Scene Stealer

Sinopse: Quando um rapper e produtor consagrado se une à nova estrela do país, o mínimo que se espera é que essa canção – e essa garota – roube a cena.
Fandom: Simon D
Gênero: Restrita
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito. Pode ser lida com qualquer pessoa.
Beta: Alex Russo


“She’s a tornado with pretty eyes and a heartbeat”

Se havia algo pelo que agradecer, era o sistema de isolamento sonoro instalado há pouco mais de seis meses. Custara – com o perdão do exagero – mais do que o resto do estúdio inteiro, mas valia a paz de espírito de não ter mais a polícia interrompendo seus melhores momentos de criatividade depois de chamadas dos vizinhos. Não era como pudesse reclamar, no entanto: ele ainda se surpreendia com o fato de que os moradores do prédio de fato ouviam às suas músicas depois de lançadas – se fosse ele em seu lugar, teria enjoado delas depois dos primeiros dias de produção. Oh, sim, porque aquelas eram noites intensas. Algo como o mesmo trecho de poucos segundos sendo repetido uma centena de vezes. De novo. E de novo. E de novo.
— Você pode voltar só um pouquinho? – a mulher pediu, erguendo o corpo no sofá onde estava antes confortavelmente deitada, com uma almofada cobrindo a cabeça. – Logo antes do hook. – pediu, parecendo tão determinada a fazer aquilo funcionar que um sorriso de canto se desenhou nos lábios do homem sentado à mesa de som: ela era tão perfeccionista quanto ele, e era isso que os mantinha ali até àquela hora da madrugada, trabalhando em uma faixa que para o resto do mundo soaria bem demais para merecer retoques.
— Falta alguma coisa. – ele esfregou o rosto para descansar os olhos da luz colorida da tela do computador. – Alguma coisa pra preparar…
— Pra preparar o drop, é. – ela concordou de imediato, levantando-se do sofá de couro para cobrir a pequena distância até a cadeira dele.
A garota sorriu de canto para o quão tensos os ombros do homem pareciam e pousou as mãos sobre eles, cerrando os olhos e cantarolando sua parte na canção enquanto tentava, sem sucesso, encontrar sua própria inspiração. Entenda, nada estava fora do lugar: a batida era cativante o suficiente para que fosse impossível não se mover com o beat, a letra na qual eles trabalharam por semanas era sensual apenas na medida certa, e tinha linhas que certamente virariam tatuagens por aí. Além do mais, era .
— Argh, eu odeio isso! – resmungou, frustrada, apertando os ombros de como forma de aliviar o próprio stress e arrancando dele um murmúrio de dor que soava quase satisfeito, o que a fez continuar.
— A gente não vai chegar em mais nada hoje, . – tombou a cabeça para melhorar o acesso dela ao seu pescoço. Ele girou um lápis entre os dedos, depois de pausar a música: estava naquilo há tempo o suficiente pra saber quando um projeto precisava esfriar, até que pudesse ter um novo olhar sobre ele. – A faixa é boa…
— Mas a gente tá quase lá! – protestou, parecendo animada demais para o meio da madrugada. – Se eu quisesse uma boa faixa, eu não teria procurado você, ok? – girou a cadeira dele de modo que estivessem frente a frente. – Eu quero a melhor. – ela o segurou pelo maxilar e fez seu melhor para não estremecer sob os olhos de que, sempre que encontravam os seus, faziam uma revolução em seu interior. – Eu sei que você quer também. – murmurou, dando de ombros quando um sorriso de canto surgiu nos lábios do homem pelo duplo sentido escondido em suas palavras.
Merda, o que vinha fazendo com ela pelas últimas semanas era uma tortura à qual ela se submetia sem arrependimentos, mas não deixava de ser dolorosa feito o inferno. Era tudo sobre ele: da voz que fazia com que tudo o que ele dizia soasse ao mesmo tempo tão sério e tão despretensioso, ao fato de que ele era um monstro quando se tratava de música. Isso sem contar a maldita aura que o envolvia: era como se, onde ele estivesse, todos gravitassem ao seu redor. E com ela… Bem, não era como se estivesse orgulhosa disso, mas com ela não era uma exceção.
— Pra ter o melhor, você tem que ser a melhor… – sorriu de canto, provocando-a a fim de que aquilo mexesse com a ponto de arrancar dela o que precisavam. Uma solução para o problema da música, é claro. Não que ele não desejasse também que eles resolvessem todo o resto que parecia flutuar entre eles, naquela tensão tácita que de que ele havia aprendido a gostar.
A verdade, no entanto, era uma só: ela era a melhor. Era a melhor, e sabia disso tanto quanto ele. não tinha tanta certeza, até vê-la cantar ao vivo pela primeira vez: não era só sobre a voz, com . Era a postura, o modo como ela tomava qualquer palco e o fazia seu. Talvez toda aquela bobagem sobre magnetismo pessoal tivesse algum fundamento, afinal… Era impressionante e ele, honestamente, nunca vira algo tão atraente em toda a vida. Isso, somado aos sorrisos fáceis e conversas longas que vinham tendo nos dias que compartilhavam no estúdio, explicava o motivo pelo qual ele não tinha paz. Não quando estava por perto.
— Eu sou a melhor. – a mulher respondeu, com um sorriso despreocupado, e ele não esperava nada diferente dela: aquela nota de arrogância que em qualquer outro soaria mal, combinava com de um modo único. – Se eu não fosse, você não perderia seu tempo comigo, . – completou, e daquela vez ele não conteve um sorriso enviesado, pensando na combinação improvável que formavam ali.
Quando recebeu uma ligação do agente de contando do desejo dela de produzir uma canção com ele, a ideia lhe pareceu absurda: ele estava em um hiato longo demais, e não pretendia fazer nada menos que o melhor e mais íntimo álbum de sua carreira. Por isso, trabalhar com a nova queridinha do país não era a ideia que mais lhe atraía profissionalmente. Um segundo olhar sobre a questão, no entanto, despertou-lhe para o óbvio: os vocais sensuais de eram o casamento perfeito para seu rap ‘laid-back’. Era irresistível demais para recusar.
Ele meneou a cabeça, rindo consigo mesmo enquanto a observando andar pelo estúdio com tanta desenvoltura que não parecia que só tinha estado ali outro par de vezes. Era como as coisas funcionavam para ela, afinal: onde quer que estivesse, ela tomava conta do ambiente, preenchendo-o por completo. Mais do que beleza, era presença.
— Aqui. – estendeu para ele uma garrafa de cerveja que buscou no frigobar. – A gente poderia fazer isso com café, mas qual seria a graça? – deu de ombros, andando até a mesa de som e procurando alguma faixa para limpar a mente daquela em que eles trabalhavam.
— Você tem idade pra beber? – implicou, mas a risada morreu no instante em que se debruçou sobre a mesa de som: aquela garota tinha curvas e, antes que percebesse, ele prendia o lábio inferior entre os dentes diante da visão tão dolorosamente tentadora que, tinha certeza, ela lhe dava de propósito.
— Você se surpreenderia. – retrucou, olhando para trás e flagrando o olhar dele, que retribuiu com um sorriso sacana, confirmando suas suspeitas. – Hum, essa é a minha preferida. – suspirou, deixando que o corpo brincasse ao ritmo lento que preenchia o ambiente, tal qual sua voz passeava pela melodia que compusera há tantos anos.
— Combinou com você. – sorriu de canto, apreciando o modo como o timbre de transformava a canção, enquanto seus olhos corriam pela figura da mulher diante dele sem pressa alguma: ela tinha os pés descalços, vestia um moletom grande o suficiente para cobrir os shorts, e não tinha um pingo de maquiagem no rosto. Em nada parecia a maior estrela do país. Ali ela era , a garota de vinte e poucos anos, gargalhadas altas demais e um problema crônico de falta de papas na língua. E ele não precisava pensar duas vezes antes de escolher sua versão predileta.
— Você vai realmente só olhar? – a voz de o arrancou de seus devaneios, e o modo como ela arqueava uma sobrancelha em desafio só fazia com que ele tivesse ainda mais vontade de descobrir se toda aquela impetuosidade também existia entre quatro paredes.
— É uma bela vista. – levou a cerveja aos lábios, falhando em esconder o sorriso mínimo que surgiu neles à provocação da garota, que sorriu enquanto andava até o sofá.
— Posso? – perguntou, apontando para as pernas dele. seguiu com os olhos a direção que a garota indicava para ter certeza do que ela sugeria, e quando olhou para ela novamente sorria com algo entre descrença e tesão. Ela era completamente louca, e ele começava a se perceber também completamente louco. Por aquele jeito louco dela. – Eu gosto de aproveitar a minha vista mais de perto.
— Você gosta de brincar com fogo, isso sim… – meneou a cabeça, e entendeu aquilo como uma resposta, passando uma perna de cada lado das dele, absolutamente ciente de cada ponto em que seus corpos se encontravam, e que se aqueciam pouco a pouco.
— Eu gosto de muitas coisas, . – ela soltou uma risada rouca, tomando um gole de cerveja antes de completar. – Fogo é só uma delas.
— Então a pergunta é: quão disposta você está a se queimar? – questionou, descansando uma das mãos na perna da garota despretensiosamente, como se não soubesse o efeito que causava. Mas sabia.
Sabia, pois estava no modo como moveu levemente os quadris contra ele, incapaz de se conter, e em como a mão que ela descansava em seu ombro apertou levemente, como gostaria que ele fizesse com ela. Mais que isso: estava na forma como se arrepiou sob seus dedos no instante em que os lábios buscaram seu ouvido, sussurrando tão baixo que ela poderia estar ouvindo ao lado sujo de seu próprio inconsciente.
Você vai ter que pedir, meu bem.
soltou a respiração com força demasiada, demorando um momento para se recuperar, e conteve um sorriso: ele podia terminar com aquilo, sim. A tensão estava ali. Eles estavam próximos o suficiente para que ele tivesse uma noção real demais do corpo de dela, da pele quente da garota e do cheiro que parecia despertar seus instintos mais profundos. A que ele queria, no entanto, era aquela da ferocidade mal contida. E essa, ele tinha certeza, não resistiria a um desafio.
— Eu não peço, . – ela conseguiu dizer, quando por dentro tremia por inteiro de desejo por aquele homem. Ainda mais quando ele lhe devolveu o mais belo dos sorrisos, tão sacana que ela quis arrancá-lo dos lábios dele com a própria boca.
— Sorte a nossa que você é nova o suficiente pra aprender.

“ “I don’t bite but I heard you might, let me feed your appetite.”

— Vocês conseguiram terminar? – perguntou, assim que colocou a música para que escutasse, buscando o aval do amigo. – Resolveu o que queria com aquele trecho antes do drop?
— Escuta. – calou o amigo, sorrindo para o resultado do que fizera. Ele deixou o corpo inclinar a cadeira para trás, cerrando os olhos para apreciar o resultado da noite anterior quando, num momento de inspiração, resolveu revisar todas as horas de gravação que tivera com , para então encontrar o que estivera ali o tempo inteiro. – É pequeno, mas era o que faltava.
— Agora? – ajeitou os fones em torno do ouvido para ter certeza de que escutaria bem. Era sutil, de fato, e trouxe um sorriso aos lábios dele no instante em que ouviu… era bom naquilo. Uma risada de , obtida durante um dos momentos de gravação. Era honesta, real, e soava maravilhosamente bem sob a batida logo antes do refrão. – Puta merda. – ele tirou os fones, rindo para o sorriso satisfeito e orgulhoso do amigo. – Era isso.
— Ficou bom, não é? – perguntou, colocando ele mesmo os fones para ouvir novamente o trecho que, não seria exagero dizer, que se tornara seu preferido.
— Como não ficaria? Tua garota tem uma ótima risada. – concordou, ainda rindo.
— Se fosse só a risada, eu não teria um problema… – comentou, tirando os fones de ouvido e voltando a se inclinar na cadeira, apreciando por um momento o modo como aquilo soava: ‘tua garota’.
— Você pode me dizer de novo porque vocês ainda não estão transando? – perguntou, girando sua cadeira para que estivesse de frente para o amigo. gargalhou, ainda que fizesse a si mesmo aquela pergunta todos os dias. – Acho que faltei a essa aula.
— O que você pensa de mim? – forjou um olhar ofendido, que não durou sob o olhar descrente de , logo se transformando em uma risada. – Eu não sei, de verdade. Criando a expectativa antes do grande drop, eu acho. – explicou, tirando o celular do bolso apenas para se deparar com uma mensagem de .
— Você ‘tá brincando com ela? – questionou, tentando compreender a situação do amigo, mas recebeu uma negativa imediata. – Então é ela quem tá brincando com você. – abriu um sorriso diante do olhar aborrecido que recebeu do outro. – Se não é isso, vocês estão perdendo tempo enquanto podiam estar se divertindo. Do tipo ‘diversão sem roupa’.
— Agradeço a voz da experiência, mas não é perda de tempo se compensar a espera. – riu, deslizando o dedo a tela do celular para abrir o vídeo que o objeto de suas divagações lhe enviara. – E eu tenho motivos pra achar que vai… – murmurou, assim que a imagem de em calça e top de academia apareceu junto da mensagem: ‘mudei uma parte da coreografia, você consegue passar aqui pra eu te mostrar?’ – Puta merda…
— Esse cara vai ser você, certo? – perguntou, apontando o dançarino em torno de quem se movia, ondulando o corpo de uma forma hipnótica demais para que qualquer ser humano conseguisse pensar em olhar para qualquer coisa que não ela.
— Uhum. – murmurou, mordendo o lábio inferior diante do modo como a mulher dançava, esfregando-se a seu par de forma quase íntima demais para um palco. Quase.
A sensualidade de é tão inerente a ela, e tão absurdamente precisa, que ela não precisava de muito para provocar. Era sutil, mas causava um impacto monstruoso.
— Você tá tão fodido… – cantarolou, batendo de leve no ombro do amigo. – Boa sorte com… isso tudo. – apontou para a tela, no momento em que se aproximava da câmera para parar a gravação. – Isso não é uma mulher, é um acontecimento.
— Isso porque você não viu de perto… – suspirou com suas próprias memórias, fechando a mensagem antes que acabasse voltando para o começo do vídeo. – Ela não existe… – riu de canto, digitando rapidamente uma resposta.
— Se você continuar falando, eu vou te amarrar nessa cadeira e ir no seu lugar. – brincou, mas já estava de pé, girando as chaves do carro em um dos dedos.
— Ela é demais pra você. – sorriu de canto. Ela era demais para a maioria dos caras, essa era a verdade.
— Me liga depois! – gritou, antes que a porta se fechasse. – Pra eu ter certeza de que você tá vivo.
Duas horas depois, estava na sala de ensaios com com o suor a escorrer por suas costas, ainda que a parte que lhe cabia na coreografia criada por ela não exigisse dele muito mais do que apreciar enquanto a mulher dançava em torno dele. sabia o que fazia, e era natural que aproveitasse a marra do rapper a favor da dança: a música falava daquilo afinal, de um relacionamento em que um lado que roubava a cena, e o outro sabia apreciar o espetáculo. Era isso o que faziam, alternadamente, naquele push and pull tão peculiar.
— Então, o que você achou? – perguntou, depois de repassarem meia dúzia de vezes aquele trecho da coreografia. – Ficou bom, né? – perguntou, os olhos brilhando de expectativa.
A resposta era tão óbvia, que trouxe um sorriso aos lábios de : dançando era um show à parte. Ela fazia com que todos os olhares se curvassem à sua vontade, brincando com a audiência enquanto guiava a atenção do público para a parte exata que desejasse. Às vezes era o rosto, com expressões tão exaustivamente ensaiadas que passavam por naturais. Em outras, era o conjunto inesquecível de cintura e quadril, movendo-se de modo que ela parecia prestes a se quebrar. Para ele, no entanto, nada se comparava aos lábios e ao modo como ela, de quando em quando, prendia o inferior entre os dentes. Especialmente no passo em que o fazia agachada diante dele, de costas para o espelho, presenteando-o com uma visão, no mínimo, memorável.
— Ficou ótimo, garota. – atestou o óbvio, abraçando-a de lado enquanto a tomava água de uma garrafinha. – Provavelmente um pouco chocante para os seus fãs… – ele sorriu de canto, debochado – Mas definitivamente espetacular.
— Eles estão acostumados. – riu, dando de ombros, satisfeita por ter a aprovação dele na coreografia. entendia daquilo, afinal, da indústria. Entendia do apelo e da necessidade de utilizá-lo. – Tudo pela arte. – completou, com uma piscadela, antes de roubar o boné que ele usava, com um sorriso arteiro. – Será que eu devo usar um no figurino? – perguntou, examinando-se no espelho e gostando um pouco demais do resultado. Não do boné, em si, mas do modo como a figura de parecia casar tão bem com a sua.
— Ficou bom em você. – sorriu de canto, batendo na aba do boné e fazendo com que a garota franzisse o nariz. – Você poderia subir assim no palco, e ainda pareceria melhor do que noventa e nove por cento dos mortais. – revirou os olhos, apontando para a figura da garota que, com o rosto vermelho pelas horas de treino e o suor escorrendo pela barriga bem torneada, parecia ridiculamente atraente.
— E o um por cento? – sorriu pelo elogio, mas não conteve a piada. – Eu sou competitiva.
— Esse seria eu. – piscou, arrancando uma gargalhada – Mas não precisa se preocupar, porque estaremos juntos lá em cima. – completou, passando uma das mãos em torno da cintura da garota e pegando o boné de volta com a outra. – Eu te dou um no dia do show. – prometeu.
abriu um sorriso, e não se preocupou em mudar a posição em que se encontravam. Ela gostava daquilo… De como as mãos de a tocavam sem reservas e apenas com a firmeza necessária para que ela ansiasse por mais. Gostava de como os olhos dele passeavam pela curva de seu pescoço e se demoravam em seus lábios, e de como pareciam famintos por ela. Céus, ela adorava cada parte daquele homem que a fazia se sentir tão mulher, em todos os aspectos: na música, quando respeitava suas opiniões, tanto quanto na carne, fazendo-a queimar por ele.
— Eu acho que eu posso estar realizando o sonho das mulheres de um país inteiro agora, sabia? – riu, colocando-se na ponta dos pés para soprar ainda mais próximo ao rosto dele. A reação de àquela proximidade foi mínima, mas ela pôde senti-la no modo como os dedos dele se agarraram com mais força à pele exposta de sua cintura. Ele era controlado, sim. Mas não era feito de aço. E até onde ela sabia, fogo ainda derretia aço.
— Eu poderia dizer o mesmo. – sorriu de canto – Mas acho que o resto dos homens vai um pouco além disso nos sonhos que têm com você. – completou, e a gargalhada de veio de imediato, soando idêntica à que ele usara na música. Ele precisava concordar com : a garota tinha uma bela gargalhada. Só não soava melhor do que o modo como ela dizia seu nome.
– ela prendeu um sorriso, subindo uma das mãos até a nuca dele, arranhando tão levemente que o homem cerrou os olhos, esperando por mais. O que não veio. Quando olhou para ela novamente, o sorriso de se alargara. – Você sonha comigo? – perguntou, tão inocentemente que o homem quase riu. Se sonhava com ela? Não mais dormindo, do que fazia acordado, era essa a verdade.
— Você vai ter que ser mais específica. – segurou o rosto de , e não havia nada em seu tom que denunciasse o fato de que o que faziam não passava da mais pura provocação. – Você quer saber se eu sonho com você, ou com o essa boca, e tudo o que você pode fazer com ela? –perguntou, roçando o polegar pelo lábio inferior da garota e sorrindo quando ela engoliu forçadamente. – Ou se é com o final dessa tatuagem? – continuou, tocando o desenho que começava sobre as costelas da garota e se escondia sob o top. arfou, quando o toque dele se aventurou minimamente sob sua roupa. – Ou você quer saber se nos meus sonhos você grita o meu nome, porque já se esqueceu do seu? – sussurrou, e aquilo foi o que faltava para o gemido engasgado na garganta de escapasse, soando a como a mais deliciosa vitória. Merda, ele poderia ouvir aquilo por uma noite inteira, e tinha plena certeza de que não seria o bastante. – É isso que você quer saber, ? – perguntou, puxando os cabelos dela levemente, para que pudesse encará-la nos olhos.
— É… – conseguiu responder, ainda que sua única vontade fosse se deixar levar pelo modo como a mão dele em seus cabelos parecia tão ciente do que fazer com ela. – Sonha?
— Não… – mentiu, sorrindo de canto apesar do tesão filho da puta que lhe dava o modo como ela parecia tão entregue com a boca entreaberta e os olhos a devorá-lo. Ela podia não ter pedido, ainda. Mas aquela expressão no seu rosto… Essa implorava. – Mas não se preocupa, porque com essa carinha… Com essa eu vou sonhar. – completou, largando-a subitamente, alargando o sorriso quando precisou de dois passos para trás para enfim se firmar sobre as próprias pernas.
— Eu te odeio… – garota soltou uma risadinha, incrédula do efeito que ele tinha sobre ela. sentia as pernas tremerem só de imaginar como o mundo balançaria no dia que, de fato, dessem vazão àquela tensão. Mas entendia o que fazia ali e, enquanto suportasse, manteria a brincadeira: quanto maior a altura, maior a queda. E naquele caso ela queria se arremessar.
— Você não precisa sonhar, sabe? – comentou, já da porta. – Só tem que pedir. – sorriu, recebendo com uma risada o dedo do meio que ela lhe mostrou.
— Só nos seus sonhos…

“She was too much for most men. She was waiting for a manto match her fire with his. Then, they would burn the whole world down together.”

— Devo elogiar a flexibilidade? – pegou a garota de surpresa, depois de arrancar seus fones de ouvido, gracejando sobre o fato de que estava no meio de seu aquecimento, realizando uma abertura completa. Ela ergueu os olhos, surpreendo-o em um meio sorriso através do espelho. Ali, preparado para entrar no palco, ele realmente se parecia com o Dominic que ela vira tantas vezes pela TV, e o frio que tomou conta de seu estômago sinalizou o quão gigante era aquele collab.
— Eu ficaria ofendida se não elogiasse. – riu, colocando-se de pé. vestia preto dos pés à cabeça, assim como ela, e não era difícil de prever o quão extraordinários aqueles dois pareceriam sobre o palco: além das roupas, combinavam na energia, na força que suas imagens transmitiam. Fariam daquela uma noite memorável, e estavam igualmente determinados a isso.
— Meus parabéns. – piscou, para em seguida colocar um boné preto na cabeça dela, tomando um segundo para admirar o resultado, e o sorriso que tomou seus lábios deixava claro o que pensava dele. – Eu fiquei te devendo isso.
— Eu ia mesmo cobrar. – ela sorriu, encarando-o até que o olhar de pesasse o suficiente para que precisasse desviar por um segundo. Estavam a minutos de subir ao palco e consumar aqueles meses de trabalho, e ela era impulsiva demais para conter as palavras que dançavam em sua língua. – , eu acho que nunca te agradeci por isso. – começou, captando imediatamente a atenção dele.
— Pelo boné? – riu, brincando com a aba do chapéu. – Não foi nada, meu bem. – completou, e rolou os olhos para a praticidade masculina.
— Por tudo. – ela corrigiu – Eu sei que você não queria entrar nessa, e que eu te venci pelo cansaço… – sorriu de canto, arrancando dele uma risadinha pelo nariz: não era mentira. só não podia imaginar que depois de dois meses ele estaria tão grato pela maldita insistência da garota. Ou determinação, como ela insistia em dizer.
— Felizmente, eu não resisto a um belo par de olhos… – brincou, rindo na companhia da garota, antes de decidir que era hora de deixar que a verdade fluísse também de seus lábios. – Você é uma artista extraordinária, . – sorriu, segurando o queixo da garota por um segundo, até que ela sorrisse. – Eu seria um idiota se te deixasse passar.
— Mas você não é. – aproximou seu corpo do dele até que seus rostos estivessem tão próximos que ela podia sentir o calor vindo de , naquela excitação que combinava a emoção de uma estreia com a tensão de saberem que estavam prestes romper o último lacre. Porque estavam. sabia, pelo modo como as mãos de escorregaram por seu corpo, encontrando pouso no fim de suas costas, lançando uma série de arrepios por sua espinha, tal qual ele sabia pela forma como a garota desceu os olhos para seus lábios, assistindo então ao modo como eles se partiram em um sorriso. – Eu te disse que eu não peço, … – a voz de soava mais grave que o normal, e a proximidade era tamanha que seus lábios de fato se roçaram minimamente àquelas palavras. – O que eu quero, é meu. – completou, e os lábios de se partiram em um sorriso: ele não esperava nada diferente vindo dela, e aquelas palavras o atingiram de tal forma que ele precisou se controlar para não empurrá-la contra a parede mais próxima. Ele sinceramente não se importava mais com quem seria o primeiro a implorar.
— E o que você quer, ? – perguntou sob a respiração, usando todo o seu autocontrole para se limitar a roçar os lábios aos dela de baixo para cima, sem beijá-la de fato. Àquele contato ínfimo, gravitou para mais perto dele, unindo seus corpos mais do que pensava ser possível, e o homem não conteve um sorriso ao descer os olhos para o modo como o peito dela se movia descompassadamente contra o seu: era como se tivessem construído aquela tensão por tanto tempo que cada toque era capaz de provocar prazer e, literalmente, roubar o fôlego.
— Realizar os seus sonhos. – murmurou, prendendo o lábio inferior dele entre os dentes para depois tocá-lo com a língua, sentindo seu corpo estremecer pelo grunhido que escapou da garganta de . – Todos eles. – gemeu, substituindo os dentes por seus lábios, dando ao homem não mais que meio segundo de seu gosto. – Um por um. – completou, descansando a testa contra a dele e sorrindo pelo modo como arfavam, igualmente desesperados para extravasar o que sentiam com cada célula de seus corpos.
— Eu disse que não sonho com você. – levou uma das mãos à nuca de , acariciando-a de uma forma que ela sentiu que seus joelhos fraquejariam a qualquer momento.
— Então acho que eu vou precisar realizar os meus. – lançou a ele um último sorriso sacana antes de se inclinar na direção dele, disposta a encerrar a maldita distância que a enlouquecia. Uma fração de segundo antes de seus lábios enfim encontrarem os de , no entanto, soou o alarme da emissora, indicando que eram os próximos a subir ao palco.
a segurou no lugar, mantendo aquela posição dolorosamente próxima até que eles conseguissem, pouco a pouco, recobrar os sentidos. Aquele espaço ínfimo que separava seus lábios foi respeitado num acordo tácito: tinham aguardado por tempo demais para começarem algo que não poderiam terminar.
— É melhor você ir. – sussurrou, pousando uma das mãos sobre o peito dele e fazendo seu melhor para empurrá-lo. Aquela foi, curiosamente, uma das poucas vezes em que seu melhor não foi nem de longe bom o bastante…
cerrou os olhos por um momento, respirando fundo para reunir todo o autocontrole que a presença de havia transformado em pó, e quando finalmente largou o corpo da garota não conteve um sorriso diante da bagunça que ela parecia. Uma bela e excitante bagunça.
— Você devia subir no palco assim. – sorriu de canto, passando o polegar sobre o batom borrado que fazia de mais sexy do que ele jamais a vira.
— Cala a boca, . – riu fracamente, ajeitando os cabelos com as mãos e tentando a todo custo distrair a própria mente do desejo que eletrizava sua pele de forma quase dolorosa: nunca na vida desejou tanto acabar um show, e a tortura só se tornava maior ao pensar que o motivo de tanta pressa estaria bem ao seu lado o tempo inteiro.
— A nossa noite já começou, meu bem. – sorriu de canto, parecendo ler seus pensamentos, e se aproximou de apenas para morder seu lábio inferior por um momento, aumentando a vontade que tinha de mandar à merda o show e terminar com aquilo bem ali. – Quanta gente pode dizer que teve suas preliminares assistidas pelo país inteiro?
A risada de soava tão bem que ele não conteve um sorriso enquanto era empurrado de leve em direção à porta.
— Vamos ter certeza de que ninguém saia desapontado, então.

Do instante que subiram ao palco em diante, o show se tornou assunto secundário: era tudo sobre eles. A música de fato permitia aquele tipo de interpretação, mas certas coisas eram simplesmente impossíveis de fingir, e qualquer um com um mínimo de sensibilidade perceberia o quão real e pungente era a atração que os fazia gravitar em sincronia. Bastava um toque de para que estremecesse por inteiro, enquanto a voz dela brincava provocativamente com os ouvidos dele, fazendo-o conter a urgência de calá-la com a boca. Quanto aos olhares, estes carregavam tanta intimidade que era tão difícil ao público encará-los, quanto era tirar os olhos deles por um instante sequer. Era magnético, atraente, sedutor e absolutamente impactante: o palco era deles. Ele era dela. E ela, dele.
Assim que as luzes se apagaram, os dois deixaram o palco controlando os próprios passos para que estes não denunciassem o quão desesperadamente queriam estar sozinhos. respondia automaticamente a todos os elogios que recebiam ao longo dos corredores que levavam aos camarins, mas sua atenção estava inteiramente voltada para o corpo de que ela podia sentir logo atrás do seu, aquecendo-a por inteiro: o desejo que antes existia em sua mente, agora queimava em seu corpo. Ela precisava dele.
— Continua andando. – tocou a base das costas de casualmente, tomando a dianteira para conduzi-la. Ele foi tão rápido em carregá-la para dentro de uma sala vazia que só se deu conta daquilo quando se viu contra a parede, com o corpo de tão próximo ao seu que ela sentiu que sua pele formigava em antecipação. Seus olhos se encontraram por um instante tão breve que era curioso o fato de que os dois jamais se esqueceriam dele, daquele momento de suspensão que antecipava a queda.
Eles nunca chegariam à conclusão de quem de fato encerrou com a distância que os separava, porque no momento em que seus lábios se encontraram todo pensamento racional foi banido de suas mentes: eles eram instinto, pele, ferocidade. Beijavam-se com o corpo inteiro, como se aquela fosse a primeira e a última vez que fariam aquilo – ainda que, desde o primeiro momento, soubessem que uma vez não seria nem perto do suficiente. As mãos de exploravam o corpo de com pressa, como se quisesse descobrir rápido demais tudo o que viera imaginando há tanto tempo, enquanto ela passeava lentamente pelas costas dele, arranhando e apertando num ritmo sensual que combinava perfeitamente com o modo como pausava o beijo de quando em quando, sugando o lábio inferior dele apenas para instigá-lo a continuar tocando-a em todos os lugares certo.
— Você subiu no palco desse jeito? – abriu um sorriso malicioso ao sentir o volume que se anunciava entre as pernas de , empurrando os quadris para frente apenas para senti-lo estimulando o ponto em seu corpo que queimava por ele, gemendo quando ele a pressionou contra a parede com mais força.
— Vamos ver se você está tão diferente assim de mim, meu bem… – sorriu de canto, levando uma das mãos à barra da saia da garota, tão lentamente que precisou morder a boca e prender a respiração. Apenas quando tocou sua calcinha, encontrando-a tão encharcada que arrancou dele uma risada fraca, foi que a garota voltou a respirar. Não por muito tempo, no entanto, já que no instante seguinte afastou o tecido, deixando que um dos dedos abrisse caminho por entre seus lábios, escorregando pela entrada quente da garota de modo a fazê-la gemer alto enquanto sugava o lóbulo de sua orelha. Céus, ele poderia fazer música com aquilo… Ele removeu o dedo de dentro dela, levando-o até a própria boca sob o olhar luxuriante de . – Foi o que eu pensei.
não aguardou uma nova provocação, colando seus lábios aos dele com voracidade a fim de sentir na língua do homem o gosto que escorria de suas pernas por ele. Suas mãos foram rápidas ao livrá-lo da camisa, e com um impulso, ela estava no colo de , divertindo-se ao tentar fazê-lo perder a concentração com pequenos gemidos e murmúrios lascivos, que o faziam enterrar as mãos ainda mais fundo em sua carne. Quando ele se sentou, com a garota sobre o colo, suas mãos rumaram imediatamente para a barra da saia dela, mas as segurou antes que ele pudesse continuar, fazendo-o grunhir em frustração.
— Porra, … – ele deu um tapa na bunda da garota, forte o suficiente para que ela mordesse o lábio inferior de prazer.
— Calma, meu bem… – ela sugou o lábio inferior dele, sorrindo com malícia antes de se colocar de pé. – Agora você pode aproveitar seu show… – deu dois passos para trás, levando a mão até o zíper da saia. – Por favor. – ela acrescentou o pedido com ironia, enquanto deixava que a peça escorregasse por suas pernas, dando a ele uma visão espetacular.
riu em descrença para o fogo que aquele rosto de menina escondia, e cruzou os braços detrás da cabeça para aproveitar sua vista: a imagem escandalosamente excitante de tirando a roupa para ele era, honestamente, melhor do que seus sonhos mais lascivos. estava certo, afinal: aquela mulher era um acontecimento.
— Se toca pra mim… – ela murmurou com os olhos fixos nos dele, e só teve certeza de que um grunhido lhe escapara quando de fato ouviu a própria voz.
Ele obedeceu ao pedido dela, abrindo o zíper da calça e massageando seu membro sobre a cueca. Enquanto se livrava da blusa, abrindo-a vagarosamente botão a botão, assistia com olhos ardentes aos movimentos da mão de , engolindo seco ao notar o contorno tentador que sob o tecido: ela sinceramente não sabia por onde começar, com ele. Queria-o em sua boca tanto quanto precisava do homem dentro dela. Como se disposto a tentá-la ainda mais, livrou sua ereção da cueca e deixou que uma de suas mãos corresse por toda a sua extensão vagarosamente, sem nunca tirar os olhos de que, naquele momento, apertava as pernas de prazer.
Um sorriso de canto nos lábios de sinalizava o fato de que ela tinha perdido o foco, e a garota precisou se concentrar para enfim tirar o sutiã, sorrindo abertamente para a expressão que surgiu no rosto do rapper ao se deparar com seus seios e o famigerado final da tatuagem, tal qual ele imaginara tantas vezes. se aproximou lentamente, deixando que ele apreciasse a expectativa de cada passo, e abandonou seu próprio prazer para ter as duas mãos sobre ela, rasgando a renda da calcinha tão rápido que sentiu um arfar engasgado morrer em sua garganta.
— Eu te dou outra. – ele murmurou, sob um sorriso sacana, voltando então sua atenção para aquilo que era seu maior objeto de desejo: o líquido que escorria de lhe gerava uma necessidade que se assemelhava a sede, na intensidade e no modo como fazia sua garganta queimar.
Sob o olhar repleto de expectativa da garota, que já tinha as mãos em seus cabelos, ele se aproximou de seu centro, deixando um beijo tão leve que arfou, arqueando o quadril para frente. sorriu, e enquanto uma das mãos subia para tocar um seio, a outra dava a ela o apoio necessário para o que viria a seguir: ele anunciou sua língua por entre os lábios da garota, e precisou de todo o autocontrole que encontrou em seu interior para não devorá-la de imediato. Apenas quando grunhiu em impaciência, movendo ela mesma os quadris contra a boca dele, é que deixou que a língua percorresse toda a intimidade da garota, provando seu gosto e se inebriando de seus gemidos, antes de enfim encontrar o ponto inchado que urgia por ele.
Os sons úmidos que escapavam dos lábios dele em contato com sua intimidade eram tão excitantes que a garota se imaginava em um sonho. tentava, sem muito sucesso, reprimir seus gemidos, mas foi quando puxou uma de suas pernas para cima de seu ombro que ela sentiu que o prédio inteiro provavelmente ouviria ao seu prazer. Aquilo era bom demais para ser reprimido, afinal.
, puta merda… – gemeu, tombando a cabeça para trás no instante em que ele acrescentou dois dedos ao estímulo que realizava com a boca, elevando as sensações a uma esfera para a qual ela não estava preparada. Era melhor do que seus sonhos mais intensos. Mais quente do que seus pensamentos mais secretos. Mais excitante do que qualquer outro que ela já tivera antes dele. Aquele pensamento, somado à visão de enterrado entre suas pernas, fez com que sentisse seu prazer atingindo o máximo, naquela conhecido nó que se apertava em seu baixo ventre. Quando suas paredes se contraíram em torno dos dedos dele, cerrou os olhos, concentrando-se em atingir todos os pontos certos para que se desmanchasse em prazer sob seus lábios. E enquanto grunhia o nome dele, agarrando em seus cabelos com ferocidade, ela o fez.
deixou que a garota retomasse seu senso, enquanto plantava beijos preguiçosos pela barriga dela, massageando seus seios. deixou que seus joelhos cedessem e se sentou sobre ele, rindo fracamente para a expressão despretensiosamente satisfeita que pintava o rosto de . Em outro momento, ela implicaria dizendo que ele não tinha do que se gabar. Naquele instante, contudo, tudo o que queria era que ele se sentisse tão bem quanto ela, por isso não perdeu tempo antes de trazer o rosto dele para um beijo, gemendo ao senti-lo os lábios dele tão molhados de seu líquido, enquanto com uma das mãos guiava o membro dele até sua entrada.
Ao contato com a intimidade quente de , segurou ainda mais firme nas coxas da garota, assistindo com o lábio inferior entre os dentes ao modo como ela descia sobre ele tão devagar que ele podia sentir cada centímetro que o recebia. , por sua vez, enterrava as unhas em seus ombros para lutar contra a vontade de gritar à sensação de ter por inteiro dentro dela, preenchendo-a por completo. Tão logo se acostumou ao volume dele, a garota passou a mover os quadris em um ritmo cada vez mais acelerado, para então diminuir os movimentos, rebolando de forma a prolongar o prazer que ela podia ver no rosto do homem. Com a cabeça tombada para trás e o suor brilhando em seu pescoço, ela nunca o viu mais atraente.
… – ele alertou, quando a garota se fez ainda mais apertada para receber as investidas que ele começava a dar contra sua entrada. não respondeu caindo com ainda mais força sobre ele, sentindo seus músculos arderem pelo esforço de forma prazerosa, e quando a trouxe para perto para um beijo furioso, investindo tão fundo e tão rápido que ela sentiu o ar lhe faltar, ela soube que ele também chegava ao seu ápice, derramando-se dentro dela em prazer morno.
Eles precisaram de alguns minutos até que seus corpos enfim esfriassem, para então encontrarem determinação de saírem daquela posição. Quando voltou do banheiro, com os cabelos em uma linda desordem e o corpo nu brilhando de suor, soube que escreveria músicas sobre ela.
— Isso foi só a introdução, sabe? – ele comentou, com um meio sorriso, entregando as roupas da garota, à exceção da calcinha que guardara no bolso da calça – Nós ainda temos um show inteiro pela frente.
O sorriso de em resposta foi algo tão espetacular, que se viu sorrindo também: não um sorriso de canto, uma risada aberta. E naquele momento, soube que cantaria sobre ele. Sobre eles.
— Me espera no estúdio? – perguntou, os olhos brilhando naquela malícia divertida que era tão a cara dela. tomou o rosto dela entre as mãos, tocando seus lábios com delicadeza, dessa vez. Havia um mundo de possibilidades, ali. E eles honestamente queriam explorar cada uma delas.
— Ansiosamente, meu bem.


NOTA DA AUTORA:
Em primeiro lugar: me desculpem por ter me valido aqui de alguma licença poética quanto à letra da música. Espero que o conceito de ‘roubar a cena’ tenha sido bem aproveitado, mesmo assim. <3 E em segundo: em minha defesa, isso não era pra ser uma restrita, ok? Mas sabe quando uma coisa leva à outra, sem que você tenha lá muito controle? Esses dois tomaram vida! Hahahaha No fim das contas, eu realmente achei que eles mereciam esse fechamento, e espero que tenha ficado à altura desse casal que – se eu consegui transmitir direitinho tudo o que se passava aqui dentro da minha imaginação – é UM ABUSO DE TÃO GOXTOSO! Hahahahaha Muito obrigada por ter ficado até aqui! <3 Nós vemos em breve! Beijinhos, Belle.