Where The Skyes Are Blue

Sinopse: Os curtos anos de liberdade de Sirius lhe trouxeram amor, paz e tranquilidade, apesar de desejar mais.
Gênero: Drama, tragédia, Deathfic
Classificação: +14
Restrição: Não segue linha dos livros.
Beta: Elena Alvarez

 

WHERE THE SKIES ARE BLUE.

CAPÍTULO ÚNICO.

 

“deixei-me mergulhar em você.

[mas nunca aprendi a nadar]”.

— Ally Brücken.

Junho, 1981.

Delacroix encarou a barriga.

Seu urso estava crescendo como deveria ser, enquanto a mãe de primeira viagem estava nervosa com que ocorreria em seguida, afinal era de Sirius que estavam falando.

Estava bem grandinha naquele fim de junho para quase quatro meses, a mesma sentiu a boca seca, enquanto tentava manter a calma, e mesmo que sua avó tenha lhe chutado de Narbeuge até Londres para dizer a Sirius Black que ela estava grávida dele, após as duas terem tido uma longa e cansativa conserva sobre responsabilidade, e além de dar direito a Sirius de ser pai mesmo que a Delacroix tenha dito que dava conta, e que seu filho não precisava do pai.

Afinal, ela sempre se virou mesmo em situações mais adversas a aquelas, porém, quando apenas ela tinha que lidar com isso tudo.

Grávida dele? O pânico e ansiedade vieram como uma avalanche em seus nervos já debilitados pelas inúmeras situações que criou em sua cabeça, e nenhuma delas terminava em um final feliz para ambos os lados, afinal era de Sirius que ela estava falando.

Aquele Sirius que tinha ar rebelde e delinquente que deixava os nervos dela a flor da pele.

Hey, Sirius. Se lembra da noite em que ficamos sozinhos na praia, e rolou… Você sabe o que? Bem, ta-da! Eu estou gravida –, Delacroix sentiu o enjoo matinal, enquanto apenas conteve a vontade enorme de correr para o primeiro banheiro que visse.

Fazia quatro meses que não via Sirius, e quatro meses que tentava encontrar um meio de dizer ao delinquente de Hogwarts que estava grávida, porém, em todas as falhas cartas jogadas na bolsa de viagem, ela desistia de enviar, afinal Sirius já havia dito que não queria nada sério, ou casamento.

Estou ocupado demais sendo rebelde, – a mulher suspirou, enquanto batucou sobre a mesa nervosa, ao passo em que encarou a janela, então percebeu a figura de cabelos loiros andando lado a lado Sirius.

O estômago embrulhou ao perceber Marlene McKinnon e Sirius Black as risadas no meio da rua, apertou o anel em seu dedo, e o casal entrou na lanchonete e reconheceu .

Sirius acenou para affair de verão.

— Hey, Delacroix.

— Hey, Sirius. Marlene.

Ela apertou o casaco sobre a barriga desenvolvida, e colocou a bolsa sobre o colo – Hey, Sirius, eu estou grávida, e a ideia de falar na frente de Marlene não soava ideal, apenas apertou o anel enquanto Sirius e a então McKinnon se sentaram a sua frente.

— Faz bastante tempo. Como anda Eclia?

Questionou Marlene amável como sempre, enquanto sorria para a americana.

— O mesmo de sempre – mentiu, afinal as pressões sobre as famílias da sua comunidade pela Confederação Internacional de Bruxos estavam acirradas, porém não era problemas deles enquanto ajeitou os cabelos para o lado encarou os dois pombinhos, e mesmo que soubesse da resposta, arriscou seu orgulho ao indagar aos dois sobre os risos e sorrisinhos que davam um ao outro – Então, vocês estão…? Juntos?

Sugeriu desconfortável, enquanto Marlene se agarrou ao braço do então namorado, e encarou Sirius que ficou vermelho olhando para então ex, enquanto a namorada respondia por ele.

— Sim. Loucura né?

Ótimo, ei, Marlene e Sirius, eu estou grávida, então, vocês querem me ajudar com a criança? bebeu de sua xícara de chá, precisava de um novo plano, enquanto abriu um sorriso sincero para eles.

Porque eu vim. Obrigada, vovó pode ter ideias idiotas! xingara sua avó, desde quando ela tinha que depende de outra pessoa para tomar decisões sobre a criança em seu ventre? Mas, sabia que sua avó tinha razão sobre isso, afinal, ela privaria seu então affair de saber do filho?

— Meus parabéns. Vocês formam um lindo casal.

não mentia, afinal sempre desejou que Sirius tivesse um final feliz com alguém mesmo que não fosse ela.

Não desejava casamento com Sirius, afinal fora um erro da inconsequência de ambos. Delacroix bebeu seu chá, enquanto seus pensamentos se organizavam.

A conversa fluiu, enquanto percebia o olhar de Sirius sobre si, ao passo em que a mesma mantinha um sorriso falso e cordial que pintava sua expressão suave e delicada, a mesma analisou cada passo dado por eles.

Hey, Sirius. Sabe, antes de você e Marlene estarem juntos, eu estou grávida! Surpresa, isso soava pior que outros que havia pensando, enquanto a mesma suspirou encarando o copo de suco por tempo demais.

O que ela estava fazendo? Estava ali para estragar a felicidade de Sirius?

— Está apenas de passagem, ?

A voz de Marlene McKinnon a retirou da linha de pensamento que surgia em sua mente.

— Sim, sim – murmurou, enquanto apertou os anéis em seus dedos e riu em nervosismo – Eu vim com alguns colegas, e nós iremos retornar no fim do mês para Eclia, apenas negócios familiares.

encarou o relógio na parede da velha lanchonete e decidiu que era hora de partir, enquanto juntou suas coisas e encarou os dois.

— Aproveitem a noite. Eu tenho que ir.

Delacroix sentiu o pulso sendo segurado, enquanto tentava conter as lágrimas, ao passo em que encarou os olhos verdes de Sirius Black.

— Você está bem…?

— Perfeitamente. Adeus, Sirius.

E desapareceu pela rua, apenas seguiu até um beco escuro e aparatou no apartamento enquanto os amigos estavam discutindo sobre o que seria o jantar, ao passo em que pararam a conversa assim que perceberam a loira.

— Então, como ele reagiu?

— Eu não contei – murmurou para a garota de cabelos escuros, enquanto a mesma arqueou as sobrancelhas – Ele está com a McKinnon, eu não tiver coragem de falar na frente dela. Afinal, eu só fui affair de verão, não é? Porque ele ficaria comigo? Vocês sabem que não sirvo para ninguém.

Os braços de Beatrice a segurarem, enquanto os outros pares de olhos estavam desconfortáveis.

— Marlene não me falou nada disso.

O som dos cochichos soava, enquanto Evelyn e Alfred conversavam.

— Então, questione a sua amiga, porque ela fez a nossa chora.

— Não é culpa dela! Eu não sirvo para Sirius…

Evelyn suspirou, enquanto Alfred apenas lhe mandou um olhar atravessado para ela, enquanto o mesmo deu passos até ela retirando a mesma dos braços de Beatrice.

— Você é uma bruxa espetacular. Jamais pense ao contrário! Eu vou acertar a cara desse bastardo!

Porém, antes que Evelyn Prince, Alfred Wall, Vincent McQueen e Amélia Jenkins pudesse dizer qualquer outra coisa que atentasse contra vida de Sirius Black.

desabou no colo dos colegas, e chorou.

X

— Você tem certeza? Afinal, viu a expressão que ela fez. Sirius, ela gosta muito de você.

Marlene mexia desconfortável na xicara de café. Sirius encarou por onde a mulher desapareceu, quase se levantou e disse que era tudo uma mentira, porém teve que se conter.

jamais deveria estar em perigo por causa dele.

— Se ela ficasse aqui, eles podem usar ela contra mim – Sirius Black encarou Marlene, enquanto a mesma suspirou – não pode se envolver, mesmo que isso tenha a haver com o mundo bruxo, ela tem irmãos mais novos e uma avó, não posso permitir que ela se machuque, afinal ela viver em Eclia. Seria difícil para ela estar lá, e aqui ao mesmo tempo.

— Ela fisgou seu coração. Eu espero que Alfred não fique bravo.

— Gosta dele?

Arqueou sobrancelhas, enquanto Marlene McKinnon encarou o então amigo, enquanto suspirou.

— Eu e ele somos apenas colegas de profissão, afinal ele está apenas de passagem sendo treinando pelo Moody, Black. Se isso acaba, você vai atrás dela? Afinal, você pediu para eu fazer isso porque gosta dela, certo?

Sirius riu com a linha de pensamento de Marlene, e se conhecia o gênio de , a garota apena jogaria um feitiço nele e o mandaria para o inferno como era seu feitio, e não olharia em sua cara quando aparecesse em

Afinal, ele disse que não queria nada com ela, porém os olhos amendoados o prendiam e o levavam a considerar uma vida ao lado da mulher.

— Eu vou.

Porém, ele não imaginava que demoraria tanto tempo para ir atrás dela.

X

 

Agosto de 1993 – Narbeuge, Eclia.

— Você já viu isto?

segurava a xícara de café, enquanto o jornal de Londres era jogado em sua mesa.

Sua expressão mudou rapidamente.

Fuga de Azkaban!

A foto de Sirius estava na capa do jornal, Delacroix deixou a xícara cair no chão e se espatifou. Ele fugiu? Sentiu aquele sentimento estranho borbulha em seu estômago, enquanto as mãos pálidas estavam sobre sua face, e o ataque de ansiedade veio em uma onda violenta.

— Ei. Você está bem? Ei, .

A primeira vez que virá Sirius, ela o achou um completo babaca, mulherengo e idiota, porém, mesmo com todos os defeitos contra ele, Delacroix gostava de como ele defendia seus ideias, do modo em que ele encarava o mundo bruxo e principalmente, de como aqueles olhos a enfeitiçavam de volta.

— Como você soube?

Sussurrou, Beatrice suspirou, enquanto os olhos negros como a noite encaravam.

— Evelyn estava de passagem por Londres. Ela foi visita Severo, e ela viu o jornal quando passou pelo Beco Diagonal. Você acha que ele viria atrás de você? Afinal, você e ele tem…

ofegou, enquanto as lágrimas desciam por sua face ao pensar nos últimos 12 anos em que esteve sem Sirius ao seu lado. Ela já havia esquecido dele? Jamais, Delacroix tremeu, enquanto a então amiga de tempos de academia segurava as suas mãos.

— Meu Deus. Você está bem? ?

— Eu estou, Beatrice. Sirius não deve vir atrás de mim, afinal ele me abandonou, e ele nem sabe dele.

O barulho da porta revelou o garoto de pouco mais de 11 anos entrando pela porta trazendo o cachorro de pelo marrom atrás de si, enquanto percebia o quão parecido Ares estava com ele.

Sirius não vira, ele não vira.

 

X

 

Julho, 1994.

Azul do céu lembrava das pontas do cabelo dela.

Sirius encarou a praia de Narbeuge, a cidade mudara nos pouco mais de 13 anos desde a última vez que viera ali.

Para ver Delacroix.

A garota de família francesa morava com a então avó materna e os irmãos mais velhos nos confins de Narbeuge, após sua avó se rebela contra o então marido anos atrás quando seu filho faleceu –, tinha língua ácida, personalidade difícil, e destilava veneno com suas palavras, Sirius se recordava que as poucas vezes que não estavam brigando, estavam olhando o céu azul deitados naquela areia sob os olhos do sol.

A primeira vez que virá .

Ela estava em um curto intercâmbio entre Hogwarts em 1975 e a Academia de Magia e Bruxaria de Pendragon, e sua academia ficava no norte da Eclia, Sirius Black encarou o mar quebrar enquanto se sentou no chão.

Havia tido algumas notícias através de Remo, ela já tem uma família, mesmo depois de mais de 12 anos lá estava ele com rabo entre as pernas e com medo da mulher que havia mantido um pouco de sua sanidade nos últimos 12 anos que estivera preso igual um animal.

Afinal, era a mais bela das garotas que já vira em sua vida.

Os cabelos loiros rebeldes e azuis combinavam com a cor dos olhos castanhos, e o ar atrevido era um dos poucos charmes que Sirius poderia dizer que encantava-o ao ponto de vir vê-la novamente no ano seguinte durante as férias de verão.

E as poucas vezes que a jovem fora em Londres para ver os outros parentes da família apesar das brigas constantes dos avôs.

Ele sentia falta dela, mesmo que tivesse negado que amava no passado, sentia falta dos beijos pecaminosos que tiravam o fôlego dele, dos dias ensolarados nos pouco tempo de liberdade que teve antes de se encarcerado como um animal em Azkaban, do sorriso contagiante da garota de cabelos loiros.

— Sirius?

O baque surdo de um balde soou, enquanto Sirius se levantou de imediato procurando a varinha, porém, os braços o envolveram, ao passo em que o cheiro de grama e oceano chegavam as suas narinas.

.

Sirius a puxou para chão, enquanto seus lábios se colaram nos dela.

Como havia sentido falta dela.

X

As roupas estavam espalhadas pelo chão.

— Você é linda.

Sirius encarou a mulher de cabelos loiros, enquanto a mesma arrumava os cabelos num coque alto, ao passo em que a frieza que habitava nas orbes de indicava que ela estava brava.

— O que faz aqui, Sirius?

A pergunta era cheia de constrangimento, enquanto Sirius percebeu a tensão nos ombros dela.

— Da última vez que eu te vi, você estava namorando a Marlene.

— Era mentira, eu não queria envolver você nos problemas que estávamos enfrentando… você se casou?

Questionamento deveria ter vindo antes de arrancarem a roupa um do outro, porém ele havia sentido falta do corpo dela, e deixou o desejo de 12 anos que havia ficado preso domina-lo por completo e amar a mulher era a única coisa que seu corpo desejava, e encarou os ombros desnudos sendo cobertos por uma camisa branca.

— Eu…

Suspirou, enquanto percebeu a peça branca destruída, encarou o homem que apenas deu de ombros pela peça avariada durante o ato sexual, Sirius havia percebido as fotos do menino, e um homem lado a lado, e havia reconhecido Alfred Wall pelo curto tempo que ele estivera em Londres.

Alfred e ... Não quis completar o pensamento que surgiu, afinal, ele a abandonou primeiro.

— Você e o Wall… Surpreendente.

odiava aquele tom de voz que ele usava, e havia de lembrando do porquê odiar algumas das qualidades dele, afinal Sirius realmente estava agindo como uma criança mimada naquele momento, ela ajeitou os cabelos, enquanto se pronunciou do jeito mais rude que encontrou.

— Alfred é padrinho do Ares, porque o pai dele estava preso em Azkaban por mais de 11 anos. E eu precisa de ajuda quando um certo alguém foi preso por assassinato.

Sirius Black ficou em silêncio, enquanto a palavra preso e pai soavam estranha na mesma frase, suspirou, e percebeu que havia sido perversa de tal forma que pensou em diversas formas de se desculpar, porém não havia nenhuma.

Era a mais pura verdade.

Se Alfred não estivesse ali, ela teria sucumbindo a depressão, e talvez Sirius tivesse apenas vindo prestar suas homenagens a alma da mulher.

— A culpa é sua. Afinal, quem mandou mentir sobre você e a Marlene? Se você não tivesse…

Antes que ela pudesse completar a frase, Sirius a segurou pela cintura enquanto riu, uma risada nervosa.

— Harry vai adora! Eu sou pai! James deve estar vendo isso, não acha? Ele é parecido comigo? Onde ele está, ?

— Ele… – franziu o cenho, enquanto encarou Sirius – Não está bravo? Eu devia ter te contando antes. E você tem todo o direito de estar.

Havia imaginado diversas vezes Sirius brigando com ela, ou pior exigindo que Ares ficasse com ele, porém aquele homem apenas riu nervoso.

— Eu estou bravo? Não, eu estou feliz, , e eu quero conhecer o meu moleque.

Nosso menino – corrigiu seca, enquanto apenas suspirou, ajeitando os cabelos nas pontas – Ele está na Pendragon é claro. Só deve vir no Natal.

— Porque não o mandou para Hogwarts?

— Está falando sério sobre isso? – Sirius riu, enquanto a mesma revirou os olhos – Com a possível volta daquele que não deve nomeado, eu prefiro manter meu filho seguro, Black, Ares não serviria para Hogwarts, ele é um Urso Negro como eu, se lembra?

A mão na cintura, e olha sério traziam lembranças a Sirius.

— Ah, você está certa sobre isso. Desculpe, e que seria interessante ver ele e Harry interagindo.

Justificou, enquanto encarou o homem que havia envelhecido na prisão, porém aquele brilho diferente ainda habitava os olhos de Black.

Ela havia se apaixonado por ele.

— Harry… Você o conheceu?

— Sim.

A voz de Sirius refletia seu humor, enquanto abraçou a mulher, sentiu a segurança que aquele homem sempre lhe trouxe.

— Bem-vindo de volta, Sirius.

X

Sirius Black se considerava um homem sortudo, apesar dos anos roubados por Azkaban, e naquele momento havia visto mais uma vez ao qual feliz estava por saber de Ares.

Ares tinha os olhos iguais ao seu, enquanto o cabelo castanho claro combinava com suas feições ao passo em que brigava com os balanços enquanto protegia o apanhador que corria atrás do pomo de ouro –, o garoto era atacante no time de Quadribol, e lá estava Sirius, em sua forma animago encarando o garoto voar, e os gritos animados de todos os pais e alunos pelo jogo dos Ursos Negros contra os Tigres Dourados.

— Transfigurar seria mais prático, Sirius. Mas, você nunca me ouve.

lhe sorriu, ao seu lado, os gritos de Alfred para o irmão mais novo também pertencente aos ursos negros chamavam atenção dele, Sirius não podia descuidar que mesmo estando em Eclia ainda era um bruxo procurando por fugir prisão, apesar de que o país talvez o protegesse ao invés de manda-lo para o continente.

O apito final soou, ao passo em que os Ursos Negros haviam vencido o jogo, Ares gritou e voou até onde a mãe e o padrinho estavam.

— Oi, mãe.

— Meus parabéns, amor! Sua mãe também era ótima jogando Quadribol.

Riu-se, a risada suave enquanto seus olhos olhavam o cão negro com atenção, e se abaixou.

— Quem é, mamãe?

— Este é Sirius. Daquela história, lembra?

Ares parou, enquanto encarou o cão.

— Então, ele é o meu…

— Sim.

Ares encarou as orbes verdes do cão, enquanto se aproximou do focinho dele.

Oi, pai. Prazer em conhecê-lo.

O som saiu baixo, porém suficiente para Sirius entender o que o garoto dizia, enquanto Ares beijava a face do cão.

— Ares! Vamos!

O grito soou dos colegas de time que queria comemorar, enquanto Ares encarou o cão.

— Nos vemos no natal, né?

Como se ele tivesse entendido, Ares sorriu, enquanto deu um abraço rápido no cão e na mãe.

— Amo vocês. Até o natal, mãe!

Sirius encarou a mulher, enquanto a mesma suspirou.

— Eu lhe disse que ele era incrível.

X

 

1995.

Os dias com foram repletos de azul, mar e paz, mesmo que ambos discutissem, no final do dia, Sirius estava tirando as roupas dela e fazendo amor com ela na cama.

Se tivesse terminando tudo em 1981, ele teria vindo correndo até ela, suplicando para voltarem e também, poderia ter acompanhado a vida de Ares.

As férias de inverno chegaram, e com ela, os dias foram preenchidos com a presença de Ares pela casa de praia da família Delacroix.

Ares Sirius Delacroix-Black havia grudado em Sirius no momento em que chegará em casa acompanhado do padrinho que comentou que o garoto reclamou de Sirius não ter vindo pega-lo, porém para segurança de Black, proibira dele fazer qualquer coisa que pudesse ele colocá-lo em perigo, e isso incluía viagens por lugares repletos de segurança como o porto onde o navio de Pendragon deixava seus estudantes.

fizera questão de falar de Sirius para ele desde pequeno, o garoto de pouco mais de 13 anos lhe sorriu animado enquanto o encheu de perguntas.

— Ele gostava mais de mim antes.

Resmungou em uma noite, enquanto Sirius riu dela e percebia que os anos haviam sido generosos com enquanto cabelos loiros caiam por sua face, todas as noites, ele adormecia encarando o rosto dela, porém as preocupações com Harry aumentavam a cada dia que passava, todavia havia alguém mais que Sirius não queria que estivesse em perigo.

— Então, você gosta de alguma garota?

Questionou um dia, ao mesmo tempo em que Ares ficou vermelho, enquanto ajeitou a gola de seu suéter feito a mão pelo bisavô Lyra que mandou também uma feita a mão para Sirius.

— Acho que ela me odeia.

— Ninguém deve te odiar, Ares. Você é um Black, e de onde veio todo esse charme, hein? Aposto que as garotas correm atrás de você.

A risada do adolescente preencheu o ambiente, enquanto ele encarou o pai, Sirius jamais havia pensando que poderia ser pai, afinal, Ares crescerá sem ele ao lado.

— Vamos, Rufus!

Chamou o velho cão de cinco anos, enquanto ambos correram pela praia com olhar atento da mãe, Sirius percebeu quando o encarou.

— Quando pretende voltar para Harry?

A voz dela trazia a certeza de que Sirius faria isso, Black suspirou, ao passo em que encarou a mulher.

— Ele precisa de mim.

— Eu sei, porém eu, Ares e o bebê também precisamos… – ela murmurou, enquanto Black a encarou sério, e encarou a barriga pouco desenvolvida – Só espero que possa conhecê-la, Sirius.

A primeira coisa que Sirius fez foi ergue-la do chão, enquanto beijo os lábios dela em seguida a barriga.

— Cassiopeia.

— Já está escolhendo nomes?

Riu-se , enquanto tocou no rosto do homem.

— Eu te amo, Sirius.

Ares encarava a janela do carro, Sirius estava sentando ao seu lado, enquanto o garoto suspirou.

— Precisa mesmo ir?

— Eu preciso, e você, cuide da sua mãe e da sua irmã, ou irmão.

— Você volta?

— Nos vemos nas férias de verão, eu prometo.

Ares deu um abraço forte nele, enquanto desceu do carro acompanhando da mãe, Sirius mordeu o lábio inferior enquanto observava o filho partir para mais uma jornada.

— Você está bem?

— Eu vou volta, diga isso a ele.

— Ele sabe. Aqui está, e está é uma chave do portal para casa… Eu coloquei para sua casa em Londres.

Sirius encarou a mulher, ao passo em que beijou seus lábios, e sentiu as lágrimas escorrerem por sua face.

— Eu vou volta, .

Ela assistiu, enquanto ele desapareceu no ar.

X

— Pai!

O garoto pulou em Sirius assim que atravessaram o portal, enquanto o mesmo o encarou e a mãe. estava com uma barriga de quase seis meses, ao passo em que Black pegou a mão da mulher.

— Você se sentir bem?

— Como ele está? Harry?

encarou Sirius, enquanto o mesmo balançou a cabeça, havia sido um ano difícil para Potter, enquanto a mesma suspirou suavemente.

— Ele vai ficar bem, ok?

Os dias das férias de verão Ares fora repleto de descobertas sob olhar atento de , a mulher havia vindo a negócios também enquanto Evelyn Prince também tinha um barrigão de quase cinco meses.

— Quem é o pai?

— Quem você acha?

Ela inclinou a cabeça, ao passo em que Sirius sabia que Evelyn Prince sempre estava atrás de Severo.

— Quando vou conhecê-lo? O seu afilhado?

O questionamento surgiu em meio ao final de agosto, enquanto Sirius suspirou, ao passo em que ele encarou .

— Logo.

X

 

Natal, 1995.

Sirius aguardava ansiosa enquanto Harry e os outros observavam ele entre risos, ao passo em que finalmente, atravessou a porta com Cassiopeia numa cesta e Ares que pulou em seguida em Sirius.

O garoto havia ganhado altura estava quase do tamanho de Black, enquanto os cabelos castanhos estavam cortados.

— Mamãe não deixou eu fazer uma tatuagem, e mesmo que seja uma pequena, ela negou.

— Apenas quando fizer 18, garoto, e seu pai concorda, não é, Sirius?

— Eu irei conversar com ela, Ares. Você cresceu tanto, pelas barbas de Merlin, logo será mais alto que eu!

— Você acha?

Ele riu, enquanto Sirius encarou Cassiopeia na cesta, ao passo em que a menininha de pouco mais de dois meses dormia tranquilamente apesar da viagem turbulenta.

— Este são meus filhos, e este é meu afilhado.

Harry encarou constrangido pela apresentação rápida, afinal Delacroix tinha os olhos amendoados avaliativos sobre ele, enquanto a mulher de cabelos loiros sorri para ele, entregou a cesta a Sirius, ao passo em que abraçou Harry.

— Você é parecido com seu pai, mas tem os…

—Olhos da minha mãe.

Completou, enquanto sorriu, e retirou algo da bolsa entregando ao então garoto de ouro.

— Feliz natal, Harry! Eu, Ares e Cassie escolhemos. Espero que goste!

— O que é?

O pequeno cordão se desenrolou, ao passo em que a pedra preta na ponta era schorl.

— E o bisavô Lyra mandou isso.

Os dois suéteres eram pretos, enquanto Harry encarou a pequena família que Sirius havia descoberto, ao passo em que Cassie estava em seu colo se alinhando ao corpo do pai como se o conhecesse a bastante tempo.

— Outra que vai se apaixona por ele.

Murmurou , ao passo em que Harry percebia olhar perdidamente apaixonada da mulher para ele.

— Quando tudo se resolve, podemos morar juntos? Né, mãe? Lá em Eclia. Você vai amar Eclia, Harry. Tem dragões voando ao sul, apesar da mamãe não gosta dos…

A voz de Ares soava animada, enquanto Sirius observou os dois, Harry e Ares conversavam sobre as respectivas escolas, ao passo em que a mesma suspirou.

— Você vai chorar?

— Sim – queria que Lilian e James estivessem ali, talvez James tirassem sarro de si por vê-lo babar sobre a menininha que dormia tranquila em seu colo – Ei, Cassie. Seu pai ama você.

— Ela se chama Cassiopeia?

— Gabriella Cassiopeia Delacroix-Black.

— Ela é linda, Sirius.

Remo encarava o amigo, enquanto a pequena Cassiopeia parecia dormir tranquila apesar do barulho das festividades.

— Ei. Você aceitaria mesmo Harry?

— E porque não?

Questionou a mulher, ao passo em que pegou Cassie no colo, e embalou lentamente na cadeira.

— Ele é seu afilhado.

O natal passará rápido demais, logo, eles teriam que volta para Eclia para a volta das aulas, Sirius percebia que seus dias com era repletos de risadas e amor, e colocou a colcha sobre os garotos, Harry dormia profundamente em paz apesar de tudo, Sirius queria fazer mais por ele, porém ser um homem procurando no Reino Unido não ajudava em mostrar que havia luz em tempos sombrios.

— Eu preciso de um favor.

A voz de Sirius soava manhosa, enquanto encarava Cassiopeia em seus braços.

— Se eu vier a falece…

— Sirius…

A interrompeu, enquanto franziu os lábios com os pensamentos.

— Cuida do Harry para mim.

— Tudo bem. Mas, você promete que vai volta?

A mulher tinha voz trêmula, enquanto apertou as mãos do homem.

— Prometo.

Alastor Woody encarou com vergonha isso, fora escolhido por Sirius para cuidar daquilo, o pequeno casamento ocorria num local apertado próximo ao ano novo, enquanto suspirou para os dois.

— Eu os declaro marido e mulher.

Sirius jamais desejou se casar, porém, por Delacroix Black mudaria tudo, os dias passaram rápido, ao passo em que percebia que a cada dia que passava queria mais tempo.

Desejava ver Cassie correndo pela praia.

Desejava ver sua pequena família crescer mais ainda, mas ele sabia que para isso.

Sirius precisava lutar por um futuro.

X

 

Junho, 1996.

>Ele sentia falta de .

Apesar das brigas, a mulher dos Ursos Negros era sua pessoa favorita no mundo com seu jeito arisco, Sirius percebeu que a morte poderia ser calma.

Não havia dor, e ele partiria pacificamente, porém, ele se sentia triste ao pensar que estava deixando Harry, Cassie, Ares e para trás.

“Eu sinto muito, , por não cumprir minha promessa”.

E se foi.

Sirius Black estava morto, Cassiopeia dormia tranquila no berço na antiga casa dos Black, Ophelia encarava o quarto dele enquanto o anel que ganhara no último natal jazia em seu dedo.

Sirius Black estava morto, porém, ele havia deixado um legado.

X

 

1999.

Cassiopeia andava com suas pernas gordinhas até o mar sendo seguida por Ted Lupin, porém voltava assustada sendo seguida pelo filho de Remo, enquanto Ares ria da irmã mais nova que encarava com curiosidade o mar.

Mesmo com os cabelos loiros caindo em cachos, Cassie tinha os olhos de Sirius, a garotinha ria alto, enquanto jogava água no irmão mais velho, Harry segurava Cassie próximo água, enquanto a risada infantil preencheu o ambiente.

Sirius estaria agora se jogando na água com ela, Remo estaria preocupado com o então filho que tinha cabelos verdes no momento, porém, nenhum deles estava ali.

observava as crianças, Harry estava segurando Cassie enquanto Ted era carregado por Ares, a mulher suspirou, enquanto observava o meninos que sobreviveu com pesar.

— Sirius está em paz, querida.

A voz de Andromeda Tonks soou, enquanto a mesma sorriu, apesar da saudade imensa que sentia de seu amado, sabia que ele estava em paz onde quer que ele estivesse.

— Eu sei.

Porém, Sirius havia deixado para ela dois pedaços dele para si, e ela se sentia abençoada mesmo que seu amor não pudesse estar ali.

Ela tinha Cassiopeia, Ares e Harry.

E era o suficiente.

Fim¹.

¹Haverá continuação.