Flirtationship II

Sinopse: Porque depois da primeira vez, é inevitável irem de “melhores amigos” para “melhores amigos com benefícios”.
Fandom: BTOB
Gênero: Restrita
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito. Pode ser lida com qualquer pessoa.
Beta: Alex Russo


— Argh, eu odeio isso! – a garota grunhiu, correndo os dedos pelos cabelos enquanto empurrava a cadeira giratória para trás, rodopiando pelo quarto. tirou os olhos do celular e sorriu de canto para a expressão emburrada da amiga: se havia algo que odiava, era não ser boa em algo. E, bem, álgebra definitivamente não estava na lista de suas maiores aptidões. – Sério, como você pode gostar de exatas? – questionou, encarando-o com a mais franca indignação.
— Tem lógica. É fácil. – ele deu de ombros, bloqueando o celular e se colocando de pé apenas para empurrar a cadeira dela de volta até a mesa, ouvindo um gemido descontente da garota que resmungava que ‘ele veria a facilidade com que ela bateria nele, se repetisse aquilo’. – Qual o problema? – perguntou, examinando o caderno dela por sobre os ombros da garota, a mente trabalhando rápido para relembrar o conteúdo que passara o último ano sem ver, desde que se formara.
— Essa matéria criada pelo demônio, talvez? – a ironia era sempre seu primeiro impulso diante da indignação, e a voz da garota soava uma oitava mais aguda enquanto ela encarava a página rabiscada com as várias tentativas de resolver o problema, sentindo o modo como o corpo de chacoalhava em uma risada pelo seu desespero. Maldito. – É por isso que você gosta tanto disso, né? Foi papai que criou… – rolou os olhos, virando o rosto para encará-lo e recebendo um sorriso mordaz em resposta.
Touché. girou a caneta dela entre os dedos, batendo-a de leve sobre a mesa quando entendeu qual o ponto do problema. – Aqui, é só dividir isso pelo seu total… – disse, simplesmente, rasurando uma das contas da garota. – E aplicar o resultado disso na fórmula. –concluiu, sentando-se de volta na cama para se espreguiçar com um sorrisinho convencido.
— Só isso?! – encarou o papel, indignada, antes de enfim seguir as instruções dele, chegando a um resultado presente dentre as alternativas da questão. – Filho da mãe! – resmungou, girando a cadeira apenas para flagrar o modo como ele lhe encarava.
— Essa é a parte em que você agradece por me ter como amigo. – ele colocou uma mão em concha detrás da orelha, aguardando o elogio que, é claro, veio na forma de um dedo do meio.
— Eu odeio como você é tão bom nisso. – murmurou, irritada. – Odeio tipo, de verdade.
— Me diz no que eu não sou bom, meu bem… – o sorriso dele era presunçoso, e revirou os olhos tão teatralmente que o fez rir. Ela definitivamente não aceitava sair por baixo de situação alguma. A verdade é que não estava tão mal assim na matéria, só errara por estar tão exausta depois de horas a fio de estudo.
— Eu posso pensar em uma dúzia de coisas, na verdade… – a morena respondeu com desdém, assistindo com um meio sorriso aos olhos dele se estreitarem antes de agir rápido demais, puxando-a para a cama até que tivesse o corpo sobre o dela, prendendo-a contra o colchão.
— Ah é? – perguntou, sentando-se sobre a garota e erguendo as mãos em garras sobre ela, dando-lhe uma última chance de se retratar. O que, é claro, não fez, tal qual ele antecipara. – Tipo o que?
— Tipo… Dançar – ela deu um sorriso maldoso: não era um péssimo dançarino, mas era uma verdade universal o quão melhor que ele a garota era capaz de dançar. – E no pôker, . Uma criança de doze anos blefa melhor que você.
— Calúnia! – reclamou, indignado, com uma expressão que fez querer continuar a provocá-lo: não que precisasse de qualquer estímulo para isso.
— E eu nem mencionei… – olhou sugestivamente para ele – Você sabe. – a mentira escapou de seus lábios com facilidade, e no instante em que viu os olhos de se tornando duas fendas estreitas, ela soube o que viria a seguir: com um sorriso enviesado no rosto, ele começou uma sessão de cócegas na garota, apreciando a maneira como se contorcia debaixo dele, tentando escapar de seus dedos.
! – implorava, esquivando-se até que seus músculos doessem de tanto rir. – Garoto, para com isso! – berrou, e as risadas do lado de fora fizeram com que criasse forças para livrar um dos braços, estapeando o amigo até que saísse de cima dela.
— Cuidado com o volume, crianças! – a voz de um dos colegas de apartamento dele se fez ouvir, e revirou os olhos identificando, pelo tom debochado, de quem se tratava.
— Cala a boca, ! – gritou de volta, sentando-se na cama com um palmo de distância de , esperando que ele voltasse com as cócegas a qualquer momento, dado o sorriso oblíquo que ainda brincava em seus lábios. – Sossega, me deixa estudar… – seu olhar era ameaçador enquanto voltava para a cadeira, impulsionando-a com os pés até a mesa onde tinha seus livros abertos em completa desordem.
, você tá aí a tarde inteira… – o garoto reclamou, jogando-se de costas na cama, finalmente entediado depois de ter passado as últimas horas ali na companhia da amiga, que teria provas na semana seguinte.
— Eu não fiz pacto com o cara de lá de baixo como você, ok? Alguns de nós precisam estudar. – a garota respondeu, prendendo os cabelos em um rabo de cavalo antes de encarar de novo suas equações. – Fala sério, faz meses que você não vê isso, como não esqueceu? – perguntou frustrada, num murmúrio.
— Fazia meses que não via você também, eu por acaso esqueci? – ele precisou se segurar para não gargalhar da expressão indignada que tomou o rosto de ao ter sua bela carinha comparada a uma das coisas que mais abominava em todo o mundo.
— É claro que não esqueceu, estava morrendo de saudades de mim, querido. – seu sorriso era tão ridiculamente parecido ao que ele lhe mostrara anteriormente, que chegava a ser cômico. Enquanto cresciam, não eram raras as vezes em que eram confundidos com irmãos, e mesmo hoje algo na postura despreocupada e desafiadora que ambos ostentavam com tanto orgulho os tornava curiosamente semelhantes.
— Foi você quem se mudou só pra vir pra perto de mim, querida. – ele respondeu no mesmo tom, brincando com o fato de que se mudara do para a capital depois de passar em uma audição da JYP e, insistia em dizer para todo mundo, voltar para perto dele, é claro. Antes que a garota pudesse contestar, ele se colocou de pé e fechou todos os livros dela. – Chega, eu vou tomar um banho e a gente sai pra comer…
… – ela suspirou, cansada, coçando os olhos vermelhos de cansaço.
— Sem “”… – ele imitou a garota, trazendo-a por um segundo para dentro de seu abraço, fazendo com que a cabeça de descansasse em seu ombro. – Você não vai aprender mais nada hoje, doida. Vamos nos encher de besteiras e ver qualquer coisa na TV. – antes que pudesse protestar, ele cobriu os lábios dela com os seus por um segundo naquele que, nos últimos meses, havia se tornado seu modo preferido de lhe calar a boca. – Eu não estava perguntando. – piscou, rumando para o banheiro da suíte. – Vai pensando no que quer comer!

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— Ahhhh! – saltitou alegremente até , um sorriso gigante preenchendo seus lábios. – Quem aqui é bom em tudo, hm? – ergueu uma sobrancelha em desafio, deliciando-se com a visão do amigo mordendo a face interna das bochechas em desagrado enquanto testava o peso de uma bola de boliche. A maldita havia acabado de derrubar nove pinos por pura sorte, e agora o encarava com um sorriso tão cretino quanto maravilhoso no rosto.
— Não canta a vitória antes da hora não, gracinha… – revirou os olhos, escolhendo a bola mais pesada. – Segura esse strike. – piscou enquanto passava pela garota, concentrando-se no pino ao centro da pista antes de lançar sua bola, o sorriso se alargando conforme acompanhava a trajetória perfeita que ela fez até cumprir o objetivo de derrubar todos os pinos de uma só vez.
— Eu te odeio tanto. se levantou, indignada, correndo para conferir se ele havia, de fato, feito o strike – Não ouse se gabar! – acrescentou, erguendo um dedo para ele, que apenas mordeu um sorriso. – Pra sua informação, eu só estou perdendo pro coleguinha aqui do lado achar que eu preciso de ajuda, e criar coragem de vir aqui oferecer… – completou, reparando que um grupo de rapazes que jogava na pista do lado dispensava a ela olhares indiscretos.
— Você não tá se achando um pouquinho demais, não? – revirou os olhos, mas não reprimiu um sorriso: então ela finalmente percebera. Desde que chegaram, o grupo de amigos não havia tirado os olhos da garota, mas ela estava distraída demais com seu jogo e suas comemorações escandalosas para notar.
— Quer apostar? – perguntou, encarando-o um sorriso que ele conhecia bem demais, e que significava que ela queria algo. Algo que não saberia negar, porque ela era simplesmente boa demais quando se tratava de fazê-lo ceder ao que bem entendesse. – Eu aposto que ele não vai nem se importar de você estar aqui…
— E o que eu ganho com isso? – ele perguntou, levando a long neck que tomava aos lábios, sem tirar os olhos da garota a sua frente.
— Eu consigo pensar em algumas coisas… – o sorriso de era arteiro enquanto se aproximava, fazendo com que seus corpos se tocassem, antes de roubar a garrafa dele e rodopiar para longe. – Anda, vai ser divertido…
— A hora que quiser… – se sentou, cruzando os braços diante do corpo com um sorriso presunçoso enquanto dava o aval para que começasse sua performance.
A garota abriu um sorriso idêntico ao dele, andando até a esteira de bolas e pegando uma com uma falsa dificuldade, que fez rir pelo nariz. Assistiu com um revirar de olhos a um dos rapazes da pista ao lado se aproximando, caindo na armadilha barata tão facilmente que chegava a ser cômico.
No instante em que se abaixou excessivamente para jogar a bola, empinando-se na direção de , uma risada baixa escapou de seus lábios: oh, céus, ele nunca devia ter lhe ensinado a brincar daquele jeito.
— Eu pensei que a ideia fosse provocar o seu amigo… – ele murmurou, quando a morena retornou depois de fazer dois míseros pontos e soltar uma exclamação de tristeza excessivamente alta.
— Pensei que você fosse gostar de se divertir um pouquinho no processo… – ela replicou, piscando discretamente antes de deixá-lo jogar, enquanto focava em seu alvo, o mais alto e mais bonitinho dos garotos da pista ao lado, e também o que lhe encarava mais intensamente. Sorrindo de forma falsamente envergonhada, colocou os cabelos para trás da orelha, vendo um sorriso simpático surgir nos lábios do rapaz.
Fofo. E patético.
— É melhor que seu super-herói ofereça mesmo alguma ajuda. – sorriu de canto, vendo o placar se alterar, colocando-o mais dez pontos adiante dela.
— Não seja ciumento, querido. – sorriu ao passar por ele, balançando os cabelos de forma provocativa. – É você quem me levar pra casa hoje. – completou, rebolando até o suporte das bolas com um sorriso satisfeito no rosto: desde que toda a coisa com começara, há alguns meses, noites assim eram uma rotina.
Eles estariam se divertindo com qualquer bobagem, como nos velhos tempos, e então algoaconteceria. Podia ser um olhar, uma piadinha infame que em outra ocasião soaria inofensiva ou mesmo um toque sem significado. Em certos momentos, contudo, aquilo era todo o necessário para que a chama que brincava entre eles se acendesse e, bem, os dois adoravam brincar com fogo.
Entre muitos sorrisos e batidas de cílios sugestivos, já descobrira o nome do rapaz ao lado, além do fato de que não era da cidade e que estava mais do que disposto a ensiná-la a jogar boliche outro dia, quando ela não tivesse a companhia do amigo. observava tudo com um ar despreocupado, mas o sorriso em seu rosto denunciava o quanto lhe agradava a ideia de ver o pobre coitado se esforçando tanto quando, assim que virava as costas, era para ele que destinava o mais sacana dos sorrisos.
— Quando você vai cansar dessa brincadeirinha? – soprou a pergunta ao ouvido dela, fingindo ajeitar os esparadrapos que tinha em torno dos dedos.
— Por que a ansiedade? – sorriu quase inocentemente, pegando uma bola cor de rosa e levando até os lábios, tocando delicadamente. – Beija. Pra dar sorte. – pediu a ele, que não conteve o riso que lhe escapou dos lábios, antes de obedecer ao pedido dela.
prendeu a língua entre os dentes e se virou para a pista, jogando a bola despreocupadamente antes de voltar para ele sem se importar com o placar que brilhava com seu strike. A garota enfiou os dedos nos bolsos da frente dos jeans de , puxando-o para si antes de unir seus lábios em um beijo sem pudores.
— Ganhamos. – murmurou contra o sorriso dele, mordendo seu lábio inferior divertidamente – Agora vamos ao nosso prêmio.

Ou não.
No caminho do boliche até o apartamento de , as coisas haviam esquentado ridiculamente. Talvez fosse culpa da personalidade de ambos, que fazia com que sempre quisessem superar um ao outro nas provocações, talvez fosse apenas o fato de que quanto mais intimidade ganhavam, mais cientes se tornavam dos pontos certos a tocarem quando o objetivo era excitar. E vinha se tornando um especialista, precisava admitir, especialmente considerando o modo como os lábios dele exploravam sua nuca, instigando-a além do humanamente suportável enquanto a garota se esforçava para acertar a chave na fechadura.
, porra… – gemeu, tombando a cabeça para trás quando ele sugou sua pele em um ponto sensível, fazendo com que se arrepiasse dos pés à cabeça e perdesse o foco. O corpo dele tocava suas costas de cima a baixo, e podia sentir com uma clareza impressionante o quão duro ele estava, fazendo com que quisesse mandar tudo para o inferno e deixar que a porta não fosse empecilho, mas apoio para que resolvessem logo seu problema.
— Que foi, criança? – sorriu contra a pele da dela, antecipando a forma como a garota bufou, já que odiava o apelido. – Não é tão difícil, é? – ele segurou a mão dela, guiando-a até a fechadura. – Acertar o buraco. – enfiou a chave, enfim, fazendo com que não contivesse uma de suas gargalhadas fora de hora.
— Você é inacreditável. – a garota rolou os olhos, adentrando o apartamento, e já se preparava para trazê-lo para perto pela camisa quando ouviu um som de conversa a suas costas. Merda.
desviou os olhos até o sofá da sala, encontrando e discutindo sobre o que assistir na TV, e retorceu os lábios em desgosto.
Merda, definitivamente.
— E aí? – o rapaz deixou as chaves sobre a mesa, respirando fundo enquanto andava até os amigos tentando ignorar o fato de que se encontrava mais frustrado do que estivera em muito, muito tempo. – Vocês não iam sair? – perguntou, e seu tom era tal, que teria sido mais fácil gritar que saíssem.
se atrasou nas gravações… – explicou, não dando tanta atenção ao modo como falara: ele era mesmo temperamental, não era tanta novidade.
— Resolvemos deixar pra amanhã. – completou, e seu olhar era um tanto mais atento para os dois recém-chegados. – E vocês? Voltaram rápido do boliche.
não é um adversário tão difícil assim de se bater… – se manifestou, sorrindo com uma desenvoltura invejável, buscando disfarçar qualquer suspeita. Os garotos fariam da vida deles um verdadeiro inferno se soubessem de tudo. Não que já não fizessem, apenas com as desconfianças.
— Isso é verdade. – riu da expressão indignada de . – Vamos colocar um filme agora, sentem aí! – convidou, apontando para o sofá.
encarou por um momento, e viu nos olhos dela o mesmo dilema que se passava dentro dele: queriam mais que tudo ignorar a presença dos dois, mas se conheciam o suficiente para saber que, no estado em que se encontravam, não poderiam garantir que teriam autocontrole para impedir deixar a casa inteira ciente do que faziam no quarto ao lado. Não era como se tivessem escolha.
— Claro. – suspirou pesadamente, jogando-se no sofá maior e abrindo espaço para que se ajeitasse ao seu lado. – O que vocês vão colocar?

Avengers.
Eles tinham escolhido uma porra de um filme de três horas. Cento e oitenta minutos. Não fazia nem quarenta, e já não sabia o que fazer para distrair a mente do que realmente queria. Porque, no momento, a única ação que lhe interessava não tinha relação alguma com Thor, e não era sanada nem mesmo por Steve Rogers.
Ela já havia se deitado. E sentado novamente. E comido pipoca. E tomado um copo enorme de refrigerante. Já levantara para fazer xixi e para buscar uma coberta, e agora tinha as pernas jogadas sobre , não conseguindo conter um rolar de olhos quando ele lhe encarou com um sorriso mínimo e olhos dissimulados.
— ‘Tá tudo bem? – perguntou, e a garota precisou morder a língua para não dar uma resposta mal criada.
— Tudo. – respondeu, completando mentalmente: “cínico”.
meneou a cabeça, voltando a encarar a TV, e os olhos da morena passaram a esquadrinhar seu rosto, admirando a forma como as cores da TV brincavam sobre ele, tornando-o ainda mais anguloso. O filho da mãe era tão bonito que a garota precisava se controlar para não bater nele, francamente. Desceu os olhos para o pescoço, e o fato de tomar um gole de cerveja só fez com que se sentisse ainda mais afrontada pelo modo como era brutalmente atraída por ele, respirando fundo diante da vontade de marcá-lo com os dentes, como ele fizera com ela. Ela estava prestes a desistir quando, como se sentisse emanando dela toda aquela tensão, subiu lentamente de uma das mãos por sua coxa, sob as cobertas. Ele mantinha os olhos na TV durante todo o tempo que a acariciava, parecendo quase despreocupado enquanto mordia os lábios em expectativa, completamente alheia ao que se passava na tela.
Céus, como ela queria aquilo. Como o queria.
Depois de alguns minutos de provocação, os dedos dele se aventuraram por dentro da saia da garota e suspirou baixinho, num misto de surpresa e prazer. Quando, então, os dedos dele encontraram o tecido molhado da calcinha que ela usava, os cantos dos lábios de se ergueram no mais cretino e tentador dos sorrisos. Era hora da ação de verdade finalmente começar.
Ele não destinou nem mesmo um olhar a no momento em que afastou a calcinha da garota, tirando-a do caminho. E nem precisava, honestamente: podia sentir a expectativa na respiração pesada dela e no modo como suas pernas se contraíram em seu colo, aguardando o que viria a seguir.
não teve pressa, ele nunca tinha. queria chutá-lo para que a tocasse logo, e estava considerando seriamente fazê-lo quando sentiu a pressão de um dos dedos do rapaz finalmente deslizando por sua intimidade, tão levemente que ela precisou prender a respiração para se concentrar no toque. Os dentes de prenderam seu lábio inferior num sorriso escrachado assim que a sentiu tão molhada, e ele precisou conter a vontade que tinha de encará-la porque sabia que aquilo a enlouqueceria ainda mais.
Foram longos minutos daquela carícia sutil, durante os quais se sentia prestes a explodir. A garota podia sentir o suor se formando em suas costas, e queria chorar de frustração sempre que tocava seu clitóris por míseros segundos e logo se afastava dali, levando-a além dos limites da sanidade. Ela estava prestes a arrancar a mão dele dali e tocar a si mesma quando, sem que pudesse prever, sentiu dois dedos lhe invadirem de uma só vez, arrancando-lhe um gemido rasgado. e se distraíram do filme por um momento, voltando os olhos para a garota, e precisou transfigurar o gemido em tosse, fingindo um engasgo.
— Ei, tá tudo bem? – perguntou, voltando os olhos para ela pela primeira vez, com uma expressão preocupada. Os olhos dele, no entanto, brilhavam de malícia, e seus dedos não pararam de se movimentar dentro dela nem por um segundo, enquanto aguardava sua resposta.
era o ser mais fodidamente dissimulado do planeta, honestamente.
— T-tá. – conseguiu responder entredentes, respirando fundo quando ele deixou que os dedos fossem ainda mais fundo e se curvassem dentro dela, como se a congratulasse pelo bom comportamento. – Engasguei. – completou, puxando as cobertas para cobrir a boca e esconder o fato de que mordia o dorso de uma das mãos para evitar que mais gemidos escapassem.
— Tadinha… – abriu um sorriso enviesado com falsa comiseração e tirou os dedos de dentro dela, espalhando a umidade da garota por toda aquela fenda quente de cima abaixo numa massagem erótica e absolutamente excitante, mas que nunca lhe entregava o que ela de fato queria.
Era a primeira vez que ele a torturava assim, e tinha plena certeza de que o mataria, assim que conseguisse chegar lá. repetiu o gesto uma, duas, tantas vezes que a garota sentiu vontade de espernear de frustração. Ela afastou as pernas, abrindo-as para ele e sabia que aquilo, nos padrões dela, era o mesmo que implorar. Voltou os olhos para encará-la, e os lábios de se movimentaram em um “eu te odeio”, que fez com que o sorriso dele se alargasse. A garota percebeu seu erro rápido demais, encarando-o com uma expressão desesperada que o enchia de prazer: era como se os olhos dela gritassem “não se atreva”, mas gemessem “por favor”.
Não havia delicadeza, dessa vez. Num instante eles se olhavam, naquela sintonia fina de suas mentes sacanas, no instante seguinte mordia o lábio inferior e cravava as unhas nas palmas das mãos, contendo os gritos que ardiam em sua garganta quando , enfim, passou a tocá-la de fato. Como ele gostava. Como ela gozava.
Ela sentia os dedos dele entrarem e saírem tão rápido, que era feito estar no mar e emergir de uma onda apenas para ser atingida pela próxima. Logo o toque se concentrou em seu ponto de maior prazer, foi a vez de gemidos morrerem em seus lábios, afogando-a em prazer, enquanto ela sentia os ouvidos tampados, submersa naquele conjunto de sensações que a tomavam anarquicamente: ondas de calor lhe invadiam, concentrando-se unicamente em sua intimidade e deixando o restante do corpo completamente arrepiado.
Puta merda, como amava vê-la assim. Amava o rosto dela corado de desejo, e o modo como ela mordia os lábios com tanta força que não era surpresa encontrá-los machucados depois. Adorava como ela afastava os joelhos, pedindo por mais, e como sempre a encontrava encharcada, pronta para ele. E, porra, era um verdadeiro otário pelo modo como nunca tirava os olhos dos dele enquanto gozava. Como fazia naquele momento.
Com o nome dele abafado pela coberta, ela deixou que seu prazer escorresse pelos dedos do rapaz, entregando-se a ele mais uma vez.
Levou algum tempo até que os dois voltassem a respirar regularmente, e duvidava que fosse conseguir pensar direito pelas próximas horas, depois de um orgasmo como aquele. Eles já haviam transado uma dezena de vezes, e gozar com não era algo novo. Ainda assim, ela sempre se surpreendia ao perceber que ele nunca falhava em lhe apresentar algo novo sobre seu corpo e seu próprio prazer. A garota franziu o cenho, ainda tentando se acostumar à sensação de entorpecimento e entender o que diabos acontecera, quando sentiu as mãos de arrumando sua calcinha de volta no lugar e começando um carinho gostoso em suas pernas, de um jeito tão despretensioso que não parecia que estava com os dedos dentro dela há um minuto, com seus amigos no sofá ao lado.
— Ainda me odeia? – ele murmurou, com um sorriso que quis arrancar de seu rosto com tapas e beijos. A garota, no entanto, não conseguiu conter os cantos de seus lábios, que se ergueram em um sorriso exausto, satisfeito, e tão vivo.
Muito. – ela ronronou, não dando o braço a torcer.
A garota se sentou por um momento, prendendo os cabelos em um rabo de cavalo, os olhos presos à TV enquanto fingia não perceber o modo como lhe encarava, atento a cada movimento. pegou uma almofada e, sem pedir permissão, colocou-a sobre o colo do rapaz, deitando-se em seguida. Ela pôde sentir o tronco de se enrijecer, e abriu um sorriso satisfeito: era a sua vez.
… – murmurou, em tom de alerta, percebendo tarde demais o que ela pretendia. A menina passou uma das mãos por baixo da almofada inocentemente, tocando o volume que a calça dele apertava dolorosamente, e o rapaz travou o maxilar quando um sorriso filho da puta surgiu nos lábios dela, fazendo com que precisasse de todo o seu autocontrole para não gemer no instante em que ela começou a massageá-lo sobre a roupa, tão lentamente que deveria ser crime.
tinha os olhos na tela, mas estava completamente alheia ao que via, concentrando todos os seus sentidos no tato, em sentir a ereção de crescer a cada segundo sob seus dedos. Céus, ela queria senti-lo por toda parte.
O toque grosseiro do jeans claramente se tornou um obstáculo em pouco tempo, e não demorou para que descesse uma das mãos para encontrar a de , abrindo o botão e o zíper da calça. Ele percebeu o modo como a garota mordeu o lábio inferior quando seus dedos delicados tocaram o tecido fino da cueca, e colocou a mão por cima da dela, envolvendo seu membro completamente, como se lhe dissesse exatamente o que ela era capaz de fazer com ele, e os dois suspiraram juntos.
gostava de tudo no sexo. Gostava ainda mais do sexo com . Mas porra, como ela conseguia transformar uma punheta em algo tão espetacular era algo que ele não conseguia entender. E a maldita ainda não tinha nem mesmo colocado as mãos nele, de fato. O garoto tentou focar pelo menos uma parcela de sua atenção no filme, tentando se distrair do fato de que o tocava tão gostoso que bastava deixar a imaginação livre um pouquinho para que gozasse bem ali, mas logo desistiu: não havia como competir com o que lhe fazia sentir.
Enquanto ela deixava que seus dedos trabalhassem sobre ele, apoiou a cabeça no encosto do sofá, entregando-se à sensação de prazer que se avolumava pouco a pouco em seu abdômen, e estavam ambos tão envolvidos em seu mundo particular, que só notaram que o filme havia acabado quando subiram os créditos.
— Porra, que filmaço! – exclamou, espreguiçando-se no sofá. repetiu o gesto, estalando o pescoço e concordando com o amigo.
— Nunca vi nada tão… excitante. concordou, sentando-se com um sorriso largo e inocente no rosto, que fez rir pelo nariz. Ela ainda tinha uma das mãos no interior de sua coxa, escondida pela coberta, e fazia um carinho com as unhas como se para impedir que o clima instalado entre eles fosse quebrado. Como se fosse possível
Ele havia criado um pequeno demônio. E adorava isso.
— Demais! – concordou, com um bocejo que arrancou uma risada dos três. – Eu acho que vou deitar, galera… –comentou, levantando-se. – , vai ficar com a gente hoje? – perguntou, dando um beijo de boa noite na testa da garota.
— Sim, senhor. – ela sorriu – Mas pode deixar que durmo aqui na sala! – avisou, ao que o rapaz revirou os olhos, desprezando a ideia. e dividiam o quarto, mas sempre que aparecia ali o garoto cedia sua cama para ela. Ele era adorável.
ama quando invado o quarto dele, não se preocupa. – respondeu, recebendo um aceno em concordância do outro, que também se levantou.
— Ele me ama… – deu de ombros, abraçando a amiga e beijando seu rosto. – Dorme bem. Pode chutar ele da cama, se precisar. Se quebrar, nós colocamos você no lugar dele.
— Viu?! – a garota abriu um sorriso para , que rolou os olhos, cutucando sua cintura, fazendo-a pular com um gritinho agudo que despertou risadas nos outros dois. – Boa noite, garotos!
— Boa noite, crianças, comportem-se. – finalizou, piscando para os dois antes de deixar a sala na companhia de .
O som da porta do corredor se fechando foi o sinal que precisavam. Como se tivessem ensaiado, as mãos de estavam na cintura de , trazendo o corpo dela para cima do seu. A garota se sentou sobre ele, e quando sentiu sua intimidade em contato com o volume entre as pernas dele, um arrepio percorreu toda a sua espinha, chegando à nuca e lhe fazendo morder um sorriso de prazer. As mãos de encontraram seus cabelos, trazendo o rosto dela em direção ao seu para um beijo que se tornava mais faminto a cada segundo, conforme movia os quadris sobre ele, aumentando a excitação que colocava os dois à beira da insanidade.
A garota partiu o beijo com uma mordida no lábio inferior de , colando a testa à dele apenas para tomar fôlego e aproveitar a visão deliciosa que era o olhar dele, tão cúmplice do seu. Não precisaram de palavras para decidirem o próximo passo e, enquanto puxava a própria calcinha para o lado, terminava de se livrar da cueca. Terminariam aquilo bem ali.
Não houve provocação, dessa vez. Bastou que tivesse o caminho livre e que colocasse a camisinha, para que sentasse sobre ele, mordendo seu ombro para evitar um gemido no instante em que sentiu seu pau inteiramente dentro dela, deslizando com facilidade pelo quão fodidamente pronta para ele se encontrava. A respiração de em seu pescoço e o modo como os dedos dele seguravam sua bunda faziam seu interior se contrair, apertando-o tão gostoso que um gemido rouco escapou dos lábios maliciosos do rapaz. Permaneceram assim por um momento, até que a boca de buscou a de , iniciando um beijo que passou a ditar o ritmo como ela subia e descia os quadris, sentindo cada centímetro dele que entrava e saía dela fazendo um estrago em sua mente.
Era um beijo bagunçado, desencontrado, e absolutamente instigante. Eles gemiam seus prazeres nos lábios um do outro, e suas línguas vagavam sem rumo certo, seguindo da boca para o pescoço, as clavículas, e então retornando para aquele embate molhado e excitante. sentiu quando se moveu sobre seu colo, fazendo-o ir mais fundo, e aquilo era algo pelo qual ele era completamente alucinado: não havia nada mais excitante do que o modo como ela comandava quando estava por cima, usando-o para seu prazer, por isso deixou que ela fizesse dele o que quisesse, sorrindo para o modo como os olhos dela capturavam os seus, repletos de luxúria. sabia que não duraria muito depois de horas de provocação, mas conhecia o suficiente para que bastasse um olhar para saber – e sentir – quando ela estava perto. E, porra, ela estava. Como se lesse sua mente, partiu o beijo, abraçando-o ainda mais apertado e deixando os lábios bem próximos ao ouvido do rapaz para que, quando se desmanchasse em gemidos, ele pudesse não só ouvir, mas sentir.
Sentir gozando de dentro dela era algo espetacular. soube, um segundo antes de o orgasmo a arrebatar, pelo modo como a respiração dela falhou e ela o abraçou mais forte, para então seu interior se contrair de forma insana e se preencher de prazer, tornando-a ainda mais deliciosa. Junto ao ápice, veio aquele som obsceno que ele tinha o prazer de ouvir tão de perto: gemeu seu nome, e aquilo foi o bastante para que ele também explodisse dentro dela, as mãos em seus cabelos em a boca no pescoço dela, marcando em sua pele aquele momento em que foram um.
foi a primeira a se mover, saindo de cima de para que ele se livrasse do preservativo. Os dois perderam alguns segundos em silêncio, durante os quais se limitaram a dividir um abraço e suas respirações descompassadas, até que a garota ergueu o rosto para encará-lo, e bastou que seus olhos se encontrassem para que partissem em uma risada de incredulidade e euforia, diante do que acabara de acontecer.
— Você é louca, garota. – meneou a cabeça, brincando com o rabo de cavalo dela, buscando recobrar os sentidos, pouco a pouco.
— Você que começou! – bateu no peito dele, com um bico indignado, mas se aninhando ainda mais em seu colo.
— Eu? – devolveu, dando seguimento à discussão por pura diversão – Foi você quem…
O som da porta do corredor se abrindo fez com que os dois se erguessem, sobressaltados, deparando-se com a figura de .
— Ei, eu esqueci meu celular. – o rapaz passou por eles, buscando o aparelho no sofá, erguendo-o em seguida. – Céus, achei que nunca fossem acabar… – murmurou despretensiosamente, fazendo o caminho de volta com um sorriso malicioso, fechando a porta ciente da bagunça que fizera.
— Eles sabem. – murmurou, escondendo o rosto na curva do pescoço de e sentindo o corpo dele chacoalhar em uma risada. Um suspiro resignado escapou dos lábios da garota, prevendo as piadas dos amigos no dia seguinte. – Oh, meu Deus…
— Você não foi exatamente discreta, babe. – implicou, prevendo o tapa que veio em seguida, e segurando a mão dela antes que o atingisse, apenas para roubar mais um beijo. – Pensa pelo lado positivo… Pelo menos agora você pode gemer em paz.

Nota da Autora:
Olha quem não conseguiu desapegar do casalzinho????
Eu mesma, completamente apaixonada por esses dois descabeçados! Hahahaha
Mais uma aventura desse Flirtationship, e eu espero que vocês tenham se divertido com eles tanto quanto eu!
Quem sabe teremos uma parte 3?
Me contem aqui embaixo o que acharam!
Beijinhos, Belle.