A Dragon’s Dynasty

A Dragon’s Dynasty

Sinopse: Jiwoo nunca quisera ser imperatriz ou mãe do futuro imperador, mas sempre fora preparada para isso, afinal, para mulheres como ela não existia outra opção além de se tornar moeda de troca entre homens poderosos. Mas todos sabem que, por trás de um grande imperador, existe uma imperatriz que o controla como uma marionete, e não seria diferente com ela. A nova imperatriz é mestre no jogo de xadrez que garante que seu pescoço continue intocado, mas talvez as coisas mudem quando encontra alguém que joga tão bem quanto ela: Min Yoongi, de dia Oficial Min, chefe de segurança do palácio interno e homem de confiança do imperador, mas que a noite tornava-se Agust D, líder de uma rebelião.
Gênero: Drama, ação.
Classificação: 18 anos.
Restrição: Todos os personagens, com exceção da personagem principal, são fixos.
Beta: Rosie Dunne.

Capítulos:

PRÓLOGO

A mulher apertava nervosamente as mãos enquanto uma de suas damas terminava de prender-lhe os longos fios negros, afirmando à princesa que estava tão linda que até mesmo as deusas sentiriam inveja. Mas, naquele momento, inveja era a última coisa que esperava das deusas, a mulher pedia por ajuda, por sabedoria e por proteção. Estava prestes a casar-se com um homem com o dobro de sua idade e o qual nunca vira antes, ouvindo somente os rumores que outra dama havia colhido com a população logo que chegaram no reino. Tinham-no como um tirano, a população não estando nada satisfeita com sua forma de governo, mas parecia que o homem não ouvia nem mesmo o conselho, um dos moradores informara que o Imperador Ilsung se achava maior que a lei, e isso não era um bom sinal. Havia passado toda a sua vida morando com um imperador injusto, seu pai nunca se preocupara com a população e isso quase lhe custara o trono, o casamento com sua filha mais velha sendo o pagamento ao Imperador vizinho por ter emprestado seu exército.
Suspirou profundamente, havia sido vendida, e mesmo tendo sido preparada para isso durante toda a sua vida, o fato do pai a ver apenas como uma mercadoria doía em seu peito. Sentia-se traída e temia pelo futuro das irmãs mais novas, mas já sabia que seria igual ao seu. As lágrimas queimavam quentes em seus olhos e o esforço para mantê-las de cair parecia demais para si, mas não poderia mostrar fraqueza alguma. Seria imperatriz, um exemplo a ser seguido pelas mulheres de seu novo reino, e quem se inspiraria em um mulher tão fraca? Riu amarga, encarando o teto da ante sala e fazendo com que suas lágrimas sumissem. Não estragaria o trabalho das damas, embora sentisse vontade depois de horas e mais horas recebendo olhares de pena. Quem essas mulheres achavam que eram para sentirem pena de um princesa? De uma futura imperatriz? Com um sinal dispensou-las, precisando de alguns minutos sozinha antes de encarar todo o restante de sua vida. Encarou o pequeno espelho à sua frente, aprovando sua aparência e levantando-se orgulhosamente. Deixou um sorriso travesso tomar-lhe os lábios, seria imperatriz, e teria o marido na palma das mãos.

CAPÍTULO 1

Dizer que sua primeira noite no palácio foi agradável seria a maior das mentiras que poderia contar no momento, o imperador havia se mostrado tão bruto quanto sua aparência sugeria, não tendo nenhum cuidado ou palavras doces para com a nova esposa. O Imperador Ilsung era, em seus aposentos, ainda mais rude do que com os funcionários reais. Mas, como uma princesa, também já havia sido preparada psicologicamente para aquilo. Seu pai havia criado-a para ser submissa, silenciosa e obediente ao marido, mas havia observado bem demais a mãe para ver que deveria manter isso apenas como uma máscara. A máscara de boa esposa, boa mãe e súdita leal, manter a cabeça curvada e somente falar quando recebesse permissão, não se impondo ou contrariando as opiniões masculinas, tal qual nunca desafiar o marido. Havia decorado todas as regras, sabia o passo a passo para ser uma boa imperatriz, mas Jiwoo sonhava com mais do que aquilo. Sonhava com liberdade e poder, sonhava em não precisar acatar as ordens de homem algum, sonhava em se fazer ouvir. Infelizmente tais sonhos só poderiam ser alcançados através de homens poderosos, e burros, e com isso vestiu a mesma máscara que sua mãe: fraca e inocente diante o marido e o príncipe herdeiro, mas impiedosa e firme com todos que estavam abaixo de si — mas sempre com um sorriso amável no rosto, afinal era a mãe de um povo, e mães precisam ser gentis.
E, com isso em mente, levantou na manhã seguinte mostrando-se como uma imperatriz feliz com o casamento. Recebeu as damas com seu desjejum em uma euforia matinal incomum para si e, acidentalmente, deixou que vissem a marca que o rei deixara em seu pescoço, agindo de forma tímida logo depois, como se tivesse feito algo errado, e pediu a elas segredo. Sabia que essa era a forma mais rápida de fazer a notícia de que o casamento havia sido consumado correr por todo o palácio interno.
Passou a manhã dentro do quarto e, após o almoço, vestiu-se e seguiu até o grande jardim onde seu casamento havia sido realizado, passou as mãos pelas flores e sentou-se em um dos bancos dispostos pelo local, preparando-se para ler Caso de amor ao luar, o último livro de seu romancista favorito, que trouxera de casa. Chegava quase a metade do livro quando percebeu, pelo canto dos olhos, a presença de dois homens se aproximando, suspirou pesadamente antes de se virar para eles.
Abriu um sorriso ao avistar o príncipe herdeiro, acompanhado de um dos guardas reais, sendo retribuída ao que o homem sentou-se ao seu lado. Taejo deveria ser pouco mais novo do que si, talvez quatro ou cinco anos apenas, sendo filho da última esposa do imperador Ilsang — de quem o homem havia se divorciado e condenado à morte após descobrir que estava sendo, supostamente traído, o que colocou em discussão até mesmo a legitimidade do único filho do casal. O rapaz era alto e possuía longos fios negros, sempre presos ao topo da cabeça como mandava a etiqueta, durante a manhã havia o visto desfilar pelo palácio sempre com seu manto imperial e os finos e analíticos olhos prestando atenção aos mínimos detalhes. A mulher sabia que estava na mira do herdeiro e que qualquer deslize poderia culminar em um destino ainda pior do que aquele dado à mãe do rapaz.
O homem que o acompanhava manteve-se de pé, um pouco mais afastado. A mão direita sob a espada, que descansava na bainha amarrada em sua cintura, e a esquerda atrás de si, mantendo a pose impecável que somente os cargos mais altos poderiam exibir. Era Oficial Min, chefe da guarda real e responsável pela segurança do palácio interno. Mantinha a expressão limpa e firme e possuía uma cicatriz que cortava todo o lado direito de seus rosto, fazendo par aos olhos negros, assim como os fios de cabelo. Havia ouvido falar sobre ele enquanto se preparava para a cerimônia, fora esperta o suficiente para questionar as damas sobre todos que eram mais próximos de seu futuro esposo, e as mulheres desataram a falar do honrado Oficial Min. Ele tinha apenas vinte e seis anos e era o homem de confiança do imperador para assuntos reais, tendo permissão para transitar por onde desejasse no palácio interno — coisa que nem mesmo os conselheiros mais antigos tinham liberdade para fazer. Estava na posição há aproximadamente quatro anos, sendo a pessoa mais jovem em todo o reino a possuir um cargo tão alto, e, embora no início houvesse recebido diversas críticas por sua pouca idade, hoje era respeitado e temido por todo o exército real, que nem mesmo ousava levantar-lhe o olhar. As damas a confidenciaram que as más línguas diziam que Min agia como espião do imperador, e por isso possuía tanta liberdade, além de ser o guarda responsável pela proteção do príncipe herdeiro.
fez uma nota mental para nunca baixar a guarda perto do homem, não poderia confiar nele.

— Está gostando do palácio, Imperatriz ? — Taejoo a questionou.

— Por favor, alteza, — Respondeu — agora somos família, não precisa usar meu antigo nome. — Viu o homem abrir um sorriso mínimo, estudando-a atentamente assim como a mulher fazia consigo. — O palácio é lindo, estou completamente encantada em estar aqui, mas ainda não tive a oportunidade de conhecê-lo por inteiro.

Encararam-se por alguns segundos, logo Taejoo assentiu antes de virar-se para o militar.

— O oficial Min pode te mostrar tudo, ele conhece o palácio bem até demais. — Disparou, ainda encarando o homem, antes de se virar com um sorriso para .

— Tenho certeza de que um oficial como ele não tem tempo para gastar assim com uma imperatriz, não quero incomodar. — Recusou, vendo um brilho provocativo nos olhos de Taejoo. O homem a estava testando, vendo até onde ela manteria a máscara que ele já havia percebido que a mulher carregava mas, ao que dependia de , o homem falharia primeiro.

— Não será incomodo nenhum, alteza. — Min declarou, curvando-se respeitosamente. — Caso deseje, posso lhe apresentar o palácio interno.

Taejoo sorriu, levantando-se e observando a mulher com um brilho divertido nos olhos. Sabia que ela não poderia negar e que qualquer passo em falso realizado perto do oficial seria relatado ao imperador. Não confiava na imperatriz e isso não mudaria, não enquanto não deixasse de ver nos olhos dela o mesmo brilho que havia nos seus: fome de poder.

observava com atenção os caminhos feitos pelo oficial para se movimentar pelo palácio, era diferente da rota principal e quase não havia ninguém pelas ruas que passavam. O Oficial Min movimentava-se silenciosamente, seus passos não emitiam som algum, o que chamou a atenção da mulher. Militares são barulhentos e exibicionistas, qualquer outro teria andando pelas ruas principais a fim de se fazer ser visto com a nova imperatriz, mas ele não. O homem era silencioso como uma sombra, tinha os passos leves e somente falava com ela para indicar por qual prédio estariam passando. Escritório de Decretos Reais, Secretaria Real, o lar de Vossa Alteza, o palácio do príncipe herdeiro, Secretaria de Projetos. Era interminável a lista de órgãos públicos e residências localizados dentro do palácio, tal qual era em sua terra natal. entendia bem a função de cada um dos locais, havia estudado por anos para saber o que poderia e o que não poderia obter deles, em quem confiar e em quem não confiar, mas deixou que o oficial lhe explicasse com detalhes enquanto fingia-se de ignorante para com a política de um reino.
Mas, somente ao voltarem até as portas de seus aposentos, percebeu o que o oficial havia lhe mostrado naquele dia: uma rota de fuga. Um modo de se tornar invisível, de entrar e sair do palácio sem ser percebida. Controlou-se para não sorrir ao encarar os olhos de Min e ver que estava certa, ele a olhava com curiosidade, questionando silenciosamente se ela havia entendido o recado dado e, pela primeira vez desde que chegara, ficou em dúvida do que faria. Deveria assentir, em sinal de que havia entendido? Deveria apenas agradecer pelo pequeno passeio igual deveria? Talvez a confusão estivesse exposta em seu rosto, já foi impossível não perceber o sorriso de canto que o oficial lhe lançou antes curvar-se e sair. A imperatriz estava intrigada e curiosa, algo no comportamento do homem não estava certo e, por mais que precisasse de aliados naquela terra desconhecida por si, Min deveria ser o homem de confiança do imperador e algo dentro de si gritava para que não se deixasse enganar por ele. Havia coisas demais a perder caso tudo desse errado, inclusive sua cabeça, e não havia passado dias dentro de um navio para se distrair desse jeito.