Secret Room

Sinopse: Não era segredo pra ninguém o quanto ele sentia saudades dela, mas talvez fosse segredo o que ele planejava fazer quando se encontrassem.
Gênero: Romance
Classificação: 18
Restrição: cenas de sexo explicito
Beta: Elizabeth Bennet

 

Vinte dias.
Vinte fucking dias fora da Itália e longe dela. Era quase uma tortura para mim. E, como se não bastasse ter ido a outro continente para uma série de jogos amistosos e ganhado apenas um deles, quando estávamos no caminho de volta a Milão, o presidente do clube nos informou que tinha marcado de última hora um amistoso contra o Napoli, o que significava que eu teria que ficar, pelo menos, mais dois dias longe de . Eram nesses momentos que era uma droga ser , o camisa nove da Internazionale.
Eu amava o futebol. Isso era inegável. Sabia que, como capitão da I Nerazzurri, tinha que ser responsável e dar o exemplo aos demais companheiros, mas não ia aguentar mais uma noite longe dela. Foram longos dias sem ao meu lado, mantendo contato somente via telefone, e quando os horários batiam, uma rápida chamada pelo FaceTime. Eu já estava morrendo de saudades da minha italiana! E foi essa saudade mais um tanto de necessidade de encontrá-la que me levou a sair do hotel, onde todo o time estava concentrado, e ir em direção ao apartamento dela. Eu sabia os riscos que correria se alguém me reconhecesse na rua, mas só queria estar com a mulher que amo.
Com um capuz na cabeça e um pouco desconfiado, entrei no prédio o mais rápido possível e segui em direção ao quinto andar. Mesmo tendo a chave do local, optei por tocar a campainha quando parei em frente ao apartamento 505.
, o que você tá fazendo aqui? Você perdeu o juízo?! São quase quatro da manhã! — Ela me encarou com seus olhos negros um tanto sonolentos, mas não menos inquisidores.
— Eu ia perder o juízo se ficasse mais um dia longe de você, amore mio — falei, antes de colar meus lábios nos dela com certa urgência e, no instante seguinte, eu já estava dentro de sua casa, com as suas mãos em volta do meu pescoço, empurrando-a contra a porta recém-fechada, enquanto distribuía uma série de beijos entre seu pescoço e colo. — Você não sabe o quanto eu senti falta disso! — sussurrei em seu ouvido, deixando uma mordida em seu lóbulo.
…Quarto, agora! — ela disse, no momento que entrelaçou suas pernas ao redor da minha cintura.
Metade das minhas roupas tinham ficado no meio do caminho e, percebendo a minha desvantagem, eu a coloquei na cama, tirando sua blusa; para o meu deleite, ela estava sem nada por baixo da mesma. Instantaneamente, minha boca alcançou seu seio direito, enquanto uma de minhas mãos foram em direção ao outro, brincando com seu mamilo já endurecido. A mão livre descia pela lateral de seu corpo, levando junto com ela o pequeno short que vestia; um dos meus dedos adentrou sua calcinha, alcançando sua intimidade molhada e arrancando um leve suspiro dos seus lábios vermelhos.
Deixei meus dedos brincarem por ali durante um tempo, enquanto fazia uma trilha de beijos por sua barriga e virilha, retirando sua calcinha com meus dentes. Minha língua tomou o lugar dos meus dedos, que, vez ou outra, iam em direção ao seu clitóris e só pararam após ela gozar na minha boca.
— Minha vez de retribuir, jogador… — sussurrou, instantes depois de inverter nossas posições e me empurrar contra a cama. Suas mãos abaixaram a minha boxer com uma agilidade invejável, e ela não tirou os olhos nem por um instante sequer dos meus, enquanto chupava meu pau com gosto. — Geme pra mim, .
“Dammit”. Ela era tão gostosa e, se continuasse daquele jeito, eu logo gozaria, então, tomando o controle da situação novamente, eu a deitei na cama, beijando seus lábios, no mesmo momento em que esticava meu braço para alcançar a camisinha que estava no criado-mudo ao lado da cama. Posicionei-me na sua entrada, colocando só a cabeça e retirando em seguida, vendo-a gemer de frustração.
— O que você quer, ? Hum? Me diz o que você quer.
— Foda-me, . Foda-me do jeito que só você sabe. — E não foi preciso que ela dissesse mais nada. Eu deslizei para dentro dela devagar, aumentando as estocadas gradativamente.
Gritos roucos escapavam de nossas gargantas cada vez que eu investia mais forte, e não seria surpresa nenhuma se os vizinhos dela pudessem nos escutar. Eu não poderia escolher outro lugar para estar naquela madrugada. Naquele momento, nada mais importava. Estava com a pessoa que eu mais queria estar nos últimos vinte dias, nos amando do jeito que somente e sabiam fazer. Fechei meus olhos, no momento que minha boca encontrou a dela, sentindo seu hálito quente contra o meu. Minhas mãos alcançaram seu clitóris, incentivando-a.
— Goza comigo, linda — pedi, sabendo que nós estávamos quase lá. Segundos depois, me joguei ao seu lado na cama.
— Você é louco por ter fugido da concentração! E se alguém descobrir? — perguntou, e eu dei de ombros.
— Eu não ligo. Estou onde devo estar, que é com você.
Naquela tarde, antes do jogo, eu fui chamado para uma conversa com o presidente, que tinha descoberto minha fuga durante a madrugada. Eu tinha levado uma multa enorme pela minha imprudência, mas aquela seria uma multa que eu pagaria com o maior prazer!

Nota da autora: (01/11/2020) Sem nota.