Out Of Focus; Eye To Eye

Out Of Focus; Eye To Eye

Sinopse: Vocês costumavam ser tudo que você sempre idealizou que o amor devia ser. Um casal de cumplicidade única e amor grandioso, porém, passaram a imaginar futuros diferentes, onde o outro não mais cabia. Terminar foi o certo e ambos sabiam, mas bem, tinham direito de um último deslize, não tinham? Apenas para lembrar como costumava ser…
Fandom: Jay Park
Gênero: Romance (+18)
Classificação: +18
Restrição: Sexo explicito.
Betas: Alex Russo

Capítulo Único

“Put your lips close to mine
As long as they don’t touch
[…]
And I’ll do anything you say
If you say it with your hands”

fez uma careta e soltou um resmungo tão alto quanto exagerado quando viu e saírem do quarto da mais velha, já maquiadas e vestidas pra sair. O apartamento que as três garotas dividiam não era muito grande, mas não era como se precisassem de muito. Viverem juntas, por si só, era um sonho realizado, ainda que um desafio. Frequentemente, e precisavam respirar fundo e lembrar que se amavam para não pular no pescoço uma da outra, enquanto precisava respirar fundo para não enlouquecer quando elas, de fato, pulavam no pescoço uma da outra. Ou algo equivalente, e menos exagerado.
— Não acredito que vão mesmo à balada sem mim. — a mais nova reclamou, jogada no sofá com uma compressa de água quente sob a barriga. Honestamente, aquilo não estava fazendo nenhum efeito, sua cólica continuava a lhe fazer desejar a morte. Era aquele período do mês.
, tão delicada quanto de costume, deu de ombros.
— Vamos, ué. — retrucou, simples. apenas aumentou a carranca diante de suas palavras. riu. — Se quiser, levo uma calcinha sua e jogo pro DJ, só pra ele saber onde você queria estar. — retrucou, rindo quando jogou a almofada que tinha entre as pernas em sua direção.
— Acho que a gente devia ficar com ela, . Tadinha, tá toda dolorida…
— Desiste, . Você vai comigo. — interrompeu a amiga de cabelos coloridos, que fez uma careta para suas palavras. Ela odiava baladas, mas insistira tanto que acabou não conseguindo dizer não. — Au revoir, ! Até amanhã! — , enfim, gritou, acenando para a mais nova enquanto pescava a bolsa de cima da mesa, arrastando consigo para a porta.
— Espera, espera! Joga minha almofada de volta! — pediu, tão urgente quanto chorosa, mas foi ignorada e logo ouviu o ruído da porta sendo fechada, indicando que estava sozinha. Merda.
Resmungando sozinha, se levantou, andando com uma mão sob a compressa na barriga até a almofada, que pescou e, sem perder tempo, voltou a se jogar no sofá, de onde não pretendia sair mais por nada. Estava sozinha mesmo.
Num sábado. A noite toda. E com dor.
Ugh. Odiava tanto a TPM.

Depois que recebeu a notificação no celular que a comida que pedira pelo aplicativo já havia saído para a entrega, deixou o aparelho de lado e zapeou por alguns instantes pelos canais da TV, terminando por bufar quando não encontrou nada de interessante passando. Levando em conta que ainda estava com aquela sensação agonizante no pé da barriga, que provavelmente só melhoraria na manhã seguinte, muito provavelmente quando sua menstruação, de fato, descesse, é claro que não acharia nada realmente interessante na TV naquele momento. Nem mesmo seu filme favorito.
Suspirando, pegou o celular de volta, bocejando enquanto via stories de pessoas aleatórias nas redes sociais. A maioria, ela sequer sabia por que seguia, mas logo foi distraída com outra coisa, de qualquer forma.
A campainha de seu apartamento lhe fez dar um pulo pelo susto, e a garota imaginou, surpresa, se já era a comida que pedira. Não estava esperando ninguém, afinal, e pensando naquilo, se arrastou até a porta, sem ter ideia de onde estava a carteira, porém a prioridade era garantir ao entregador que estava em casa e com fome. Era bom que ele não fosse a lugar algum.
Exceto que… Não era ele ali quando abriu a porta. A garota esperava qualquer um, menos seu ex-namorado, que nem devia estar na cidade naquele fim de semana, muito menos batendo em sua porta como nos velhos tempos. Como se não houvessem aberto mão daquele costume há quase três meses, quando terminaram.
soltou, junto com o ar que prendeu quando bateu os olhos no homem.
Ele abriu um sorriso pequenininho, lhe encarando como quem pedia desculpas mesmo que não houvesse dito nada ainda. Os dois tinham muitos amigos em comum, o namorado de , inclusive, era o melhor amigo de , de forma que era de se imaginar que houvessem se encontrado antes, em algum evento com todos os amigos, mas foram bons em se evitar desde o fim do namoro e aquela era, de fato, a primeira vez que se viam depois que decidiram, por respeito a história que tinham e a tudo que um sempre significou para o outro, terminar o namoro de pouco mais de um ano.
— o homem, enfim, murmurou. Sua voz não soou muito alta, o tom tão surpreso quanto o dela, mesmo que, bem, fosse a casa dela. balançou a cabeça, parecendo pensar o mesmo que . — Desculpe, eu… Eu não achei que você fosse estar aqui. Vim pegar um equipamento que o disse que deixou no quarto da da última vez que veio e eu ‘tô precisando… Achei que fosse encontrar só a aqui, é ela quem costuma fugir das baladas que você e a adoram, então… — deu de ombros, sem se preocupar em terminar de delinear seu pensamento.
— Ia acontecer em algum momento — retrucou, se referindo ao iminente reencontro pós-termino dos dois. Abriu um pequeno sorriso em seguida, deixando-o entrar. — Vem. A saiu, mas você pode procurar o seu equipamento no quarto dela. — murmurou, sem realmente ligar de guiar pela casa. Ele conhecia tão bem o lugar quanto ela, dormira lá inúmeras vezes. Com ela, em sua cama.
ficou em posição de índio sob o estofado enquanto esperava que ele saísse do quarto de sua amiga, sentada com a coluna ereta enquanto encarava fixamente a TV, sem de fato ver o que a tela mostrava. estava em sua casa. Droga, ela nem se lembrava como era tê-lo ali. E, ainda assim, não conseguia parar de sentir saudades.
Os dois haviam decidido juntos que terminar era o melhor a fazer quando deixaram de traçar caminhos semelhantes para seu futuro, mas bem, ainda era um saco. Especialmente porque se davam tão bem, seu relacionamento sempre fora tão… ugh. sentia falta dele. E, naquele momento, sozinha em casa num sábado a noite, com uma cólica forte o suficiente para fazê-la chorar, sentiu mais ainda. sempre soube como melhorar aquelas dores. Céus, como ele sabia.
— Encontrei — anunciou, saindo do quarto de com uma mochila preta em mãos. Provavelmente com algum equipamento de filmagem que emprestara a e agora precisava de volta. Tanto quanto trabalhavam com audiovisual, principalmente dirigindo videoclipes de outros artistas e assessorando aqueles que ganhavam sua simpatia. Não eram muitos. — Tenho gravação amanhã. — ele explicou em seguida, diante do silêncio da garota. sempre foi bom em lê-la, porém naquele momento não conseguiu imaginar o que se passava em sua cabeça e a distância que aquilo pôs entre eles fez com que um nó surgisse, apertado, em sua garganta.
— Promissora? — a garota acabou por perguntar, sem conseguir se controlar. Nos velhos tempos, falariam por horas sobre seus dias e planos, sobre oportunidades e projetos que surgiam em seu trabalho e o que pretendiam fazer com tais coisas. Nos velhos tempos, costumava ter no rosto o sorriso mais bonito que se lembrava de já ter visto enquanto ele lhe contava, empolgado, seus planos para seus projetos e oportunidades.
sentia falta daquilo.
— É, o roteiro é interessante, então… — ele deu de ombros. Estava travado e tudo estava esquisito. A distância parecia cada vez maior. — Bom, eu devia ir. — ele enfim se forçou a falar, sem conseguir ver qualquer maneira de tornar aquela conversa menos frustrante.
odiava aquela distância, é claro, mas o que podia fazer? Era como as coisas deviam ser agora, não eram mais um casal… Não eram nada.
Haviam claramente erguido uma barreira contra o outro e, ao mesmo tempo em que queriam tanto derrubá-la, sequer achavam possível.
— Eu pedi comida — murmurou, fazendo com que ele virasse para lhe encarar já com a mão na maçaneta, prestes a ir embora. Suas sobrancelhas arqueadas e olhos desconfiados encontraram os dentes da garota massacrando seu lábio inferior, transparecendo apenas a quantidade de insegurança que não podia controlar quando completou: — Pode ficar pra jantar, se quiser. Eu meio que pedi demais, de qualquer forma.
— Sim, claro. — assentiu, deixando que seus dedos parassem de tocar a maçaneta e engolindo em seco, nervoso. o imitou, sem de fato notar que o fazia enquanto deslizava a mochila do ombro, recostando-a perto da bancada que separava a cozinha do corredor de entrada do apartamento.
A verdade era que nenhum dos dois sabia se aquilo era realmente uma boa ideia, mas céus, os dois queriam tanto.

Os primeiros instantes sentados a mesa foram estranhos, lhes fez sentir como num frame cinematográfico que coloca os personagens em cantos opostos da mesa de jantar para exprimir a distância. Era tão amargo quanto incomodo, mas não durou muito.
e tinham almas parecidas, paixões que apenas o outro era capaz de compreender com total exatidão e, inferno, ainda se amavam. Não importa o que tentassem falar ou fazer pra negar, ainda se amavam. Bastou que a garota perguntasse sobre a viagem de pra filmar seu novo projeto e, pronto, eram eles dois de novo, como se tempo nenhum tivesse passado.
Bom, isso até se levantar pra lavar a louça e desviar, por reflexo, hábito, o que fosse, o olhar para a bunda da garota, que soltou um risinho nervoso ao notar.
— Você não pode mais fazer isso. — murmurou, sem encará-lo e soltou uma risada, apenas uma nota mais descarada que a dela. Tão nervosa quanto.
— Você não pode mais gostar.
Céus, ela gostava. Droga, como gostava. Seu sangue ferveu de um jeito no mínimo problemático e a garota balançou a cabeça, soltando outra risada nervosa.
— Vai, para de falar besteira. Levanta e me ajuda aqui. — retrucou enfim, assistindo o ex-namorado concordar com a cabeça e obedecer, se arrastando em sua direção. — Toma, você seca e guarda. — jogou displicente o pano de prato para , que soltou um risinho nostálgico ao pegá-lo no ar. rolou os olhos para a presunção em seu olhar quando lhe encarou e riu mais, assimilando aquele cenário de maneira inevitavelmente saudosa. Tudo aquilo era… Céus, era exatamente como na droga dos velhos tempos.
Em dado momento, já faltando apenas alguns copos para enxaguar, secar e guardar, parou o que fazia e inclinou o corpo para frente, apoiando uma das mãos na pia enquanto resmungava sozinha de olhos fechados. já vira aquela cena tantas vezes que sequer precisou de muito mais para saber do que se tratava.
— Então, é por isso que está em casa num sábado a noite — ele comentou e a garota olhou por sob o ombro em sua direção, com uma careta desgostosa no rosto.
— Não, é porque eu sabia que você viria — resmungou irônica, e ele riu, se aproximando da garota e alcançando sua cintura com uma mão enquanto inclinava o corpo de modo a imitar a posição em que ela estava, os olhos ficando rente aos seus quando abaixou a cabeça próximo a pia, como ela fazia.
— Eu podia muito bem acreditar nisso. Sempre soube muito bem como cuidar das suas cólicas, não é? — arqueou as sobrancelhas e balançou a cabeça, se afastando do ex-namorado, certa que se não o fizesse terminaria fazendo uma besteira muito grande. Infelizmente, estava bem certo: Ele resolvia aquele problema tão bem, e de um jeito tão gostoso.
— Me erra, . — reclamou, tão pouco convincente que o fez rir, erguendo as mãos ao lado da cabeça como quem se rendia.
— Só estou dizendo… — se defendeu — Eu já ‘tô aqui, de qualquer jeito. Você não precisa ficar com dor, e além do mais… Nunca fizemos isso. — riu diante do olhar incrédulo de , continuando em seguida: — Nunca tivemos um deslize desde que terminamos. Acho que a gente tem direito a um.
— É? Em que manual você leu isso? — a garota retrucou irônica depois de soltar uma risada nervosa. Aquilo, em conjunto com o modo como mordeu o lábio, e o soltou logo em seguida, não deixava dúvidas: Estava pensando no assunto.
— Só estou dizendo que… Nossa última vez foi ótima, sempre é, mas tem tanto tempo… Você pelo menos se lembra? Da sensação dos nossos corpos juntos? De porque a gente gostava tanto? — tinha aquela habilidade odiosa de soar, ao mesmo tempo, simples, como se soubesse que estava certo, mas ao mesmo tempo, pedinte. Talvez fosse aquele olhar, que dizia, justamente, algo como “você sabe que eu ‘tô certo”, e ao mesmo tempo implorava que ela cedesse.
— Vagamente — ela confessou, num fio de voz, e odiou aquilo. Se havia algo no que os dois eram bons, era no sexo, e porra, era no minimo injusto que todas as vezes que provaram aquilo da maneira mais deliciosa possível estivessem fadadas a se apagar em suas memórias.
, novamente, levou as mãos ao alto, aproximando-se dela e, quando a distância quase permitia que seus corpos se tocassem, se pôs de joelhos de frente para a ex-namorada, que sentiu o estômago revirar ao olhá-lo de cima. Puta que pariu, havia esquecido como ele jogava baixo.
— Eu também — ele murmurou, no mesmo tom que ela, as mãos ainda suspensas ao lado da cabeça, os olhos prendendo os dela nos seus. — Bom, me lembro de uma coisa ou outra. Nem de longe tanto quanto gostaria, mas… Lembro como cuidar de você. — finalmente baixou as mãos, tocando a barra da blusa da garota e a encarando como quem pedia permissão. Ela sabia tanto quanto ele que aquele era o ponto sem retorno, e dependia apenas dela. O que era um inferno porque, como ia ser racional naquele dia, naquela noite? Havia sido deixada sozinha em casa, com aquela droga de cólica que sabia tanto quanto , ele podia melhorar, isso sem falar no pico hormonal que a TPM tinha o prazer de trazer, como se de alguma forma aquilo compensasse a dor das cólicas e não apenas piorasse tudo. Fala sério, dava pra culpá-la?
— Você disse que lembra… Nada mais justo que deixá-lo provar — falou, enfim, e o coração pulou uma batida quando assentiu, balançando brevemente a cabeça como se dissesse “justo”, subindo sua blusa apenas o suficiente para que o umbigo da garota ficasse a mostra. Quando o fez, aproximou os lábios da pele embaixo do umbigo e o hálito quente por si só fez morder o lábio lhe assistindo, sentindo ondas especificas demais alcançarem seu centro.
A melhor maneira de descrever o que aconteceu em seguida acabou sendo tornar as ondas tsunamis, ao passo que cobriu a pele da garota com os lábios, beijando primeiro de maneira cálida, quase inocente, arrepiando-a inteira, e então enlouquecedora e quente, a língua encontrando a pele dela e pirraçando-a de um jeito absurdo demais para ser certo. sequer pensou quando deixou que uma e suas mãos alcançassem o topo da cabeça do ex-namorado, os dedos se infiltrando em seus cabelos sem realmente puxar. A outra mão da garota rumou para trás de seu corpo, apertando o puxador do fogão.
As mãos de encontraram as laterais do short de pano de e baixaram a peça, seus beijos descendo pela pele sensível daquela região no finzinho da barriga da garota, fazendo-a cerrar os olhos e soltar o ar. Havia tanta tensão em seu corpo antes mesmo que passasse uma de suas pernas pelo próprio ombro, os dedos entrando pela calcinha da garota ao mesmo tempo em que os olhos buscavam os dela, que, céus, podia muito bem gozar sem que ele sequer alcançasse sua entrada.
Claro, preferia que ele alcançasse e se viu apertando mais forte os dedos nos fios escuros de quando sentiu seus dedos explorarem preguiçosos sua intimidade, sem realmente tocar lugar nenhum. Não de verdade.
— Eu posso acabar chutando a sua cara se você provocar muito — avisou, o tom apenas parcialmente humorado fazendo rir. — Não confiaria em mim se fosse você, . Pico hormonal e tal.
— Justo. — o homem concordou, baixando sua calcinha em seguida — E eu prometi cuidar de você.
— Prometeu. — concordou, o tom ligeiramente fogoso arrancando um sorrisinho de , que passou a língua pelos lábios ao baixar sua perna só para terminar de livrá-la da calcinha, trazendo-a de volta para o próprio ombro no instante seguinte. — Cace… Argh! — a garota sequer conseguiu terminar de xingar quando, enfim, abocanhou sua intimidade, a língua lhe tomando sem pudor. apertou os dedos nos cabelos do homem e gemidos roucos escaparam de sua garganta, sem que ela fosse capaz de sequer tentar abrir os olhos, presa nas sensações tão deliciosas com as quais lhe presenteava.
Honestamente, ela estava precisando daquilo. Cada parte de seu corpo clamava pelo prazer que lhe dava naquele momento, e a garota começava a sentir choquinhos crescerem por todo lugar só com aquilo, os gemidos soando mais alto por consequência. Quando ergueu a outra perna de , passando-a por seu ombro também, a visão de escureceu por um instante e, ao passo que lhe puxava mais para si pelos quadris, de modo a alcançar deliciosamente fundo dentro dela com a língua, tudo voltou, nas cores mais brilhantes e intensas que já experimentara. Parecia a porra de uma hipérbole, ou qualquer que fosse a figura de linguagem que melhor se encaixasse ali, mas a garota jurava, era real.
Porra, e como era bom.
Ela praticamente chorava, se esfregando ao rosto de sem qualquer controle do que fazia. Todo contato, todo calor, ainda parecia pouco e, ao mesmo tempo em que era tomada por um alivio sem tamanho por não sentir mais dor, sentia também aquele comichão tão intenso quanto agonizante, que lhe deixava em chamas e ansiando por mais do que lhe dava, a explosão chegando tão rápido quanto só era possível naquela época do mês. gozava tão rápido na TPM.
afastou o rosto de sua intimidade para assisti-la desfalecida em seus braços, inegavelmente orgulhoso de ter causado aquilo e, bem devagar, deslizou as pernas da garota de seus ombros para o alcance de suas mãos, que as segurou enquanto se punha de pé, fazendo com que passasse as pernas em sua cintura quando o fez, tocando suas testas e esperando, sem pressa, a garota se recuperar. Quando, enfim, abriu os olhos, o coração voltou a errar as batidas e a garota foi acometida pelo mais intenso e ridículo dos calores, apertando o lábio inferior com os dentes, sentindo a ereção de esbarrando em sua intimidade exposta.
— Posso ir embora agora se você qui… — foi interrompido por , que o puxou pelo pescoço e cobriu os lábios do ex-namorado com os seus. Suas línguas se encontraram apressadas, necessitadas, e apertou mais as pernas ao redor de , sentindo tudo dentro de si ferver por ser capaz de sentir de maneira ainda mais intensa o volume crescente dele. — Porra — soltou, a voz falhando graças a falta de ar, e sentiu o estômago afundar, levando as mãos para sua calça e abrindo-a com pressa, baixando os jeans do homem com tanta pressa quanto.
— Você não vai a lugar nenhum agora. — ela retrucou, com a voz tão falha quanto a dele e riu fraco, puxando seu lábio inferior entre os dentes ao concordar com a cabeça, puxando-a pela cintura mais pra si e dando alguns passos para trás, de modo a tirá-los de perto do fogão, levando para cima da mesa, onde ambos podiam encontrar um apoio melhor para seus corpos.
, enfim, baixou a cueca de e, quando ele terminou se livrar da calça e da cueca, envolveu seu membro com a mão, gemendo junto com ele, já que o homem perdeu tanto tempo quanto ela, alcançando seu clitóris e espalhando beijos por seu pescoço e ombros simultaneamente.
— Você ainda guarda as camisinhas no mesmo lugar? — ele perguntou perto de seu ouvido, arrepiando-a. apertou com um pouco mais de força o membro dele, sem realmente notar que o fazia, não até apertar sua cintura em uma das mãos como resposta. Os toques fortes inflamavam os dois em igual escala e, céus, podiam muito bem entrar em combustão juntos naquele momento.
— Guardo, mas… Bota sem — puxou pelo braço quando ele fez menção de se afastar, assim que ouviu a primeira palavra saída de sua boca em resposta a pergunta dele. Diante do resto, obviamente inesperado, arqueou as sobrancelhas para a ex-namorada.

— Goza fora. — ela o interrompeu, sabendo que ele tentaria negar. Sabia tão bem quanto ele todos os motivos para usarem camisinha, mas céus, ela queria senti-lo sem nada no caminho. Precisava daquilo, era o que sua intimidade lhe dizia, queimando por ele e apenas por ele.
balançou a cabeça e lhe roubou um selinho rápido.
— Você é doida. — falou, sorrindo um pouquinho ao afastar seus joelhos, voltando a aproximar-se dela, segurando na base de seu pau para aproximá-lo de sua entrada, finalmente lhe invadindo. Sem nada no caminho, exatamente como ela pediu.
Inconsequente, era como eles e, provavelmente seus amigos quando soubessem, descreveriam aquela noite, quando pensassem sobre aquilo depois. Havia outras palavras em suas mentes naquele momento e, bem, fugiam deliciosamente daquele contexto.
se enterrou inteiro dentro da garota e soltou o ar contra seu rosto ao juntar suas testas, encarando-a tão deleitado quanto pedinte, embora soubesse tanto quanto ela o que pedia. O que mais podia querer aquela altura, afinal de contas?
Que não acabasse, uma vozinha em sua cabeça soltou, incomoda demais simplesmente porque estava certa, e balançou a cabeça, puxando-a pela nuca e cobrindo a boca da garota com a sua. Suas línguas se encontraram num beijo quente, que, ainda assim, não durou muito. Quando o homem começou, devagar, a se mover dentro da ex-namorada, deslizando numa lentidão tão deliciosa quanto enlouquecedora, foi obrigada a interromper o beijo para gemer, ainda que perto demais da boca de para que qualquer um dos dois aguentasse.
Ele puxou seu lábio inferior entre os dentes, lhe encarando como se perguntasse se já podia beijá-la novamente e a própria trouxe o rosto dele para si, roçando seus lábios até o último instante, quando ele juntou os cabelos dela num bolo e invadiu sua boca novamente com a língua, misturando os ritmos dos dois naquele beijo que dizia tanto sobre tudo que sempre foram: Havia a agressividade e pressa de , e a provocação que sempre amou ser, pingando de suas salivas e dos dentes dela arranhando breve e deliciosamente a língua do ex-namorado.
Inferno, como eram bons naquilo.
puxou o lábio inferior de , colando suas testas enquanto deslizava por completo para fora dela só para invadi-la novamente no instante seguinte, e a garota puxou a barra da camiseta de , livrando-o da peça e erguendo os braços para ajudá-lo com a sua própria em seguida.
Pouco a pouco, aumentou o ritmo de suas estocadas, e se movendo tão rápido quanto forte dentro da garota, terminou por soltar sons tão luxuriosos quanto obscenos no ouvido da ex-namorada, que adorou lembrar o quanto gostava de sua voz naquele tom. o incentivou também, alcançando sua bunda e cravando as unhas toda vez que ele se enterrava mais fundo dentro dela, o incentivando a não parar tanto quanto os sussurros desconexos no ouvido dele. O homem apertou na cintura da garota e passou a espalhar beijos por seu pescoço, que retribuiu o carinho beijando o ombro de , ainda que para terminar afundando os dentes na região quando o ex-namorado levou uma das mãos para seus seios, apertando com mais força do que devia, levando em conta a TPM da garota.
— Estão doloridos — ela reclamou, o tom tão choroso quanto manhoso pegando desprevenido. Ele gostava de ouvi-la falar naquele tom, ainda que sempre implicasse com péssimas imitações quando o ouvia, mas o caso era que… Não achou que fosse voltar a ouvi-la falar daquele jeito, não desde que terminaram. O peito, sem que ele pudesse evitar, apertou de saudades e trilhou beijos por todo o colo da garota, em direção aos seios, que ele beijou com carinho e cuidado, olhando nos olhos da garota, que arqueou a coluna em sua direção e gemeu, deliciada e entregue, diante do carinho, tão inesperado por ela quanto o tom no qual ela falara um instante antes por ele.
passou a língua pelos mamilos de , beijou entre os seios e então subiu novamente para sua boca, movendo a língua contra a sua num ritmo singular, tão sem pressa quanto instigante enquanto, com o próprio corpo, empurrava o dela para trás, fazendo com que terminasse deitada na mesa. Puxou-a pelos tornozelos, trazendo-a mais para si e só então voltou a se mover dentro dela, descendo os beijos novamente para seus seios, e o misto de cuidado e sensualidade no movimento de sua língua sob o mamilo e a auréola de cada um dos seios da garota fez sentir tudo dentro de si revirar deliciosamente. Seu corpo estava tão quente que podia muito bem queimar e desaparecer em cinzas naquele momento.
E iria feliz, por que… Puta que pariu, eram bons demais naquilo.
Com a língua agora pirraçando novamente o pescoço da garota, levou as duas mãos de para cima de sua cabeça e segurou os pulsos da garota juntos enquanto ia e vinha dentro dela, escorregando sem realmente calcular o ritmo de seus movimentos e arqueou o corpo, mordiscando e beijando o maxilar do ex-namorado.
, assim… — a garota jogou a cabeça para trás quando lhe obedeceu, e lutou com sua mão para libertar os próprios pulsos. Quando o fez, ela levou as mãos uma para o pescoço do ex-namorado, a outra para suas costas, apertando-o e abraçando, trazendo mais e mais para si até que pudessem sentir o coração do outro martelando forte contra o próprio peito. Foi preciso muito pouco para que enfim desfalecesse novamente nos braços do homem, sentindo o corpo todo vibrar em meio aos espasmos que queimavam como brasa por todo o corpo.
E então, xingou baixo e saiu de dentro da garota quando sentiu o próprio orgasmo começar a alcançar seu corpo, levando as mãos ao pau e precisando movê-las ali por menos de cinco segundos antes de, enfim, se derramar nas próprias mãos, entregue a visão estonteante de jogada sob a mesa, ainda de pernas aberta, deliciosamente destruída.
apoiou os cotovelos na mesa, de modo a erguer parcialmente o corpo para encarar . Por um instante, apenas se encararam, permitindo absorver cada parte da despedida que aquele momento se tornava agora que ultrapassavam o lascivo que os representava mais que qualquer outra coisa um instante antes. balançou a cabeça e se aproximou de , sentando-se ao seu lado na mesa e lhe encarando por um instante, com olhos tão atentos quanto carinhosos, o tipo único de carinho que era a marca dele e, então, puxando gentilmente o rosto dela para o seu, juntando suas bocas num beijo diferente de todos os que haviam trocado aquela noite. Tinha gosto de despedida, mas também tinha a marca única dos dois, do instigante de e do incisivo de , do encontro único que sempre seriam. Ainda que, de fato, as memórias se apagassem com o tempo e levassem a lembrança do gosto ou das sensações que proporcionavam um ao outro, sempre teriam o sentimento.
Quando abriram os olhos e voltaram a se encarar, no entanto, detestou pensar que aquilo era tudo. Havia certa melancolia na ideia de terem, pelo resto da vida, aquele sentimento, que, no entanto, nunca mais os preencheria do modo que fazia quando estavam juntos.
— Você acha que estamos complicando o que devia ser simples? — ela acabou por perguntar, desviando o olhar em seguida. Odiou o modo como soou pedinte e vulnerável. Odiava parecer qualquer uma das duas coisas, afinal.
acha. — comentou invés de responder de imediato e deu um sorrisinho fraco, concordando com a cabeça.
também.
Os dois ergueram o olhar em seguida e o encontro de suas irís continha mais esperança do que gostariam de admitir. suspirou e abraçou a garota de lado.
— Eu não sei, . E não acho que vamos saber agora, mas… Eu espero que sim — ele confessou, baixinho. Também não gostava de demonstrar vulnerabilidade, o que tornava aquele momento tão intenso quanto podia ser. — E espero que a gente encontre o caminho de volta um pro outro um dia.
— Eu também. — ela murmurou e ficaram em silêncio por vários instantes, até que suspirou e deitou a cabeça no ombro de . Deus sabe quando ou se fariam aquilo de novo, se, de fato, encontrariam o caminho um para o outro como dissera, mas não queria desperdiçar o resto daquela noite com aquela tristeza e melancolia complicados demais para tecer como uma rede feita da mais bela das dores. passou, afinal, o inicio da noite certa de que passaria todas as horas que lhe restavam até o amanhecer miserável e aparecera, revirando os seus planos… Podia permitir que ele continuasse a revirar, só mais um pouco. — Quer tomar um banho? — ela, enfim, perguntou, erguendo o olhar pra ele, que a encarou surpreso.
— É uma boa ideia?
— Quem fez uma faz duas. Três se você aguentar. — ela retrucou, dando de ombros e arrancando uma risadinha de por isso.
— Eu amo você, sabe disso, não sabe? — ele murmurou quando se puseram de pé, permitindo que a garota o arrastasse para o banheiro e só voltou a lhe encarar quando estavam embaixo do chuveiro e trazia a garota para si, juntando seus corpos num abraço. Era como se nada houvesse mudado por outra vez e sabia que a sensação passaria logo, mas ousou aproveitar, ainda assim.
— Eu também amo você, — ela respondeu, sorrindo. sorriu também. — Sempre vou amar.
sabia que não podiam viver em função da possibilidade de, um dia, voltarem a ser um “nós” como já foram, e não pretendia também, mas aquilo era verdade: Sempre amaria . E acreditava que também sempre teria algum espaço no coração, tão exclusivo, dele. E aquilo já era bom, já era… Algo.

FIM

 

Nota da Autora:
Oooie!!!!!! Essa é a 3° fanfic do meu projeto “50 motivos para fazer sexo”, inspirado num episódio do seriado How i Met Your Mother, em que os personagens montam uma lista com tais motivos. No projeto, uso alguns dos 50 motivos, adaptando outros. 47 to Go! HAHAHA
Espero que tenham gostado, e não se esqueçam de comentar, please pretty please!
Qualquer coisa a mais, vocês podem me achar no twitter como @ybsunlight ou no instagram como @brubslobato ou até no email como [email protected] Mil beijos, e fui!