Dance to me

Dance to me

Sinopse: Ele estava inseguro com a coreografia do stage solo que apresentaria nos shows do grupo. Depois de tantas horas de ensaio e tentativas falhas, ele estava nervoso. Precisava de um incentivo diferente, algo que o fizesse se concentrar melhor e tentar mais uma vez.
Então, você se torna a motivação quando aparece e pede que ele dance pra você.
:Fandom: AB6IX
Gênero: Romance.
Classificação: +18
Restrição: —
Beta: Alex Russo

Capítulo Único

encarou o próprio reflexo no espelho que ocupava toda a parede da sala de treinos. Passou a mão pelos cabelos, afastando do rosto os fios que cobriam sua visão e que aos poucos começavam a grudar em sua pele por causa do suor. Suor que escorria pelas laterais de seu rosto, costas e braços. Afinal, era impossível não suar após mais de três horas intensas de ensaio.

chegou em casa pouco depois da meia noite, e não se assustou quando, após chamar pela namorada algumas vezes, a encontrou dormindo no quarto do casal. A luz do abajur clareando o quarto, as cortinas balançando com o vento que vinha de fora e entrava pela fresta aberta da janela.
sorriu diante da cena, afastando do rosto da garota alguns fios de cabelo que escapavam do rabo de cavalo. Passou as pontas dos dedos pela bochecha de , fazendo uma linha irregular da testa até o queixo. Encantado em como ela conseguia ficar ainda mais bonita mesmo sem qualquer tipo de maquiagem, mesmo quando dormindo. sentia-se um filho da mãe sortudo por tê-la dormindo em sua cama, abraçada ao seu travesseiro como se fosse ele ali, e vestindo a sua camisa – que tanto adorava usar como roupa de dormir.
Sortudo por tê-la em sua vida e por chamá-la de sua.
Ele sabia do cansaço que a mulher sentia, afinal, era sexta-feira e todo mundo sabe que esse dia é conhecido como: o ápice do cansaço da semana. É sempre neste dia que tudo parece ainda mais pesado, e por isso entendia o sono pesado de que não se mexeu nem quando ele deixou um beijo em sua têmpora e sussurrou, baixinho, que tinha chegado em casa.
Mais cedo enquanto conversaram por mensagens e até mesmo em uma ligação, quando tiveram poucos minutos livres, descobriu que estava tendo um dia do cão na editora em que trabalhava. Aparentemente, nas palavras da mulher, o seu chefe estava a fim de trabalhar sozinho já que, com certeza, ele estava se esforçando para ser um completo babaca, e não seria surpresa se recebesse dez cartas de demissão ao final do dia. riu com as palavras irritadas da namorada, e a ouviu rir um pouco junto consigo. E quando tornou a reclamar do chefe, o cantor se juntou a ela e juntos reclamaram do mais velho.
Enquanto reclamavam do chefe de e juntos pensavam em formas de fazê-lo pagar pelo dia de cão que estava dando a namorada do , ambos relaxaram um pouco diante dos problemas que estavam tendo naquele dia e se trancaram, mesmo que por poucos minutos, no mundo dos dois. Não iriam conseguir demitir o chefe de como planejaram, é claro, e nem colocariam fogo no prédio em que ela trabalhava, mas continuaram fazendo aqueles planos como se fossem colocá-los em prática para se distraírem de todos os problemas. e gostavam de momentos como aquele, em que riam e planejavam coisas que não tinham chances de realizar, porque eram em momentos como aqueles em que confirmavam, sempre, que não estavam sozinhos. Um teria sempre o apoio do outro para enfrentar qualquer problema. Juntos eram capazes de superar qualquer coisa, até mesmo o chefe babaca de .
Eles se amavam e se apoiavam tanto.
levantou da beirada da cama com cuidado, rumando em direção à janela, e fechou a fresta aberta. O vento frio em contato com a pele quente de poderia presenteá-la com uma gripe, ou, com um ataque de sua rinite. Fechou as cortinas, deixando apenas o tecido debaixo, o mais escuro, aberto, assim o quarto não ficaria tão escuro. Tirou o casaco e a camisa branca que vestia antes mesmo de chegar ao banheiro, e quando chegou lá colocou as peças dentro do cesto de roupa suja.
não sentia sono.
Estava cansado, é claro, o dia também havia sido difícil para si. Mas, não conseguiria dormir naquele momento mesmo se tentasse. Ou se contasse carneirinhos.
Estava nervoso com o novo desafio que recebera: a coreografia que teria de apresentar no stage solo que faria na nova turnê do grupo.
sabia do seu potencial, sabia no que era ou não bom. Claro que demorou algum tempo para começar a apreciar a si mesmo verdadeiramente. A entender que era bom no que fazia e que seu talento deveria ser admirado e respeitado pelos outros, mas, que antes disso deveria ser admirado e respeitado por ele mesmo. E nem é preciso dizer que sempre o ajudava nessa questão de aceitação e amor próprio, desde que eram apenas amigos até os dias atuais.
Mas, às vezes, em algumas situações, todo o amor próprio e confiança tremiam e se tornavam incertos. Havia momentos em que voltava a duvidar de si mesmo, de seu talento e potencial. E esses momentos eram momentos como aquele: em que ele recebia uma nova tarefa e teria de se mostrar merecedor da oportunidade que recebia.
Mesmo já tendo enfrentado e superado diversos desafios em sua vida, ainda ficava nervoso e extremamente inseguro quando se deparava com mais algum. Ridículo, é, ele sabia.
Aquele era o desafio da vez, era o que deixava inseguro e aflito: ele tinha recebido a chance de apresentar um stage solo com a música que ele mesmo compôs, produziu e coreografou junto com o coreógrafo oficial do grupo. A primeira performance aconteceria no primeiro show da turnê, dali a menos de duas semanas.
Ótimo.
suspirou nervoso. O nervosismo lhe tomava por inteiro, a sensação de incapacidade também. Duvidava muito que fosse conseguir se apresentar sozinho, sem seus companheiros de grupo ao seu lado. Se apresentar, estar no palco, junto com os garotos era uma coisa boa, lhe dava segurança. Mas… Se apresentar sozinho, apenas com os dançarinos que apareceriam num momento especifico do stage? Com o foco todo em si e, principalmente, em seu corpo já que, em algum momento, teria de tirar a blusa? Nah, isso era demais. Demais.
Porém, desistir não era uma opção.
Já tinha dito ao manager do grupo que faria como lhe fora pedido, que daria o seu melhor e que orgulharia a todos. Iria se entregar a música, a dança e a tudo que fosse necessário. Prometeu que notariam essa entrega logo na segunda-feira pela manhã, quando retornasse a empresa e mostrasse a eles o seu progresso.
Com isso em mente, terminou de tirar as poucas peças de roupas que ainda tinha no corpo, evitando encarar seu reflexo no espelho do banheiro para não demorar ainda mais. Abriu o registro da água fria quando estava debaixo do chuveiro, tomando um banho para tirar o suor do corpo.
Mesmo sabendo que voltaria a suar dali alguns minutos.

Foi assim que fora parar na sala de ensaios que ficava no segundo andar da casa: querendo desafiar a si mesmo, provar para si que era capaz e merecedor daquele stage e que faria tudo com perfeição.
Passou a música do celular para o computador, deu play e o som ecoou por toda a sala. Não se preocupou em acordar com o barulho, afinal, aquele cômodo da casa havia sido modificado para deixar de ser um simples quarto e se tornar uma sala de ensaios, o que dizia que era toda revestida com proteção acústica. Qualquer som emitido ali dentro não chegava ao lado de fora.
E foi após algumas tentativas de acertar a coreografia, manter a música no ritmo da batida, controlar a respiração, tirar a jaqueta e o boné, e recolocá-lo, várias e várias vezes, que chegou naquele ponto em que tirava o cabelo do rosto e respirava fundo enquanto encarava o reflexo no grande espelho. Aquele ponto em que se sentia tão nervoso em relação à nova música e coreografia.
Estava do jeito que não poderia estar: inseguro. Precisava tirar aquela insegurança de si, sabia disso e tinha repetido frases motivacionais vezes demais para si mesmo – vezes o suficiente para começar a ficar com raiva só de pensar em mais alguma. Precisava se sentir seguro, pelo menos um pouquinho, ou a insegurança continuaria bloqueando-o e atrapalhando.
Enquanto regularizava a respiração, caminhou em direção ao frigobar que tinha no canto da sala, pegou uma garrafa de água, girou a tampa e bebeu um pouco do líquido gelado que foi perfeito naquele momento de cansaço, calor e tensão. sentou-se no sofá que ficava encostado na parede de frente para o espelho, olhou para o ar condicionador que ficava em cima e bem no meio do espelho, pensando em ligá-lo. Desistiu da ideia quando lembrou que estava com o corpo quente que poderia adoecer.
Exagero? Talvez. Mas, preferia não arriscar.
Esticou o corpo no sofá, quase deitando, mas ficou poucos minutos daquele jeito, respirando fundo e encarando o teto, logo se levantando para retomar o ensaio. Jogou a garrafa vazia na lixeira, caminhou até a mesa do computador e deu play mais uma vez na música. Pegou o boné e a jaqueta que tinha jogado no chão, vestiu a peça e colocou o boné na cabeça. Respirou fundo mais uma vez antes de fechar a mão direita em punho, fazendo de conta que segurava um microfone.
Conseguiu acompanhar a batida da música perfeitamente, a respiração foi regularizada e não atrapalhou o rap forte e rápido. Concentrou-se em não perder o ritmo, e não perdeu. Fez as pequenas notas altas muito bem. Sentiu cada palavra da música, tudo muito bem feito de acordo com a batida. Mas, quando a duas batidas mais fortes ecoaram, anunciando que ali terminava sua apresentação solo, e a entrada dos dançarinos, se desconcentrou, perdeu o ritmo e a música o passou.
Gritou frustrado, fechando os olhos com força, ambas as mãos apertando o boné antes de descerem e irem até a nuca suada.
Não estava conseguindo se concentrar por inteiro, de verdade. Precisava acompanhar a batida do inicio ao fim, não podia ser bom apenas em uma das partes da música. Não podia simplesmente fazer o solo e deixar que os dançarinos fizessem o resto, não tinha lógica. Afinal, o stage era seu, não dos dançarinos de apoio.
– Porque parou? – se virou, em direção a voz de , que tinha entrado na sala enquanto o cantor estava imerso demais em seu ensaio para reparar na chegada da namorada. – Aconteceu alguma coisa? – insistiu, fechando a porta atrás de si, caminhando em direção ao namorado que a observou em silêncio. jamais se cansaria de ver vestindo uma de suas camisas, com o rosto um pouco inchado pelo sono e com aquele sorriso nos lábios. Ele jamais se cansaria dessa cena, e jamais permitiria que qualquer outra pessoa a assistisse. Tê-la daquele jeito, tão a vontade na sua presença, era uma de suas partes preferidas relacionamento que tinham. – Uh? – murmurou querendo alguma resposta do homem ainda calado. Ficou na ponta dos pés para conseguir entrelaçar os braços pelo pescoço de e continuou sorrindo quando deixou um selar nos lábios do cantor, que impediu que suas bocas se afastassem tão rápido.
tirou as mãos da própria nuca, deixando apenas as de ali, sentindo o cainho que as pontas dos dedos da mulher faziam em sua pele. Ele deixou outros selares nos lábios dela, uns mais longos que os outros, todos igualmente apaixonados. Uma de suas mãos segurou o rosto da namorada, tocando-lhe na bochecha, enquanto a outra a puxava para mais perto de si pela cintura.
Precisava ter por perto para que pudesse ficar melhor. Para que pudesse se sentir seguro.
– Ei, o chamou, afastando seus rostos para que pudesse encarar o namorado, percebendo que alguma coisa estava errada. Segurou a viseira do boné e a virou para trás, tendo uma visão melhor do rosto dele. – O que aconteceu?
– Nada, eu só… Preciso me concentrar melhor na coreografia, e não consigo. – confessou, suspirando infeliz consigo mesmo. encostou sua testa na de , fechando os olhos, permitindo-se ser um pouco manhoso para a namorada que sorriu ao vê-lo daquele jeito.
amava aquilo, o fato de ser uma das pouquíssimas pessoas – senão a única, a conhecer todas as facetas de . Amava saber que o garoto era sempre tão verdadeiro e transparente consigo, que não precisava duvidar de nenhuma palavra ou atitude de . E vice-versa. Não existiam máscaras ou segredos entre eles, nunca existira, funcionavam cem por cento na base da verdade e lealdade. O que só fortalecia, a cada dia mais e mais, o relacionamento que viviam.
– É tão difícil assim? – perguntou, passando os dedos na nuca suada dele, dando outro breve beijo nos lábios de , que abriu os olhos e a encarou. – Uh?
amava admirar por inteiro, o tempo todo. Poderia passar horas observando cada detalhe dele. Amava tudo em , mas o rosto… Ah, era um de seus pontos fracos no garoto. amava os olhos de , desde o formato até a cor nas íris, amava os cílios, as sobrancelhas, o nariz, as maçãs do rosto e as bochechas. Amava também a boca dele, principalmente, quando em contato com a sua ou tocando, beijando, alguma parte de seu corpo. Mas, era o maxilar de que amava um pouco mais do que as outras partes de seu rosto. E fora ali que ela deixou alguns beijos, sorrindo quando o namorado pareceu derreter diante deus toques, carinhos.
– Não, não é tão difícil, mas… – suspirou mais uma vez, olhando para o rosto de , apertando sem perceber a cintura dela, que o encarava de volta. sempre tinha um brilho diferente nos olhos quando olhava para ele, um brilho de admiração, orgulho, amor. amava saber que aquele brilho aparecia especialmente para si, mas naquele momento de insegurança e nervosismo… Não gostou tanto assim. Afinal, como falar para que não estava conseguindo se concentrar na coreografia simplesmente porque não era capaz de fazê-la? Ela o amava tanto, o admirava e tinha tanto orgulho dele, como ele poderia ser capaz de, mais uma vez, depois de milhões de conversas e aprendizados sobre aceitação, dizer que não se sentia o suficiente? Isso a decepcionaria, certo? Droga. – Não acho que esteja bom o suficiente ainda, acho que preciso de mais…
– Eu quero ver, me mostre. – pediu, o interrompendo, soltando o namorado que a largou enquanto ainda processava o pedido. – Faça a coreografia e eu te digo se está mesmo tão ruim, ou se você que está se cobrando demais. Se for preciso, prometo te dar alguns conselhos de graça. – piscou, sorrindo para o semblante ainda confuso do namorado, voltando para perto dele rápido o suficiente para deixar outro beijo em seus lábios e se afastar mais uma vez. – Vou colocar a música pra você. – informou, sentando-se no banco que ficava na frente da mesa do computador, rindo quando quase caiu por conta da altura do assento. observou a tela do computador por alguns segundos, encontrando a opção de play e levando a mão até o mouse. – Pronto?
– Não, espera. – pediu, respirando fundo e vendo a namorada erguer uma sobrancelha. – Como você sabia que eu estava aqui?
– Porque eu te ouvi chegando. Senti seu toque e seu beijo, te ouvi dizendo que tinha chegado. Só que voltei a dormir, e acordei agora sentindo a sua falta na cama. Então, vim te procurar. – o respondeu, sorrindo. Ela sabia o que ele estava tentando fazer, o conhecia muito bem.
Ele estava tentando distraí-la, mudar de assunto, ganhar mais tempo antes de fazer a tal coreografia. estava inseguro, e já tinha notado isso desde que o encontrou naquela sala.
– Mas eu tive o cuidado de não te acordar. – apontou em um tom baixo, e riu. Como aquele homem que vestia calça de moletom que caia um pouco em sua cintura, uma jaqueta de couro jeans preto e um boné, conseguia ficar tão adorável ao ponto de fazer com que quisesse morder o rosto dele por inteiro? Era injusto, fala sério.
– Já deveria saber que eu sempre acordo quando você me toca. – deu de ombros. – Então, pronto? – perguntou novamente, referindo-se a música e a tal coreografia.
acenou positivamente, mesmo que não estivesse nenhum pouco pronto. Virou-se de costas para a namorada e de frente para o espelho, virou a viseira do boné para frente e abaixou a cabeça.
A batida da música começou em dois segundos.
olhou para através do espelho, e a encontrou o encarando de volta. estava séria, como sempre ficava quando ele a mostrava alguma coisa de seu trabalho, concentrada nele. Ele respirou fundo antes de começar a cantar, e como da outra vez: conseguiu acompanhar a batida da música. Conseguiu fazer a parte do rap muito bem, também conseguira fazer as notas e acompanhar a batida. E, assim como da outra vez, quando terminou a sua parte solo e chegou o momento em que os dançarinos apareceriam, se perdeu e a música o ultrapassou.
parou a música quando o namorado tentou acompanhá-la e não conseguiu, vendo-o grunhir frustrado. Esperou por e deu play novamente quando ele gesticulou que o fizesse. Ela o observou mais uma vez em silêncio, seus olhos alternando entre o reflexo do garoto no espelho e nas costas dele. Viu e acompanhou com o olhar cada vez que a jaqueta abriu um pouco mais com os movimentos de braços, mostrando o abdômen de que estava focado na academia recentemente. Ouviu a voz grossa que tanto amava, e se perguntou que música era aquela porque ainda não a conhecia. Movimentou a cabeça com as batidas da música desconhecida, observou atentamente e sempre em silêncio a cada tentativa de em terminar a música e coreografia sem se perder na batida ou errar algum passo.
levantou-se do banco quando ouviu o namorado grunhir frustrado pela quarta vez seguida, após ter, mais uma vez, não conseguido concluir a música sem cometer um erro. Levou o banco consigo e o deixou na frente do espelho, bem no meio, sentou-se no assento e olhou o namorado. a encarou confuso, frustrado demais consigo mesmo para conseguir entender de primeira o que a garota fazia.
– Você não está se concentrando o suficiente. – apontou o que tinha observado durante as tantas vezes que tentou fazer a coreografia.
– Isso eu já percebi. – respondeu mal humorado. E ergueu uma sobrancelha, segurando uma risada diante da birra do garoto. – Desculpa, eu…
– Dança pra mim. – pediu, balançando as pernas no ar e sorrindo quando deixou de olhar para o teto e a encarou.
– Danço. No dia que eu estiver conseguindo fazer a coreografia. – prometeu em um resmungo, e quase pulou do banco para dar um tapa nele.
– Olha pra mim, . – pediu, esperando que ele parasse de ser birrento e a encarasse de volta: – Eu já entendi o conceito da música e da dança, você precisa prender a atenção de quem está te assistindo. Precisa ser sexy. Então, seja sexy pra mim. Dança pra mim.
– Eu não vou te seduzir errando a coreografia e perdendo a batida da música, . – apontou, e odiava em momentos como aquele. Odiava como o garoto mergulhava nos erros e não focava em saídas para o acerto. Ela entendia que, ok, às vezes, era necessário viver o erro e crescer com ele, mas enxergar apenas o erro era burrice demais. odiava quando era burro.
– E você acha que vai acertar se ficar fazendo isso mil vezes do mesmo jeito? – perguntou revirando os olhos, incrédula. – Vamos lá, finja que não me conhece. Que estamos em um bar. É, um bar. – arrumou a postura no banco, cruzou as pernas e viu quando o olhar de acompanhou a barra da camisa que subiu. – Você tem alguns minutos para me ganhar e me levar pra casa. Tente.
– Isso não vai dar certo, . – apontou, observando a namorada prender o cabelo em um rabo de cavalo com o elástico preto que não saia de seu pulso. Ela parecia firme na ideia da encenação e, mesmo que não se sentisse tão firme e convencido de que poderia dar certo, acabou aceitando. Até porque era ali na sua frente, ela que lhe fazia um pedido, e ele não sabia dizer não a ela. – Meu cérebro ainda sabe que estamos namorando, você sabe disso, né? – perguntou quase sorrindo, quase. Aproximando-se de que o olhou de baixo, ela que tinha um sorriso adorável demais nos lábios para quem usava tão pouca roupa.
– Não estamos mais, terminamos. – respondeu, empurrando-o pelo peito com uma mão, tomando distância entre seus corpos. – Eu não te conheço, garoto. – piscou, pigarreando em seguida e puxando poucos fios de cabelo na frente dos ouvidos. Adorável. – Prazer, me chamo . E você é…
. – se apresentou, pegando a mão estendida e beijando o dorso da mão da garota que sorria. – Posso te mostrar uma dança? – questionou sorrindo, quase avançando para perto de e a beijando.
– Claro. Jamais dispensaria uma dança de um homem sem camisa e com a jaqueta aberta.
tentou, mas não conseguiu: acabou indo até e beijando-a naquele exato momento. Ele a amava tanto, meu Deus. Ela riu com a atitude do garoto, segurando o rosto dele entre suas mãos e beijando-o de volta, mas o empurrou para longe quando sentiu a mão de afastando seus joelhos, querendo encaixar seu corpo entre as penas dela.
– Minha dança. – lembrou, ainda sorrindo, com a mão no peito de , que sorria e ainda se mantinha por perto.
– Se a dança for boa, eu ganho o que? – perguntou, apoiando as duas mãos no espelho atrás de , deixando-a entre seus braços e aproximando seus rostos. – Hm?
– Bom… – ela sorriu, aproximando seu rosto ainda mais, tornando possível que a ponta de seu nariz encostasse ao de . – se a sua dança for boa, eu faço o que você quiser.
– O que eu quiser? – ergueu uma sobrancelha, sorrindo em adoração por , que assentiu com um movimento de cabeça. – Vou pensar em alguma coisa. – então, piscou e se afastou da namorada-agora-desconhecida, indo em direção à mesa do computador.
sorria enquanto observava , mas disfarçou o sorriso quando o cantor se virou de frente para ela.
continuava sentindo-se inseguro com a música e dança, mas tentaria seguir o conselho de . Tentaria seduzi-la, fingir que não estavam juntos. Disse a si mesmo que ainda não a conhecia, mas que precisava conhecê-la. Queria conhecê-la.
Olhou para o rosto da garota a sua frente mais uma vez, observou cada detalhe e lembrou-se da noite em que se conheceram. Na festa de aniversário de uma amiga em comum. Lembrou-se do que sentiu quando viu rindo com outras duas garotas, e do pensamento que tomou sua mente naquele momento: precisava conhecê-la. Então, daquela vez, dançaria não para aperfeiçoar a música e a coreografia, e sim para conquistar .
Para chamá-la de sua.
A batida da música ecoou, e piscou para antes de abaixar a cabeça e cobrir o rosto com a viseira do boné. A mão direita ainda sendo feita de microfone, e logo a voz acompanhando a gravação da música e sobressaindo o som.
sorriu para a cena, observá-lo de frente era ainda melhor do que de costas. Assistiu atentamente a cada gesto e detalhe, sorrindo diante de cada um deles. Olhou para de cima quando o rapper se abaixou, ficando sob um dos joelhos, performando a música e não perdendo a batida. Queria olhar para o rosto do namorado, em seus olhos, mas a viseira do boné e a cabeça baixa de não permitiam.
sentiu a respiração falhar quando , finalmente, ergueu a cabeça e a encarou. Ele deu alguns passos para trás, chegando a uma parte da música e coreografia que ainda não conhecia. A parte em que os dançarinos entrariam e então ele deixaria de se apresentar sozinho. A parte que ele estava errando desde que entrou naquela sala de treinos, mas que agora se esforçava para mostrar para ela.
Para seduzi-la.
Suspirou com a batida forte da música e a coreografia que assistia. Principalmente ao ver a pele exposta de , no espaço da jaqueta aberta. Sentiu-se enciumada ao saber que outras pessoas, garotas, o veriam seminu daquele jeito, mas sorriu e mordeu o próprio lábio inferior quando se lembrou de que era a primeira a ver aquela coreografia.
E a única a ter em sua vida.
A única que poderia tocá-lo.
jogou o boné no chão em determinada parte, e o colocou de volta na cabeça quando a batida ficou mais suave e sua voz mais lenta. Seus pés deslizavam de um lado para o outro, a mão livre acompanhava o balanço, e seus olhos encontraram os de quando ergueu o rosto. Se soubesse que teria a namorada suspirando para si e o observando com aquele brilho nos olhos, teria feito tudo aquilo mais cedo. Ajoelhou-se no chão mais uma vez, aumentando o tom de voz e a velocidade com que soltava as palavras para que conseguisse acompanhar a batida da música. Sentiu o ar ficar um pouco mais denso, pesado, e o ambiente mais quente. Quis tirar a jaqueta, mas ainda não era o momento certo.
levantou-se em um passo só, ergueu a mão livre, deixando o braço completamente esticado, fazendo com que a jaqueta subisse. Viu quando o mediu dos pés a cabeça, e sorriu por isso.
amava quando o olhava com desejo.
Caminhou a passos lentos em direção à garota, tirando o boné durante o caminho e entregando para , que o observava em silêncio. Sorriu para ela, erguendo uma sobrancelha quando passou a mão pelos cabelos, jogando os fios para trás. Tirou a jaqueta, nunca parando de olhar para , que o fez rir baixo quando silabou um palavrão.
– Você não vai se…
a interrompeu quando a entregou a jaqueta e voltou a cantar, parado a sua frente. Tão perto que os joelhos de esbarravam em suas coxas a cada novo movimento, e amava sentir cada pequeno esbarrão.
continuou observando-o, sentindo o calor aumentando e a camisa fina tornar-se grossa e incômoda. Apertou a jaqueta entre os dedos, e soube que estava mordendo o lábio inferior quando se aproximou e segurou seu queixo, puxando seu lábio com um dedo, enquanto tinha um sorriso descarado nos lábios.
– Ainda não acabei. – sussurrou próximo aos lábios de , olhando nos olhos dela, que abriu a boca para respondê-lo, mas foi impedida por que roubou de seus lábios um breve beijo antes de dar dois passos para trás e terminar a coreografia que não estava tão longe do fim.
Os passos finais pareciam mais fortes, intensos, que os anteriores. Principalmente nos movimentos de sua pélvis e aqueles em que o garoto precisava se ajoelhar. sabia o que ele estava fazendo, sabia que toda aquela intensidade era fruto da tentativa de em seduzi-la, como ela mesma tinha proposto minutos atrás, e ela estava adorando tudo aquilo. Mas, precisava ser sincera; adoraria muito mais quando a coreografia e a música terminassem, quando a tocasse.
se aproximou mais uma vez da namorada, pegando o boné de volta e o colocando em sua cabeça. conseguiu ver perfeitamente o sorriso de lado que se formou nos lábios grossos do garoto, e também viu a mordida que ele deu no lábio inferior. continuou acompanhando a batida da música, não se perdeu e fez perfeitamente todos os passos da coreografia. Tinha chegado à parte final, e por isso ergueu um pouco a cabeça, conseguindo ver as reações de por debaixo da viseira do boné.
E quase desistiu de finalizar tudo quando viu a namorada mordendo o próprio lábio inferior, mais uma vez, enquanto o olhava tão atentamente.
estava concentrada em cada passo da coreografia, em cada palavra cantada pelo garoto e pelo rap que ele fizera tão bem… Mas… Aquela parte da coreografia… Aquele movimento de onda que fazia, levando sua cintura pra frente e pra trás enquanto passava a ponta da língua nos próprios lábios, era demais.
Demais o suficiente para que se esticasse um pouco para frente e segurasse a mão de , puxando-o para si no segundo seguinte.
– Tem mais um passo… – afirmou, apoiando um braço no espelho ao lado da cabeça de , encarando a namorada que jogou a jaqueta no chão ao lado.
– Já vi o suficiente. – o respondeu num sussurro, olhando-o por alguns segundos antes de deixar beijos no maxilar tão bem marcado. – Você já me ganhou. – afirmou, erguendo o olhar para o de , que sentiu qualquer porcentagem de autocontrole se reduzir a menos zero ao vê-la olhando-o daquele jeito; de baixo para cima.
As pernas de se abriram apenas o necessário para que o corpo de ficasse entre elas. As bocas se chocaram com um barulho mudo, os lábios se abriram no segundo seguinte e as línguas logo se encontraram, causando um choque tão conhecido por ambos. Os pelinhos se arrepiando pelos dois corpos inteiros.
As mãos do cantor se ocuparam; uma entre desfazer o rabo de cavalo e segurar alguns fios de cabelo de maneira firme, enquanto a outra apertava, sentia, a coxa da garota e subia por dentro da camisa que pertencia a ele e que, naquele momento, ainda cobria o corpo de .
fechou suas pernas ao redor de , prendendo-o ali tão perto de si, colando seus corpos. Tirou o boné do garoto com a mão esquerda, jogando o objeto em algum lugar da sala e pouco se importando. Um suspiro saiu dos lábios de seus lábios quando partiu o beijo e começou a trilhar um caminho com outros beijos pela bochecha dela, o maxilar, o pescoço e parar em sua clavícula. Ele a conhecia o suficiente para saber seus pontos fracos. passou as unhas pelas costas suadas do cantor, deixando caminhos com marcas avermelhadas que ainda seriam visíveis no dia seguinte.
sentia um leve ardor por onde as unhas de passavam, mas pouco se importava. Muito pelo contrário, ele gostava um pouco mais quando ela era bruta. E quando o permitia ser um pouco bruto também.
– Então, já posso pegar meu prêmio? – ele perguntou, mordendo o pescoço alheio, vendo o arrepio que sentiu e sorrindo quando ela se encolheu. – Hm? – insistiu, dando outra mordida, que dessa vez foi acompanhada por um beijo em cima do local, sua língua tocando a pele em seguida.
– Me parece justo. – o respondeu sem muita firmeza, pois seu pescoço era um dos seus pontos fracos e sabia disso, é claro. – Você já pode me levar para sua casa. – brincou, sorrindo e ouvindo-o rir contra sua pele.
– Você vai gostar de conhecer a minha sala de ensaios. – murmurou, dando outra mordida na clavícula da mulher que fechou os olhos e sentiu um arrepio pelo caminho que a mão de fazia por dentro de sua camisa. – Lá tem um espelho imenso, você vai gostar de ver o seu reflexo nele… – afirmou, sorrindo contra a pele de , alcançando o seio dela que, por instinto, inclinou o corpo um pouco para frente, em busca de mais contato. – O nosso reflexo, na verdade. – finalizou, beliscando de leve o seio da namorada antes de deixar outro beijo no pescoço dela e tirar sua mão de dentro da camisa, apenas para tirar a peça do corpo de e tê-la quase nua na sua frente.
– Me parece uma boa ideia. – ela o respondeu, o puxando pela nuca e o beijando mais uma vez.
Na opinião de , não havia nada melhor no mundo que a combinação do cheiro natural de , com os beijos e os toques dele. Ela não trocaria os beijos dele por nada e ninguém. A forma com que moldava os lábios dela com os seus, suas mãos tocando seus seios, os apertando na intensidade certa, junto com o calor que seu corpo emanava eram coisas que… Deus, ninguém conseguiria fazer igual, ou melhor.
Suas bocas ainda estavam em um beijo forte quando as mãos de desceram, trilhando um caminho com suas unhas agora no abdômen do garoto, parando no cós da calça de moletom. sorriu durante o beijo quando sentiu o namorado parar por um segundo, puxando um pouco mais de ar, no exato momento em que as mãos dela moldaram o pênis de ainda por cima do tecido da calça, e se movimentaram de um jeito que fez o cantor apertar um pouco os olhos já fechados. aproximou ainda mais seus corpos, levando uma mão até o pescoço de para puxá-la mais para si, iniciando um novo beijo.
– Você está com roupa demais… – ela sussurrou, desfazendo o nó do cadarço da calça antes de puxar a peça para baixo, contando com a ajuda de para tirar a peça do corpo dele. – Agora si… – foi interrompida quando o namoro colocou sua calcinha para o lado com a mão direita, soltando um suspiro sôfrego quando os dedos dele tocaram sua intimidade já molhada.
– Primeiro as damas. – sussurrou contra o ouvido dela, mordendo o lóbulo no exato momento em que começou um movimento gostoso.
Os dedos de , que espalhavam a lubrificação de , deixando-a completamente molhada e escorregadia, faziam com que arrepios intensos percorressem todo o corpo da mulher, que apertou o cós da cueca do namorado, perdendo o rumo e a direção. Chegava a ser humilhante como sempre sabia o que fazer com cada parte do corpo de . Mas era uma humilhação tão boa que pouco se importava. E desejava ser humilhada daquela maneira por horas a fio. Dias, quem sabe.
Os beijos que espalhava pelo pescoço, maxilar e rosto de eram tão delicados que em nada combinavam com os toques de seus dedos, tão bons quanto. Talvez, fossem a melhor parte. amava a delicadeza que ele tinha mesmo em momentos como aquele; quando emanava excitação.
Gemidos saíam dos lábios de quando um nó começou a ser formar abaixo de seu umbigo, um aperto gostoso que a fez morder o ombro de . Ele sorriu com a mordida que recebeu, e ganhou outra quando penetrou dois dedos de uma vez na intimidade de , vendo-a se mover em sua direção.
… – ela o chamou baixinho, em um gemido, e jamais se cansaria de ouvi-la gemer seu nome. Jamais. Acrescentou mais um dedo e desviou seu rosto do dela quando tentou beijá-lo, tanto porque queria de fato beijá-lo quanto porque queria inibir os gemidos que sabia que soltaria. Mas, se tinha uma coisa que jamais cansaria de fazer, além de ouvir gemer seu nome, era assisti-la gemendo pra ele.
Por isso, negou o beijo e encostou suas testas, se mantendo de olhos abertos, prestando atenção em cada expressão que tomava o rosto da namorada.
– Olha pra mim. – a pediu, tocando as pontas de seus narizes, sorrindo quando ela o encarou. – Você é linda, amor. – repetiu uma das tantas frases da música que ensaiou e mostrou para há alguns minutos. A música, que ela não sabia, mas tinha sido a musa inspiradora de .
– Por favor. – ela o pediu, passando a língua e mordendo o próprio lábio inferior, o nó em seu ventre se apertando, as pernas começando a flexionar atrás do corpo de . O orgasmo estava próximo, tão perto, e sabia disso, sentia. também. E foi por também saber disso que ele aumentou a velocidade de seus dedos e pressionou o polegar no clitóris da namorada, que não aguentou e fechou os olhos, recebendo um beijo.
tentou manter o beijo, tentou, mas não conseguiu.
estava enviando sensações fortes demais por seu corpo, tirando-a do eixo e a fazendo perder o controle de tudo. Até mesmo de suas pernas, que tremeram junto com seu corpo quando o orgasmo veio em uma explosão deliciosa demais. O nome dele foi repetido algumas vezes nesse curto espaço de tempo, a expressão satisfeita da garota sendo o bônus que tanto amava. deixou beijos nos lábios de , sorrindo quando ela tremeu e segurou seu pulso quando ele movimentou sua mão devagar, tirando seus dedos dela. Ele também beijou com calma o maxilar e o pescoço da namorada, beijando também seus seios, assoprando na pele suada.
– Minha vez. – ela sorriu, segurando na nuca dele e dando um beijo breve em seus lábios, logo descendo do banco e tirando a calcinha de uma vez, chutando a peça para algum lugar da sala.
Quando de pé, sorriu para a diferença de tamanho que existia entre eles, e recebeu outro beijo de , que não se cansava de beijá-la. E mesmo que sua boca estivesse ocupada com a dele, suas mãos estavam livres e por isso segurou o cós da cueca e puxou a peça para baixo de uma vez. Sentiu o pênis de tocar sua barriga, e o segurou logo em seguida, ganhando um suspiro do namorado.
E se para , era bom com seus beijos, toques e tudo o mais, para ele, ela era incrível. Os movimentos que ela fazia com sua mão sempre tiravam dele toda sanidade e equilíbrio. A respiração sempre falhava quando apertava seu membro e movimentava sua mão em um sobe e desce nem tão rápido e nem tão devagar, sempre no ritmo certo. No ritmo que ele gostava, que ela descobrira logo no começo do namoro. Quando ela tocava e pressionava um pouco a glande, espalhando com o polegar o pré-gozo, ele sentia que poderia morrer ali mesmo. Mas era quando deixava beijos pelo seu maxilar, pescoço, peitoral e chegava a sua linha v, se ajoelhando na sua frente, sem soltar seu pênis ou parar com os movimentos de sua mão, que sentia o ar faltar de uma vez. Principalmente quando ela fazia o que estava fazendo naquele momento; circulando sua glande com a ponta da língua enquanto o olhava debaixo para cima.
sorriu ao vê-lo fechar os olhos por alguns segundos antes de abri-los mais uma vez, levando as mãos até a cabeça dela para afastar os cabelos de seu rosto e segurar os fios, conseguindo também algum controle dos movimentos da namorada. amava quando ele a tratava com amor e sempre se preocupava em fazer com que ela gozasse antes dele, porém, amava ainda mais quando ele a segurava daquele jeito, pelos cabelos, tão firme, e a controlava enquanto ela tinha seu pênis na boca e na mão. no controle a excitava de um jeito que palavra nenhuma explicaria.
Ela começou a movimentar a cabeça, ainda olhando para cima, vendo dali as veias sobressaltadas pelo abdômen e os braços dele. Vendo-o tão entregue para si, e ainda assim empurrando sua cabeça em direção ao seu pênis, colocando-o quase que por inteiro em sua boca. o chupava sem tanta pressa, passava a língua pelas veias, e quando o tirava da boca sugava a ponta e sorria logo depois quando escutava o gemido alto do namorado.
Aquele som daria uma ótima música, garantia.
Estar de joelhos e chupando o pau de era tão bom quanto tê-lo a tocando. gostava de senti-lo em sua boca, de senti-lo tremer com seus toques. Não se importava com o gosto do pré-gozo, e muito menos em usar sua saliva para tornar tudo ainda mais molhado. Suas mãos moviam-se com agilidade, subindo e descendo, acompanhando os movimentos de sua cabeça.
. – a chamou quando ela sugou mais uma vez sua glande e apertou mais um pouco o comprimento que suas mãos seguravam. – Chega, não… – gemeu, puxando o cabelo dela devagar para que sua boca saísse de seu membro e ele não gozasse ali, já.
– Eu queria. – ela fez um biquinho fingido, se colocando de pé, ainda segurando e movendo suas mãos no pênis de , que segurou seu pulso e mordeu sua bochecha.
– Agora não. – a respondeu, sorrindo junto com a namorada que o soltou quando a segurou e a trouxe pra perto de si, dando impulso para cima. entrelaçou as pernas ao redor do corpo dele, sendo beijada no segundo seguinte e segurando nos ombros largos de .
sentiu quando suas costas encontraram uma parede, pouco se importando em observar qual, e deixou que a boca de tomasse a sua com beijos e mordidas. Sentia que poderia gozar mais uma vez se ficassem apenas naquela posição, contra a parede e sentindo o membro dele tocar sua entrada superficialmente, mas seu namorado decidiu que precisavam ir para o sofá. sentou no estofado com em seu colo, sem parar com os beijos, suas mãos apertando as nádegas dela que se empinou em seu colo e se apoiou nos joelhos.
deixava beijos até os seios de e mordia de leve o mamilo quando ela desceu de uma vez, encaixando-o por inteiro dentro de si, arrancando um gemido dele que a encarou e a viu sorrir.
– Agora, eu danço pra você. – sussurrou, gemendo logo em seguida quando ergueu o corpo e sentiu o pau de todo de uma vez. – Eu vou rebolar pra você, amor. – prometeu, e cumpriu.
A sala de ensaios estava quente, abafada, e o casal pouco se importava com aquilo. Suas respirações e o barulho de seus corpos se chocando eram os únicos sons ali dentro. Além, é claro, dos gemidos que ambos soltavam toda vez que tudo ficava intenso demais. Bom demais.
encostou a cabeça no ombro de , gemendo em seu ouvido quando o sentia todo dentro de si, tocando-a em um ponto que a fazia ver pequenas bolinhas pretas. As mãos dele lhe apertavam, ajudando-a a subir e descer. Tão apertada e molhada para ele. Tão quente.
deixou uma mordida no ombro de , e sem querer seu olhar foi para o espelho a sua frente. Para o reflexo de ambos. E acabou gemendo quando viu, perfeitamente, seu membro sair e entrar em , que estava de costas para o espelho. Aquela visão era melhor do que olhar diretamente para , dali ele podia ver perfeitamente o encaixe perfeito que eles eram.
Um encaixe tão bom.
E por gostar tanto do que via, e sabendo que ela também gostaria de assistir, a segurou e a beijou, tirando-a de seu colo. não se importou, ela gostava quando ele decidia como as coisas seriam. Sabia que poderia confiar no namorado, porque ele sempre fazia de um jeito gostoso demais.
a deitou no sofá e ficou de joelhos no meio de suas pernas, observando a namorada apoiando a cabeça no braço do estofado, penetrando-a devagar e arrancando um gemido arrastado de , que segurou nos braços dele. se inclinou para ficar com o corpo em cima do dela, beijou seu rosto algumas vezes, apoiando suas mãos nas laterais do corpo da namorada.
Ele a penetrava rápido e quando olhou para o lado e viu, novamente, o reflexo de ambos no espelho, foi impossível não gemer e aumentar a velocidade de seu quadril. sentiu a mudança do namorado. Não por dor ou qualquer coisa ruim, mas porque ela o conhecia, e sabia quando algo o excitava ainda mais. Curiosa sobre o que seria, o encarou e o encontrou a encarando de volta.
– Olha. – pediu quase numa ordem, dando beijos no rosto de e virando-o para o espelho, para o reflexo deles. – Consegue me ver entrando e saindo, hm? – perguntou sem realmente esperar uma resposta, beijando e lambendo o pescoço de , que gemeu como resposta. E ele sorriu. – Tão fundo, . Olha como nos encaixamos… Tão bem, amor.
mantinha os olhos fixos no espelho, vendo tudo aquilo que gemia em seu ouvido. O encaixe perfeito que eles eram. O pênis dele a penetrando em um vai e vem tão bom, gostoso, perfeito. Tão fundo. Aquela visão aumentou ainda mais a excitação que tomava todo o corpo dela, pressionando seu ventre, fazendo com que seu interior apertasse ao redor de , que gemeu rouco em seu ouvido.
Então, o barulho do encontro de seus corpos ficou mais alto à medida que os movimentos se tornaram mais forte. Intensos. Excitantes. Os gemidos acompanharam os movimentos, e depois do sofá foram para frente do espelho de uma vez.
– Você gosta assim, hm? – perguntou em um murmuro, assistindo a namorada fechar os olhos e passar a língua pelos próprios lábios. – Abre os olhos. – pediu virando seu rosto, encontrando o olhar de no seu através do reflexo no espelho.
Os dois gemeram juntos, a sala ficou ainda mais quente e tudo ficara ainda mais intenso. Aquela posição era perfeita, ver seus reflexos, seus movimentos, deixava tudo ainda mais excitante. fechou os olhos mais uma vez quando seu ventre se apertou, arranhando os braços de com suas unhas, recebendo um grunhindo do namorado e uma mordida no lóbulo de sua orelha.
deixou alguns beijos pelo rosto de , pescoço, clavícula e seios. Levantou-se e permaneceu de joelhos, assistindo como se encaixavam tão bem. Passou as mãos pelo corpo dela, passeando desde os seios até a barriga, chegando na intimidade de , tocando o ponto inchado, arrancando dela um grito agudo quando começou a passar seus dedos num movimento rápido. O interior de se apertou em volta do pau de , tirando dele um gemido alto enquanto a penetrava com mais rapidez e força. Os gemidos não demoraram a ficarem mais altos, roucos, as pernas tremerem e ambos gozarem enquanto diziam o nome um do outro. veio duas estocadas antes de que, pela ausência de camisinha, precisou ser rápido o suficiente para gozar no chão, ao lado do sofá.
Os braços de impediram que o corpo dele caísse por completo em cima de , a testa dele encostando-se ao ombro dela que, assim como ele, também respirava profundamente. Ficaram de olhos fechados por algum tempo, normalizando a respiração agitada e os batimentos cardíacos.
Aproveitando aquele momento de moleza, onde aproveitavam para sentir a respiração do outro e o cheiro.
– Tenho uma coisa pra te falar. – informou depois de um tempo, já com os olhos abertos, passando suas mãos pelos cabelos do namorado.
– Hm.
– Duas coisas, eu acho. – apontou, recebendo o olhar de em sua direção. Ela sorriu para ele, amando vê-lo com o cabelo bagunçado e a respiração ainda um pouco agitada.
– Diga. – instruiu, erguendo um pouco seu corpo para que alcançasse o rosto dela, deixando beijos nos lábios da namorada, que sorria, e uma mordida em sua bochecha também.
– Você dança muito bem, . – elogiou, rindo junto com , que mordeu sua outra bochecha para esconder a vergonha que sempre sentia quando o elogiava.
– Obrigada, senhorita. – mordeu a ponta do nariz dela, sendo empurrado pelos ombros e recebendo um resmungo.
– Eu ‘tô falando sério, idiota. – deu um tapa em , segurando o rosto dele com suas mãos, fazendo com que um bico de peixinho fosse formado nos lábios alheios. – Você dança muito bem, senhor peixe. – riu sozinha, apertando ainda mais o rosto dele quando tentou escapar. – A música, coreografia, tudo está incrível. Tenho certeza que na hora da apresentação vai ser ainda melhor. Você é incrível, . Só precisava acreditar um pouquinho mais em você.
– Eu te amo. – confessou quando a namorada soltou seu rosto, e sorriu. – Vou pensar em você toda vez que for me apresentar.
– Uh, posso postar isso nas redes sociais? – brincou, conseguindo arrancar uma risada dele que escondeu o rosto no pescoço dela para morder seu pescoço em seguida. – Ai!
– Qual a segunda coisa, idiota?
– Ah! Preciso conversar com a sua figurinista! Onde já se viu?! Te colocar pra dançar sem camisa e depois tirando a jaqueta e… ! – gritou quando tomou seus lábios com os seus, a interrompendo com um beijo que não fora negado, é claro. Ela nunca o negaria um beijo. Nada.
Eles continuaram se beijando no sofá da sala de ensaios, de frente para o espelho, nus, se tocando sem qualquer malicia, apenas aproveitando um ao outro.
era grato por ter em sua vida. Por fazer com que ele se sentisse seguro, confortável, incrível. E por sempre acalmá-lo, não importava como: fosse com conselhos repletos de palavras sábias, ou transando na sala de ensaios.
De qualquer modo, ele era grato. E a amava demais.
Tinha certeza de que a partir daquele momento nunca mais se perderia naquela música e coreografia. Pois sempre se lembraria de . Deles.
E caso errasse e duvidasse de si mesmo outra vez… Bem… Ele sempre poderia dançar pra ela quando se sentisse inseguro e voltasse pra casa.

FIM.

Nota da Autora:
Oi! Passando rapidinho pra agradecer a quem leu, e mais ainda a quem comentou.
Qualquer coisa, vocês podem me encontrar no twitter como @loeykwon.
Xx