Our Gift

Our Gift

  • Por: Queen B
  • Categoria: EXO | Kpop
  • Palavras: 3095
  • Visualizações: 361

Sinopse: Ás vezes, a vida nos dá presentes, presentes tão doces, tão além de nossa capacidade de descrição, que é difícil de acreditar que sejam reais. Eles foram o presente um do outro, e esse é o inicio da história deles. Os primeiros passos para desembrulhar um ao outro.
Gênero: Romance
Classificação: Livre
Restrição: Foi escrita com Kim Jongdae (Chen), do EXO, algumas características dele podem ser citadas, mas dá pra ser lida com outro boy.
Beta: Alex Russo

Capítulo Único

tombou a cabeça para o lado, maravilhada, quando a amiga saiu de dentro do banheiro já vestida para seu encontro.
— Você está linda. — murmurou, sorrindo para a amiga, que sorriu de volta ao encará-la pelo espelho.
Estava nervosa.
Era um nervoso bom, mas ainda assim, um nervoso. Perguntas bobas, perguntas que ela sequer se importava realmente em responder, se formavam em sua cabeça, sobre sua roupa, seu cabelo, sobre o lugar que ele a levaria… E era tudo perfeitamente saudável. gostava daquilo, assim como gostava – embora também se preocupasse um pouco – daquele pressentimento, tão positivo quanto crescente, em relação à .
— Obrigada.
sorriu e se aproximou da amiga, beijando sua bochecha e lhe desejando boa sorte antes de, enfim, sair do quarto, deixando sozinha para analisar seu reflexo.
ficou de buscá-la por volta das duas e meia, então optara por uma roupa fresquinha, ideal para o verão de Seul. Usava um vestidinho branco de verão e tênis da mesma cor, e deixara um cardigã preto perto de sua bolsa para o caso de precisar mais tarde. Tudo parecia perfeito, ideal, mas então… Céus, por que estava tão nervosa?
Ah, isso é óbvio, ela ouviu a voz de em sua cabeça e balançou a cabeça, mordendo o próprio sorriso, por que… Bem, era mesmo. Você gosta dele.
E, se ela fosse cem por cento racional a respeito daquilo, bem, gostava mesmo. Gostava de . Era por isso que estava nervosa.

— Onde estamos? — perguntou, olhando, confusa, em volta quando estacionou o carro. O garoto balançou a cabeça num não rapidamente.
— Não, não… — ele começou a falar, sorrindo pequenininho em seguida — A gente vai andando daqui.
— Ah!
— Os seus sapatos não são bons pra isso? Podemos voltar pra você trocar, se quiser…
— Não, está tudo bem. — ela riu, achando sua preocupação, no minimo, adorável. — Foi um “ah” bom. Gosto de andar.
— Ah… Eu… Eu também. — ele murmurou, desajeitado e sorriu mais, se perguntando se era errado se sentir mais a vontade conforme a vergonha dele crescia.
, enfim, saiu do carro e deu a volta para abrir a porta do carro para ela, estendendo a mão para a garota, que sorriu ao aceitar, se apoiando nele para sair do carro.
— Obrigada. — ela sorriu e ele fez um gesto com a mão livre, indicando que não precisava agradecer. O casal não fez questão de desfazer o enlace de suas mãos juntas, andando guiados pelos passos de , que ainda assim, fez questão de não andar na frente da garota, sorrindo toda vez que ela virava para lhe encarar e comentar alguma coisa, quase fazendo com que, por consequência, ela esquecesse o que ia dizer.
Ele tinha um sorriso tão bonito. Quando o conhecera, os cabelos de estavam escuros, ao natural, e lindos, mas céus, o tom acobreado que tomava os fios agora… Combinava tanto com sua pele branquinha e cheia de pintinhas e aquele sorriso que rasgava ainda mais seus olhos.
E ela que realmente achava que ele não poderia ficar mais bonito. Nunca se imaginou tão errada.
O casal, enfim, chegou ao parque, onde acontecia uma feirinha de artes e cultura internacional, com atrações de vários países, e os olhos de brilharam no instante em que encontraram aquele paraíso tão original, colorido e bonito, repleto de cultura e arte, duas de suas coisas favoritas. , lhe observando, sorriu sozinho, feliz em ter acertado.
— Imaginei que você fosse gostar de vir aqui. — ele murmurou, fazendo com que, muito devagar, por não querer desviar o olhar de todas as atrações da feirinha, virasse para lhe encarar. — Hoje é o primeiro dia e a feira não foi divulgada muito bem, o que é uma pena porque mais gente devia vir, mas é legal também, porque temos isso só pra gente, praticamente.
acabou rindo do modo que ele falara, dando de ombros e sorrindo com a inocência de uma criança. Tão adorável.
— É tudo uma questão de pontos de vista, huh?
— Com certeza. — ele riu, concordando, e voltou a pegar sua mão. Os dois seguiram visitando as barracas, contando tudo que sabiam a respeito de cada país e rindo juntos das expressões encabuladas que recebiam dos donos das barracas por isso, já que, bem, eles estavam, literalmente, fazendo o trabalho deles. — Isso é divertido.
— Definitivamente. — concordou e sorriu para ela, lhe achando, no minimo, de tirar o fôlego, ali, sob a luz do sol, que intensificava ainda mais sua beleza. sorriu sem graça, desviando o olhar e colocando o cabelo atrás da orelha, parecendo ainda mais bonita para ele.
— Você está linda — ele simplesmente despejou as palavras, sem conseguir sequer pensar em segurá-las dentro de si. E o jeito que a garota sorriu ao erguer o olhar novamente para ele só fez com que se sentisse ainda mais satisfeito. Diria aquilo todos os dias de sua vida se ela sorrisse daquele jeito em resposta, honestamente. — Ei, saiu uma matéria sobre o trabalho que você e a estão fazendo, sabia? — ele mudou de assunto, notando-a ainda sem jeito pelo elogio e piscou, surpresa.
— Sério?
assentiu, tirando o celular do bolso e abrindo a matéria com apenas dois cliques, o que surpreendeu . Ela sentiu uma revirada gostosa no estômago por imaginá-lo lendo aquilo a noite, antes de dormir, e pensando nela.
e vinham promovendo oficinas de estudos feministas para mulheres, era tipo, seu grande projeto de vida, no qual trabalhavam há anos, pulando de continente em continente, e agora estavam em sua última parada na Ásia, em Seul, tão satisfeitas com o resultado quanto jamais imaginaram. A visibilidade era incrível e essencial para o projeto continuar, então ficavam muito felizes, mas, céus, o jeito que o peito de pareceu prestes a explodir lendo aquela matéria sobre seu trabalho e sabendo que lera aquilo.
— É incrível, isso que estão fazendo — comentou, quase como se soubesse no que ela estava pensando quando a garota ergueu o olhar para ele, sorrindo maravilhada. Era possível que aquilo, uma única fração de segundo, fosse o que bastasse? Para que ela quisesse simplesmente falar: Estou apaixonada por você? — Você… Você é incrível. — ele acrescentou, tão adoravelmente sem jeito que quis apertá-lo inteiro, abrindo um sorriso diante do modo como a pontinha de suas orelhas avermelhara.
— Obrigada. — ela, enfim, murmurou, fazendo o inicio de uma reverência, porém sendo segurada por ele antes de realmente finalizar.
— Não precisa fazer isso. Sou só eu. — ele garantiu, sorrindo em seguida, e sorriu também, imaginando se ele tinha alguma noção do que o “só eu” dele significava. nunca seria ele. Não para ela, pelo menos.

Le ro le le le
Le ro le le le le
Can’t you see?
I’m at your feet…

A música acabou chamando a atenção do casal, soando perto demais para que ignorassem e, ao virarem, foram surpreendidos pela serenata; um rapaz com traços ocidentais e um violão cantava, literalmente para eles.
Whenever, wherever, we’re meant to be together — o cantor, que chutaria ser latino pela escolha da música, seguiu fazendo seu trabalho, sorrindo em meio a música e tornando, assim, a melodia ainda mais agradável. sorria também, olhando dele para e precisando conter o ímpeto de abraçá-la tão logo, imerso na canção de aspecto acolhedor da Shakira. — I’ll be there and you’ll be near, and that’s the deal my friend… — o cantor deu uma parada, fazendo sinal com a cabeça para , que riu da expressão confusa no rosto de , não entendendo o que ele queria dizer. O cantor então rolou os olhos de maneira adoravelmente teatral e afastou o suporte do microfone da boca, sussurrando: — Tire-a pra dançar, cara.
— Oh. — soltou, surpreso, e virou para , que não parou de sorrir um instante. — Você quer?
Ela deu de ombros, o olhar empolgado, no entanto, incentivando-o e ergueu o braço para ela, que riu ao aceitar. continuou rindo, sendo girada por ele antes que o garoto a trouxesse para perto, rindo junto com ela do modo como deviam parecer bobos – e, bem, apaixonados – enquanto dançavam daquele jeito no meio da feirinha.
Sem que eles vissem, o cantor continuava a sorrir para os dois enquanto fazia sua parte, juntando simultaneamente algumas rosas vermelhas de sua cesta em uma mão, planejando entregá-las a para que desse a garota quando acabasse.

Thereover, hereunder
You’ll never have to Wonder
We can always play by ear
But that’s the deal my friend

Já alheio ao embaraço inicial, o casal ria em meio a rodopios e passos errados, se divertindo verdadeiramente com cada parte daquilo. achando magnífico o modo como o cabelo de brilhava, movendo-se para todos os lados a cada vez que ele a rodopiava, e o sorriso… Céus, ele nem sabia o que brilhava mais, seus cabelos, refletindo tão lindos na luz do sol, ou o sorriso tão sincero que vinha, quase sempre, em conjunto com sua risada. Ela era perfeita.

Lucky that my lips not only mumble
They spill kisses like a fountain
Lucky that my breasts are small and humble
So you don’t confuse them with mountains

 

Lucky I have strong legs like my mother
To run for cover when I need it
And these two eyes that for no other
The day you leave will cry a river

Acompanhando a letra da música de maneira divertida, apontou dos próprios olhos na direção dos dele e riu, girando-a uma última vez enquanto o cantor finalizava, se aproximando dos dois e batendo palmas para seu pequeno, e divertido, espetáculo.
— Vocês dois são adoráveis! Há quanto tempo estão juntos? — ele perguntou, o forte sotaque provando mais uma vez toda a beleza daquela feira, misturando culturas de um jeito tão lindo e encantador.
— Hm… A gente não…
— É nosso primeiro encontro. — respondeu quando se atrapalhou, desconcertado. Eles não se conheciam há tanto tempo assim, no entanto, se sentia segura o suficiente para opinar: Ele estava sendo educado, sem saber como rotular o que estava acontecendo ali quando a coisa toda simplesmente acabara de nascer.
— Ah, eu adorei! Boa sorte aos pombinhos então… Ops! — o cantor riu, já que, enquanto falava, estendia a as flores que separara para que ele desse a garota, porém, bem, ele já segurava um único lírio, branco e lindo. — Ele é esperto, garota. — murmurou, divertido, para , que sorriu para os olhinhos apertados de enquanto ele ria, estendendo em seguida o lírio e as rosas vermelhas para a garota.
— Um de nós acertou?
— Você. — ela confessou, sorrindo para o garoto de traços tão adoráveis. — Eu gosto de flores brancas. Lírios são meus favoritos.
sorriu, satisfeito, e o cantor lhes parabenizou mais uma vez, despedindo-se deles depois que lhe deu alguns wons e agradeceu pela apresentação belíssima. O observando, sentia aquela coisinha fumegante no peito, aquele pressentimento, crescer cada vez mais: era um presente. Um ótimo presente.

….

Depois da feira, os dois seguiram para um dos restaurantes favoritos de , onde comeram, os pratos a escolha de , e beberam, o vinho a escolha de .
O lírio que ganhara de repousava em seu cabelo, apoiado ao lado de uma de suas orelhas, enquanto as rosas vermelhas repousaram na mesa durante todo o jantar, o mais agradável que tiveram em tempos, sempre rindo e encarando um ao outro de maneira muito especifica. Qualquer um podia ver o quão entregue estavam ao sentimento que crescia entre eles, cada pequena atitude de , mesmo aquela altura, já com uma quantidade considerável de álcool no sangue, denotava cuidado, doçura e estava completamente derretida, enquanto ele, bem, fascinado o descrevia melhor.
Nunca conhecera ninguém tão incrível quanto ela.
Quando, por fim, pediram a conta, nenhum dos dois queria ir embora, mas já era tarde, haviam passado o dia inteiro juntos e, bem, era a hora. Pediram um táxi e, ao chegar ao apartamento que dividia com , desceu junto com ela, indo deixá-la na entrada do prédio, ainda sorrindo incessantemente, assim como ela.
Ele se sentia leve, leve e apaixonado, e, céus, aquilo era tão gostoso.
— Eu me diverti muito hoje — ela murmurou primeiro, e ele sorriu mais, apertando os olhinhos uma última vez e fazendo se sentir repentinamente ansiosa.
Gostara de absolutamente tudo que descobrira sobre ele naquela noite, e toda a distância típica da Coréia, a falta de abraços, de toques, de repente lhe deixava angustiada, porque caramba, seu coração implorava que experimentasse o calor dele, sentir seus batimentos contra a própria pele, argh… Como queria aquilo.
— Eu também. Muito mesmo. — ele falou, mexendo em seu cabelo, ajustando o lírio que ela tão habilmente pendurara ali ao lado, porém, bem, não estava sob efeito do álcool quando o fizera e, naquele momento, os dois estavam. acabou deixando o lírio cair, soltando um resmungo que fez rir, o puxando de volta para si quando ele fez menção de se abaixar para resgatar o lírio, juntando seus lábios ao invés disso.
, imediatamente, segurou em sua cintura, sendo puxado por ela para mais perto pelo paletó. A mão de , que antes segurava o portão aberto, o largou por completo, indo para o rosto de , onde seus dedos trilharam sem pressa até, enfim, encontrarem seus cabelos, os empurrando para todos os lados enquanto moviam seus lábios juntos.
Nenhum dos dois queria parar, longe disso, mas o taxista, que ainda esperava por , buzinou insistentemente e, bem, não tiveram opções.
— Eu… Hm… Tenho que ir.
— Uhum… — concordou, mas ainda segurava em seu paletó, não conseguindo manter os olhos abertos por muito tempo, a proximidade de seus rostos ainda muito grande lhe entorpecendo por completo e moldou seus lábios novamente, muito devagar e doce dessa vez, e, infelizmente, muito brevemente também.
— Boa noite.
— Boa noite. — ela murmurou, finalmente soltando o paletó e sorrindo junto com ele quando, enfim, abriram os olhos. beijou sua testa e então deu as costas, voltando para o táxi antes que desistisse e voltasse a beijar .
E, naquele momento, enquanto o táxi sumia de vista com lá dentro, e entrava em seu prédio, seguindo para dentro do elevador, ambos tinham apenas uma coisa em mente: Estavam apaixonados.

FIM!!!!!!!!!!

 

Nota da Autora: Oi, gente!
Essa história foi escrita como um presente pra uma grande amiga, uma das pessoas que mais inspira e que eu mais amo. Tenho certeza que não fui capaz, ainda, de capturar a essência da mulher incrível que ela é, mas, pelo menos, dei pra ela um pouquinho do que acho que seria o relacionamento cheio de afeto com o Jongdae, bias dela no EXO e príncipe inspirador dessa história. Espero que vocês tenham conseguido se conectar de alguma forma com a história enquanto liam também, afinal, o que é escrever fanfic, se não torcer justamente por isso?
Fiquem seguros, fiquem bem! Beijo!