Hear Me

Hear Me

Sinopse: “Fuga, ou ataca”.
Era o princípio do ser humano -, o instinto mais primitivo -, após destruição por causar desconhecidas de seu lar e uma missão dada pela Diretora Fury, os Vingadores da Terra-05 precisam lidar com seus pecados, dilemas e principalmente escolhas nesse novo mundo.
Gênero: Drama e romance
Classificação: +16
Restrição: Características físicas
Beta: Elena Alvarez

Capítulos:

Hear Me

Prólogo

 

“E como se não bastasse, ele beijou minha mão. E minha sensação foi como a de uma criança que desce pela primeira vez numa montanha russa. Senti medo, mas adorei o fato de ter conseguido sem gritar, sem fazer escândalos. Sem falar “olha, eu acabei de passar mal com o ultimo acompanhante e não quero ter de vomitar na sua cara, então pega leve comigo”. Tudo bem, talvez não seja pra tanto, mas não precisava alerta-lo do que passei, e também não queria passar por aquilo novamente. E repassando todos os gestos e todas as falas dele, o medo subia. Eu estava caminhando pra suas mãos, porque por algum motivo eu ouvia a chance de ser feliz me gritando. E ela gritava alto.”

— Chicago, 1992.

New York – Hell’s Kitchen.

Era um bairro sujo e úmido.

As casas, as ruas, os muros, tudo era de aspecto grotesco e cinzento. A lua estava cheia e alta no céu, cercada de nuvens escuras. As pessoas tinham medo já que era um local comandado por assassinos, estupradores e drogados. As ruas eram imundas e todo aquele lugar cheirava a sexo e podridão. Definitivamente era um bom local para se esconder de qualquer coisa que as quisesse. Quem em sã consciência iria pensar em procurar ali?

“Um louco talvez, ou…” , ela cortou o pensamento, “não, ele está morto” pensou a mulher franzido o cenho para a rua escura que cercava o prédio de aspecto perigoso, e jogou-se na cama, e sentiu-se estranha com aquele novo quarto.

A luz do luar invadiu o quarto, enquanto ela remexeu-se incomodada na cama recém-comprada para aquela casa. Casa, aquela palavra não parecia adequada para o que aquele lugar era. Um suspiro de desagrado saiu dos seus lábios com aquele pensamento estúpido, e as dores em seu corpo se faziam presentes assim como o brilho azulado em seu peito que estava coberto por uma regata preta, porém o núcleo era a única coisa que ainda lembrava de quem ela era de verdade – as roupas estavam jogadas por todas as partes, sujas de lama de algum lugar ao qual ela esqueceu no momento que viu a reportagem em cima da sua cama: “Tony Stark, o homem de ferro, comparece a um evento beneficente.” , e trincou os dentes com isso, e sua mente trabalhava sem parar com certos questionamentos existentes em sua vida patética.

Ela apenas jogou a revista – Tony Stark, o nome lhe dava náuseas – sob a mesa com brutalidade, e suspirou irritada com aquela matéria sobre o playboy e filantropo da família Stark.

– Você está bem, ? Aliás, eu acho que ele é idiota.

A mulher de 21 anos chamada de apenas levantou os olhos das revistas de física nuclear, quântica, Tony Stark e de todas as outras revistas ao qual ela colhia informações que poderiam ajudá-la a entender tudo ao redor, e que sua colega havia furtado na noite de ontem com ajudar de outra pessoa que estava naquele momento dormindo no quarto ao lado, em seu quadragésimo sono se assim possível com tranquilidade – e quem se interessaria por física quântica? E por Tony Stark?

Apenas ela, e mesmo que vivia lendo essas coisas por mera curiosidade, e viu os olhos azuis ansiosos por uma manifestação mesmo que seja rude de sua parte, mas ela considerou em ignorar a mulher loira que ainda estava parado no batente da porta de seu pequeno e minúsculo quarto que dividia com a mesma, a loira a olhava ainda com esperanças desmedidas. “Confiar demais em mim, Clair” , aquele pensamento lhe parecia certo e melancólico, mas era a verdade. Quem em sã consciência confiaria nela? Um louco, talvez, ou alguém que ela tivesse esfaqueado pelas costas.

– Clair, quem é idiota? – perguntou educadamente, sem humor – Você anda ansiosa.

. Quase dois meses aqui, e ficamos ansiosas – resmungar mal-humorada – Quando poderemos sair desse cubículo que chamamos de casa? Você é Stark, deveria saber fazer alguma coisa, já que o gênio do século XXI, segundo a Banner.

Fez uma careta com o sobrenome que compartilhava com o playboy e idiota de Tony Stark, e bufou com a palavra gênio que a outra lhe dizia com tal veemência pela mulher, diabos, ela odiava essa nomenclatura, mas ignorou o tom irônico da outra.

Casa.

Seus pensamentos lhe traiam sobre as lembranças do local que chamava de casa – dois meses e meio. 75 dias. E 1800 horas desde que acordara num beco imundo ao lado da colega de quarto e dos restantes das pessoas que residiam no minúsculo apartamento que pagava quase 200 dólares graças ao homem que dormia na sala, e parecia alerta para tudo, e ela lembrava dos ferimentos a bala, e dos gritos de dor de Rebecca quando retiraram a injeção que quase a fez destruir ao redor, mas conteve-se e praguejou mentalmente para si mesma que deveria ter controle de suas emoções mais primitivas.

– Clair, eu não sei de nada. Branco se quer saber, e odeio isso. Nosso mundo foi destruído, destruído por alguma coisa que desconheço – murmurou desconcertada desde que abrira o maldito vídeo que Nicole, Fury colocara em seu pen drive assim como J.A.V.I.S que estava em seu recém-comprador telefone (ou furtado, por Barton que naquele momento deveria estar tentando reunir informações em alguma parte do apartamento mofado em que estavam vivendo) que naquele momento fazia uma busca completa ao redor do prédio por algum meliante – Eu não sei o que a Fury queria com isso, mas nós fomos mandados para cá. Para longe de casa. Pra um lugar onde nós nunca existimos.

Clair Rogers, a Miss América, fez uma careta. Ela estava certa. O mundo delas não existia mais. Apenas cinzas e lembranças haviam restado do mundo onde viviam, e das pessoas que amavam, mas observou a Stark mais atentamente, e percebeu o suor escorrer por sua testa e a expressão inquieta dela.

Inquietação.

Era uma boa definição para a Stark que franziu o cenho – um arrepio. E a imagem dele surgiu em sua mente como um lembrete… Sua imagem imponente que causava medo apenas com a sombra, ela estava inquieta, Rogers a deixou sozinha, e nem podia ajudar ela com seu dilema, pois ela nunca lhe dizia nada.

Lembrava-se claramente daquele dia… É uma tarde cinzenta. Uma tarde sem vida cinzenta. Não há pássaros cantando ou o som de risos. É como se o mundo houvesse realmente parado. Não há Sol. Sem chuva. Sem névoa. Sem sinais de uma tempestade. Logo, sem trovões. Apenas as nuvens. Densas. Escuras. Encobrindo o céu.

A chuva começou a cair naquele lugar mórbido e cinzento, lavando o sangue dele e lavando as mãos dela. Morto, morto, morto… Aquela frase soava alto em seus ouvidos, e Stark sentia-se nauseada ao lembrar que era uma assassina.

Nunca mais seria a mesma. Ninguém que passasse pelo que ela passou seria. Ela nunca mais seria a mesma Stark depois de ter matado ele.

Depois de ter assassinado Peter Potts.

Continua…

I

 

“A minha mente é um lugar assustador.”

— Caligrafadas
Em algum lugar do Hell’s Kitchen, New York.


“Meu nome é Nicole Josephine Fury, eu sou a diretora da organização SHIELD, e vocês estiverem vendo esse vídeo, eu falhei em salvar o nosso planeta de sua destruição, e eu falhei com vocês, e na promessa que eu fiz que impediríamos o Thanos”,
a mulher de pele escuro tinha os cabelos curtos, e tapa-olho para cobrir o olho perdido em combate há alguns anos, enquanto os presentes encaravam a tela do computador com uma expressão de confusão e incompreensão pelas palavras ditas pela mulher que um dia os transformou nos Vingadores, e que causaram os mais variados problemas para ele, e naquele momento, nenhum deles compreendia a complexidade das palavras ditas por Nicole Fury “O regresso é programa experimental, criado pelo governo com intuito de um transporte mais eficaz e rápido, porém durante as pesquisas foram descobertas estranhas anomalias que chamamos de Terra-01, após anos de pesquisas foi criado uma forma de atravessamos o véu como foi chamado pelo Dr. Isaac River, a então iniciamos o envio de material inanimado, e depois de alguns anos, seres vivos foram mandados para esse mundo experimental, porém o programa foi desativado por causar dos custos, entretanto jamais conseguimos trazer os seres humanos de volta, e não sabíamos se estavam vivos, e era um risco que eu corri para salvar vocês”.

O som da respiração deles era a única coisa que ouvia, além da voz da Nicole Fury, os olhos da Deusa Thor se desviaram, enquanto todos estavam em choque, e ela percebeu o aperto que Banner fazia em suas mãos ao pensar nas palavras ditas pela Fury –, o que demônios Nicole Fury tinha na cabeça? As dores de cabeça estavam aumentando, enquanto Banner encarou as próprias unhas, e sentiu que todos ali estavam entrando em colapso pelas novas informações.

Afinal, quem os salvaria?

“Mas era isso, ou os maiores heróis da Terra morrerem juntamente conosco, e se estiverem vendo este vídeo, significa que vocês sobreviveram, assim como os outros seres vivos que mandamos durante os testes, por favor, fiquem vivos”, a voz dela soava enquanto assimilação chegavam as mentes dos Vingadores, “Neste arquivo, existem vários nomes de pessoas que poderão ajudar vocês nesse novo mundo, porém, existe uma missão para vocês que está em anexo em outra pasta assim como respectivos vídeos para cada um de vocês”.

Estavam sujos quando chegaram naquele beco imundo na Hell’s Kitchen, e a confusão tomou conta de cada um deles enquanto processavam de formas diferentes as imagens em suas cabeças –, as roupas rasgadas, e alguns cobertos de arranhões e sangue, e principalmente, os eventos estavam em sua mente como se fosse um lembrete do seu fracasso para salvar o mundo –, torcia os dedos em nervosismo e sentiu a conhecida dor na boca do estômago, como passou a ser chamado pelos colegas sentia que eles não estavam bem, enquanto a Deusa do Trovão encarou o semblante lívido de Stark.

“Apenas sobrevivam, vingadores”.

O silêncio era aterrorizante após a imagem fica em preto – todos encaravam a tela do computador.

– Então, nos sobrevivemos ao fim do mundo, e fomos mandados para cá por que somos os maiores heróis da Terra – a voz de Stark não soava feliz, e os olhos escuros fixos na tela enquanto eles assimilavam cada palavra dita pela Diretora da SHIELD – Estamos na Terra-1, eu acho, e não sabemos se existimos aqui, ou se existimos aqui. E como existimos? Maravilhoso, e nem mesmo se essas pessoas estão vivas ainda.

, se acalme. – a voz de Clarissa Rogers soou manhosa, entretanto havia algo que indicava o seu nervosismo – Temos que manter a calma, acima de tudo.

– Calma? – a voz de ecoou meio baixa, porém suficientemente alto para todos, enquanto a Stark encarou os próprios pensamentos sobre aquela história toda – O que quer dizer com calma?

Suas mãos tremia –, enquanto afagou os ombros dela para manter a Dra. Banner sobre controle, Clarissa coçou a cabeça, enquanto todos observaram os olhos atentos de e fixos em algum ponto na parede. A Queridinha da América encarou os dois agentes que até aquele momento não haviam se pronunciado sobre o que estava acontecendo –, Romanoff estava sério, olhando o nada, enquanto olhava a imagem distorcida de Nicole Fury.

O que diabos a Diretora Fury tinha na cabeça?

X

Dois dias depois, Hell’s Kitchen -, New York.

 

As dores de cabeça estavam incomodando ela, e pensou que a única preocupação dela até aquele momento era a morte de Peter Potts e de como suas mãos estavam manchadas de sangue, porém com aquela reviravolta, ela não se imaginou chorando por aquele psicopata –, porém, ela apenas tentou se concentra naquilo que ela tinha que fazer –, era um dever que fora dado a ela, e qual ela não tinha escolha nenhuma senão aceitar.

Afinal, milhares de pessoas morreram para ela sobreviver – e aquele pensamento assustando tomou conta de seus pensamentos.

“Salva a si mesma”, a Torre Stark parecia longínquo para ela -, lembrava do projeto que iniciara para ocupar sua mente, e como aquilo tomou proporções inimagináveis após anos de pesquisa, e desenvolvimento que levaram a um projeto que passou a ser chamado de Revolução Stark em seu mundo.

Stark apenas observou o céu noturno de Hell’s Kitchen -, havia algo a incomodando, sua perna esquerda estava enfaixada por baixo das calças moletons, e ela sentia a dor mental da perna e a lembrança veio como um chicote em sua mente -, o brilho em sua camisa preta a lembravam de quem ela era naquele mundo. Ou de quem ela precisava ser: “o mundo precisa de vilões, , as palavras de Nicole Fury ecoava em sua mente como um lembrete do deveria fazer para manter a paz daquelas milhares de pessoas, e salvar a si mesma do abismo que estava entrando.

Será que ela seria capaz disso?

Cada vingador teve seu vídeo –, uma mensagem para si, e para manter em mente o que deveria ser feito, e não importava o preço que fosse pago por aquela causa –, sentiu vontade de chorar, e reviveu em sua mente os momentos de desespero.

“Ele está aí, o mandei seis meses antes, então você deve salva-lo”.

– Precisamos conversa – a voz de Barton não era amistosa, e os olhos castanhos se ergueram para ela, enquanto os olhos acinzentados quase verdes a observavam com atenção –O que seria isso aqui?

mirou nos papéis, e deu um sorrisinho para ela ao imaginar quando percebeu os papeis no quarto dela –, as certidões falsificadas, havia passaportes, RG’s e vários outros documentos que falsificou nas últimas duas noites durante sua insônia depois do vídeo de Nicole Fury para eles saberem de seus deveres –, e se ajeitou no parapeito para ela, enquanto encarou o rosto franzido da mulher mais velha.

– Temos que começar por algo, .

– Você os fez?

– Talvez tenha hackeado o sistema da cidade, e criado novas identidades para esse novo mundo, e falsifiquei várias outras coisas – confessou amistosa, enquanto ouviu o som ao longe das sirenes de polícia, e ouviu atentamente o som ao longe, e imaginou se algum dia iria prestar atenção como estava naquele dia, a Stark sabia de todos crimes cometidos até o momento graças a Jarvis –Criando registros falsos.

– E quem é Walter McQueen? – arqueou as sobrancelhas para ela, a garota – Você apenas mudou os sobrenomes, porém tem uma empresa no nome de Walter McQueen.

– Walter era o nome do meu pai, que dizer, terceiro nome dele – respirou pela boca enquanto falava, e coçou a cabeça ao pensar que podia ter escolhido outro nome para colocar, porém Howard seria muito obvio então optou por Walter, enquanto a Barton a encarou seriamente – Arrumar dinheiro, , não podemos ficar parados esperando que a Fury dê mais ordens do que aquele vídeo estúpido de “merecia viver”, havia mais de 7 bilhões que podiam viver além de nos, e ela escolheu os fodidos para essa missão, e também não podemos ficar furtando carteiras das pessoas por alguns míseros trocados para pelo menos comemos algo decente.

– a Barton encarou a carteira de motorista enquanto a repreendeu –Sei que não somos os mais merecedores disso, mas quem ela mandaria para cá? Hein? Para salvar ele das garras da SHIELD, ou melhor do governo, e além disso, tem mais pessoas por aqui. E também, nossa missão é impedir que ele consiga novamente destruir o nosso mundo.

observou o nada por tempo indeterminado –, então suspirou, sua voz soou um tanto irritada, Barton apenas encarou a Stark.

– Então, qual o plano?

X

.

A voz dela estava ao longe –, Romanoff despertou ao ouvir o som da voz dela.

Ele se remexeu na cama inquieto enquanto, ouviu o som da chuva do lado de fora do prédio em Hell’s Kitchen –, o suor escorria por sua face, e levantou. Sentiu como se um caminhão atravessasse o seu caminho, enquanto encarou a própria face refletida no espelho.

Seus cabelos ruivos estavam caindo por sua face, os olhos verdes fixos enquanto tentava regular sua respiração ao pensar novamente nela –, e se xingou mentalmente –, enquanto percebeu a barba por fazer, e verificou o quarto.

Era o único no quarto –, havia uma cômoda do antigo morador, além da cama com colchão duro –, ouviu passos de lado para o outro do lado de fora do quarto, enquanto percebeu Clarissa Rogers olhando atentamente os raios que estavam caindo na cidade pela janela na sala de estar.

Ela parecia incomodada com algo.

– Está tudo bem, capitã?

Ela parou no lugar, e os olhos azuis se fixaram-nos de que apenas percebeu a tensão nos ombros dela –, desde quando os pesadelos afetavam tão eles? Ele coçou a barba por fazer, e se incomodou, e anotou mentalmente retirar aqueles pelos irritantes de sua face.

– Eu não consegui dormir – sua expressão se tornou azeda, enquanto encarou os olhos verdes do homem que apenas assistiu –O barulho me incomoda.

– São apenas raios, Clair, não vai acontecer de novo.

Comentou para ela, enquanto Clarissa riu -, a risada nervosa, entretanto a mesma morreu em segundos, enquanto as lembranças preenchiam sua mente -, fora numa noite daquelas que eles haviam aparecido naquele mundo, e as lembranças dos gritos de ainda ecoava em sua mente, e o sangue espalhado pelo chão de concreto.

– E você?

– Coisas aleatórias em minha mente – respondeu dando de ombros, enquanto seguiu para a cozinha, e observou o rosto pálido da Queridinha da América –A questão é, isso vai me afetar durante uma missão?

Clarissa apenas respirou fundo -, a mulher se sentou na bancada da cozinha minúscula e percebeu os ingredientes que ele colocava na mesa -, e arqueou as sobrancelhas para aquele ato.

– Desde quando você cozinha?

Ele piscou para confuso -, revirou os olhos com aquele ato insolente dela.

– Desde sempre, agora, se cale para eu me concentrar.

X

Rebecca Banner pensou que alguém havia invadido o apartamento assim que entrou no quarto.

Porém, o motivo de um caos naquele minúsculo espaço estava dormindo sobre alguns livros.

Havia papéis, anotações e revistas espalhadas pelo quarto, além de peças antigas jogadas de qualquer maneira no quarto –, Banner arqueou as sobrancelhas ao perceber o estado do quarto que pertencia a Stark, e a mesma dormia sobre a escrivaninha repleta de artigos, folhas e havia um papel grudado na testa dela, e em suas mãos, uma caneta sobre uma folha rabiscada em uma letra quase ilegível havia o que pensou que fosse o caos –, ela encarou as pesquisas, além do site de imóveis está aberto em um prédio de renome no centro de New York.

Havia peças jogadas, e papéis amassados, pegou um deles, e leu rapidamente as especificações de cada estrutura criada. Um suspiro escapou dos lábios da outra -, e ela observou melhor as fotos espalhadas pelo quarto, assim como as reportagens do acidente de Howard Stark também, enquanto a foto recém-imprimida estava num porta-retratos em um lugar de destaque, e a única coisa que estava organizada, e percebeu outra fotos espalhadas pela cabeceira.

Howard e de 16 anos – no aniversário da mesma, e segurando um prêmio de algum concurso de mecânica – encarou o rosto sorridente, e sujo de óleo de ao lado do igualmente pomposo, e com marcas de óleo, Howard, que mantinha um sorriso orgulhoso no rosto, apenas colocou no lugar a foto do pai da Stark, enquanto se aproximou de corpo cansado de .

, acorda!

– Não fui eu, pai!

A mulher pulou, e quase caiu no chão e xingou todas as entidades do planeta –, e também da galáxia, riu ao perceber a mulher de ferro naquele estado lastimável –, ela mudou de posição, e tentou levantar, porém, percebeu que o pescoço, braços e pernas da mulher de ferro estavam cheios de cãibras pela posição desconfortável que ela acabou dormindo.

– Você está bem?

– Defina bem? – a desafiou, e levantou mancando até a cama, onde retirou o papel grudado em sua testa, e o colocou no caos que estava se formando o plano – Que horas são?

– Quase 10 da manhã – visualizou os vários bilhetes escritos em letras ilegíveis, uma ou duas palavras que a Banner pode identificar –Você está criando algo?

– Não, eu quero dizer, sim – coçou a cabeça confusa, e observou o caos em seu quarto, e suspirou ao pensar no quanto aquilo demoraria para arrumar – Estou pensando em recriar a Sue, entretanto, não sei se quero me estressar com aquela lata velha, e também Iky, mas ainda não sei também se devo. Afinal, eles eram os piores assistentes do mundo.

Sue –, um braço mecânico criado quando a mesma tinha 10 anos, suspirou, e começou arrumar o caos que se instalou naquele quarto, e Iky era o segundo braço mecânico que a garota havia criado juntamente ao pai antes do falecimento do mesmo, porém ambos tinham características desagradáveis da jovem Stark, ambos eram desastrados e desatentos –, lembrava do dia em que conheceu ambos.

– Você está bem?

– Vou sobreviver, Jarvis baixou a programação dos braços mecânicos – a Stark diz, organizando os papéis por ordem de importância em uma pasta –Porém, aqueles dois só me causaram estresse, mas eu gostava da companhia deles.

Havia um sentimento implícito nas palavras da Mulher de Ferro –, ela organizou os papéis, os livros e ajeitou o painel com as informações roubadas dos Vingadores –, então jogou-se na cama, agora limpa, e apagou.

apenas pegou Jarvis – o computador estava se adaptando a nova realidade em uma velocidade surpreendente.

– Temos todas as peças para recriar eles, Jarvis?

– Sim, Dra. Banner, porém existe novas especificações que a Srta. Stark pediu para acrescentar em cada um deles.

decidiu que os idiotas 1 e 2 tinham direito de estar ao lado da criadora.

X

Barton apenas jogou-se no colchão.

O cansaço em poucos minutos iria domina-la por completo. Observou o teto -, os olhos azuis claros se desviaram para o ronco alto de -, ela balançou a cabeça enquanto o cansaço a dominava lentamente por seus poros.

Havia ficado 36 horas acordada -, velando o sono de todos, e protegendo a casa em que estavam -, havia algo a incomodando, e naquele segundo, ela repassou as coisas que viu, ouviu e sentiu nas últimas semanas.

1° –Eles estavam em algum lugar do universo paralelo, ao qual, eles jamais existiram como eles são, mas sim como outras pessoas com vidas diferentes.

2° –Existe uma pré-guerra preste acontecer naquele mundo, ao qual destruiu a Terra-05 –, e pelos acontecimentos, seu mundo era diferente daquele em muitos aspectos, mesmo que tivessem uma vibração diferente segundo a Stark e Banner, afinal acontecera coisas em seu mundo que não havia ocorrido naquele mundo –, porém, as duas cientistas concordavam que a Terra 1 e a Terra-05 estavam na mesma vibração até o nascimento da Deusa do Trovão e da primeira Vingadora, e a morte do primeiro Capitão América, e fato esse que modificou a história.

A Barton suspirou, ao pensar em todas as coisas que ocorreram em sua vida durante os últimos 27 anos, e de como eram similares a Clint Barton, entretanto a mulher apenas encarou aquele fato como mera coincidência na primeira vez, entretanto após Banner ter dito que não eram coincidência, e sim que ela e Clint tinham uma vibração similar mesmo que a Barton desejasse não ter aquele tipo de comparação ao Gavião Arqueiro –, estava cansada, enquanto continuou a pensar nas perguntas pertinentes para continuar aquela missão.

3°– O que eles estão fazendo ali? Como eles poderiam ajudar aquela realidade sem interferir? Afinal, eles eram fatores novos, e isso já modificou toda aquela realidade com a primeira respiração deles naquele mundo, e assim modificou o futuro que já era totalmente incerto.

4°– Porque Nicole Fury os mandaria para aquele local? Logo eles?

enumerou os mil motivos que Nicole Fury teria para seda-los, e joga-los num canto qualquer dessa realidade –, e um deles, era apenas por experimentação, entretanto, Barton conhecia a Diretora com a palma de sua mão, e aquilo não fazia nenhum sentido.

O mundo deles já estava condenado, e porque manda-los para aquele lugar? Após elas terem passado por todos aqueles sacrifícios no seu mundo, acreditava que estavam cansados das charadas, das brigas e principalmente das mortes que ocorreram por causar deles.

Havia cicatrizes demais –, marcas ocultas, e que ainda doíam.

Então, ela lembrou do vídeo embaralhado de Nicole Fury -, “vocês precisam sobreviver”, “é um novo recomeço”, “não esqueçam de quem vocês são”, “resgatem John Foster”, “existem outros como vocês”, e então, o click em sua mente.

“O mundo precisa de vilões”, que saiu misturado a outras frases -, ela apenas se questionou aquilo enquanto o sono estava consumindo os restantes segundos de sua consciência.
Eles eram os mocinhos, ou os vilões?

X

“Ei, Clair, você estar linda”.

A voz dele soou em sua mente –, a Capitã América apenas encarou o teto –, o zunido em seu ouvido era ignorado, enquanto apenas sentiu o aroma de café de seu quarto -, a cama era desconfortável, porém lembrou o tempo antes de ser a capitã América, quando entrou para o programa experimental Super Soldado, ao qual, ela perdeu um irmão naquele mesmo ano, e o primeiro Capitão América –, a mulher balançou a cabeça ao pensar naquela época distante.

Clair Rogers lembrou da primeira vez que acordara – era uma época diferente, e todos ao qual ela conhecia já haviam partido, menos Alfred Carter, porém ela balançou a cabeça para o seu antigo amor. Ela pulou da cama –, pegou o robe azul.

A mulher saiu do quarto, e visualizou Stark fazendo o café –, havia algo nas mãos da herdeira dos Stark enquanto a mulher xingou quando queimou a língua, e largou a folha de papel no chão, e amaldiçoou todas as entidades existentes no mundo.

– Olha o linguajar, Stark.

– Que se dane, Clair – disse irritada, e revirou os olhos para a Queridinha da América que encarou os atos insolentes da Mulher de Ferro com um costumeiro sorriso cansado – Café?

Ofereceu –, e aquele ato para Stark seria um pedido de desculpas.

Aceito – apenas pegou a jarra, e encheu um copo para si – O que houve para estar tão irritada?

resmungou em alguma língua que Clarisse não entendia -, havia algo de diferente nela, e parecia ansiosa -, entretanto, a mulher de ferro solveu mais um gole de café.

– Estou com dificuldades sobre isso, porém eu consegui adequar o plano do ao nosso cronograma, e logo, mudaremos de casa e de vida, e provavelmente de humor – a Stark murmurou desconcertada –Existem muitas variáveis para considerar, não acha?

Clarissa não discordava da lógica da mulher de ferro, afinal como elas iriam sobreviver aquele novo mundo? Eles não podia ser eles mesmo, e onde eles estavam poderia ser destruído a qualquer minuto? -Clarissa pensou em Steve Rogers, o homem que era como ela, o homem que ela representava em seu mundo –, a mulher de outro tempo apenas solveu o gole de café, e se sentou na mesa da sala de jantar improvisada.

– O que faremos? – a mulher indagou para outra que apenas parou no meio do ato de colocar mais café em sua caneca, e pegou alguns biscoitos – Você já deve saber o que vai fazer.

– Fazer dinheiro primeiro, e depois, me preocupo com outros detalhes miseráveis que não estavam nos meus planos – os olhos escuros se fecharam por um segundo, e piscou aturdida ao ver a pessoa atrás de Clarissa – Imagino que seja uma boa mudança, Thor.

– replicou a mulher de mau humor, os cabelos longos e loiros deram lugar um corte mediano que valorizou o rosto da mulher do trovão e que naquele segundo estavam presos em um rabo de cavalo – Você fez aquela identidade, então, deve me chamar de Griffin, e o que me lembra, nós temos cereal ainda?

Ela pergunta vasculhou até achar o cereal. apenas deu de ombros para ela, e encarou o jornal em suas mãos –, enquanto observou o lado de fora -, era uma paz irritante depois da guerra que passaram. Clarissa apenas ficou em silêncio -, havia algo de errado com naquele segundo.

Ela percebeu uma lágrima deslizar por sua face, e limpa rapidamente como se nunca tivesse existindo.

X

“Em memória de Howard Stark”.

Ela não devia estar ali –, sabia disso, enquanto depositou as flores sobre o túmulo de seu pai, e sentiu um nó se forma em sua garganta, porém ela não devia chorar –, apenas segurou as lágrimas enquanto observava os túmulos da família Stark, e encarou o tumulo de sua mãe também.

Porém, o sentimento que Tony tinha por sua mãe não era reciproco pela outra Stark.

Ela odiava a mãe, e aquele sentimento jamais mudou nos últimos 16 anos de sua vida, pois ela tinha seu pai e melhor amigo por perto, porém, se permitiu pensar nela naquele mundo sendo uma mãe amorosa que amava seu filho, enquanto sua própria mãe não agiu da mesma maneira em seu mundo e a deixou para trás quando era apenas uma criança, e deixando ela e seu pai sem entender as motivações pelo abandono –, juntou suas mãos em uma prece silenciosa.

– Achei que fosse ateia, e não acreditasse nessas bobagens como mesmo me disse – a voz soou atrás de si, enquanto a mulher revirou os olhos –Devia tomar cuidado para onde vai, sorte a sua que os túmulos da família McQueen ficam aqui também, e por mera curiosidade, como conseguiu?

Ele citou os túmulos recém colocados para dar veracidade ao passado que estavam criando –, Elizabeth então depositou as flores nos túmulos de seu pai, e do simbólico que fez para Walter McQueen, enquanto encarou as fotos de Howard e Maria Stark, a mesma colocou as mãos no bolso ao pensar em seus pais biológicos.

– Eu não acredito… Mas, Sra. Hudson me criou como judia ou algo do gênero, e também, subornei a direção para pode ficar perto deles – riu em escárnio ao pensar nas várias vezes que teve que fazer uma prece antes da comida, e aos olhares atentos de sua babá – Eu queria tivesse um túmulo para ela, sei lá, nesse mundo, mas não sei quem seria a senhora Hudson nesse mundo, porém pelo menos meu pai ainda é meu pai, posso colocar um túmulo simbólico?

Claro.

observou a mulher em questão, mesmo após os anos de convivência, ele entendia que Stark sentia falta do pai –, ela usava um vestido caro, e um chapéu elegante que cobria uma parte do rosto, enquanto ele apenas um simples terno, porém elegante como disse a Barton antes dele sair da bendita casa –, e pediu ajudar a ele que apenas a segurou, enquanto ajeitou o vestido elegante, e observou os saltos altos escolhidos por e .

– Decidimos contratar Daredevil, Srta. McQueen, e você me ajudará numa pequena investigação sobre algumas pessoas – encarou a mulher que apenas revirou os olhos com o ato insolente dele ao citar o nome do jovem defensor ou vigilante de New York – Você é uma jovem órfã que descobriu herdeira de uma fortuna, faz jus ao seu novo eu, e também que nós somos sócios como as identidades falsas indicam.

revirou os olhos -, os novos guardas observavam os dois com atenção de longe, era parte do conselho da nova empresa assim como restante dos Vingadores, entretanto, era a nova dona, herdeira e deveria agir como tal nesse mundo, porém não era muito diferente do que ela fazia antes como a Stark –, ela ajustou o vestido escuro, e ajeitou o chapéu enquanto andou até o carro.

Assim que entrou –, desabotoou o terno, e afrouxou a gravata –, a paisagem do cemitério sumiu.

– Você tem certeza que quer o Murdock? E que diabos você está aprontando?

Inquiriu a mulher para ele, enquanto Nathanael apenas encarou os olhares da mais nova dos Vingadores para ele –, a ficha de Matthew Murdock estava a sua frente, além das atividades noturnas que o Daredevil praticava, e todos os passos dele –, ela releu algumas partes enquanto se pronunciou.

– Ele é limpo, e é um bom advogado – retrucou o outro sério, enquanto a mesma o encarou com uma sobrancelha arqueada – E provavelmente, será melhor temos alguém conhecido, ou ao menos, alguém que sabemos que não irá nos atrapalhar, .

– Quem o abordará? – indagou, enquanto sorriu para ela, e a mesma o encarou com um olhar acusador –.

– Você seria uma boa opção, além do que cuidará da Jessica Jones, e digamos que a Srta. Hoklyns tem muito a fazer quanto aquela pessoa – ele apertou os olhos com isso – Eu, bem, devo começar a mudança para o novo local, afinal não podemos dizer que somos moradores do apartamento como aquele, certo? E também, cuidarei das Empresas Rand, senão se importa, eu adoraria ver como seria nossa Danny nesse mundo.

A Stark o encarou rispidamente ao vê-lo citar as empresas de Daniel Rand com tamanha naturalidade, porém a mesma não queria estar no mesmo recinto que o Punho de Ferro, ela odiava a outra Rand, porém era boas conhecidas de negócios, estritamente –, fazia apenas duas semanas que sua empresa estava lucrando, afinal todos os projetos do outro mundo que estava desenvolvendo vieram juntamente com a interface do JARVIS, e ela começou com pioneira nesse mundo, e analisava todas as suas opções –, e ela fechou o relatório, e soltou um suspiro longo e demorado ao pensar nisso.

– E quando eu devo ir?

– O mais breve possível, temos um prazo a cumprir, Stark – a voz dele soou lenta –Soube que está de olho no menino Parker? Ou apenas, curiosidade?

encarou por meio segundo ao ouvir o nome Parker –, os arquivos de seu mundo revelavam uma criança com os mesmo poderes de Melissa Parker –, e as lembranças da filha de um dos seus cientistas, e por aquele motivo, Peter Parker estava sendo observado desde que ela descobrirá as atividades extracurriculares dele, e cuidadosamente analisado pela mulher de ferro, enquanto a mesma deu de ombros com o assunto citado.

Ela impediria que Peter Parker tivesse o mesmo destino que a menina Parker.

– Enfim, eu sei que se sente responsável por aquela menina, porém, não irei me intrometer na sua pequena pesquisa, você está livre amanhã?

– Provavelmente, já olhou na minha agenda, Sr. Yale.

sorriu travesso para ela, sentiu um arrepio com o olhar dele sobre si -, e com toda a certeza se arrependeria daquele favor, enquanto o mesmo jogou para ela a pasta.

-Tenho um serviço para você.

 

¹Os sobrenomes dos nossos Vingadores nesse mundo são: McQueen para Srta. Stark, Yale para Agente Romanoff, Hoklyns para Agente Barton, Griffin para a Deusa do Trovão, VonDebruk para Dra. Banner, Jenkins para Capitã América.

²Eventos transcorrem antes de Guerra Civil, e seguem a linha do tempo do UMC.

 

 

II

 

“Eu quero que que a ideia de felicidade é com você”

– Dean Winchester.

McQueen Corporation, New York.

“É o seu turno”.

A voz sonolenta de Clarissa Rogers soou em seus ouvidos – e alguns baques e xingamentos da queridinha da América até o quarto foram escutados pela Arqueira – Barton riu, mas o riso morreu enquanto estava só de novo, ela e seus pesadelos.

Suspirou –, enquanto encarou a parede de vidro, e uma New York segura. Segura? Aquele pensamento a assustou, desde quando ela achava New York segura?
Barton encarou o próprio reflexo, e percebeu.

Após todas aquelas semanas – em planos mirabolantes, espionagens e checagem de dados –, aquele mundo era totalmente diferente do seu mundo, e ela relembrou de seus pecados.

Acabar com a vida de uma pessoa é fácil, tão fácil quanto respirar. Escapar das memórias é mais difícil, elas te rondam de modo constante e não há como se esconder. Nem mesmo em seu sono. Um momento de distração e lá vem todas as lembranças que te aterrorizam todo maldito dia. Nem sequer um dia de folga, era como trabalho escravo antigamente: desagradável, desgastante e em um deslize você é castigado.

Para
Barton, A Arqueira, só há dois modos de escapar: dormindo ou indo a missões. Só um modo é realmente eficaz já que pesadelos existem e eles sempre a deixam com olheiras profundas debaixo dos olhos. Então a melhor opção era trabalhar até não aguentar de tanto cansaço — um fator irritante que facilitava a entrada dos seus fantasmas interior sobre os quais sempre precisava lutar.

Após a queda da SHIELD, existiam milhares de arquivos codificados e decodificados – e graças a isso, os atos da Viúva Negra facilitaram para eles conseguirem informações que apenas a SHIELD detinha em seu poder –, porém, o que eles haviam desejado estava com uma codificação de ponta, afinal Nicholas Fury não iria revelar todos os segredos para o mundo.

Lembrou o que
disse: “Uma questão de tempo, Barton”,
Barton ergueu-se da cadeira enquanto pegava a xicara de café que estava em cima da pequena e improvisada bancada da nova casa. O apartamento sujo e imundo em algum lugar em Nova York fora abandonado quando perceberam policiais e agentes do FBI disfarçados andando nas redondezas desde que
Stark estava tentando entrar nos computadores da CIA com sucessos e resgastes de arquivo sobre seus alvos, o que é no mínimo curioso vindo da Stark que sempre fora a mais adversa a ajudar seus colegas de equipe, e agora estavam numa propriedade privada que
Stark comprou com o dinheiro de uma empresa, ilegalmente criada sob o nome Walter McQueen, além da invasão de vários sites do governo ao qual Nathan e ela tinham acesso a certos privilégios em seu outro mundo, mas lembrou-se do que o Romanoff dissera alguns dias atrás quando se mudará permanentemente para aquele local: “Teremos que agir,
”.

Tinha medo de este agir com imprudência – suspirou enquanto lembrou-se da discursão acalorada com Clarissa Rogers e
Banner, mas ambas entendiam o ponto de vista atípico de
e de Stark como também os planos quase incomuns de envolvimento com as redes mundiais, a agente sentou-se enquanto observou as plantas conseguidas de uma das bases da agencia de inteligência, conhecia aqueles corredores – a Barton considerava estranho isso, mas era necessário.
cuidaria de Laura Barton, e ela de Nick Fury.

 

Arquivo decodificado.

Nicholas Fury.

Aquilo alertou
Barton enquanto os arquivos, relatórios e qualquer coisa que ligasse os Vingadores e suas respectivas vidas estavam aparecendo na tela do computador recém-adquirido num roubo de suprimentos e mantimentos para o grupo, além de necessidades básicas das mulheres do grupo – McQueen Corporation era uma nova febre no mercado com ideias sustentáveis, e trazendo novos investidores para elas enquanto as ações estavam em alta na bolsa. Maldita Stark tem talento pra ganhar dinheiro
ainda não acreditava na capacidade de
de gerar bilhões por ano em seu mundo e ser uma das mais jovens empresárias desde os seus meros 16 anos, apenas bebericou o café e analisou os arquivos de Clint Barton, o Gavião Arqueiro, e seu eu deste mundo.

Laura Barton – mulher de Clint Barton – suspirou com aquilo… Sra. Barton, enquanto passou os olhos no arquivo rapidamente, analisou a fazenda e local em questão.

Incialmente, eles iriam sequestra a Laura Barton e os filhos de Clint, entretanto, após duas semanas de discursão havia decidindo deixar aquele plano de lado, por hora, como mesmo disse
sobre aquele assunto, porém eles ainda tinham que estudar todas as especificações para caso precisasse sequestrar a família de Clint – era um plano C, como falou Clarissa sobre os tais arranjos para a orquestra final.

– Onde você estar?

Sussurrou para si mesma, enquanto encarou as fotos das pessoas – Jonathan Foster era prioridade para eles. Não seria fácil assim como a conversa com os seus colegas de equipe sobre abandonar os planos sobre a família de Clint Barton, entretanto, aquele assunto não dizia respeito a
– a arqueira apenas passou os olhos pela foto dela e de Nick Fury, uma ruga surgiu de preocupação com isso.

Afinal, ele era um espião como ela, e provavelmente tão letal quanto a sua versão em seu mundo.

x

 

New York, Brooklyn.

Ar quente subiu lentamente por suas narinas.

A cafeína tinha um efeito resoluto em seu corpo assim como a tequila e vodka que tanto amava, mas
apenas apreciou o seu café puro com gosto e sem contestar o seu sabor resoluto que proporcionaria prazer. O agente Romanoff observou a jovem mulher distraída com um dos milhares de guardanapos que escreveu na última meia hora.

Pagou a quantia pelo seu café puro –, e deu um sorriso charmoso para atendente enquanto se posicionou estrategicamente longe dos olhares desconfiados das pessoas –,
considerava
Stark, uma mulher interessante, genial e arrogante, mas seus olhos azuis desceram pelo rosto delicado, suave, quase juvenil senão soubesse dos seus 21 anos e com preocupação aparente para os lados enquanto checava mais uma vez ao seu redor como uma corsa assustada, os cabelos agora presos num longo rabo de cavalo e roupa usualmente discreta e sem grandes extravagancias o que combinava perfeitamente com ela e sua personalidade difícil de lidar na opinião de Romanoff, o mesmo encarou a mulher.

Se perguntou, como alguém não se apaixonaria por ela? Talvez o fato de
Stark se capaz de falar fluentemente ao menos cinco línguas, ser uma engenheira mecânica e bilionária excêntrica afastasse os admiradores, porém, a Stark chamava atenção por sua beleza incomum herdada da família, e vindo de sua avó – pouco lembrava a mãe, como dizia
–, e assim como por suas observações desconcertantes nos últimos dois anos que a conhecera.

Ele se lembrava da jovem franzina de 18 anos lhe apontando uma arma. Surpresa, essa seria a palavra correta para o jeito nada inocente e pouco juvenil da mulher.

“Isso é uma péssima ideia” – sibilou para ele assim que se separaram na pequena cafeteria, franziu o cenho para ele após explicar todo o plano traçado em sua mente – “A Barton vai mata-lo”.

Ele ignorou aquele comentário sarcástico e com humor dela que estava a mil – e viu seu alvo andando pela rua e em direção à cafeteria, e ansiou por aquele momento.

Seguia fazia pouco mais de duas semanas o capitão América, Steve Rogers, que a cada dois dias vinham aquele café quando estava na cidade, e que sobrevivera a época da 2° Guerra Mundial, e trazia muitas lembranças para o Capitão Rogers – o Agente Romanoff analisou de canto de olho a versão de Clarissa Rogers daquele mundo, poderiam ser irmãos, pensou enquanto sentiu a tensão emanar de
Stark de longe enquanto a mesma torcia os dedos discretamente sobre seu colo, e bebia o café puro com um pouco de tensão – a mesma estava sentada no balcão se servido de um expresso duplo com cafeína extra, um vício ao invés do álcool segundo ela, mas
viu o expresso cair diretamente em Steve Rogers com segundos de surpresa. Gênio, Stark, como sempre, pensou o agente Romanoff observando a cena.

– Mil perdões, senhor, sinto muito mesmo – sua voz soou alta, e desesperada, enquanto discretamente o rastreador caiu para dentro dos bolsos do Capitão, e a escuta colocada sobre os ombros do casaco, e a expressão corada fez a encenação ser perfeita – Sinto muito mesmo.

– Não se preocupe senhorita, foi apenas um acidente – enquanto a “desastrada” Stark apenas limpava a sujeira com alguns guardanapos, se Romanoff não a conhecesse diria que Stark estava realmente envergonhada – Não se preocupe, foi apenas um acidente.

– Sinto muito mesmo.

Ela diz se retirando e se desculpando, enquanto
apenas ficou observando o interesse de Steve Rogers em Stark – a mesma sumiu pela esquerda – enquanto ele perguntou se era uma frequentadora frequente para a garçonete que negou: “É a primeira vez que ela vem”, enquanto retirou-se também e espero Rogers sair e tentar seguir sua colega, mas ele a perdeu de vista enquanto apenas adentrou de novo para a cafeteria e ouviu um gracejo da garçonete de quase 50 anos chamada de Kathy.

Interessante, concluiu enquanto apenas foi para a livraria há duas quadras dali, a morena estava parada enquanto observava livros de física quântica e de mecânica que ela tanto adorava – os olhos cabelos agora presos num coque, e usando óculos de grau, e o casaco estava invertido para um bege escuro – a mudança era mínima, mas o suficiente para deixa-la quase irreconhecível para quem só a viu uma vez.

– Então, feliz,
? – sua voz soou quase entediada, mas os olhos escuros fixos nos seus como se tentasse ler os pensamentos do agente – Sinceramente, porque diabos ir atrás dele?

Romanoff apenas escolheu ao acaso um livro para ele sem nem olhar o título – e entregou a mulher que franziu o cenho para ele, enquanto ele pagava pelos livros,
estava impaciente enquanto o sorriso de
deixava bambas as pernas da atendente, e causava uma repulsa na mulher ao seu lado, e ele sabia disso.

–Parece que Steve Rogers é interessante,
, e interessou-se por você – a voz soou quase provocativa para ela que franziu o cenho, e revirou os olhos com as insinuações dele – Quem sabe não sair um romance?

A Stark o encarou atônica – enquanto resmungou como
era um idiota, porém, o Romanoff percebeu as bochechas avermelhadas da mulher que apenas pegou meio dúzias de bombons e pediu para caixa pegar ele.

Fase 1 em andamento, concluiu o agente para si mesmo enquanto mais uma vez observou as duas íris escuras fixas em si. “Talvez Steve Rogers seja muito mais interessante”, pensou enquanto pegou o taxi e observou a mulher ao seu lado, “E você me deu ótimas ideias, Stark”, sorriu de canto enquanto planejava os próximos passos.

X

 

Uma semana depois, McQueen Corporation.

O céu estava escuro quando ela acordou.

Banner mordiscou o lábio em nervosismo -, ela observou as conhecidas ruas, enquanto observou o restante da equipe está de pé e andando de um lado para o outro -, nos últimos 3 meses, a McQueen Corporation passou de uma empresa desconhecida para uma empresa de nível internacional que estava se estabelecendo na cidade, e com seus donos excêntricos, como foram chamados por uma revista internacional [Jarvis plantará histórias em todos os canais de notícias, e criara registros falsos da empresa de origem britânica].

 

“Invasão concluída”

A voz robótica chamou atenção de todos –,
fazia o café, após uma série de exercícios juntamente com
que tomava uma xícara pura de café e estavam em uma conversa trivial de lutas, e forma de combates e principalmente armas –,
ainda estava de pijama e vinha do quarto com uma cara amassada, e Clarissa que acabava de correr numa esteira numa academia particular para evitar chamar atenção na rua, e encarou a Mulher de Ferro que mantinha uma expressão de poucos amigos para todos ali.

– Você disse que ia acordar cedo,
.

A voz sarcástica de
soou atrás de
, enquanto a Banner apenas mandou um olhar silenciado para Romanoff que revirou os olhos com isso – a mesma cobriu-se, enquanto a Mulher de Ferro revirou os olhos para ele, e mostrou a língua –, as olheiras estavam profundas, enquanto o computador apitava.

– Desculpe se tiver que fazer hora extra ontem – resmunga mal humorada, e se recostar no sofá ao centro –Itinerários de vocês estão atualizados, e com todos as possíveis possibilidades de atraso, e cada um de vocês tem um encontro, Charlotte e Teresa com Jéssica Jones,
e Clarissa com Rand Enterprise, e eu com Murdock, e a
irá receber os equipamentos do novo laboratório, além da matéria prima para a minha armadura e para os novos equipamentos de todos o restante, e reabastecimento da geladeira, já que alguém acabou comendo todo suprimento da semana, em menos de dois dias, e só isso.

se encolheu com a última parte, e olhava o recém feito sanduíche com o que sobrara da noite anterior –,
soltou uma risadinha, a Deusa do Trovão estava numa fase depressiva por causar da irmã, e da família em Asgard que provavelmente foram aniquilados pelas Joias do Infinito –, a mulher de ferro soltou um suspiro com isso, enquanto apenas encarou todos eles com uma sobrancelha arqueada.

– Não chore, Thor – Clarissa deu um tapinha nas costas dela – Porque diabos devo me vestir com isso?

E arqueou as sobrancelhas para a Stark, enquanto
fingiu saborear o café da manhã –,
apenas revirou os olhos com o ato da outra, enquanto apenas se esticou, e mostrou a cicatriz longa e fina nas costas, porém ajeitou o robe e encarou a todos que observavam as marcas da guerra espalhadas pelo corpo da jovem.

– São negócios, Clair, e foi
que pediu.

A Stark acusou o Romanoff que soltou uma lufada de ar, e mirou os olhos azuis nos negros que pareciam ansiosos pela briga entre ele e a Barton.

– São nossos disfarces – ele retrucou, enquanto apenas visualizou a roupa separada para si, e encarou a roupa discreta de Clarissa – O que mais temos aqui? Uma reunião as 15hrs com quem?

– “Conselho” –
fez aspas – Nossos empregados esperam a festa de boas-vindas e de abertura do prédio ao público, e eu espero que vocês apareçam para ao menos fingimos que somos normais, senão, pelo amor de Deus, ao menos sorriem para as câmeras.

suspirou, enquanto Barton e Rogers comentavam sobre suas respectivas missões.

– Eficiente, Stark – brincou
para ela, os olhos azuis fixaram nos castanhos com sarcasmo, e a mesma apenas deu de ombros – Onde estava essa mulher responsável esse tempo todo?

– Cuidando de uma empresa de um bilhão de dólares, e salvando a sua bunda algumas vezes, e claro sendo uma bilionária excêntrica e filantropa – ela enrolou uma mecha de seus cabelos, e estalou as costas e bocejou em seguida –
, está tudo bem com o seu trabalho?

– Nem irei botar os pés fora do prédio, então, tudo ótimo – comentou surpresa pela delicadeza de
de deixa-la a cargo do laboratório – Não me sinto segura lá fora, então, qual agência você invadiu agora?

Os apitos do computador estavam irritando a Banner, porém logo arquivos era passados na triagem da
– a mesma apenas descartou alguns, enquanto apenas suspirou entediada.

-FBI, e mais algumas pequenas, Jarvis, consegui algo dos arquivos da SHIELD? – indagou para Jarvis, enquanto encarou a tela de computador – E os localização dos vingadores?

Sim, senhorita Stark, acabo de receber os relatórios que solicitou, além da instalação do vírus que criou que demorará mais algumas horas para concluímos por conta do sistema de segurança do Pentágono, senhorita – a voz de Jarvis transmitiu todos os dados para os relógios adaptados que
desenvolveu – Esses são os dados que a agência de inteligência detém sobre seus altergos atualmente, e trouxe também, análise de perfil de cada um deles pela agência para o programa Inciativa Vingadores, e Sr. Stark foi reprovado, além do monitoramento do Dr. Banner e sobre suas atividades durante todo o tempo em que estamos aqui.

– Nem desejo saber o porquê dele ter sido reprovado – a voz de
soou sarcástica, e ela lembrava de Nicole Fury dizer que ela era imprestável em lidar com pessoas – Tudo bem, temos um longo dia hoje, e precisamos parecer normais, quanto mais rápido fizermos isso, mas normais parecemos.

– Até parece que parecemos normais – comentou Clarissa esticando-se, e recebendo gargalhadas de Teresa – Porque diabos vou para a Rand?

– Porque você tem um rostinho bonito, e também, você entende dos relatórios, afinal estudamos eles a semana toda para parecemos eficientes nos negócios – disse
olhando a parceira – E a
irá cuidar do Murdock, e o nosso é fácil comparado ao dela.

– Nem quero ver o que é difícil.

X

 

Alias Investigations -, New York.

Alias Investigations Office estava igual.

Barton observou os passos de Malcom que lembrava Miranda -, a ex-viciada que vigiava Jessie Jones para Kilgrave, e a psicopata que quase destruirá a vida de seu melhor amigo por causa de uma estúpida obsessão, porém a mulher suspirou -, a Barton seguiu pelo corredor, até a porta do escritório, e também lar de Jéssica Jones.

Bateu na porta -, e a mulher de cabelos escuros e expressão azeda abriu, e revelou o moreno alto e careca que
supôs ser Luke Cage que saiu sem olhar para trás, enquanto Jéssica Jones o observava atentamente pelas costas do homem.

– Pode entrar, moça.

Barton riu internamente -, lembrava algo parecido entre Jessie e Luna Cage -, enquanto apenas fechou a porta atrás de si.

A mulher observou a sala em questão, enquanto Jéssica Jones a observava atentamente -,
vestia um jeans surrado, além de uma camisa preta e um casaco grosso, e a touca escondia os cabelos castanhos claros curtos.

Ou apartamento -, e o cheiro de bebida também lhe trouxe lembranças sobre Jessie Jones, e alguma das vezes que passou a noite com ele -, deixou a lembrança de lado.

– O que deseja?

– Gostaria de contratar seus serviços, Srta. Jones – ela pigarreou, enquanto fingiu olhar a janela – Gostaria que investigasse algumas pessoas para mim.

– Nem vai pergunta o meu preço.

– Sei bem os valores que você cobra, Srta. Jones – deu um sorriso simpático, enquanto a carrasca dominava a expressão da outra mulher – Não se preocupe com o dinheiro.

Lembrava claramente de Jessie Jones -, um homem com muitas habilidades que interessaram ela em seu mundo, entretanto se Jessica Jones fosse igual ao seu altergos, ela teria alguns problemas de confiança -,
Barton apenas soltou um longo suspiro ao observar a mulher de cabelos longos e escuros que a observava como se fosse de outro mundo.

– Então, você deseja contratar os meus serviços para investigação de alguém, e esse alguém tem nome?

Barton sorriu -, os olhos claros avaliaram a mulher esguia e magra, enquanto jogou o pacote com 5 mil dólares em cima da mesa.

– Metade agora, e outra metade quando o serviço tiver sido terminado – pegou a ficha que
Stark havia feito para que a investigadora particular pudesse fazer seu trabalho – Eu entro em contato, Srta. Jones, meu número está anotado em papel dentro da bolsa, e gostaria que fosse o mais rápido possível sobre a investigação.

Jessica apenas abriu o pacote -, arqueou as sobrancelhas para ela, enquanto
saiu do escritório de investigação -, seguiu pelas escadas, do outro lado da rua, a mulher de cabelos loiros tinha dois copos na mão,
parecia já acostumada com as roupas humanas, além dos trejeitos das pessoas enquanto entregou o café quente a outra.

– Ela aceitou o trabalho?

– Ainda me pergunto se algum dia, alguém como o Jones iria negar dinheiro – soltou em rispidez, e riu – Você viu Luke Cage?

– Enorme, e iria ser difícil derrubar ele – comentou por alto, e seguiram pela rua até o carro preto – Ela está seguindo a gente.

-Claro que está, porém, Srta. Jones terá trabalho a fazer.

bebeu o café -, apenas recebeu uma mensagem, “aceito o trabalho”, e salvou o número de Jéssica Jones.

E deram partida no carro.

X

 

Rand Enterprise, New York.

Romanoff sorriu para Joy e Ward Meachum, e este último estava com uma carrasca irritada em sua face -, assim como Daniel Rand que parecia deslocado naquele segundo, ele apenas ajeitou-se e tentou evitar os olhares ansiosos de Ward com a empresa McQueen -, o portfólio estava sendo apresentado por Clarissa.

A sócia, como foram referidas várias, estava devidamente treinada -, lembrava do relatório sobre ela, e suas qualidades como secretária antes de virar um supersoldado, e naquele segundo, a Miss América não poderia ter sido menos que impecável.

– Essa é proposta que temos para Rand Enterprise.

Clarissa finalizou a apresentação -, havia uma pequena escuta na orelha da Capitã América, e ao qual, Jarvis transmitia os dados que estavam nos relatórios estudados com o texto que Clarissa havia criado para aquele momento.

– É uma proposta tentadora, porém existem várias variáveis no seu produto, não é?

– Na realidade, a Chefe da Divisão de Ciências já corrigiu as falhas, e disse que está perfeitamente funcional – a voz de
soou persuasiva – Além disso, já estamos em fase de teste, e vocês são a primeira empresa a receber esse produto, senhores.

– E quem seria o cientista?

A voz de Ward Meachum soou curiosa -, as engrenagens na cabeça de
se formaram ao pensar que ele desejava saber a veracidade do produto.

– Na verdade, a cientista –
corrigiu, e um sorriso surgiu em seus lábios –
McQueen, juntamente com
VonDebruk, e os gênios por trás disso, e reduziríamos em 50% o índice de poluição de sua empresa, mas porém, precisamos que vocês acertem o acordo para iniciamos.

Ward Meachum o encarou -,
apenas sustentou o olhar do homem, enquanto Daniel e Joy estavam cogitando a ideia, e Clarissa mirou os olhos nas mãos de Ward que estavam impacientes sobre a mesa.

– Deixemos que debatam – a voz da Capitã era suave – Sr. Yale e eu temos uma reunião agora em nossa empresa, e esperamos que nos deem uma resposta positiva, senhores.

– Nos damos uma resposta amanhã, Sr. Yale e Srta. Jenkins.

apenas concordou -, enquanto recolheu os equipamentos -, Clarissa apenas o aguardava do lado de fora, em uma conversa trivial com Joy Meachum que estava interessada no produto -, assim que pegaram o elevador, pode se livrar da gravata que parecia que ia enfoca-lo.

– Você foi perfeita.

– Com ajuda do Jarvis, foi fácil – ela murmura baixo, enquanto algumas pessoas entram – Alguma novidade?

apenas olhou as mensagens com interesse.

– Conseguimos fechar negócio com o exército com êxito – ele diz guardando o telefone – Jéssica Jones já aceitou o trabalho.

– Tudo indo como esperado.

X

 

Nelson & Murdock, New York.

O prédio era como ela lembrava.

Stark lembrava claramente das duas vezes que encontrou Samantha Murdock -, e nenhuma delas terminou tanto bem quanto a mulher de ferro gostaria, e a lembrança amarga surgiu em sua mente.

Ela ajeitou o vestido escuro que usava -, um perfume que descobriu que existia nesse mundo, e que era o seu preferido -, ela usava um casaco preto enquanto subiu as escadarias nos saltos de 5 cm que fora obrigada a usar por causar de
.

A mulher ouviu os passos atrás de si -, havia dois guardas costas consigo -, então, os olhos desceram pelo escritório simples e bem organizado da firma de advogados.

– Olá, sou Foggy Nelson – a voz dele soou amistosa, os olhos gentis enquanto avaliavam a mulher de óculos escuros, e avaliava o vestido caro escolhido a dedo por suas colegas de quarto, pois ela não podia aparecer de jeans sujo de óleo e camisa rasgada, como
disse para ela minutos antes de começarem a prepara-la – Como podemos ajudar? Senhorita?

– McQueen.

McQueen? – arriscou incerto, enquanto sorriu – Você ligou essa manhã.

– Minha assistente marcou, na realidade.

“A Adorável Srta. Rogers”, relembrou o tom amável de Clarissa com o advogado -,
arranhou um sorriso forçado enquanto se sentou numa mesa, e ouviu os passos de Matthew Murdock pela sala.

– Bom dia, Srta. McQueen.

– Bom dia, Sr. Murdock.

Saudou -, enquanto os dois brutamontes que fora forçada a trazer estavam do lado de fora da sala -, a mulher apenas os analisou cuidadosamente.

se sentiu desconfortável na frente dos dois advogados -, um dos motivos, era Matthew Murdock e outro, e não menos importante era que o Daredevil era um homem que não era fácil de enganar mesmo que você fosse um mentiroso extraordinário, e sempre se perguntou como os Murdock conseguiam perceber a mentira através dos sons do coração

– Srta. McQueen – inquiriu Foggy Nelson sorridente, e observou a bela mulher a sua frente – O que deseja da Nelson & Murdock?

– Gostaria que Nelson & Murdock representasse a minha empresa – respondeu diretamente – Eu, recentemente, perdi meu pai, e sou herdeiro das McQueen Corporation, entretanto, eu não confio na atual firma de advocacia que representa a empresa, e o conselho me disse a mesma coisa, então, recebi algumas indicações e escolhi vocês para esse trabalho.

Foggy tinha um sorriso entusiasmado enquanto observou o portfólio que a mesma colocou sobre a mesa -, Murdock tinha algo parecido feito em braile -, os olhos dela se desviaram pela decoração simplista, porém organizada.

– Você soube que sou cego, Srta. McQueen, e mesmo assim deseja que eu seja seu representante legal?

suspirou -, reconheceu o mesmo tom de voz de Samantha, porém menos irritante da Daredevil de seu mundo, porém ela reconheceu a armadilha que estava prestes a cair caso não tivesse tido a experiência antes com a outra Murdock -, ela repuxou os lábios nos cantos.

– Acredito que esse mero detalhe não seja empecilho, Sr. Murdock -, e observou o rosto inexpressivo do homem a sua frente que usava óculos com lentes vermelhas, e voltou-se para Foggy Nelson – Foram bem recomendados, e não vejo problema nisso.

– E você quer uma firma pequena como a nossa?

– Eu desejo que seja uma firma de minha confiança, e vocês parecem de confiança – ela apenas comentou a verdade, enquanto sentiu a audição aguda de Matthew Murdock captava qualquer indício vindo dela – Temos um pré-contrato feito por mim e pelo conselho, vocês receberam 10% do meu lucro atual, um de meus colaboradores virá amanhã, ou caso não agrade, façam um contrato para fechamos negócio ao seu agrado.

– Srta. McQueen gostaria de ajudar a sua empresa, entretanto, estaríamos entrando num campo minado de outra que não era de sua confiança -, a voz de Matthew soou confiante – Existe alguma razão para cremos que sua outra empresa de advocacia não irá interferir?

– Não, Sr. Murdock – sorriu para o homem, enquanto Foggy olhava o contrato com atenção – A empresa em questão teve seus direitos respeitados, e todos os lucros que adquiriram conosco assim como a taxa por quebra de contrato.

– Eu e Matthew iremos analisar o contrato, Srta. McQueen -, Nelson parecia animado, e os olhos erguidos para ela – Agradecemos a escolha, Srta. McQueen, e esperamos ter uma resposta amanhã.

sorriu, e apertou as mãos de Matthew e Foggy -, ela colocou de novo os óculos, enquanto seguiu pelas escadas seguidas pelos dois seguranças, e já estava na rua quando entrou no carro, e então Matthew Murdock estava juntamente com ela no carro.

– Srta. McQueen, esqueceu isso – o homem indicou a pasta do portfólio vazio – E sentir um cheiro característico de óleo.

A mesma arqueou as sobrancelhas assim que percebeu ele se sentando -, e riu, a mulher retirou os óculos.

– Por causa disso, você desceu?

A voz dela soou surpresa -, porém,
percebeu que ele faria isso quando sentir o perfume que usava.

– Quem é você?

– Uma engenheira mecânica que trabalha com motores a combustão, e tentando criar energia renovável de um jeito sustentável, Sr. Murdock, e senhor tem sentidos bastante aguçados – ela retirou os óculos, e postou a bolsa do lado enquanto observou atentamente ele – Você deseja uma carona, Sr. Murdock?

– A senhorita não parece uma mulher de negócios.

Ele retrucou.

– Eu fui criada por cientistas, então sou mais cientista do que mulher de negócios como diriam os meus pais – respondeu distante, enquanto os olhos desceram para a rua movimentada – Então, nunca fui boa com pessoas no geral, entretanto, meu pai me ensinou os negócios da família do jeito dele, e aparentemente, eu tenho talento para isso, mas alguma coisa? Ou deseja fazer mais perguntas sobre a minha pessoa?

Matthew Murdock apenas ficou em silêncio -,
suspirou, enquanto o telefone tocou -, os olhos escuros fixaram no rosto dele.

– McQueen – quase por um triz diria Stark, é um resmungo audível a fez perceber quem era – Já estou voltando, .

– Temos reunião em meia hora.

– Jamais me atrasei para uma reunião – ditou, um tanto irritada – Nos vemos em breve, e prepare algo para o almoço, por favor.

Desligou o telefone -, Matthew Murdock sorriu.

– Nós vemos em breve, Srta. McQueen – ele respondeu descendo do carro – Srta., deveria seguir seu coração.

– Meu coração é do dinheiro, Sr. Murdock.

Sorriu falsamente -, assim que saiu do raio de detecção do Murdock -, ela digitou o número na linha de discagem.

– Ele te seguiu?

– Como planejado, Nathan – ela disse encarando as unhas perfeitamente feitas, e soltou um suspiro, enquanto observou as ruas do Hell’s Kitchen – Coloquei dois sensores indetectáveis a olho nu, ou a audição precisa dele iria detectar os que tínhamos a mão, e você me deve uma, pois foi difícil coloca na mesa dele. E a casa?

– Já estou cuidando disso.

revirou os olhos -, e mordiscou o lábio inferior -, o que diabos
Romanoff tinha na cabeça?

III

McQueen Corporation, New York.

A reunião era tediosa.
Ao menos para Griffin, a Deusa Thor, ela devia se acostumar ao pseudônimo que Stark criou -, a mesma estava tentando prestar atenção num menino de nome Iwan, porém o sono estava quase vencendo a batalha.
tinha mais de 1000 anos -, era uma semideusa, e uma futura Rainha, ou era, aquele pensamento surgiu ao lembrar da destruição de sua casa -, o diretor de finanças, Iwan, finalizou a apresentação de novos produtos criados nos últimos dois meses por em um tempo recorde.
A mulher de ferro não parecia interessada.
Porém, ela corrigiu um ou duas vezes o rapaz nervoso -, e fora a única diversão de nesse momento -, Teresa se sentia inútil.
Era uma guerreira.
Diferente dos humanos ao seu lado -, ela vivia para a guerra, até mesmo perdeu um pouco as estribeiras por causa disso -, e a reunião se finalizou.
As pessoas foram saindo -, enquanto lhe trouxe um copo de café -, se esticou.
– Odeio reuniões.
– Nem percebi – brincou – Você falou mais.
– Eu sou uma mulher de negócios, ora.

Arquivo decodificado

A mensagem chegou rapidamente ao relógio.
Barton arqueou as sobrancelhas -, observou os dados da mulher de Clint Barton com curiosidade -,
A apresentação era impecável mesmo para Barton -,

X
Barner sentia raiva o tempo todo.
A raiva era o combustível para seu autocontrole frágil -, a mulher apenas vestiu as roupas adpatadas que Stark criará, afinal seu guarda roupa antigo não sobreviverá as várias transformações para lidar com o seu temperamento explosivo -, ela observou o quarto simples, enquanto havia fotos de ao seu lado assim como Clarissa Rogers que vinha vê-la o máximo que podia, ou quando estava fora de missões na SHIELD -, agora, elas estavam presas num mundo desconhecido.
Desde quando Stark estava em sua vida? Desde quando alguém conseguiu ficar tanto tempo ao seu lado sem se machucar?
A amizade começará de jeito não muito usual para as duas, afinal a jovem bilionária havia perdido o pai e a governanta em muito pouco tempo, e logo após ocorreu a criação da armaduras e iniciativa dos Vingadores, e derrota da Deusa Loki -, afinal a Mulher de Ferro era difícil de lidar mesmo depois de todos aqueles meses compartilhando conhecimento com a outra -, a nova casa estava em sua atual euforia.
lhe deu o comando de toda a divisão ciências e um andar inteiro sobre os raios gama -, e ela pode continuar os estudos sobre os raios gamas que afetaram até o nível nanocelular -, enquanto aproximou-se da janela, e visualizou New York City que não imaginava que uma das criaturas mais poderosas do universo estivesse ali, é uma das mais perigosas também.
Ela lembrava da sua mãe -, de mesmo nome -, lhe ninando e afastando os monstros de si, porém o monstro crescia dentro dela.
“A mulher-hulk” estava com ela quando nasceu -, ela sentia aquela força de emaranhado a cada fio de consciência -, Brian, seu pai, havia feito experimentos consigo mesmo para conseguir estabilizar a força gama completamente, porém havia os distúrbios de personalidade que a garota tivera que passar para pode manter toda aquela raiva sobre o controle frágil dela.
Ela sentia raiva do pai -, talvez sentimentos não tão nobres sobre ele, porém quem ela podia culpar? Seu pai a transformará naquilo mesmo que o último ato dela tenha sido a explosão dos raios gamas que ocorreu em seu antigo laboratório -, ela não tinha ideia de aquela explosão iria deixar seu outro lado mais instavel, ou que a mulher-hulk existia para início de conversa até a explosão.
Aquele ser havia nascido com ela -, mesmo que a explosão tivesse desencadeado todo o processo de transformação -, a Hulk estava em seu corpo mesmo antes da explosão dos raios gama.
desejava em algum ponto de sua mente que seu outro lado não existisse -, que ela fosse um ser humano normal, e que a única preocupação dela fosse suas pesquisas -, porém aquele desejo nunca seria realizado.
Ela suspirou -, enquanto vestiu o casaco branco e pegou o copo de café -, a interface “Nero” como é chamado o sistema do prédio.
– Bom dia, Dra. Banner – a voz de Nero soou pelo recinto – Srta. Stark mandou alguns projetos para a energia sustentável gama, porém ela disse que preferia criar um novo protótipo de armadura biomecânica para enfrentar a Hulk.
– Isso foi uma piada, Nero – a voz dela soou delicada, enquanto riu – Porém, diga que um protótipo para me enfrentar seria bom. Entretanto, temos muitos protótipos para criar, não acha?
– Sim, temos 105 protótipos de armadura biomédica para as guerras no Oriente Médio que a Srta. Stark está desenvolvendo – ele respondeu, a interface se igualava a JARVIS em vários programas e processamento de primeiro, além do programa de aperfeiçoamento autônoma que ele tinha – Dra. Banner, temos algumas melhorias no reator nuclear de energia gama que foram mandadas pela Srta. Stark, além de alguns memorandos de avanços na criação do protótipo “Vincent”.
-Vincent?
-Programa de defesa nível Omega – relatou Nero – Chamado de Vincent pela Srta. Stark em referência ao Dr. Marks.
soltou uma risada -, Vicent Marks era um ex funcionário de que dissera coisas desagradáveis sobre quando a mesma ganhou o laboratório de pesquisa nas Empresas Stark, e por aquele motivo, ele fora demitido por justa causa e perdeu a credibilidade no mundo da física quântica -, solveu o café, e analisou os relatórios dos raios gamas.
Enquanto, uma destruição ocorria no Harley.

IV

A parte mesmo má disto tudo, talvez até a pior, é saber que eu, como pessoa, não me encaixo com ninguém. Não por falta de tentativa, é por falta de jeito mesmo. Cada pessoa que conheço parece-me sempre tão viva e tão “si mesma”, capaz de suportar ventos e marés e ainda levar alguém pelos ombros, ou tão cansada e acomodada e acompanhada no seu cansaço, feliz. Vejo-me a meio, nem “eu” nem acomodada, mas cansada e tendo noção de que vivo. A parte melhor disto tudo é que uma vez que algo se parte, nunca volta a ser o que era antes. Eu parti. Não me remendo. E não volto. Bom… Talvez haja algo de bom nisto tudo.

Cristina Lemos, Loucuras da Noite.

Algumas semanas depois – New York.

A ideia de Stark era invadir a Balsa² – antiga prisão de segurança máxima pertencente a SHIELD, e que ainda estava em funcionamento sob nova direção do Thunderbolt Ross, Banner sempre considerou as ideias da Stark são insanas, porém geniais –, Clarissa Rogers considerou um ato suicida por parte da Stark, entretanto, e onde mantinha os seus companheiros de outro mundo, e ao qual era dever deles salvar essas pessoas.

– A Balsa é medonha, sabia?

Citou Banner pela segunda vez naquela conversa e observou Clarissa dar um sorrisinho, enquanto quebrava os códigos de segurança e localizava os arquivos dos detentos, dos guardas e toda a estrutura da Balsa – Clarissa analisava os dados roubados da prisão de segurança máxima marítima –, a Miss América³ apenas esticou os dedos, enquanto tentava entender os conceitos de segurança da prisão submarina onde estavam mantendo XX 089.

– Não podemos retirar ele de modo convencional, assim como os outros.

XX 089 não existia para o mundo, e nem mesmo em registros oficiais do governo, porém localizara um arquivo não divulgado quando a SHIELD caiu e todos os arquivos foram divulgados para o mundo, e ao qual Nick Fury fizera o favor de esconder todos a existência do garoto localizado há dois anos atrás –, nem um registro, nem mesmo antecedentes criminais, afinal o que uma criança de 14 anos poderia fazer em tenra idade? Tudo, mas XX 089 não pertencia a uma prisão.

– Como o filho da Patrícia Coulson vieram parar aqui? E o Hill?

A pergunta de pairou no ar, enquanto os cracking codes –, Clarissa imaginava o que Leonard Coulson estava fazendo ali, ele era confiável, ao menos era o que Patrícia disse para ela ao mostrar a foto do filho desaparecido e dos gibis que ele guardou dela na infância, ao menos, o fanatismo pelo título da Capitã América –, Eric Hill era outra incógnita para a Rogers que apenas digitou, e os arquivos referentes a eles apareciam sobre os nomes de Theodor Ross, e Arthur Lewis, e eram criminosos procurados em todos os países, e status: mortos, porém a Balsa tinha essa fama.

Entretanto, eles eram de seu mundo –, ao menos foi o que o relatório de Nicole Fury sugeriu.

– As plantas estão aqui, mas quando iremos executar isso?

– Segundo a Stark, após alguns dias do Acordo de Sokovia e estamos ainda decidindo o que iremos fazer com o Bucky ainda, porém acho que iremos decidir em breve – pronunciar o nome era difícil para Clarissa, entretanto a Miss América suspirou ao perceber o olhar de em si – Não se preocupe comigo, apenas pensando se conseguiríamos salvar a Beatrice.

apenas concordou em silêncio – os mesmos pensamentos para aquela situação –, e um alarme soou no andar debaixo.

– Alarme falso!

O grito de soou pelo interfone – se levantou imediatamente assim como Clarissa Rogers –, e seguiram até a oficina da Mulher de Ferro, a mesma tentou sorrir constrangida pelo estrago causado por Iky, o mesmo tinha um extinto, e a Stark estava coberta de espuma branca, e uma cara de poucos amigos, enquanto havia algum tipo de tecnologia sendo trabalhada.

– Eu vou desmontar essa lata velha! – jurou para robô que não entendeu o tom agressivo da mulher de ferro, enquanto pegava as ferramentas para quebrar o braço robótico que se moveu desesperado pela oficina – Vocês viram o que esse idiota fez?

– Srta. Stark – a voz de Jarvis soou – Houve um curto circuito, o Iky estava tentando apagar o fogo antes que pudesse que causar algum problema.

A Stark parou no ato, e olhou para o teto onde as câmeras de segurança estavam posicionadas, e revirou os olhos em como a defesa que Jarvis estava dando a Iky, e Sue estava atrás trazendo a bendita caixa de primeiros socorros – resmungou em algumas língua que não conseguiu distinguir – enquanto gargalhava ao mesmo tempo, e recebendo olhares mortais da Stark.

-Saiam daqui! Na próxima vez, eu te transformo em um vaso sanitário!

Clarissa desviou de um martelo que bateu no vidro – apenas riu, Stark ainda era uma figura.

X

 

Um mês depois, New York – McQueen Corporation.

A batalha em Lagos, na Nigéria, era alvo de críticas de toda a população.

Barton era responsável por saber tudo dos novos vingadores – o vídeo estava sendo repetido novamente, os olhos azuis acompanhava cada passo dado por Wanda Maximoff e ações tomada pela jovem feiticeira –, sentiu um aperto ao lembrar do jovem Vingador que recrutou ainda na infância, era diferente da mulher a sua frente.

Wallace Maximoff era impetuoso e imprudente, porém moldável nas mãos certas –, jovem e extraordinário, e principalmente um futuro herói cheio de possibilidades depois que a Barton os resgatou –, juntamente com Petra, irmã gêmea, ambos eram imbatíveis, e pupilos da Barton.

Seus favoritos – segundo .

Porém, ela se concentrou nos movimentos daquela luta.

Não fora como esperado, ao menos foi o que Barton concluiu de toda a confusão que os novos vingadores estavam passando naquele momento – General Thaddeus E. “Thunderbolt” Ross estava crente no registro de super-heróis, e do controle do mesmo que responderiam a ONU –, a Barton relembrou o que aconteceu em seu mundo, entretanto ela não culpava o General Ross por aquele ato.

Afinal, eles eram seres poderosos que não respondiam a ninguém –, os heróis mais poderosos da Terra.

– Ross ainda é um pé no saco – comentou Clarissa Rogers, se sentando ao lado da agente Barton que riu do termo usado pela mais velha – Pelo amor de Deus, não é assim que se fala?

– Se você quiser agir como uma adolescente, talvez – murmurou para ela em tom de brincadeira, Clarissa tinha o rosto vermelho ao pensar nisso – Onde estão os outros?

fazendo melhoramento nos trajes e decidindo se ira pinta-los ou não, ou ira deixar essa tarefa para Jarvis, e fazendo um upgrade, além de ter conseguindo Vibranium de uma carga clandestina para um novo escudo – respondeu, os olhos desceram pela tela da TV – Quando teremos paz de verdade nesse bendito país.

– Quando terroristas, seres de outras dimensões e outras coisas tentarem parar de destruir esse lugar – concluiu a Agente Barton em tom de brincadeira, enquanto os arquivos de Laura Barton eram atualizados em seu relógio, porém um alerta aciona a todos – Mas o que?

corre – enquanto Jarvis dar acesso a oficina, Elizabeth estava caída no chão –, o robô monitora a pressão da Stark, enquanto a mulher de ferro estava gelada.

– O nível de açúcar dela caiu, e eu alertei sobre isso – a voz do robô soou – Entretanto, a Srta. Stark disse que precisava terminar os upgrades nas armaduras, e nos trajes de combate e vem trabalhando noite e dia desde quatro dias atrás.

se xingou – havia percebido que estava fora de controle, a paranoia da mulher de Ferro sempre fora um dos seus maiores defeitos –, Clarissa a carregou juntamente com , ambas levando-a para o quarto, enquanto a Arqueira ordenou.

– Jarvis, finalize os projetos.

X

“Você é inútil, Stark”.

– Ei, acorda!

Stark abriu os olhos assim que ouviu a voz.

Entretanto, reconheceu as vozes irritadas no seus quarto, e o barulho de passos pelo corredor – ela apenas arqueou as sobrancelhas para eles –, Romanoff verificava o soro, enquanto Clarissa e a olhavam com ansiedade, e segurava a sua mão dela, e o alivio nos olhos da Banner apenas a alertaram que havia acontecido alguma coisa com ela.

– Estou bem – sua garganta seca arranhou – Quanto tempo eu apaguei?

– Umas duas horas, você não se alimentou hoje, tiver que colocá-la na alimentação parental, pois Jarvis relatou que tem negligenciando sua alimentação – indicou o tubo enfiado na pele dela, fez uma careta – Por que não pediu ajuda?

Ela não respondeu de imediato – talvez o fato de todos contarem com ela, para estabelecerem uma linha de defesa contra Thanos e salvar aquela realidade –, o tempo não estava a favor de nenhum deles naquele mundo, e ela não podia se dar ao luxo de descansar.

– Tudo bem, não precisa falar – ele resmungou, enquanto empurrou o prato para ela – Coma, e descanse, nós cuidamos do restante das coisas até viajamos para Viena, descanse, Stark.

Stark suspirou – ouviu um resmungo de Rebecca sobre sua teimosia, e ela riu, uma risada nervosa por estar naquele estado –, todos saíram do quarto, enquanto ela devorava os sanduiches feitos por Romanoff.

Havia coisas demais em sua cabeça – ela fechou os olhos, porém o sufocamento voltou.

O teto branco estava a sua frente – suava frio, enquanto tentou se situar onde, o porquê e de como, mas as duas últimas não tinham resposta aparente, e irritava ela de alguma forma, onde estava? Era uma questão a ser respondida para ela, mas que a resposta parecia fugir de seus pensamentos assim que pensava em todas as possibilidades existentes no mundo – apreciou a sensação por meros segundos, enquanto fechou os olhos.

Piscou duas. Três vezes. Quatro. Cinco. Até a dor lhe incomodar realmente. Gemido escapou por seus lábios, e aquela queimação surgia, e a tragava para o mundo obscuro do qual tentava escapar a todo custo, e seus demônios vinham com força total para cima de seu lado frágil e indefeso que tentavam tanto enterrar a sete palmos do chão. Respire, Pensou racionalmente como se estivesse lutando contra água. Água densa e escura de seus pensamentos mais infelizes.

— Long Island. Long Island. Long Island.

Repetiu o mantra mental, enquanto sentiu as pontadas em sua cabeça como se tivesse alguém martelando em seus pensamentos. Não enlouquece, não enlouquece, não enlouquece, filha— a voz um tanto acabada de seu pai voltava como um aviso – apenas ajeitou-se, enquanto limpou o suor em sua testa. Pai…

E pulou da cama, e olhou agoniada ao redor para ter certeza que estava só. Ela deixou as gotículas de suor escorrer por sua face, e a respiração entrecortada. A dor em sua perna esquerda lhe incomodava um pouco, e Stark levantou com dificuldade e caiu no chão do quarto em que se encontrava alguns papéis e livros. “Um Stark deve ter o controle sobre si, querida”, Howard fora severo com ela naquele aspecto. Gemeu ao sentir o músculo da perna, e moveu-se lentamente até a pequena mala. Se acalme, apenas beba a medicação, assim que alcançou a agulha com um miligrama de seu remédio sentiu o efeito imediato e olhou-se no pequeno espelho que ali havia.

Sua expressão não era das melhores.

Pálida. Doentio. Magra. E cansada, e então sorriu para o reflexo a sua frente que debochava de si, apenas tentou levanta-se de uma vez e coloca o pequeno imobilizador que reduzia a utilização de sua perna esquerda no mínimo, então viu a cicatriz longa e mais clara que sua cor original, e ignorou o sentimento de destruir o espelho a sua frente, e sentou-se na cama e passou as mãos por seus cabelos enquanto tentava controlar a respirar que estava descompensada pelo recente esforço.

Apenas pegou a folha de papel, e passou os olhos pela caligrafia elegante, no entanto nem aquilo lhe distraía.

Então a lembrança surgiu de novo, os olhos claros e extremamente sagazes estavam a sua frente, o cabelo curto e um sorriso acolhedor que fora substituído por um psicótico, ela apenas tentou manter a concentração. Um pesadelo, Stark, reaja, logo ele sumiu assim que ela livrou-se daqueles sentimentos que ainda estavam vivos.

Retirou as roupas. Formigamento que sentiu foi diferente, e assustou-se com a sensação, e virou-se para o quarto vazio. Você está alucinando, você está alucinando, repetiu para si mesma, mas sensação em seus ombros. A voz. Tudo que ocorria parecia real demais, então a razão trazia de volta, Elizabeth retirou as peças íntimas e entrou no boxe.

E água aliviou a tensão. Fechou os olhos quando aquelas malditas sensações, emoções e pensamentos desapareciam de sua mente.

O suor. A raiva. E agonia sumiram assim que sentiu a água quente percorrer o seu corpo, e enquanto a dor de cabeça surgiu com imagens que pareciam irreais, Stark apenas olhou o teto por meros segundos antes de vestisse, ela balançou a cabeça.

Ele estava ali. Sem rosto. Aquele sentimento presente que não existia. As mãos. Era real demais. E um beijo surgiu, uma risada tímida seguida de outro beijo, e de uma palavra que Elizabeth não ouviu, e ela apenas fechou e abriu os olhos de novo. E estava só.

Que diabos foi isso? Os dedos passaram pelos lábios, e a sensação ali. Presente. Como se tivesse acontecido ali naquele momento e estivesse ali, Stark estava alucinado, foi o que ela concluiu enquanto enxugou os cabelos com rapidez para esquecer aquela alucinação.

Mal Stark sabia que era uma lembrança de um outra época.

X

 

textoDois dias depois.

O avião estava sob o oceano pacífico em direção ao velho mundo.

O homem estudava as instalações da Balsa novamente, e anotava as possíveis rotas de fugas, e provavelmente toda a estrutura do local em questão –, e principalmente, lia sobre T’Chaka, e seu filho e herdeiro ao trono de Wakanda, T’Challa, e tentava invadir o sistema de segurança, porém, ele acreditava que Shuri, a irmã mais nova de T’Challa tinha tecnologia de ponta em suas mãos e provavelmente Wakanda era o país mais avançado do mundo naquele momento, e não seria bom tê-lo como inimigo –, o homem franziu o cenho ao ler os nomes contidos em cada uma das páginas da organização.

soltou um suspiro –, enquanto o banco de dados da ONU dizia que a McQueen Corporation estaria numa palestra sobre energia sustentável em Viana, apenas uma desculpa para poderem estar e ver de perto o “acordo de Sokovia” em apoio a seu país de origem no leste europeu, enquanto tentava dormir na poltrona – a bandeja a sua frente estava vazia, após força-la a comer adequadamente depois do incidente da semana passada quando mesma desmaiou –, e Teresa resmungava que ir naquela gerigonça não era rápido –, o agente da SHIELD riu do medo irracional da guerreira asgardiana.

Percebeu os olhos de em direção as notícias sobre o encontro, e acompanhava os passos de Steve Rogers no tablet assim como Romanoff – Clarissa e Rebecca jogavam xadrez no canto aposto a , e parecia estar vencendo –, ele observou a Barton.

– O que foi?

– Você já falou com ela? – ele citou a Anciã, enquanto meneou em positivo – E então?

– Ela concordou, e talvez, pensa com carinho em me dizer onde estão os outros magos do mundo, porém já mapeei todo o mapa mundo, e sei a localização de todos de cor – murmurou, o tom em sua voz suave e citou o objetivo da anciã – Desde que os Sanctum’s estejam em segurança.

– Ela foi menos arisca do que pensei.

Concluiu Romanoff em tom profundo –, entretanto, ele sabia que a última anciã da Terra não era do tipo que concordaria facilmente.

– Não pense que isso não teve um preço – murmurou a mulher em tom cortante, enquanto encarou os olhos verdes do parceiro e amigo – Esperamos que seja um preço que não deixe milhões de pessoas mortas.

– Você está sendo ranzinza, sabia? Onde está a maldita Barton otimista que eu conhecia há alguns anos atrás, hein? – retrucou o Romanoff sereno, e os olhos fixos nos azuis da mulher que encarou irritada – Eu sei que você odeia os Anciões, porém ela é a única que pode responder a pergunta do nosso mundo, e acredito que a resposta tenha sido “destruído”.

suspirou com o comentário dele, e aquela Barton estava morrendo de medo do que ocorreria caso falhassem de novo em salvar o mundo de uma destruição em massa como estava se desenrolando a história daquela realidade– a Anciã apareceu quando ela estava pronta, num madrugada fria – ela perguntou se tinha como seu mundo volta, “O seu multiverso foi destruído”, fora clara quando a isso, enquanto naquela noite chorou as lagrimas pelas pessoas que não iriam retornar, “Você pode salvar este?”, a Barton sabia que tinha que fazer.

A mulher apenas olhou a janela.

– E se tudo for em vão?

Indagou ao homem – Romanoff arqueou as sobrancelhas com os pensamentos de Barton sobre o futuro deles, e se havia algum futuro para eles –, ele apenas parou de digitar sobre o tablet.

– Eu não acredito que podemos mudar as nossas ações agora, – ele coça a barba por fazer, e então dar um meio sorrisinho para ela – Se falhamos, nós falhamos e então viveremos com os nossos pecados, e se esses pecados nos matarem, ao menos, nós tentamos vencer eles.

– Você falar até que umas coisas sábias…

– Sou um ancião, Srta. Barton – piscou maroto – Tenho muita experiência, se que me entende.

– Mas, ai esta, o que te estraga, seu galinha – resmunga em meio ao riso, porém os olhos azuis desceram pelo rosto – Se falhamos, falhamos. Se conseguimos salvar, salvamos.

sorriu com a lógica da parceira –, entretanto, seu sorriso sumiu segundos depois, enquanto o alerta foi silenciado –, ele trocou um olhar com Charlotte que levantou-se discretamente, e leu o relatório recém-chegado ao tablet.

– O que iremos fazer?

Interferir, o que você acha? – murmurou desgostoso enquanto montava um plano em sua mente para despista a Stark, Banner e a Deusa do Trovão – Não creio que a Stark vá gostar disso.

A Barton revirou os olhos – claro que não iria, afinal eles iriam interferir na linha temporal daquela realidade, e provavelmente os eventos do futuro iriam acontecer ainda, porém, eles não podiam permitir que aquilo continuasse.

Era um dos preços a pagar.

X

Viena estava agitada com o acordo de Sokovia.

Enquanto, o representante da McQueen Corporation saia dali com todos os dados da apresentação para aquela tarde –, encarou a tela do computador enquanto invadia o banco de dados da ONU, e todas as câmeras de segurança sobre o acordo de Sokovia, e principalmente a rede da Áustria para ter total controle de quem entrava e saia do local, enquanto Elizabeth rastreava qualquer pessoa que não precisasse de paz –, entretanto, sua atenção se voltou a .

– Nós iremos a Bucareste.

Desde quando Romanoff iria para Romênia? Aquilo não estava itinerário daquela viagem, ao menos, não ao qual montou na semana passada –, a lembrança remota da ida do Soldado Invernal para aquele país acendeu uma lâmpada na cabeça da mais nova dos Vingadores que riu –, enquanto o agente arqueava as sobrancelhas para a risada insolente.

Soldado Invernal, fora de questão, se lembra?

– Porém, temos um bom motivo, Stark – resmungou – Acreditamos que conseguiríamos o DNA dele.

– Não.

– E apenas uma chance única, Stark – a voz de soou seca para ela, enquanto observava o céu limpo de Viena – Não teremos outra chance de pegar o DNA dele, e o que você conseguiu dos arquivos da Hydra não serve, se lembra?

O argumento calou a Stark por meio segundo, enquanto recebia os olhares das outras que a contragosto concordavam com ele – a mulher apenas encarou eles, Clarissa sentia que ela ia bater em Romanoff por mais uma estupida ideia, e de como o apoiava –, a Rogers encarou eles, enquanto ela digitava sobre o computador e confiava a identidade do Soldado Invernal em Bucareste, e ela apenas apertou os punhos.

Ela pensou que pudesse recriar o DNA de James Barnes no seu computador, porém as amostras estavam danificadas e sintetiza não seria possível sem a combinação exata do DNA do Soldado Invernal –, observou os dois agentes, Romanoff já tinha até feito as malas, e estava até mesmo decidindo ir sem consultar as colegas de time, e era isso que irritava naquele momento, porém o que mais estava dando ódio era que ele estava certo.

Ela precisava do sangue de James Barnes para concluir o soro – e evitar que ele volte a ser um agente assassino da Hydra –, suspirou, e ponderou suas escolhas que não eram muitas até o presente momento.

– Recolha o material, e voltem imediatamente para a , entendido? – ela retrucou, enquanto os dois apenas concordaram, enquanto a fazenda que ficava no interior de New York era o último recurso, e onde todos os equipamentos de combate e a Legião de Ferro estava sendo montada secretamente – Monitore as atividades físicas, mentais e psicológicas dele, e apenas isso.

apenas concordou novamente – a Mulher de Ferro soltou mais um suspiro.

– Clarissa irá com vocês, e não se discute isso – a mulher encarou a loira que apenas concordou silenciosamente com os pedidos da morena – E andem logo, antes que eu me arrependa disso.

apenas percebeu os três saindo do quarto –, e não acreditava que Stark tinha cedido tão facilmente, porém a expressão no rosto dela era concentrada em alguma coisa.

acha que me engana.

A voz de soou séria – General Ross estava preparando uma investida para pegar o Soldado Invernal, e obviamente que Stark sabia de todos os passos do homem por trás do Acordo de Sokovia, assim como todos os passos de seus colegas também, e de todos alertas emitidos por Jarvis que eram catalogados por ordem de urgência –, enquanto riu da ingenuidade de Romanoff ao pensar que podia enganar a outra, e ouviu-se o assobio baixo de Teresa do canto da sala.

– E pretende impedir que eles façam isso?

Pergunta em curiosidade –, a morena apenas observou a Deusa do Trovão, e negou.

– Já estava nos meus cálculos que eles iriam tentar fazer isso – a Mulher de Ferro recostou-se na cadeira – E também, para o teste se bem sucedido, seria necessário o sangue do James Barnes para concluir a tarefa, não acham? Quero acha a cura para o que o Zola fez com ele, e nada mais prático do que uma boa dose do DNA dele.

– Você é um demônio, – fazia alguns meses que não chamava a mulher de ferro por aquele apelido, enquanto mesma revirou os olhos – No bom sentido, é claro.

– Desde quando existe bom sentido para demônio?

Inquiriu a Stark para , a Deusa do Trovão apenas deu de ombros.

– Existe algumas raças de demônios que são boas em Asgard – argumentou a Deusa do Trovão para a colega que a encarou atônica para o que ela disse – Seria um insulto chama-la de gigante de gelo.

gargalhou com o comentário inocente de Teresa, a Deusa Thor parecia não entender a graça que a Hulk via no que dizia – revirou novamente os olhos, enquanto programava os códigos e invadir o sistema de Viena em segundos, e varia os sistemas e buscava o rosto de T’Chaka nos hotéis da cidade, e também de T’Challa, assim como de todas as pessoas mais importantes que estavam naquele encontro –, entretanto, o rosto da Viúva Negra é detectado pelo sistema de reconhecimento de Jarvis.

– Temos uma aranha na cidade – informou com o cenho franzido, e digitou os dados necessários – Iremos para conferência da ONU.

– Achei que estivesse só para vigiar.

– Mudanças de planos – a Stark levantou-se, e abriu a mala feita apenas para enfeite, enquanto as roupas caiam em cima da cama, ela jogou roupas desnecessárias no chão – Escolha um modelo moderno, porém formal, e nada de roupas decotadas, Teresa.

A Deusa do Trovão revirou os olhos – tudo bem, que por engano, vestiu uma minissaia com uma camisa que mostrava o que não devia, mas isso foi antes dela entender que as mulheres poderosas deveriam se porta com elegância, ao menos foi isso que aprendeu com , porém quem em sã consciência colocaria ela numa reunião de segurança da empresa ás sete da manhã?

Era uma guerreira, porém as artes dos negócios ainda eram um mistério para a jovem deusa.

– Por que eu tenho que ir junto?

– Já imaginou a perder o controle? Eu não acho que iriamos querer um showzinho estilo Vingadores – retrucou a Stark tentando achar uma roupa que não fosse colorida, já que as malas foram feitas pela Agente Barton – , precisa urgente pensa em mudar o tom das roupas dela.

rolou os olhos –, era a Hulk, ao menos pensava que podia se controlar –, e Teresa tocou o ombro da amiga em solidariedade.

– Ela é um gigante de gelo.

Banner riu – enquanto jogou o travesseiro nelas.

textoX

– Vocês não planejam apenas pegar DNA?

A voz de Clarissa Rogers soou séria –, a Queridinha da América apenas observou eles, os dois agentes não contavam com a vinda dela –, a observou pelo retrovisor do carro alugado até o aeroporto onde a aeronave particular estava esperando-os.

– Existe complicações, Clair – a voz de soou – Iremos tentar capturar ele.

Clarissa apenas suspirou – ela suspeitava que e tivessem tais planos, e provavelmente naquele instante, já sabia dos planos dele –, a Queridinha da América observou as ruas de Viena.

– Como pretendem fazer?

Ela imaginava que já havia ao menos traçado um plano –, a Barton a encarava pelo espelho, seu rosto estava lívido e tenso, então riu.

– Certo, entretanto, esperamos que eles não nos quebrem ao meio.

– Você é uma super soldada, docinho – retrucou Romanoff com uma expressão sorridente, enquanto costurava nas ruas de Viena – Temos sedativos nas armas que apagariam um exército inteiro, se necessário, mas deve apagá-lo pelas próximas horas até o ponto de chegada.

– Onde vocês pretendem prendê-lo?

já está terminado as modificações na fazenda, pertencia ao governo, e foi leiloada, e temos nosso próprio lugar de segurança – comentou , um tanto ansiosa – A sala do pânico está preparada, e além de estamos nos preparando para os prisioneiros da Balsa.

– E o que me relembra, Coulson? Ele irá relembrar.

– Aparentemente tem uma palavra de segurança para isso – Romanoff estanciou no pátio do aeroporto, enquanto o piloto olhava eles saindo do carro – Assim como Eric, e o Foster, então, está conosco, capitã?

– Acha mesmo que vou deixar vocês com toda a diversão?

apenas deu de ombros –, enquanto a mala era retirada do carro.

– E por isso, que acho que você é diferente do outro – citou Steve Rogers com um meio sorriso, diferente dele, Clarissa gostava de luta, mesmo que isso custasse sua honra – Vamos, Charlie.

Clarissa olhou para trás, a frase dita por no início fazia sentido para ela agora.

– O mundo precisa de vilões, .

textoX

Banner se sentia esquisita.

Observou o elevador – o medo irracional se apossava de si, enquanto por alguma razão elas decidiram ir as compras em Viena –, “alguém vai te reconhecer”, a voz soprava em seu ouvido, porém ambas as mãos foram puxadas quando as portas se abriram, e revelaram turistas italianos falando alto, e meio altos.

– Se acalme, – alertou , os olhos atentos a cada passo da colega – Se você tentar alguma coisa, nós iremos te conter, e levaremos uma surra é claro, mas você não irá machucar ninguém. Eu prometo.

“Eu prometo”, ecoou como um mantra em sua mente –, fazia alguns anos, desde que virara Hulk que as pessoas não a encaravam com medo ou saiam correndo, porém naquele mundo.

Ela não era o monstro verde –, ao menos ninguém sabia quem ela era, ou do o que ela fez, ou do que era capaz de fazer caso perdesse total controle sobre si mesma.

A solidão se tornou sua melhor amiga – aprendera que devia se afastar de multidões, e a maioria das pessoas a julgava antes mesmo de abrir a boca – mudará para algum país da África, entretanto, a buscara e trouxera de volta a New York com a promessa que ninguém, e nem mesmo o exército americano iria tocar em qualquer fio de cabelo da mulher Hulk.

Eram amigas de faculdade antes do acidente –, lembrava a primeira vez que a viu, era jovem demais e concentrada demais em coisas que adolescente de 12 anos, era passara muito rápido pela infância e adolescência, e por isso, Howard a chamava de “pequena mulher” pelas costas para os amigos mais próximos, e tinha seus 16 anos, não era tão nova quanto a jovem Stark, porém tão brilhante quanto –, não esteve ao lado dela quando o pai morreu, estava em algum lugar da América do Sul tentando acabar com a própria vida, e quando viu nos jornais locais brasileiros uma pequena e singela nota sobre a morte de Howard.

Ela não tinha controle algum sobre o monstro que vivia dentro de si – a Hulk assustava a doutora, e por aquele motivo, ela fugiu de todos –, voltara a New York apenas ver completamente devastada, e aquela lembrança fez Rebecca percebe.

Ela não era a única com seus demônios.

?

A voz de soou, enquanto se deu conta que já estavam no carro e andando livremente pelas ruas de Viena –, a mulher estava sentada de qualquer maneira no carro alugado –, a olhava pelo retrovisor enquanto a outra encarou de volta, se deu conta que Stark conduzia o carro, e então afivelou o cinto.

E viu o sorriso irônico surgiu nos lábios da mulher de ferro.

parece estar voando.

-Se você chama-la de de novo, nós é que voaremos para fora do carro – comentou Stark com ironia, enquanto rolava os olhos para atitude da colega de time que pousava os olhos e desviava para o transito a frente – Porque a pode te chamar assim, e eu não?

– Porque ela não agir como idiota as vezes – retrucou a mulher para outra que soltou algum resmungo com a resposta malcriada – Achei que tínhamos motorista.

– E perder a chance de dirigir? Nem pensar, além disso, eu adoro dirigir – a Mulher de Ferro soltou um suspiro divertido, enquanto observava a velocidade – E eu não sou tão ruim, e eu que te dei o apelido.

rolou os olhos novamente –, podia ser o ser mais inteligente, porém o espírito livre e competitivo era sua ruina, e ela gostava da adrenalina tanto quanto de física quântica –, suspirou.

– Por que diabos iremos até essa conferência da ONU?

– Porque a Viúva Negra vai estar lá.

¹Eventos ocorrem durante Capitão América: Guerra Civil, com modificações.

²Balsa – prisão marítima.

³Capitã América da Terra-05 também é conhecida como Queridinha da América e Miss América, e por outros apelidos dados durante 2º Guerra Mundial.