Style

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Sinopse: ” — Disse que não havia esquecido você. –  Deu mais um passo em sua direção, olhando em seus olhos. – Que não estava procurando nada sério porque não havia esquecido você. – Cada uma de suas mãos foi para um lado de seu corpo. – Que eu só estava procurando por alguns minutos pensando em alguém que não fosse você.
[…]
Era o que faziam. Toda vez que aquilo acontecia, que ousavam um reencontro, como se tivessem o direito, como se nunca houvessem feito aquilo antes, era aquilo que faziam: Riscavam o fósforo e assistiam o fogo subir e devorar tudo, inclusive eles. Ou, principalmente eles.”
Gênero: Romance
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito.
Beta: Alex Russo

 

Aquela não era uma noite de primeiras vezes.
Não era a primeira vez que, sentada no banco do carona do Jeep que ela já conhecia tão bem, observava dirigir. Não era a primeira vez que ele sentia os olhos dela tão intensos sob si enquanto dirigia e, menos ainda, que precisava se esforçar para não lhe encarar de volta e se concentrar na estrada a sua frente.
e não eram almas gêmeas, não haviam nascido um para o outro e nem se completavam de alguma maneira mística. Mas eles se davam bem. Deus, se davam tão bem.
Eram o tipo de casal que carregava consigo certo charme, que combinavam e se entediam, até… Até não combinar e se entender. Porque, por mais deliciosa que fosse sua sintonia, ainda não era tudo. Era quase, mas não era tudo.
Foi quem admitiu primeiro que precisavam parar.
Então, pararam.
Ou, pararam tanto quanto sua capacidade de disciplina permitia, o que era até estarem ao alcance da vista um do outro. Era fácil quando não se viam, quando estavam longe e podiam ignorar a coceira que, em algum momento do dia, inegavelmente viria, lhes lembrando um do outro, fazendo com que quisessem entrar em contato, mandar uma mensagem, uma ligação… Conseguiam ignorar, até não conseguir mais. Quando se viam.
De tempos em tempos, afinal, precisavam estar no mesmo ambiente, já que tinham o mesmo ciclo de amigos. Não era incomum que acabassem indo embora juntos em noites como essas.
Aquela não era uma noite de primeiras vezes.
Passava um pouco da meia noite quando finalmente estacionou em frente ao prédio onde morava, pegaram o elevador as 00h07. entrou depois, então ficou mais perto das pesadas portas automáticas. ficou bem atrás dela, e embora ambos encarassem o visor no alto do elevador, que mostrava os números mudando conforme subiam, nenhum dos dois realmente registrava aquilo. Não tanto quanto registrava os dedos de praticamente triscando em seus braços, lhe enviando ondas absurdamente quentes pelo corpo. Ou quanto apreciava a tortura que era tocá-la de maneira tão superficial, e ansiar tanto por poder apertá-la em seus braços como sempre gostou de fazer. Era impossível que aquilo não acontecesse, afinal.
Sentiam tanta falta.
Ainda que o sexo não fosse tudo, que estivesse longe de ser, era uma parte tão boa do que costumavam ser, juntos. E, ainda que já houvessem tido deslizes muito parecidos com aquele antes, no fim sempre ousavam acreditar que não ia acontecer de novo. Até acontecer.
— Chegamos – finalmente falou, ainda que soubesse. Ela sabia qual era o seu andar, já havia estado lá por vezes demais mesmo depois de terminarem, ainda que fosse parte do joguinho deles fingir que não. Fingir que era seu primeiro e único deslize. Que não tinha porque lembrar em qual andar ficava o apartamento de . Na cobertura, é claro.
Enquanto seguiam em direção a porta de , após deixar o elevador, tinha uma das mãos na base das contas de , e nada sobre a linguagem corporal de nenhum dos dois mentia, ainda que tentasse. Que mantivesse a coluna ereta e o nariz ligeiramente empinado, como se nada naquela atmosfera tão deles lhe afetasse. Exceto que estava tão quente.
— Você saiu com outra essa semana – não foi uma pergunta, e levou um instante para encarar quando a ouviu falar, tanto porque haviam acabado de entrar no apartamento e ele estava em meio ao percurso de tirar o casado tanto por suas palavras em si.
Ligou as luzes depois de se livrar do casaco e só então a encarou, assentindo devagar.
— Sim – ele confirmou. – Não foi nada demais.
Era verdade. Ao longo dos anos, descobrira ter um gosto especifico demais para mulheres e caminhava com louvor na interseção entre tudo que gostava e tudo que jamais admitiria adorar. A garota com quem saíra essa semana, porém… Ela não estava nem perto de nenhuma daquelas cosias. Eles transaram uma vez na casa dela, mas não voltaram a se falar. Estava claro que seu encaixe não fazia sentido algum.
o encarou de maneira humorada e ele acabou rindo, sabendo que ela não acreditava.
— A gente transou. Na casa dela, uma vez. Não nos vimos ou nos falamos desde então – revelou de uma vez. revirou os olhos, deixando que ele tirasse seu sobretudo, presenteando-o novamente com a visão da minissaia preta que cobria apenas dois palmos de suas pernas. Aquilo, em conjunto com o batom vermelho que cobria seus lábios cheios, era, aos olhos de , seu melhor visual. Não havia nada tão refrescante quanto o apelo de boa garota que os olhos sonhadores de carregavam o tempo todo, mas céus, aquilo ficava simplesmente irresistível quando ela se cobria de provocação, que sempre foi uma marca tão sua, se divertindo com o que podia parecer e o que era.
— Você é um porco – falou enfim, como se não houvesse notado seu olhar. Como se ainda falassem de sua desventura amorosa naquela semana.
balançou a cabeça, observando-a desmontar dos saltos e seguir até sua cozinha, abrindo a geladeira numa casualidade desafiadora e familiar. Ambos sabiam por que ela estava ali e não era para atacar sua geladeira, mas era boa em fingir que era. Era boa em desafiar e sempre garantir que ele chegasse primeiro ao ponto sem retorno. Era melhor ainda em fingir que o tal ponto sem retorno não existia para ela, o que achava tão delicioso quanto cômico, já que não acreditava nem por um segundo.
— Eu nunca prometi nada pra ela – murmurou despreocupado, acompanhando aquela dança tão conhecida por eles enquanto se aproximava da cozinha e parava recostado ao arco em sua entrada. Observou enroscar a tampa de uma de suas cervejas no tecido da blusa branca para abrir. A peça era provavelmente elegante demais para aquele tipo de comportamento, mas aquela era outra coisa com a qual nunca se importou. A blusa de mangas estava arrumada por dentro da saia e era ligeiramente transparente também, não escondendo com muita eficácia o as rendas do sutiã preto da garota e pareceu ainda mais bonita daquela forma, parcial e displicentemente para fora da saia. Desorganizada. – Na verdade, até confessei algo para ela. Sobre você.
Jaebum esperou que ela o encarasse, sorrindo quando fisgou os olhos analíticos da garota, que bebia direto do gargalo da long-neck roubada.
— Você costuma ser sincero – ela concordou, não negando a possibilidade do que saía de sua boca, mas não ousando entregar os pontos tão logo também. Que graça teria aquilo, afinal?!
— Eu sou um cara sincero – ele deu de ombros, acenando com a cabeça. mordeu um sorriso.
— Eu não vou perguntar. Não me importo – avisou, empinando novamente o nariz. Dessa vez ele não conteve uma risada, daquelas que ela sempre arrancava dele com tanta facilidade, fazendo a atmosfera pesar um pouco menos e arrancando um sorrisinho custoso da menina. Porque, ainda que fosse guardar aquilo apenas pra si, as palavras exatas eram: adorava lhe arrancar gargalhadas.
— Disse que não havia esquecido você. – deu mais um passo em sua direção, olhando em seus olhos. – Que não estava procurando nada sério porque não havia esquecido você. – Cada uma de suas mãos foi para um lado de seu corpo. – Que eu só estava procurando por alguns minutos pensando em alguém que não fosse você.
olhou de suas mãos para seus olhos, triscando os dedos por seu pescoço num tamborilar quase preguiçoso. Quase, se não dissesse tanto. O jeito como os dedos subiram, tão suaves quanto quentes por seu rosto eram o sorriso que ela não ousou lhe dar, fingindo que suas palavras não haviam lhe afetado tanto assim. Porque era o que faziam. Toda vez que aquilo acontecia, que ousavam um reencontro, como se tivessem o direito, como se nunca houvessem feito aquilo antes, era aquilo que faziam: Riscavam o fósforo e assistiam o fogo subir e devorar tudo, inclusive eles. Ou, principalmente eles.
— Então, ela transou com você por pena – riu, como a boa peste que sabia ser. Que adorava ser. E riu também.
— Você nunca conseguiu sexo por pena? – questionou, fingindo decepção. – Achava que tinha te ensinando tudo que precisava saber.
riu outra vez, odiando que absolutamente cada um dos traços de fossem tão atraentes para ela, mas pior ainda, lhe fizessem sentir tanto amor.
— Já, com você – ela deu de ombros, cheia de si e lhe virou as costas para pescar novamente sua cerveja, brevemente esquecida na ilha no centro da cozinha. – Sempre que eu tinha um dia ruim, na verdade. Você é bem fácil, – fingiu só notar naquele momento, fazendo um biquinho sugestivo para ele, que riu.
— Sou mesmo. Isso, eu aprendi com você – assumiu e foi a vez de gargalhar. Céus, ele era um idiota.
Mas aquela era apenas mais uma das tantas verdades sobre o encaixe deles: ensinaram muito um ao outro, foram um respiro delicioso num mundo diferente, e, precisavam admitir, ainda era delicioso revisitar.
Como naquela noite.
— Vai se fuder, . – reclamou, como se estivesse muito ofendida, mas o jeito como as pernas balançavam quando subiu na ilha, sentando-se sob ela, lhe desmascarava tanto quanto o sorriso divertido em seus lábios. A verdade era que a ideia de ter ensinado qualquer coisa a não podia lhe inflamar mais.
E, como se soubesse daquilo tão bem quanto ela – o que, aliás, ele sabia mesmo –, lhe deu um sorrisinho esperto e, como o cara de pau que era, ergueu as mãos próximas a cabeça, numa rendição que não ousou comprar. Não quando ele se aproximava com aquele olhar tão típico de predador.
— Você vem junto? – ele perguntou, soprando as palavras contra seu rosto quando chegou perto o suficiente para tal, pousando as mãos dos lados de seu corpo na ilha. Puxou o lábio inferior da garota entre os dentes e quis que se explodissem os joguinhos, o empurrando um pouco apenas para elevar o tronco ao seu, de modo que não se sentisse caindo ao seu encanto, ou qualquer que fosse a besteira. O corpo dos dois foi mais para a ponta do móvel e ousou roçar uma das pernas em uma das pernas dele, lhe provocando por cima da calça jeans e deixando bem claro: não via a hora de se enroscar inteira nele.
— Na sua cozinha, de jeito nenhum – respondeu, embora o carinho que ainda fizesse no posterior de sua perna dissesse que talvez, só talvez, se ele pedisse com jeitinho, poderiam se fuder aonde ele bem entendesse.
não planejava pedir, é claro, e apenas a puxou para si e carregou dali, fazendo-a angular as pernas ao seu redor de modo que a saia subisse no processo, rindo antes que ele finalmente lhe calasse com um beijo. Seus beijos sempre tiveram algo muito deles, algo que talvez nem fossem capaz de nomear, mas era o suficiente para molhar a calcinha de e despontar uma ereção entre as pernas de . Era a provocação em sua forma mais liquida, que residia na ponta da língua de tanto quanto o beijo cortante de , que puxava sempre o mais quente deles e lhes estimulava do jeito mais gostoso.
E, é claro, era sempre o que vinha depois também. Como quando chutou a porta de seu quarto e despejou na cama, indo por cima, mas não ficando por cima. se apoiou em seus ombros para montar em seu colo, voltando a beijá-lo tão logo o fez e o movimento de seus quadris logo passou a imitar a dança de suas línguas juntas. apertou um pouco os olhos tão logo o estímulo tão direto de enviou fagulhas quentes direto em seu estômago, e só não apertou sua cintura para fazê-la parar porque aquilo era bom demais. Deixou que ela continuasse mesmo que não conseguisse mais se dedicar ao beijo como mereciam, mordendo a boca da garota e passando a beijar seu pescoço, estimulando-a com apenas a quantidade certa de língua ali e quase sorrindo por vê-la se arrepiar ao toque de seus lábios, exceto que esperava por aquilo.
Conhecia como a palma de sua mão, seria modéstia dizer que não sabia onde e como tocá-la e beijá-la e, bem, não era modesto.
Uma das mãos de empurrou de uma vez a saia de para cima, buscando ampliar o contato entre seus corpos, seus sexos, e apenas deslizou mais devagar contra sua ereção, apoiando as mãos com mais firmeza em seus ombros ao olhar em seus olhos. Como se já estivessem transando.
— Odeio que você possa gozar várias vezes – ele murmurou, sabendo muito bem que se continuassem daquele jeito logo estaria se derramando nele apenas pela primeira vez na noite. E vestida.
riu, sabendo tanto quanto ele que não odiava coisa nenhuma. Só morria de inveja mesmo.
— O mundo já é injusto demais com as mulheres, baby… – ela sorriu travessa, puxando seu lábio inferior entre os dentes. Os olhos escuros dela, normalmente tão sonhadores, carregavam o brilho de quem tinha certeza que já chegara onde queria. Ao menos naquela noite. – Alguma vantagem a gente merecia.
não ousou discordar.
— Justo – respondeu simplesmente, buscando o caminho de volta para sua boca e guiou a língua dele para a sua, naquela promessa tão dela de que, quando ele chegasse, construiriam seu próprio paraíso.
apertou os dedos na carne dos quadris da ex-namorada, que apoiou os joelhos no colchão de modo a afastar suas intimidades, levando rapidamente os dedos espertos aos jeans do rapaz, desabotoando a peça e então baixando o zíper também. Ele precisou se remexer um pouco para ajudá-la a baixar a peça e libertar seu membro, mas nem se importou, sentindo uma corrente insana de tão deliciosa alcançar sua espinha quando os dedos de deslizaram por toda sua extensão e ela o guiou até sua calcinha molhada, esfregando-o ali só para terminar gemendo rouco, sem ousar, ainda assim, fechar os olhos ou mesmo desviá-los da ereção úmida que esfregava em sua roupa intima. ajudou e segurou a ponta de sua saia contra sua cintura, de modo que pudessem ambos ter a visão tão deliciosa quanto o ato em si de esfregando o membro dele contra a própria calcinha molhada, rebolando contra sua ereção e apertando mais firme quando o aproximava de sua entrada.
Para , aquilo era algo como tortura, sentindo de maneira tão superficial a excitação dela, o que era irônico, já que para parecia ser tão gostoso tanto quanto quando de fato sentava nele, ou quando gozava depois de tudo. Mas, ele sabia por quê. Era sua vantagem. Se conhecia bem , logo ela estaria se derramando em seus braços.
colaborou, abrindo os botões de sua blusa branca e livrando-a de seu sutiã enquanto ela descia sob ele ainda de calcinha, de modo que sequer chegava a sentir quão quente e molhada ela estava, mas porra, era tão gostoso que podia muito bem estar sim sentindo tudo aquilo – e mais um pouco. Ele apertou um de seus mamilos, fazendo alguma fricção na região apenas para ajudá-la a chegar ao seu ápice, observando quão bagunçada ela já parecia, os cabelos deliciosamente espalhados sem qualquer vestígio do penteado elegante que usava pouco antes, os mamilos apontando em sua direção, praticamente lhe desafiando a não tocá-los, e as pernas naquela bagunça tão deliciosa de movimentos, de puro instinto. Ela só seguia o que seu corpo pedia e, honestamente, achava lindo para um caralho.
Ele fechou uma das mãos em um de seus seios e apertou fraco, acompanhando os movimentos que ela ainda fazia e então apertando o mamilo mais forte quando ela passou a esfregar sua glande na área mais estragada de sua calcinha, fazendo com que ele apertasse um pouco os olhos. ficava cruel quando estava perto do orgasmo.
— Garota – ele reclamou, naquele tom tão desacreditado quanto delicioso, que normalmente fazia rir, mas naquele momento, inferno, a fez explodir. Ela afundou as unhas no ombro de e jogou a cabeça para trás, soltando aquele som selvagem com o qual ele sabia que sonharia naquela noite. E muitas outras depois dela, até finalmente tê-la em seus braços outra vez.
— Porra – sussurrou, sentindo o corpo entorpecido, naquela mistura deliciosa com a qual só era presenteada no inicio de uma noite com : A sensação deliciosa de gozar tão gostoso com tão pouco, porém acompanhada daquela certeza quase injusta de tão boa que ele ainda tinha muito mais daquilo para ela. – Porra, .
— Foi tudo você dessa vez, baby – ele disse de maneira simples, mas qualquer modéstia ainda soava falsa demais vinda dele e revirou os olhos. Ele era ridículo, foi o que pensou antes de erguer o olhar para ele, assistindo enquanto ele se livrava da camiseta branca e simples que adornava seu corpo. Rolou os olhos e se afastou para se livrar da calcinha, embora não da saia.
É claro que não, não seria ela se não utilizasse qualquer artifício possível para provocar.
apreciou, ainda assim, a visão da calcinha deslizando por entre suas pernas, indo tão encharcada ao chão. Sorriu fraquinho por isso. Adorava quando estragavam suas calcinhas, porque é claro, adorava saber que ela teria que ir embora sem calcinha. E que seria preciso apenas esfregar um pouco as pernas para se sentir quente outra vez, lembrando de tudo que fizeram.
se aproximou novamente depois de terminar se livrar blusa também, terminando de tirar sua calça e cueca, para assim inclinar o corpo em sua direção e pôr o rosto rente a ereção do ex-namorado, apertando em sua base e então subindo os dedos num carinho preguiçoso por sua extensão, ao passo que beijava sua glande, quase como se pedisse desculpas por castigá-lo tanto.
Ia cuidar dele agora, era o que seus lábios diziam enquanto se fechavam ao seu redor, e sua língua tomava toda sua extensão úmida para si, antes de tirá-lo do caminho para encontrar suas bolas, chupando-as e logo depois acompanhando a extensão de sua veia mais sobressalente com a língua, de modo a levar a urrar de prazer antes de segurá-la pelos pulsos e empurrá-la contra a cama.
Aquele jogo não ia funcionar para ele.
— Eu não tenho a sua vantagem – lembrou diante do sorrisinho arteiro que ela lhe dava, o sorrisinho que dizia que ela sabia daquilo tanto quanto ele.
— Não é problema meu – ela retrucou, procurando sua ereção com uma das mãos e então triscando os dedos num tamborilar preguiçoso em sua glande. Ridícula, foi a vez de pensar antes de segurar seu rosto numa das mãos, apertando um pouco seu maxilar enquanto enfiava a língua em sua boca.
rapidamente soltou seu membro, apertando suas costas nuas nas mãos, sentindo os músculos e tatuagens que podia descrever com precisão, porque, ainda que conhecesse cada músculo, tatuagem, traço, tudo que formava o corpo de , nunca se cansava de apertá-lo. De senti-lo como se fosse a primeira vez. Primeira e única.
Enquanto lhe beijava, movendo a língua contra a sua de maneira deliciosamente dominadora, deslizou para dentro da garota, fazendo com que ela soltasse o ar contra sua língua, sentindo o coração martelar forte no peito por ter sido pega de surpresa. insistiu no beijo ainda assim, movendo a língua contra a sua enquanto se movia devagar demais dentro dela e sentiu os olhos encherem de lágrimas, odiando que ele fosse o único capaz de lhe fazer chorar de prazer. Exceto que amava.
Aquele idiota, ugh.
– ela engasgou contra sua boca e ele acabou deslizando mais fundo por reflexo, sua voz entrecortada e tão entregue fazendo com que ele perdesse as estribeiras, sem que pudesse evitar. choramingou mais alto, jogando a cabeça para trás. – , puta que pariu.
— Eu sei , puta que pariu – ele gemeu também e ela quis bater nele por mais aquele golpe baixo. Bem em seu ouvido, mas era um filho da puta mesmo. – Você é tão gostosa.
— Eu sei , puta que pariu. – ela não resistiu em devolver e ele riu, puxando uma de suas pernas para cima, de modo a apoiá-la em seu ombro antes de deslizar dentro dela novamente, fazendo apertar os olhos e gritar dessa vez. E ela nem era do tipo que gritava.
— Tão, tão gostosa… – ele soprou contra seu rosto, e havia provocação em cada silaba, fazendo odiar e amar na mesma intensidade e proporção tudo a respeito de .
E, honestamente? Nada era mais excitante aquilo.
A garota angulou a perna que não estava sob o ombro de de modo que ele fosse ainda mais fundo dentro dela e, céus, ela chorou pra valer com o resultado da própria atitude, jogando mais uma vez a cabeça para trás.
a encarou, tão bonita em seu colchão, exatamente como em todas as outras vezes, e se perguntou se um dia se cansariam. Se realmente parariam, porque naquele momento, aquela ideia parecia, no minimo, distante. A de não tê-la em sua cama sempre que a vontade coçasse no corpo dos dois e lhes inflamasse tanto quanto fizera naquela noite. O garoto alcançou o clitóris inchado de e a observou choramingar e apertar mais as pernas ao seu lado, arqueando as costas e apoiando o cotovelo na cama, um tanto desesperada para ver o que diabos ele fazia em seu centro que a deixava tão fora de si.
Notando o que ela queria, a fez abrir um pouco mais as pernas, a que estava em seu ombro voltando a encontrar o colchão para que ela conseguisse ver o polegar dele se esfregando naquele ponto tão inchado de seu corpo, enviando rajadas deliciosas de prazer ao corpo da garota ao passo que, simultaneamente, ele continuava a estocar dentro dela, devagarzinho, de modo a apenas instigá-la e fazê-la sentir choques crescentes começarem a tomá-la a partir daquele ponto.
Porra, não. Aquilo de jeito nenhum era certo, de absolutamente jeito nenhum.
Era absurdo.
— Desgraça, – ela soltou com a voz falha, jogando a cabeça novamente para trás simplesmente porque de repente seu corpo parecia fraco demais para que continuasse a encontrar apoio e se manter naquela posição.
terminou por perder o sorrisinho cheio de si de antes que os lábios dele tocassem, frios, os seus, afastando-se antes que ela pudesse enfiar a língua em sua boca e espalhando mais beijos frios por seu corpo, indo do pescoço para a clavícula e o busto e espalhando mais choques pelo corpo dela, mais fortes, mais gostosos. Era vergonhoso, na verdade. Era vergonhoso o que ele estava fazendo com ela, por que: Era para ele, logo ele, fazê-la gozar fácil assim?!
— Goza – ele murmurou de maneira simplória contra seu ouvido, fazendo pouco caso de seu orgulho e incredulidade. Ela o olhou de maneira quase raivosa, o que o fez morder um risinho.
— Você ‘tá perto? – ela quis saber, exigiu saber e dessa vez riu, puxando o rosto dela para si e lhe beijando outra vez, ainda que brevemente. Ela era a coisa mais adorável que ele já vira, até na cama, céus.
apertou os lábios juntos quando ele se afastou, tentando não gemer por ele, especialmente porque ele continuava a estocar naquele ritmo que lhe prometia prazer, prazer e mais prazer.
— É claro que eu ‘tô – ele devolveu como se fosse obvio. – Desde que eu te vi nessa saia pela primeira vez no inicio da noite – confessou. riu, com uma nota de satisfação que não foi capaz de ignorar, mordendo um sorrisinho.
— Sabia que você gostava dessa saia – retrucou, e ele riu.
— Não tanto quanto gosto do que você guarda embaixo dela – garantiu.
E pararam de falar.
usou os ombros de de apoio e inverteu as posições pela segunda vez naquela noite, indo por cima dele e, ao sentar em seu membro, gemendo junto com ele. terminou por ficar sentado com ela nos braços, olhando de seu rosto contorcido em prazer para o corpo que tanto amava, desde os seios pulando no ritmo que seus quadris ditavam até o movimento delicioso como o próprio paraíso de sua vagina o devorando.
O rapaz triscou a ponta dos dedos em seu pescoço e sorriu quando ela o encarou de maneira tão ansiosa quanto pedinte, mesmo que muito brevemente. Ela não gostava de encará-lo daquele jeito, o que era engraçado porque adorava quando ela o fazia. E nunca deixava de lhe dar o que quer que ela quisesse. Exatamente como ela não ousaria pedir, enroscou os dedos em volta do pescoço de , apertando apenas minimamente quando ela desceu mais forte em seu pênis e soltaram o ar juntos, de maneira deliciosamente engasgada, o que fez com que ele apertasse apenas um pouco mais forte. Não foi capaz de evitar.
mordeu o lábio e o encarou com fogo nos olhos, apertando as mãos em seus ombros enquanto movia os quadris de maneira urgente em direção ao seu. Deliciado, mordeu o dele também, sentindo o sangue pulsar mais rápido enquanto ela fazia o que bem queria dele.
Estava tão perto.
— Goza – murmurou da mesma maneira simplória que ele falara antes, ou quase. Havia uma nota de ordem em sua voz que não havia na dele e nem se importou em obedecer, segurando em sua cintura para estocar com violência dentro dela. A garota apertou mais forte em seus ombros e o corpo pulou ligeiramente para cima enquanto ele metia forte, antes que enfim se derramassem juntos, em meio aqueles sons tão deles, tão entregues, tão prazerosos de ouvir e de soltar.
Gozaram.
Enquanto estavam entregues ao ápice, ainda se arrastou um pouco em seu membro, buscando prolongar aquela queimação tão gostosa que ele causava nela toda vez que lhe invadia, mas não durou muito e logo estava sem fôlego em seus braços, jogada desfalecida em seu peito e levou um instante até mesmo para sair de dentro dela, jogando o corpo displicentemente para trás, sem se preocupar em tirá-la de cima de si.
suspirou tão logo os notou deitados, rolando preguiçosa para o lado. virou para encará-la, de olhos fechados e com a boca entreaberta, tão bonita que podia muito bem ser uma pintura. Uma fantasia, ou o que fosse. Talvez fosse mesmo.
Talvez fosse ser sua fantasia para sempre. Aquela que ele tivera a sorte de realizar algumas vezes Algumas primeiras e únicas vezes.
— Ei, – ele chamou enfim, a voz soando rouca, já que ainda recuperava o ar. A garota abriu os olhos, buscando os dele, e sorriu pequenininho quando os encontrou porque tinha certeza que se encaravam com a mesma expressão deliciosamente cansada naquele momento. – Quer ir de novo? – apesar da risada, havia certo desafio em seus olhos e, apesar da risada que soltou em resposta, havia a presunção de aceitar confiante o desafio nos olhos dela tão logo absorveu a pergunta.
Era aquilo: eles nunca saíam de moda.

FIM

 

Nota da Autora:
Hey!!!!!!!!!!!! Vocês estão tão extasiadas quanto eu? AMÉM FOFIC POR ESSE ESPECIAL SENSACIONAL AHAHAHHAA
Vocês nem imaginam o tanto que eu amo esse casal gente, sério! Mas não vou prender vocês aqui por muito tempo, sei que a gente tá cheia de coisa pra ler com esse especial fantástico, então só vamos, mas… Me digam o que acharam, tá?
Beijão!