The 1

The 1

Gênero: Romance.
Classificação: Livre.
Restrição: Ashton Irwin é fixo como pp.
Sinopse: Eu persisto e resisto à tentação de lhe perguntar, se uma coisa tivesse sido diferente, será que tudo seria diferente hoje? Nós éramos algo especial, você não acha?
Beta: Lara-Jean Covey.

Capítulo Único

havia acabado de chegar em Hornsby. Saiu do trem e foi direto chamar um Uber. Dias atrás estaria ali para distribuir convites de casamento a seus amigos e familiares, mas já fazia uma semana que seu noivado havia chegado ao fim. Havia noivado há um ano e meio, e não podia estar mais feliz, até descobrir que Finneas estava a traindo. Finneas parecia maravilhoso, por isso a garota nunca desconfiou de suas horas extras no restaurante. Namoraram por três anos antes do pedido de casamento finalmente chegar a pegando de surpresa. Não só ela, como toda a família de .
e Finn se conheceram na faculdade, logo antes da formatura. graduou em Geopolítica e hoje dá aulas no ensino médio, já Finneas em Gastronomia, e tem seu próprio restaurante três estrelas em Sidney, onde moravam juntos.
Apesar dos pesares, estava completamente animada e feliz por estar visitando sua cidade natal, afinal faziam meses que ela não vinha ver seus pais por conta de suas aulas e de todos os compromissos e reuniões sobre o casamento. Se pegou admirando a paisagem. Reparou em um homem de costas no ponto de ônibus, podia jurar que era Ashton, seu melhor amigo de infância e ex… hm… enrolo? Eles nunca haviam oficializado nada, talvez não passasse de uma amizade colorida no fim das contas, mas para era um sentimento profundo. O homem se virou, revelando não ser Ash, e a garota suspirou frustrada. Adoraria o ver, estava com saudades, mas ele quase nunca estava na Austrália.
Chegou em casa e subiu direto para seu quarto. A primeira coisa que sempre fazia ali era olhar o mural de fotos e relembrar alguns momentos marcantes de sua adolescência. Sorriu ao ver uma foto com Ash, Calum, Luke e Mike. Essa foto foi tirada num domingo que eles passaram o dia inteiro dizendo que, um dia, seriam uma banda muito famosa. Quem diria que estavam certos.
guardou suas roupas, ficaria ali por alguns dias, pois era período de férias. Desceu para a sala e encontrou sua irmã Lilian no sofá assistindo um filme qualquer. Decidiu ficar por ali, fazendo uma matinê com Lilian. Jantou com sua família e foi direto para o quarto. Ela queria conversar com eles como nos velhos tempos, mas ela não sabia nem por onde começar, e tudo sempre acabava em “é eu tomei chifre, e agora não vou mais casar”.


acordou cedo, vestiu uma roupa leve, pegou seus fones de ouvido e foi correr pela cidade. Achava incrível como aquela cidade era cheia de lugares que a fazia ter lembranças de momentos especiais…

– Vamos , por favoooor – Elliot pediu para que a prima fosse com ele no parque aquático.
– Elliot, eu te amo, mas eu já não tenho uma reputação boa na escola… Se eu continuar saindo só com você as pessoas vão me achar mais estranha ainda. – rolou os olhos.
– Prefere sair sozinha então? – O moreno cruzou os braços e a encarou. – Você que sabe, eu vou com meus amigos, e eu sei que suas amigas não podem ir…
– Ai, ta bom. – Ela se deu por vencida e foi até o quarto vestir um biquíni.
Elliot e seguiram ao parque aquático conversando sobre escola. Os dois sempre foram como irmãos. Primeiro por terem a mesma idade, e depois por serem vizinhos a vida toda. Quando chegaram ao ensino médio, as pessoas estranharam sua proximidade e isso fez com que eles se afastassem um pouco. Não era muito comum uma garota andar com seu primo e vice-versa. fez amizade com algumas meninas, e Elliot acabou conhecendo alguns garotos bem legais. Ainda assim, faziam questão de incluir o outro em praticamente tudo que faziam.
Pagaram a entrada e começaram a procurar pelos amigos de Elliot. Eles estavam no vestiário do clube, e foi se arrumar no vestiário feminino. Saiu e os esperou do lado de fora. Viu um garoto de regata preta e bermuda solta sair do banheiro. Ele usava um par de óculos escuros, mas o achou lindo mesmo assim. Se surpreendeu ao ver que ele estava acompanhando seu primo e uma onda de nervosismo a atingiu. Ela era péssima para disfarçar o que sentia, e ela com certeza sentia atração por aquele garoto.


, você consegue. – Ashton segurou seus braços e sacudiu de leve, fazendo os outros meninos rirem.
– Não dá, Ash, é alto demais. – A garota olhou para baixo, se arrependendo em seguida. – É isso, eu vou descer. – Ela disse e começou a descer os degraus da torre do tobogã mais alto de todo o parque aquático. Esperava estar sozinha, mas logo depois ouviu alguns passos atrás de si.
– Ei, espera, não vou te deixar sozinha. Eles vão demorar lá em cima. – Ash a alcançou e abraçou seus ombros.
– Eu achei que quisesse ir nesse tobogã. – Ela riu para o garoto.
– Eu prefiro te fazer companhia. – Ele olhou para o chão e fez com que ambos parassem de andar. A garota estava confusa. – Na verdade eu queria passar um tempo sozinho com você.
– Pra que, garoto? – ainda estava confusa, embora estivesse começando a entender onde aquilo iria chegar. Ash se aproximou mais dela enquanto as pessoas subiam até o topo da torre.
– Não me bate, por favor. – Pediu antes de roubar um selinho de . Ela corou. Nunca havia beijado um garoto. Mal sabia ela que aquele também seria o primeiro beijo dele. Ele colou seus lábios de novo nos da garota, e era um beijo absurdamente esquisito, mas, de certa forma, bom.

chegou em casa e tomou um banho longo. Passou parte da manhã enfiada dentro de seu quarto. Gostaria de ligar para algumas amigas, mas sabia que havia sumido por muito tempo. Sua vida agora era em Sidney, e, mesmo a distância sendo pouca, isso acabou fazendo com que se afastassem. Pensou em ligar para Elliot, mas ela sabia que o primo estava ocupado demais com a esposa que havia acabado de dar a luz à uma linda garotinha. Sentiu vontade de visitar o primo e conhecer a bebê, mas respeitava o um mês sem visitas que era necessário, afinal a criança ainda estava muito vulnerável a tudo, e qualquer coisa poderia causar alguma complicação para a pequena Katherine.
foi até a cozinha e começou a fazer algo que gostava, mas não tinha muito tempo para fazer: cozinhar. E mesmo quando podia tomar conta da cozinha, Finneas nunca a permitia, pois ele tinha um ego de cozinheiro enorme. Se ela trocasse uma panela de lugar, ele ficava pelo menos dois dias sem falar com ela. Só agora, de fora, que ela conseguia ver o quão horrível era seu relacionamento, e como ele sempre esteve fadado ao término.
Colocou algumas batatas para cozinhar na água. Faria um purê de batatas com carne de panela. Temperou os pedaços de carne e levou a panela de pressão. Assim que cozidas, amassou as batatas e as misturou na manteiga, alho, leite e noz-moscada. Tirou a pressão da panela, e finalizou a carne com molho barbecue. Não era uma culinária de primeira linha, mas era bom. Arrumou a mesa e esperou que todos se juntassem para o almoço.
Ao fim do almoço e do momento em família, retornou ao seu quarto. A garota estava completamente inquieta. Ela precisava fazer algo, mas o que? Se ela continuasse desse jeito, provavelmente surtaria até o meio da semana. Olhou de novo para seu quadro de fotos, e uma foto com seu primo fazendo chifrinhos em sua cabeça a chamou atenção…

– Por que você está triste? – Elliot sentou ao lado de .
– Porque eu acabei de fazer algo que não deveria. – A garota disse, sentindo seus olhos inundarem.
– Como assim? O que você fez de tão ruim para fazer você chorar? – Ele estava preocupado. Toda a escola estava se divertindo na fogueira do acampamento, menos , que estava sentada sozinha bem longe de todos.
– Se eu te contar algo você promete que não conta pra ninguém? – Ele assentiu. – Eu estava ficando com o Ashton. – Elliot arregalou os olhos, ele não imaginava aquilo. – Mas ontem eu acabei bebendo demais e beijei o amigo dele. Agora ele tá com raiva de mim. – Uma lágrima escorreu pela bochecha da garota.
– Mas o que vocês tinham era sério? – Elliot enxugou a lágrima da prima.
– Não sei… Ele nunca disse nada sobre isso, e eu tenho medo de perguntar e ele me achar louca. – Ela soluçou.
, se vocês não tinham nada sério, você não precisa se sentir assim. Vocês não eram exclusivos, ele não pode exigir algo assim de você, ainda mais estando bêbada. – Ele abraçou a prima.
– Mas e se ele fosse o cara certo para mim? – Ela o olhou com os olhos que insistiam deixar lágrimas caírem.
– Nós somos adolescentes, dificilmente vamos achar a “pessoa certa” nessa idade, se é que isso existe. – Elliot afagou os cabelos da prima. – E se não deu certo, era porque não era para ser. Eu não quero te ver triste, e nem quero que se isole de todo mundo no acampamento por causa disso. – Ele tirou a câmera digital do bolso. – Vamos tirar uma foto. – Elliot usou uma mão para bater a foto, e com a outra fez um chifrinho na cabeça de seu prima, o que foi motivo para ela dar um sorriso, mesmo estando claro que ela esteve chorando.

chegou a conclusão de que aquilo tudo havia sido apenas um romance adolescente. E hoje entendia que toda aquela intensidade era causada por seus hormônios a flor da pele, afinal, uma gota de chuva vira um temporal para um adolescente.
Pegou seu notebook e procurou por algo para assistir na Netflix. Passou grande parte de sua tarde assistindo aos mesmos episódios de sua série favorita. Percebeu que era hora de parar quando sentiu fome. Como não estava afim de comer nada que tinha em casa, decidiu ir até sua cafeteria favorita.
Chegou à cafeteria Bee’s Knees e pediu um cappuccino médio e um muffin de baunilha. Sentou-se em uma mesa para aguardar o pedido e ouviu seu nome ser chamado.
? – Ela olhou rápido, encontrando Ashton Irwin.
– Ashton, o que está fazendo aqui? – Ela se levantou para o cumprimentar.
– Bom te ver também. – A garota riu.
– Você me entendeu, cidadão estadunidense. – Ela fez referência ao endereço de Los Angeles. – Senta aqui. – O convidou.
– Eu estava com saudades de casa, e decidi vir passar uns dias aqui. – Deu de ombros enquanto sentava. – Mas e você? Fazem anos que não te vejo.
– Eu estava morando em Sidney, e enquanto procuro por um novo lugar para morar lá, eu vou passar uns dias na casa dos meus pais. – Explicou omitindo algumas partes.
– Nossa, mas o que aconteceu? – Ele parecia preocupado, e a garota não conseguiu segurar.
– Eu estava morando com meu ex noivo, mas como ele é ex agora… – Deixou em aberto fazendo com que Irwin entendesse. O pedido de chegou.
– Me desculpa, não queria te fazer lembrar disso. – Ele pegou a mão da garota que estava sobre a mesa.
– Na verdade não tem um segundo do meu dia que eu não pense sobre isso, mas está tudo bem. – Deu um sorriso amarelo. – Mas e você, como está? E a banda? Os meninos?
– Eu estou bem, todos estamos na verdade. Mike vai casar em um mês. A banda está cada vez melhor. – Ele viu os olhos de brilharem. Sabia o quanto a garota sentia orgulho dele.
Passaram ao menos uma hora conversando sobre coisas diversas. Sobre momentos nostálgicos. Da saudade que sentiam da adolescência. E estava se segurando para não tocar no tópico do romance que tiveram. Precisaram ir embora. Ashton se ofereceu para levar em casa. Ela aceitou.
O caminho foi divertido, embora não tão longo. Ashton tocou algumas faixas do 5 Seconds Of Summer para atualizar , que adorou todas. Mas uma em particular a chamou atenção. Lover Of Mine. “When I take a look at my life and all of my crimes, you’re the only thing that I think I got right“. Foi com esse trecho que tomou coragem para perguntar algo que tinha preso há anos.
– Ash. – Chamou a atenção dele ao parar em frente a sua casa. – Posso te fazer uma última pergunta?
– Claro, . – Ele sorriu para ela. Não tinha ideia do que viria.
– Se uma coisa tivesse sido diferente, será que tudo seria diferente hoje? Digo, nós éramos algo especial, você não acha? – Ashton congelou por alguns segundos. Ele também se perguntava aquilo.
– Nós definitivamente éramos algo especial, . E eu acho que sim, quer dizer, você não fez nada de errado. Eu acho que eu queria você como minha namorada, mas tinha medo de compromisso. – Ele foi completamente sincero e a garota conseguiu enxergar sua sinceridade.
– Se você me queria, você deveria ter dito. – segurou a mão de Ash involuntariamente.
– Eu sei. – Ele olhou para baixo. – Mas você sabe que as coisas não são fáceis na cabeça de um adolescente de 16 anos. – Os dois riram.
– Desculpa por cavar a cova de um assunto já enterrado, mas eu só queria dizer que teria sido divertido se você tivesse sido o certo para mim. – deu um beijo no rosto de Ashton e saiu do carro.
Ela estava com a consciência limpa, mas uma interrogação ficou na cabeça do garoto. Ele também gostaria que ela tivesse sido a certa para ele. Teria evitado muitas decepções amorosas. Será que ele deveria tentar algo com ela outra vez? Bom, se os desejos de Ashton virassem realidade, ela definitivamente seria a sua garota.
Ele deu partida, deixando a casa de determinado a convidá-la para um jantar.

FIM
Nota da autora: Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora.

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