarou , e então, havia desistido de tal plano ao perceber qual estúpida seria aquela situação.

— E-eu e-estou g-grávida.

A expressão de compreensão jamais havia sido tão pesada no rosto dele, apenas tomou suas mãos nas suas enquanto as lágrimas desciam por sua face.

— Quanto tempo?

— Quase três meses – sentiu as mãos sobre as suas, enquanto sorriu para ela, ao passo em que tocou no nariz dela rapidamente – Você pode cancelar, eu… Não vou lhe causar problemas.

— Eu gosto da sua sinceridade, Srta. .

Ele disse, enquanto pegou a mão dela, os olhos verdes eram compreensíveis demais, enquanto o mesmo passou as mãos em sua cabeça.

— Eu irei adiantar a data do nosso casamento, certo? Direi aos meus pais que estou ansioso para ser seu marido, e podemos tentar na próxima semana, já que minha família vai vir esse fim de semana para cá…

— Você não vai perguntar…

— Eu sou o pai dele – murmurou próximo dela, enquanto a mesma engoliu a seco, e o mesmo sorriu – Eu gosto da sua sinceridade, Srta. , e não me importa quem seja o pai, eu protegerei essa criança e você.

sentiu o ar fugir dos pulmões, enquanto encarava lhe oferecer água, ao passo em que a mesma se questionava se ele não tinha vergonha de sua noiva estar grávida de outro homem.

E aquilo tocou o coração dela.

X
era como fogo, queimava por onde passava. encarou a prima animada com tal casamento, ao passo em que todos os preparativos para sua cerimônia haviam corrido sem grandes demoras.

— Por que os adiantaram o casamento da , mamãe?

A voz de seu irmão mais moço soou, não havia dito qualquer palavra sobre sua gravidez para sua mãe, apenas para Emily, que encarava a irmã. O pedido para mudança de data chegou à casa na mesma noite que ela confessou seu pecado para , o mesmo cumpriu sua promessa, e na próxima semana, estariam ambos casados para proteger das consequências que haveria se alguém soubesse sobre sua gravidez.

— Está animada?

Fingiu animação para a prima que falava sem freios sobre o quão bonito era, havia dito a si mesma que não deveria sentir raiva de Anna, a mesma não sabia que sua prima estava apaixonada por ele, mesmo que ela soubesse seus segredos, Anna jamais imaginaria que a havia deitado e engravidado de .

. está aqui…

— O que?

A mulher desceu as escadas, apressada, enquanto percebeu o ruivo com um pequeno pacote em sua mão, encarava o rapaz que sorriu ao vê-la, ao passo em que a mesma se sentia constrangida.

— Eu trouxe isso.

— O que?

A aliança era simples, havia apenas uma pedra simples no seu dedo, observou com surpresa, ao passo em que o mesmo segurou sua mão.

— Minha mãe disse que eu não fiz direito, então, ela pediu para eu fazer da forma correta. , você quer se casar comigo?

Ajoelhado, parecia um príncipe encantado. No mesmo tempo em que o carro da família parou em frente sua casa, ela disse o sim.

E naquele momento, descera do carro. E naquele mesmo momento, os gritos de felicidade de sua família.

Enquanto todos ali a parabenizava, os olhos de eram repletos de magoa.

Mas ela precisava se proteger. Mesmo que fosse apaixonada por ele, tinha que ter a segurança de que nada aconteceria com ela e a criança.

E passava isso.

X
A cerimônia não havia demorando muito, gostava das coisas simples e não queria uma grande cerimônia.

O casamento ocorreu com parentes mais próximos, o vestido ajustado de tal forma que ninguém perceberia a barriga de pouco mais de três meses. Os familiares de eram animados, enquanto os de entravam em sintonia com ambos.

Estava nervosa, sua noite de núpcias, enquanto desfazia a gravata.

— Está com fome?

se virou para enquanto abriu o vestido, o mesmo apenas usava uma camisa larga.

— Desculpe. Minha mãe acha que vamos…

Ele mencionou constrangido.

— Você quer?

A mulher estava nervosa, enquanto sorriu para ela, e negou.

— Eu quero jantar direito, podemos? Eu não comi nada assim como você, o bolinho de arroz precisa comer.

sentiu as mãos dele sobre sua barriga, enquanto se abaixou.

— Você gosta de pizza?

— Eu gosto.

Murmurou , enquanto encarou a barriga da mulher.

— E ele?

— Ele?

— Eu acho que é um menino, sempre quis um menino – o homem falava relaxadamente, enquanto desviou os olhos para a mão que tocava seu ventre – O que você quer que ele seja?

— Uma menina.

— Uma princesa, seria ótimo também.

Riu enquanto se levantou, encarou , ao mesmo tempo em que indicou a mesa de comida que havia solicitado.

— Vamos comer.

X
As semanas subsequentes foram um ápice em sua vida.

Casamento, união… E descoberta.

Assim que completara 4 meses, anunciou sua gravidez, porém, havia tido uma conversa breve com seus pais dizendo que não havia aguentando esperar até o casamento, e por isso, ele se apressou com a cerimônia.

A barriga crescia enquanto pensava em , o pensamento de que ela sempre soube que não haveria final feliz naquele conto de fadas que criou em sua mente.

Ela sentiu toda aquela emoção estranha em seu corpo, os corpos se conheciam, se uniam de tal forma, enquanto a sintonia entre os corpos era sublime.

Única.

Ele era vermelho, quente, apaixonante, todavia, destruído, corrosivo, viciante.

Quando foi que ela se perdeu nas cores escarlates, e as mesmas se tornaram azuis?

Amar era viciante como o álcool, e ele queimava como o mesmo, os lábios sobre seus, enquanto ignoravam qualquer etiqueta, as mãos sobre seu corpo, enquanto o rastro do fogo que ele causava chegava aos seus músculos, veias e coração.

havia levado seu coração. encarou então o vermelho se tornar azul, ao mesmo tempo em que todos aqueles pensamentos deveriam ser esquecidos, deveriam ser enterrados em sua mente, enquanto o vômito veio.

Novamente, o vermelho se tornou azul, e o azul se tornaria cinza, enquanto tais pensamentos levavam a mulher a rir. Como ela pode se entregar de tal forma a ele?

Alma, coração… E corpo. Enquanto novamente todos aqueles sentimentos conflitantes entravam em sua mente, a lembrança de seu corpo implorar por ele, a lembrança de pedir por mais, a lembrança de que eles eram um só, enquanto apenas sentiu as malditas lágrimas descendo por sua face.

Quando foi que ela deixou se esgueira em suas muralhas? Porém, ela sabia –, sempre soube no momento que o viu que ele jamais pertenceria a ela, porém, ela quis se iludir com todos aqueles pensamentos apaixonados.

Logo, ela precisava tomar uma decisão, porém, mãos afagavam suas costas, as mesmas mãos que acolheram em desespero, então deixou o choro explodir em seu peito, enquanto ouviu as palavras de conforto de .

— Se acalme. Você quer um remédio?

O rapaz com quem havia se casado estava ali, limpando sua boca de vômito de uma criança que não era sua, enquanto sentiu a preocupação evidente, as mãos seguravam seus cabelos.

— Eu não…

— Você consegue se levantar?

Questionou, enquanto a mesma negou, parecia mais prático ficar naquele chão frio, enquanto o mesmo sem perguntar apenas a ergueu facilmente, o cheiro da colônia masculina preencheu suas narinas, mas o enjoo parecia não se incomodar com tal aroma.

— Tome. Beba tudo.

Água desceu por sua garganta queimada, enquanto os olhos verdes a analisavam com cuidado, as mãos afagando as suas, enquanto a palavra saiu por seus lábios.

— Desculpe.

beijou suas mãos, enquanto afagou seus cabelos e sorriu.

— Descanse. Estarei no escritório, se você precisar de qualquer coisa.

Hm?

— Obrigada.

beijou a testa da jovem esposa e depois sussurrou para sua barriga.

— Seja um bom garoto ou garota. Sua mãe precisa descansar. Ok, bolinho de arroz?

Por que ela não havia se apaixonado por ele?

X
O nascimento de Michael chegara com ápice das descobertas.

A criança de cabelos castanhos havia puxado a ela. Enquanto o ninava contra seu peito, os olhos dela fixos, pensava que toda aquela situação já havia se arrastado.

Ela não tinha mais o vermelho de para lhe queimar –, não havia qualquer laço entre eles, não havia qualquer motivo para estarem ligados um ao outro. Pensava que o destino havia lhe reservado algo em paz, seus laços se estreitavam com o homem que a levará ao altar nos seus momentos sombrios, ao qual trouxe um sentimento que não havia no repertório de sua mente.

era paciente, passional, mas também ciumento, descobrira aos poucos a face do seu então marido. Amar era fácil, era como se houvesse sintonia entre eles, ao qual ela jamais teve com . Enquanto um queimava, outro aquecia seu corpo, a cobria de um carinho não havia entre ela e .

E havia algo naquele homem que a deixava em paz.

Aquilo que faltava na vida dela com ele. O homem deitou o menino gordinho de pouco mais 1 ano e dois meses, que finalmente havia se aquietado no colo do então pai.

.

Hm?

— Podemos ter um filho?

— Nós já temos um filho, .

— Outro filho. Dessa vez, uma menina.

— Oh, uma menina?

A risada de soou, enquanto a esposa o seduziu, a mesma o encarou com os olhos repletos de um amor diferente.

era branco, ao mesmo tempo vermelho, mas sempre seu branco, enquanto os olhos verdes a encaravam com gentileza.

— Você tem certeza?

Sim.

Naquela mesma noite, ela escolheu ser dele para todo o sempre.

Fim.