The Hymn of Death

The Hymn of Death

Sinopse: Por amor, até mesmo na morte, ela o seguiria até o fim.
Afinal, seu amor por ele era mais forte que a morte.
Gênero: Drama, tragédia, deathfic.
Classificação: +16 anos.
Restrição: Características físicas.
Beta: Elena Alvarez.

THE HYMN OF DEATH.

CAPÍTULO ÚNICO.

 

“e se estrelas

forem

guerras no céu?

meu bem, há beleza até na dor”.

— Flor pincel.

1975.

Prince reconheceu que os rumores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts eram verídicos.

O castelo de mais de um século era majestoso e imponente perante eles, a então aluna das Raposas Vermelhas percebeu a magnitude de toda aquele local.

Era mágico, como os boatos diziam, todavia, o castelo de sua academia localizado ao Norte de Eclia tinha seu charme, Prince imaginava o quão maravilhosa seria a paisagem durante os tempos de inverno naquele local se seriam tão majestosos quanto a floresta de Pinheiros em Eclia.

E se havia tantas criaturas em coexistência com eles como em sua escola, sentiu a excitação por esta naquele local que era referência em estudos da magia.

Sentiu as mãos sobre seus ombros, enquanto o olhar sério e irritado do então Professor Jenkins de mostrava que não era uma visita turística, e muito menos para passeios, ao qual era o objetivo de todos alunos da Instituto de Magia e Bruxaria de Pendragon.

— Faça-o favor de ficarem próximos. E sejam civilizados.

O tom usado era rígido mesmo que ele fosse um pouco assustador, e até mesmo arisco, o grupo do 5° ano da Instituto de Magia e Bruxaria de Pendragon estavam dispostos em filas de quatro, cada um devidamente identificado pelas suas casas, enquanto Theodor Jenkins encarou o homem que vinha em trajes tradicionais e um sorriso meio arrogante nos lábios, e encarava encantado cada uma das crianças trajadas em suas vestes usuais de outono.

— Theodor. É um prazer recebê-los!

— Eu espero que isso seja bom para nós, afinal você exigiu a nossa vinda, Alvo.

Os cochichos entre os alunos cessaram enquanto Theodor trocou palavras com o então diretor de Hogwarts, e só um tolo não perceberia a tensão entre ambos, afinal Jenkins detestava fazer passeios inesperados perto do outono, como naquela ocasião infeliz que fora encarregado da troca de ideias entre as duas instituições.

— Alan não veio? Normalmente, ele estaria já mandando as crianças explorarem.

— A esposa dele não sentiu bem, e ele pediu para eu vir em seu lugar.

Theodor Jenkins encarou com os olhos negros, enquanto mirou nos alunos que pararam de se mexer inquietamente.

— Esses são alunos do quinto ano de nossa academia. Sejam educados, crianças.

revirou os olhos, enquanto em sintonia eles cumprimentaram o diretor de Hogwarts.

— Prazer em conhecê-lo, Diretor Dumbledore.

Dumbledore encarou as jovens bruxos e bruxas, e sorriu extasiado.

— Enquanto conversamos, que deixamos as crianças conhecerem o local.

— Perfeitamente. Willians e McCoy, vocês estão no comando. Não tragam nenhum problema.

Sorriram amarelo, enquanto Matthew Willians e Frederick McCoy revirou olhos, e cruzou os braços ao passo em que os dois professores seguiram para sala do Diretor Dumbledore.

— Então, nós dividiremos em dois grupos, e nos encontramos aqui em 1 hora.

Avisou Matthew, enquanto Frederick encarava o céu –, encarou o até então amigo de infância que tinha uma expressão de dúvida.

— O que foi, Freddie? – questionou a Prince, enquanto o garoto de olhos acinzentados e cabelos escuros estava inquieto – Está tudo bem?

— Este lugar é estranho, de qualquer forma, vamos? Você vem conosco, McQueen?

— E onde mais eu iria, Freddie? – murmurou o ruivo, enquanto colocou as mãos sobre os ombros de McCoy – Como convenceu a sua mãe a deixá-lo vir? Sra. McCoy quase convenceu a minha mãe a não me deixar vir.

— Ela está exagerando, e a sua mãe é sensata como sempre. Onde nós iremos?

encaram os pátios, onde haviam alunos, alguns já conheciam o uniforme que usava, outros olhavam com curiosidade para o grupo, Prince parou, o garoto passou por ela.

Cabelos tão negros como o breu, e olhos tão negros também, e remexeu nas vestes enquanto percebeu que aquele era o menino que sua família disse que devia encontrar.

— Severo… Snape?

Tentou chamar, porém a garota passou como o vento por si, enquanto gritava.

— Sev!

A garota de cabelos tão ruivos quanto os de Vincent McQueen estavam ao lado dele.

Foi a primeira vez que vida que viu Lilian Evans.

X

Red Rabbit, Boston – USA.

Setembro de 1981.

A velha lanchonete em Boston era de quinta categoria.

Pouco frequentada, afinal era um local que trouxas não poderiam entrar mesmo que desejasse. Severo adentrou, enquanto buscava a mulher de cabelos negros, e olhos tão azuis quanto o mar da Sicília que batia impaciente sobre a mesa que ocupava.

Prince havia mudado pouco nos últimos anos, os olhos azuis encaravam a paisagem da então lanchonete bruxa localizada no meio de Boston, e tomava um líquido preto –, as vestes de uma trouxa combinava com a então bruxa da família Prince.

—Severo.

Saudou, enquanto o homem sentou a sua frente – os anos não haviam mudado tanto o ex-aluno da Sonserina como imaginava.

. Preciso de um favor.

Favor?

— Favor? Que tipo de favor?

— Proteger os Potter. Eu pedi para o professor Dumbledore, porém eu…

— Você quis dizer proteger Lilian. Por favor, Severo, sabemos que odeia o James tanto quanto ama a Lilian.

Sua voz soou seca. já imaginava que Severo iria pedir isso, enquanto o homem revirou os olhos.

— Irá me ajuda?

Questionou, enquanto a mulher encarou Severo seriamente por alguns segundos, ao mesmo tempo em que suspirou profundamente. O que pensou? Que ele vinha pedir sua mão em casamento? já havia simulado diversas vezes que o homem da Sonserina pudesse ama-la como amar Lilian, porém, ela sabia que sua fantasia juvenil jamais ocorria como ela desejava. Os pensamentos da jovem bruxa soavam alto, ao passo em que a mesma encarou com os olhos gélidos.

— Quero algo em troca.

— Que tipo? Eu lhe dou qualquer coisa.

então sorriu ao passo em que as possibilidades surgiam, os olhos azuis desceram pelo rosto do então amor de adolescência.

— Quero que tenha dois filhos comigo.

sabia que Severo não podia negar algo por Lilian.

— Isso é um absurdo! Evelyn, você pode…

— O que? Você pode me dar ouro? Eu tenho uma fortuna, meu caro Severo. Prestígio? Também, e talentos mágicos? Fui uma das melhores da minha turma.

— Eu posso te dar poder.

Argumentou. quis rir, porém se conteve. Poder?

— Poder? Eu já tenho, e esse é o preço. Quando quiser falar de negociação, venha mais preparado para oferecer, porém essa é a minha única condição. Afinal, você disse tudo. Eu não pedi para casar comigo, Severo, eu disso filhos. Se quiser assumir ou, não, isto já é com você.

Severo enrijeceu os ombros, enquanto a mulher depositou o dinheiro sob a mesa da lanchonete e se preparando para partir.

Se Severo amava tanto Lilian, ele faria tudo por ela.

— Tudo bem.

Concordou por fim, enquanto segurou o pulso dela, e continuou.

— Mas me dê um tempo.

— Não será agora, Severo, apenas quando eu estiver pronta. Você sabe onde ela está?

— Professor Dumbledore sabe.

Respondeu. ponderou suas opções, enquanto suspirou.

— Certo. Eu irei vê-lo.

Desapareceu, enquanto Severo encarou as ruas pouco movimentadas de Boston.

Por Lilian, daria tudo o que quisesse.

X

Portão de Hogwarts.

Setembro de 1981.

A primeira vez que pisou nos terrenos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts foi aos 15 anos.

E desde então jamais retornará aquele local.

Prince suspirou, enquanto chutou a pedrinha. Porque diabos Dumbledore demorava tanto? O homem mais velho apareceu, a barba e os olhos azuis claros a encaravam, ao passo em que a mulher depositou um peso numa outra perna, e arqueou as sobrancelhas.

— Onde estão os Potter?

— O que está fazendo aqui, Srta. Prince?

suspirou, enquanto cruzou os braços ao redor do peito.

— Um favor a um velho conhecido. Vou dar um feitiço a Lilian que pode mantê-los vivo, afinal, é o… bem, você sabe. E não gosto do jeito dele.

— Eu não posso.

— Me leve até ela. E depois, me traga de volta. Vedada, ou o que você deseja, desde que eu consiga colocar o feitiço nas mãos dela. Senhor deve uns favores a Thompson.

— Está cobrando no lugar do Yeats?

Ah, mas é claro que não, sua dívida com Diretor Yeats é exclusivamente dele, apenas lembrando do segredo que pediu para Pendragon esconder, afinal ninguém sabe o paradeiro de Lyanna McCoy – riu-se, enquanto suspirou – Ninguém deve saber a verdadeira ascendência de Frederick ou o verdadeiro nome, nem mesmo o homem que pode ser seu pai. Acha mesmo que alguém não sabe do seu pequeno segredo, prof. Dumbledore?

— Está me ameaçando, Srta. Prince?

— Veja por esse lado, eu estou tentando salvar a vida dos Potter.

apenas percebeu quando a venda foi colocada sob sua face, ao passo em que o enjoo comum do feitiço de aparatar veio, e o cheiro pouco familiar preencheu suas narinas.

Ainda estamos na Europa, ao passo em que o som da porta se abrindo, e sons de criança era ouvido do andar de cima.

— Prof. Dumbledore. O que está fazendo aqui?

retirou o pano preto de seus olhos, enquanto os olhos azuis encararam os verdes com curiosidade, ao passo em que percebeu como Lilian tinha uma beleza singular mesmo após aqueles cinco anos.

— Olá, Evans.

.

retirou a varinha de suas vestes, enquanto conjurou a pequena garça –, a garça começou andar pela casa, e desapareceu rapidamente.

— Tome. São as instruções para um feitiço, apenas em último caso.

— Porque está fazendo isso?

parou, enquanto apertava o pano preto em suas mãos. Porque? Ela deveria dizer que Severo irá copular com ela, e lhe dar dois filhos pela vida dela e da família Potter.

sorriu.

— Um favor a um velho amigo, Sra. Potter.

E se vendou. Não fale nada, Dumbledore e ela retornaram ao portão da escola, enquanto a mesma se preparava para partir.

— Srta. Prince. Você conjurou dois feitiços naquela casa?

— Nada escapa do senhor. Um deles, é a garça que viu, ela proteger a casa. O outro, é um familiar que vai proteger Lilian.

— Apenas ela?

Questionou. Percebeu que joguei na criança também? sorriu, enquanto apenas desapareceu.

Fez o que Severo pediu, e pensaria quando poderia pedir seu preço de volta.

X

Godric’s Hollow – 1981.

A primeira vez que Severo Snape aparecerá em sua vida, a palavra destino poderia ter se tornado mágica, porém a magia que ela aguardava jamais ocorreram como imaginava.

Aparatou em frente a casa assim que recebeu o sinal que havia algo errado de seu familiar, e o cheiro de morte estava inquietamente cobrindo o local.

acreditou no destino que estava fadada a amar aquele homem pelo resto de sua vida, mas ela sabia que jamais seria correspondida.

Severo amava Lilian.

Lilian amava Potter, e Potter amava Lilian.

Por isso, ela havia desistido de acredita que aquele homem iria ama-la.

Era como o clássico Uma noite de verão, pensou que haveria um final menos trágico e ao menos feliz para alguns, mas a vida real mostrou-se implacável quanto as romances mal fadados e as maldições daqueles que buscam a paz e a liberdade.

Voldemort ceifou a vida de Lilian, sentiu no momento que o feitiço ricocheteou em si mesma na mansão dos Prince, e a primeira coisa que fez foi vir até a velha casa, e tomando a vida de quem habitava no coração de Severo, encarou o corpo de James Potter enquanto engoliu a seco ao perceber que o rival que Severo mais odiou estava morto.

Tragédias sempre acabam em morte.

Subiu as escadas, e parado no quarto de bebê enquanto a criança chorava em harmonia trágica ao homem que agarrava o corpo de Lilian Potter com força – passou reto, enquanto ergueu o jovem bruxo que tinha poucos meses vida chorando naquele dia das bruxas.

A segunda onda de poder veio da criança, seu feitiço e o feitiço que ensinará a Lilian pareciam ter funcionando.

E Harry estava bem.

Seus olhos azuis encaram os olhos verdes como a grama de Harry Potter, enquanto alinhou em seu peito, e acalmava o choro da criança que não entendia nada do que ocorria a sua volta.

Tragédias tinham suas vítimas, e Harry era uma delas assim como .

—Proteja-o a qualquer custo.

A voz abafada a assustou, enquanto Severo encarou os olhos azuis como mar da Sicília.

O favor de Severo havia sido feito por Lilian, porém, percebeu que ele iria proteger Harry até o fim.

X

A ordem da Fênix parecia desestabilizada.

Afinal, seus esforços em proteger a família Potter falharam, acreditava em vazamento de informações, mas manteve seus pensamentos perversos como chamariam para si mesma, afinal, quem iria trair eles?

Ela não estava ali por nenhum deles.

Severo era sua única preocupação, e agora, o filho de Lilian mesmo que seu relacionamento com até então mulher era distante, mas jamais desejou aquele tipo de fim.

Alvo Dumbledore encarava o céu noturno, ao passo em que Prince segurava Harry no colo o ninando sobre os olhares acusadores dos homens do Diretor de Hogwarts.

— Faz alguns anos, Srta. Prince.

manteve um sorriso educado nos lábios ao encarar a professora Minerva com seriedade mórbida. Harry dormia tranquilamente em seu colo, os cabelos negros como o breu eram segurados pela mão gordinha do jovem bruxo, ao passo que Prince cantava baixo uma canção de ninar ensinada por sua mãe.

Ela ignorou os olhares de todos ali.

— O que ela faz aqui?

Os cochichos eram altos, enquanto recebia olhares atravessados – a primeira vez que vira Hogwarts fora aos seus 15 anos durante seu intercâmbio entre a sua academia e a escola do Reino Unido, e naquele ano, se apaixonara por Severo, encarou o garoto enquanto o pensamento que passou tomou voz antes que pudesse conte-lo.

— Posso ficar com ele? Afinal, ele não tem mais familiares, os Potter estão mortos.

Questionou, e a frieza dita assustou a todos, enquanto todos encararam furiosos. Já imagino o que pensam, apenas tocou na cicatriz da criança em seus braços, ao mesmo tempo em que Alvo Dumbledore a encarou com as íris gélidas.

— Ele deve viver com os parentes dele.

— Fala dos trouxas? Por favor, reconsidere. Ele pode morar comigo em Eclia, e também, ele pode escolher entre a Pendragon e Hogwarts.

É claro que ela o enviaria para Pendragon caso ficasse com Harry, jamais permitiria que o jovem bruxo voltasse a Grã-Bretanha tão cedo.

— Então, posso ficar com ele? E o padrinho dele foi preso por assassinato, acha mesmo que pode enviá-los aos trouxas?

Murmurou ignorando os olhares mortais que McGonagall lhe enviava.

—Eu aprecio a sua boa vontade, Srta. Prince, mas ele deve se entregue aos parentes mais próximos.

— Acha que eles entenderam a complexidade do que ele é? Ele é um bruxo, Diretor Dumbledore. É o menino que sobreviveu, e aquele que destruiu aquele homem.

Argumentou, enquanto tocou nos cabelos castanhos escuros – seu sobrinho mais velho poderia ser um bom amigo para ele, enquanto encarou as írises azuis como as suas com petulância.

— Ele precisa ficar com a família dele. E a senhorita, não tem direito nenhum sobre ele?

Falsificar uma árvore genealógica não seria tão difícil, pensou seriamente, porém conteve seu momento de entusiasmo – encarou a cesta, enquanto tocou na cabeça do jovem Harry ao deposita-lo, ao passo em que se ergueu.

— Essa criança precisa de alguém que o entenda, e não trouxas. Mas, eu não irei perder meu tempo com vocês, afinal, você deve saber o que melhor para a criança, não é? Adeus, e agradeço pela hospitalidade.

Se retirou, enquanto pegou a capa carmim, ao passo em que aparatou na velha casa na rua da Fiação.

Abriu a porta, e o cheiro irritou um pouco seu nariz, ao passo que encarou a sombra da arrogância em Snape.

Severo estava destruído, enquanto desceu os olhos pelas roupas imundas e o cheiro de álcool impregnava o local.

Dentre as tragédias, Severo também era uma vítima.

— Eu irei pagar o acordo que fizemos. Não se preocupe… Eu não voltarei na minha promessa com você.

riu, enquanto agachou-se e encarou o jovem homem, mesmo tendo a mesma idade, enquanto tocou nos cabelos escuros dele com delicadeza.

— Vou cobrar mais tarde, então, não tenha pressa. Coloquei um feitiço no moleque como me pediu. Agora, você precisa descansar, Severo.

Prince sempre queria algo, e ela queria Severo para ela, mesmo que por um mero capricho, porém ela teria uma criança com os traços dele.

Era mais do que podia ter sonhado.

X

Oceancliff –, Eclia.

Dezembro de 1997.

A mansão estava devidamente protegida.

O símbolo de uma coroa num M chamava atenção –, Severo se questionava porque havia vindo para aquela casa, porém, das poucas famílias que ajudariam a esconder seu segredo, os McQueen seriam os únicos a desafiarem aquele que não deve ser nomeado, e até mesmo toda a Grã-Bretanha que estava acreditando que ele era um traidor naquele segundo.

O assassino de Alvo Dumbledore.

O bebê estava se remexendo no berço quando a empregada o deixou, as duas crianças de pouco mais de um ano e meio estavam distraídas com brinquedos no chão da sala de estar, enquanto o ruivo lia um jornal.

— Se alguém invadisse sua casa, McQueen. Você seria o primeiro a morre.

A descontração dele irritava o homem, enquanto Vincent McQueen sorria.

— Olá, Snape. Acha mesmo? Percebi sua chegada assim que aparatou no quintal, então não preciso me preocupar? Ou iria me matar?

Vincent McQueen tinha um ar de um bruxo excêntrico, enquanto Severo o ignorou dando passos largos onde a criança se remexia no berço.

Ele segurou a criança delicadamente contra o peito.

Lilian tinha pouco meses de vida, era pequena e delicada como uma boneca, enquanto apertou os dedos do então pai.

Os olhos azuis como o mar da Sicília contrastavam com o cabelo preto e os lábios finos – a menina tinha os olhos da mãe, e poucos traços seus, porém, ele sentiu aquele sentimento cria raízes em seu coração.

Ele queria protegê-la a todo custo.

—Lilian. Oi, Lilian. Diga papai.

Qualquer outra pessoa teria achado graça da cena, enquanto o homem no sofá segurou o riso e tentou manter-se o mais sério possível, Severo lhe mandou um olhar atravessado enquanto embalou sua filha em seu colo.

— Onde ela está?

? Dormindo. Lily tem sua energia mal humorada, e faz com que ficasse a madrugada acordada, e isto me lembra quando Elizabeth era um bebê.

Comentou o homem, enquanto arqueou as sobrancelhas para ele, porém sua atenção foi desviada para o bebê que soltou um resmungo, e se remexeu contra o peito do homem, enquanto o garotinho de cabelos tão negros e olhos da mesma cor brincava no chão ao passo em que Severo observou a menininha de cabelos ruivos sentada ao lado dele.

— Hora do lanche, crianças. Oh, Snape. Chá?

— Isabella.

Isabella McQueen tinha os olhos castanhos claros, os cabelos em tons de castanho, enquanto havia pouco traços dela nos filhos –, as duas crianças se sentaram no chão, enquanto o copo com sucos e bolo foi colocado sob a mesinha.

— Ajude a Lis. Não a deixe estragar o vestido, Vince. E você, ajude o seu filho.

Isabella apontou para Severo que ainda segurava Lilian, o homem não questionou.

— Venha aqui, Severo.

Papa. Lily não quer? – questionou o garoto para menina, enquanto a mesma fazia barulhos – Quer?

— Você precisa comer tudo. Para crescer, ok? Vamos. Sua irmã ainda não poder comer isso.

Colocou com o garfo infantil na boca da criança que sorriu, Severo Prince Snape II tinha mais traços seus do que da mãe, enquanto , ao passo em que ele bebia o copo de suco. Percebeu Vincent servindo Elizabeth, enquanto a mesma queria pegar no bolo com as mãos.

— Se você sujar esse lindo vestido, sua mãe vai me matar, coração. Papa vai lhe dar.

Da porta da sala, Prince observava Severo cuidando de Severo II e Lilian, Isabella segurou seu ombro.

— Você precisa mesmo ir? Não acha que pode ficar? Você tem as crianças já, . Severo não lhe deve mais nada.

sorriu, o amor era um fardo pesado.

— Se eu não for, Severo pode está em perigo. Cuide das crianças. Eu não vou viver num mundo em que ele não está.

— Você realmente fez o voto perpétuo?

Questionou a esposa de Vincent, enquanto a mulher lhe mostrou seu sorriso mais amável.

— Por Severo, eu faço tudo, Isabella.

X

2 de maio 1998, Hogwarts.

Prince sentiu aquele nó.

Severo estava morto. Morto, a mulher encarou o corpo sem vida, enquanto sangue seco do homem da Sonserina lhe dizia que a morte dele fora dolorosa e cheia de arrependimentos.

“Se uma reencarnação existir, , eu espero que possamos nos cruzar de novo, e talvez, se Lilian não existisse, eu tivesse me apaixonado por ela, eu talvez…”, Severo teria se apaixonado por ela, ele teria lhe dito coisas boas, teriam tido uma casa talvez, porém, era apenas arrependimentos dela.

Prince amava Severo.

Até mais que a si mesma, a mulher segurava as mãos dele, os corpos estavam se empilhando um a um, enquanto a marca do feitiço estava em sua mão.

Sua morte era lenta, enquanto o coração era esmagado.

Nós temos que ajuda-la!

O homem ruivo aparatou pouco tempo do fim da batalha, trazendo reforços da Academia dos Estados Unidos para Hogwarts, e impediu que Harry Potter tentasse salvar a mulher moribunda da morte.

— Ela fez um voto perpétuo.

Vincent encarou a melhor amiga, enquanto a mulher havia deixado aquele mundo por causa de seu amor. Harry Potter encarou o ruivo, enquanto o mesmo explicou.

— Ela prometeu proteger Severo de qualquer mal, e um dos termos, e que ela morreria assim que Severo falecesse.

Prince amava Severo até mesmo na morte.

Fim¹.

¹Haverá continuação em outra Fanfic sobre Eclia.