Don’t Worry

  • Por: M. Angeli
  • Categoria: Kpop | Restritas
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Sinopse: Ele não era o que se podia chamar de pessoa confiante, mas ela o admirava o suficiente pelos dois.
Gênero: Romance
Classificação: +18
Restrição: O grupo é fixo. Yesung é o protagonista.
Beta: Alex Russo

 

Capítulo Único

A música soava alta dentro do estúdio onde o grupo dançava pela última vez. Última pelo menos ali, e naquele dia. , com olhos de água, assistia tudo de pé, olhando atentamente um a um a procura de qualquer erro que pudesse interferir na edição do vídeo mais tarde. Era a primeira vez que trabalhava com um boygroup e primeira vez também que lhe davam oportunidade com um grupo tão grande.
Já fazia cerca de um ano que estagiava com uma empresa de produção subsidiária a SM Entertainment, para concluir seus estudos. Sabia que havia sido contratada para produzir totalmente sozinha seu primeiro vídeo clipe porque ser apenas mais uma recém formada em cinema fazia com que seu preço fosse mais baixo. Mas o fato de ser chamada novamente, mesmo que para outro grupo pequeno, provava que havia feito algo certo e não importava se pagariam muito menos do que seria pago para seu supervisor, por exemplo. Ela tinha que começar por algum lugar e aquele era um excelente lugar.
Mas então recebeu uma ligação de ninguém menos do que Kim Heechul, em pessoa. ainda lembrava perfeitamente do momento. O deboche, os risos nervosos até se convencer de que falava mesmo com ele, e então ter que controlar seu pequeno ataque histérico. Já havia estado algumas vezes no prédio da SM, torcendo para encontrar Kim Jongin pelos corredores ou qualquer outro membro do EXO, como a boa fangirl que era desde muito antes de se mudar para Coréia para concluir seus estudos. O pouco que sabia sobre o Super Junior vinha de suas amigas ainda no seu país natal, mas já era o suficiente para admirar o rei Kim Heechul, como elas o chamavam. Naquele dia, enquanto surtava internamente, só conseguia pensar que precisava urgentemente contar aquela novidade para as amigas.
Semanas depois estava ali, prestes a terminar a gravação do novo MV do grupo. Ela sentia a enorme responsabilidade lhe consumir. Aquele trabalho podia abrir todas as suas portas ou então, fechá-las de vez, terminar sua carreira muito antes de começar.
E cada vez que pensava nisso, ela ria de desespero, então tentava não pensar, pelo menos em público.
Quando a música terminou, e as outras pessoas ali aplaudiram o grupo que imediatamente comemorou, enquanto ela sorria satisfeita com o trabalho.
― É isso, fim das gravações, pessoal! ― Heechul gritou animado enquanto Donghae ria e os outros aplaudiam, mas foi a frente, com uma das mãos na cintura enquanto segurava o sorriso satisfeito que expressava até então.
― Ei, eu que decido isso. ― falou ela, firme. Muito mais segura do que se sentia de verdade com o trabalho. Levando em consideração também que conhecia o grupo há apenas duas semanas, talvez devesse se sentir insegura por isso também. Uma garota recém formada, aos vinte e poucos anos, comandando o vídeo clipe de um dos maiores grupos, todos bem mais velhos e experientes do que ela, mas Super Junior podia até ter a experiência, mas a maturidade tinha mandado lembranças. Duvidava que qualquer um no mundo conseguisse se sentir desconfortável com eles, especialmente quando tinha Kim Heechul e Leeteuk incluídos no pacote.
Provando que era apenas um baderneiro dramático, Heechul deixou o queixo cair, como se estivesse muito surpreso.
― O quê? Não terminou? ― perguntou ele, falando tão alto como normalmente fazia (lê-se, aos berros). ― Não vai nos fazer começar de novo, vai?!
Todos silenciaram, esperando enquanto olhavam para . Ela olhou de um para outro, decidindo que sentiria falta daquela bagunça, e então se deixou rir, concordando com Heechul que jogou os braços para o alto, como se estivesse muito inconformado com a atitude da garota mesmo que no fundo não ligasse. O segredo para se dar bem com Heechul era não se constranger com suas piadas e tinha o dom de respondê-las de forma tão idiota quando Heechul responderia, então estava tudo bem.
― Sim, terminou. ― disse ela, finalmente concordando antes de voltar a aplaudi-los. ― Parabéns, foram ótimos.
― Isso não se faz, ! ― Heechul gritou, mas de forma animada, e apontou em sua direção. Mesmo que risse, muito bem ciente de que aquele era apenas o jeito escandaloso dele de ser, Yesung o segurou por trás, dando tapinhas em suas costas para afastá-lo da diretora, como se tentasse protegê-la dele, acalmá-lo, pois já havia se excedido e era praticamente uma estranha.
A garota não pôde deixar de sorrir com a atitude dócil do rapaz, algo que ela costumava fazer sempre que a atenção se voltava para Yesung, ou quando ele, mesmo quieto no seu canto, prestava atenção em tudo que estava sendo dito, apenas fazendo caras e bocas que nem se dava conta de que estava fazendo. Ele era assim na maior parte do tempo, quieto, dócil e também muito meigo, mesmo que as pessoas tivessem dificuldade de enxergar essa realidade. Tinha suas atitudes um tanto quanto duvidosas às vezes, bobas, mas perto dos outros, tão bagunceiros e barulhentos, ele parecia até desengonçado, mas de um jeito adorável. Yesung era sempre aquele que estava no seu canto rindo discretamente do que os outros faziam. Muitas vezes, era o alvo das brincadeiras, assim como Donghae, mas enquanto este tinha reações escandalosas e exageradas, Yesung era apenas simples, calmo, e as pessoas confundiam isso as vezes, o colocando como alguém sério demais, ou até fechado demais, irritadiço, mas ele era apenas tranquilo e acabava sendo alvo por isso grande parte das vezes. só não tinha certeza se ele se importava ou não.
Bom, se importar quando fazia parte do mesmo grupo que Heechul era loucura.
tinha um claro crush no rapaz, que estava lutando para esconder, especialmente quando tinha tanta vontade de pegá-lo pela mão, fazê-lo sentar de frente para ela para lhe dizer tudo que sempre quis, como o quanto ele era especial, que ele era tão bom quanto os outros mesmo que não acreditasse nisso. Queria pedir para que ele não desse ouvido a ninguém que quisesse diminuí-lo porque ele era mais do que talentosíssimo. Ele tinha uma voz que lhe fazia querer chorar, era tão cuidadoso com os outros que lhe fazia cair de amor e tinha dificuldade de aceitar que ele não soubesse de tudo isso.
― Não fale assim. ― Yesung pediu, como se desse bronca no mais velho, e Heechul se afastou dele imediatamente, olhando-o desacreditado pelo atitude.
― O quê?! Fale assim com o Donghae, não comigo! ― gritou, aprontando para o próprio Donghae que apenas riu mais uma vez.
― Ele está sendo um cavalheiro. Você deveria aprender com ele. ― o defendeu entre risos, não levando aquela brincadeira a sério em momento algum.
― E ele deveria aprender a dançar! ― Heechul provocou, e Yesung fez um bico encabulado embora ela não acreditasse que havia realmente ficado ofendido com aquilo. Não acreditava que Heechul realmente falaria qualquer coisa que ofendesse um dos membros. Ele fazia piadas o tempo todo, mas já havia visto como ele tinha ficado quando tentaram realmente diminuir Donghae. Heechul defendia os seus.
― Dançou melhor que você. ― voltou a retrucar, e foi Heechul quem deixou o queixo cair enquanto Yesung batia palmas ao gargalhar. precisou lutar para esconder seu próprio sorriso com o som. Era lindo vê-lo rir.
― Por que eu tenho um pé machucado! ― Heechul gritou em sua defesa, mesmo que risse também, e Donghae dessa vez interrompeu a discussão, se colocando entre os dois:
― E está velho. ― observou, fazendo rir novamente.
― O que você disse?! ― Heechul avançou na direção de Donghae, que correu para se esconder atrás de Siwon enquanto segurava seus ombros. Siwon riu, e deixou que Donghae o movesse para que ficasse sempre entre ele e Heechul, conforme o outro tentava alcançá-lo.
e Yesung, sendo deixados de lado, apenas acompanharam rindo a nova “briga” que se iniciou, agora entre Heechul e Donghae, que envolveu Siwon e logo Eunhyuk também. Tudo isso enquanto Leeteuk assistia com os olhos brilhando como um pai bobo que admira tudo que os filhos fazem, mesmo estes sendo o Super Junior, idiotas e baderneiros como apenas eles podem ser.
― Você foi muito bem, Yesung-nim. ― elogiou, mesmo que sem olhar para ele, e o garoto sorriu ligeiramente encabulado, o que a fez sorrir também.
― Não fiz mais do que ninguém. ― ele respondeu rapidamente, olhando para baixo sem reação, e ela negou.
― Não se desmereça, você foi ótimo, de verdade, aceite o elogio. ― pediu, e só então ele concordou, reverenciando rapidamente em agradecimento.
― Obrigado. ― respondeu, sorrindo sem jeito, e ela riu, repetindo o gesto então.
― De nada. ― ela respondeu, sorrindo para ele que só teve tempo de encará-la antes de ser puxado para trás por um Donghae desesperado, que ainda fugia de Heechul.
― Hyung, hyung, hyung! ― gritou para Yesung enquanto fazia com ele o mesmo que fazia com Siwon há pouco. foi obrigada a se afastar, antes de ser vítima de um ataque também, mas por dentro, gritava euforicamente satisfeita apenas por ter trocado mais de duas palavras com Yesung.

+++

, com cuidado, esgueirou-se pelos corredores. Existia sempre aquela pequena euforia por dentro simplesmente por poder pisar no prédio da SM. Já havia estado lá antes, mas era a primeira vez que o fazia daquela forma, sem permissão, e a sensação era ainda maior por isso. Tinha aquela pontinha de medo de ser pega e aquela outra gritando que ela tinha uma boa oportunidade em mãos.
Precisava ser madura, tinha que pegar o que precisava e sair dali, mas os corredores de ensaio eram tão mais tentadores. Várias salas e portas onde ela poderia encontrar alguém interessante.
― Se você for pega, pode nunca mais ter a chance de trabalhar aqui, . ― falou com si mesma, mordendo o lábio inferior enquanto olhava para o corredor. ― É isso, você já pegou o que precisava, agora cai fora. ― ela deu as costas, mas parou novamente, se virando muito lentamente para o corredor mais uma vez. ― Nem um pouquinho? ― perguntou para si mesma, não se importando com a loucura que era aquilo, falar sozinha no hall do prédio entre as salas de ensaio, onde ela, novamente, nem deveria estar. ― Eu podia encontrar o Jongin… ― tentou, mas fez uma careta em seguida ao pensar em outras pessoas que poderia encontrar, como algum manager, segurança, ou Heechul, que faria o maior escândalo por vê-la ali. ― Era para ser rápido, . Pegar e sair. Você não deveria estar aqui. ― tentou convencer a si mesma outra vez, mas ao contrário do que tinha dito ela simplesmente virou para frente e deu um passo, na maior crise existencial já enfrentada.
― Eu posso te apresentar a ele. ― ouviu logo atrás dela e com o susto, soltou um gritinho, fazendo malabarismo com o celular ao quase derrubá-lo por isso. Era irônico, mas mal havia se dado conta de que ainda o segurava até que escapasse de sua mão e apenas quando conseguiu recuperá-lo, o levou até o peito como se tentasse acalmar o coração não só pelo susto, mas também por quase derrubar o aparelho.
E só depois de tudo isso, parou para se dar conta de quem havia falado. se virou, e Yesung estava lá, assistindo toda a cena humilhante que ela havia acabado de criar. corou, mas de alguma forma, ele também, como se estivesse se sentindo culpado por ter presenciado a cena, ou interrompido de alguma forma. Ele levou as mãos até os bolsos, e sorriu sem jeito como normalmente fazia, mas , como sempre, só conseguiu achar adorável. Yesung era adorável, embora sua falta de confiança a fizesse querer cuidar dele, protegê-lo até mesmo do mundo, quem sabe.
― Ahn, desculpa. ― ele pediu, como se fosse ele fazendo algo errado e não o contrário. ― Não queria assustar.
― Não teria assustado se eu não estivesse onde não devia. ― respondeu, não conseguindo decidir se sentia-se mais calma ou nervosa por ser ele. Yesung não a denunciaria por estar ali, tampouco faria qualquer coisa para envergonhá-la (não de propósito), mas ainda era Yesung e ela tinha enorme admiração por ele. Mesmo que tivessem trabalhado juntos, ela ainda sentia aquela pontinha de ansiedade e, é claro, aquela paixonite meio platônica entre fã e ídolo, exceto que ele estava na sua frente e lidar com ele fazia parte de sua vida. ― Você não precisa se desculpar. ― continuou, quando notou que já estavam em silêncio há tempo demais.
― Se quer conhecer o Kai, posso te apresentar. ― Yesung respondeu, mas quando ele notou que o encarava, puxou o gorro em sua cabeça mais para baixo, como se tentasse se esconder embaixo dele.
, tão discreta como normalmente não era, se inclinou ligeiramente para frente, a fim de ver o que ele escondia e claramente sem jeito, ele deu um passo para trás, voltando a segurar o gorro mesmo que já tivesse notado que havia algo diferente em seu cabelo. Independente de seus esforços, ela podia ver que ele estava loiro.
― Você mudou o cabelo! ― exclamou animada, e deixando vir a tona seu lado brasileiro, aproximou-se para descer ela mesma o gorro de sua cabeça. Era um gesto muito simples em seu país, mas nenhum tipo de contato era simples na Coréia do Sul. Coreanos eram respeitosos demais, e também totalmente restritos quando o assunto era intimidade ou contato físico. Principalmente contato físico. Eles não cumprimentavam uns aos outros com beijos, abraços eram íntimos demais. Desconhecidos sempre mantinham uma distância segura e respeitosa uns dos outros, para que qualquer tipo de toque fosse evitado e , que amava abraços, precisava se policiar sempre para evitar o constrangimento que viria caso simplesmente abraçasse um coreano como forma de cumprimento.
Mas então ela se esqueceu, e aproximou-se demais de Yesung para descer seu gorro. O rapaz congelou no lugar, prendendo até mesmo a respiração, e , notando o que havia feito apenas pela cor que as bochechas dele adquiriram, afastou-se rapidamente, arregalando os olhos e se curvando duas vezes ao pedir desculpas.
― Não deveria ter feito isso, desculpa! Eu só… ― “fiquei curiosa”, ela completou mentalmente, mas não sabia se a desculpa faria sentido quando nenhum coreano faria aquilo por curiosidade, simplesmente. ― Desculpe. ― pediu novamente e Yesung, finalmente se recuperando, negou com a cabeça como se dissesse que não precisava se desculpar.
― Tudo bem. ― ele disse, mas já voltava a erguer o gorro, o que levou a soltar um muchocho em reprovação, precisando se controlar para não puxar as mãos dele para baixo e evitar aquilo.
― Não… ― pediu, só então analisando o que ele havia feito. Agora Yesung estava loiro, um tom tão claro que chegava quase ao branco platinado. Era natural que esse tipo de química danificasse um pouco os fios, mas no caso dele, havia feito com que seu cabelo ficasse menos liso, o que caiu muito bem a ele. O cabelo preferido de era o que ele havia usado do comeback de Black Suit, liso com franjinha e ligeiramente repicado na frente. Aquele penteado o deixava bonito como ela nunca antes havia reparado, mas agora ela talvez mudasse de opinião, acabara de ganhar um novo penteado favorito. O cabelo escuro com a franja em frente ao rosto dava a ele um ar meio gótico enquanto loiro o deixava quase mais leve, de uma forma que combinava com ele.
Olhando para seu cabelo, não pôde deixar de sorrir, entretida demais nele no primeiro instante para reparar que Yesung ficara constrangido novamente.
― Ficou lindo. ― elogiou, voltando a prestar atenção no rapaz em tempo de vê-lo desviar o olhar, colocando o capuz novamente na cabeça. fez bico em protesto. ― Não cubra.
― Ficou péssimo, está tudo bem. ― respondeu ele, quase em um resmungo, e deixou o queixo cair como se estivesse pessoalmente ofendida com aquela declaração.
― Enlouqueceu?! ― exclamou, antes de pensar sobre o que dizia para lembrar-se de não mandar a educação para longe da conversa. Coreanos eram comportados demais e mesmo que não fizesse o tipo barulhenta na maior parte das vezes ou que não fosse de falar tanto assim, ainda tinha momentos como aquele, espontâneos demais que costumava assustar as pessoas daquele país.
Mas Yesung, muito provavelmente acostumado com tantos loucos no seu grupo, acabou rindo fraco.
― Você é engraçada. ― falou, mas não conseguiu levar aquilo como um elogio apesar de soar como um. Se imaginou imediatamente com um nariz de palhaço e fez uma careta, torcendo o nariz, e teve certeza de que o rapaz realmente lhe achava meio louca quando ele apenas sorriu mais uma vez.
― Não ria de mim, é feio rir dos outros. ― ela respondeu emburrada, mesmo que não estivesse nem de longe, ofendida, mas não foi assim que Yesung recebeu.
― Ah, não… Eu não… ― se defendeu, imediatamente na defensiva, e foi a vez dela de rir. Era de se esperar que ele não entendesse que não era sério. Ela deveria ter imaginado sabendo o que sabia sobre ele, mas não imaginou, o que só fez de sua reação ainda mais engraçada. Ele era exatamente o que ela esperava, exatamente o que suas amigas sempre contaram e isso só fez com que ela sentisse ainda mais vontade de protegê-lo do mundo.
― Não falei sério. ― explicou suavemente, embora risse, e o notou mais aliviado imediatamente. ― Era só uma brincadeira. Achei que entenderia.
― Desculpe. ― ele pediu outra vez, e ela até pensou em contestá-lo, mas imaginando que isso não o deixaria mais a vontade, não o fez, usando esse tempo para, ao invés disso, pensar em uma forma para fazê-lo enxergar que não precisava ser tão inseguro quando, na verdade, era tão especial. Quando tantas pessoas o admiravam por ser exatamente como era.
Mas o tempo que perdeu para isso só serviu para deixá-lo ainda mais sem jeito e levando uma das mãos até a nuca, Yesung pigarreou antes de voltar a falar.
― V…você quer que eu te apresente o Jongin? ― perguntou, e não precisava ser um gênio para notar que ele o fazia apenas para ter assunto. ― Ah… Ele sairia com você se pedisse. ― falou, e mesmo indo contra absolutamente tudo que acreditava, contra sua maior vontade da vida, ela negou, antes mesmo de pensar bem sobre isso (até porque talvez nem o fizesse se pensasse). ― Não? ― Yesung perguntou, surpreso, e ela mais uma vez negou, apesar de estar ciente de que muito provavelmente se arrependeria mais tarde, especialmente quando lembrasse disso junto com a próxima coisa que pretendia dizer:
― Não, eu quero que você saia comigo. ― falou de uma vez, sentindo o coração na boca com a possível (e provável) rejeição. A expressão de pânico no olhar de Yesung meio que comprovou isso.
― O quê? ― ele perguntou, e arrumou autocontrole do além para se manter calma e, principalmente, parecer segura quanto ao que havia dito.
Ele.
Era.
Um.
Idol.
O que diabos ela estava pensando?
Podia até ser um dos menos confiantes em si, mas ainda era um idol, e ele certamente tinha algum contrato só para recusar convites como aquele.
Mas agora ela precisava de um argumento para não parecer completamente maluca (ou mais, no caso) pelo que havia feito, tão repentinamente. Já estava na hora dela virar uma mulher adulta e não ter apenas idade de uma.
― Você não tem noção, tem? Do quão incrível você é? ― perguntou de uma vez, tentando seguir para o mais próximo da verdade. Se daria certo, era um mistério, até porque bastou dizer para notar que soava ainda pior, mas já tinha começado, ficar pior não podia.
Ou podia vindo dela, mas tentou ignorar aquele detalhe.
― Eu… ― ele começou, mas parou de falar no meio do caminho, como se não soubesse o que dizer de verdade.
― Eu que deveria estar constrangida falando com você, e por ser pega falando sozinha literalmente escondida nos corredores da SM.
― Você estava escondida? ― ele perguntou, de forma tão inocente que ela quis abraçá-lo.
― Yesung, eu estava falando sozinha sobre invadir as salas de ensaio atrás de um idol. O que você acha? ― perguntou com humor e ele riu, sendo obrigado a concordar com isso também.
― Kai é um homem bonito, muitas mulheres querem conhecê-lo, é compreensível. ― respondeu ele, e sorriu enquanto ouvia, achando aquele comentário até previsível se tratando de Yesung. Podia até mesmo apostar que ele terminaria aquela fala se oferecendo novamente para apresentá-los, mesmo tendo dito que queria sair com ele. ― Eu disse que posso apresentar os dois. ― continuou, provando que ela estava certa. ― Você também é linda, ele aceitaria sair com você… ― assim que se deu conta do que havia dito, Yesung se interrompeu arregalando os olhos. ― Com todo respeito, claro. ― ele reverenciou rapidamente. ― E… E não que você seja bonita também. Você… Você é inteligente e… E divertida, e eu sei que se dariam bem e…
― Yesung. ― ela o interrompeu, com um sorriso no rosto quando ele começou a falar demais. ― Eu entendi, e agradeço os elogios, não precisa se desculpar. ― ela respondeu. Se fosse qualquer outra pessoa, provavelmente se sentia envergonhada agora, mas a vergonha do próprio Yesung era tanta que ela esqueceu-se disso. Ele se envergonhava o suficiente por ambos. ― Eu quero que você veja que é tão bonito quanto ele, e igualmente especial.
― Ahn… Eu… ― ele começou, totalmente encabulado. ― Eu tenho certeza que não tem comparação…
― E está errado. ― ela voltou a interrompê-lo, não suportando a forma como se diminuía. ― Por isso mesmo o convite.
― Eu não posso ser visto com uma garota por ai. ― ele respondeu, e o sorriso que soltou, erguendo um pouco mais o lado esquerdo dos lábios, apesar de soar convencido e confiante, era muito mais um sorriso satisfeito que ela tentava esconder por notar que ele de fato considerava a ideia.
― Não precisamos ser vistos. ― respondeu rapidamente.
― Tem certeza de que não quer fazer esse convite ao Kai? ― perguntou mais uma vez, e ela colocou uma das mãos na cintura como se perguntasse a ele como tinha coragem de perguntar aquilo outra vez.
― Não, Yesung. Eu quero que você aceite. ― repetiu, agora muito mais certa daquilo, e quando ele não respondeu de imediato, ergueu uma das mãos. ― Seu celular.
― O quê? ― ele perguntou, confuso.
― Seu celular. ― ela repetiu, inabalável. Se perguntava se mais tarde a vergonha que não estava sentido no momento a atingiria para fazê-la se contorcer de desespero.
― O que você quer com ele? ― ele perguntou mais uma vez, desconfiado.
― Você precisa do meu número, e endereço. Para quando for me buscar hoje, as… ― ela parou um instante, para pensar. ― As 21h.
― Eu… ― ele começou, soando genuinamente confuso, mas ela apenas chacoalhou a mão, recebendo em seguida o aparelho que ele colocou ali, mesmo que relutante.
― Você precisa desbloquear a tela, Yesung. ― o lembrou, e viu sua bochecha corar pela milésima vez.
― Ah, desculpe. ― pediu mais uma vez, pegando de volta o aparelho para colocar a senha. , mentalmente, já fez uma nota “ensiná-lo a se desculpar menos”.
Quando o rapaz lhe devolveu o telefone, ela digitou seu número e após clicar em salvar, com seu nome, nas observações deixou o endereço.
― As 21h. ― repetiu, entregando o celular de volta. ― E não se atreva a me deixar na mão, ou ligo para o Heechul para contar que furou com uma garota.
Yesung arregalou os olhos, mas apesar da menção a Heechul, poderia até mesmo apostar que ele tinha mais aversão da a ideia de furar com uma garota do que com Heechul em si. Yesung era quase um príncipe encantado de tão educado e , se aproveitado um pouquinho mais do que devia disso, apenas deu as costas para ir embora, com um sorriso satisfeito no rosto.

+++

Foi no carro, ainda no estacionamento da SM, que se deu conta de que aquilo era uma completa loucura. Primeiro que não tinha nenhum plano apesar do convite, não tinha ideia de onde levar Yesung. Ele era um idol, não podia mesmo ser visto com ninguém e ela não conhecia nenhum lugar que o livraria disso. Na verdade, se quer conhecia muitos lugares, apenas baladas que havia frequentado com amigas do seu curso, mas não tinha ideia de como um lugar como aquele poderia ajudá-lo a ser mais confiante. Não podia encorajá-lo a chamar ninguém pra sair em uma festa qualquer porque as chances dele ser reconhecido eram enormes então céus, o que diabos ela tinha na cabeça quando fez aquele convite?!
, para de andar de um lado para o outro ou eu juro que dou um jeito de atravessar a tela pra meter a mão na sua cara. ― a ameaçou, e mesmo que aquilo fosse totalmente impossível, não duvidou da capacidade de de conseguir.
Faltava dez minutos para as 21h, já estava vestida seguindo conselhos de e , com quem também falava via Skype, mas ainda não estava certa de que seguir aquele conselho era uma boa ideia.
― Eu sou louca de ter ouvido vocês duas. ― resmungou, beirando a histeria, e deu de ombros.
― Querida, você é louca de ter chamado o Yesung para sair, o resto só veio de brinde. ― observou, satisfeita, e olhou feio para ela por isso.
― Ajudou bastante, . ― respondeu ela, parando em frente a tela.
― Eu sei. Sou maravilhosa. ― devolveu, bem típico vindo dela mesmo que a garota fosse mais de falar aquilo do que acreditar no que dizia.
Antes que a maknae retrucasse, iniciando uma discussão, as interrompeu.
, Yesung não frequenta esse tipo de lugar, vai ser um desafio e foi isso que você propôs.
― Lá também é escuro, não tem como ele ser reconhecido. ― concordou, mas , apesar de se deixar cair sentada de volta na cama, ainda não pareceu convencida.
― Mas o que eu faço?! ― perguntou para as outras duas.
― Faz ele dançar, se divertir, fala o que você sempre falou dele pra gente.
― Por favor. ― pediu ao concordar com a unnie.
― Foi uma ideia ridícula. ― repetiu mais uma vez.
― Louca, mas eu pagaria pra ter essa chance. ― voltou a respondê-la. ― Yesung é um anjo que se esconde atrás de uma pose de gótico trevoso. Se acha inferior a qualquer um. Só faça ele ver que não é.
― Eu estava no prédio da SM surtando pelo Jongin e depois dele ver isso eu ainda o chamei pra sair. Ele deve estar acreditado em tudo que sempre dizem sobre brasileiras, isso sim.
― Cala a boca, . ― retrucou para ela. ― É o Yesung.
― Ela ainda não entendeu nada do que estamos falando até agora. ― reclamou, com um suspiro, e negou com a cabeça.
― Não mesmo.
― Quer saber, ele pode nem vir. ― falou, levantando-se novamente, realmente convencida daquilo mesmo quando estavam falando logo do Yesung. ― Eu chamei, mas ele é um idol, não tem porque ele… ― e então, antes que ela terminasse, ouviu o som de um carro sendo estacionado muito perto dali e arregalou os olhos.
― E de novo vamos repetir pra ela? ― perguntou a , que concordou com a cabeça.
― Yesung é um anjo. ― disse apenas, e repetiu.
― Anjo. ― falou, mas não dava qualquer indício de estar escutado.
― O que eu faço agora?! ― exclamou, meio que entre sussurros desesperados, o que deixava tudo meio bizarro.
― Lembre-se de que ele está pelo menos dez vezes mais nervoso que você e incorpora a mesma mulher poderosa que teve coragem de chamá-lo para sair. ― sugeriu.
― Você não pode mais demonstrar insegurança, já era. De inseguro já basta ele. ― ressaltou, e apenas arregalou os olhos.
― Puta merda, o que eu fiz?!
― Chamou um cara pra sair. ― respondeu, como se não fosse nada.
― Um idol membro do Super Junior. ― esclareceu.
! ― e exclamaram juntas, embora também risse.
― O quê? ― perguntou, como se não tivesse acabado de piorar a situação. ― Estamos falando coisas boas e úteis até agora, mas ela não ouviu! ― se defendeu de , mas se distraiu quando ouviu a campainha. ― É mesmo ele!
― Claro que é, agora vai logo. ― desligou a chamada de vídeo, ciente de que não iria se não tivesse aquele empurrão e , entendendo exatamente o jogo, fez o mesmo, deixando-a sozinha com as consequências do que havia feito.

+++

O constrangimento de Yesung fazia com que fosse fácil lidar com ele, apesar de ser um idol. Heechul, por exemplo, deixaria qualquer um constrangido. Siwon, com tanta elegância e toda aquela pose de rei do mundo, deixaria qualquer um constrangido também, mesmo que sua educação o deixasse determinado a fazer exatamente o contrário (e justamente por isso era pior), mas Yesung não. Yesung era simples, e encantava por sua educação, seu cuidado e respeito com as outras pessoas. Era lindo, mas se escondia atrás do cabelo e roupas maiores que ele.
seguiu o conselho das amigas, e mesmo não se sentindo nada confiante do que estava fazendo, o fez mesmo assim, levando-o para uma boate em Seul, torcendo para que aquilo desse certo independente de ter tudo para dar errado. Não que ele tenha contestado.
A música era alta, agitada. As pessoas ao redor estavam preocupadas demais em dançar para notar alguém famoso entre eles e depois de algumas bebidas, bom, ela conseguiu pelo menos deixá-lo um pouco mais a vontade.
― Por que me chamou para sair? ― Yesung perguntou, em uma pausa que fizeram para comprar algo para beber. Não que ele estivesse dançando muito bem ou algo do tipo, Yesung fazia mais o tipo desajeitado, mesmo que fosse ótimo seguindo uma coreografia junto ao grupo. Não precisava conhecer muito dele para saber que fazia mais o tipo que preferia assistir um filme em casa, que entre os amigos era o que não queria sair, mas estava se esforçando e apreciava a tentativa, mesmo que por dentro ainda se perguntasse se aquilo havia sido uma boa idéia, especialmente a de levá-lo até lá quando Yesung não curtia muito uma bagunça (apesar de ser membro do grupo mais bagunceiro que ela conhecia). ― Poderia sair com qualquer um. ― ele continuou, e ela se perguntou se era válido amarrá-lo em frente a um espelho e largá-lo lá até que ele visse em si mesmo a beleza que ela via.
― Eu queria sair com você. ― respondeu apenas, na esperança de que fosse o suficiente para convencê-lo, mas a impressão que teve de que ele contestaria lhe fez continuar. ― Você não é menos que ninguém, Yesung. ― deixou claro, mesmo ciente de que não adiantaria muito.
― Você não pode me comparar com o Siwon, por exemplo. ― ele comprovou o que se passava na mente dela apesar do tom de brincadeira, mas , entendendo o que ele fazia, não se deixou levar.
― E por que não? ― perguntou, erguendo então uma das mãos para enumerar as qualidades que ambos tinham em comum. ― Bonito, confere. Talentosíssimo e com um vocal de arrasar, confere, embora você ainda seja melhor nessa. Ponto duplo. ― piscou para ele antes de continuar, erguendo mais um dedo. ― Educação, gentileza e cavalheirismo, confere. Um sorriso que aquece corações, uhm… ― fingiu pensar sobre o assunto. ― Ah, confere também. ― sorriu, cínica. ― Preciso continuar?
― Você perguntou por que não saberia continuar. ― disse ele, mas a forma como ria deixou claro que tinha entendido o ponto apesar de ter certa dificuldade de aceitar elogios ainda. Nenhuma surpresa.
― Isso foi um desafio? Me senti desafiada. ― respondeu, mas Yesung chacoalhou as mãos em frente ao rosto em negação, para evitar que ela o fizesse. ― Então vai aceitar meus elogios? ― quis saber, e ele concordou com a cabeça, mesmo estando evidentemente constrangido. Nenhuma surpresa mais uma vez.
― Vou, eu vou. ― respondeu, sem olhar para ela, e estreitou os olhos por isso, não se dando por vencida ainda.
― Quero que diga com todas as letras. ― pediu, decidida a fazer com que ele dissesse que era tão bom quando Siwon, mas se entendeu, Yesung fingiu muito bem que não.
― V-O-U? ― soletrou, cobrindo a boca com uma das mãos para rir em seguida, e ela o encarou de forma falsamente dura.
― Você pensou que isso seria engraçado? ― quis saber. ― Não se deixe influenciar pelo Donghae, por favor. ― provocou, e ele novamente riu.
― Se tinha “senso de humor” na lista, apaga. ― pediu, mas ela fez que “não” com as mãos, virando-se para o bar a fim de pegar sua bebida que chegara.
― Não tinha porque também não é uma qualidade do Siwon. ― respondeu ela, tomando um gole do drink, e quando notou que Yesung lhe encarava sem levar muita fé daquilo, ela ergueu uma sobrancelha. ― O quê? Ele só ri dos outros.
― Eu também. ― Yesung defendeu, e ela novamente negou.
― Na verdade você encara os coleguinhas com uma falsa pose de anticristo. E falsa porque na realidade você é um doce, mas gostei da iniciativa então vou dar um “check” para os dois. ― falou, fazendo-o rir mais uma vez ao realmente levantar mais um dedo, mesmo que não estivesse mais contando. ― Continuam empatados.
― Por que você escolheu o que analisar. ― ele protestou. ― Não colocou altura, músculo, atletismo…
― Atletismo é esporte, não qualidade. E segundo, achei que ia começar a aceitar os elogios…
― Siwon também não sabe aceitar elogios, coloca mais dois “checks”. ― respondeu, fazendo um bico nada culpado para o olhar ameaçador que recebeu de por isso.
― Eu juro que se você não parar de se diminuir eu vou meter a mão na sua cara.
Em resposta, Yesung apenas aumentou ainda mais o bico, algo adorável, e quis chacoalhar suas bochechas por isso, controlando-se no último instante. Foi até fácil quando uma música do Jay Park começou a tocar, fazendo com que imediatamente pulasse do banco e esquecesse até mesmo as bebidas para trás a fim de puxar Yesung consigo pela mão para o meio da pista de dança, onde pessoas demais dançavam muito próximas umas das outras.
Infelizmente, ou não, levou meio minuto para se dar conta de que a música era sexy demais para dançar com ele, mas sua paixão por ela era muita para se dar conta de imediato. Quando percebeu, já era tarde, mas apesar da vergonha quase palpável do rapaz, ele não disse nada e optou por fazer o mesmo. Ela se aproximou, pois sabia que ele jamais o faria e segurou uma das mãos dele, fazendo-o tocar em sua cintura. A distância entre eles ainda era segura, embora quase pudesse sentir calor vindo dele.
já havia mantido paixonites platônicas por idols demais, havia aqueles com os quais tinha fantasias, não podia negar. Havia aqueles que ela admirava como se fossem uma espécie de anjo e aqueles que ela gostaria de proteger. Yesung estava no terceiro grupo, que também incluía os idols impossíveis de sexualizar por mais que eles mesmos tentassem, mas dançando ali com ele, já não era mais esse sentimento que tinha. Talvez fosse o álcool agindo (muito provavelmente), mas de repente ela tinha muito mais consciência de cada detalhe sobre ele. O cabelo claro repartido no meio, com alguns fios já sobre os olhos, que apenas o deixavam ainda mais bonito. Davam um ar mais charmoso a ele, diferente do cabelo repartido e perfeitamente penteado com o qual ele havia chegado ali. O cabelo tão claro também deixava sua pele mais pálida, mas de alguma forma isso também acentuava os traços de seu rosto, especialmente a linha do maxilar, o que também fazia com que ela reparasse em seus lábios. Ele não estava usando maquiagem, e ela podia ver isso na cor natural de seus lábios, apenas um rosado muito leve que na escuridão da boate era quase uniforme com sua pele, mas estava tão ciente dele ali que doía.
Ela dançou lentamente, e com uma das mãos em sua cintura, ele acompanhou, mas focado em seus olhos era como se não se desse conta do que fazia. Yesung apenas acompanhava seus movimentos e quando ela deu mais um passo a frente, espalmando seu peito com o único intuído de tocá-lo, ele se deixou levar e desceu o olhar para seus lábios também.
A música parou, e mudou, ficou mais agitada, animada, um remix para literalmente pular, mas nenhum dos dois pareceu ouvir. As pessoas ao redor gritaram e ergueram os braços, mas ambos apenas pararam onde estavam, sem se mover, e esperou que ele tomasse alguma atitude mesmo que sendo Yesung, talvez fosse loucura. Mas ela não estava pensando em nada para concluir aquilo sozinha então esperou, e para sua surpresa, ele levou a mão livre, a que não repousava (ainda) sobre sua cintura, para seu rosto.
, se fosse apostar, diria que Yesung fazia o tipo que pedia permissão antes de beijar uma garota, mas ele não o fez, apenas se aproximou lentamente e sem tirar os olhos dela, como se esperasse que ela fosse negar ou se afastar, o que nem em um milhão de anos pensaria em fazer. Ela o ajudou chegando mais perto, um passo e agora seus corpos estavam juntos. agora era capaz de sentir o calor do corpo dele por toda parte do seu, o blazer grande demais para ele parecendo cobrir os dois agora que ele tinha uma das mãos pousadas sobre a bochecha dela. sentiu seu perfume e fechou os olhos. Yesung finalmente a envolveu pela cintura enquanto ela levava uma das mãos até seu cabelo. , imiscuiu os dedos nos fios, e sentiu o famoso revirar no estômago quando sentiu os lábios dele roçarem no seu, mas alguém na multidão eufórica esbarrou nele, que ao pular de susto também assustou que pulou para trás. Ambos se voltaram para a mulher que os atropelou, mas ela já voltava a dançar no ritmo da música.
― Eu… Ahn… ― ele começou, sem jeito, mas nem teve a chance de dizer qualquer coisa antes que outra pessoa o interrompesse, agora propositalmente.
― Ei, eu não te conheço de algum lugar? ― ela perguntou, estreitando os olhos, claramente confusa pela bebida.
― Eu tenho um rosto comum. ― ele mentiu, com um sorriso sem graça, e ela pareceu concordar, tomando mais um gole de vodka direto do gargalo antes de dar as costas. Mais uma vez, e Yesung voltaram a se encarar, mas nenhuma palavra foi trocada antes que ouvissem o nome dele na multidão, dita pela mesma mulher. ― Não, você é o Yesung! ― ela exclamou, e finalmente saindo da inércia, agora sobre livre e espontânea pressão, o segurou pelo pulso e literalmente o arrastou para fora dali, antes que fosse reconhecido e aquilo virasse um desastre.
fez o que precisava para proteger a imagem do rapaz, mas por dentro, enquanto andava na frente para guiá-lo em meio as pessoas, sentia aquela pontada de decepção lhe consumir, ciente de que, sendo ele o Yesung que conhecia, bom, aquilo nunca mais aconteceria.

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Sem trocar mais do que três palavras em meio a muita timidez, Yesung a levou até em casa. queria falar, mas não era assim tão cara de pau quando parecia na maior parte do tempo. Normalmente, era mais fácil ficar tranquila perto dele devido ao fato de ser mais tímido do que ela, mas a coisa tinha mudado um pouco agora, até porque ela queria um pouco mais dele do que tinha planejado. Beijá-lo nunca havia sido sua intenção, mas agora talvez fosse. Agora tinha aquela leve tensão entre eles, fazendo-a fantasiar o que poderia ter acontecido, mas não aconteceu.
Yesung parou o carro em frente ao loft onde morava e ela mordeu o lábio inferior ao invés de se virar para retirar o cinto. Ela não podia simplesmente deixar que aquele dia terminasse daquela forma. Ela nunca mais teria oportunidade de se aproximar daquela forma dele, e se o deixasse ir agora, a frustração lhe consumiria ainda mais por não ter feito nada.
Antes que a falta de atitude ficasse estranha, ou fizesse do momento ainda mais constrangedor, ela finalmente se moveu, apenas se virou para soltar o cinto de segurança enquanto tomava coragem para fazer algo.
― Obrigada pela noite. ― ela disse então, tentando puxar assunto, qualquer assunto. ― Você é uma ótima companhia, melhor do que pensa, vou te dar mais um “check” por isso.
Yesung sorriu, virando-se para ela enquanto concordava com a cabeça, e sentiu o compasso de seu coração vacilar de uma forma que não tinha feito antes na presença dele, ou das outras vezes que vira aquele sorriso. Por mais que admirasse aquele sorriso, não era aquele tipo de sentimento que vinha junto, costumava ser mais como carinho, e sentiu-se ainda mais determinada a não deixar que as coisas terminassem agora.
― Sabe, boates não são o tipo de lugar que eu costumo frequentar, mas… Eu gostei, foi uma ótima noite, na companhia certa. ― ele disse, e desviou o olhar imediatamente, fazendo com que ela precisasse conter um sorriso.
― Vamos. ― ela falou, finalmente abrindo a porta, e isso obrigou Yesung a encará-la novamente, mesmo que com confusão. ― Sou uma dama, você tem que me levar até a porta. ― justificou, sentindo-se ridícula pela fala, mas Yesung caiu tão perfeitamente que ela mais uma vez precisou segurar o riso.
― Desculpe. ― ele pediu, como se tivesse feito algo muito errado mesmo que do carro até a porta de , fossem apenas cinco passos.
Se Yesung não existisse, precisariam inventar. Não existia ninguém mais precioso no mundo e bastou chegarem de fato a porta para que desistisse daquele jogo, deixando-se rir com a reação tão inusitada e ao mesmo tempo, tão previsível se tratando dele.
― O quê? ― ele perguntou, e enquanto negava com a cabeça, ela sorriu em sua direção.
― Tranca o carro. ― pediu, e ele estreitou os olhos, tão confuso quanto poderia estar o que só fazia dele ainda mais único. Qualquer cara teria entendido as investidas, nem estava tentando ser sutil, mas Yesung era precioso demais para isso. A garota, ao invés de repetir a fala, deu dois passos em sua direção, ficando próxima o suficiente para tocar sua mão, parada ao lado do corpo. Yesung segurava a chave, e sem tomá-la para si, fez com que ele apertasse o botão que travava as portas, mas não o soltou mesmo depois disso. ― Você não se arrepende? ― ela perguntou, falando um tom mais baixo devido a proximidade entre os dois. ― Das coisas que não faz por não confiar o suficiente em si mesmo para fazer?
― O tempo todo. ― ele riu fraco, em claro sinal de nervosismo enquanto olhava sim para suas mãos juntas. A voz dele, naquele tom mais baixo, fez com que ela suspirasse. A voz de Yesung sempre seria incrível, falando, cantando, gritando uma nota alta, mas baixa daquela forma, quase sussurrada, ela ficava ainda mais grave, o suficiente para arrepiá-la por completo.
― Olha pra mim. ― ela pediu, e ele o fez, em tempo de ver dar mais um passo em sua direção, deixando-os, agora, à poucos centímetros de distância. ― Quando te chamei hoje, foi porque queria te fazer ver o quanto é especial, mesmo do seu jeito. Queria que fosse mais confiante, poder te fazer ver o que eu vejo quando olho pra você. Ainda quero tudo isso, sim, mas depois dessa noite, não sei mais se mudaria algo no seu jeito porque é ele que te faz quem você é, cada detalhe, mesmo essa vergonha em excesso. Você é você por tudo isso, mas não desperdice as chances que estão bem na sua frente por medo. Não faz mal se arriscar as vezes.
― Não é medo de me arriscar, é de… ― ele começou, mas vacilou antes de continuar. ― Decepcionar.
― Não vai. Eu acredito em você e no que pode fazer, mas se algo der errado também, tudo bem porque ninguém é perfeito, acontece. ― falou, dando uma pequena pausa para que ele absorvesse suas palavras antes de continuar. ― Faça o que quer fazer, Yesung. ― pediu, e dessa vez foi ele quem deu mais um passo, juntando seus corpos pela segunda vez naquela noite.
voltou a segurar em seus cabelos, mas esperou que ele tomasse a atitude enquanto se aproximava devagar, no ritmo perfeito para fazer seu corpo inteiro vibrar em expectativa. Ela sentiu o nariz dele roçar contra sua bochecha, e o cabelo um pouco mais cumprido contra sua pele, mas não se importou, muito pelo contrário, ela sentiu certo prazer naquilo, um típico frio na barriga que antecedia o beijo e ter completa ciência de cada mínimo detalhe dele ali servia apenas para prepará-la, mesmo que, quando seus lábios finalmente se tocaram, ela tenha notado que nada poderia prepará-la para aquilo.
O primeiro contato foi apenas um toque, que mesmo assim a arrepiou por completo. Yesung simplesmente juntou seus lábios, mas foi o suficiente para que perdesse consciência do mundo ao seu redor. Ela segurou a mão dele em sua bochecha, e entreabriu os lábios para lhe dar espaço, deixando que sua boca fosse invadida pela língua dele.
O beijo de Yesung, como era de se esperar, era calmo, mas nem por isso deixava de ser intenso. Era como se a calmaria lhe permitisse sentir absolutamente tudo, cada detalhe do momento, cada detalhe de seus lábios movendo-se juntos e em sincronia.
ficou na ponta dos pés para se aproximar mais dele e Yesung a segurou mais perto, com mais força, como se tentasse sustentá-la por estar naquela posição. Não seria surpresa se fosse exatamente isso na verdade, vindo dele, e a garota entre o beijo acabou sorrindo fraco, mesmo com o corpo já em chamas depois daquele toque mais urgente.
― Entra comigo. ― sussurrou o pedido, voltando a se firmar no chão mesmo que ainda o segurasse, impedindo que se afastasse. Seus lábios ainda estavam juntos, perto o suficiente para roçarem quando falou e antes que ele respondesse, ela juntou suas bocas em mais um toque rápido. ― Você quer entrar comigo? ― sussurrou mais uma vez, sentindo a respiração descompensada dele contra seu rosto.
― Eu quero. ― ele respondeu, novamente a voz rouca atormentando completamente seus sentidos e , sem se afastar dele, o puxou para a porta junto consigo, andando de costas para poder fazê-lo enquanto, sem conseguir se conter, juntava seus lábios mais uma vez.
não saberia dizer se foi ela que se chocou sozinha contra a porta ao andar para trás ou se ele tinha feito isso ao andar as cegas para frente enquanto a beijava, mas o impacto não passou despercebido por ela, que soltou o ar contra a boca de Yesung sem se dar conta. Não levou nem um segundo, no entanto, para que ela voltasse a beijá-lo, mas já reconhecia aquela sensação entre as próprias pernas, esperando por algo mais. Ela puxou o lábio inferior dele entre os seus, e Yesung roçou a língua neles por consequência, fazendo com que a euforia lhe consumisse para ter um pouco mais dele.
― Eu… preciso abrir a porta. ― ela lembrou, e Yesung concordou com a cabeça, desgrudando seus lábios para lhe dar espaço. , antes de se virar, olhou mais uma vez para sua boca, sentindo-se totalmente tentada a mordê-la ao ver o rubor que havia ganhado. Estava ligeiramente avermelhada, mesmo que não se lembrasse de ter realmente se excedido tanto para isso. Antes que perdesse o controle e voltasse a beijá-lo, deu as costas para ele, buscando suas chaves dentro da pequena bolsa de lado que usava, mas sentir o corpo dele tão perto por trás a fez fechar os olhos, o que atrapalhou a busca. Ele não tinha se colado nela, por mais que desejasse, mas ela tinha plena consciência do corpo dele ali, roçando apenas superficialmente no seu, o calor dele emanando para ela, uma das mãos ainda em sua cintura. precisou morder o lábio para não sussurrar seu nome, e apenas tateou a bolsa em busca das chaves, sem olhar, enquanto Yesung afastava o cabelo de seus ombros.
Quando finalmente encontrou o que procurava, foi quase como um alivio e destrancou a porta, tentando fingir uma calma que ela definitivamente não tinha.
Mas foi logo após fechar a porta, depois que Yesung entrou, que o sentiu perto novamente, em suas costas. fechou os olhos, sendo tomada por um misto um tanto quanto incomum de calma com euforia. Ele tinha isso, seu toque era cauteloso e tranquilo, sua pele quente e macia, mas fazia seu corpo vibrar com o contato.
Yesung pausou uma das mãos em seu ombro, e escorregou vagarosamente por seu braço até segurar em sua mão. Era um gesto simples, mas feito tão suavemente que tomou totalmente sua atenção. Ela jamais diria que há segundos atrás, era ela quem tinha o controle da situação.
De forma gentil, Yesung fez com que ela se virasse de frente para ele mais uma vez e assim que o fez, tomou a iniciativa de beijá-la, aproximando-se tão devagar quanto antes. entreabriu os lábios, e deixou que ele tomasse para si tudo que podia tomar dela. A mulher segurou em suas costas, por dentro do blazer que ele vestia e ele cuidou de aproximá-los ao máximo, juntando seus corpos enquanto suas bocas cuidavam uma da outra.
Seu beijo era delicado, quase cortês, mas em algum momento percebeu que sua língua foi quem assumiu o controle e ela só acompanhava, mas era tão deliciosamente bom que não podia sentir-se mais satisfeita. Isso porque era só um beijo.
Sem pressa e sem parar de beijá-lo, fez com que Yesung caminhasse de costas até o sofá. Ele caiu sentado ali, e ela subiu em seu colo, ficando de frente para ele enquanto seu vestido subia pelo menos mais um palmo devido a posição. O rapaz lhe encarou por um instante, e então segurou em seus cabelos para trazer a boca dela para a sua novamente. correspondeu ao beijo, com uma mão em seu ombro e a outra em seu rosto, e sentiu a ereção dele assim que se movimentou em seu colo para se aproximar mais dele.
soltou o ar contra sua boca, interrompendo o beijo ao colar suas testas e sem abrir os olhos, repetiu o gesto anterior, sentindo Yesung segurar em sua cintura com certa firmeza que ele ainda não tinha usado. A atitude fez suspirar, mas sentir os lábios dele em seu pescoço no instante seguinte não ajudou em nada sua sanidade, não que ainda tentasse mantê-la.
Pra quem era excessivamente tímido, Yesung fez aquela parte muito bem, e só pôde segurar com mais firmeza em seus ombros quando a língua dele encontrou sua pele, chupando a região apenas para roçar sua língua ali em seguida, mordendo-a tão devagar que pôde sentir cada um de seus dentes escorregarem em seu pescoço. Ela suspirou novamente, e precisou fechar as pernas ao redor dele para aliviar de alguma forma toda a tensão que sentia ali. Sentiu, dessa vez, a ereção já maior do rapaz e teve uma vontade quase desesperadora de segurá-lo entre suas mãos.
Quase como se fosse errado, muito provavelmente por ser Yesung, não conseguiu simplesmente fazer aquilo de uma vez, descendo lentamente uma das mãos por seu abdômen e pausando-a em sua ereção delicadamente. Ele soltou o ar contra seu pescoço, e ela repetiu o gesto apenas pela excitação de saber que mexia daquela forma com ele. Tomando aquilo como incentivo, acariciou seu membro sobre o jeans escuro que ele usava e ele em resposta mordeu seu ombro livre, voltando a tomar seus lábios enquanto tomava a iniciativa de descer a alça do vestido que ela usava.
― Tem um zíper. ― ela avisou ao interromper o beijo, e Yesung concordou antes de rumar sua mão livre para lá.
Assim que teve o zíper aberto, o vestido caiu de seus ombros, deixando expostos os seios da garota, desprovidos de sutiã. Yesung olhou para eles por um breve instante, então voltou-se novamente para seu rosto, colando suas bocas.
, com menos pudor depois disso, juntou ambas as mãos entre suas pernas para abrir o cinto de sua calça, mas teve tempo apenas de terminar de abrir quando Yesung a segurou pela cintura e trocou as posições, fazendo com que ela se deitasse no sofá. Assim que o fez, terminou de puxar seu vestido para baixo, com auxilio de que ficou apenas com a calcinha no corpo.
Yesung beijou a região abaixo de seu umbigo, e ela suspirou, fechando os olhos. Ele subiu um pouco mais, deixando que seu lábio inferior roçasse toda a pele que encontrou no caminho. Ele parou em sua barriga, e mordeu o local e somente quando ela se inclinou em sua direção, voltou a subir, agora passando a língua entre seus seios antes de focar em seu pescoço, mordendo seu queixo e maxilar em seguida.
― Você está usando roupa demais. ― avisou, tentando empurrar seu blazer para baixo com ele no meio de suas pernas, mas notando a dificuldade, ele mesmo se afastou, apenas o suficiente para tirar a peça e a camisa embaixo em seguida.
Yesung não fazia o tipo malhado, obviamente, mas sua barriga lisinha fez com que ela sentisse aquela necessidade de mordê-lo também. Ela passou a mão pela região, e ele se manteve parado, entre suas pernas, para que ela o fizesse. mordeu o lábio inferior, excitada, mas voltou a puxá-lo para si muito rápido, sedenta demais para tê-lo dentro dela para que perdessem mais tempo com aquilo.
― Eu tenho preservativo, em algum lugar. ― falou, enquanto ele novamente ia para seu pescoço, mas sentir o peito desnudo dele junto ao seu não ajudava na tarefa de raciocinar direito. Ela gemeu baixinho, inclinando o corpo para roçar suas intimidades, e o som que ele fez em seu ouvido levou completamente o que lhe restava de juízo. ― Yesung… ― ela pediu, quase em um gemido, e junto com a cueca empurrou sua calça para baixo com uma das mãos, até onde podia alcançar. Sentiu o membro ereto cair contra sua barriga e o segurou colando-o ali, fazendo movimentos de vai e vem com a mão para masturbá-lo devagar.
― Algum lugar não ajuda. ― ele respondeu, e ela negou.
― Acho que… ― ela começou, mas a mão que ele levou para o meio de suas pernas a desconcentrou. ― Na mesa aqui atrás… ― continuou, mas gemeu quando ele tocou gentilmente seu clitóris inchado e implorando por atenção. Ela se esticou, para que ele não parasse o que fazia, mas Yesung apenas trocou as mãos, conseguindo alcançar a mesa com a outra. Ele tateou as cegas pelo que precisava enquanto , de olhos fechados, gemia seu nome baixinho em seu ouvido.
― Encontrei. ― ele avisou, beijando sua orelha como se informasse que a tortura tinha terminado, o que seria engraçado se, bom, ela conseguisse pensar sobre isso.
tomou o saquinho de suas mãos, e rasgou por si mesma, vestindo-o com o preservativo antes de encaminhar seu membro até o local onde mais queria. Yesung se livrou das mãos dela naquele momento, segurando-as com delicadeza para juntá-las ao lado de sua cabeça. Não havia nada de gentil naquele gesto, era apenas erótico, mas de alguma forma ele deu novos significados para aquilo.
Yesung, para piorar, ainda brincou com sua entrada, esfregou-se contra seu clitóris e apenas quando ela pediu por ele mais uma vez, finalmente se deixou entrar, penetrando-a torturantemente devagar, mas só parando até estar por completo dentro dela, preenchendo cada espaço vazio que pudesse encontrar.
se agarrou em uma das almofadas, e com a outra mão segurou em suas costas, tendo a certeza de tê-lo machucado no percurso com as unhas. Ele repetiu o feito anterior, tão vagarosamente quanto antes também, e somente após estar totalmente fora dela voltou a investir, repetido aquele ritmo tão desesperadoramente bom.
Ela abriu a boca para soltar o ar, e foi invadida pela língua dele buscando a sua, quente e faminta. Yesung segurou seu queixo com uma das mãos, como se ela precisasse daquilo para manter a boca aberta para ela, mas não era como se pudesse reclamar. Aquilo era bom como ela jamais teria imaginado, pelo menos com ele, e tudo que pôde fazer foi pedir por mais enquanto se agarrava ao rapaz.
Para o prazer da sua sanidade, Yesung ouviu seu pedido, e os movimentos ficaram mais rápidos. Ela gemeu alto, não lembrando mais de qualquer espécie de pudor, e agarrou-se nos cabelos dele quando o rapaz escondeu o rosto em seu pescoço. Sentir a respiração dele ali servia apenas para deixá-la ainda mais molhada. Os resmungos baixos dele então, era sinônimo de loucura, mas tudo o que ela fez foi pedir por mais, e continuar pedido enquanto ele conseguia dar.
― Yesung… ― ela sussurrou quando sentiu que estava prestes a gozar e ele se afastou o suficiente para alcançar seu clitóris, massageando-o com o dedo para ajudá-la. Ela gemeu alto, mas não levou um minuto para que se desfizesse para ele depois disso, deixando que seu corpo estremecesse enquanto perdia a visão momentaneamente para a sensação de prazer.
Ele parou dentro dela enquanto esperava que passasse, e a beijou ternamente, com uma calma impossível quando nenhum dos dois conseguia respirar com naturalidade.
― Continua… ― ela pediu, esperando que ele atingisse o ápice também, e bastou mais algumas estocadas para que chegasse, fazendo-o gemer baixo em seu ouvido, o som que ela decidiu, ser o melhor do mundo.
Exausto, ele se encaixou ao lado dela no sofá e abriu espaço para que coubessem os dois ali, ela de lado com a cabeça sobre o peito dele. Levou alguns segundos para que conseguissem recuperar o ar, sem que nenhum outro som se fizesse ouvir, mas quando sentiu a sonolência vir forte, decidiu que era hora de falar, antes que ficasse para amanhã.
― Nós vamos fazer isso de novo? ― quis saber, decidindo que não se contentaria só com aquilo. E nem falava exatamente sobre o sexo, falava de tudo, desde a companhia dele, os sorrisos tímidos e enfim, ele.
― Vamos? ― ele perguntou ao invés de responder, e ela teria rido se tivesse forças para isso. O lado previsível de Yesung estava de volta, e ela dizia isso porque, bom, na cama (ou sofá), ele não era tanto assim. Ou talvez fosse, mas ela não se sentia em condições de pensar também.
― Eu espero que sim. ― devolveu, aninhando-se a ele, que a abraçou de volta.
― Então sim. ― respondeu antes de um bocejo, e ela sorriu, contra seu peito.
― Então sim. ― repetiu antes de finalmente cair no sono.

FIM

 

Nota da Autora:
Aaaaah escrevi essa pro amor da minha vida. Bruna, pode entrar <3
Espero que tenham gostado.
Qualquer coisa, podem me chamar no twitter: @love4jeonjk.