Don’t Go To Bed Angry

Don’t Go To Bed Angry

Sinopse: “Eles estavam brigados há dias e você sabe o que dizem: não vá para a cama com raiva. Porém, desde que tudo fosse se resolver depois, não haveria problemas, certo?”
Gênero: Romance.
Classificação: 18 anos.
Restrição: Linguagem imprópria e cena de sexo explícito.
Beta: Alex Russo.

respirou profundamente assim que ouviu o ruído característico de destrave de sua porta de entrada. O livro que precariamente cumpria a função de distraí-la foi naquele momento deixado de lado, repousado sobre o criado mudo à esquerda de sua cama, onde o relógio digital marcava poucos minutos para a meia-noite. Pôs-se de pé logo em seguida, rumando para a sala com a ansiedade formigando na boca de seu estômago. Já havia aceitado que não voltaria para casa naquela noite e ao baixar a guarda, viu-se subitamente nervosa.
Ele foi abraçado pelo aroma familiar de sândalo assim que entrou e o silêncio no interior do apartamento o fez mentalmente questionar se a namorada ainda estaria acordada. Há dias haviam combinado que passariam aquela noite de sábado juntos, a fim de aproveitarem melhor seu domingo de folga, mas depois da última discussão, não sabia se realmente deveria estar ali. O jogo de silêncio e orgulho em que estavam se aventurando desde a última semana havia chegado ao limite para ele, no entanto. Esperava profundamente que aquela não fosse mais uma noite em que dormiriam brigados.
chegou à pequena sala no momento em que o homem ligava as luzes e o suspiro silencioso que escapou por entre os seus lábios assim que seus olhares se conectaram não lhe deixava se enganar: sentia a falta dele de uma forma dolorosamente ridícula.
Havia, porém, aquela atmosfera incerta ainda presente, representada pelo silêncio que se seguiu e pela distância entre os dois, que não diminuiu para o espaço mínimo disponível em um abraço caloroso, como era de costume. Os olhos dele, sempre tão assertivos, escuros e brilhantes, que lhe mostravam um amor ardente, ainda cintilavam uma mágoa visível e precisaria engolir o próprio orgulho para fazer aquilo sumir.
Era a parte mais difícil de namorar e com a qual nunca precisou lidar em nenhum outro relacionamento anterior. Estava acostumada a estar no controle de tudo, a ter a primeira e a última palavra sempre e se ver apaixonada por um homem cuja habilidade em comandar e liderar estava à altura da sua era uma ironia tão irritante quanto deliciosa. Precisava usar sua aptidão argumentativa e persuasiva tanto em uma simples decisão sobre o que fazer no final de semana, quanto nas mais complexas questões sobre como levar adiante o relacionamento. A dinâmica por vezes lhes dava noites de sexo incríveis, porém, lhes atormentava em brigas que pareciam infinitas.
— Não achei que você viesse mais. — interrompeu o silêncio, soando casual e firme apesar da insegurança crescente, e antes que pudesse perguntar se deveria ir embora, a mulher continuou — Quer comer alguma coisa? — perguntou, caminhando para a cozinha a fim de se hidratar.
Ele negou em um murmúrio enquanto se livrava dos sapatos e calçava os chinelos, caminhando para o quarto em seguida. Queria muito abraçá-la, mas precisava que ela desse o primeiro passo para resolverem aquela situação.
— Saímos pra jantar depois da apresentação. Fui ao dormitório tomar um banho, por isso demorei.
Sua voz ainda parecia rouca pelo esforço de entreter uma arena olímpica lotada em mais um daqueles festivais musicais de verão que aconteciam em Seul naquela época do ano. não havia ido daquela vez, mas assistira tudo pela TV.
A mulher voltou para o quarto no momento em que ele deixava a bolsa sobre o divã, abrindo-a para retirar seus pertences e se trocar em seguida. Ela assistiu em silêncio, sentada na ponta da cama, se despir do casaco e sacudir o cabelo ainda molhado pelo banho recente. O cheiro forte e refrescante de sua loção corporal tomou seus sentidos conforme ele se trocava e os deixou em alerta, fazendo seu peito formigar, dessa vez por saudade. Sentia tanta falta de tê-lo sob seu toque.
— Qual roupa de cama posso pegar no seu armário? — perguntou de forma preguiçosa e levantou os olhos para ela momentaneamente, logo após terminar de vestir sua calça de moletom preferida.
suspirou ao chamar sua atenção, ficando de joelhos sobre o colchão para segurar em seu braço enquanto ele virava para caminhar em direção ao seu pequeno closet —, qual o sentido de você passar a noite aqui para dormir na sala?
Apesar de não ser exatamente a situação, sua voz parecia irritada e impaciente e homem virou em sua direção com a expressão séria e uma sobrancelha arqueada, o que quase a fez recuar.
Deus, isso era absolutamente inédito em sua vida. Como ele esperava que ela reagisse bem diante daquilo?
— Você tem alguma coisa para me dizer? — soltou gentilmente seu braço do toque dela, mas sem atenuar a expressão.
suspirou novamente.
— Tenho. — respondeu de forma firme, levantando-se para se colocar diante dele e fixar seu olhar em seus olhos intensos.
sentiu todo o seu corpo reagir à proximidade e precisou conter ímpeto de levar suas mãos ao quadril dela e unir seus corpos devidamente.
— Faça amor comigo, . — a sentença veio como uma ordem, o que quase o fez rir ironicamente — Faça amor comigo agora.
Por um momento ele não a levou a sério e suspirou antes de adverti-la.
, você sabe que nós precisamos-
— Eu sei — ela o interrompeu, colando seus corpos ao continuar e quase fechando os olhos por isso —, mas depois. , por favor.
Seu pedido veio sussurrado ao que a mulher se pôs na ponta dos pés para alcançar a lateral de seu rosto, deixando um beijo em seu maxilar ao terminar.
nunca pedia por nada daquela forma e soube que era sua maneira de começar a pedir desculpas e ainda que fosse tão teimoso quanto ela, jamais saberia lhe negar qualquer coisa. Especialmente quando ela começava a lhe tocar daquela forma, vagarosamente subindo suas mãos cálidas por seus braços desnudos enquanto continuava a beijar-lhe a região do pescoço.
Sua reação veio no momento em que a língua da mulher entrou em contato com sua pele, deixando um rastro de arrepios para trás. lhe agarrou pelos quadris e nuca, guiando sua boca em direção à dela, dando-lhe o beijo que tanto sentira falta. O êxtase do toque íntimo e apaixonado fazendo-lhe desejar nunca mais brigar, porque não tê-la daquela forma todos os dias era muito pior do que abrir mão de qualquer uma das suas convicções.
agarrou seus ombros e içou o corpo para cima, convidando-o a carregá-la para cama, gemendo em sua boca quando ele o fez, apertando suas nádegas cobertas apenas pelo fino shorts de algodão. Dentre todas as coisas, sentia falta principalmente daquilo, de como ele era o único que a fazia se sentir tão poderosa mesmo estando tão a mercê de seus toques.
Assim que foi deixada sobre os lençóis macios sem muita delicadeza, se ajoelhou sobre o colchão e se livrou da blusa larga do pijama, revelando seu busto livre para o toque saudoso do namorado. As mãos grandes e ainda frias dele dividiram-se entre acariciar seu rosto e sua cintura, ao que tomava o centro da cama junto dela, igualmente de joelhos. Seus olhos se fixaram uns nos outros e a mulher sentiu seu corpo esquentar ainda mais pela forma como ele lhe encarava, deixando explícito seu desejo, sua saudade e toda a sua vontade de mandar para o inferno o que esteve os separando até ali. Fechou os olhos quando ele segurou seu maxilar, mantendo suas bocas ligeiramente próximas ao que a outra mão traçava o caminho curvilíneo pela lateral de seu corpo, dedilhando sua cintura para então alcançar seu seio esquerdo, que ele tocou firmemente no momento em que a instruiu.
— Abra os olhos.
Seu hálito quente saiu sussurrado por entre as palavras, o que enviou um arrepio gostoso para suas costas e ela observou entre suspiros os polegares dele irem em direção aos seus mamilos, imediatamente rígidos diante do toque circular que ele iniciou. Conteve as próprias palavras de instrução, tão comuns naquele momento, porque queria que ele fizesse o que quisesse. Não iria interferir. Não queria mais brigar. Só queria que eles pudessem usar aquele momento para resolver as coisas como melhor sabiam fazer: se amando.
Os lábios de foram em direção à clavícula da mulher e começaram um rastro de beijos molhados, que a fizeram cantarolar gemidos quando atingiram um de seus seios. Sem deixar de encará-la, ele gentilmente deixou sua língua massagear seus mamilos igualmente enquanto suas mãos tomavam o caminho para onde tanto o queria. Suas coxas já apertavam-se uma à outra quando ele enfiou os dedos no cós de seu shorts para ajudá-la a retirá-lo.
— Puta merda — ele xingou em um meio sorriso que evidenciava seus lábios avermelhados pelo esforço em fazê-la se sentir bem —, você é fodidamente perfeita.
apertou os ombros dele firmemente quando sentiu seu polegar espalhar por entre seus lábios inferiores sua excitação evidente. O toque superficial em seu clitóris a fez estremecer em expectativa.
— E está fazendo uma bagunça enorme aqui embaixo.
O movimento certeiro de seus dedos começou a empurrá-la lentamente para a borda do prazer extremo, fazendo-a movimentar o próprio quadril em busca de mais fricção. Estava tão desejosa dele que apenas a ação dos dedos de sobre si já fazia o quarto ser tomado por barulhos lascivos que o deixavam tão excitado quanto ela.
Não querendo que ele interrompesse seus movimentos, mas visivelmente ansiosa para tê-lo dentro de si da maneira correta, levou as mãos trêmulas para a cintura dele, onde apertou-lhe por cima da calça antes de começar a puxar no tecido para baixo, esbaforida o suficiente para fazê-lo rir.
— Você está tão apressada que me pergunto o porquê de estar tão calada — com o fim da sentença, diminuiu a velocidade com que a estimulava, o que a fez grunhir e mover o quadril com mais força, mas logo sendo parada por ele e por suas mãos fortes e firmes —, mas calma, amor — beijou-lhe os lábios antes de terminar —, vou deixar você gozar no meu pau.
Dizendo isso, o homem se livrou totalmente da calça e guiou-se para o meio das pernas dela, onde deslizou por entre suas dobras completamente molhadas, estimulando ambos. Seus quadris se tocavam e se afastavam e suas bocas emitiam palavras desconexas enquanto se abraçavam. a colocou sentada em seu colo e guiou a velocidade de seus movimentos com a força de suas mãos espalmadas na bunda dela, que segurava e apertava os próprios seios enquanto se movimentava sobre ele.
Não existia absolutamente nada que pudesse ser percebido pelos dois que não fosse a fricção de seus corpos juntos, a forma firme e quente como ele saía e entrava nela, segurando-a no ângulo perfeito para atingir o ponto exato que a fazia grunhir e apertá-lo mais ainda ao seu redor. Não havia nada mais belo no mundo para que não fosse a forma como o corpo da mulher se curvava diante dele e como ela sorria de forma totalmente involuntária quando ele lhe dizia ao pé do ouvido como ela era a mulher mais incrível do mundo, uma deusa diante de um mero mortal. sabia que não havia nada que pudesse explicar a forma como se sentia quando estava com ele daquela forma, como se sentia enérgica quando ele lhe guiava para o prazer intenso como nenhum outro jamais fizera. Como ela jamais deixara nenhum outro fazer. era o único que podia tê-la daquela forma.
A pressão crescente em seu ventre desmanchou-se em gemidos e espasmos no mesmo momento em que ele se derramou em seu interior. Seus corpos se abraçaram ainda trêmulos, caíram sobre o colchão juntos, sem se afastarem por um milímetro sequer e ambos assistiram suas respirações se normalizarem em silêncio.
só se moveu sobre ele quando sentiu a necessidade de falar. Apesar de deixar a saudade e o desejo falarem mais alto a princípio, a mulher sabia que devia desculpas ao namorado para colocar um ponto definitivo na discussão que os levou até ali. Ela deslizou seu corpo para baixo a fim de olhá-lo nos olhos, agora mais doces que antes, e beijou seus lábios com carinho antes de afastar os fios de cabelo escuro de sua testa e sorriu antes de falar o que havia ensaiado durante toda a semana.
Ensaiado. Não era patético?
— Avise seus pais que vamos visitá-los no feriado. — Ainda em silêncio e olhando-a com a doçura de quem já reconhecia o que aquela fala significava, esperou que ela continuasse. — Me perdoe — ela soltou, parecendo metade envergonhada e metade como uma criança má perdedora, mas segurou o riso que gostaria de ter soltado, pois sabia que ela estava sendo sincera e se esforçava para tal —, eu deveria entender como o momento de conhecer seus pais é importante pra você e principalmente que a decisão de levar nosso relacionamento devagar não pode ser só minha, assim como não pode durar pra sempre. Não quando você já foi tão paciente e compreensivo comigo. Sinto muito por todas as coisas que eu disse e por ser tão cabeça dura. Eu amo você, — ela sorriu, vendo nos olhos dele o brilho que tanto amava por entre as pequenas fendas que suas pálpebras formavam enquanto ele igualmente sorria —, por isso estou disposta a fazer quantas concessões forem preciso.
Aproximou-se para um beijo que ele retribuiu docemente. envolveu o rosto da namorada entre suas mãos e beijou-a repetidas vezes até que se desfizessem em risos.
Estavam bem novamente. Era um alívio.
— Eu te amo, — beijou-lhe os nós entre os dedos ao entrelaçar suas mãos e se afastar minimamente para encará-la —, e sinto muito por tantas vezes não facilitar pra você. Eu só não quero mais dormir brigado com você. Nunca mais! — a voz mais manhosa e arrastada na última frase a fez rir no meio do abraço apertado que ele lhe deu em seguida.
— Acho que não podemos prometer não brigar — ela se afastou para olhá-lo nos olhos com a expressão divertida —, mas sempre podemos nos reconciliar assim. — apontou de um para outro, evidenciando seus corpos ainda unidos na cama.
arqueou uma sobrancelha em sua direção novamente. Dessa vez, não desejou recuar. Só quis se aproximar dele ainda mais.
— Se você prometer implorar de novo… — ele começou, implicando, e recebendo um tapa no braço logo em seguida.
— Eu não implorei, — ela rolou os olhos, ainda presa dentro de seu abraço —, só pedi com carinho. — finalizou, uma tanto manhosa — E posso fazer novamente — deu de ombros, como se não fosse nada demais —, se você me provar que pode fazer isso também… — riu quando ele próprio rolou os olhos.
— Posso fazer isso quando você quiser, meu amor. — respondeu, confiante.
Era por isso que o amava tanto. não recuava facilmente em suas convicções, sua personalidade incisiva era definitivamente dominante, o que por inúmeras vezes se tornava irritante, por ser tão similar à dela, mas ele não se recusava em baixar a guarda para a mulher que amava. No final das contas, estava confortável naquele tipo de troca divertida e sensual. Era como um estímulo único e somente deles.
— Tipo agora? — se colocou sobre ele novamente, sorrindo de forma arteira, evidenciando suas intenções para o resto da noite, que estava apenas começando.
— Tipo pra sempre.

Nota da Autora:
Don’t Go To Bed Angry, inspirada na música Language de Tori Kelly, é primeira fanfic da Late Night Series, que se tudo der certo será minha pequena coleção de oneshots restritas. O projetinho irmão desse é o Early Morning Series, só com oneshots muito amor e sofness.
Espero que tenham gostado da primeira fic, me deixem saber! Obrigada pela leitura!
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