Flirtationship III

Sinopse: Anos depois, vocês ainda são melhores amigos… e os benefícios se tornam cada vez melhores.
Fandom: BTOB
Gênero: Restrita
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito. Pode ser lida com qualquer pessoa.
Beta: Alex Russo

— Que inferno, por que você fica tão gostoso cozinhando? – a pergunta veio na forma de um resmungo que refletia muito pouco de sua verdadeira indignação. Honestamente, era muito injusto o quão gostoso ele parecia ali com as mangas da camisa social puxadas até os cotovelos e uma camada fina de suor no pescoço devido às altas temperaturas, enquanto mexia no fogão com propriedade.
O rapaz se limitou a olhar por sobre um dos ombros com um sorriso divertido, observando enquanto a mulher se aproximava, secando os cabelos com uma toalha de rosto. É bem verdade que poderia dizer o mesmo sobre ela, que acabara de sair do banho e usando uma camiseta larga e calças de pijama. Ainda parecia atraente de uma forma descomunal. Mas, ao contrário dela, ele conseguia manter a língua dentro da boca apenas para não lhe dar o gostinho da vitória.
— Só quando cozinho? – perguntou, despreocupado, virando-se para frente antes de receber uma revirada de olhos que conhecia bem – Acho que não…
— O cheiro tá incrível! – a mulher ignorou o comentário, pois assim que entrou na cozinha foi atingida por uma mistura aromática de ervas e temperos que fez sua boca salivar: podia lidar com a arrogância dele, se continuasse a lhe prover boa comida.
— O gosto também. – ele sorriu de canto ao estender para ela uma colher cheia do molho: não sabia cozinhar muito, mas fazia a massa ao molho pesto favorita dela. Isso já lhe dava do que se gabar, então era o suficiente – Abre a boca. – tocou os lábios da mulher de leve com a colher, e pôde ver no arquear de sobrancelhas dela a vontade de lhe desobedecer apenas porque sim, porque era assim que eram, por isso não conteve uma risada quando ela cedeu ao cheiro delicioso da comida, abrindo a boca à contragosto apenas para cerrar os olhos de satisfação em seguida.
Hm… – engoliu um gemido de aprovação, passando brevemente a língua pelos lábios, limpando qualquer resquício do sabor. – Meu Deus, eu tava com saudade da sua comida…
— Pensei que seu namoradinho cozinhasse. – mostrou um daqueles sorrisos maliciosos que eram sua marca, e a mulher revirou os olhos pela segunda vez nos últimos dois minutos. Visto de fora, poderia parecer bastante com ciúmes, mas a verdade é que lhe soava muito mais como implicância de um irmão mais velho.
Aish… Ele não é meu namoradinho. – devolveu, sentindo-se com 15 anos novamente. Não mentia, contudo: o que tinha com era complicado, de uma forma como nada em sua vida costumava ser. Mas definitivamente não era um namoro, ela se assegurou disso quase como num ‘seguro anti dores de cabeça’. – E eu disse que tava com saudade da sua comida. Ele não sabe fazer um pesto decente. – bufou, arrancando uma gargalhada do rapaz e então rindo junto do próprio tom de descontentamento. Sabia que não era para tanto, mas… porra, estava cansada.
— Problemas no paraíso, hm? – o rapaz perguntou, tirando os olhos do fogão por um instante para pousá-los sobre a mulher que acabava de roubar sua garrafa de cerveja sobre o balcão e virar um gole demorado, como se ganhasse tempo para responder.
— Os mesmos de sempre. – deu de ombros, com preguiça só de começar a enumerá-los mentalmente: falta de tempo, ciúmes, agenda, ciúmes, incompatibilidade de gênios, ciúmes… Não era como se fosse algo grande, apenas um conjunto de coisinhas pequenas para as quais sua paciência se esvaía dia a dia. – Ele se apaixonou por uma , e parece que passa o tempo inteiro tentando lidar com as demais. – explicou da forma mais simples que conseguia, sorrindo quando o rapaz riu de leve, acenando em compreensão.
— Aí temos um problema… – franziu o cenho, com olhos bem humorados – Ninguém explicou pra ele que teria que levar o pacote completo? – abraçou-a de lado, beijando seus cabelos com carinho e a mulher não pôde deixar de sorrir: ele era provavelmente o único que conhecia o conjunto por inteiro. Ou o único que permanecia, depois de se deparar com cada ângulo que fazia dela quem era. Quem se orgulhava de ser.
— Acho que não… – ela sorriu sem humor, tomando mais um gole de cerveja sob os olhos atentos do melhor amigo – Eu sou difícil demais, ? – perguntou num tom baixo baixinho, porque odiava ter que perguntar aquilo. Odiava sentir que o problema, talvez, pudesse estar nela. Por outro lado, somente ele conhecia aquele lado específico: o que, de vez em quanto, permitia-se ser frágil.
— Nunca foi, pra mim. – sorriu com aquela simplicidade habitual, voltando-se inteiramente para ela dessa vez, demonstrando que ela tinha sua atenção por completo.
— Você não conta… – sorriu pequeno, maneando a cabeça para a resposta – Provavelmente tirei minha parte implicante da convivência com você.
— Meu maior feito em vida. – ele levou uma das mãos ao coração, solene, com aquela chama de divertimento brincando nos olhos. Os dois riram em uníssono, e quando as risadas morreram, devagarzinho, voltou a chamar a atenção da mulher – … – puxou seu queixo para cima com dois dedos, trazendo-o de volta para a postura altiva que era dela, e que ele odiava ver lavada de seu rosto. – Quer falar sobre isso?
— Na verdade, não. – ela franziu o nariz de um jeitinho engraçado, antes de sorrir por um instante – Quero uma noite de folga de todo esse drama, se você quer saber. – completou, mordendo o sorriso enquanto tomava um impulso para se sentar sobre o balcão.
a observou por um momento, satisfeito ao vê-la de volta ao seu estado de espírito habitual, e nem mesmo a repreendeu quando ela roubou mais uma colherada de molho, sorrindo-lhe divertida.
Uma noite descomplicada como eles… Ele podia fazer aquilo. Era o que faziam de melhor, afinal.
— Seu desejo é uma ordem. – prometeu, com uma piscadela.
— Desde quando, posso saber? – ergueu uma sobrancelha, divertida, porque havia poucas coisas no mundo que apreciava tanto quanto aquilo. Rap era uma delas. Sexo era outra. Mas ela tinha plena certeza de que “contrariar a vinha em um sólido terceiro lugar.
— Eu posso voltar atrás em um segundo. – ele devolveu, olhando para a mulher com uma expressão blasé que era tão sua e que a fazia querer socar sua carinha bonita.
— Ah, cala a boca! – riu, revirando os olhos e o enlaçando com as pernas para então prendê-lo em um abraço, deixando-se aconchegar naquele espaço que era seu há tantos anos que parecia já ter seu molde – Eu senti sua falta, idiota.
— Eu também, doida. – segredou entre os cabelos dela, as mãos se ocupando um carinho quase preguiçoso entre os fios, enquanto fazia o mesmo ao traçar padrões desconexos em suas costas.
Permaneceram abraçados por alguns segundos, matando parte da saudade que sentiam do modo fácil como seus corpos – e seus humores, suas manias e até mesmo seus defeitos – se encaixavam, até que o chiado das panelas chamou sua atenção, tirando-os daquele instante e os trazendo de volta à realidade.
— Vamos, já chega… – riu contra o pescoço de , empurrando-o de leve pelos ombros – Eu ainda quero jantar.

— Você podia me ensinar a fazer o pesto, né? Não pode ser tão difícil assim… – pediu, encarando por cima do ombro esquerdo. Já fazia alguns minutos que estavam no sofá depois de jantar, a mulher sentada entre as pernas dele com os dedos de em seus trapézios, fazendo uma massagem gostosa que, ainda mais que o álcool, deixava seu corpo cada vez mais mole.
— Vai sonhando… – ele riu, tomando um gole do Merlot que tinham aberto durante o jantar e cuja garrafa já estava quase no fim – Quando quiser comer, você me fala. – resolveu, porque nunca seria louco de perder aquela carta na manga. Além do mais, conhecia-a á tempo suficiente para saber que não seria capaz de cozinhar nem se sua vida dependesse disso…
— Mas… – a mulher começou seu protesto, sendo interrompida por um dos dedos de , que selou seus lábios. Estavam ambos já um pouco bêbados, as vozes e os gestos adquirindo aquela frequência mais arrastada, e ela não encontrou o ímpeto para tirar a mão dele do lugar.
— Eu já deixei de vir quando precisava de mim? – ele perguntou, recebendo uma negativa imediata – Já te fiz passar alguma vontade? – continuou, e desta vez franziu o cenho pensativa, antes de sorrir de canto. Bem, ela podia pensar em algumas situações… – Vou reformular… – não conteve um riso breve, compreendendo aonde a mente dela ia – Já te fiz passar alguma vontade sem te recompensar depois? – arqueou uma das sobrancelhas, como ela, sorrindo satisfeito quando relutou na resposta.
— Não. – ela soltou baixinho, porque não daria o gostinho a ele, mas também não podia mentir tão descaradamente assim.
era provavelmente a maior constante em sua vida: enquanto cresciam, ele foi o garoto da casa ao lado, seu melhor amigo para as todas as aventuras; na adolescência, foi seu confidente, sua dupla barulhenta e rebelde, sua primeira vez. E ali estava ele, na vida adulta: ainda era todas aquelas coisas, e mais ainda. Companheiros e rivais, amigos e amantes.
— Pois então. – sorriu de canto, e o carinho dele na linha de seu pescoço fez estremecer de leve. Droga, o toque dele era sempre tão gostoso… – Deixa que eu cuido de você, hm? – sugeriu, e os lábios da mulher se protraíram involuntariamente porque havia poucas coisas tão injustas quanto aquele tom de voz que ele usava quando sabia que tinha ganhado uma discussão. voltou a tocar suas escápulas com os dedos, um pouco mais firme dessa vez, arrancando-lhe um gemido de satisfação ao tocar um pouco particularmente doloroso que, por alguma razão, o fez sorrir de canto.
— Eu vou te ligar… – começou, interrompendo-se para soltar um gritinho de dor – Ai! Vou te ligar no meio da madrugada qualquer dia, com desejo de spaghetti ao pesto. – resmungou, mas o modo como se entregava aos toques dele em suas costas desmentiam o tom contrariado em sua voz – E quero ver se vai cumprir essa promessa.
— Pode ligar. – estremeceu em uma risada, massageando o ponto que causava aquela dorzinha satisfatória, sob os muxoxos da mulher.
Hmm, isso… – ela resmungou, e ele intensificou o toque, fazendo-a arquejar. – Ai, ai, ai, puta merda! – reclamou da dor, mas sem desejar por um só segundo que ele parasse. – Isso, bem aí…
— Assim? – ele perguntou, desfazendo com os dedos firmes o nó muscular que lhe causava dor, pouco a pouco.
— Isso, aí… Ai, isso, … – gemeu, remexendo-se inquieta conforme a dor se tornava alívio, dando espaço ao prazer causado pelos dedos dele – Meu Deus! – exclamou, por fim, quando a massagem se tornou um carinho leve que ia do pescoço aos ombros. A mulher deixou o corpo cair sobre o tronco dele, tão mais relaxada que sentia a cabeça leve – Você é bom demais nisso.
— Acho que encontrei um jeito novo de te dar um orgasmo. – o rapaz riu soprado contra o pescoço dela e sentiu um arrepio discreto percorrer seu corpo, porque a voz dele soava próxima demais. Baixa demais. Porra, deliciosa demais.
— Ugh, gatilho! – ela grunhiu, e o peito de estremeceu em uma risada sob suas costas. Cretino. – Não vamos nem falar disso, por favor. – pediu, dramática, como se nem ao menos se lembrasse do significado daquela palavra.
Mas se lembrava. E, mais importante que isso, lembrava-se do fundamental: ninguém lhe dava orgasmos como ele.
— O que foi, meu bem? – perguntou, tirando os cabelos de do caminho de forma que seus lábios ficassem ainda mais próximos da pele dela. A mulher mordeu o lábio inferior, contendo um xingamento, porque conhecia muito bem o rumo que tomavam: estavam naquela situação há tempo demais para que não conhecesse o calor característico daquela excitação latente que parecia pairar sempre entre eles, aguardando pela menor brecha para enfim incandescer – Não diga que não está tendo nenhum… –completou, debochado, rindo quando a garota se contorceu para lhe acertar nas costelas.
— Meus dedos ainda funcionam bem, obrigada. – ela resmungou, porque obviamente aquilo não era nem perto do bastante.
— Ahh, é mesmo? – ergueu uma das sobrancelhas escorregando uma das mãos do ombro de para entrelaçar os dedos aos dela, segurando com firmeza – E eles não te deixam faltar nada, hm? – continuou, acariciando o dorso da mão da mulher com o polegar enquanto brincava com a pontinha do nariz no lóbulo da orelha dela, sorrindo quando apertou sua mão ainda mais forte. Filho da puta.
Porque era dessas pequenas sugestões que eram feitos: o modo como o dedo dele tocava sua pele despertava nela a lembrança de quando ele fazia o mesmo entre suas pernas; a respiração pesada de o rememorava de como ela arfava debaixo dele ao gozar; seus corpos se encaixavam bem demais para que não se lembrassem de como era quando o faziam as roupas no caminho. Era como memória muscular: já haviam estado juntos vezes demais para que não soubessem exatamente como era. Quão bom era.
… – o advertiu, não para que parasse, mas para que cortasse logo aquela bobagem e fosse direto ao ponto – Se você vai fazer algo, é melhor que faça logo. – completou, ainda que o modo como se moveu um tanto mais para perto dele, unindo-os pelos quadris, fosse sugestivo o suficiente.
… – ele começou, as mãos subindo pela cintura da mulher num carinho deliberadamente lento – e tinha certeza que ele fazia de propósito: queria tanto aquilo quanto ela, só era um filho da puta maior por querer lhe provocar ainda mais – Se fizermos, você não vai ter pra quem contar que fez merda depois, é pra mim que conta essas coisas… – advertiu, num tom que carregava ironia, mas também uma sinceridade cortante.
Sempre transaram, e aquilo nunca interferiu no que tinham. Eram um pelo outro em qualquer circunstância, e o sexo era só mais uma coisa divertida que faziam juntos. Em todo aquele tempo, contudo, nenhum dos dois estivera nunca em um relacionamento sério, e ele se perguntava quão importante era o que tinha com . Por isso, ainda que seu corpo já doesse por ela, que o cheiro de àquele ponto já o estivesse enlouquecendo… Ainda que sentisse falta do corpo dela feito louco, ele precisava ouvir dela que queria aquilo. Sem arrependimentos.
— Cala a boca… – riu pelo nariz, sentindo os lábios dele enfim tocarem sua pele, num selar quase casto na curva do pescoço, mas que a fez gemer pelo quão necessitada dele já estava. Tão fácil… Com tudo era tão fácil. – Com você nunca é. – ela tombou um pouco mais o pescoço, dando-lhe maior acesso, que o rapaz aproveitou abrindo a boca e provando de sua pele com beijos demorados que deixavam um rastro molhado de arrepios – Nunca é errado, … – se esforçou para dizer, distraída pela boca dele, e os lábios de se partiram em um sorriso, beliscando sua pele com os dentes em um carinho malicioso.
— Não, não é… – concordou, uma das mãos nos cabelos dela enquanto roçava seus lábios superficialmente, ensaiando um beijo que nunca chegou. Sorriu para a imagem da mulher com os olhos cerrados e os lábios entreabertos, passando o polegar pelo inferior apenas para pirraçá-la – O que você quer, hm? – murmurou, brincando de mordiscar a boca da morena, divertindo-se com o gemido baixinho que ela deixou escapar. Suas mãos, enquanto isso, encontraram uma rota ascendente pelas curvas da mulher, parando somente quando encontraram os seios dela sem o obstáculo do sutiã. A mordida se transformou em uma sucção deliciosa, e não conteve um xingamento quando as palmas dele se fecharam sobre seu corpo, deixando-se dominar por aquelas mãos experientes que a conheciam tão bem – Só precisa pedir, amor… – continuou, tomando os mamilos entre os dedos e os estimulando com a força necessária para conseguir dela o que queria: gemeu alto desta vez, arqueando o corpo na direção de suas mãos, entregue como só ele a tinha.
– seu tom oscilava entre a birra e o tesão, e aquilo só tornava tudo mais divertido para ele: riu baixo, torcendo os mamilos da garota, que apertou as pernas uma na outra, desesperada por alguma fricção. observou aquela cena excitantemente hipnótica por um segundo, antes de ter forças para interrompê-la: tinha em mente o que queria dar a ela, e era mais, muito mais.
— Uh-Uhn… – deu um tapinha leve bem onde as pernas dela se encontravam e precisou conter o impulso de manter seus dedos ali, onde ela parecia tão quente e necessitada de seu toque – Não sem dizer o que quer.
hesitou por um momento, não porque não soubesse a resposta. Sabia o que queria desde o instante em que sentiu seu interior se aquecer diante daquela energia poderosa que emanava dele. Não queria dar o braço a torcer, mas conhecia o suficiente para saber o que o deixaria tão inebriado de tesão quanto ela, e o poder de tê-lo assim, como queria, estava bem ao seu alcance. Bastava dizer.
Quero que me faça gozar. – as palavras saíram dos lábios de escorrendo desejo, como ela fazia por ele, e sorriu quando sentiu os dedos dele se afundarem em sua coxa porque, porra, nada lhe excitava tanto quanto ver aquela boquinha bonita se sujando com uma bela sacanagem.
xingou baixinho, algo que não compreendeu porque no mesmo instante ele trazia o rosto dela para si, provando das obscenidades que trazia na ponta da língua em um beijo quente que tinha tanto deles: era familiar o suficiente para que reconhecessem o gosto do desejo, mas instigante o bastante para que nunca soubessem exatamente o que esperar do embate intenso e adolescente de suas línguas.
— Eu te disse… – arfou, distribuindo beijos pela mandíbula da mulher até alcançar o lóbulo da orelha, sugando-o e fazendo com que deixasse escapar um gemido baixo e quase frustrado – Hoje, seu desejo é uma ordem.
sorriu, aquele sorriso sacana que seria sempre seu preferido, virando-se nos braços de até tomar no colo do rapaz o lugar que era seu por direito – conquistado a cada foda que sempre superava a anterior. Ela se movia com uma lentidão felina, bebendo da forma como os olhos de passeavam por seu corpo antes de encerrar novamente a distância entre suas bocas em um beijo que, de quando em quando, se transformava em mordida apenas para aplacar a dor com a língua logo em seguida.
Tocavam-se com ainda mais intimidade do que se beijavam: as mãos dele pousadas sobre a bunda dela, apertando-a sempre que intensificava o beijo e sorria cretina em sua boca, as dela sob sua camisa, arranhando-o apenas pelo prazer de ver o resultado assim que estivessem sem roupas – não tinha pressa com aquilo, no entanto: vestindo camisa social era um espetáculo que merecia ser apreciado, e ela aproveitaria cada instante.
Garota… – ele a segurou pelo maxilar, quando os beijos de em seu pescoço se tornaram intensos o suficiente para criar marcas em sua pele. A mulher ostentava um sorriso devasso de quem não ligava a mínima, e ele desceu a mão do ângulo da mandíbula para o pescoço dela, em um gesto que dançava sobre uma linha tênue entre carinho e brutalidade, e foi a sua vez de sorrir quando ela cerrou os olhos, mordendo o lábio – Eu vou gravar amanhã…
— Hum… – riu, aproximando a boca da marca arroxeada que desabrochava sobre a pele dele, lambendo-a em seguida – Que pena que eu não ligo. – completou, aguardando – céus, ansiando – pelo modo como puxou seus cabelos sem delicadeza.
— É isso que você quer? – ele perguntou, os dedos ainda entrelaçados aos cabelos escuros da mulher, apreciando a sensação conhecida de tê-la bem ali, em suas mãos – Que vejam? – perguntou, e o ângulo discreto no canto de seus lábios evidenciava que a ideia, na realidade, também lhe agradava.
— Combina com você. – ela respondeu, passando o polegar pelo lábio inferior do rapaz com um meio sorriso quase afetuoso.
lhe devolveu um sorriso idêntico, antes de tomar os lábios dela para mais um beijo, enquanto usavam de seus corpos inteiros para matar a saudade que sentiam um do outro.
— A gente podia fazer isso aqui, – murmurou, levantando-se num impulso e trazendo-a junto em seu colo, segurando-a firme pelas pernas – mas eu realmente amo a sua cama.
— Você ama o espelho na frente dela. – a mulher sorriu contra o ombro dele enquanto adentravam a suíte decorada em cores quentes, ciente de que não se enganara no instante em que riu rouco, jogando-a sobre a cama sem delicadeza apenas para olhar por sobre o ombro, onde um espelho enorme refletia a imagem de entre suas pernas, a respiração descompassada empurrando os mamilos aparentes sob a camiseta de forma tão tentadora que parecia lhe convidar à loucura.
não respondeu de pronto, ocupando-se de tirar a calça dela sem demoras até se deparar com a calcinha preta e simples que ela escondia por baixo, o que o fez sorrir largo: ainda que amasse a surpresa de encontrar uma lingerie elaborada – e ele sabia bem quantas daquelas tinha em sua coleção, tendo-lhe presenteado com algumas delas ele mesmo -, havia algo naquela simplicidade que o excitava ainda mais. Saber que ela não planejara aquilo, mas que de alguma forma era sempre assim que acabavam. Juntos.
— Você tem um ótimo ângulo aqui… – comentou, os dedos percorrendo com uma delicadeza enlouquecedora a face interna das coxas da mulher, dando-lhe apenas o suficiente para que se arrepiasse e o desejasse tanto, tão mais – É aqui que você fica quando tá sozinha? – perguntou, a voz rouca de desejo, porém controlada o suficiente para que não parecesse tão arruinado de tesão quanto se sentia, vendo-a se mover inquieta sobre a cama – Você gosta de assistir enquanto se toca, meu bem? – instigou, levando uma das mãos para o meio das pernas dela, sorrindo sacana ao encontrar a calcinha molhada, mas afastando-a rápido o suficiente para que gemesse, frustrada.
– o modo quebrado como seu nome soava na voz dela o fez cerrar os olhos por um instante, abrindo-os novamente apenas quando sentiu enlaçar sua cintura com as pernas, buscando trazê-lo para si.
Uh-uhn. – estalou a língua, de volta àquele sorriso maldito que fazia com que ele parecesse o filho da puta mais gostoso do mundo inteiro enquanto descruzava as pernas dela de si, segurando-as abertas o suficiente para que ruborizasse, se houvesse dentro dela algo meramente parecido com vergonha naquele momento, ao invés do tesão cortante que a fez arquear as costas.
As mãos dele deixaram suas pernas e aguardou por um instante que ele enfim a livrasse da calcinha, percebendo com um segundo de atraso que havia se afastado. Franzindo o cenho, a garota se apoiou nos cotovelos para procurá-lo esperando que, no mínimo, a demora fosse porque ele tirava a roupa. Encontrou-o, contudo, sentado no divã ao pé da cama, vestindo não só as roupas, mas um sorriso sacana que a fez erguer uma sobrancelha, buscando compreender em que tipo de dinâmica entravam ali – era sempre uma surpresa, entre eles.
— Você disse que seus dedos te dão tudo o que precisa… – comentou, apoiando o queixo sobre um dos punhos de forma tão despreocupada que poderia mesmo parecer inabalado se sua outra mão não apertasse com força um dos joelhos, controlando a voz para que não transparecesse o desejo – Acho que pode se virar sozinha, amor. – finalizou, tão irônico que a garota sentiu que poderia arrancar aquele sorriso do rosto dele com as próprias mãos.
Ao invés disso, o encarou em silêncio por alguns segundos, a boca entreaberta como se pudesse xingá-lo ou gemer de frustração a qualquer momento. Não demorou muito, no entanto, para que se recompusesse: ainda que sua vontade fosse de xingar até a quinta geração dos Jung, havia orgulho demais dentro dela para que cedesse sem oferecer uma boa briga. Além disso, nos olhos de brincava um desafio implícito e tentador, e era como dizia o ditado: “two can play that game”.
Em um segundo, a expressão dela se transfigurou da irritação para uma excitação irritada, e mordeu o lábio inferior, satisfeito: não havia nada mais espetacular na cama do que quando ela tentava lhe provar algo.
A mulher escorregou pelos lençóis até se recostar na cabeceira e não tirou os olhos dele por um instante sequer ao tirar a camiseta, jogando-a na direção dele com desdém. deixou que a peça caísse, e se permitiu apreciar o modo como os olhos dele migraram de seu rosto para seus seios, divertindo-se ainda mais quando ele engoliu seco, respirando fundo diante da visão que não tinha há alguns meses e que parecia ainda melhor do que sua memória fazia questão de recordar.
— É assistir que você quer? – tocou os próprios seios e vendo a imagem refletida no espelho atrás de : de fato, tinha um bom ângulo, mas a imagem do homem à sua frente lhe parecia mais excitante no momento. Tocou-se como gostava que fizessem com ela: tão forte que deixasse de ser apenas prazer para encontrar uma pontinha de dor, até arrancar um xingamento baixo do rapaz quando torceu os dois mamilos entre os dedos, estremecendo de tesão – Você vai assistir, amor. – completou, usando do tom carregado de ironia e luxúria que usara com ela enquanto continuava a exploração por seu corpo, correndo as pontas dos dedos pela tatuagem que adornava o ponto entre os seios, seguindo pela barriga e chegando à calcinha, que tirou sem demora. Lançou a peça na direção dele, que a capturou com a ponta dos dedos, sorrindo sacana ao guardá-la no bolso da frente, tocando por acidente o volume que já se anunciava bem ao lado, e grunhindo um xingamento – Nem pense nisso. ordenou, erguendo uma sobrancelha e aguardando que o rapaz tirasse as mãos dali: se ele queria ver, era somente isso que faria.
Afastou as pernas devagar, dando a ele um ângulo dolorosamente claro de visão. Para que soubesse exatamente o que fazia, e sofresse por não ser ele a fazê-lo.
O sorriso de morreu em uma mordida em seu lábio inferior, esforçando-se para manter uma expressão impassível quando deixou que os dedos enfim tocassem o ponto em que suas pernas se encontravam, espalhando a excitação de cima a baixo em uma massagem erótica que a tornava mais visivelmente molhada a cada segundo. Ela tomou seu tempo ali, a mão esquerda apertando um dos seios enquanto a destra cuidava de lhe dar prazer, sob os olhos atentos de .
Quando ela gemeu baixinho, penetrando-se com dois dedos de uma vez por não poder mais suportar o vazio, deixou escapar um grunhido, afundando os dentes ainda mais no lábio inferior, as pupilas dilatadas diante do espetáculo exclusivo que tinha diante de si. Os dedos de entravam e saíam num ritmo cadenciado, fazendo as pernas da mulher estremecerem de quando em quando, e lhe arrancando pequenos arfares que soavam feito uma melodia sensual que ele poderia ouvir o dia inteiro: era a filha da puta mais gostosa que já tivera em toda a vida, e sabia disso.
— Devagar… – a voz de soou mais grave quando ele abriu o primeiro botão da camisa, sem tirar os olhos do modo obsceno e deslumbrante como os dedos de entravam e saíam dela, cada vez mais molhados – Mais devagar…. – ordenou, o tom impositivo sendo quebrado discretamente pelo modo como sua voz se partiu, incapaz de se manter inteira, assim como ele.
sorriu porque, porra, amava o modo como a voz dele soava no sexo, e sentia tanta saudade… Tocar-se pensando em era delicioso, mas aquilo estava em uma esfera completamente além: era uma troca deliciosa em que obedecer era também sua forma de exercer sobre ele o poder que sabia que tinha – e os olhos de nublados de desejo por ela eram prova disso. Ela obedeceu ao pedido inconscientemente, deixando que os dedos fossem mais fundo dentro de si, gemendo arrastado quando o toque se tornou gostoso demais para que suportasse calada. Gemeram juntos sem quebrar o contato visual, enquanto a excitação de um alimentava a do outro, em uma forma de prazer até então desconhecida.
— Tira os dedos, agora. – comandou, começando a gostar ainda mais daquela brincadeira, e sorriu largo para o modo como tremeu sob sua voz, mesclando uma contrariedade evidente com um tesão absurdo, enquanto lhe obedecia novamente – Isso, toque onde gosta que eu chupe você… – sugeriu, e deixou escapar um palavrão antes de fazer o que ele pedia, choramingando de prazer ao tocar aquele ponto específico que lançava arrepios por todo o seu corpo, fazendo com que apertasse as pernas, estremecendo de prazer – Abra as pernas, amor. Você quer que eu veja. – continuou, e teve vontade de xingá-lo mas foi calada pelos tremores que o toque combinado de seus dedos causava.
— Cala a boca. – rosnou, mas deixou que as pernas caíssem abertas sobre a cama, voltando a escorregar um dedo para dentro de si, numa imagem tão explícita que foi a
Gostosa. – ele sorriu, levando uma das mãos à nuca apenas para ter o que fazer com elas – Você fica espetacular assim, sabia?
S-sabia. – arfou, concentrando-se em encontrar o ritmo perfeito enquanto sentia aquela conhecida concentração de energia em seu baixo ventre que anunciava um orgasmo nascente. Ela cerrou os olhos, arqueando-se conforme acelerava o movimento dos dedos em si, perseguindo o ápice que desejava tanto, ainda que a ideia de gozar diante de enquanto ele ainda estava completamente vestido a excitasse na mesma proporção em que feria seu orgulho.
— É claro que sabia… É isso que você vê no espelho quando se toca sozinha, não é? – se levantou, contornando a cama lentamente, sem se preocupar em ocultar o volume aparente em seu jeans, pelo contrário, ostentando-o diante dos olhos desejosos da mulher que o queria tanto. mordeu o lábio inferior, grunhindo de raiva e tesão, movida pela risada dele que soava tão longe, agora que ela já se via submersa pelo prazer crescente que se avolumava dentro de si. se sentou ao lado dela na cama, cobrindo a mão de com a sua e encarando no espelho a mesma imagem que ela via, e que os fez estremecer de desejo – Goza pra mim, amor. – pediu, empurrando um de seus dedos junto dos dela uma vez, duas, três, até sorrir sob o gemido rasgado de ao se contrair por inteiro, em um orgasmo que escorreu pelos dedos dele, bem como os dela.
Os dedos de permaneceram nela até que chiasse, tão sensível que o prazer se transformava em dor, e quando os tirou de dentro dela foi para levá-lo à boca, provando seu gosto com uma grunhido de satisfação.
— Sempre uma delícia… – comentou depois de limpar os dedos de qualquer resquício dela, e a mão de o acertou cegamente, porque ela ainda tinha os músculos afetados pelo orgasmo recente para lhe bater de forma decente.
— Você não tem… – ela respirou fundo, voltando a si aos pouquinhos, ainda sentindo na pele a eletricidade de suas terminações nervosas recém excitadas – Não tem nem direito… Eu fiz tudo sozinha. – resmungou, porque a mentira era muito descarada para que a dissesse em voz alta: era ridiculamente claro o poder que a voz e a presença de tinham sobre ela, dando-lhe o que fora, provavelmente, um dos melhores orgasmos de tivera em um bom tempo. Isso tudo sem precisar lhe tocar, o grandíssimo filho da puta.
— Ah, é? – sorriu largamente, cobrindo o corpo dela com o seu e invadindo sua boca com a língua para que partilhassem do gosto do sexo e da luxúria que construíam juntos – Acho que preciso me redimir, então… – a expressão condescendente em seu rosto era feito a calmaria que precede a tormenta, e assistiu com uma expectativa mordente o modo como ele se ajoelhou na cama diante dela, abrindo cada botão da camisa social branca tão lentamente que parecia uma afronta direta. corria os olhos por cada músculo que se revelava aos poucos, desenhando mentalmente as rotas de prazer que marcaria com as unhas no instante em que colocasse as mãos sobre ele, mas os pensamentos inebriados de desejo a distraíram a ponto de só notar que se despira da blusa quando ele já a enrolava em torno de seus punhos, puxando-os acima da cabeça – Quietinha, sim? – o sorriso dele era ainda mais sacana quando enfim deu o primeiro nó na camisa, atando as mãos da mulher à cabeceira da cama.
estremeceu, as pernas se apertando uma à outra involuntariamente porque, ainda que odiasse admitir, aquele era exatamente o tipo de sexo que só era capaz de lhe dar: um em que podia ser tudo, em que se submetia por seu próprio desejo simplesmente porque confiava que ele lhe daria todo o prazer do mundo, e mais ainda. Sempre dava.
— Você sabe que eu tenho coisas específicas pra isso, não sabe? – ela revirou os olhos, esforçando-se para não transparecer o quanto lhe apreciava a ideia de ser rendida a ele daquela forma. De todas as formas – Algemas de verdade. – pontuou, forçando o nó que ele acabara de formar em torno de seus punhos e gostando mais do que deveria de como o tecido com o perfume de parecia ao mesmo tempo suave e firme em sua pele.
— Ah, eu sei. – sorriu, travesso, correndo os olhos até a gaveta onde sabia que ela guardava toda sorte de itens de sex shop – Guarde os brinquedos pros seus garotos, amor… – deitou-se sobre ela novamente, encaixando uma das pernas entre as de enquanto beijava seus lábios de forma delicada, em contraste com o modo como ela se movia contra o tecido grosso do jeans, buscando mais contato – Eu nunca precisei deles, precisei? – continuou, mordendo o lábio inferior da mulher e engolindo o “filho da puta” que ela gemeu em sua boca, apenas para começar uma trilha de beijos por seu colo, tão lentamente que não parecia sentir seu pau doer de tão duro.
Por Deus, no instante em que estivesse dentro dela…
grunhiu com o pensamento, aproveitando-se da voracidade de sua mente para tomar um dos seios de com as mãos enquanto sugava o outro mamilo com tesão. Sem delicadeza, como ela gostava. A mulher mordeu o lábio inferior com força para conter o gemido rasgado que escapou de sua garganta, porque havia poucas coisas no mundo mais bonitas para ela do que lhe dando prazer: as pálpebras ligeiramente fechadas, deixando entrever um lampejo daquela sensualidade travessa que era tão deles; os sons obscenos que escapavam dos lábios dele propositalmente, estimulando cada um de seus sentidos; o toque delicioso de sua língua que sempre lhe dava muito, mas que lhe exigia ainda mais. Queria que gritasse. Que gemesse. Que se entregasse ao prazer por inteiro.
— Você vai se machucar se continuar assim. – ele comentou com falsa comiseração, deixando o mamilo escapar com um barulho divertido. arfou quando ele a segurou contra a cama pelos quadris, impedindo que a mulher continuasse a se mover contra a perna dele, buscando fricção onde já se sentia queimar – Olha a bagunça que você fez aqui… – estalou a língua como se a repreendesse enquanto se ajoelhava, apontando para a mancha mais escura em seu jeans, onde o líquido que escorria dela marcara o tecido.
— Vai se foder. – rosnou, os olhos cintilando de raiva e tesão enquanto o assistia abrir o botão da calça, descendo o zíper para aliviar parte do aperto que se tornava mais insuportável a cada segundo. Não que ele fosse admitir em voz alta, mas ela podia ver e, porra, queria tanto sentir que puxou as mãos do aperto da atadura com violência, desejando colocá-las sobre ele.
— Eu vou te foder, meu amor. – sorriu, olhando na direção dos pulsos dela, que já se avermelhavam em torno das amarras – Primeiro, com a língua. – avisou, enquanto se abaixava entre as pernas dela, correndo dois dedos pela intimidade da mulher sem pressa alguma, apenas para contrariá-la – Depois, com o meu pau. – conclui, antes de enfim beijá-la onde ela mais precisava dele e, porra, fazia aquilo com tanta vontade que era quase como se ele precisasse também.
Se duvidava que algum dia fosse encontrar sexo melhor do que o que tinha com , parte disso se devia àquele oral: quando tinha a língua dele dentro dela, sentia que ápice algum seria suficiente para apaziguar a crescente de desejo que se avolumava dentro dela. E, por Deus, se quando eram dois adolescentes descobrindo um ao outro ele já era bom, anos depois, era espetacular. Não havia nada sobre as reações dela que lhe passasse despercebido, e ele jogava com cada uma delas com maestria, atrasando e antecipando seu orgasmo à sua vontade, extraindo dela sensações que só eram possíveis porque foi junto dele que construiu os moldes de seu prazer.
… – gritou o nome dele quando a língua do rapaz atingiu um ponto específico que quase a fez cair sem aviso da corda bamba em que se equilibrava. Ele grunhiu uma resposta que fez sua língua vibrar dentro dela, e estremeceu, fazendo com que ele a puxasse pelas pernas, devorando-a com mais vontade – , por favor… – pediu, sem saber ao certo o quê, mas ele a conhecia o suficiente para saber o que aquele pedido manhoso desejava: queria ser preenchida. Queria os dedos dele dentro de si enquanto o restante era estimulado por sua língua, tão fluente no idioma dela.
— Hum… – ele fez que pensava, os lábios se repuxando em um sorriso que, molhado do líquido que escorria dela, parecia ainda mais cretino – Não, você já teve muito dos seus dedos por hoje, meu bem. Vai ter que gozar só com a minha língua agora. – concluiu, voltando a beijá-la como se o fizesse na boca: tão gostoso e íntimo que deixou morrer um xingamento para gemer alto, entregue.
sugou seu clitóris até que a mulher estivesse próxima à loucura, os punhos se retorcendo contra as amarras e doendo, tanto, que ela poderia chorar de prazer. E então parou. Deu-lhe alguns segundos de trégua antes de começar a fodê-la com a língua, num presságio do que faria no instante em que estivesse dentro dela. E era delicioso, deixando-a tão próximo do ápice que sentia que poderia agarrar o próprio prazer com os dedos, como se fosse algo concreto – almas parou, mais uma vez, postergando novamente o orgasmo que, ele sabia, tornava-se cada vez mais colossal a cada segundo.
Não, não ainda. Queria lhe dar mais.
Depois de anos, sabia predizer quando gozaria antes mesmo que a própria. Normalmente, uma das mãos estaria em seus cabelos, puxando-os com força enquanto o empurrava contra si. Naquele dia, no entanto, os punhos dela testaram a resistência da camisa de , até que ela se conformasse em rebolar contra os lábios dele impondo seu ritmo, sempre indócil, dona de seu próprio prazer. A respiração dela se tornou mais irregular, e uma inquietação tomou conta de todo o corpo da mulher, fazendo com que ela estremecesse por inteiro. Então ela gemeu… Gemeu o nome dele de uma forma inconfundível, e a partir desse instante não mais se atreveu a parar. Chupou, como sempre fazia, até que se desmanchasse em sua língua, recompensando-o com seu gosto.
— Porra. – ela murmurou, a visão periférica recoberta de pequenos escotomas que lhe davam a certeza de que, ao menos por um instante, visitara outra dimensão. A risada de soou longe demais para que parecesse real, e talvez fosse mesmo obra de sua imaginação. O que não poderia ser dito sobre a pressão que sentiu em sua intimidade poucos segundos depois, quando guiou seu pau até a entrada da garota, tentando-a sem penetrar de fato. – Porra. – entoou, ainda mais arruinada, e dessa vez ele riu alto.
— Você fica linda assim, sabia? – o tom divertido combinava com os olhos repletos daquela malícia gostosa que era tão dele, enquanto examinava cada ponto da mulher debaixo de si: os punhos amarrados sob a cabeça, forçando-se contra o aperto do tecido; os lábios maltratados pelas mordidas; os seios adornados por galáxias arroxeadas que ele pintara com a boca; os olhos cerrados de prazer e expectativa. Era verdade: ali, era a criatura mais bonita em que já colocara os olhos – Quando fica sem palavras… – continuou, esfregando-se com ainda mais afinco antes de enfim se enterrar nela de uma só vez.
Gemeram juntos, o mesmo som desesperado de alívio, porque ainda que soubessem exatamente como era, nunca pareciam se recordar do quão bom era até que ele estivesse dentro dela.
— Porra… É… – arfou, abraçando-o com as pernas para que não ousasse sair dali – Uma… Palavra. – conseguiu dizer, ainda que o modo como ele entrava e saía dela lhe tirasse de órbita, mandando para longe qualquer coerência diante do que pretendia dizer. riu fraco, concentrando-se mais no modo como ela parecia maravilhosa em torno de seu pau, os olhos presos ao ponto em que seus corpos se uniam de forma tão espetacular que ele sentia que poderia gozar só com a imagem que faziam ali.
Começou um ritmo cadenciado, puxando uma das pernas de para seus ombros e deixando beijos e mordidas na panturrilha da mulher enquanto a fodia cada vez mais profundamente. Os gemidos da mulher aos poucos preencheram o ambiente, e isso combinado ao som explícito do choque entre seus corpos, fez com que acelerasse, grunhindo alto quando enlaçou sua cintura com as pernas, apertando-o dentro de si.
— Me solta. – ela pediu, quando as amarras se tornaram um empecilho para a vontade que crescia dentro dela. diminuiu o ritmo de propósito, penetrando-a ainda mais fundo, um sorriso de canto ocupando seus lábios enquanto observava o modo como os seios dela se moviam com cada investida dura. Linda. Absolutamente linda.
— Por que eu faria isso? – perguntou, ondulando os quadris de modo a atingir dentro de pontos que lhe nublavam o bom-senso, transformando-a em uma bagunça desconexa de gemidos.
— Porque eu quero… – ela arfou, deixando escapar um gritinho mais agudo quando a retaliou com uma estocada funda, que a fez estremecer de dor e prazer – Porque eu quero ficar de quatro… Enquanto você me come. – completou, os olhos brilhando de forma vitoriosa quando o rapaz parou o que fazia, perdido em si mesmo por um instante.
não contestou, nem por um segundo. Sorrindo, ele desamarrou seus braços da mulher, acariciando com os polegares a pele marcada de seus pulsos, antes que se colocasse ela mesma com as mãos e os joelhos no colchão, empinando-se na direção do rapaz, rendida por sua própria vontade – e só por ela.
— Você ainda vai me enlouquecer, garota… – o rapaz riu baixo, maneando a cabeça enquanto corria uma das mãos pelas costas de até chegar à bunda, apertando com força e grunhindo baixo quando ela o olhou por sobre o ombro, sorrindo descarada.
Quando a penetrou novamente, não foi como antes: dessa vez não havia a provocação habitual, e sim uma vontade quase animalesca de atingir o ápice. Era bruto, mas dava aos dois exatamente o que queriam: gemia alto, agarrando-se aos lençóis como fazia em sua cintura, enquanto saía dela por inteiro antes de puxá-la novamente para si, fundindo seus corpos em um só.
— Goza pra mim, amor. – a mulher pediu, os cabelos em completo desalinho e os olhos embriagados de prazer, e não havia nada que ela pedisse naquele tom que fosse capaz de negar. Derramou-se dentro dela com um gemido rouco, movimentando-se até que não tivesse mais forças para se manter de joelhos.
Quando enfim se moveu para fora, tinha o corpo pesado pelo esforço e entorpecido pelo êxtase, e desabou ao lado de na cama, de bruços como ela. Permaneceram em silêncio por um alguns instantes, as respirações pesadas ao pouco encontrando um ritmo único. abriu um sorriso preguiçoso, e viu um idêntico surgir nos lábios de : eram bons naquilo, talvez demais para o seu próprio bem.
— Meu Deus, você arruína a minha vida sexual sempre que faz isso. – gemeu, enterrando o rosto no travesseiro, sentindo finalmente cada partezinha de seu corpo que ardia de dor e satisfação.
— Elabore. – riu de canto, virando-se de lado com alguma dificuldade. Céus, precisaria de dois litros de água depois que criasse força nas pernas novamente… Talvez em algumas horas.
— Você é a melhor foda da minha vida, . – constatou o óbvio, sem constrangimentos: era a verdade, afinal, e não havia qualquer dúvida em sua mente quanto a isso, como duvidava que houvesse para ele.
A risada do rapaz soou diferente dessa vez: não como se estivesse longe, mas como se ressoasse dentro dela. trouxe as mãos dela para si, beijando de leve as marcas em seus punhos. Eram feias, mas sarariam rápido. Gostava delas.
— A recíproca é verdadeira. – devolveu, direto como de costume: o que tinham era algo muito particular, e que nem mesmo ansiavam encontrar em ninguém. Tinham um ao outro, afinal. E isso bastava. – A boa notícia é que eu tô sempre aqui pro que precisar. – apertou o nariz da mulher de leve, que se entregou ao carinho com um sorriso – E isso inclui te dar a melhor foda da sua vida. – completou, rindo junto dela, que lhe bateu de leve.
— E se eu precisar de água gelada? – arriscou, forjando sua melhor expressão de inocência o que, obviamente, não passou nem perto de atingir o objetivo – E um banho quente…
— Aproveita e busca pra mim também. – ele riu, deitando-se de costas com as mãos sob a cabeça, adotando a postura preguiçosa que costumava ter sempre depois de uma transa. Maldito.
! – choramingou, ainda que já esperasse por aquilo. Bateu no ombro dele, tentando empurrá-lo da cama – Olha pra mim! Você me deixou roxa! – apelou, colocando os punhos escoriados bem diante do nariz dele, exibindo-os feitos marcas de guerra – Isso vai levar dias pra desaparecer!
— Você gosta, garota, quer enganar quem?! – riu alto da cara de pau de – Pode mandar o quanto quiser nos teus garotos… Nós dois sabemos do que você gosta quando tá comigo. – sorriu sacana, e sentiu seu rosto queimar: podia suportar com prazer que ele a dominasse na cama, mas sentia vontade de matá-lo sempre mencionava isso fora dela. Filho da puta.
Ugh! – bufou, fugindo do assunto e pulando da cama e pegando a camisa arruinada de para se vestir – Você é definitivamente o pior pós sexo da minha vida!
— Você disse a mesma coisa da primeira vez que fizemos isso… – recordou-se com um sorriso nostálgico, vendo a mulher esconder um sorriso gêmeo sob os cabelos: ela também se lembrava – Contanto que eu continue a ser o melhor sexo, meu amor, eu posso sempre te recompensar…

Nota da Autora:
Aiai, o que mais eu posso dizer sobre esses dois, além de que eles são meu casal favorito? Hahahaha
Espero que tenham curtido mais essa aventura desses dois descabeçados, e caso estejam curiosos sobre quem diabos é esse carinha que tá deixando nossa protagonista balançada, a história deles estará disponível em breve, sob o título de HOLIC.
Me contem nos comentários o que acharam! Críticas também são muito bem-vindas!
Um beijo, Belle.