The other side of <em>the first day of summer</em>

The other side of the first day of summer

  • Por: K. Moura
  • Categoria: Especiais | Verão
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Sinopse: Ela nunca imaginou que um acidente em uma piscina poderia lhe trazer muito mais que apenas uma muda de roupas encharcadas e desespero por não saber nadar. Porém naquela noite na festa anual da gravadora do pai da melhor amiga dela, ela acaba por descobrir que os contos de fadas da vida real estavam cercados de acidentes, pessoas se conhecendo ao acaso e um certo príncipe encantado meio desastrado.
Uma paixonite adolescente que ela jamais acreditou ser possível de acontecer, olhares que se cruzam e até mesmo um pé esquerdo que sobe ao primeiro beijo. Seriam aqueles sinais de um verão que trazia consigo mais do que apenas o calor.
Gênero: Romance
Classificação: 14 anos
Fandom: Niall Horan
Restrições: Essa fic é um crossover com The First day of summer da Gabbevii que também faz parte desse Especial de Verão.
Beta: Sharpay Evans
Shortfic

Capítulo Único

era uma das garotas mais sonhadoras que você teria o prazer de conhecer. Desde pequena, adorava conto de fadas e tudo que envolvesse fantasia. Ela não era um poço de doçura, nem nada, mas conseguia acreditar que tudo que acontecia era premeditado e sua marca registrada era ter uma alma tão iluminada que qualquer pessoa que a conhecesse, adoraria tê-la como amiga. Com , funcionou exatamente assim. conheceu no início de sua adolescência, seus pais tiveram a grande ideia de mandar as duas para o mesmo acampamento de verão. Desde então, se tornaram amigas inseparáveis.
Quando acordou naquela manhã com o toque de seu celular, sentia que algo grande estava por vim e ela não estava se referindo apenas a sua estação do ano favorita. Pegou o smartphone e deslizou o dedo para atender.
— Espero que tenha um bom motivo para me acordar. – Balbuciou e no outro lado da linha, tomava um gole generoso de seu café. — Estava sonhando com Chris Evans.
— Com ou sem camisa? – Perguntou.
— Sem. – Ouviu-se um “wow” da amiga.
— Sinto muito. – Falou piedosa. — Mas, te garanto que foi por uma boa causa.
— Nem vem. Nenhuma causa é melhor que Evans. – Retrucou enquanto bocejava.
— Nem mesmo a festa da gravadora de meu pai? – falou e despertou no mesmo instante. Sentando-se sobre a cama.
— Tá de sacanagem! – Berrou e teve que afastar o celular do ouvido para não ficar surda ali mesmo. tinha certeza que sabia o que aquele berro significava. Ela já estava a algum tempo tentando convencer a se socializar mais depois do término com Davi – o que já fazia um belo tempo. Mas se qualquer palavra que envolvesse “festa” fosse dita por , as duas entravam em um diálogo cansativo do quanto deveria ir ou não ir. Por isso, ter aceitado o convite de seu pai para uma festa, deixava extasiada – Quando vamos?
— Amanhã de manhã. – respondeu um pouco animada e mordeu o lábio, tinha pouco tempo para ajeitar todas as suas coisas.
— Está bem. Pego você aí cedinho. – Falou antes de desligar o celular na cara de . Depois, assimilando tudo o que estava prestes a acontecer, deu pulinhos em sua cama. Não havia motivos para não ir. Aquele lugar, além de animar sua amiga, ofereceria uma comida deliciosa e podia jurar que aquela festa seria como um verdadeiro conto de fadas para a garota.
(…)

Na manhã seguinte, ajeitou todas as suas coisas – se atrasando como o de costume – e jogou tudo no banco de trás de seu jeep antes de partir para casa da família . Após anos de convivência, provavelmente estaria já em frente de casa esperando a senhora atrasada chegar. Aquilo era tão rotineiro das duas, que mesmo com marcando as coisas sempre meia hora antes do horário que pretendia sair, bolava um jeito de se atrasar um pouquinho.
Assim que estacionou frente à casa da amiga, já veio em direção a com suas coisas em mãos. Jogou sua mochila no banco de trás do seu jeep e logo entrou a cumprimentando. deu a partida no veículo e logo estava escolhendo uma playlist aleatória para tocar.
— Qual é a dessa festa do seu pai? – questionou com os olhos na estrada.
— É um tipo de confraternização. Acontece todos os anos no primeiro dia de verão. – A garota que dirigia tirou seus olhos do caminho brevemente encarando a amiga com confusão e em seguida voltando sua atenção para onde devia – Nem adianta me perguntar. Eu não faço ideia do porquê desse dia, só sei que é todo ano assim. – informou e fez a nota mental de perguntar a Daniel o porquê daquilo, já que era curiosa e não sabia se conter.
— E ele te disse quem são os tais dois artistas que fecharam com ele?
— Não, só me disse que quer muito que eu os conheça. – levantou uma das mãos demonstrando sua indignação.
— Seu pai é muito cheio dos segredos pro meu gosto. – A garota murmurou e riu alto.
— Ou você que é curiosa demais. – Acrescentou e viu a garota fazer um bico.
(…)

A festa havia começado próximo ao final da tarde e até aquele momento os dois convidados do pai da não haviam chego. A festa estava bem animada – devia confessar – cheia de gente da gravadora, com comida, bebida e música. Sem dúvidas Daniel sabia dar uma festa.
e estavam sentadas à beira da piscina com seus pés na água fresca. O verão podia até ter começado naquele dia, mas o calor já castigava e muito, mesmo estando próximo da noite. Uma música eletrônica animada tocava lá dentro onde pessoas pulavam e dançavam enquanto as duas conversavam sobre algo que haviam visto.
— Eu vou pegar um mojito, quer alguma coisa? – perguntou e pensou por um momento.
— Caipirinha. – Pediu e assentiu.
— Já volto. – Informou e se foi, se enfiando no meio das pessoas até chegar no bar.
mexia os pés para frente e para trás sobre a água, gostava da sensação geladinha que ela trazia para o seu corpo. Mas a água não tocaria nada mais que seu pé, já que garota não era fã de água desde pequena, evitava mares e qualquer coisa que fosse muito funda. não podia se culpar, não sabia nadar e não cogitava tentar aprender desde o último incidente que teve, mas ali, sentada na beirada da piscina onde qualquer perigo inexistia, se sentia extremamente confortável. Inclinou-se um pouco para frente e com a mão em conchinha, pegou um pouco de água para passar sobre a nuca. A vitamina D que recebia era potente.
A garota fechou os olhos, desfrutando cada sensação daquele momento, o cheiro… o calor… a música… Estava tudo perfeito como imaginou, ela, então, levantou seus braços em um movimento claro de bochecho e quando estava terminado, sentiu algo esbarrando em suas costas. Merda.
No mesmo instante, sentiu seu corpo inteiro estremecer antes de tocar completamente a água. Xingava mentalmente por ter escolhido a parte mais funda da piscina para ficar. Sentiu o fundo na piscina e em uma tentativa inútil se impulsionou e tentou permanecer com o rosto fora da água, mas era impossível, pois seus pés mal tocavam o chão e ela afundava cada vez mais. se debatia tentando chamar a atenção de alguém e quando pensava que era o fim, mãos fortes agarraram seu corpo a puxando para fora da piscina.
levou alguns segundos para entender o que acontecia. Alguém a havia tirado da piscina, alguém havia salvado sua vida e não era . piscou duas vezes para o moreno alto que estava agachado ao seu lado – também encharcado -, tossiu algumas vezes enquanto o moreno segurava suas costas e tirava seus cabelos do rosto. olhou melhor para o desconhecido e por uma fração de segundos, pode jurar que o conhecia de algum lugar. Quando estava prestes a perguntar seu nome, ouviu a voz de longe.
! – gritou se aproximando da amiga e deixando as bebidas no chão quando se abaixou — Ai meu deus, eu só fui pegar uma bebida e você quase morre afogada? – Questionou abanando a amiga que agora havia parado de tossir.
— Tá tudo bem, foi muito rápido. – explicou — E depois que ele se tocou que eu não sabia nadar, pulou lá. – Ela apontou o rapaz e só então o encarou. Ele tinha o cenho franzido como quem não entende nada do que elas diziam. observou também franzir o cenho e olhar confusa para o garoto.
— Obrigada. – Ela soltou em um sussurro e torceu os lábios confuso.
Desculpa, eu não falo sua língua. – Ele soltou em um inglês perfeito e arqueou a sobrancelha entendendo porque ele parecia tão confuso. Era porque não entendia nada. Ele não falava a língua delas.
— Ah, certo. Bom, eu disse obrigada. – respondeu em inglês e o viu sorrir aliviado por ela falar o idioma dele.
— Por nada, de todo modo foi minha culpa. Eu esbarrei nela sem querer. – Ele mordeu o lábio e o encarou como se estivesse hipnotizada. abafou um risinho por ver aquela cena.
— Tá tudo bem. – respondeu e notou que lhe lançava um olhar esquisito, assim como para ele — Eu vou me trocar, de todo modo. – Informou e ambos os outros dois a ajudaram a se levantar.
— Quer que eu vá com você? – questionou se abaixando para pegar os copos.
— Não. – negou com a cabeça pegando sua caipirinha — Fique ai babando no carinha. – Ela declarou em português e lhe lançou um olhar feio.
Não enche. – apenas levantou seu copo já de costas e seguiu pela lateral da casa para ter acesso aos quartos sem precisar passar por dentro da festa. Deu uma última espiada para a amiga e sorriu boba, se conhecia o suficiente, sabia que ela tinha sido atraída pelo cara.
Quando passou pelo bar, alguém lhe chamou atenção, ele a lembrava do John Rolfe da história da Pocahontas – fato que só reafirmava sua fixação por contos de fadas – e assim com o moreno que a salvou, sua pele denunciava que ele raramente pegava sol. parou por um segundo e observou melhor. Usava uma camisa branca de manga curta e corte V que lembrava muito as roupas que príncipe Eric usava. Piscou rindo da comparação e viu que o garoto segurava um copo em mãos e esperava o barman terminar de arrumar outro. Certamente estava acompanhado para a infelicidade da garota. deu de ombros e seguiu para casa, suas roupas já estavam colando demais.
Após uma rápida troca de roupas desceu as escadas por onde havia vindo e seguiu novamente para o quintal. Dessa vez se encontrava sentada com alguém e a garota não demorou a perceber que era o rapaz que havia visto no bar minutos antes. e o rapaz seguravam as mãos e as balançavam em um cumprimento quando se aproximou.
– Ei, você já fez outro amigo. – Apesar de ainda estar um pouco longe a voz da garota fez a encarar. sorria e quando parou a mesa deixou seu olhar no rapaz.
Ali, em um ambiente mais claro, ela não precisou nem de um minuto para reconhecê-lo. Aqueles olhos azuis haviam a feito suspirar muitas vezes em sua adolescência. Seu primeiro crush havia sido aquele rapaz e seu coração que acelerou podia confirmar aquilo. A garota estava tão imersa em seus pensamentos que não notou o olhar dele sobre ela de modo completamente encantado.
– Oi. – Foi quem rompeu o silêncio. O rapaz pareceu despertar e levou a mão sob a mesa para cumprimentar , mas acabou por esbarrar no copo grande e cheio que estava no centro da mesa e o mesmo caiu. O líquido atingiu tão rapidamente que ela nem teve tempo para reagir, quando notaram parte da blusa dela estava respingada e suas pernas estavam encharcadas pelo líquido, que aparentemente era apenas suco.
— Ai droga, me desculpa. – O rapaz tinha os olhos arregalados e encarava a amiga assustada a princípio. Ele estava vermelho de vergonha e se mantinha meio perplexa.
tapou a boca prendendo uma risada, mas logo o olhar dos outros dois estava sobre ela, enquanto os olhos dela marejaram em uma imensa vontade de rir alto. parecia tentar manter a seriedade, mas quando os ombros de subiram indicando a risada que estava escapando a própria garota não conseguiu se conter e naquele momento foi que riu alto.
Ai, me desculpa amiga, mas esse tipo de coisa só acontece com você. – Ela murmurou em português deixando o rapaz confuso enquanto ria junto das amigas que riam alto.
— É , nós sabemos que sim. Vou até o quarto me trocar. – Informou em inglês para que o outro não ficasse confuso e começou a caminhar para dentro deixando os dois sozinhos.
—Eu sou um desastre. – O garoto murmurou e riu fraco tomando a cadeira de frente para ele.
— Você já fez pior. – Ela brincou e ele a encarou meio confuso. — Não existe como você ter feito parte da maior boyband da atualidade e não ser reconhecido, Niall. – Ela explicou e ele riu fraco meio sem jeito.
— Culpado. – Ele levantou os braços em rendição e riu fraco. Ela estendeu a mão sob a mesa.
— Meu nome é . Qual o seu nome? – Ela questionou e ele riu fraco da ação da garota.
— Niall. – Ele apertou sua mão e assentiu.
— Nome diferente. Então Niall, me diz, o que você faz aqui. – Ela questionou e Niall tornou a rir. Não acreditava que a garota agiria como se não o conhecesse apenas por ter notado que ele havia ficado desconfortável.
— Trabalho. – Ele respondeu simples e ela assentiu.
— Eu só estou aqui pela bebida de graça que o pai da fornece nessa festa. – Niall irrompeu em uma risada escandalosa que amou ouvir pessoalmente. Nunca em sua vida imaginou que fosse escutá-la tão de perto, mas ali estava ela. E sabia que seria capaz de passar aquela noite apenas o encarando, porque ele era definitivamente um dos homens mais bonitos que ela havia visto na vida.
Tiveram uma daquelas conversas primárias para quebrar o gelo até o dia começar a ser trocado pela noite. Minutos depois, um grupo de pessoas se aproximou convidando para um jogo de beer pong. Ela lançou um olhar para Niall e sorriu travessa.
—Ei, o que acha de jogarmos beer pong? – Ela questionou e o irlandês torceu os lábios.
— Vamos lá. – Ele concordou dando de ombros e se levantando. As pessoas já haviam arrumado uma mesa ali perto e serviam os copos com cerveja — O que eu ganho se vencer? – Ele questionou encarando a garota que riu fraco.
— Se você ganhar eu te pago uma bebida. – Niall riu.
, a bebida é de graça aqui. – Ela o encarou e deu de ombros.
— Eu não disse que era hoje e nem que era aqui. – Ele arqueou uma sobrancelha para a menina com um sorriso de canto, completamente surpreso pelo convite — Eu sei que não vou ganhar… – ela torceu os lábios fingindo descontentamento — mas o que eu ganho caso por um milagre eu vença? – Niall pensou por um momento.
— Você pode escolher o que quiser caso ganhe. – Ele murmurou e sorriu largo.
— Legal, então vamos lá. – Ela segurou sua mão e o puxou. O toque inesperado de sua mão na dela o fez arrepiar um pouco. era muito espontânea. Dizia e fazia o que tinha vontade e não ligava para o que as pessoas diriam.
Começaram o jogo e Niall tinha certeza que ganharia aquilo, mas após três jogadas, ele percebeu que talvez estivesse em um dia de sorte, porque ela acertava todos os copos que estavam em frente ao cantor. Quando o jogo terminou as pessoas ao redor comemoravam junto da garota.
— Eu sempre soube. – Ouviu a voz de Shawn e se virou encontrando o amigo junto a . Niall pegou um dos copos e bebeu o líquido dali de uma só vez enquanto Shawn se aproximava.
—Não sabia que eu era tão ruim nisso. – Ele resmungou e Mendes bateu nas costas do amigo em apoio.
— Talvez ela seja boa demais. – Shawn apontou para que vinha em sua direção com um sorriso triunfante nos lábios enquanto era acompanhada por .
— Ela enganou você. – informou recebendo um estirar de língua de enquanto Shawn e Niall franziam o cenho — Ela sempre ganha no beer pong. Invicta. – Niall abriu a boca incrédulo.
— Golpe baixo com alguém tão inexperiente quanto eu. – Niall murmurou fazendo um bico e apertou suas bochechas suavemente. Suas mãos eram quentes, Niall notou.
— Pare de reclamar coisa fofa. – A garota afetou a voz e só então Niall notou sua boca levemente aberta em surpresa novamente a facilidade que ela tinha para tocá-lo. Não estava incomodado, até por que estava gostando muito, mas não esperava toda aquela espontaneidade. gargalhou da cara de Niall e ele logo se recompôs. — Vem, vamos até o bar. – encarou Niall — Quero que conheça um drink chamado caipirinha.
— Vai me deixar? – questionou a que já arrastava Niall consigo. Ela parou em frente à amiga a encarando.
— Você contou meu segredo. – Ela soltou a mão do irlandês que nem notou que havia segurado. — Agora estou em greve de você. – fechou a cara e tentou não rir. Os rapazes tiveram certeza que aquilo era um tipo de piada interna e logo estava tomando a mão de Niall e seguindo na direção do bar. Niall apenas informou que logo voltaria, apesar de saber que Shawn estava em boa companhia. Gostava de ver o amigo daquele modo. Se divertindo com e deixando toda a situação do término com Camila para trás. Apesar de ter protestado para ir até aquela festa, já que não conheciam ninguém na nova produtora, Niall estava feliz de ter ido.
— Você é uma amiga horrível. – Niall ouviu gritar e encarou que ria negando com a cabeça. Ela virou a cabeça rapidamente apenas para dizer que estava em ótima companhia e mandar um beijo no ar.
Niall a encarava com um sorriso bobo nos lábios. era divertida e gentil, e com certeza nutria um carinho enorme por , tanto quanto ele por Shawn. E a garota por sua vez se sentia feliz pela amiga estar ali, se divertindo com aquele, que agora ela sabia ser Shawn Mendes. claramente estava gostando da presença de Shawn, aquilo estava a ajudando a manter os pensamentos longe do término com Davi e aquilo alegrava profundamente.
era tão transparente que Niall conseguia saber que pensava sobre a amiga e aquele olhar brilhante e o sorriso contido fizeram o rapaz perceber que a garota era daquele tipo de pessoa que movia o mundo por quem amava. Ele admirava aquilo e um sorriso se formou em seus lábios. Porém no instante seguinte, Niall sentiu seu corpo trombar em uma superfície sólida e acabou cambaleando para trás sem cair.
— Niall! – se aproximou apressada segurando o rapaz pelo braço e o encarando em busca de ferimentos. Niall olhou para frente e percebeu o que havia acabado de fazer. Havia batido com tudo em uma porta de vidro e se sentiu envergonhado — Menino, onde tu tava com esse olho que não viu a porta? – Ela virou o rosto do rapaz de modo delicado e encarou bem a região. — Não cortou, mas vem, vamos colocar gelo nisso. – Ela o guiou para dentro e quando chegaram ao bar ela pediu por duas caipirinhas e por gelo para o rosto dele. O gelo chegou antes, enrolado em um pano e ela pegou o mesmo colocando no rosto de Niall. Não se importou com as bebidas que chegaram, apenas permaneceu segurando o rosto do rapaz junto ao gelo.
Em dado momento seus pensamento viajaram e seus dedos na pele macia do rosto do rapaz a fizeram sorrir fraco ao se lembrar da quantidade de vezes que havia lido fanfics com ele como seu par. Todos os tipos de situações já havia se passado pela tela do computador da moça, mas nada havia a preparado para o momento que ela realmente estaria de frente para ele. Aquele momento.
— Isso é insano. – Ela comentou e Niall franziu o cenho — Quero dizer, você era a minha paixonite de adolescência e agora… Bom, agora eu estou aqui com gelo na sua cara. – Comentou e Niall riu.
— Espera, eu era? – Questionou com uma sobrancelha arqueada e a menina assentiu — E quanto a Harry ou Zayn? – Ela revirou os olhos.
— Não me entenda mal, eles são muito bonitos e tudo, mas sempre gostei mais de você. Quero dizer, você é bonito e sempre foi engraçado, extrovertido e tudo o mais. – deu de ombros se sentindo sem jeito pelo modo como ele sorria para ela — O que foi? – Ela questionou e ele riu fraco.
— Nada, só estava observando. – Informou e ela assentiu. Passaram alguns segundos em silêncio, apenas encarando um ao outro. Observavam os traços, os olhos, cada pequeno detalhe um no outro e quando se pegou encarando os lábios de Niall ela tirou o gelo de seu rosto em uma tentativa de disfarçar.
— Está doendo menos? – Questionou e ele assentiu.
— Bem melhor, obrigado. – Ele sorriu simpático e desviou o olhar para as bebidas, porque, afinal, também estava encarando a boca de .
— Ótimo, então agora vamos a caipirinha. – A menina informou deixando o gelo sob a bancada e pegando ambos os copos e entregando uma a Niall. — A sua é a tradicional, cachaça. – Apontou para o copo com líquido claro. — E a minha é de vinho, mas você pode provar dela se quiser.
Niall concordou com a cabeça provando um pouco da bebida. No primeiro gole notou que gosto de álcool era forte, mas o açúcar fazia ficar muito mais agradável e o gosto predominante era o azedinho do limão. A bebida era prima e ele havia adorado, poderia tomar ela toda em um gole só.
— Vá com calma, garotão. – advertiu Niall ao ver sua empolgação com a caipirinha, Niall parou de tomar e voltou seu olhar a . — Toda bebida doce é perigosa.
— Não consigo acreditar. – Fez beicinho e riu após ele ceder ao seu pedido. Niall era um grande poço de fofura. ofereceu um pouco da sua caipirinha e ele a provou animado. Também gostou daquela, mas ainda preferia a sua já que tinha mais gosto de álcool. Os dois se distanciaram do bar a procura de um lugar para sentar. Queriam algo menos barulhento para que pudesse conversar melhor e se distraírem pouco para deixar os pombinhos um pouco mais sós.
Andaram por quase todo o local da piscina, evitando apenas onde e Shawn estavam já que torciam para um deles ter tomado partida. Nem , nem Niall aguentaria que os dois ficassem só no encara a cara. Entraram na casa e ela parecia mais cheia do que o lado de fora, então decidiram voltar para a sala.
— Parece que nossa aventura acabou. – Niall coçou a cabeça e bebericou mais um pouco da caipirinha, mas sem deixar de observar a feição de . Ela estava realmente pensativa.
— Acho que sei de um lugar. Vem comigo. – Estralou. E com a mão livre, segurou a mão do garoto puxando gentilmente. Subiram as escadas. guiava Niall pelos corredores de forma gentil e ele não ousou perguntar para onde estavam indo. Confiava na garota mesmo que tendo acabado de conhecê-la.
o puxou por outro corredor e ele reconheceu o quarto onde ele e Mendes estavam hospedados. Não achava que todos os convidados da festa tinham um quarto, provavelmente só eles e algumas pessoas mais íntimas de Daniel.
Chegaram ao fim do corredor e assim que abriu a última, mais uma escada apareceu. Niall parou de caminhar por um segundo. Seu copo já estava vazio e ele sentia seu rosto incrivelmente quente.
— Você está bem? – pareceu preocupada, mas ele só estava um pouco tonto.
— Acho que você estava certa sobre aquilo de bebida doce. – Comentou brincalhão.
— Eu estava. – piscou. — Venha comigo, você vai melhorar.
Niall segurou novamente sua mão e eles subiram a escada rapidinho e, após abrir uma última porta, deram de cara com o que parecia um terraço. Ele murmurou um “uau” fascinado com o que via. O céu visto lá de cima era o mais incrível que ele já tinha visto.
— Como. Você. Achou. Isso? – Virou rapidamente para sua companhia. sorria travessa.
— Não conheço essa casa só por causa dessa festa. – Comentou enquanto andava pelo terraço. — e eu vínhamos pra cá quase todos os finais de semana quando estávamos no ensino. E em um dia por acaso, descobri esse lugar – Niall mesmo não vendo o rosto da garota, sabia que ela sorria. Algo em sua voz dizia aquilo. — Eu sempre gostei daqui, sabe? – Continuou virando-se e se aproximando. Niall prestava atenção em cada palavra que ela dizia. — Sempre que venho aqui em cima e olho pro céu, tão iluminado… cheio de vida… meu corpo inteiro estremece.
— Acho que sei como você se sente. – Niall se murmurou. Seu corpo também estremecia, mas não era apenas por aquela imagem. Era porque estar sozinho com ali era dez vezes melhor do que qualquer coisa. Ele esteve pensando nela a noite toda.
— Bem, espero que saiba. – Ela chegou pertinho e Niall sentia sua respiração muito próxima. Tinha um cheiro doce e gostoso. — Você já viu Enrolados?
Niall franziu o cenho. Ele se lembrava de ter visto o filme, mas não sabia o porquê ela havia perguntado aquilo. Apenas balançou a cabeça em afirmação.
— Eu me sinto como Rapunzel se sentiu quando viu as velas flutuantes fora da torre pela primeira vez… eu me sinto viva. – De todos os sorrisos que Niall já havia visto fazer, aquele sem dúvidas era o mais lindo. — E eu espero que você se sinta assim também.
Niall se sentia. Sentia-se mais vivo que nunca e sabia o que fazer. Não teria como ir embora sem Kenny consigo. Niall tirou o copo da mão da garota e junto do seu, os colocou no chão. observava a cena um pouco confusa, mas não falava nada, só esperava Niall fazer o que tinha que fazer. Ela sentia que algo mágico aconteceria.
Niall segurou gentilmente suas mãos. Eram suaves, mãos suaves. E naquele silêncio entre os dois, ele pode ouvir a música que tocava lá fora. Era de Shawn. Aquilo o incentivou mais ainda e ele sabia que não dava para parar agora e com suor escorrendo por sua testa, aproximou seu rosto cada vez mais do dela. que estava com os olhos fechados e sussurrou próximo ao seu lábio.
— O que você está fazendo? – Saiu mais como uma súplica que advertência. Niall se encorajou.
Eu só quero aproveitar meu tempo. – Sussurrou de volta. — Meu tempo com você. – Falou e viu sorrir, o que não foi difícil já que ele não tirava os olhos de sua boca.
Nós podemos fazer isso… – novamente sussurrou e todo o corpo de Niall estremeceu. — Nós podemos fazer isso a noite toda.
E no exato momento, Niall a beijou. levantou o pé esquerdo por impulso… tinha lido sobre aquilo em algum lugar, mas tudo o que podia pensar era em como seria possível o beijo de Niall Horan ser o melhor de sua vida. Ela já havia lido sobre aquilo pelo menos cem vezes, mas prová-lo era incrivelmente melhor. Niall movimentava a língua lentamente, não precisavam se apavorar, teriam tempo de sobra pra beijar de todas as formas, mas por hora só queria poder sentir cada parte da boca da garota com calma. Sentiu o gosto doce da boca de e descobriu que agora amava mais vinho que cachaça.
Ele estava amando aquilo e ela também. Ainda estavam com as mãos entrelaçadas e beijo ficava cada vez mais necessário para os dois. Era como uma droga, ao qual eles nunca mais iam deixar de se viciar. Quando pararam para respirar, permaneceram de olhos fechados e mordiscou o lábio do irlandês. Aquilo o fez delirar e então ele começou a beijar suavemente seu pescoço e bochecha até chegar novamente em seus lábios e lhe dar um selinho suave antes de se afastar. Respiravam fundo quando abriram os olhos e fixaram seu olhar um no outro. Vidrados demais para fazer qualquer coisa.
— Foi melhor do que nas fanfics? – Niall questionou e riu. É claro que ele sabia que ela lia fanfics com ele, era uma fã afinal, como não leria?
— Muito melhor. – O tom baixo e alegre de fez Niall sorrir, e ela definitivamente adorava aquele sorriso.
— Estou aliviado por ter suprido suas expectativas. – Ele brincou e ela sorriu de canto.
— Você está indo além das expectativas desde o começo desta noite. – Ela mordeu o lábio e Niall respirou fundo sentindo todo seu corpo arrepiar.
— Até quando dei de cara na porta? – Ele brincou e riu. Passou os braços ao redor do pescoço de Niall e o rapaz tocou sua cintura a fazendo ficar mais próxima.
— Depois de cair em uma transmissão ao vivo da tv, isso era o mínimo que eu esperava de você, Niall. – A menção a aquilo o fez tombar a cabeça para trás enquanto a garota ria.
— Eu não precisava me lembrar disso. – Ele murmurou voltando a encará-la.
— Eu acho fofo. O desastre faz parte do seu charme. – Ela lhe deu um selinho breve e ele sorriu, jogando os cabelos em um exagerado modo de se mostrar. apenas riu, parando para notar o quão rápido a noite podia mudar. Havia iniciado aquela noite apenas com e com a plena certeza que as amigas apenas encheriam a cara e dançariam até suas pernas não aguentarem mais o peso de seus corpos. Agora ela estava ali, com Niall, no terraço que tanto amava, sob o céu incrível e podia apostar que estava lá em baixo, em algum lugar com Shawn, tendo uma noite incrível com o rapaz.
Os braços de ninguém no mundo pareceram tão certos antes, até ela conhecer os braços de Niall e por mais que não soubesse direito como aquilo acontecera, sabia que terminaria nele e nela. Juntos. E não achava aquilo apenas pela sua tendência a acreditar em romances, mas porque no fundo de seu coração algo lhe dizia aquilo.
— Vem, vamos atrás da e do Shawn. – A garota tocou a mão de Niall novamente, dessa vez entrelaçando seus dedos.
— Não, eu quero ficar aqui com você. – Ele resmungou em uma manha que fez o coração da menina aquecer e ela sorriu o encarando e se aproximando dele.
— Não precisa fazer manha. Esse é só o primeiro dia de verão, nós ainda temos uma estação toda para aproveitar isso aqui. – Ela apontou os dois e Niall sorriu lhe beijando brevemente.
— Certo, então vamos. – sorriu e começou a caminhar de volta as escadas.
— Obrigada minha nossa senhora das fanfics por me abençoar com esse homem. – A frase fez o irlandês rir de forma escandalosa. E ouvindo aquela risada foi que secretamente agradeceu, porque sabia que aquele seria o melhor verão de toda sua vida. Mal sabia ela que o mesmo agradecimento era feito por Niall, porque havia achado nela alguém que jamais imaginou.
Naquela noite enquanto se divertia com Niall, Shawn e – que ela logo descobriu que haviam saído da enrolação e parado de perder tempo – a garota teve a certeza de que não havia lugar no qual ela quisesse mais estar do que ali. E no fim a garota estava certa; aquele era apenas o primeiro dia de um verão repleto de acontecimentos que viriam pela frente. E eles mal podiam esperar por cada segundo.

 

Fim.