seven

seven

Sinopse: Durante os verões de sua adolescência, Arai Hisashi passou pelas descobertas de sua sexualidade, de si mesmo, ao qual, sofreu com sua livre escolha de quem amar.
Gênero: drama e romance.
Classificação: +14
Restrição: palavras de baixo calão, relacionamento homossexual, bebidas alcoólica.
Beta: Olívia W.Z.



A voz da cantora americana soava, enquanto encarava a própria fortuna, ao pensar que a música Seven lhe trazia de volta ao passado com sua letra.

Seu pai está sempre bravo e deve ser por isso
Eu acho que você deveria vir morar comigo
E nós podemos ser piratas
Então você não terá que chorar
Ou se esconder no armário

A cidade do Leste era movimentada, enquanto as luzes da cidade lhe traziam paz, ao som de Seven. Apenas sentiu que estava finalmente de volta em casa após uma cansativa viagem de trabalho.
respirou fundo o ar frio do inverno daquele ano, enquanto pensava que a cada que passava, mais frio sentia, e mais falta daquele calor que a pele dele tinha, enquanto a mera lembrança de lhe trazia motivos para querer ir atrás dele, mas era orgulhoso demais para isso.
O bipe da mensagem chegou, enquanto encarava a tele do smartphone, suspirou.

Haru do meu coração: Eicchan bebeu demais, . Você pode vir busca-lo? Youichi-san está no mesmo estado.

Sawamura Eijun era um idiota quando ficava bêbado.
respirou fundo, ao mesmo tempo em desceu do bendito táxi. Quem beberia numa segunda-feira? Mal havia pousado em Tokyo, e Eijun já trazia problemas para si, ao mesmo tempo em que encarou a primeira neve cair sobre sua cabeça.
Derretendo contra sua pele quente, apesar do frio que sentia, apenas apertou o casaco, ao mesmo tempo em que os olhos se cruzaram com os deles.
O que ele estava fazendo ali?
estava lado a lado a Sawamura Eijun, o homem parecia tão bêbado quanto o seu kouhai, enquanto Kominato estava no telefone, as bochechas coradas, enquanto suspirou tentando provavelmente acha um taxi que levasse o trio de colegas de escola.
—Já chamou um táxi?
-senpai está de carro – murmurou o mais jovem, enquanto encarou os dois morenos bêbados que caiu um do lado do outro – Eijun me mandou mensagem, e eles estavam nesse estado quando cheguei.
—Onde está o Yoichi-senpai?
—Vomitando ali com o Furuya.
O outro homem segurava o homem mais velho, encarou seu melhor amigo de infância, ao mesmo tempo em que os olhos dourados pousaram em si.
—Oh, . É o . O gostoso do . Você veio me buscar, amor?
A palavra amor escapou dos lábios dele, enquanto percebeu que ele cairia no chão, ao mesmo tempo em que sentiu o álcool escapa das vestes dele, enquanto percebeu o nariz vermelho pelo frio ao mesmo tempo em que retirou o cachecol de seus ombros.
—Sim, eu vim buscar você. Agora, onde estão as chaves, senpai? -senpai.
—Meu kouhai é tão cuidadoso. Por isso, eu te amo, eu te amo…
Os olhos bêbados fixos em si, enquanto ignorou qualquer sentimento sobre as palavras que escapavam dos lábios dele, ao mesmo tempo em que o beijou terno foi deixado sobre sua bochecha.
.
—Coloca todos no carro. Eu dirijo.
—Tem certeza?
—Você sabe onde o Yoichi-senpai mora?
—Ele não quis me dar o endereço, ele queria ir para uma saideira.
—Ele mora perto de casa, vamos?
Esticou a mão, enquanto o encarou ligeiramente sorridente, enquanto o ajudou.
—Você me ama, ?
A mão a segurou sua, ao passo em que o homem abraçou ele, ao mesmo tempo em que Kominato gritou -senpai”, apenas o parou com a mão, enquanto o homem parecia aspirar o cheiro do mais novo.
—Eu senti sua falta, . Senti falta de você. Você sentiu minha falta?
A voz soava embriagada, enquanto apenas suspirou, ao passo em que se afastou dele, os olhos castanhos desceram pela face vermelha pelo frio e álcool.
—Consegue levar o Eicchan, Haruichi?
Kominato encarou a dupla, enquanto se apoiava no mais novo, o rosto próximo ao seu, enquanto ajudou Sawamura a levanta da calçada com dificuldade.
—Onde você estacionou o carro?
—E por que? Pretende fazer sexo comigo no carro?
-senpai, onde?
O moreno sorriu para outro, enquanto segurou o rosto de com suas mãos, ao mesmo tempo em que deu um beijo de esquimó nele.
—Hm, duas ruas abaixo, talvez. Então, você vai me fazer seu essa noite?
Nos seus sonhos, o jovem apenas arrastou ele até o bendito do carro, enquanto Eijun reclamava que queria beber mais, enquanto Furuya arrastava o outro homem com uma expressão de poucos amigos.
.
Antes que pudesse fazer qualquer coisa, segurou seu rosto beijando sua face, enquanto o outro apenas segurou sua testa, os olhos analisavam o rosto contraído do mais velho.
—O que pensa que está fazendo?
apenas se apoiou nele, enquanto sussurrou.
—Querendo volta no tempo, quando eu podia dizer que te amava sem te machucar.

X

2010.

Ele estava deitado sobre a cama do amante, enquanto beijava sua face sonolenta, o dormitório estava em silêncio, enquanto as mãos estavam ao redor de sua cintura, ao mesmo tempo em que segurava firme ele contra seu corpo.
. Você precisa ir para sua cama antes que…
Hmm, mais cinco minutos.
se deu por vencido, enquanto beijou o pescoço dele, arrancando um gemido baixo dele fazendo os olhos castanhos se abrirem, o mesmo resmungou baixo.
—Chato.
—Você está muito saidinho, .
O mais velho deu um peteleco na cabeça do mais jovem que se levantou da cama de , enquanto o mais velho encarou o corpo coberto pela camisa larga do Pikachu, enquanto se moveu para a cama de cima fazendo o mínimo barulho possível.
Merda, ele estava duro de novo, enquanto encarou o mais jovem se estica em sua própria cama, enquanto o outro integrante entrou no quarto após passar a noite fora.
—Acordaram já?
—Bom dia, Yuki-senpai o encarou de lado, enquanto apenas pronunciou para com a mesma frieza de sempre quando estavam longe um do outro – Bom dia, -senpai.
apenas deu um breve aceno, mal havia pensando que naquele mesmo dia, perdesse aquele discreto sorriso que havia em seu rosto.

X

A lembrança lhe trazia certa nostalgia.
A primeira vez que vira ele, era arrogante, enquanto segurou o homem bêbado no carro, ao mesmo tempo em que colocava ele preso ao banco do passageiro.
—Vamos. Seja um bom garoto.
Porém, era o rapaz mais bonito que havia visto em sua vida, e agora, era o homem mais bonito que havia visto em sua vida, enquanto os olhos fixos em si.
—Não me abandone. Por favor, .
As mãos estavam sobre sua cabeça ao mesmo tempo em enquanto os olhos castanhos dourados sorriam de uma forma que ninguém havia olhando para ele antes, apenas sorriu baixo, enquanto a voz de saia em um sussurro melancólico.
—Eu te amo.
Ele esteve sozinho por tanto tempo que aquele simples ato de carinho derreteu seu coração que havia sido machucado por pessoas que ele acreditou que o amavam como ele era.
O menino de 15 anos estava apaixonado pelo seu veterano de time, enquanto o homem de 25 anos estava novamente se apaixonando por aqueles olhos derretidos pelo álcool, enquanto apenas entro no volante.
Merda.
—Algum de vocês sabem onde o -senpai mora?
—Nah, ele disse que se mudou.
Murmurou Furuya em tom ameno, enquanto Kominato murmurou.
—Não sabemos o endereço. O que faremos?
—Eu cuido disso. Me dê o endereço de vocês.
Murmurou , enquanto apenas manobrou o carro pela rua, ao mesmo tempo em que a voz Furuya soava.
—Você está bem com isso?
—Eu não tenho mais quinze anos, Satoru.

X

10 anos antes.

—O que é isso?
A voz de seu pai soava séria, enquanto o menino se lembrava de ter deixado a foto em sua casa, o beijo inocente havia sido eternizado, enquanto tomara cuidado para esconder o rosto da pessoa que amava sendo que a lembrança estava apenas em sua mente.
—Sou eu, pai. Eu não gosto de meninas.
O tapa assustara a todos os presentes ali, até mesmo o técnico de baseball que conversava com alguns pais ao perceberem a cena no canto da sala durante a visitação dos pais aos seus filhos, apenas sentiu o gosto da humilhação ao ser destratado na frente de seus colegas de equipe, enquanto a mãe e o pai de Eijun impediram que o rapaz se aproximasse da briga dos .
Pela pessoa que ele chamava de pai, enquanto o homem bem mais velho parecia ter perdido toda e qualquer cortesia que havia aprendido, enquanto sua mulher tentava impedir que bastasse novamente em seu filho.
—Quem é?! Quem é a pessoa que está levando você para esse maldito caminho?! Quem que está levando você, ?
O grito de raiva escapou, não sorriu, enquanto ouvia cada um dos insultos de seu pai, ao mesmo tempo em que respirou fundo, sob o olhar dos colegas de equipe, enquanto alguns cochichos soavam, que cena é essa? O mais novo respirou de novo, enquanto sob olhar de seu pai para si, enquanto sua mãe parecia ter perdido a voz naquele segundo.
—Pai, eu sou gay. Ninguém está me levando a qualquer lugar. É o que sou. E que sempre fui.
Sua voz tremeu, enquanto ele esperava outro tapa, apenas percebeu que não houve um segundo ato de violência, enquanto as lágrimas desciam por sua face ao mesmo tempo em que a mão parecia ter segurado, o homem que respeitava como um segundo pai parecia furioso.
—Saia da frente, Sawamura! Ele é meu filho!
As mãos da mãe de Eijun estavam ao redor de si, ao mesmo tempo em que o melhor amigo o abraçou, o ato de carinho parecia conforta.
—Isso não é lugar, .
—Ele é meu filho, Sawamura. Ele é…
—Ele é seu filho. Não uma aberração. Ele é seu filho, . Olhe como ele está com medo de você?
O tremor de foi visto, enquanto o homem mais velho vacilou sobre o olhar de medo que seu filho dava, o homem apenas respirou fundo enquanto deu meia volta.
—Querido!
A voz de sua mãe soou, enquanto Maya apenas abraçou o filho que desabou em seus braços, os mesmos braços que o acolheram ao saber sobre sua sexualidade.
—Eu irei conversar com ele, meu pequeno.
—Mamãe.
Enquanto o Sr. , pai de soltou, e foi a primeira vez que sentiu uma dor incompreensivo em seu peito sob olhar de seu amante.
Merda.
—Deus disse que isso é uma abominação.

A voz soava em sua mente com uma memória dolorosa, como se a lembrava daquela cena, conteve o xingamento de amargura que queria escapar de seus lábios, ao pensar que naquele ano pensava que era o amor de sua vida, enquanto todas as lembranças vinham em sua mente do primeiro beijo, do primeiro sexo, do primeiro eu te amo, apenas desatou o nó de sua gravata ao pensar naquele dois verões com aquele homem, ao passo em que deixou os amigos em suas respectivas casas, e seu outro senpai, e sobrando apenas ele, Eijun e no carro.
Merda, queria pergunta: Como ele estava? Quais seriam as novidades em sua vida? A lembrança mais clara de sua relação era rivalidade, parou o carro na garagem do prédio, enquanto os lábios que tentavam esquecer, ao mesmo tempo em que queria se lembra de tudo.
Porque ele sentia falta dele?
—Ok, Eijun?
O homem estava totalmente desacordado, chutaria a bunda dele quando ele estivesse sóbrio, enquanto o jogou em seus ombros e subiu os elevadores, apenas jogando o corpo de modo qualquer no quarto do rapaz no local onde dividiam morada.
Desceu novamente, enquanto percebeu dormindo, apenas o jogou o corpo sobre seu corpo esguio, e seguiu até o elevador.
Abriu a porta do apartamento, ao mesmo tempo em que jogou o corpo bêbado sobre o sofá cama da sala, retirou a gravata e encarou o corpo de .
Abriu a geladeira enquanto pensava que era uma péssima ideia trazer até ali, enquanto sorriu de forma triste ao então o amor de infância –, então percebeu que estava chorando novamente por .
—Por que você está chorando?
O homem encarou a face repleta de lágrimas, os olhos castanhos dourados fixos em si, enquanto tentava ler a expressão dele, apenas encarou o apartamento até então desconhecido para si.
—Chorando, por quem? Eu não estou chorando, jamais irei chorar.
—Você está chorando, .
abriu um sorriso de lado, ao mesmo tempo em que o amor de adolescência se aproximou de si, apenas colocou o dedo sobre a face, ao mesmo tempo em que aspirava o perfume do mais novo, e prensava ele contra a parede.
—Eu sinto sua falta.
não respondeu, sentia falta dele? Tentou se afastar dele, e ignorando qualquer sentimento de saudade existente em seu corpo.
Ele sentia falta para caralho dele, mas jamais iria atrás de alguém que o deixou.
apenas riu de seu próprio desespero, enquanto tentava se livra dos braços de de si, porém, as forças haviam sido drenadas de si.
Ele havia entregue seu coração para alguém que partiu sem olhar para trás, enquanto apenas sentiu o amargo do álcool tocar sua língua, ao som da voz da cantora americana.

O chá doce no verão
Jure que você não dirá a ninguém
E embora eu não me lembre do seu rosto
Eu ainda tenho amor por você

Eu ainda te amo, .
O sussurro saiu torturado pelo amor que guardava dentro si, ao mesmo tempo em os lábios tomaram os seus, as línguas lentamente se fundido, enquanto as mãos seguravam a cintura com firmeza.
—Repete, . Por favor, me diz que não é um sonho…
apenas sentiu os lábios sobre sua testa, enquanto o abraço o apertava com delicadeza que faltará no passado.
—Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
Enquanto o passado trazia lembranças doces com as dolorosas, ao mesmo tempo em que rendeu aos braços de .
Como sentirá saudade daquele homem.

X

2010.

—Então, você gosta de garotos?
A voz do veterano do 3° ano soava enquanto tentava sair daquela situação com medo as consequências que poderia acarretar para si, porém, se encolheu com o time de basquete que segurava ele contra a parede.
Os olhares de nojo incomodando.
Sabia que os boatos correriam com os gritos de seu pai, sabia que isso aconteceria, enquanto se encolheu com a possibilidade de levar porrada dentro das dependências do colégio.
Os cochichos, as vozes por trás de suas costas, estava passando por tudo isso sozinho.
Sem ninguém, desde que havia se afastado dele.
Desde que o pai dele exigiu que o veterano se mudasse de dormitório e que jamais tivesse contato com ele, se lembrava das palavras dele ao seu técnico sobre o parceiro de time e de quarto: “eu não quero essa abominação perto do meu filho”, ao qual, passou a dormir no quarto de Eijun para evitar mais problemas para ele, enquanto era humilhado, e cochichos dos colegas de classe, e a ansiedade se fazia presente.
Ele estava mal.
Merda. Merda. Merda.
Enquanto sentiu o colarinho sendo puxado, ao mesmo tempo em que sentiu o sacode e o outro sendo empurrado, o mais velho se postou a sua frente como um escudo que ele precisava no momento.
—Kuramochi! Sai da frente.
Se você coloca o dedo no meu kouhai, eu juro que te quebro na porrada. Sakai, entendeu?
O mais velho apenas percebeu o outro com lágrimas nós olhos, ao mesmo tempo em que o afago na cabeça soava estranho entre eles, e explodiu com todos os sentimentos contraditórios dentro de si.
Era tão errado amar? Enquanto, a voz soava próxima de si, em um ato de gentileza.
—Você não é um animal, . Você é humano. E não importa com quem você se relacione, você é ainda parte do time. E você é meu kouhai, meu irmão mais novo, e ninguém deve te machucar.
Enquanto se sentiu sujo por amar alguém, porém as palavras confortáveis de seu senpai e amigo soavam em sua mente.
Ele não deveria se sentir sujo.

X

2011.

Viver em Tokyo era o sonho de qualquer um, enquanto pensava que os dois verões pacíficos estavam longe de suas atuais lembranças.
Afinal, o último inverno fora solitário, enquanto pedia silenciosamente que a primavera fosse mais agradável para si.
Os jogos entre as duas escolas durante o fechado de primavera faziam as agitações dos times de baseball ir ao extremo, o principal arremessador estava sendo poupado desde a quase lesão no último jogo, ao passo em que estava sendo cotado como arremessador reserva ao lado do segundo arremessador do seu ano, Eijun estava furioso por não entrar no jogo, e Furuya parecia prestes a entrar no lugar da Masahino que tremia perante o outro time.
Enquanto a voz do técnico soou.
—Você vai entrar no jogo, .
Entre os três arremessadores principais que existiam no time, era o que menos jogava na temporada de primavera desde o incidente entre sua escolha sexual e sua posição que oscilava entre ser catcher e pitcher para o time, ao qual o técnico encarou o então o pitcher/catcher, havia treinando como qualquer outro jogador.
! VAMOS, SEU MOLOIDE!
Os gritos da banda da escola, enquanto os gritos de vaia se seguiram, enquanto se sentou diminuído, ao passo em que as luvas tocavam em sua cabeça de forma amistosa.
, MOSTRA DO QUE VOCÊ É FEITO! SEJA ORGULHO DA FAMÍLIA, !
Aquela voz, enquanto o homem mais velho se ergueu, a blusa com seu nome escrito enquanto a bandeira colorida sendo erguida, encarou o pai fazendo algo que ele mais odiava no mundo lado a lado da mãe que sorriu ao homem que silenciou os colegas de escola, ao mesmo tempo em que a luva bateu em seu chapéu.
—Você está bem?
—Eu estou puto, Ooba. Vamos.
—Jogue como sempre. Você é o melhor arremessado de pressão, . Acaba com eles em três arremessos.
A sensação do sol, e o vento suave da primavera, enquanto de um canto escondido de todos, encarava ele, o então universitário havia contido sua vontade de gritar, enquanto puxou a perna para o alto, e se aquecia para a batalha que ele estava atacando sozinho naquele segundo.
“Jogue como sempre”, as palavras ditas por seu parceiro, enquanto pensava que ele precisava fazer ruma obra de arte com alguém.
O primeiro arremesso silenciou a todos, enquanto a sinker caiu na trajetória adequada enquanto todos os rebatedores encararam o estilo de fastball que jogou, enquanto mudou a posição de costura para da Eephus, enquanto se colocou numa posição e jogou a bola arrancando vaias de seus adversários pelo arremesso mais lento do campeonato.
Respira –, enquanto encarou a posição de curveball, os olhos fixos na luva de Ooba, ao mesmo em que se colocou numa posição perfeita –, enquanto o som que a luva fez silenciou a todos, eliminou o quarto rebatedor e melhor batedor do outro time.
Enquanto naquele momento, o jogo se finalizou, e sob o calor e o fresco da primavera, acreditou em si mesmo, sob olhar atento de seus pais.
Pela primeira vez desde que se redescobrira como pitcher, ele estava feliz.

se lembrava das palavras duras durante os anos que sucederam a fatídica relação que findou sem nenhuma palavra dele, enquanto o final do verão de seu segundo ano foi marcado por pessoas que desapareceram e o terceiro ano lhe trouxe mais força do que havia tido em toda a sua vida, após um inverno solitário sem ir para casa, ao passo em que apenas bebeu um gole do café, ao passo em que se encolhia em pensar nisso, e ao mesmo tempo, em que ele não seria aquela pessoa hoje.
Ele era tímido, e hoje, não se importava com que as pessoas pensavam de si em seus plenos 25 anos.
Seus pais o amavam, seu pai havia aceitado sua escolha, e principalmente, ele estava ao seu lado naquele ano.
Ah, como isso pode ser tão errado? O amor não era estranho, não era desigual. Ao mesmo tempo em que estava sentado a sua frente, o mesmo parecia mais sóbrio, enquanto encarava o mais novo com um suspiro, e bebia da xícara de chá que foi oferecida para si.
O silêncio estabelecido entre eles era estranho ao qual nenhum dos dois queria quebrar, enquanto encarou o relógio da parede de seu apartamento, ao mesmo tempo em que o pigarrear soava, as mãos parecia agitadas.
—Eu quero você de volta.
Enquanto a voz de Taylor Swift soava em sua mente.

Te amo até a Lua e até Saturno
Passado de uma geração para a outra como canções folclóricas.

apenas remexeu na xícara de café, enquanto sorriu.
—Eu te amo. Mas, você não conseguiu aguentar nada por mim, . É isso, é o chamado amor?
—Meu pai ficou doente – suspirou, enquanto brincou com o colher do chá – Ele se tornou dependente de mim, de tal modo, que não puder negar nada para ele nesses 10 anos. Nem a pessoa que amo.
franziu o cenho, enquanto o olhar de era dolorido.
—No ano em que aconteceu, eu estava prestes a completar 18 anos, e você só tinha 16 anos. Eu ia ser preso se eu continuasse a viver com você do jeito que estamos vivendo… – riu, uma risada nostálgica dos problemas pequenos que estavam enfrentando juntos, apenas se remexeu desconfortável ao lembrar daquele ano, ao mesmo tempo em que a voz terna – Meu planejamento era espera você completa 18 anos para podemos sermos um casal oficial, e vivemos juntos, até lá eu controlaria meus desejos. Mas, houve aquele problema com seu pai, e depois eu tiver meus problemas.
“E o meu pai descobriu sobre nós de alguma maneira, naquele dia, então, eu tiver que enfrenta aquele homem, mas como ele disse naquele dia: você depende mim, e eu posso muito bem te tirar desse colégio, foi um choque, sabe? Eu dependia dele, enquanto eu estiver dependendo dele, eu não poderia ser completamente seu para sempre… Quando me vi finalmente livre das amarras dele, ele ficou doente ao ponto de depender de mim, e novamente, eu não posso trazer você de volta a minha vida, e eu passei os últimos 10 anos me arrependendo por não ser corajoso quando eu tinha 17 anos, queria ter de volta o tempo que perdi… Meu pai se arrependeu de me privar da felicidade no leito de morte, e fazendo jurar que eu ia atrás de você, e eu estou aqui”.
A voz dele soou em tristeza, apenas encarou , quando foi que as coisas entre eles ficaram tão complicadas para eles?
apenas suspirou, enquanto pensava que, eles estavam novamente há 10 anos, como dois adolescentes apaixonados que não faziam ideia do que estavam fazendo um com outro.
Entre as descobertas e redescobertas, enquanto o amor que havia entre, a chama da paixão estava ali inflamada, crescente como se queimasse aquela distância entre eles.
Merda, ele amava demais aquele homem.

Eu estava com tanto medo de pular
Mas eu, eu estava alto no céu

sentiu as bochechas se colorirem de vermelho, enquanto se escondeu. Como amar alguém por 10 anos? Aquilo era loucura, apesar de ter tentado, diferentes pessoas naqueles 10 anos, apesar de ter beijado outras bocas.
Eles não eram .
Entre as coisa mais complicadas de amar , era que entregaria tudo por aquele homem, desde
A primeira confissão, o primeiro beijo, o primeiro em tudo, fora o primeiro em tudo, e o único em tudo.
De um jeito que aquele homem atraia atenção dele para sempre –, segurou sua mão, enquanto as mãos sobre suas.
Ele amava ao ponto de estar com coração trancado para qualquer outra pessoa, apenas suspirou, enquanto sentiu o afago sobre duas mãos.
—Eu posso deseja de novo ter você?
Sussurrou, enquanto riu.
—Sempre.

Passado de uma geração para a outra como canções folclóricas
Nosso amor dura tanto tempo

Amar alguém poderia ser rápido, e viciante, amar alguém era sereno, amar alguém era como uma canção de ninar, amar alguém era como as músicas e o oceano que vinha em tormentas, mas com suas ondas pacíficas.
Amar era fogo, e ao mesmo tempo como a água, assim como trazia as flores de primavera poderia trazer o valor escaldante do verão.
Eram como as folhas envelhecidas de outono, e os galhos congelados do inverno.
Amar alguém era tudo e um pouco mais.
amara alguém por mais de 10 anos de sua vida, e aquele alguém lhe causará impacto profundo que prenderá seu coração a esse alguém, estava preso a si, e ele a de tal maneira que estavam ligados para sempre.
No amor.
—O que está pensando?
A voz de lhe trouxera de volta a realidade, enquanto encarava o homem, os dois deitados no sofá, ao passo em que as mãos sobre sua face de forma delicada, ao pensar que o futuro que estava desejando estafa ali ao seu lado.
—Que eu te amo.
Murmurou em um sussurro, e suas bochechas pinceladas de vermelho, enquanto beijou sua testa.
—Eu te amo mais.

Fim¹.