Baby Boy

Sinopse: Ele nunca se esqueceria dos olhos dela – a noona de seus sonhos – ao dizer, na promessa do que seria a melhor noite da sua vida: “quer dar o fora daqui?”
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos
Restrição: Pode ser lida com qualquer pessoa
Betas: Alex Russo

“Step up the two of us, nobody knows us
Get in the car like, “skrrt”
Stayin’ up all night, order me pad thai
Then we gon’ sleep ‘til noon
Me with no makeup, you in the bathtub
Bubbles and bubbly, ooh
This is a pleasure, feel like we never
Act this regular”

— Noona! – o resmungo sofrido veio do menor dos três garotos, simplesmente porque não conseguia entender como ela ainda tinha energia para querer ensaiar mais uma vez quando ele, cinco anos mais novo, estava completamente destruído. – Podemos continuar amanhã? – perguntou, com um sorriso esperto, como se jurasse juradinho que aquela era a melhor opção.
— Mas já?! – a mulher estreitou os olhos para os três rappers que se alinhavam diante dela, parecendo exaustos. Pobrezinhos. Ela brincava, mas a parte deles na coreografia era de fato muito mais cansativa que a dela, então não estava em posição de julgar. – Quando eu tinha a idade de vocês, não me cansava tão fácil. – brincou, fingindo analisar as próprias unhas.
— Não faz tanto tempo assim… – rolou os olhos, já que a mulher não era assim tão mais velha que eles, e o fato de ser permitia aquele tipo de brincadeira. – Você tem quase a idade do , noona.
— Quase, nesse caso, é uma coisa importante. – ela pontuou – Você precisa educar melhor seus garotos, … – ela maneou a cabeça, olhando para o líder dos três, que ria baixo. O que era uma pena, porque o garoto tinha uma ótima risada. E um ótimo corpo. E, por Deus, uma boca espetacular. E ela vinha pensando naquilo frequentemente desde que a ideia de uma colaboração com o grupo havia surgido. O que era errado. Mas também inevitável, quando erguia a camisa como naquele momento, ainda que o fizesse apenas para limpar o suor da testa, e não para agredi-la diretamente, como parecia!
— Aceito ajuda, noona. – ele suspirou, com um sorriso fraco, já que não sabia mais o que fazer para manter aquele grupo sob controle. riu, tomando um gole de água para aliviar a cena que acabara de ver, antes de manear a cabeça negativamente. O que as pessoas estavam colocando na comida daqueles garotos?
— Eu sou solo, meu bem… Não sei cuidar de bebês. – piscou para os mais jovens, rindo da expressão contrariada no rosto deles. – E então, o que faremos? –
perguntou, deixando que eles se manifestassem já que, apesar de estar em posição de autoridade sobre eles, não acreditava em imposições como aquela. Não quando trabalhavam com arte.
— Treinaremos amanhã! Muito, muito pesado! –
abriu seu melhor sorriso, erguendo um punho no ar – Fighting! – completou, atrevido, como se aquilo fosse assunto encerrado. Ledo engano.
. – censurou o mais jovem, com um olhar sério e autoridade natural. Merda, ele parecia tão crescido quando agia assim… – Podemos fazer mais uma vez. – garantiu, encarando a mulher a sua frente com olhos cheios de algo que ela não conseguiu identificar de pronto. Admiração, talvez. Ou algo perto disso. – Quantas vezes quiser. – completou, coçando a nuca, e os lábios da mulher se partiram num sorriso. Definitivamente, admiração. era uma graça.
— Continuamos amanhã. – ela respondeu, mantendo os olhos sobre ele –
Descansem bem. Comam direito. – voltou a olhar para com um olhar cúmplice – Agora vão! – riu, gesticulando para que se mandassem da sala de ensaio. – Antes que eu mude de ideia. – brincou, numa postura que, os garotos sabiam, era puramente teatral. era a pessoa mais fácil de lidar dentro da empresa. Apesar da imagem inicial de mulher inatingível, quando se tratava de trabalho ela era de uma cumplicidade e doação inacreditáveis, e eles vinham aprendendo a admirá-la ainda mais naquelas últimas semanas.
— Obrigado, noona! – sorriu, vitorioso. – Você é a melhor!
— Hyung? – chamou, colocando a mochila sobre o ombro, ao perceber que ainda não se movera para segui-los. , por sua vez, já estava na porta, acenando para com um sorriso largo. – Você vem?
— Vou, eu só… – ele balbuciou, tirando os olhos de , onde eles estavam perdidos pelos últimos segundos: ela era, sem dúvidas, a mulher mais bonita em quem já colocara os olhos e, ainda que estivessem convivendo mais nos últimos tempos, a presença dela ainda lhe impressionava a ponto de até mesmo os menores gestos, como a forma como ela prendia os cabelos, parecerem deslumbrantes demais.
, você pode ficar um instante? –
perguntou, sentando-se de pernas cruzadas diante do computador. Poderia ser um artifício fajuto para mantê-lo por perto, mas naquele caso ela realmente tinha algo para discutir com ele. Felizmente.
— Claro! – o rapaz respondeu de pronto, erguendo os olhos para e pescando o sorriso malicioso do amigo. Aparentemente, seu crush na mulher não passara tão em branco assim.
— Tem uma parte… Aqui. – ela mexeu o cursor sobre a tela com a gravação do ensaio, carregando até o trecho ao qual se referia. – O que você acha? – deixou que ele assistisse. Era o trecho em que o rap de se sobrepunha à voz de . Tinha sido uma sugestão dele, e o experimento havia funcionado extremamente bem aos ouvidos. O que ela questionava, no entanto, era o que se via na tela.
— Falta algo… – ele murmurou consigo mesmo, reparando no que ela apontava. Não sabia explicar o que era, mas enquanto a conexão entre eles na letra era evidente, não se traduzia na performance.
— Você está cantando de costas. – ela pontuou, sorrindo, e percebeu as bochechas do rapaz se avermelhando de leve – Talvez possa tentar cantar pra mim, dessa vez? – sugeriu.
— Yeah, yeah… – ele concordou, voltando os olhos para a mulher, finalmente ciente do quão perto estavam. Ele tentaria aquilo, mas sabia o quão difícil seria. Porque encará-la por tempo demais era paradoxalmente tão irresistível quanto impraticável. – Podemos… Podemos tentar.
— Claro. – descruzou as pernas, colocando-se de pé num convite para que ele se juntasse a ela. – Se você não estiver cansado demais… – implicou, com um meio sorriso.
A mulher deu play na música, e os dois entraram em seus personagens. Cantaram todos os versos, marcando bem as posições em que haviam trabalhado durante a tarde, simulando ali a presença de e . Quando o momento chegou, colocou-se na frente de , e ele fez o que ela havia pedido, cantando sem tirar os olhos dela por um momento sequer. Perdia-se ente os olhos e os lábios, permitindo-se vagar discretamente pelo corpo dela e quase se arrependendo disso ao encontrar dificuldades para retornar. A mulher fazia o mesmo, atenta aos lábios dele e ao modo como o garoto se entregava à música, e deu um passo adiante, trazendo uma das mãos de até sua cintura.
— Você pode encostar em mim, . –
mordeu um sorriso quando ele perdeu sua entrada na música, e continuou o que planejava para a performance, escorregando um dedo pelo peitoral dele ao mesmo tempo em que sua voz se elevava na nota mais aguda da canção. Aquele também era o momento em que o flow do garoto se acelerava, e sorriu quando os dedos dele apertaram sua cintura quase inconscientemente, acompanhando o crescente da melodia. Merda, ela havia gostado daquilo mais do que provavelmente deveria.
— Eu gostei. – ela alargou o sorriso, respirando pausadamente, sem se preocupar em explicar a que exatamente se referia. – Parece bom pra você? – questionou, e o rapaz tentou não pensar na dualidade daquela frase quando concordou com a cabeça, respirando fundo, com um sorriso exausto.
Céus, ela era feito uma força que drenava a sua.
E aquele sorriso fez com que algo clicasse dentro de . Porque era aquele tipo de sorriso, completamente exausto e adorável, que ela imaginava que ele teria se, algum dia, fossem pra cama juntos, depois que ela lhe desse a melhor noite de sua vida. E, céus, pensar naquilo fez com que a ideia se tornasse uma necessidade. Queria-o assim.
… – o modo como o nome saiu dos lábios dela fez com que o rapaz precisasse umedecer os seus. tinha nos olhos inquietos duas poças transparentes, e o rapaz sentia como se pudesse ver a mente dela trabalhando em uma dúzia de possibilidades. E, cara, como ele torcia para que pelo menos uma dessas fosse ao encontro de seus sonhos mais secretos. – Você quer dar o fora daqui?
O sorriso dela era convidativo, mas não ilusório: prometia-lhe exatamente o que pretendia dar, nem um pouquinho a mais ou a menos. era tão bonito que encarar demais quase lhe causava mal estar, tinha uma voz que vinha provocando seus sentidos, e um sorriso arrasador que só fazia deixá-la curiosa sobre aqueles lábios. Era tudo bem simples, na verdade: o queria. Era uma decisão repentina e visceral, mas isso talvez a fizesse ainda mais verdadeira. Queria-o e, se ele a quisesse também, ela não via motivos para que não tivessem uma noite divertida pela frente.
— Agora? – ele perguntou, arqueando as sobrancelhas, simplesmente porque a ideia de que aquilo estivesse de fato acontecendo parecia surreal demais. A mulher respondeu com uma risada, notando como a respiração dele ficou presa no peito por um momento. Simplesmente adorável. – Quer dizer, claro. – corrigiu-se em tempo, coçando a nuca antes de buscar novamente o rosto da mulher. lhe encarava com aqueles olhos risonhos, como se absolutamente tudo sobre ele lhe agradasse. estava prestes a sorrir de volta, quando uma questão lhe trouxe de volta para a realidade, golpeando seu estômago com um incômodo persistente. Ele gostaria de conseguir ignorar aquilo. Cara, se fosse mais esperto, ignoraria decerto. – E… E -hyung? – perguntou baixinho, quase como se não quisesse ouvir a resposta.
— Está saudável, bem, e livre pra fazer o que bem entender. – respondeu sem hesitar, antes de puxar o rosto do rapaz para cima com delicadeza. – Assim como eu. – esperou que meneasse a cabeça, concordando com ela, para então alargar o sorriso, deixando-o à vontade para fazer o mesmo. – Vem. – estendeu uma das mãos para o garoto. Dessa vez não havia dúvida no gesto dele, e a firmeza do toque dele causou uma boa impressão na mulher. – Nós vamos nos divertir juntos, … – ela comentou, mordendo o sorriso.
A diferença de altura entre eles fazia com que seu rosto estivesse bem diante do pescoço do mais novo, e ela assistiu divertidamente ao modo como o pomo de Adão dele subiu e desceu, denotando o que esperava que fosse a mesma expectativa gostosa que crescia dentro dela.
— E-eu acho que sim, noona… – concordou, deixando escapar um pequeno sorriso, antecipando tudo que a sorte havia colocado ali, literalmente em suas mãos.
— Você tem sorte por eu ter uma irmã mais nova, e não um irmão… – comentou, e o rosto nublado de confusão do rapaz fez com que se explicasse, fazendo um carinho breve na mandíbula dele. – Ou talvez eu não achasse uma graça quando você me chama assim…
e caminharam pelos corredores da empresa mantendo uma distância segura. Enquanto ela se comportava com naturalidade digna de atriz, cumprimentando a todos sem preocupações, o rapaz parecia mais quieto que o normal, cuidando de cada movimento para não levantar suspeitas. Chegava a ser engraçado, mas ela preferiu não brincar sobre o assunto a fim de não deixar o garoto mais nervoso do que já estava. Afinal, não via a hora de vê-lo livre de toda aquela tensão, aliviando-a fisicamente. Sobre ela.
— O carro ‘tá pra cá. – indicou com a cabeça um ponto a sua direita e a seguiu, esperando que ela entrasse antes de fazer o mesmo. A morena girou a chave na ignição e manobrou rapidamente para fora da vaga sob o olhar atento de , que se perguntava como ela podia fazer cada mínimo gesto parecer atraente demais. – Essa é a parte chata, ok? – ela avisou, com um sorrisinho mínimo, logo antes de apertar o botão que abria o portão eletrônico da garagem. – Se abaixa. – pediu, com a naturalidade de quem já estivera na posição dele mais que um par de vezes. demorou um segundo para entender o pedido, mas logo se abaixou no banco, com um meio sorriso no rosto. – Bom garoto… – sorriu, deixando uma das mãos sobre os cabelos dele num carinho deliberadamente lento, enquanto atravessava o portão sem risco de ser fotografada ao lado de um dongsaeng. Quando estavam longe o suficiente para que fosse seguro, voltou-se para o rapaz, sorrindo. – Você já pode levantar, meu bem.
— Até que foi meio divertido… – ele confessou, sorrindo, gostando mais do que deveria da adrenalina que o ato de fugir com para fora do estúdio lhe causava.
— Eu sou uma pessoa divertida, . – deu uma risada musical, estreitando os olhos para ele, e o garoto não pôde deixar de sorrir de volta.
Cara, como ela era linda.
A mulher colocou uma das mãos sobre o joelho do rapaz, num carinho despreocupado, mas completamente ciente do que provocava.
— Eu sei, noona. – ele concordou, colocando a mão sobre a dela e entrelaçando seus dedos, sorrindo satisfeito para o modo como suspirou, apreciando o toque, ainda que fizesse aquilo de forma calculada, para que ele perdesse o receio de tocá-la. – Onde nós estamos indo? – questionou, enquanto olhava pela janela, começando um carinho discreto nas costas da mão da mulher.
— Você já vai descobrir. – sorriu, trazendo a mão dele para sua coxa num gesto discreto, a pretexto de precisar da mão livre para escolher uma música no celular. – Eu amo essa… – começou a cantarolar assim que a voz de HwaSa se fez ouvir na melodia sensual de Don’t.
A voz dela flutuava pela música com uma fluidez invejável, e se pegou admirando cada detalhe do rosto da mulher: os olhos tão vivos quanto os lábios, o ângulo altivo mandíbula e o nariz levemente empinado que dizia tanto de sua personalidade. não era só bonita… Ela impunha sua presença pela força que emanava, e era difícil não ser impactado por aquela imagem quando ela logo se partia em um sorriso aberto, numa sensualidade natural e arrasadora.
— Sua voz me deixa arrepiado, noona… – ele comentou, com um sorriso quase infantil, esfregando os braços – Se é que isso faz sentido. – completou, encarando os próprios joelhos, envergonhado pela confissão repentina.
respondeu com uma risada e um carinho sobre a mão dele, porque tinha certeza de que sim, era possível. E ela tinha fortes suspeitas de que a voz dele faria o mesmo com ela quando dissesse qualquer coisa em tom de sussurro. Sorrindo para o pensamento, a mulher voltou a se distrair com a música, dividindo sorrisos com o rapaz no momento em que começou o verso de rap e eles repetiram no carro a sintonia que o casal original tinha ao performar a música nos palcos.
— Você acha que eles estão juntos? – perguntou, com curiosidade genuína – Loco e Hwasa?
— Ele seria louco se não estivesse, você já viu essa mulher? – ela arqueou as sobrancelhas, como se não houvesse sentido na pergunta, acentuando as semelhanças que a ligavam à outra.
— Ela se parece com você, noona. – o garoto sorriu de canto, notando aquilo pela primeira vez.
— E esse é exatamente o tipo de coisa a se dizer pra fazer uma garota ir pra casa com você. Boa jogada, . – piscou, para então estacionar o carro na rua deserta de um condomínio luxuoso. – Chegamos! – ela abriu um sorriso largo, saltando no banco do motorista e largando para trás.
— Wow! – o rapaz se admirou diante da casa que ocupava quase o quarteirão inteiro. – Você mora aqui?!
— Não! – gargalhou, já que seu apartamento era provavelmente três vezes menor que o lugar. – Peguei a chave na imobiliária hoje. – sorriu de canto, tirando o chaveiro de dentro da bolsa, como se aquilo fosse a coisa mais corriqueira do mundo.
lhe seguiu, olhando por sobre o ombro antes de entrar, sentindo que mais uma vez lhe levava a fazer coisas que ele sequer imaginaria, se não fosse por ela.
— Nós não estamos invadindo, estamos? – ele perguntou, observando a mulher cujo sorriso despreocupado se fez enxergar mesmo à pouca luminosidade da sala.
— Tecnicamente, não. Na prática, estamos. – ela riu, e até mesmo a expressão torturada no rosto do garoto parecia atraente. Merda, garotos daquela idade não deveriam ser tão bonitos…
… – suspirou, esquecendo-se dos honoríficos pela primeira vez na noite, para deleite da mulher. O rapaz mexeu nos cabelos, com uma risada incrédula. – Você é real? – perguntou, parado no meio da sala, encarando a garota que, diante da porta de vidro que ia para a área externa, era apenas uma silhueta curvilínea e espetacular.
— Muito. – mordeu um sorriso, chamando-o com uma das mãos. Ele se aproximou devagar, ciente de que cada passo o levava para mais perto da queda, e a mulher envolveu sua cintura com os braços, apreciando o calor do corpo dele e o modo como parecia tão pequena em seu abraço. – Real o suficiente pra você? – sussurrou, contra a pele dele, sentindo o tórax de vibrar quando ele murmurou um “uhum” ronronado. – Baby, você precisa relaxar… – pediu baixinho, colocando-se na ponta dos pés para encará-lo de perto, desenhando o lábio inferior dele com o polegar e assistindo com prazer ao modo como cerrou os olhos e pressionou os dedos em sua cintura, trazendo-a para mais perto.
— É muito difícil relaxar perto de você… – ele confessou, num murmúrio entre os cabelos dela, e o sorriso de foi provavelmente o mais genuíno de toda a noite.
— Eu acho que posso ajudar com isso. – ela ainda sorria quando subiu as mãos até a nuca do rapaz, cada movimento lento o bastante para que ele ansiasse pelo próximo, trazendo o rosto dele para próximo do seu e parando, no instante em que seus narizes se tocaram, para sentir a respiração pesada de atingindo seus lábios entreabertos. O rapaz a encarava com desejo explícito, como ainda não fizera naquela noite, e sentiu seu interior se aquecer diante da intensidade daquele olhar.
… – ela murmurou, tão perto que seus lábios tocaram os dele levemente. – Se você não me beijar, eu vou beijar v… –
completou, sendo interrompida pela boca de sobre a sua, tomando seus lábios com uma urgência adolescente que parecia simplesmente deliciosa.
Não era como qualquer coisa que já tivesse experimentado na vida. Diferentemente do habitual, o beijo não começou lento e evoluiu num crescendo de desejo. Era lento, obscenamente lento, e tão repleto de luxúria que já se parecia com sexo, ainda que estivessem completamente vestidos. A língua de era dominadora, como tudo sobre ela, e dançava contra a dele enquanto o envolvia em uma teia de prazer. As mãos de , antes distraídas entre os cabelos de , aos poucos se aventuraram pelo corpo da mulher, tomando consciência de cada curva que ele desejava conhecer também com os lábios, e quando rumaram mais a sul, entrando nos bolsos dos shorts da garota, sorriu: agora sim, ela o tinha como queria. A mulher prendeu o lábio inferior dele com os dentes a título de retaliação, e não conteve um gemido quando ele apertou sua bunda ainda mais forte, percebendo o quanto ela gostava daquilo.
— Você aprende rápido demais pro seu próprio bem… – comentou, diante do sorrisinho satisfeito nos lábios dele.
Céus, ela seria capaz de beijar aquela boca por uma noite inteira. Na realidade, era exatamente isso o que pretendia fazer
— Quer ver a melhor parte da casa? – perguntou, afastando-se um pouquinho, com um sorriso arteiro. se limitou a sorrir, deixando-se carregar pela mão que ela mantinha entrelaçada à sua. Os dois chegaram à área externa, e o garoto soltou uma exclamação admirada diante da enorme piscina iluminada, arrancando um sorriso da mulher. – Vem, vamos entrar. – chamou e, antes que pudesse protestar de qualquer forma, já havia se sentado à beira da piscina, deslizando para dentro em um instante. Ela teria tirado a roupa sem constrangimentos, mas a verdade é que lhe excitava a ideia de que fosse ele a fazer isso. – Vem, ! – chamou, batendo na água para espirrar algumas gotas nele, o sorriso cristalino molhado pelas gotículas de água que refletiam a pouca luz artificial.
— Você é louca! – o rapaz não conteve um sorriso, observando-a nadar até a margem, apoiando-se sobre os cotovelos para esperar por ele. Parecia saída de um filme, ou de seus melhores sonhos, com a camiseta branca deixando evidente a lingerie preta, e um sorriso sacana no rosto ao notar os olhos dele presos em seu colo.
— Você gosta. – o adjetivo não a abalou em nada, e ela sorriu vitoriosa ao ver nos olhos dele o momento em que cedeu. Eles sempre cediam.
levou as mãos à barra da camiseta, tirando-a sob o olhar de , e a mulher precisou se conter para não morder o lábio no instante em que ele se sentou na outra margem da piscina, descendo o corpo até a água com o peso sustentado nas mãos, fazendo com que todos os músculos em seus braços ficassem em evidência conforme o abdome torneado desaparecia sob a lâmina de água.
— Viu? – ela sorriu, quando ele se aproximou, encaixando-se entre suas pernas mais naturalmente do que a mulher esperava. As mãos de foram até a parte posterior de suas coxas, puxando-as até sua cintura, e ela sorriu em aprovação. – Eu dou as melhores ideias. – brincou, tirando alguns fios do cabelo dele que haviam se grudado a testa.
Indeed… – o rapaz concordou em sua língua natal, e soube naquele momento que falando em inglês seria definitivamente sua deliciosa ruína. – Onde mais eu te veria assim? – ele perguntou com um sorriso de canto, aproximando o rosto ao dela e traçando com a pontinha do nariz a linha que ia do queixo à orelha da mulher.
— ‘Assim’ como? – questionou, distraída em desenhar cada traço daquele abdome com as unhas, divertindo-se com o modo como se arrepiou com tão pouco.
— Tão linda… – ele murmurou, colocando mais de seu peso contra ela na parede. A mulher abriu um meio sorriso e, apesar de gostar do elogio singelo, desafiava-o a fazer melhor que aquilo, porque sabia, pelo modo como ele a tocava, que ele podia. sorriu, cobrindo os lábios dela com os seus antes de continuar. – Gostosa. – ele murmurou sem partir o beijo, recebendo com prazer sua recompensa quando apertou ainda mais as pernas em torno dele. –
E molhada. – terminou, com um sorriso arteiro, e não conteve uma gargalhada.
— Eu consigo pensar em outras formas como você poderia me deixar molhada, meu bem. – abriu um sorriso que vacilava entre o inocente e o indecente de forma inacreditável.
As mãos de avançaram sobre o corpo da mulher com mais propriedade dessa vez, cada vez mais seguro sobre como ela gostava de ser tocada, e a voz dele caiu um tom quando ele voltou a beijá-la, murmurando contra seus lábios.
— Eu também, noona. – ele respondeu com um sorriso largo, e devolveu o sorriso segurando o rosto do rapaz com uma mão, apenas para observar o modo como os lábios dele, naturalmente grossos, pareciam ainda mais tentadores depois do beijo. tinha um dos sorrisos mais espetaculares em que já pusera os olhos. – e ela mal podia esperar para ver aquilo entre suas pernas.
— Você já esteve com uma garota, ? – a pergunta veio de surpresa na voz rouca da mulher, com um tom absolutamente neutro. Não havia julgamentos ali. Só a mais pura curiosidade. meneou positivamente a cabeça uma vez, sem tirar os olhos dela, assistindo ao modo como os cantos dos lábios de se ergueram antes que ela completasse a pergunta: – E com uma mulher? Já dormiu com uma mulher antes, baby?
Dessa vez a resposta foi negativa, pois não havia nem razão para mentir. entendia o sentido da pergunta, e a resposta era que não, que nunca antes tivera em seus braços uma mulher feito . Se é que havia em todo o mundo outra como ela.
— Ótimo. – ela abriu aquele sorriso para o qual não havia como se antecipar: era franco, desarmado e, ainda assim, completamente sedutor. – Eu vou ser sua primeira, então. – completou, cobrindo a boca dele com a sua para um beijo que lhe entregava todo o necessário para que fosse à loucura.
A língua dela guiava a imaginação do garoto por caminhos que ele nunca trilhara, desenhando rotas de prazer que sequer sabia que eram possíveis para um simples encontrar de lábios. ultrapassou a barra da camiseta da mulher, desesperado pelo toque, e quase suspirou de prazer ao senti-la se arrepiar. mordeu o lábio inferior do rapaz, congratulando-o pelo ato, e iniciou um movimento leve dos quadris, forçando-os contra o ponto que se destacava entre as pernas dele, aliviando parcialmente a necessidade que sentia bem ali.
— O que você quer, ? – ela murmurou, durante o beijo, gostando da ideia de vê-lo perder a compostura, desfazendo-se em uma bagunça de gemidos e prazer junto dela.
Você. – ele arfou, uma das mãos subindo até a nuca da mulher e puxando seus cabelos de leve para expor o pescoço, que ele beijou devotadamente, sentindo o cheiro de invadir sua mente de modo a marcar sua memória olfativa como perfume da melhor noite de sua vida. – Eu quero você.
— Você pode ser mais específico, querido. – conseguiu dizer, ainda que estivesse distraída pela língua de brincando em sua pele. – O que quer de mim?
Noona… – ele gemeu, num tom sôfrego que só fazia aumentar a excitação da mulher. lutava contra as palavras sujas que urgiam por sair de seus lábios, quando eram exatamente essas que queria ouvir dele. Os dentes dela se cravaram na pele macia do rapaz, desenhando uma galáxia em pontinhos roxos e lilases, apenas para deixar sua língua massagear provocativamente o ponto doloroso logo depois. E foi ali que ele viu sua sanidade se desconectar do corpo, desistindo de resistir à força da natureza que era aquela mulher. Ela queria ouvir, e ele lhe diria, sem censuras, o que sonhava em ter com ela. – Eu quero te comer a noite inteira. – confessou seus pensamentos pecaminosos em um murmúrio, e a mulher sorriu ao confirmar que estava certa ao pensar que ele a arrepiaria com aquela voz. – Quero seu gosto na minha língua. – continuou, instigado pela forma como ela suspirou e se esfregou ainda mais forte contra sua ereção. – Quero você gemendo em cima de mim enquanto aperto a sua bunda bem assim. – ele completou, sorrindo fraco com o gemido satisfeito escapou dos lábios da mulher. – É isso que o que eu quero.
encarou os olhos dele, sentindo o nó em seu baixo ventre se apertar prazerosamente ao vê-los destilando desejo em seu estado mais puro. Céus, ela acabaria com aquele garoto e não conseguia nem mesmo se sentir culpada por isso.
— Você falou sério, baby boy… – ela murmurou, pervertendo de propósito o apelido que ele usava com as fãs, e arranhando a nuca do rapaz com força além do necessário apenas para vê-lo sorrir com tesão evidente. Bom. O bebê gostava de alguma força. – Sobre me deixar molhada.
Um minuto depois os dois eram uma bagunça de pernas cambaleando para dentro de casa entre beijos desleixados e risadas embriagadas de lascívia. As roupas molhadas deixavam um rastro pela sala, e quando se desequilibrou levemente, segurando firme nos ombros de , o rapaz a pegou no colo com facilidade e beijou o sorriso sacana que ela tinha no rosto. Porque amava o sexo puramente sensual, o que vinha junto da raiva, e também aquele que servia só para extravasar energia. Mas não havia absolutamente nada que lhe cativasse mais do que sexo divertido.
apoiou o corpo da mulher contra a primeira porta que encontrou, demorando um pouco mais que o habitual para encontrar a fechadura pelo modo como beijava seu pescoço, desafiando sua concentração a dividir a atenção que ela demandava.
— Aqui? – ele perguntou, assim que entraram no quarto, mas a expressão no rosto de o fez sorrir: em qualquer lugar, é o que ela dizia.
A mulher descruzou as pernas da cintura dele, colocando-se de pé, para então começar a andar em sua direção com aquele sorriso predatório, encurralando-o contra a cama até que se sentasse nela. deixou que suas mãos segurassem as pernas dela, e então subissem, acariciando todo o trajeto até a barra da camiseta da mulher. Ao atingir aquele ponto, o primeiro crítico até então, ele ergueu o olhar para encontrar o de , vendo-a morder o lábio inferior em incentivo. E foi só então que, pouco a pouco, a camiseta da morena foi deixando seu corpo para revelar, também aos pouquinhos, cada pedaço daquele paraíso de curvas. Os lábios do rapaz não demoraram a seguir suas mãos, substituindo com a língua o toque de seus dedos. Quando alcançou o meio dos seios dela, beijou com adoração a pequena tatuagem triangular que ela tinha ali – e que ele nunca chegaria a saber, mas significava tanto para a garota, representando equilíbrio entre mente, corpo e espírito. Suas mãos, por outro lado, se esgueiraram até as costas dela, desatando o fecho que o separava do que realmente desejava.
sorriu no momento em que seu sutiã foi ao chão, atenta à expressão deliciosamente admirada de ao ver seu colo nu. O rapaz circulou os seios dela com as palmas das mãos delicadamente, hipnotizado pela cena, fazendo com que a mulher se arrepiasse diante do toque sutil, para então fechá-las sobre ambos com a pressão certa para arrancar dela um gritinho ao mesmo tempo em que deixava escapar um grunhido, sentindo sua ereção parecer subitamente dolorosa demais dentro da calça.
Ele levou a boca até um dos seios dela lentamente, quebrando o contato visual com a mulher apenas quando fechou os lábios em torno de um mamilo, cerrando os olhos e gemendo de prazer ao senti-lo na ponta da língua. apertou as pernas pela excitação de tê-lo beijando aquele ponto sensível, e levou as mãos até os cabelos de , puxando-os levemente para sinalizar que não parasse. E ele não parou até que grunhisse, sentando-se em seu colo por não suportar mais o vazio entre as pernas.
Quando o sentiu em atrito com o ponto onde mais o desejava, a mulher suspirou baixinho, tomando seus lábios mais uma vez e aproveitando todas as sensações que aquele beijo proporcionava: desde a língua de tentando dominar a sua, até os dedos dele castigando seus mamilos de modo a ditar o ritmo como ela rebolava em seu colo. Cada vez mais rápido. E mais forte. E mais gostoso.
— Você vai acabar comigo. – ele riu dentro do beijo, entregue e resignado, segurando os quadris de para não se deixar levar cedo demais.
— Está nos planos, bebê. – ela sorriu, desmontando de seu colo – Mas não tão cedo. – piscou, ajoelhando-se no chão diante dele com um sorriso maldoso. O abdômen de se contraiu em expectativa no momento em que os dedos da mulher seguraram o elástico de sua calça, puxando-a para baixo até seus tornozelos. – Hmm, baby, matching outfits! – ironizou o que geralmente era um gesto fofo entre namorados, ao revelar a cueca preta que em breve faria par à sua lingerie no chão. A risada de foi interrompida quando os dedos dela o tocaram, fazendo com que ele sentisse toda a energia de seu corpo se concentrar ali, sob o toque daquela mulher. sorriu ao ver uma pequena mancha mais escura na cueca dele, e passou o polegar sobre aquele ponto úmido, tocando por consequência a glande do rapaz sob o tecido.
— Noona… – ele gemeu, movendo o quadril inconscientemente na direção dela, desesperado para senti-la de fato, sem qualquer barreira entre sua pele e o toque de .
— Argh! – sorriu, fingindo irritação. – Você precisa parar de me chamar assim, porque eu não resisto. – completou, puxando a cueca de para baixo. – Eu vou cuidar bem de você, baby boy. – prometeu, mordendo o lábio inferior num gesto quase inocente, um segundo antes de fechar a mão direita sobre a base do membro dele, tão duro que a fazia tremer de excitação, e corrê-la até o topo. Um sorriso largo tomou conta de seu rosto quando ela passou o polegar sobre a glande e o sentiu deslizar pelo quão melado ele já estava por ela. ergueu os olhos para encontrar os de , porque não desejava perder nada da expressão dele no instante seguinte: desceu seus lábios sobre ele, engolindo tanto quanto foi capaz de uma só vez, e ela provavelmente nunca mais olharia para ele sem se lembrar de como ele cerrou os olhos e sorriu na expressão do mais puro e doloroso prazer.
Fuck! grunhiu, cobrindo o rosto com os antebraços por um momento, mas o gemido de ao ouvi-lo xingar o fez vibrar na boca dela, numa sensação completamente espetacular, e ele abriu os olhos lembrando de que não podia perder aquela cena por nada no mundo. Ela era fenomenal: chupava-o com tesão, revezando entre os lábios e os dedos enquanto deixava que sua língua percorresse toda a sua extensão. Mas cara, era quando ela se concentrava em lamber só o topo, bebendo da excitação dele até que seus lábios brilhassem, que ele sentia que poderia gozar a qualquer momento. correu uma das mãos até os cabelos da mulher, tirando-os do rosto e segurando-os com alguma força, porque precisava dos olhos dela. Um grande erro, evidentemente, já que o modo como o devorou com o olhar fez com que precisasse afastar os lábios dela de seu pau, ou terminaria ali.
Ela abriu um sorriso, levantando-se e passando as costas da mão sobre a boca, deliciando-se com a imagem do rapaz completamente atordoado sobre a cama. Tratou ela mesma de abrir o botão dos shorts, rebolando para que a peça descesse pelas coxas e fazendo, assim, com que despertasse. O rapaz a trouxe para perto pela cintura, enfiando os dedos no elástico da calcinha dela e tirando-a tão rápido que quase riu.
— Quer ver o que te chupar fez comigo, ? – ela perguntou, apoiando uma das mãos no ombro do garoto e levando a outra até sua intimidade, tremendo um pouquinho ao sentir a facilidade com que seus dedos deslizaram ali, sob o olhar aturdido do rapaz –
Aqui… – murmurou, um segundo antes de tirar os dedos que estavam dentro de si para levá-los aos lábios de , tocando-os brevemente apenas para manchá-los com sua excitação.
— Noona, por favor… – ele implorou, depois de passar a língua sobre a boca e provar do gosto dela pela primeira vez.
— Você quer mais? – perguntou, como forma de tortura, uma vez que podia ver em cada parte do corpo dele o quão desesperadamente precisava dela. – Deita, meu bem. – mandou, abaixando-se apenas para puxar o lábio inferior dele com os dentes, empurrando-o pelos ombros sobre o colchão.
engatinhou vagarosamente sobre o garoto e, antes que pudesse acreditar que aquilo de fato acontecia, posicionou-se sobre o rosto dele, pairando ali por um momento até sentir as mãos do rapaz em sua cintura, puxando-a para baixo em direção à sua boca. Foi como se pequenos choques percorressem todo o seu corpo. Ele podia não ter toda a experiência do mundo, mas havia algo que aprendera há algum tempo, e isto era ‘nunca subestimar o que pode fazer a língua de um rapper’.
usava suas habilidades naturais para lhe devorar com um desejo absurdo, usando seus lábios para beijá-la e a língua para estimular cada ponto dela, que se entregava para ele molhada e absurdamente deliciosa. Quando a mulher passou a rebolar de leve, esfregando-se contra a língua dele para tentar ditar um ritmo, o australiano travou seu quadril por um momento, prendendo os olhos dela nos seus antes de passar a movê-la sobre ele, implorando por algum controle daquela vez. sorriu, permitindo que ele a controlasse apenas porque ele vinha fazendo seu papel bem demais, e ela já podia sentir os primeiros sinais de seu prazer sendo construídos sob o ritmo que ele impunha.
Porra, ! – gemeu, arqueando as costas e segurando os cabelos dele quando o garoto começou a penetrá-la com a língua. O tesão era tanto que ela teve vontade de bater naquele rostinho bonito, mas ele parecia perfeito entre suas coxas e ela se limitou a enterrar as mãos na cabeceira da cama, angulando-se para que ele conseguisse ir ainda mais fundo e sendo artífice de sua própria ruína. Porque aquilo era o paraíso, e ela estava perto de alcançá-lo. – Você vai me fazer gozar, . – avisou, sabendo que aquilo seria um estímulo para ele. E foi: o rapaz gemeu, beijando o ponto inchado entre as pernas da mulher enquanto deixava dois dedos se perderem dentro dela, entrando e saindo numa promessa do que faria assim que ela gozasse. De como se enterraria nela no instante em que permitisse. – Assim, assim, as… – gemeu, sentindo o prazer se avolumar em sua intimidade até escorrer, deslizando morno sobre a língua de , que lambeu e bebeu cada gota como se precisasse daquilo. E, porra, ele precisava.
ainda movimentou os quadris contra a boca dele algumas vezes enquanto voltava a si, desmontando do rosto do rapaz depois de alguns segundos. Ela escorregou o corpo para baixo até se deitar sobre ele, sorrindo ao encontrar o sorriso bobo nos lábios úmidos de .
Céus, ele conseguia ficar ainda mais bonito assim.
— Você foi tão bom pra mim, baby… – ela murmurou, roçando os lábios nos dele num gesto libidinoso, beijando-o mais intimamente do que nunca, provando seu próprio gosto na língua de . – Essa boca nunca me enganou, meu bem… – completou, mordendo-o com alguma força, instigando as mãos de a procurarem novamente sua bunda, devolvendo o toque. – Hmmm, sim. É isso que você queria, não é? – o sorriso de se alargou quando ela se abaixou, esfregando-se sobre o pau dele, tão duro que ela se sentia tentada a deixar que a comesse de vez – Que eu montasse em você, enquanto você aperta minha bunda bem assim? – provocou, e o rapaz respondeu dando um tapa ansioso com a mão direita, quase gozando só de ouvi-la. – Isso, baby.
… – a voz dele era rouca quando arqueou o quadril para cima e, sem que ela esperasse por isso, enterrou-se nela. Soltaram juntos um gemido rasgado: ele, por senti-la tão quente e encharcada que se tornava ainda melhor do que fora estar em sua boca, ela pelo quão bem ele a preencheu, estimulando todos as suas terminações de prazer. – Fuck! – gemeu, quando sentiu a musculatura dela o apertando de forma prazerosa, propositalmente:
— Tão bom, baby… – ela mordeu um sorriso, erguendo o tronco para dar a ele a visão que, ela sabia, era o que ele queria: ondulando os quadris sobre ele, seu pau saindo inteiramente de dentro dela apenas para ser engolido novamente logo depois, os seios dela se movendo no mesmo ritmo e aquele rosto… Aquele rosto contorcido em uma expressão do mais puro tesão enquanto montava sobre ele, usando-o para seu prazer. enterrou as mãos na bunda da mulher, forçando-se ainda mais para dentro dela e causando um choque entre seus corpos molhados e suados, arrancando gemidos de a cada estocada. E, porra, como ela gemia gostoso… – Tão meu… – a mulher arrastou as unhas sobre o abdômen dele, marcando em vermelho tudo o que era seu naquela noite, sorrindo para o modo como a musculatura do pescoço de ficava evidente quando ele jogava a cabeça para trás, perdido em meio ao prazer.
A morena apoiou os antebraços ao lado da cabeça dele, reduzindo o ritmo para uma dança torturante e lenta, enquanto capturava os lábios dele para um beijo no mesmo tom. A língua dela envolvia a de enquanto descia o quadril sobre ele, e quando subia, aproveitando cada centímetro que deslizava para fora, deixava que a língua dele tomasse as rédeas do beijo. Apenas para repetir tudo de novo. E de novo. Num crescente que logo os deixou envolvidos em um frenesi desencontrado e espetacular.
— Você vai gozar quando eu pedir, ? –
deixou os lábios dele para sussurrar em seu ouvido. A resposta de veio em como as mãos dele se enterraram em sua carne, bem como na forma como pulsou dentro dela, duro e pronto para gozar sob o desejo dela. abriu seu melhor sorriso, aquele repleto de um prazer exausto e satisfeito, alinhando seus olhares antes de soprar contra os lábios dele: – Agora.
sequer esperou que ela terminasse aquela pequena palavra antes de se derramar dentro dela no que foi, certamente, o melhor orgasmo de toda a sua vida. Seu corpo inteiro parecia anestesiado, cada célula eletrizada pelo calor da mulher que, sem nunca tirar os olhos do seu, saiu de cima dele, deitando-se ao seu lado. apoiou o rosto em uma das mãos, admirando com um sorriso quase doce o modo como o peito de subia e descia rápido, até que um sorriso bobo se abrisse nos lábios dele, e ele a procurasse com os olhos.
— Como é possível que eu tenha tanta certeza de que você existe… – ele correu os olhos pela silhueta nua da mulher, adorando cada detalhe. – E agora você pareça, mais do que nunca, com um sonho?
A risada musical de veio para alargar o sorriso do rapaz, e ela se ocupou de acariciar os cabelos dele com carinho, porque era um garoto que merecia aquele gesto. sabia que teriam que ir em breve. Que a intimidade do pós era ainda mais envolvente do que o sexo em si. Que quanto mais permanecessem juntos na cama, dividindo beijos e sorrisos, maior a chance de aquilo demorar a sair deles… Mas era um garoto. Um garoto que acabara de ter uma experiência gostosa e inesquecível e, como alguém que já estivera no lugar dele, ela não quis acabar tudo cedo demais. Cobriu os lábios dele com os seus para um beijo doce, como .
— Então não acorde, baby boy.

Nota da Autora:
Sim, eu amo essa pp e passo a maior parte do meu tempo pensando “quem eu vou dar pra ela hoje??”
Foi tão divertido pra mim escrever essa história, com a PP numa posição diferente da habitual… O que acharam dela?
Espero, de coração, que tenham curtido!
Um beijo, e até a próxima!