Flirtationship

Sinopse: Sobre melhores amigos, uma tarde livre, licor forte demais e a primeira vez.
Fandom: BTOB
Gênero: Restrita
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito. Pode ser lida com qualquer pessoa.
Beta: Alex Russo
Status: Shortfic


! – a voz vinda do corredor é o suficiente para causar agitação dentro do quarto: em um segundo a garrafa de licor já pela metade é habilmente escondida sob o armário e qualquer rastro de malícia é lavado do rosto dos adolescentes, que pegam os controles do videogame para simular uma partida que na realidade haviam abandonado há algum tempo. A cena é estrategicamente ensaiada para parecer inocente, e o nível de atuação dos dois é tão alto que nem mesmo o álcool correndo em suas veias compromete a postura relaxada e despreocupada que adotam no tapete do quarto: eram, honestamente, dois caras de pau dissimulados.
— O que foi, Joo? – o garoto ergue as sobrancelhas, piscando preguiçosamente assim que a porta se abre, revelando uma mulher alguns anos mais velha que ele. Sua voz soa um tanto arrastada, mas aquilo poderia ser facilmente confundido com a preguiça adolescente ao se dirigir a adultos, por isso passa despercebido. O mesmo não acontece com o fato de Joo ter uma bolsa sobre os ombros, sinal que faz uma animação crescer dentro do irmão: com os pais fora da cidade e a irmã como única responsável em casa, tudo o que ele pode desejar e que ela dê o fora o quanto antes.
— Eu vou sair. – a garota confirma suas suspeitas, varrendo o quarto tipicamente masculino e desarrumado com o olhar. – Vocês vão ficar bem? – pergunta, os olhos postados na garota ao lado do irmão.
— Claro! – os olhos da mais nova se tornam ainda menores quando ela sorri, simpática. – Eu tomo conta dele, Joo. – pisca, e a outra lhe devolve um sorriso.
— Ei, vocês! – abre a boca em protesto pelo complô, mas sua irmã não lhe dá atenção.
— Tem comida na geladeira! , não deixa ele chegar perto do fogão ou é problema na certa. E, por favor, não encham o saco do vizinho com música alta. – recomenda, e basta que o irmão bufe e concorde com um sorriso, o que é o suficiente para que Joo se vire, com um aceno. – Não façam nada que eu não faria, crianças…
— Bom, isso nos deixa com muitas opções… – murmura, com um sorriso enviesado, fazendo graça do “espírito livre” que tem sua irmã. engatinha até o armário e recupera a garrafa, sorrindo para ele enquanto a abre em silêncio, no instante em que a porta da frente finalmente é fechada, e eles se veem sozinhos.
— Você tá me deixando beber sozinha, . – a garota se aproxima dele, sorrindo de canto. – Vamos lá, ou vou achar que você quer me embebedar. – provoca, segurando-o pelo maxilar e tracionando sua cabeça para trás para que ele abra a boca, despejando então uma boa dose do líquido direto em sua garganta.
— Porra, … – o garoto engasga, limpando o canto dos lábios. – Ei, eu não vou cuidar de você se passar mal, já avisei. – o rosto dele é sério enquanto encara a garota que tem os lábios colados à boca da garrafa e só faz olhar para ele de esguelha, em uma cena que torna impossível a ele não rir. Faz mais de uma hora que eles estão virando shots, e já se encontram mais bêbados do que o recomendável para adultos crescidos, que dirá para adolescentes mal saídos do colegial. A bebida é a mais forte que já provaram, mas fora a única coisa que conseguiram surrupiar do bar da família de , e estava servindo ao propósito.
— É claro que você vai. – ela resmunga, assim que termina seu gole com uma careta, jogando-se então sobre o colo dele e cerrando os olhos com um suspiro. – Hummm, música! – ordena, erguendo um dedo no ar, e revira os olhos.
— Folgada… – ele bufa, sorrindo de canto já que ela não pode vê-lo, mas não demora a se levantar, deixando que a cabeça da garota, antes apoiada em suas pernas, caia com um baque surdo no chão
— Ai, idiota! – ela reclama com algum atraso, massageando o couro cabeludo, e volta a olhar para trás, achando estranhamente cômico o delay entre o barulho e o protesto de … Cara, eles definitivamente deveriam parar de beber.
— Ops. – ele sorri, sem qualquer arrependimento, e uma risada lhe escapa quando a garota não se abala e, deitada como está, vira um tanto de licor direto na boca. , por sua vez, não é capaz de manter a expressão fechada: em primeiro lugar, porque a risada de é tão ridiculamente infantil que parece agir como um gás hilariante sobre ela… Em segundo, porque seu sensório já não permite a distinção do que é verdadeiramente cômico para o que é alcoolicamente cômico: naquele momento ela só sabe que ele parece muito engraçado – Que merda você tá fazendo? – ela pergunta, a voz já um tanto pastosa, enquanto rola de bruços no tapete, esticando-se para vê-lo mexer no toca-discos localizado no canto do quarto: aquele é o maior xodó do garoto, e ela não tem ideia de como ele resistiu a não levá-lo consigo para a capital, desde que se mudou. Quando as primeiras notas soam, arranhadas pela agulha, ela sorri: não pode deixar de concordar com ele quando diz que o som parece mais charmoso quando vem dali.
— Tupac. – ela ri, os olhos cativos da forma como ele balança o corpo de olhos fechados, murmurando a letra de ‘Ambition az a Ridah’ acompanhando o flow do rapper que é um de seus preferidos, como ela bem sabe, motivo pelo qual o disco foi seu último presente de aniversário para ele – “My attitude was “fuck it”, cause motherfuckers love it.”document.write(Ilhoon) foram para ela de imediato, subitamente ciente da forma preguiçosa como ela movia as pernas dobradas, ainda de bruços. – Você vai fazer uma música sobre mim quando for famoso? – ela captura os olhos dele com um sorriso arteiro, e o rapaz não contém uma risada, jogando-se ao lado dela no tapete do quarto, as mãos sob a cabeça, focando o teto de um azul desbotado que é uma das coisas que mais fazem com que ele se sinta em casa. O cheiro de , é claro, contribui: são anos de memórias afetivas que incluem aquele quarto, aquele tapete, aquele cheiro, aquela garota.
— Vou. – ele promete, e a garota se vira de lado para vê-lo melhor. Depois de duas semanas se encontrando com ele todos os dias, ela finalmente se acostumou às mudanças que os últimos seis meses sem se verem causaram em sua aparência: definitivamente mais atraente, é esse seu veredicto. – “A minha melhor amiga gostosa”, é como vai se chamar. – ele ri pelo nariz, e se encolhe antes mesmo que a mão dela estale contra seu peitoral, prevendo o tapa.
— Ridículo! – revira os olhos sentindo a mão arder pelo tapa que sai um tanto menos potente do que ela gostaria já que o álcool perturbava sua coordenação. – Dez anos de dedicação e amizade e é isso que eu mereço?
— Foi um elogio, não finge que não gostou. – ele ri baixo, apertando a cintura dela exposta pela camiseta que se enrolou no momento em que ela se virou de lado.
— Eu espero pelo bem da sua vida sexual que você seja mais sutil com as outras garotas, . – ela revira os olhos, deitando-se de costas sem reprimir uma risada, que soa metálica pelo quão afetada pelo álcool está sua garganta.
— E por que é que você está se preocupando com a minha vida sexual? – ele ergue as sobrancelhas, passando uma das pernas sobre as dela, e sorri de canto: o contato não lhe é estranho, já que apesar de não ser o mais afetuoso dos amigos, algum carinho bruto sempre dedicara a ela.
— Porque eu sei o quão insuportável você fica quando está sexualmente frustrado. – ela explica, lembrando-se do verdadeiro porre que ele ficou por algumas semanas logo que terminou um relacionamento com a primeira namorada. – E eu não ‘tô afim de te aguentar.
— Hum, alguém está tão brava que eu poderia achar que é ela quem tá frustrada… – implica, e não contém uma risada, especialmente quando ele se deita por cima dela, largando seu peso sobre a garota a ponto de sufocá-la. Debatendo-se para tentar se livrar do aperto, só o faz se ajeitar melhor sobre ela, ladeando seu quadril com as pernas, com um sorriso preguiçoso preso nos lábios. A respiração de contra o seu rosto faz com que comece a sentir certa inquietação pela forma como se torna ciente de cada parte de seu corpo que toca a dele: aquele é sem dúvidas um grau de contato que nunca tiveram. A forma como ela se aquieta faz com que erga o rosto, apoiando-se nos antebraços. – O que foi, doida? – sorri, usando o apelido que é seu máximo na escala de carinho.
— Sai de cima de mim, , você engordou nesses meses. – ela reclama com uma verdade parcial, já que ele de fato parece mais pesado: a culpa é, no entanto, inteiramente dos músculos que ela é capaz de sentir tão rígidos contra o seu tronco.
— Tem certeza? – o sorriso nos lábios dele é provocativo, mas brincalhão. – Eu posso ajudar. – ele ri, sacana, e revira os olhos, empurrando seus ombros sem qualquer firmeza. Ele não se move nem um centímetro, e ela se dá conta de que não gostaria que ele o tivesse feito.
— Passo. – sorri forçadamente, mas algo ali deve denunciar sua mentira uma vez que, fossem outras as circunstâncias, ela provavelmente aceitaria a proposta. Mas aquele é , seu melhor amigo em toda a vida, que esteve ao seu lado em todas as situações: fosse para segurar seu cabelo para que vomitasse depois da montanha russa – ele vomitou em seguida – ou para apartar a briga que ela tivera por roubar o namoradinho de outra no primário.
— Ah, fala sério, … – ele ri, jogando-se de volta no chão ao lado dela, dando espaço para que a garota volte a respirar compassadamente, obrigada. – Quanto tempo faz, vai? – pergunta, sem qualquer constrangimento, tentando fazer as contas de quanto tempo faz que ela terminou o último namoro. – 4 meses?
— Tente 17 anos. – ri sem humor, e só percebe que aquela confissão deixou seus lábios no instante que a risada de se faz ouvir.
— Cala a boca… – ele ainda ri quando nota que a garota não o corrige. – É sério? – pergunta, e acena positivamente, sentindo-se subitamente envergonhada: mas que merda, ela preferia mil vezes que ele acreditasse que ela já havia dormido com metade dos seus amigos. – Mas com o seu ex, você não… –ele parece confuso, e ri pelo nariz.
— Graças a Deus, não. – ela responde de imediato, e não pode deixar de concordar: ele era mesmo um belo bosta, e seu instinto protetor com relação àquela pestinha se acalma com a nova informação. Que ela dormisse com quem quisesse, mas não com um completo idiota como seu ex namorado.
— Você vai… – ele toca o ombro dela, incerto sobre o que dizer: como diabos tinham chegado àquele assunto mesmo? – Vai encontrar… alguém… legal? – diz, coçando nuca, e demora um segundo para enfim explodir em uma risada pela tentativa cômica de de se solidarizar com a sua virgindade. Ele a segue nas gargalhadas e, antes que se deem conta, suas pernas estão novamente entrelaçadas.
— Meu Deus, … – seca os cantos dos olhos que escorrem de tanto rir, e tenta se sentar, sendo impedida pela forma como a perna do rapaz ainda prende a sua.
— Eu vou te ensinar essa chave de perna, pode ser bem útil pra quando você for virar uma moça e começar a… – ele ironiza, e o tapa da garota em seu peito é tão alto que sua voz vibra antes de cessar em uma risada. O rapaz a segura pelos pulsos e logo está novamente deitado sobre a amiga. – Ahn-ahn, sem agressão… – ele repreende com um sorriso enviesado, e ri pelo nariz, revirando os olhos enquanto tenta encontrar uma posição em que o peso de não a machuque. Logo ela a encontra, e o contato passa a ser mais confortável do que ela crê que deveria achar. – Mas se bem que seu ‘cara legal’ – a voz dele é tão irônica que se arrepende de ter ensinado a ele o que era aquele recurso de linguagem, quando tinham 11 anos. Maldito. – pode gostar de um pouco de brutalidade, às vezes. – a voz dele soa mais baixa que o normal e, no instante em que sente algo dentro dela se acendendo, sabe que está completamente fodida. Não de fato, infelizmente.
— Você gosta? – as palavras escapam de seus lábios, que parecem ser agora o único foco da atenção de , e a forma como os olhos dele brilham com uma malícia promissora faz com que ela não se arrependa em nada de sua pergunta.
— Por que a curiosidade? – o rapaz questiona, e um movimento discreto que faz sobre ela é o suficiente para que perceba que agora há definitivamente algo se anunciando bem entre as pernas dele. Algumas horas antes aquilo provavelmente pareceria completamente deslocado e esquisito, mas agora tudo o que ela consegue sentir é alívio por não ser a única a estar estranhamente excitada com toda a situação: sinceramente, se o objetivo era se foder no final daquilo tudo, que fossem juntos. E da melhor maneira possível.
— Puramente científica. – ela responde, e seus olhos não deixam os dele por um só segundo. sorri de canto e leva uma das mãos até a cintura de , subindo e descendo lentamente enquanto seus lábios vão de encontro ao ouvido dela, murmurando tão próximo à pele que a garota sente o calor de sua respiração e precisa cerrar os olhos para manter o foco.
— Às vezes, eu gosto sim. – ele não dá aviso algum antes de apertar a cintura dela, e solta um gemido sôfrego e tão desesperado que ela tem vontade de se levantar imediatamente e pular da janela. Ou teria, se o contato com a pele quente de não fosse algo que sua mente atordoada pelo álcool estivesse apreciando imensamente no momento. – E pelo que eu te conheço, você vai gostar também. – a voz dele se torna progressivamente mais baixa, e após a última palavra seus lábios tocam a pele sensível do pescoço da garota, que se arrepia dos pés à cabeça.
Fuck, é isso: ela está sendo fodidamente excitada por seu melhor amigo, e naquele momento a ideia de experimentar tudo o que narra tentadoramente ao seu ouvido lhe parece a mais natural do planeta. Sem raciocinar plenamente, a garota dobra as pernas para que estas abracem o quadril do rapaz, trazendo-o para ainda mais perto, a fim de aliviar de alguma forma o formigamento que começa a se formar em sua intimidade. Quando ela passa a se mover lentamente contra ele, os olhos ainda presos aos seus, o garoto cerra as mãos e trava o maxilar, certo que estão prestes a cruzar um limite depois do qual parar será uma tarefa árdua.
… – ele alerta, mas a mão da garota buscando seus cabelos e a forma como os olhos dela não saem de seus lábios não deixa espaço para dúvidas quanto ao que virá a seguir. Antes que ela tenha tempo de agir, se abaixa sobre a garota, deixando que seus lábios se encontrem como forma de experimentação. Um instante depois, contudo, os lábios de se partem para lhe dar passagem e, quando suas línguas se chocam, gemidos idênticos lhes escapam. Em um instante os dois são uma completa bagunça de mãos desesperadas e arfares desinibidos, tocando-se e se experimentando de uma forma completamente singular. Por um breve momento, largam-se a fim de respirar, e naquele espaço de tempo um lampejo de consciência faz com que ambos se deem conta do que estão fazendo. A aflição em seus estômagos é compartilhada, mas agora se traduz em uma excitação crescente que logo os deixa às gargalhadas.
— Porra, garota… – respira fundo, controlando o riso que parece tão frouxo naquele momento, e encosta a testa à dela. –Olha o que você fez comigo. – reclama, e não precisa de muito para saber a que ele se refere, já que o sente completamente duro contra a face interna de sua coxa.
A respiração dele é pesada e lhe arrepia sem que ele precise ao menos tocá-la: merda, a quem ela quer enganar? Ela quer aquilo desesperadamente…
— Você é um cara legal, . – murmura, orando aos céus que ele entenda o recado e não a faça pedir. Quando ele paira sobre ela, seus olhos questionadores inspecionam seu rosto cuidadosamente em busca de um vacilo que denuncie que ela não tem certeza do que acaba de sugerir. Ela tem. De todos os caras no mundo, quem poderia preencher melhor o papel de protagonista daquele capítulo de sua vida, senão seu melhor amigo? Ainda que não haja qualquer interesse romântico entre eles, existe amor. sustenta o olhar dele de forma impetuosa, e um sorriso se anuncia no canto dos lábios de assim que ela passa em seu teste – Não faz com que eu me arrependa disso. – ela murmura seu único pedido, um segundo antes de os lábios dele estarem novamente sobre os seus, dessa vez ditando um ritmo mais intenso, em um beijo que não envolve apenas suas bocas, mas mãos que vagam sem rumo por seus corpos tão conhecidos e ainda assim completos estranhos, pernas que se enrolam buscando ocupar o mesmo espaço e partes do corpo que se descobrem mutuamente, aprendendo quanto prazer são capazes de produzir ao mais breve contato.
— Você não vai se arrepender… – ele sussurra entre seus lábios, e recebe a promessa com um sorriso.
Ela sabe, em seu coração, que ele nunca a desapontaria.
O toque de é curiosamente mais gentil do que teria imaginado, e quando as mãos dele avançam sob sua camiseta, a garota sente cada poro se arrepiar ao calor de seus dedos. Ela suspira, desgrudando os lábios dos dele a fim de respirar, e o outro aproveita a deixa para explorar seu pescoço: ele deixa beijos úmidos por toda a extensão de sua clavícula, e enterra uma das mãos entre os cabelos macios da morena que se deixa levar pelo quão instigantes os lábios dele parecem quando a tocam com tanta intimidade. Céus, aquilo explica o porquê de ele ter uma fila de meninas que dariam tudo pra estar exatamente na sua posição agora…
Antes que ela possa se preparar, quebra o contato de seus corpos, deixando-a presa em uma inspiração: ele se senta, e trás o corpo dela consigo sem dificuldade.
Então se põe de pé, estendendo uma mão para a garota que, entorpecida pelo momento, não a aceita de pronto.
— Você quer que a sua primeira vez seja no chão, garota? – ele revira os olhos, e ri baixo, aceitando a ajuda para se erguer. Na realidade, ela estava demasiadamente preenchida de adrenalina e prazer para se importar.
Assim que ela se coloca de pé, volta a se ocupar de seus lábios, segurando seus cabelos como – ele acabava de descobrir – era sua forma favorita. Apesar de ansiosos e quase desajeitados, seus lábios não tardam a descobrir um ritmo próprio que funciona surpreendentemente bem, e em pouco tempo a temperatura entre eles parece quente o suficiente para que a blusa da garota encontre seu caminho até o chão.
— Puta que pariu, . – os olhos de estão presos na forma como os seios dela parecem irretocáveis cobertos pelo sutiã, numa imagem que ele não sabia se seria capaz de afastar da mente tão cedo. – Você esconde isso, é sério? Se eu fosse mulher ia sair com…
revira os olhos, satisfeita com a apreciação, mas o cala, mordendo o lábio inferior dele, enquanto passa a língua por ali divertidamente como forma de provocação. Funciona, já que no instante seguinte as mãos de estão em sua cintura, dedilhando suas costas até encontrarem o fecho do sutiã. sente um frio excitante no estômago: já estivera de sutiã na frente de um garoto antes, mas aquela será a primeira vez que se verá nua diante de alguém do sexo oposto. desata o fecho com uma habilidade que a deixa curiosa acerca do quão experientes são aquelas mãos, mas ela não tem tempo suficiente para amadurecer o pensamento porque no instante seguinte seus seios tocam o tecido da camiseta de , e ela arfa contra a curva do pescoço dele pela nova sensação que não é nada perto do que sente quando uma das mãos de deixa sua cintura e engloba seu seio com firmeza, deixando que o polegar brinque por ali, fazendo suas pernas fraquejarem vergonhosamente.
Ela geme baixinho, e sorri: ele deseja com todas as suas forças que aquilo seja bom para ela. No mínimo, tão bom quanto está sendo para ele.
— Gosta? – murmura, e concorda com a cabeça, mordendo o lábio inferior de modo a calar um novo gemido. sorri de canto, não porque vê-la daquela forma satisfaça ao seu ego: honestamente, o que ele quer é que ela esteja excitada para que a experiência seja a melhor possível.
Ele a beija mais uma vez, e os dois cambaleiam até a cama, parando quando sente a parte de trás dos joelhos tocando o colchão: é isso, ela sabe… O garoto curva seu corpo sobre o dela até que se deite, e os dois se encaram por um momento em que tudo parece suspenso: os olhos dele capturam a beleza da garota e a forma como ela parece dolorosamente excitante com o tronco nu entre seus travesseiros, enquanto ela aprecia o modo como o olhar dele corre por seu corpo com tanto desejo.
Por Deus, ela parece pronta para entrar em combustão!
deixa que suas mãos explorem as costas de , aventurando-se por cada músculo que se destaca e retesa ao seu toque, os olhos dele sustentando os dela durante todo o tempo, e quando corre as mãos pelo abdômen dele, contornando as entradas com as unhas, cerra os olhos e trava o maxilar, fazendo com que a garota sorria por sua pequena vitória.
— Você dormiu durante as aulas de história? – ela murmura, deslizando a barra da camiseta dele para cima. – Direitos iguais, … – pisca, e o rapaz não contém uma risada baixa quando se senta sobre ela apenas para puxar a camisa sobre a cabeça, num gesto que acha tão sexy que parece injusto.
— Feliz? – ele pergunta, deitando-se sobre ela novamente e tem todo o seu foco voltado para a forma como a pele dele parece quente em contato com a sua, subitamente ciente da forma como a perna dele entre as suas estimula seu centro, fazendo com que agarre os lençóis para conter a vontade de se mexer contra ele, gerando o atrito que lhe parece dolorosamente necessário.
— Eu não acho que essa seja bem a palavra. – ela consegue murmurar, e o corpo de estremece em uma risada baixa, fazendo com que logo ela ceda e ria também.
Eles se encaram por um momento, sorrisos idênticos brincando em seus olhos arteiros: é como se aquilo fosse apenas mais uma das peças que sempre pregaram juntos. Mais uma prova de como sabem se divertir juntos. desce o rosto e quando seus lábios tocam o vale entre os seios dela, fecha os joelhos em torno da perna dele, suspirando pela pressão que sente em seu centro que já parece formigar por atenção.
— Se não está “feliz”… – ele sussurra, erguendo os olhos para ela com os lábios pairando sobre seu seio direito, tão perto que ela cogita erguer o tronco e fazer com que lhe toque de uma vez. – Tensa? – sopra, consciente da forma como a pele de se arrepia ao calor de sua respiração.
Ela arqueja, cerrando os olhos e jogando a cabeça para trás, e não consegue prolongar mais o momento: captura o mamilo com os lábios, sentindo seu membro pulsar com o gemido sofrido que escapa dos lábios dela. O corpo de se arqueia e a respiração dela se torna superficial conforme ele passa a circundar com a língua aquele botão tão sensível. Cara, seu único desejo é nunca se esquecer da forma como ela parece absurdamente incrível por aquele ângulo.
… – ela geme, sôfrega, e ele pode jurar que seu nome nunca pareceu tão sensual nos lábios de alguém – Por favor… – pede, ainda que sua vontade seja de gritar um mal educado “ANDA LOGO!”.
Talvez ela acabe por fazer isso até o final de toda a coisa, se ele continuar a torturá-la daquela forma.
— Hum… – ele sorri, finalmente liberando seu mamilo com um som que, fossem outras as circunstâncias, faria rir – Tensa, não… Impaciente. – sentencia, começando a descer beijos pela barriga da garota, seus dedos já tocando a barra do jeans que ela veste, não vendo a hora de se livrar daquilo. grunhe em frustração, e abre a calça dela, beijando de leve a calcinha azul bebê que ela usa, com um sorriso – Awn, que gracinha… – não contém a piada, e o tapa que vem em sua cabeça não é surpresa. ri, apoiando-se nos cotovelos para assisti-lo, e de alguma forma sabe que ele faz aquilo com o intuito de fazer com que ela relaxe.
Bem, está funcionando.
— Se vai demorar tanto, é melhor que eu resolva isso sozinha… – ergue o canto dos lábios, observando o modo intencionalmente lento como ele puxa seu jeans para baixo. Deus, como as pessoas conseguiam lidar tanta expectativa?
Se dependesse dela, as preliminares durariam cinco segundos.
Ou era o que pensava até abaixar sua calcinha de uma só vez, deixando que seus lábios tocassem com uma delicadeza quase desesperadora o ponto encharcado entre suas pernas. Num primeiro momento, ele não se move, e o simples calor de seus lábios faz com que gema baixo, movendo os quadris uma vez e sendo logo impedida por ele, que a segura contra a cama. Então ela sente: a língua dele é quente e quando se anuncia entre sua intimidade, de baixo para cima e tão lentamente que ela pode senti-lo estimular cada minúsculo ponto de prazer que existe ali, o som de escorre de seus lábios é de puro desejo. enfim alcança seu clitóris, e a forma como suga aquele ponto em específico faz com que tenha sua primeira interpretação do que é ver estrelas – se aquilo é sexo, então ela pode compreender perfeitamente o porquê de as pessoas condenarem algo que parecia tão, tão bom.
— Tem certeza que quer fazer isso sozinha? – quebra o contato pela primeira vez e choraminga de frustração, fazendo com que o garoto sorria, plantando beijos breves na face interna de suas coxas, apenas para provocá-la – Você sabe o que dizem sobre a língua dos rappers, não sabe? – arqueia uma sobrancelha, e estremece com uma risada apesar do tesão imenso que faz com que seu corpo inteiro pareça eletrizado.
se junta a ela na risada, mas um segundo depois tem o rosto de volta entre as pernas dela, beijando-a com uma fome que faz a gargalhada de se transformar em um arfar desesperado enquanto ela corre os dedos por seus cabelos, puxando-o mais para perto, controlando ali a forma exata como quer sentir a língua dele arrancando seu prazer. Cada gota que escorre da garota faz com que sinta uma fisgada dolorosa de desejo: ele não vê a hora de sentir de fato o que toda aquela excitação vai provocar no momento em que finalmente deslizar para dentro dela.
xinga baixinho quando ele deixa que sua língua entra e saia dela devagar, anunciando o que está por vir. A garota entende o que ele sugere com os movimentos, a expectativa que cresce em seu interior torna tudo mais excitante: a língua de massageando a região mais sensível de seu corpo, seu toque lhe causando arrepios… Ela morde os lábios quando começa a sentir que toda a energia em seu corpo se concentra bem ali, onde ele a toca, esquentando sua intimidade até que ela se sinta à beira da ebulição.
Aos poucos a sensação se intensifica, elevando-a degrau a degrau ao ápice, até que ela se dê conta de que está tão alto que o único caminho possível é para baixo: lançar-se em queda livre. E ela cai.
Seu corpo inteiro estremece em espasmos descoordenados que não parecem nem de longe tão sensuais quanto os da TV, mas ela sinceramente não consegue pensar naquilo: sua mente flutua e sua pele se arrepia enquanto a beija mais delicadamente, agora, limpando toda a bagunça que fez por ali. Aquilo não é comparável ao que ela conseguia sozinha, debaixo das cobertas, com seus dedos e nada mais: o que fez com ela é glória, êxtase, troca… É a merda do paraíso estúpido com estrelas caindo por todos os lados, tal qual os livros prometem. Ou melhor.
nem mesmo percebe quando ele se livra das roupas, e sinceramente não se importa quando sente a ereção do rapaz tocando suas pernas, denunciando que ela perdera a chance de exigir por um striptease. Na condição em que se encontra, tudo o que ela quer é… Algo. Algo que prolongue aquela sensação de prazer e plenitude que ela tem correndo por seu corpo naquele momento. Algo que ela não tem certeza, mas que desconfia que seja exatamente o que tem entre as pernas. É como se toda a coisa fosse planejada para levar ao ato em si: ele a carregou até o êxtase e, depois disso, tão vazia com a quebra do contato, tudo o que pode desejar, ainda que não faça ideia de como aquilo parecerá, é ele. Dentro dela. Preenchendo-a de forma a fazê-la trilhar novamente aquele caminho de prazer que lhe apresentara.
— ‘Tá tudo bem? – ele pergunta, passando o nariz carinhosamente pela mandíbula da garota, depois de pegar uma camisinha no criado mudo.
— Defina “bem”… – consegue murmurar, ainda entorpecida pelo próprio prazer, e o riso de soa tão claro e vívido que não parece um som, mas algo que ela poderia capturar com os dedos.
— Você tem certeza que quer isso, ? – ele pergunta, afastando os cabelos dela do rosto e encarando-a com tanto carinho e com uma tranquilidade que fazem com que a garota prenda a respiração, grata por sua escolha de estar ali. Com ele.
Olhando nos olhos de , ela tem a mais absoluta certeza de que ele pararia caso ela pedisse. Que não se chatearia. Que não acharia que ela lhe deve qualquer coisa por terem chegado até ali. E é exatamente por isso que ela não tem dúvidas de que é ele o cara certo. Porque sexo não é sobre amor, ela percebe. É sobre confiança. Troca. Cumplicidade.
— Mais do que nunca. – sorri, enfim, puxando o rosto dele para que seus lábios se encontrem em um beijo que não tem a avidez dos primeiros, mas que encontra um ritmo próprio para abrir as portas ao que estão prestes a fazer. se afasta apenas por tempo o suficiente para colocar o preservativo, e quando retorna para perto dela, posiciona-se em sua entrada, movendo seu membro de cima para baixo a fim de que ela se acostume com a ideia de tê-lo ali.
— Se doer muito nós podemos parar, ok? – ele tira os olhos da visão excitante que é estar ali, tão próximo de se ver dentro dela, apenas para encontrar os olhos de , que parecem refletir um misto de ansiedade e expectativa.
Por Deus, ela é tão linda…
— Só… – ela respira fundo, tirando os olhos dele para focar o ponto de contato entre seus corpos, excitada pela cena e por todas as sensações que o toque de em sua intimidade é capaz de provocar – Só vamos logo com isso. – pede, e ele estremece em uma risada baixa, deitando sobre o corpo de e cobrindo os lábios dela com os seus antes de investir pela primeira vez contra a entrada tão incrivelmente quente e apertada da garota, centímetro a centímetro, sentindo os dentes dela se enterrarem em seu ombro provocando uma dor que não é nada perto do que ela provavelmente sente. Quando sente que já avançou o suficiente para vencer a resistência inicial, ele para, esperando que a respiração da garota se torne mais compassada conforme beija seu queixo, nariz, boca, e segue a linha da mandíbula até o ouvido.
— Vai ficar tudo bem, ok? – sussurra, deixando um beijo leve no pescoço dela em seguida, sorrindo para a forma como ela estremece. – Só relaxa… – completa, e a aquilo por si só já faz com que ela passe a dar menos atenção à fisgada dolorosa que sente em sua intimidade, soltando os dentes da pele dele e buscando seus lábios para um beijo. A língua de é quente e instigante quando toca a sua, e precisa se conter para não terminar de se enterrar nela, atendendo ao que seu corpo implora por fazer ao senti-la tão apertada contra seu membro, estimulando-o de forma surreal. Ele não precisa se segurar por muito tempo, no entanto, já que logo para o beijo, mordendo seu lábio inferior de um modo que lança arrepios por sua espinha.
— Vem… – o pedido dela é quase ronronado, e não espera que ela peça uma segunda vez: desliza com cuidado, até que esteja tão inteiramente dentro dela que sente seus corpos se chocam. Um gemido de prazer escapa de seus lábios ao mesmo tempo em que grunhe com algo entre dor e tesão. No instante seguinte as pernas dela se abrem mais, como que por instinto, e entende o convite para enfim começar a se mover dentro dela, por ela. prende a respiração por um momento mas logo um gemido lhe escapa, e então que toda a coisa acontece: é bagunçado, dolorido e por vezes incômodo. Mas também excitante, delicioso e, por Deus, absolutamente memorável.
A cada segundo, a balança entre a dor e o prazer pesa mais para o lado da satisfação, e não esconde isso enquanto geme, arranhando suas costas e segurando os cabelos de conforme ele ganha ritmo em suas investidas. Os beijos que ele distribui por seus lábios, pescoço e colo aos poucos se tornam mais afoitos e descoordenados, e percebe com alívio que ele já não está tão preocupado com ela, como se ela fosse quebrar ao menor toque: agora ele é um homem, e a vê como mulher. Quando ele se ajoelha na cama, mantendo as pernas dela em torno de sua cintura, a garota tem provavelmente a visão mais excitante de toda a sua vida: os olhos dele fitam com desejo explícito a imagem de seu membro invadindo a intimidade dela lentamente e ele coloca um dos dedos na boca, antes de usá-lo para estimular seu clitóris de uma maneira que faz com que o seu corpo se contraia por inteiro, a ponto de fazê-la questionar se as pessoas não podiam realmente morrer de tanto prazer.
— Puta que pariu… – cerra os olhos, jogando a cabeça para trás, numa tentativa desesperada de não gozar já que a visão privilegiada que ele tem somada à forma como ela se contrai em torno dele fazem com que aquilo seja uma tarefa árdua. – Você vai me matar, garota. – sussurra, e consegue abrir um sorriso. Pelo menos ela não era a única a pensar naquilo. se deita sobre ela novamente, mas mantém uma das mãos entre seus corpos, nunca parando de estimulá-la: geme e se contorce, morde os próprios lábios e então os lábios dele, suspira para em seguida prender a respiração, vai ao céu, perde o chão e, quando se dá conta, está prestes a se jogar novamente naquela turbulência de prazer e êxtase.
, eu vou… – ela geme, cravando as unhas na base das costas dele. – Oh, meu Deus, eu vou…
— Goza pra mim, … – ele implora em seu ouvido, e a fricção de seus dedos a atinge de forma tão intensa que a garota não precisa de um segundo estímulo para enfim sentir seu corpo inteiro contraído antes de amolecer por completo nos braços dele, entregue, exausta, e ridiculamente feliz. se move mais algumas vezes dentro dela, e a esse ponto a garota tem os sentidos tão nublados que só percebe que ele também atinge o ápice quando finalmente cede sobre ela, um gemido rouco escapando de seus lábios e marcando permanentemente a memória de como um dos sons que ela mais gostaria de ouvir em toda a vida.
Os dois ficam em silêncio por alguns segundos, tentando coordenar novamente suas respirações, e é o primeiro a se mover, saindo de dentro dela e beijando sua testa uma vez antes de ir até o banheiro se livrar do preservativo. Quando ele retorna para a cama, já abriu espaço para que se deite ao lado dela, e ele o faz, enlaçando a cintura da garota e deixando que seu coração volte a recobrar o ritmo enquanto acaricia de leve a pele dela.
— Até que você é bem bom nisso. – a voz de é baixinha, mas pode perceber o sorriso no tom dela, ainda que não veja seu rosto.
Ele ri ruidosamente, beijando os cabelos da menina e a puxando para se sentar.
— Você vai chegar lá. – brinca, e o tapa de não o atinge porque ele pula da cama, um sorriso arteiro nos lábios.
— Filho da mãe! – joga nele o travesseiro e, ainda que tente conter um sorriso, falha miseravelmente.
— Eu tô brincando… – ri, jogando o travesseiro de volta para a cama. – Você vai ser um perigo, garota, coitado de quem vier daqui pra frente. – comenta, e é a vez de soltar uma risada gostosa. – Vem pro banho, anda. – estende uma mão para ela, e a garota a aceita, colocando-se de pé e o abraçando por trás.
— Eu te amo. – murmura, beijando de leve a região entre suas escápulas. sorri, e trás as mãos dela juntas até seus lábios, beijando-as também.
— Eu sei. – solta, e precisa correr até o chuveiro a fim de não apanhar. Mais uma vez.

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—Você tá bem? – pergunta, uma das mãos correndo distraidamente pelos cabelos de espalhados sobre seu peito. A respiração da garota é compassada, e ele quase acha que ela já adormeceu, já que o silêncio não é algo tão comum a sua personalidade expansiva.
— Essa sua versão preocupada é muito engraçada, . – se apóia em um dos cotovelos e ela aperta o nariz dele com dois dedos, fazendo o rapaz franzir o cenho, divertido. não é um completo insensível, mas também não pode ser tido como o mais delicado dos homens, por isso a surpresa da garota com o quão cuidadoso é absolutamente paciente ele tinha se mostrado naquele momento. – Estou. – sorri, voltando a encostar a bochecha sobre a pele quente dele. – Só dolorida… – confessa baixinho, os dedos traçando padrões desconexos pelo abdômen do garoto. O peito de estremece em um riso satisfeito, e a menina bufa, apoiando-se sobre um dos cotovelos para que ele tenha a visão dela revirando os olhos teatralmente. – Eu obviamente tinha te subestimado, ok? – dá de ombros, sorrindo com desdém. – Só por isso disse que era uma boa ideia fazermos isso.
— Ah, só por isso, é?! – reprime um sorriso e ergue uma das sobrancelhas para ela, cobrindo o corpo de com o seu.
— Única e exclusivamente. – sustenta o olhar dele, com um sorriso de canto nos lábios – Ou você acha que transar contigo numa quarta feira à tarde estava na minha “to do list”? – eles se encaram por alguns segundos antes de explodirem em uma risada, e tomba o corpo para o lado porque, assim como para ela, o contato de seus corpos nus começa a lhe parecer algo deslocado agora que a onda mais intensa de desejo já se encontra mansa, e suas brincadeiras retomam o tom implicante e divertido de sempre. São amigos, afinal.
— É melhor você riscar isso da sua listinha. – ele provoca, e a garota revira os olhos com um riso baixo, esticando um dos braços para pegar uma camiseta no chão, já que eles já haviam compartilhado de nudez o suficiente para um dia. Ou uma vida. – Confessa, quando eu for famoso você vai contar pras pessoas que eu fui seu primeiro. – o sorriso confiante nos lábios dele faz a garota rir, antes de se afundar de volta nos travesseiros, empurrando o rosto dele num carinho disfarçado de retaliação.
— Você nunca vai parar de me encher com isso, né? – ela pergunta, e o modo como sorri é sua resposta: nem um milhão de anos. – Argh, como eu te odeio! – ela bufa, cruzando os braços com um sorrisinho.
— Nem se você quisesse, meu bem. – se espreguiça, com uma risada. As pálpebras dele pesam e tudo o que ele deseja é dormir, depois do rumo tão atípico e prazeroso que sua tarde tomara. A companhia de durante o sono também não seria uma má ideia.
— Deus, seu ego ainda vai me sufocar qualquer dia… – a garota protesta, e os dois sorriem como sempre que entravam naquela discussão. – Eu tô com uma fome… – geme, quando seu estômago ronca audivelmente. Seus olhos pousam sobre e ela pisca de forma quase angelical, esperando que ele dê solução àquele problema, como fizera com o que ela tinha mais cedo. – ! – bate de leve no ombro do garoto que, ela sabe, apenas se faz de bobo enquanto encara o teto.
— O que é? – ele vira o rosto para ela, com olhos sorridentes. – Use essas perninhas muito bem torneadas pra ir até a cozinha. – completa, divertindo-se com o modo como a boca dela se abre em indignação.
— Você me fez sangrar, seu idiota! Podia pelo menos pegar comida pra mim agora… – ela exclama dramaticamente, e naquele momento tem certeza de que aquele será um argumento recorrente em suas discussões futuras. – Foi sangue de verdade! São as minhas hemácias escorrendo e…
— Meu Deus, como você é dramática! – ele gargalha, virando-se de lado para deixar claro que nem mesmo o showzinho fará com que se levante. A realidade é que ele buscaria o lanche para ela, mas ver a amiga se mordendo de indignação é muito mais divertido.
, você é oficialmente o pior pós-sexo da minha vida. – ela suspira, levantando-se da cama de uma vez só, desviando das roupas enquanto rebola até a porta.
— Considerando que sou o único da lista, isso me deixa em primeiro, querida… – ele ri sozinho, e a menina torce para que ele não tenha percebido que ela também deixa escapar um sorriso. – Trás Coca pra mim! – grita.
— Vai se foder! – grita de volta, e o garoto não contém uma gargalhada.
— Sempre tão delicada… – murmura, um sorriso preso ao canto dos lábios, antes de encher os pulmões para gritar – Também te amo, doida!

NOTA DA AUTORA:
AAAAA O que dizer desse casal que é absolutamente tudo pra mim?
Eu acho que vocês não fazem nem ideia do amor que eu tenho por eles. É sério. Esses dois vieram do nada, roubaram meu coração, me deixaram aqui sonhando com um amor feito esse! Que não precisa ser romântico, mas que seja assim tão leve, tão gostoso, tão saudável. ❤
Me contem aqui embaixo nos comentários o que acharam dessa duplinha dinâmica! Eu vou adorar saber!
Beijinhos, Belle!