Golden Tattooo

Golden Tattooo

  • Por: Queen B.
  • Categoria: Kpop | Restritas
  • Palavras: 8437
  • Visualizações: 237

Sinopse:Longe de casa, vocês podiam fingir que tudo era diferente. Você podia fingir que era corajosa e, de fato, ser. Podia ter o melhor fim de semana de todos.
Gênero: Romance
Classificação: +18
Fandom: Seventeen
Restrição: –
Beta: Alex Russo

 

“I’m spilling wine in the bathtub, you kiss my face and we’re both drunk
Everyone thinks that they know us, but they know nothing about”

 

Just say you feel the way that I feel, I’m feeling sexual, so we should be sexual; Just say you feel the way that I feel, I’m feeling sexual, so we should be sexual e cantavam juntos no banco de trás da SUV que dirigia, apertados no meio, ignorando as reclamações de e toda vez que tentavam dançar junto com a música, apertando ao outros dois ainda mais por consequência.
— Ih, começou… — resmungou, fazendo menção de abaixar o volume do rádio, muito mais por implicância que por qualquer coisa, sendo, no entanto, estapeado pela namorada antes que realmente o fizesse. Olhou feio para por isso e ela, sem se intimidar, retribuiu o olhar.
— Deixa os dois. — sibilou baixinho, apontando com a cabeça para o casal. Agora, apenas estralava os dedos e dançava, enquanto cantava sozinho, fazendo graça e apontando pra ela como se fosse uma serenata:
You got something that I ain’t seen before, you’ve opened a million doors. All I can say is I adore you, you got something that I ain’t seen before. Hold me ‘cause baby, I’m yours, Oh, I can’t wait until we get home — quando ele terminou a estrofe, sorriu e apontou pra ele, meio que devolvendo a serenata ao acompanhar sozinha a música que tocava no rádio do carro:
You are, you are, you are, you are, you are sorriu, arrancando um sorriso ainda maior do mais alto, que lhe observava com o olhar repleto de carinho — Everything that I dreamed of, now we can paint a picture. You are, you are, you are, you are, you are… Making my life much greener, so I want to say…
Just say you feel the way that I feel, I’m feeling sexual, so we should be sexual; Just say you feel the way that I feel, I’m feeling sexual, so we should be sexual cantou o refrão junto com a garota em seguida, e teriam continuado, se divertindo em cantar juntos a música que tanto gostavam, no entanto, o rádio desligou no instante em que estacionou o carro ao lado da bomba de gasolina, retirando a chave da ignição.
O mais velho ignorou com maestria as reclamações dos dois, passando a chave do carro para e se pronunciando, como se eles não houvessem dito coisa alguma, quando terminaram:
— Vamos à loja de conveniência pegar cerveja, vocês querem alguma coisa? — perguntou as garotas, e fez que não, com o saquinho que trouxera da vendinha ao lado de casa abastecido com tudo que precisava – ou seja: doces para um inverno inteiro –. , no entanto, assentiu.
— Vinho! Eles sempre cobram caro demais nos hotéis. — murmurou e concordou com a cabeça em seguida, saindo do carro e abrindo a porta de , chamando ele e para lhe seguirem.
— Vou abastecer. — avisou em seguida, saindo do carro também e e , sozinhas, se entreolharam. fez menção de tentar roubar um doce do saco no colo da outra, e recebeu um rosnado por isso, com simultaneamente puxando a sacola para perto de si, impedindo que enfiasse a mão lá.
rolou os olhos.
— Chata.
A amiga apenas lhe estendeu a língua em resposta. e eram amigas desde a quinta, talvez a sexta série. Nenhuma das duas lembrava com clareza aquela altura, visto que parecia, inclusive, muito mais tempo. viera depois, no inicio do ensino médio das garotas, trazendo junto , seu namorado, e , irmão mais novo do outro. fora o último que conheceram, quando já eram todos adultos – ou algo assim – na faculdade. Ele e dividiam o dormitório, e acabaram se dando muito bem, de modo que, quando se formaram, mantiveram contato e agora, cerca de três, quase quatro anos depois, mesmo lidando com problemas de adulto, empregos, promoções e relacionamentos amorosos, os seis ainda encontravam uns nos outros o conforto de uma boa dose de risadas e companheirismo.
, não me deixa pegar doce — denunciou assim que , a mais velha das três, voltou para dentro do carro para esperar os garotos. não sabia, mas aquele fim de semana seria um ponto decisivo pra sua vida – e honestamente para a vida das outras duas também, só por estarem conseguindo guardar o segredo de –. A verdade, afinal, era que estavam indo a praia passar o feriado não por que sugerira e simplesmente gostaram da ideia, mas porque tinha planos, planos decisivos, de fato: se tudo desse certo, terminaria com um anel no dedo anelar e uma revira-volta inesquecível em sua vida, noiva de . Seria, tipo, o marco literal do inicio do resto de sua vida.
— Fica tranquila, provavelmente vai querer trazer alguma coisa pra você lá da lojinha. — retrucou simplesmente, sorrindo esperta. , sem perder tempo, assentiu, virando-se de lado no banco para encarar :
— Se bem que, se essa cantoria toda não foi o suficiente pra ela, eu não gastaria um tostão com doce. — retrucou, fazendo a mais nova revirar os olhos.
— Parem com isso — resmungou — Só estávamos tentando tornar a viagem mais animada, sabe. Vocês nem quiseram jogar nada.
No fundo, sabia que aquela não era uma mentirinha tão ingênua assim. Uma parte da garota até queria acreditar no que dizia, mas ela sabia, e muito bem, que não funcionava assim. Ela estava tão dolorosamente ciente dos sentimentos de por ela quanto dos que ela mesma tinha pelo amigo de longa data. O problema, no entanto, era que nada era simples para , não se tratando de relacionamentos amorosos. Ela podia se ver com , de verdade, podia imaginar passar o resto da vida com ele, e seriam felizes, ela se sentiria segura e tudo seria bom, mas… Ela também podia imaginar, com clareza demais, o fim. Porque já presenciara fins demais, despedidas às vezes brutais demais e terminara daquele jeito, ridiculamente disfuncional, a ponto de não conseguir sequer tomar nenhuma atitude além de fingir demência quando notava que o garoto que gostava também gostava dela.
Honestamente, era uma droga.
… — murmurou, segurando o riso. Sabia que aquele assunto era delicado para a mais nova, mas não podia evitar achar um pouco de graça em toda a situação. Era tão óbvio o quanto gostava dela e, mais ainda, que ele nunca, nem em um milhão de anos faria algo para machucá-la. — Vocês estavam cantando sobre se adorar e coisa e tal. E o jeito que ele tava olhando pra você… Não era o jeito que um cara olha pra uma garota que é só uma amiga. — murmurou, delicada. E delicadeza nem era o forte de , poucas pessoas – e , em especial – despertavam aquele lado dela.
coçou a nuca, desviando o olhar para as próprias pernas, sentindo aquele friozinho, especifico demais, no estômago. Já devia estar acostumada aquilo aquela altura, a sensação sempre lhe acometia ridiculamente quando falava de , mas o pior de tudo era que o tal efeito só tornava as coisas ainda piores. O medo que sentia, de tudo a respeito daquilo, da possibilidade que ela e representavam, juntos, só aumentava quando seu estômago gelava daquele jeito, e chegava a ser irônico que outras pessoas julgassem tão gostoso, o frio e as famosas borboletas no estômago.
— Podemos mudar de assunto? — questionou, enfim, erguendo o olhar para a amiga mais velha — Você trouxe aquele vestido preto?
— Para de ser trouxa — retrucou simplesmente, dando uma cotovelada na costela da garota ao seu lado pela falta de discrição. não podia saber que precisava do vestido, as duas prometeram segredo, afinal. E era por isso que colocara o vestido preto da outra na própria mala, onde guardaria até que fosse a hora de fazer vesti-lo. — gosta de você e isso não tem que ser ruim. Você o merece, sabe?
— Gente, não…
— Ok, vamos fazer assim — interveio, chamando a atenção de antes que ela chegasse realmente a negar o obvio outra vez — Só pensa que nós estamos na praia, é feriado, e é como se fosse uma bolha, sabe? Podemos deixar a vida real de lado um pouco, os medos e todo o resto, e… Só fazer o que tivermos vontade — falou, narrando tudo com simplicidade de quem realmente acreditava nas próprias palavras. era boa naquilo, em fazer a mais nova ouvir a voz da razão e realmente se sentir forte, corajosa, – ou algo do tipo – o suficiente para tentar algo que sabia que queria. Como, quem sabe, talvez, experimentar obedecer aos impulsos que sempre lha tomava quando ficava sozinha com .
A mais nova, enfim, suspirou.
— E quando voltarmos?
— Você pode voltar a ser a covarde de sempre — deu de ombros, tão simples quanto antes.
— Mas não acho que vá querer, de qualquer forma. — acrescentou também e acabou rindo das duas. Duvidava que existisse alguém, no mundo, que soubesse exatamente o que e como a garota precisava ouvir, sempre, tanto quanto aquelas duas sabiam.
— Olha, eles estão vindo — apontou, agradecida de poder finalizar aquele assunto sem se comprometer com o que quer que fosse e, em seguida, os garotos já abriam as portas, voltando para seus lugares no carro.
— Toma, estendeu o saco com o vinho que a garota pedira a pra ela e a garota agradeceu com um sorriso, espiando lá dentro e mordendo outro sorriso ao notar uma barrinha de chocolate ali.
Estava ferrada, claramente.

+++

levou a mão à madeira clara que revestia a porta que pretendia bater, mas parou no meio do caminho, enfiando-a de volta no bolso do short de algodão que vestia. Céus, aquilo era ridículo. Ela era ridícula.
Puta merda… Por que era tão difícil?
As palavras de ainda ecoavam em sua cabeça como um impulso bem vindo, lhe fazendo repetir ela mesma, de novo e de novo, as coisas que a outra dissera. Era só fazer o que tivesse vontade, porque era verão, estavam longe de casa, de férias e… Ela podia. Era só se permitir, não precisava ser nada demais.
Menos ainda, era só bater na porta.
respirou fundo e ergueu a mão novamente para bater na porta, terminando por dar um pulo para trás com o susto no instante seguinte, quando a porta foi aberta antes que ela realmente chegasse a tocar na madeira.
? — olhou, confuso, na direção da garota, que não tinha ideia, mas o coração dele pulava uma batida tanto quanto o dela naquele momento. Ele também estava num dilema, afinal, se perguntando se devia ou não sair do quarto e ir procurá-la para fazerem algo. Quão irônico.
— Ai, ! Que susto, caramba! — a garota reclamou, em tom de repreensão e o outro riu, olhando para trás, na direção da placa que enumerava o quarto no qual estava hospedado, posicionada bem em cima da porta. Quando olhou de volta para , ela lhe deu um sorrisinho irônico, não precisando que ele falasse coisa alguma para saber a piadinha que o garoto soltaria se tivesse a chance.
— Você ‘tá bem? — o garoto optou por perguntar, no fim das contas. Ela parecia nervosa, mas os pensamentos de estavam longe de rumar na direção certa. Ele sabia que não era discreto a respeito dos próprios sentimentos, mas bem ela era. Depois de tanto tempo recebendo todo tipo de indicativo possível que nunca seria nada na vida da garota além de um grande amigo, aprendeu a conviver com aquilo. era uma boa amiga e, mesmo que ele fosse ridiculamente apaixonado por ela, preferia tê-la como amiga a não tê-la de jeito nenhum.
O único problema de ter se conformado era que, bem, não via a reciprocidade, que estava bem a sua frente.
assentiu, enfiando, enfim, as mãos novamente nos bolsos do short. Precisava falar alguma coisa, afinal estava na porta dele, mas de repente seu estômago revirava num nervosismo tão grande que sua vontade passava a ser correr de volta para o próprio quarto e se esconder. Exceto que, bem, uma parte dela não parava de pensar no quão bom seria se ele corresse junto com ela para seu quarto. Podiam se esconder juntos.
— O que você ‘tá fazendo? — ela acabou por perguntar, mesmo sem ter qualquer ideia de onde estava indo com aquilo. Era melhor do que não falar nada, no fim das contas.
deu de ombros, enfiando as mãos nos bolsos como ela fazia.
— Eu… Anh… Ia procurar você, na verdade — confessou, envergonhado e mordeu a parte interior das bochechas pra conter um sorriso, os olhos atentos, no entanto, não se desprendendo nenhum instante do outro, esperando que ele continuasse. pigarreou, sem jeito, e viu seu pomo de adão subir e descer em meio ao nervosismo. — Estava entediado.
riu fraco em resposta, assentindo e os dois deram um sobressalto no lugar quando a porta de outro quarto no corredor se abriu e um casal saiu, rindo e conversando, de dentro do cômodo. Foi quando se deram conta que qualquer um podia lhes interromper ali, em meio aquela conversa embaraçosa e sem nenhum rumo aparente, mas que, bem, não queriam que terminasse.
— Quer ver um filme? — a garota acabou por perguntar, assentindo também quando o fez e fazendo sinal para que ele lhe seguisse. O garoto acabou olhando confuso dela para o próprio quarto, que estava bem atrás deles, e olhou por sob o ombro. Às vezes, tinha vontade de simplesmente mandar todos os seus medos e traumas se explodirem e simplesmente beijá-lo de uma vez.
— Tem TV aqui. — apontou para trás, na direção do próprio quarto, demonstrando confusão e ela achou que derreteria só com isso, mordendo outro sorriso.
— Tem vinho aqui. — apontou na direção do próprio quarto, mordendo mais forte o interior das bochechas quando viu o rosto do amigo enrubescer deliciosamente ao assentir, fechando a porta do próprio quarto para segui-la até o dela.
Céus, ela podia apertá-lo inteiro.
E beijá-lo.
Em todo lugar.

Depois de uma breve discussão para escolher entre Capitão América e Homem Aranha, terminaram optando pelo último filme da série dos Vingadores, concluindo que era um meio termo perfeitamente adequado.
Mais ou menos uma hora e meia de filme se passara e já haviam bebido mais da metade do vinho, cada vez menos concentrados na trama da última aventura dos heróis americanos. estava deitada com a cabeça sob uma das pernas de , que estava sentado na cama, com as costas recostadas a cabeceira, os dedos repousando preguiçosamente sob o ombro da garota, que sentia a pele cada vez mais quente mesmo com aquele contato tão superficial. Erguera o olhar, pelo menos, três vezes para encarar durante o filme, e em todas elas o garoto parecera concentrado no filme, os olhos presos a TV. Também em todas às vezes, porém, os dedos de apertaram mais forte o ombro dela, lhe arrancando um sorrisinho que demorava a morrer mesmo depois que ela desviava o olhar. Quando acontecia, desviava, finalmente, o olhar pra ela. E sorria um pouquinho.
Normalmente, se tratando dos dois, aquele joguinho se estenderia a noite toda e, quando o filme terminasse, se despediriam sem maiores acidentes. Mas, bem aquele não era um dia normal. Estavam de férias, longe de casa e tudo podia acontecer… dissera.
Num impulso, pelo qual a garota sentiria gratidão mais tarde, pescou o controle da TV ao seu lado na cama e pausou o filme, se sentando de frente pra em seguida.
O garoto lhe encarou confuso, mas haviam passado a noite toda se preparando para o momento, tomando goles e mais goles de vinhos como se fosse coragem líquida. Não passou muito tempo confuso, e a martelada mais forte que o coração dera em seu peito provava aquilo.
sabia que aquele era o tão famoso ponto sem retorno, não podia simplesmente se entregar a própria covardia outra vez, ainda que seu próprio coração batesse tão forte quanto o de naquele momento e balançou a cabeça, soltando um risinho nervoso.
— Fecha os olhos, . — pediu, não conseguindo evitar que a voz tremesse um pouco graças ao nervosismo e obedeceu de pronto. Talvez aquilo houvesse até facilitado as coisas, visto que o nervosismo da garota sempre impulsionava a acalmá-la como podia e o coração da garota, de fato, desacelerou um pouco quando ele sorriu pequenininho, de olhos fechados.
aproximou o rosto do seu e segurou em um de seus ombros, com levando a mão a sua cintura por reflexo, partindo os lábios até então cerrados quando sentiu o nariz da garota roçando devagar ao seu. Aquilo por si só, a proximidade, expectativa e tudo a respeito daquele momento, dos breves segundos que precediam o beijo, segundos presos numa terra boa, uma utopia ou o que fosse, em que tudo era bom, já tornava aquele momento tão singular, simplesmente porque se gostavam e queriam tanto aquilo.
Não tiveram pressa, portanto. se permitiu sentir a textura do nariz de contra o seu, suas bocas ambas entreabertas, os lábios ora roçando, ora mais distantes, aproveitando a dança lenta e tensão gostosa que fazia tudo dentro deles rodopiar. A mão de só deslizou para a nuca de , subindo até que seus dedos se infiltrassem nos cabelinhos da nuca do garoto, um instante depois, quando inclinou um pouco mais o rosto para o seu, ao roçar de seus lábios.
O encontro de suas línguas acentuou o gosto agridoce, característico do vinho, que já residia na boca de ambos e, simultaneamente, fez seus estômagos fervilharem. Seus corpos já estavam quentes, e o gosto de suas bocas misturado serviu apenas para estimular a tensão crescente, que sempre lhes acometiam quando o outro estava por perto. Mesmo sóbrios, ainda que tudo parecesse tão deliciosamente mais intenso naquele momento, com o álcool amortecendo e estimulando as coisas certas. levou a mão livre para o rosto de , trazendo o garoto mais para si ao mesmo tempo em que o movimento de suas línguas ganhava intensidade, com ele terminando por segurar com mais força em sua cintura por consequência. Ainda era pouco, nem de longe aplacando o calor que crescia tão efervescente dentro de , mas céus, era tão estimulante.
As unhas da garota fizeram um carinho gostoso, em nível nenhum inocente, na bochecha de quando ela mordiscou seu lábio inferior, se afastando para encará-lo. Ele levou um instante, ainda assim, para abrir os olhos e a garota sorriu lhe observando, sentindo cada parte de si tão quente que achou que derreteria quando ele finalmente lhe encarou.
— Quer tomar um banho comigo? — ela, enfim, perguntou e os olhos de se abriram um pouco mais em meio a surpresa, que o levou a corar também. sorriu, sentindo adrenalina correr em suas veias. — Por favor?
O garoto concordou com a cabeça, levando-a a sorrir outra vez antes de estender mão para ele, se pondo de pé. aceitou sua mão e andou bem atrás dela em direção ao banheiro, observando-a ligar o registro para encher a banheira e jogar os sais de banho lá dentro. Honestamente, estava meio atordoado, observando-a pegar para si o controle da situação. Faziam aquilo o tempo todo, aquele joguinho de puxar e soltar: gostava de tê-lo tímido, aquilo a inflamava, e hipnotizava, mas, quando ele chegava, enfim, ao ponto de estar completamente entregue, devolvia tudo – o controle e o que mais ele pudesse querer –, assustada. sorria e lhe ajudava e aquele arranjo sempre funcionou bem, no fim das contas. Não tão bem, no entanto, quanto naquela noite.
virou de costas para a banheira e voltou a encarar o garoto, a alguns passos dela. Ele já lhe encarava e, por reflexo, ela desviou o olhar para os pés, fazendo com que ele sorrisse. Ela era boa, de fato, em deixá-lo tão envergonhado quanto desejoso, mas havia sempre um momento em que aquilo acontecia: ela corria para se esconder, lhe devolvendo o tal controle que passavam, sem hesitar, um para o outro. Não havia nenhum problema, ainda assim: Ele era bom em trazê-la de volta a si, de volta a sensação de segurança que se esforçava em dar a ela.
— Você não precisa dizer nada — ele murmurou com um sorrisinho sereno, como se soubesse muito bem do que estava falando enquanto se aproximava dela, segurando de forma carinhosa em sua cintura em seguida. — Eu sei que gosta de mim também.
olhou em seus olhos por um instante, optando por não responder enquanto se punha na ponta dos pés para que seus rostos ficassem tão rente quanto ela descobrira gostar, os narizes roçando devagar enquanto suas bocas cerradas, pouco a pouco, se abriam um para o outro, suas línguas se encontrando sem muita cerimônia em seu segundo beijo. O carinho que as mãos grandes de faziam na cintura da garota, segurando de cada lado de seu corpo, se tornou um aperto mais firme, lhe dando algum amparo visto que ela mal pisava no chão e, sendo aquele ou qualquer outro o motivo de ele tê-lo feito, esquentou com maestria o, já perigosamente quente, corpo de , que apertou os dedos em seu pescoço, o puxando mais para si só para terminarem rindo quando tropeçou nos próprios pés e quase foram ao chão, se não houvesse conseguido segurar na borda da banheira no último instante.
— Desculpa. — ela murmurou, com um novo risinho quando ele lhe roubou um selinho em resposta. Seu coração batia tão rápido, entregue aquele momento que desejava poder eternizar para além de suas memórias, naturalmente falhas.
— Nós não caímos. — ele retrucou, enfim, indicando que estava tudo bem. E sorriu, puxando com os dentes seu lábio inferior mesmo que aquilo significasse desfazer aquele sorriso tão lindo no rosto dele. puxou seu rosto e moldou de uma vez seus lábios em resposta, o contato de suas línguas tomando uma urgência tão nova quanto estimulante, o beijo lhes guiando por caminhos onde a imaginação podia ser considerada apenas aliada do casal, pintando quadros que não falariam em voz alta, nem em um milhão de anos, mas eram tão bem vindos.
Quando, em meio ao beijo quente que trocavam, começaram a dar passos cegos para trás, o choque térmico ao ter os pés molhados pela água espumosa que já passava da linha quase invisível que marcava a metade da profundidade da banheira, nada fez com os corpos quentes do casal. Bom, nada além daquela ligeira onda de arrepios que subiu por suas pernas, fazendo com que desse um passo mais para perto de , buscando seu calor, ainda que não houvesse tanto espaço assim entre eles. O garoto não reclamou, subindo a mão que ainda estava em sua cintura por suas costas enquanto usava a outra pra juntar seus cabelos num bolo, pegando de surpresa com o puxão um pouco mais forte que qualquer coisa vinda dele até o momento. E, é claro, fazendo-a se revirar de prazer por isso.
se viu soltando o ar contra a boca de , partindo o beijo para mordê-lo de leve mesmo que para terminar sorrindo quando ele devolveu a mordida no lábio, lhe encarando de maneira tão divertida quanto desafiadora, inflamando-a deliciosamente. Ela deixou que seus dedos deslizassem dos cabelos de para sua nuca e passou a beijar e morder seu maxilar, os olhos sob os seus durante cada parte do que fazia. Quando deixou a mão ultrapassar o limite de sua blusa, encontrando sua pele quente com um carinho gostoso, sentiu o corpo, a pouco arrepiado pelo choque térmico da água fria em seus pés, corresponder efervescendo de dentro pra fora, e se perguntou quanto tempo teria que esperar até que ele tirasse a blusa, e todo o resto, do caminho.
parou de encará-lo para morder e beijar seu pescoço, pirraçando a região com a língua enquanto a outra mão de acabava por descer, deslizando num impulso delicioso até a bunda da garota e a apertando. Com uma mão sob o fecho de seu sutiã e a outra em sua bunda, ele a tinha prestes a explodir e a garota voltou a encará-lo apenas para presenteá-lo com seu melhor olhar lascivo, buscando incentivá-lo. Ele sabia o que fazer.
Diante de seu olhar, tirou a mão de sua bunda, mas apenas para alcançar seu pescoço por tempo o suficiente para trazê-la para si e, assim, voltar a cobrir seus lábios com os dele. A outra mão não perdeu mais tempo, lidando bem demais com o fecho de seu sutiã só para, em seguida, fazer seu caminho para seu seio, sem realmente tirar a peça por completo e sentiu o coração pular uma batida, arqueando o corpo na direção dele.
… — ela choramingou, excitada. Ele a tinha fácil demais e nem estava fazendo proveito, porra. — Tira a minha roupa de uma vez, vai — soprou em seu ouvido, mordendo seu lóbulo em seguida. A voz um tantinho manhosa arrancou um sorrisinho do garoto, mas ela não viu, cerrando os olhos quando, enfim, sentiu as mãos dele puxarem a barra de sua blusa, livrando-a da peça e em seguida terminando de tirar seu sutiã também, encarando o corpo recém despido por um instante, e então seus olhos no instante em que ela voltou a abri-los. — Pode fazer o que quiser agora. — ela sorriu, caminhando com leveza aquela linha tênue entre a brincadeira e o desafio.
voltou a lhe puxar pela cintura, cobrindo novamente os lábios dela com os seus e levando, simultaneamente, uma das mãos para sua bunda. Não pôde ignorar, no entanto, os seios desnudos da garota indo de encontro ao seu peitoral, que mesmo ainda coberto por sua camisa, coçou num comichão dolorosamente especifico diante do contato, subindo a mão por sua cintura naquela direção, com os dedos trilhando uma massagem gostosa pela pele da garota, que choramingou baixinho contra sua boca, puxando em seguida o lábio inferior dele entre os dentes.
… — murmurou, baixinho, quando voltaram a abrir os olhos. Ele estava corado e notar aquilo fez sentir tudo dentro de si revirar, o corpo já quente efervescendo inteiro. — A gente nunca fez isso antes. Sabe, juntos…
— Eu sei. — a garota lhe ofereceu um sorriso pequenininho, indicando que entendia, talvez até demais, o que ele queria dizer. O que estava sentindo. sorriu também, levando as mãos para as dela e fazendo um carinho na ponta de seus dedos, encarando-os por um instante antes de voltar a erguer o olhar para seu rosto.
— Eu não quero que seja aqui. Digo, na banheira. — ele falou, ainda sem jeito — Quero levar você pra cama, … Literalmente — parou pra rir, corando ainda mais no processo — Eu quero te amar por inteiro, como você merece. E… Céus, isso soa tão brega — riu outra vez e acabou soltando um risinho fraco também, ficando na ponta dos pés para lhe roubar um selinho.
— Me leva pra cama, — pediu, enfim, num fio de voz. Suas bocas permaneceram próximas enquanto ela falava e, quando finalizou, lhe puxou pela nuca e juntou suas bocas, com a outra mão trazendo o corpo dela para mais perto, de modo a dar impulso a garota para que ela envolvesse sua cintura com as pernas, rindo junto com ele em seguida. — Literalmente. — acrescentou, olhando em seus olhos daquela mesma maneira tão brincalhona quanto desafiadora de antes, a maneira que hipnotizava sem precedentes.
O garoto puxou seu lábio inferior entre os dentes em resposta e saiu da banheira com nos braços, quase escorregando algumas vezes no percurso até a cama, graças aos pés molhados, mas jogando-a no colchão bem a tempo de evitar acidentes. Bom, na medida do possível, é claro. caiu por cima da garota, rindo contra sua barriga e , rindo também, se apoiou nos cotovelos para encará-lo.
— Você ‘tá bonito aí embaixo — comentou, com um sorrisinho arteiro que ele imitou com uma arqueada de sobrancelhas. — Quer descer mais?
— Tudo pra você, sorriu ao responder, baixando o short de pano da garota e logo em seguida sua calcinha de um tom clarinho de rosa, beijando seu joelho ao passar a peça intima pela região. sentiu o sorriso de durante todo o tempo enquanto ele deslizava os lábios pelo interior de suas coxas e não pôde deixar de sorrir também, sentindo o corpo esquentar um pouco mais a cada novo beijo que o garoto deixava em sua pele.
arrastou beijos no fim da barriga da garota enquanto movia os dedos lá embaixo, experimentando tocar cada ponto inchado e quente em sua vagina e observar a reação dela, que mordeu o lábio, o encarando quase pingando expectativa. Ele achou delicioso, se sentindo tão vivo quanto não achou que fosse possível. Cada ação própria em estimulo ao corpo da garota, inflamava igualmente e, céus, roçando o nariz alto e curvilíneo a pontinha do clitóris da garota, com os dedos se movendo ao redor daquele ponto, num carinho quase errado de tão preguiçoso, ele sentiu o próprio sangue fluir mais forte em suas veias, com um caminho tão certo quanto especifico.
A sensação só se intensificou com o grunhido que escapou da garganta de , quase um choro de prazer, que, céus, fez querer dar tudo a ela. E, se pudesse, mais um pouco também.
… — ela não exigia e tão pouco implorava, mas não precisava: Naquele tom, sussurrado e desejoso, podia ter o que quisesse.
E, de fato, teve.
cobriu o clitóris da garota com os lábios, beijando o ponto inchado pelo prazer ao mesmo tempo em que deixava que dois de seus dedos experimentassem o intimo quente da garota. apertou as mãos, cada uma de um lado do corpo do garoto. Enquanto com uma o empurrava pelo ombro, usando a força para se manifestar sem realmente calcular o que fazia, com a outra os dedos apenas trilhavam ora pelo braço, ora pelas costas e cabelos do garoto, num carinho que expressava bem o deleite que a tomava um pouco mais a cada instante.
Ele ia matá-la, do jeito mais gostoso possível, céus.
beijou ao redor de seu clitóris, por todo lugar, permitindo que apenas a pontinha quente da língua tocasse a pele tão quente quanto da garota e achou que fosse enlouquecer, apertando mais fortes nos fios escuros do garoto ao passo que recebia sua língua devorando tão certeira sua excitação. Os quadris de se movendo contra o rosto de o inflamavam tanto quanto o som cantado, baixo e pedinte que escapava de sua garganta enquanto ele a golpeava com a língua e ele segurou embaixo de seu corpo, permitindo assim que sua língua alcançasse mais fundo quando, enfim, lhe penetrou, fazendo a garota jogar a cabeça para trás, num êxtase que achou, talvez até com segurança demais pra considerar apenas uma hipótese, a coisa mais absurdamente deliciosa que já presenciara.
Devorando-a com uma das mãos sob sua bunda, apoiando-a na posição em que estava, e a outra em seu clitóris, assistiu com prazer os gemidos de ganharem um tom mais urgente, falhando até que ela encontrou seu clímax, desprovido de sons apenas por conta do ar escasso em seu peito aquela altura. A sensação queimava no peito e no centro de como brasa, fazendo com que ela precisasse torcer até a pontinha dos dedos dos pés, perdida entre cores vibrantes e formas desconexas com cada parte do ápice acometendo tudo dentro dela.
a colocou deitada no colchão novamente e subiu, pairando por cima dela enquanto puxava um travesseiro e erguia a cabeça de para colocá-lo ali embaixo. Ela sorriu ao abrir os olhos depois de sentir o macio do objeto embaixo de si, o encarando com um brilho que não soube descrever no olhar, mas gostou. Gostou de cada parte da sensação de tê-la lhe olhando daquele jeito, e beijou sua testa.
— Melhor?
A garota acabou rindo diante da pergunta, assentindo enquanto aproveitava o braço ainda ao lado de sua cabeça e beijava a pele da região, deslizando os lábios até seu pulso e mãos.
— Tira a roupa, vai — ela murmurou baixinho, naquele tom tão delicioso, que só tivera o prazer de conhecer aquela noite, ao passo que ela mesma guiava as mãos dele em direção ao botão de sua calça. Buscando não perder o equilíbrio e machucá-la, apoiou o peso do próprio corpo nos joelhos antes de obedecê-la, pressionando os lábios dela com os seus enquanto se despia, com o ajudando as cegas. Ela segurava com uma mão em seu rosto, a pontinha dos dedos encontrando os fios escuros dele enquanto, com a outra, empurrava a roupa dele para baixo, até o alcance dos pés de , que chutou as últimas peças de roupa para longe do caminho deles, rompendo o contato de suas bocas e colando suas testas outra vez, olhando em seus olhos. — Assim — elogiou, alcançando seu membro com uma mão e o envolvendo num carinho quente, a ponta do polegar alcançando sua glande num carinho que fez deslizar em sua direção sem sequer pensar no que fazia, a respiração se perdendo arrítmica enquanto afundava o rosto no travesseiro. A respiração quente do garoto fez com que a garota se sentisse quente também ao atingi-la, o guiando até sua vagina em seguida.
— Eu não vou te provocar como você fez comigo — murmurou perto de seu ouvido, segurando-o tão perto de sua entrada que quase pôde sentir o calor de seu interior, que já provara nos dedos e na língua, envolvê-lo outra vez — Porque sou legal — sorriu para o garoto, que acabou rindo sem fôlego, assentindo apenas para terminar de uma vez com a tortura.
Quando finalmente se acomodou dentro da garota, experimentando sua textura quente e apertada agora com a ereção, que pedia tanto por ela, cerrou os olhos, ficando parado lá dentro por um instante, aproveitando cada parte da sensação tão nova quanto – exatamente como prometia – gostosa do encaixe deles. abriu mais as pernas, passando-as pela cintura do garoto e movendo o quadril em sua direção como incentivo, uma das mãos repousando sob o meio das costas de enquanto a outra dedilhava um carinho aconchegante em sua bochecha, que ela só parou quando ele, enfim, começou a se mover em seu interior, precisando de muito pouco para encontrar o ritmo que correspondia ao compasso em que estavam a noite toda, respeitando cada parte do encontro de almas que eram desde a mais singela troca de olhares até ali, em seu momento mais intimo e, simultaneamente, primitivo.
Se seus gemidos já eram baixos antes – como um privilégio que jamais dividiram com qualquer outra alma –, naquele momento se resumiram ao ar que deixavam escapar em tom cantado em meio ao deslizar gostoso de no interior de . A troca acontecia no olhar de um preso no outro e nos toques nos pontos certos, inflamando-os tanto quanto qualquer outra coisa.
puxou o lábio inferior de entre os dentes e sorriu quando ele lhe encarou, puxando seu pescoço e juntando seus lábios no instante em que ele soltava, tão baixinho quanto um segredo, o nome dela. E achou que seu nome nunca soara tão bem, antecipando o encontro de suas línguas. O beijo lento compunha o cenário como um estímulo gostoso, chamuscando em seus estômagos mesmo quando a garota afastou suas bocas para beijar o maxilar e o pescoço do garoto que pairava sob si, olhando em seus olhos ao empurrá-lo pelo peito e mudar deliciosamente o encaixe no qual se encontravam, terminando sentada sob a ereção de , que, ocupando o lugar dela no colchão, pôde apenas assistir a magnitude que era a garota em cima de si.
subiu uma das mãos para um de seus seios e deixou que seus dedos estimulassem puxando e pressionando seu mamilo. A pressão que tomava o interior de ambos começando a espalhar choques muito específicos por seu corpo, estimulando a garota a se mover de encontro a masculinidade de com mais urgência, de novo e de novo, para que encontrassem juntos o paraíso mudo que era o clímax, com todas aquelas sensações indescritíveis acometendo ao mesmo tempo o corpo de ambos.
ainda se arrastou tanto quanto aguentou sob o pau de , com as mãos deslizando de seu peito para seus cabelos ao passo que movia os quadris uma última vez, para tirá-lo de dentro de si. A garota caiu em seguida sob o peito de , que mesmo exausto, levou uma das mãos para os cabelos que escondiam o rosto dela, afagando-os de maneira preguiçosa enquanto dividiam a batida de seus corações sem se preocupar em tentar distingui-las. Que fossem, por ora, em meio ao cansaço e a poesia do clímax, um só coração. Que fossem tudo que pudessem, desde que fossem juntos.
? — ela chamou depois de vários instantes em silêncio, rindo sozinha e buscou seu olhar por isso, curioso.
— Hm?
— A gente vai alagar o quarto. — riu outra vez — A água da banheira ficou ligada. — acrescentou antes que perguntasse do que ela estava falando e o garoto riu, beijando sua testa enquanto rolava com ela na cama, de modo a fazê-la cair deitada sob o colchão.
— Vou desligar. — avisou e sorriu, mantendo os olhos abertos apenas para admirar a bunda bonita do garoto enquanto ele seguia até o banheiro. Riu sozinha e fechou os olhos quando ele sumiu de vista, não ousando se entregar ao cansaço mesmo assim. Não até estar de volta, envolvendo-a em seus braços. — Feito, . — ele murmurou quando a trouxe para si, com ela passando os braços por sua cintura e retribuindo o abraço quentinho dele mesmo ciente que logo estariam com calor. Não importava, queria aproveitar aquilo, cada parte daquilo. Não sabia como seriam as coisas quando acordassem, se encontraria bravura para continuar a viver o sonho que descobriam naquela noite que podiam ser, portanto fez o que podia e aproveitou. — Sei que você ainda não dormiu, então acho melhor falar agora, enquanto me sinto tão próximo de você quanto acho que pode ser possível. Entendo que você tenha suas limitações e que se abrir pro que está sentindo pode demandar enfrentar coisas que não é capaz ainda, mas quero deixar claro que não vou desistir de você. Gosto de você, e vou continuar gostando mesmo que amanhã a gente acorde e você decida que é capaz apenas de ser quem era antes de descobrir que podemos ser alguém juntos. E quero que saiba disso.
sentiu o coração martelar mais forte no peito diante de suas palavras, sorrindo contra a pele do garoto antes de erguer o olhar para lhe encarar. Queria ser capaz de prometer a ele todas as coisas boas, tudo o que, de fato, queria que fossem juntos, mas céus, lhe aterrorizava prometer algo a e não conseguir cumprir. Aterrorizava não ser pra ele tão boa quanto ele era pra ela.
— Eu gosto de você também. — falou, enfim, a coisa mais verdadeira que foi capaz de exprimir. Os olhos brilhavam molhados enquanto o encarava, mas sorriu e fingiu que não. — E, mesmo que eu não diga isso amanhã, vou continuar gostando. E depois de amanhã e depois e depois…
— Entendi — riu, roubando lhe um beijinho ao interromper — Isso é o suficiente pra mim. — murmurou contra sua boca e sorriu, fazendo uma prece silenciosa para que fosse, de fato, o suficiente. Que pudessem, por todo tempo possível, ser o suficiente um para o outro e aproveitar cada parte daquele encontro, que não tinham e nem teriam, nunca, com mais ninguém.
— Vem aqui — chamou enfim, o puxando pela nuca e juntando seus lábios num último, tão preguiçoso quanto revigorante, esperançoso, beijo antes que se entregassem ao cansaço que só não era maior que todas as deliciosas sensações que permeavam o abraço no qual se prendiam. beijou a ponta de seu nariz quando se afastaram e sorriu quando ela o fez, de olhos fechados, roubando um beijo em sua bochecha e permitindo que ela voltasse a se aninhar em seu abraço, finalmente fechando os olhos também e se permitindo cair no sono, em meio a uma prece muito parecida com a que a garota fizera pouco antes.
Que pudessem, por todo tempo possível, ser o suficiente um para o outro e aproveitar aquele encontro, que não tinham, nem teriam, nunca, com outra pessoa.

FIM

Nota da Autora:
A doida que vos fala é viciada em escrever e viciada também em desafios, portanto inventei um pra mim mesma que tem me consumido deliciosamente há alguns meses. Adaptei a lista “50 motivos para fazer sexo”, originária do seriado How i Met Your Mother, de modo que cada motivo dela se tornasse uma história, uma fanfic restrita baseada no tal motivo. Essa aqui vem como o motivo de número 9 – porque vocês estão num hotel (ou em qualquer lugar diferente).
Espero que tenham gostado! Confesso que essa tem meu coração todinho, e até agora é minha favorita, sabe? Me digam o que acharam!
E, ah! Como já tive problemas com isso antes, quero só deixar um avisinho rápido aqui: TODAS as minhas histórias estão registradas na Biblioteca Nacional, de acordo com a lei, e cópia parcial ou integral de qualquer uma delas não está permitida, tornando-se assim PLÁGIO. Plágio é crime e eu usarei meios legais para defender a mim e as minhas histórias se necessário.
Se quiserem entrar em contato comigo em outra rede social, ou acessar as outras fics do desafio, é só clicar aqui.
XX.