Hers

Sinopse:Ele é Nini, com sua risada aberta e dos olhos juvenis. É Kai, quando do palco conquista o mundo com nada além de um olhar. É Jongin entre os seus braços, quando o mundo se resume aos dois. É dela. E isso é tudo o que importa.
Fandom: EXO
Gênero: Restrita
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito. Kai é fixo.
Beta: Alex Russo

Capítulos:


I. NINI

O silêncio é tão profundo dentro do apartamento que até mesmo o som discreto da maçaneta girando faz com que o rapaz franza o cenho, medindo seus próximos movimentos a fim de evitar um barulho desnecessário. No instante em que fecha a porta, seu corpo imediatamente adota uma postura mais relaxada conforme um conhecido bem-estar se instala em seu interior: o cheiro dela está por toda parte, e talvez esse seja o ponto. Ele está em casa.
— Jongin? – a voz da mulher é sonolenta, e só então o rapaz nota sua presença, xingando baixinho por ter falhado em sua tentativa de manter o silêncio. Em sua defesa, a missão é mesmo quase impossível quando se trata de : seu trabalho inclui um eterno estado de sobreaviso, e namorar um homem que vive metade do ano viajando não contribui em nada para boas noites de sono.
— Jagi, eu não queria te acordar… – ele larga a mala no chão, já despreocupado quanto ao barulho, os olhos fixos na mulher cujos cabelos ondulados se lançam adoravelmente em todas as direções. – Me desculpa…
Shit! Que horas são? Eu devo ter pegado no sono! – pergunta, coçando os olhos para se sentir mais desperta. Ele realmente está ali, ou ela está apenas sonhando, movida pela constante ansiedade de tê-lo de volta?
— Três e meia. – Jongin tira os tênis, deixando-os ao lado da mala. – O vôo atrasou e eu esqueci meu carregador no hotel, não consegui te avisar. – explica, passando os dedos pelos cabelos e desalinhando-os de uma maneira que, ao olhar sonolento dela, parece tão atraente que provavelmente seria ilegal em alguma parte do mundo.
— É claro que você esqueceu… – ela sorri de canto, acostumada à distração constante de Jongin, e ele devolve um sorriso culpado enquanto cruza a sala até o sofá onde a mulher se encontra, admirando a forma como parece incrível até mesmo usando uma de suas camisetas mais antigas. O fato de ela dormir em suas roupas quando não está faz com que algo dentro dele se alegre de uma maneira peculiar: três anos, e o rapaz ainda não consegue acreditar que de fato a garota dos sonhos é irrevogável e inteiramente sua. Jongin se senta à beira do sofá e tira do colo dela um livro pesado com meia dúzia de marcações coloridas, que ela provavelmente adormeceu enquanto lia. Só então, finalmente tendo o caminho livre, planta um beijo demorado na testa da mulher, mantendo a mesma posição confortável por longos segundos.
— Eu senti sua falta. – confessa, sem desgrudar os lábios da pele dela, sentindo seu calor agir como um revigorante a restaurar cada sinal de cansaço em seu corpo.
— Eu senti mais. – sorri apenas a suficiente para que ele perceba seus lábios se curvando contra o seu pescoço. A mulher espalma o rosto dele com as duas mãos, alinhando-o ao seu. – Você deve estar cansado, babe… – murmura, notando as manchas arroxeadas sob seus olhos, que ela acaricia com os polegares: sua rotina é exaustiva, mas a dele não é nem um pouco menos. À menção do apelido, trazido à tona pelo sotaque que ele mais ama em todo o mundo, o rapaz passa os braços em torno dela, recostando-se no sofá.
— Eu estou bem, agora. – Jongin sorri tranquilamente, passando os dedos por entre os cabelos dela, os olhos cerrados para não permitir qualquer distração: sua concentração está na forma como o peito de sobe e desce a cada respiração, e como seus corações batem juntos, depois de longas semanas separados. – Como foi o trabalho? – pergunta, e a mulher entrelaça seus dedos, quando um sorriso lhe escapa. Essa é uma das razões pelas quais ela é perdidamente apaixonada por ele: Jongin pode ser quem viaja o mundo e vive as experiências mais peculiares, mas sempre ressalta seu interesse por todas as pequenas coisas da rotina dela, ainda que a vida dentro de um pronto-socorro seja absolutamente desprovida de glamour.
— Cansativo. – ela responde, sorrindo fracamente. Cumprira 36h de plantão a fim de estar liberada quando ele chegasse, e agora seus olhos pesam a cada segundo, clamando por descanso, mas ela se sente infinitamente bem – Mas pelo menos amanhã podemos ficar a manhã inteirinha na cama… – sorri, beijando os nós dos dedos dele com carinho, antecipando a felicidade de curtir o namorado sem pressa numa manhã de segunda-feira. Seu pequeno paraíso particular.
— Hum… – Jongin retesa a postura levemente, e franze o cenho.
— O que foi? – ela pergunta, sonolenta, a mente ainda sem aceitar a possibilidade de que algo arruíne seus planos.
— Eu acho que me esqueci de te dizer… – Jongin murmura, estalando a língua em frustração consigo mesmo. Por que ele simplesmente se esquece de absolutamente tudo? É uma surpresa ser tão bom dançarino, porque era de se pensar que não fosse capaz de memorizar só uma coreografia… – Eu prometi à minha irmã que ficaríamos com a Mina amanhã.
— Oh! – suspira, mas logo cede a uma risada fraca: parece sua sina, afinal, acordar cedo para cuidar de crianças – Ela está mesmo morrendo de saudades. – sorri, lembrando-se da última vez que estivera com a afilhada, e ela chorou de saudade do padrinho. – É melhor irmos dormir então, babe. – a mulher toca os lábios dele com os seus brevemente, aproveitando a sensação que nunca deixa de lhe despertar arrepios – Antes que você se lembre de mais alguma coisa… – sopra uma risada entre os lábios dele, que sorri abertamente, apertando os dedos em sua cintura.
— Na verdade, tem mais uma… – ele entorta o sorriso, puxando o rosto dela para um beijo lento, mas que tem a sua assinatura em cada movimento: é suave e preciso, fluido e absolutamente envolvente. Ele se afasta apenas o suficiente para dizer, tão baixo que sente as palavras contra seus lábios, mais do que as escuta – Eu amo você.


— Nini? – a mulher pergunta, e o sorriso estonteante que se abre em seus lábios tão logo o rapaz se vira para encará-la é exatamente o mesmo que ele se recorda de ver anos atrás. É impossível conter a felicidade tímida que se instala em seu peito ao se deparar com o olhar espantado de sua paixão da adolescência, então ele sorri. – Sweet baby Jesus! – a morena exclama divertidamente, e seu olhar se demora sobre ele, buscando no homem a sua frente algo do menino que conhecera.
Ele parece mais alto do que ela se lembra, mas isso é o de menos: ele claramente não é mais o garoto que a procurava quando tinha dúvidas em biologia, ou que dividia com ela seus chocolates alegando não gostar do doce, quando ela sabia que era seu preferido. Ele é um homem, agora. E um bem atraente.
-yah! – Jongin leva uma das mãos instintivamente aos cabelos, e quando a voz dele ressoa a mulher se convence de que aquele é sim Nini, e joga os braços em torno do rapaz alegremente. Jongin sorri, deixando-se abraçar por aquela que sempre foi, dentre as amigas de suas irmãs, a única a povoar seus sonhos de garoto – Você não mudou nada, noona… – constata, assim que ela o solta.
— A recíproca não é verdadeira, olha pra você! – sorri, admirada, colocando uma mecha de cabelo fugitiva de volta no lugar. – Eu devo te chamar de Kai agora? – ela pergunta, verdadeiramente curiosa, e dessa vez a risada dele corta o ambiente, tal qual ela se lembrava de vê-lo fazer em suas muitas idas à casa dos Kim.
— Nini está bom. – ele sorri, e respira aliviada: ela ainda não estava pronta para aceitar que o garoto que vira crescer se tornara aquele homem. Se ele fosse agora o que mostrava nos palcos, sua mente provavelmente entraria em colapso. Mas ali, em seus jeans rasgados e sorriso juvenil, ela vê Nini. – Quanto tempo, hm?
— Três anos. – sorri de canto, repassando mentalmente os anos da residência que optara por cursar em Oxford, no país natal de seu pai. – Eu estive com as suas irmãs várias vezes quando vim a Seul, mas você estava sempre ocupado… – explica, e Jongin anui. Ele se recorda de todas as vezes que foi avisado da presença dela na cidade, mas a agenda e os compromissos profissionais tornaram difícil um novo encontro – Eu fico tão feliz por você, Jongin-ah… Por tudo estar dando tão certo. – sorri, verdadeiramente orgulhosa. Não é difícil recordar a dedicação do rapaz à dança desde muito novo: Jongin sempre teve sonhos altos, e nunca duvidou de sua capacidade de alcançá-los. É bom ver que não se enganara.
— Obrigado, noona. – Jongin sorri, encarando os sapatos por um momento – Como está a Inglaterra? – ele pergunta, correndo os olhos pela mulher como se a matar a saudade que nem mesmo notara sentir dela, até aquele momento. A pele alguns tons mais escura do que a sua ainda o encanta, e a forma como os lábios dela se curvam em um sorriso continua a lançar arrepios por sua nuca: aparentemente, não importa o quão famoso ou confiante possa ter se tornado, perto dela ainda se sente o mesmo menino de antes.
— Gelada! – troca o peso de uma perna para outra. – Eu lembrei de você, fui a um jogo do Chelsea pra me despedir. Você não mudou de time, certo?
— É claro que não! Go Blues! – ele exclama, invejando-a por um momento, mas perdendo mais tempo para saborear o fato de que ela se lembrara dele. – Se despedir? – questiona, subitamente ciente das palavras de , e se sentindo ridiculamente feliz com aquilo.
— Eu terminei a residência. – ela sorri, encolhendo os ombros. – Voltei pra ficar.
— Isso é… – Jongin busca as palavras, mas o sorriso em seus lábios diz mais do que ele jamais poderia verbalizar, e não entende ao certo o porquê de sentir uma vontade incrível de sorrir com ele. Encarando-se por um momento repleto de cumplicidade e timidez, os dois dividem uma risada que parece dizer muito. – É ótimo. – Jongin finalmente é capaz de concluir sua sentença, os olhos ainda presos às íris negras da mulher.
— Eu acho que sim. – responde, fugindo do olhar dele por um momento. O que aquele garoto está fazendo com ela? Se sente uma adolescente, das mais vulneráveis a qualquer espécie de sorriso torto. E Jongin é um especialista nato nesses.
— Oh, aí estão vocês! – uma mulher de aparência atordoada irrompe igreja afora, um bebê nos braços – Minha filha está aqui para ser batizada, se os padrinhos desnaturados puderem fazer a gentileza! – revira os olhos para o irmão e a melhor amiga – Segura ela, o padre está esperando! – exclama, em seu tom tipicamente autoritário, entregando o neném para os braços ainda desajeitados de Jongin que a recebe, contudo, com todo o carinho do mundo.
— Vamos, Mina, antes que sua mãe resolva te arrumar outros padrinhos… – sussurra para o bebê, andando na companhia de . Mina não parece compreender a situação crítica que vivem seus padrinhos, e irrompe em um choro que atrai a atenção de toda a igreja, fazendo com que Jongin lance à pediatra ao seu lado um olhar desesperado, clamando por socorro enquanto lhe estende a criança. – Você se importa?

Três anos depois, a pequena Mina ainda não se tornou mestre na arte de verbalizar seus desejos ao invés de prantear por eles. Depois de um dia inteiro de brincadeiras e artes só permitidas na presença dos tios, a menina está exausta. Bem como e Jongin.
— Mina-yah… – Jongin parece tão derrotado diante da sobrinha, que reprime um sorriso enquanto os observa, terminando de arrumar a mamadeira da menina. Quem os vê em um papo tão sério não pode imaginar como pareciam duas crianças dançando pela sala duas horas atrás. – Você precisa me dizer o que quer! – ele implora, e só recebe mais choro em resposta.
Desistindo da argumentação, o cantor toma a Mina nos braços, embalando-a e deixando que chore por aquilo que, de acordo com , é sono e nada mais. Ele não tem, contudo, a expertise da mulher, por isso o som agudo do choro o deixa em franco desespero, enquanto a namorada não parece minimamente abalada.
— Nós agradeceríamos um pouco de pressa, se a noona não se importar! – Jongin exclama, acima do choro da menina, correndo os olhos para a bancada da cozinha, onde termina de fechar uma mamadeira. A morena revira os olhos, sorrindo, e se aproxima dos dois no sofá.
— Aqui, princesa. – a mulher se senta ao lado deles, entregando a mamadeira à criança, que a pega avidamente, engolindo o choro no mesmo instante – Isso, vai descansar agora, não vai? – sorri, passando uma das mãos delicadamente sobre os cabelos escuros de Mina sob o olhar atento de Kai, que se pergunta por que diabos a sobrinha cessava o choro a um simples toque dela, enquanto com ele parece estar sofrendo torturas medievais.
Colinho… – ela estende uma das mãos, içando o corpo do colo de Kai para o de , e o rapaz revira os olhos com um sorriso torto.
— E você tem coragem de dizer que ela sente a minha falta? – ri, mas quando seus olhos encontram os de ele se convence de que, estivesse ele no lugar de Mina, provavelmente também correria para aquele colo.
Kai deixa que cuide de Mina, uma vez que sua presença ali claramente não é necessária, e se adianta para o quarto de hóspedes a fim de arrumar a cama da garota, cercando-a de travesseiros em um ato superprotetor. Depois de alguns minutos, ele retorna à sala e encontra a namorada beijando delicadamente a testa da criança, cujos olhos parcialmente cerrados indicam que ela não tardará a adormecer, enfim.
— Eu tinha que dar um banho nela… – sussurra para o rapaz, que maneira a cabeça negativamente, de imediato.
— Não se atreva! – ele responde no mesmo tom, e ri baixinho, balançando a criança de forma a embalar ainda mais seu sono – Jung não vai saber… – ele dá de ombros, planejando um banho rápido na sobrinha antes que a irmã a buscasse, na manhã seguinte. Era o plano perfeito.
Alguns minutos depois, o corpo de Mina finalmente amolece, e a carrega até a cama, sorrindo para o forte de travesseiros que Jongin criou em torno dela. Os dois se demoram um segundo na porta, como se a se convencerem de que a missão está parcialmente cumprida, e no instante em que a mulher encosta a porta do quarto, sente os braços de Jongin em torno de sua cintura, os lábios dele tocando sua nuca com carinho.
— Eu pensei que ela não fosse dormir nunca mais… – ele suspira, e sorri, andando em direção à suíte mantendo aquela proximidade confortável.
— Faz a gente repensar aquela história de ter três desses dentro de casa, não faz? – a mulher sorri, e sente o peito de Jongin estremecer em uma risada contra suas costas.
— A gente daria um jeito. – ele beija a pele sensível do pescoço da mulher, correndo o nariz por ali preguiçosamente. Há algo na forma fluida e despretensiosa como Jongin se move que o torna magnético, sem que precise ao menos tentar. – Mas por agora acho que ninguém disse nada contra praticar. – ele murmura, e não contém uma risada frente à piadinha boba, que é interrompida no instante em que Jongin a vira de frente, tocando os lábios deladelicadamente com os seus. Ele se senta à beira da cama, e não precisa de outro sinal antes de sentar sobre seu colo e sorrir, sem romper o beijo, enquanto suas mãos correm pelos ombros de Jongin, subindo pela nuca até encontrarem os cabelos, tracionando-os levemente em frustração pela forma deliberadamente lenta como ele a beija. Um suspiro baixo escapa dos lábios da médica quando Jongin leva os lábios até seu ouvido – Você não acha, jagi? – Jongin sorri contra a pele dela.
— Não poderia concordar mais, babe. – não contém um sorriso, e tem os olhos presos aos de Jongin enquanto ergue a barra da camiseta dele apenas o suficiente para assistir ao momento em que ele os cerra em expectativa, beliscando o lábio inferior com os dentes de uma maneira que lança arrepios por todo o corpo da mulher. – Se tem uma coisa que você me ensinou, é que a prática leva à perfeição. – pisca, antes de livrá-lo da peça de roupa, escorregando as mãos pelo abdome desconcertantemente perfeito. O que apenas prova seu ponto.
Jongin capta o olhar dela, e quando ergue os olhos devagar, os longos cílios emoldurando as íris repletas de amor e desejo, ele enterra os dedos nos cabelos dela, deixando as mãos correrem livremente por cada linha daquele corpo que ele ama em todos os pequenos detalhes, parando apenas quando seus dedos encontram o interior dos bolsos traseiros dos jeans dela, apertando o que era uma de suas curvas preferidas.
— Eu acho que isso pode sair… – ele sorri contra os lábios de , que devolve o sorriso antes de estalar os lábios contra os dele, saindo de seu colo apenas para abrir os jeans e deixar que eles escorreguem pelas pernas, o coração disparado pela forma como Jongin segue cada movimento: droga, ele era capaz de aquecer cada partícula dentro dela apenas com um olhar.
— Fuck, eu não mereço você… – ele meneia a cabeça, correndo os dedos pelos cabelos enquanto admira o momento em que aproveita para se livrar da camiseta. Três semanas longe e ele era capaz de se apaixonar de novo pelo corpo dela, tal qual da primeira vez que enfrentaram aquela situação.
— Você merece, sim. – sobe novamente no colo dele, suspirando pela forma como a textura do jeans atrita contra suas pernas – Especialmente depois de me deixar com tanta saudade… – ela murmura e se deita sobre ele, sentindo os dedos de Jongin buscarem o fecho de seu sutiã no momento em que seu quadril começa a se mover sutilmente sobre ele, cujos sinais de desejo eram tão deliciosamente evidentes.
… – ele suspira o nome dela quando a mulher impõe um ritmo mais intenso aos quadris, e com um único movimento inverte as posições para que paire sobre ela – Olha pra você, jagi, tão linda… – a voz de Jongin é rouca, e ele planta beijos por todo o corpo dela conforme se move mais ao sul, encerando-a por um momento para apreciar a forma como ela franze o cenho, concentrada em cada sensação que ele lhe causa – Eu não via a hora de ter você assim. – sussurra tão próximo do tecido que o separa de seu real objetivo que o gemido de só não se prolonga por mais tempo porque no instante seguinte ela está sentada, e Jongin de pé, ambos aguçando os ouvidos em frustração e uma expectativa esperançosa de que sua audição os esteja enganando.
— É sério? – Jongin sussurra, encarando a porta com a mesma expressão que a namorada – Ela…
— Shhh… – pede e, como se escutasse os questionamentos dos dois, o choro de Mina se faz ouvir em alto e bom som.
Jongin lança a cabeça para trás, respirando fundo, e quando seus olhos encontram os de uma risada explode de seus lábios, naquele quadro típico de quem ri da própria desgraça. Definitivamente, filhos eram um plano a muito longo prazo.
— Eu vou. – ele suspira ao observar a bagunça absolutamente excitante que a mulher parece naquele momento – Me espera assim. – recomenda, e se joga de volta sobre o colchão, puxando os lençóis para que eles a cubram até o pescoço, ainda sem perder o sorriso.
— Ei, babe! – chama, assim que ele alcança a porta da suíte, depois de alguns segundos observando a maravilha que são os músculos saltando de suas costas. Jongin volta a olhá-la, e um sorriso aberto preenche seu rosto quando a mulher murmura baixinho, os olhos repletos de amor. – Saranghae.


II. KAI

— Ei, você! – Jongin para à soleira da porta, sorrindo de canto para a imagem de lendo um artigo de forma compenetrada, um marca- texto amarelo entre os dentes. Sua atenção ao trabalho é tanta, que a mulher tem um leve sobressalto antes de erguer os olhos para ele.
— Babe, você chegou cedo! – a médica arregala os olhos detrás dos óculos de leitura, sorrindo para o namorado. Jongin usa uma camiseta branca que se cola a seu tronco pelo suor, e tira um segundo para tomar meia garrafinha d’água de uma só vez, antes de andar até a mulher no sofá.
veste shorts de pijama e uma camiseta larga, mas os cabelos presos em um rabo de cavalo somados aos óculos de grau a deixam com ares de intelectual, o que Jongin acha particularmente atraente.
— Amo os óculos. – ele aperta seu nariz de leve, sorrindo enquanto apoia as mãos nos joelhos da namorada, abaixando-se para que seus lábios se encontrem brevemente. – Sehun passou mal, então cancelaram a prática. – explica.
— O que ele tem? – franze o cenho em preocupação, mas Jongin abana a ideia no ar, enquanto anda até a cozinha para encher mais um copo d’água.
— Nada demais, mas acharam melhor recomeçar amanhã. – explica, quando o segue até cozinha. – Ele está com uma infecção de garganta, então já estava ensaiando no limite.
— Ah, sim… – anui, mas realiza uma nota mental de se certificar com Sehun de que ele está sendo medicado: de uma forma ou de outra, acaba por sempre tratar dos amigos do namorado. Em geral, os idols tendem a negligenciar problemas saúde, Jongin sendo uma grande exceção naquele aspecto: ele é uma verdadeira criança, demandando a atenção dela ao primeiro espirro – Que bom que está aqui. – ela sorri, enlaçando a cintura do rapaz para então se colocar na ponta dos pés, alcançando seus lábios de forma tenra.
— Eu tô suado, jagi… – Jongin parte o beijo, com uma risada.
— Vamos só tirar isso aqui, e fica tudo bem, ok? – devolve a risada, puxando a camiseta molhada que ele usa até tirá-la, revelando o corpo perfeitamente esculpido do homem. – Melhor. – ela diz baixinho, sorrindo de canto frente à visão que se descortina: se ela fosse forte, talvez pudesse ignorar o quão atraente ele parece naquele momento. Mas quando se trata de Kim Jongin, é a mais fraca das criaturas. o abraça pelas costas, guiando-o até o sofá – Como foram os ensaios? – pergunta, assim que ele se deita em seu colo, começando um carinho leve pelos cabelos molhados do namorado, que cerra os olhos, satisfeito.
— Finalizei a coreografia nova. – ele abre um sorriso doce, e se enche de alegria pela realização do rapaz. Ela sabe a fundo o quão desgastante a época do comeback pode ser para os artistas: significa muito trabalho e inúmeras mudanças – o que explica os cabelos descoloridos de Jongin, sobre os quais ela ainda não tem uma opinião formada. Ama a cor natural, mas o loiro o deixa mais… Kai.
— Seu solo? – alarga o sorriso quando Jongin confirma com a cabeça. Ele vinha fazendo segredo sobre muitas coisas acerca do comeback, então finalmente saber daquela novidade faz a namorada soltar um gritinho animado. – Parabéns, meu amor! – ela passa os dedos carinhosamente pelos cabelos dele, descendo o rosto para um beijo de comemoração, que se parte em vários selinhos.
— Você quer ver? – os olhos dele são repletos de uma expectativa quase infantil e, quando maneia a cabeça em concordância, seus lábios se partem em um sorriso largo: de todas as pessoas no mundo, a aprovação dela é única que realmente lhe importa. Jongin precisa que ela goste do número. Que saiba que tudo o que fizer no palco, cada mínima provocação ao público, tem endereço certo e um significado próprio: é a sua mensagem secreta para ela.
— Ei, onde você vai? – reclama, surpresa pela quebra do contato físico quando Jongin se levanta, indo em direção ao quarto.
— Eu preciso de uma coisa! – ele grita de volta, subitamente animado, antes de aparecer novamente na sala com uma gravata preta enrolada em uma das mãos, enquanto a puxa pela outra extremidade.
Se não fosse pelo ar distraído nos olhos dele enquanto brinca com a gravata entre os dedos, poderia pensar que Jongin fazia aquilo de propósito, com o único intuito de provocá-la. Não é o caso, contudo: anos de convivência comprovam que o homem é malditamente sensual, mesmo quando não se esforça para isso. Nos palcos, porém, ela sabe bem que cada um dos gestos e expressões dele são milimetricamente projetados para instigar e excitar – o sorriso sacana ao final de cada performance é prova disso: Jongin sabe bem demais quão bom é no que faz, e as reações que provoca.
O rapaz anda até o celular, tendo seus movimentos seguidos de perto pelos olhos ávidos de , que já pode sentir alguns efeitos da adrenalina correndo por seu corpo: o coração se acelera e o estômago se contorcer em expectativa. Ela sabe bem o que está por vir, mas ele sempre a surpreende. Quando a música se inicia, cada nota contribuindo para o clima de sensualidade que a dança solicita, tudo o que vê são as costas do namorado. E é apenas quando ele se vira de frente, um sorriso cretino brincando no canto dos lábios, que ela percebe: no instante em que ele amarra a gravata sobre os olhos, Jongin se vai. Aquele é Kai.
Não importa quantas vezes o veja dançar, jamais se acostuma àquela sensação: ele é explosão aliada a sutileza, é o arquiteto de cada gesto preciso e perfeito a ponto de que cada movimento complexo que realiza parece natural. A mulher engole em seco quando um sorriso felino se abre nos lábios dele: o modo como Kai se move é, por si só, libidinoso, mas se há algo que realmente faz com que ele se destaque dentre os demais é a forma como seu rosto complementa a mensagem por trás da dança. E ali, as intenções são claras.
O tronco dele se ondula de forma quase obscena, e a mulher deixa seus olhos beberem da visão fantástica que é o corpo de Kai em movimento: das espáduas marcadas ao abdome definido, com as entradas salientes guiando seu olhar para o ponto mais crítico de toda a situação. prende o fôlego quando ele emenda uma sequência de movimentos altamente sugestivos com o quadril, e geme baixo ao perceber o volume que começa a se destacar no tecido grosso da calça. O sorriso que lampeja no rosto de Kai deixa claro que sua audição captou o que a visão não pode perceber, e o quão satisfeito ele se sente: a missão está sendo cumprida.
se perde na figura do homem à sua frente, valendo-se do fato de que ele não pode ver o quão desejosa e necessitada dele ela parece. Não que ele realmente tenha alguma dúvida: Jongin é quem tem inseguranças, Kai desconhece até mesmo o sentido da palavra. Ele dança com a confiança dos melhores, e seus lábios a tentam de forma a dizerem, nas entrelinhas, que ele não precisa estar de olhos abertos para saber quão excitada é capaz de deixá-la. E Deus sabe que aquilo é verdade…
A respiração de é pesada e ela tem o lábio inferior preso entre os dentes quando Kai simula uma mordida no ar e se livra da venda de súbito, flagrando-a arfante e com os lábios entreabertos, completamente imersa no turbilhão para o qual ele a arrastara. Tão subitamente quanto começou, o momento termina, largando-a à deriva em suas próprias sensações. Os lábios do homem se abrem em um sorriso torto, e ele anda deliberadamente devagar até ela, agachando-se para que seus olhos se alinhem.
— O que você achou, jagi? – ele questiona, e a mulher pode ver ali uma curiosidade verdadeira, ainda que o brilho travesso em seus olhos demonstre que ele sabe muito bem o efeito que teve sobre ela. Ou que teria sobre qualquer outra mulher em seu lugar.
O primeiro impulso de é confrontá-lo, perguntando se toda aquela sensualidade é mesmo necessária em cima de um palco, para que o país inteiro desfrute do que deveria ser um privilégio dela. Um segundo depois, no entanto, a realidade a atinge: o mesmo Kai que arrebata multidões com apenas um olhar, é aquele que está a um palmo de seu toque. É dela, inteira e unicamente dela. Aquele pensamento é, por si só, tão excitante, que não verbaliza uma só palavra: cobre os lábios dele com os seus em um beijo que exige que ele dê fim a todas as provocações que começou. E quando Jongin a deita sobre o tapete, segurando suas mãos sobre a cabeça com um sorriso malicioso, ela tem certeza de que ele o fará.
O modo como ele a beija faz com que sinta arrepios percorrendo sua espinha: ao primeiro contato de suas línguas o desejo os consome de uma forma surreal, e seus lábios passam a se chocar de modo agressivo e desesperado. Kai percorre o pescoço dela com a língua e ganha um gemido rasgado da mulher, que se arqueia quando ele a morde dolorosamente, sem se importar com os sinais que deixa em sua pele: naquele momento, o que ele mais deseja é marcá-la sua, tanto quanto ele é dela.
Enquanto os lábios dele voltam a tomar a boca de , seus dedos se ocupam de provocá-la ao tocar seus seios de leve sobre a blusa, aproveitando-se do fato de que ela não usa nada por baixo da roupa. A mulher morde o lábio inferior dele com força, protestando contra o toque delicado que só faz aumentar seu desespero, e Kai responde com uma risada rouca.
— Por que a pressa, babe? – ele sussurra, mas suas mãos a livram da blusa com um só movimento. Ele perde algum tempo admirando os seios da namorada, e como ela parece perfeita jogada sobre o tapete, arfando pela vontade desesperada de senti-lo dentro dela: a questão com é que sua veneração por ela é tão imensa que qualquer gesto da mulher lhe parece dolorosamente excitante, especialmente a forma como ela cerra os olhos, suspirando seu nome.
— Kai, por favor… – implora, sob a respiração, mas ele responde quebrando o contato de seus corpos por um instante, para frustração da namorada. Os olhos negros da mulher se abrem, e ela se depara com a imagem memoravelmente instigante do loiro segurando novamente a gravata, encarando-a num pedido mudo – Fuck! geme, e Kai grunhe em resposta: ela sabe o quanto vê-la xingando no idioma estrangeiro mexe com a sua cabeça.
— Você confia em mim, jagi? – ele sussurra, colocando-se novamente no meio dela, deixando que o volume em sua calça toque o ponto mais sensível entre as pernas da mulher, que geme sofregamente. acena, sentindo seu interior pulsar com a expectativa, e quando Kai cobre seus olhos com a venda, tudo o que ela pode fazer é sentir.
Um segundo se passa, mas o silêncio pesa tanto que tem a sensação de que horas transcorreram até que os lábios de Kai a tocam novamente, sugando a pele delicada de seu seio com tanta intensidade que a mulher deixa escapar um grito abafado. Ela pode sentir o sorriso dele se abrindo um segundo antes de seus dentes mordiscarem provocativamente o mamilo enrijecido, para então chupá-lo com prazer. estremece, e suas pernas se abrem ainda mais, buscando por um contato que ele nega, por hora.
— Shhh, quietinha… – Kai não deixa de percorrer o corpo dela com as mãos por um segundo sequer, enquanto toma seu tempo satisfazendo o outro seio da morena: ele chupa, morde, lambe, e, quando está a ponto de explodir, para. A mulher nem mesmo cogita protestar: ela sabe que a calmaria precede a tempestade, e apenas quando sente as mãos fortes de Kai livrando-a dos shorts e da calcinha de uma só vez, permite que um novo gemido escorra de seus lábios.
Kai perde um segundo admirando a cena, antes de se livrar das próprias roupas, segurando sua ereção e correndo uma das mãos por toda sua extensão, enquanto os olhos se deleitam com a imagem de tremendo de ansiedade, absolutamente entregue a ele: não é nem mesmo necessário tocá-la para que saiba o quão molhada ela está. Ele pode ver. Sem perder mais tempo, ele abaixa na frente da namorada
— Eu vou fazer você se sentir tão bem, jagi… –Kai sopra a promessa bem contra sua intimidade, e contrai as pernas em torno dele, gemendo alto. – Isso, baby… – ele estimula, sabendo que a privação da visão faz com que todos os outros sentidos dela se agucem mais. – Deixe eu ouvir você. – sussurra, e a próxima coisa que sente é sua língua quente beijando-a onde ela mais precisa dele, de forma lenta e absolutamente excitante. A mulher crava as unhas nas costas de Kai, e quando ele acrescenta dois dedos ao estímulo que já realizava com a língua, um grito que escapa dos lábios de dela é tão alto que ela tem certeza de que ele não vai ser o único a ouvi-la.
— Kai, porra… – ela geme quando o namorado atinge um ângulo especialmente prazeroso com a língua. Ele conhece seu avesso, lê seus desejos em cada estremecimento do corpo dela sob o seu comando, e quando se dá conta, está tão perto de um orgasmo que seus olhos se apertam, e ela sabe leva a mão até o tecido que a impede de ter a visão que coroaria seu êxtase com perfeição: a de Kai bem no meio de suas pernas.
— Não. – Kai segura a mão dela de imediato, tirando os dedos de dentro da mulher. – Se você tirar, a brincadeira acaba. – avisa, e suspira pesado, quase implorando para que ele volte tocá-la. – Ok, babe? – ele insiste, voltando a massageá-la bem em seu ponto de maior prazer, e a outra não pode fazer nada senão concordar.
Kai não mantém a punição por muito tempo: logo está a devorá-la novamente, apertando suas pernas com tanta força que provavelmente encontrará roxos pela manhã. se contorce contra os lábios dele, chamando por Jongin, gritando por Kai. A onda de prazer que a arrasta é tão intensa que a mulher só percebe que atingiu o orgasmo quando seu corpo inteiro estremece, num formigamento que a arrepia dos pés à cabeça. Kai não tem pressa enquanto resolve com a língua a verdadeira bagunça que ela faz ali embaixo: toma tudo para si com prazer. É a sua recompensa, afinal.
— Aqui, jagi. – Kai aproxima dois dedos da boca dela, vidrado na visão de partindo os lábios para sugar seus dedos molhados lentamente, mordiscando-os, por fim. Ele respira pesadamente, sentindo uma fisgada poderosa em seu membro, tão ereto que ele pode senti-lo pulsar. – Você quer ver o que fez comigo, -yah? – sugere, começando a se tocar mais uma vez, pairando sobre ela – Quer ver como me deixou duro por você?
— Sim… Por favor, babe… – pede com a voz falha, desesperada para se livrar da venda, apesar de o artefato ter propiciado uma experiência surreal: ela sentira Kai como nunca antes.
Kai gostaria imensamente de prolongar as provocações por toda a noite, até que não tenha mais forças para nada senão implorar com ele, mas a verdade é que ele próprio já não suporta mais o desejo de se enterrar nela e só parar quando seu ápice o derrubar de vez. Por esse motivo, ele toca à entrada da mulher com seu membro, gemendo baixo ao primeiro contato: ela é quente e tão, tão molhada, que o homem precisa respirar fundo antes de continuar a provocá-la, esfregando-se lentamente nela, que geme de modo a enlouquecê-lo.
Fuck! – a voz de é entrecortada pelos picos de prazer que Kai lhe proporciona, e ela está prestes a arrancar a venda quando sente os lábios dele colados ao seu ouvido.
— Você quer ver? – grunhe, arrancando a venda dos olhos dela com um movimento fluido – Então olhe. – diz, e mal tem tempo de observar o momento em que seus corpos finalmente se fundem, porque no instante em que Kai a penetra, de uma só vez, seus olhos se fecham automaticamente, enquanto ela grita de prazer. – Abra os olhos, jagi. – Kai sussurra, controlando o tom de voz, enquanto sai de dentro dela quase por completo, com uma lentidão torturante. obedece, e seu corpo inteiro se contrai à visão que tem do homem a invadindo uma vez mais, centímetro por centímetro, até que tudo o que ela pode ver é como parecem um.
E então ele faz isso de novo. E de novo. E de novo. Até que enterre as unhas em seus ombros, implorando que ele pare com a tortura. Um sorriso maldoso se desenha no rosto dele, lançando arrepios por todo o corpo da mulher, e Kai segura o lábio inferior da namorada entre os dentes antes de finalmente dar a ela o ápice de que precisam tão desesperadamente. não tem tempo de respirar, tal a velocidade com que Kai a toma, fazendo dor e prazer preencherem seu corpo em iguais proporções. Ele está fodendo com ela… Dançando com ela… Dançando dentro dela.
Os movimentos dele começam a se tornar menos precisos e mais desesperados conforme sente o próprio orgasmo se formando feito brasa concentrada em um único ponto de seu corpo. Kai escorrega uma das mãos para ocupar o espaço ínfimo que o separa de , tocando-a com auxílio do quão encharcada ela se torna a cada segundo.
— Vem pra mim, jagi… – pede, e a mulher geme com a fricção de seus dedos, arranhando a base de suas costas de modo a mantê-lo ainda mais perto, dentro dela.
não precisa de muito mais para se desfazer em um novo orgasmo, quando tem a respiração de Kai ao seu ouvido e dele escorregando por sua intimidade enquanto ele a fode tão deliciosamente. A mulher é novamente tragada pelo prazer, e enlaça a cintura do namorado com as pernas, apertando-se contra ele de um modo que Kai não precisa se mover mais um centímetro para que ele próprio chegue ao seu limite: derrama-se dentro dela, com um grunhido baixo, antes de desabar sobre corpo quente que é seu lugar favorito em todo o mundo.
Os dois permanecem em silêncio por vários minutos, quando tudo o que preenche a sala são os sons de suas respirações que pouco a pouco retomam o compasso. Assim que recupera alguma força, toca de leve os cabelos do namorado que tem a testa repousada em seu ombro, ainda deitado sobre ela. O rapaz ergue o rosto para encara-la, e seus olhos são tão doces que a mulher é capaz de sentir todo o amor que liga suas almas ainda mais próximas do que seus corpos estiveram minutos atrás. Aquele é seu amor. É Jongin. Ela sorri, beijando de leve os lábios dele antes de sussurrar.
Até logo, Kai.


III. JONGIN

Por duas horas, o único sentimento que preenche o corpo de é o de um profundo e gratificante orgulho. Ela o sente em cada poro de sua pele, como se estivesse em expansão: seu coração se alegra a cada grito da plateia, e ela vibra com os agudos de Chen e Baekhyun, com os riff de DO, durante os raps de Chanyeol e os sorrisos amáveis de Xiumin. E, é claro, com a dança: quando Lay, Sehun e Kai se movem naquela típica sincronia perfeita, a mulher se arrepia dos pés à cabeça. Mas é durante o solo do namorado, quando seus olhos se encontram ao final da performance, que algo dentro dela se acende feito luzes de Natal. O último show da turnê da EXO termina, e os olhos de se cerram enquanto seus lábios são preenchidos por um sorriso que transborda amor.
Na companhia de Mira, namorada de Chanyeol, a médica ruma ao backstage, escoltada por seguranças. As mulheres são as únicas a manterem relacionamentos públicos com os membros do EXO, sendo que Chanyeol e a japonesa começaram o romance há pouco mais de alguns meses. , por sua vez, não podia se sentir mais feliz: era maravilhoso não ser mais a única garota no mundo daqueles meninos, e o fato de a namorada de Channy ser uma das pessoas mais divertidas que já conhecera, só tornava tudo ainda melhor.
— Bem-vinda à zona… – sorri para a outra assim que as duas chegam aos bastidores: é a primeira vez que Mira vai a um concerto, e certamente não está preparada para a verdadeira confusão que nove jovens eram capazes de armar quando têm adrenalina correndo por seus vazos e uma verdadeira multidão gritando seus nomes do lado de fora.
— As mulheres das nossas vidas! – Baekhyun se coloca na frente das duas, abraçando-as ao mesmo tempo – Foi ou não a melhor noite da história? – o sorriso dele é gigante quando joga a cabeça para trás, fechando os olhos com a empolgação do momento.
— Sem dúvida alguma! – ri, beijando o rosto do amigo – Você viu…?
— Jagi… – Jongin vem até ela quase correndo, o que é notado e provoca uma risada de Sehun. O rapaz tem uma toalha em torno do pescoço e seu sorriso para ela é aliviado, como se vê-la fosse a única coisa que precisasse naquele momento.
— Vamos encontrar seu homem, Mira, essa aí já nos abandonou… – Baekhyun passa um braço em torno da garota e parte com ela pelo backstage – CHANYEOL, EU VOU ROUBAR SUA NAMORADA!
Jongin e riem do amigo, e a mulher logo enlaça a cintura dele com os braços, encarando o rosto que paira tantos centímetros acima do seu.
— Querido, vocês foram tão bem… – ela segura o rosto dele entre os dedos, admirando cada detalhe daqueles traços. Os cabelos suados dele o deixam parecendo um menino, mas não deixa de haver certo apelo na forma como seu pescoço brilha de suor. Quando os olhos se apertam em um sorriso, no entanto, ela vê apenas seu Jongin, seu garoto tímido que se alegra tão facilmente ao menor elogio. Por mais merecido que este seja.
— Você fica linda ali embaixo… – confessa, colocando os cabelos dela para trás da orelha, antes de plantar um beijo tímido em sua testa, ciente de que havia muita plateia por ali.
— Ei casal, vocês vão com a gente pra casa? – Chanyeol se aproxima de mãos dadas com Mira – Vamos comer, Sehun quer beber alguma coisa também… – o sorriso do garoto é contagiante, e se vê sorrindo junto. Ela está pronta para responder que sim, mas ao trocar um breve olhar com o namorado, vê ali o quão exausto ele está, e não pode culpá-lo. Mira decerto a perdoaria.
— Eu preciso dormir cedo hoje… – a mulher responde, poupando Jongin de ter que negar aquilo ao amigo, uma vez que os amigos já implicam com ele o suficente por trocar alguns programas com eles por tempo na companhia dela. O rapaz aperta sua mão em agradecimento e ela sorri – Mas quero vocês dois lá em casa logo, precisam conhecer o apartamento novo!
— Nós vamos! – Mira sorri, animada com a ideia – Chanyeol vai se comportar, não é, jagi?
Os dois engatam uma conversa cheia de abraços e sorrisos, e sente o abraço de Jongin, cerrando os olhos para a sensação que sempre parecia mais e mais confortável, como se a cada dia ele se tornasse um pouquinho mais encaixado a ela.
— Eu não vejo a hora de deitar na nossa cama. – ele sussurra, e aquelas palavras são o suficente para que suspire. ‘Nossa’. Aquilo basta para que seu coração se aqueça e ela sinta seu amor transbordar: é como se uma vida com ele não seria o bastante.

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Enquanto o elevador panorâmico sobe até o décimo segundo andar, e Jongin se mantêm em um silêncio confortável, os braços do rapaz enlaçando a cintura dela em um abraço enquanto ele cerra os olhos de cansaço. A mulher respira pausadamente contra o pescoço do namorado, sentindo o cheiro que lhe é tão familiar, e seria sinônimo de casa em qualquer lugar do mundo, e a forma como Jongin segue imóvel sob seus dedos é mais uma prova do desgaste imenso pelo qual ele passou nas últimas horas: passada a euforia e a adrenalina do show, tendo apenas como testemunha, ele se permite desmontar.
Assim que as portas se abrem, o casal se move em uma sincronia ensaiada de quem convive por tempo suficiente para que qualquer atitude corriqueira pareça coreografada: Jongin abre a porta da frente e dá espaço para que a namorada entre primeiro; acende a luminária da sala e tira os sapatos, enquanto o rapaz fecha a porta antes de fazer o mesmo. Antes que ele erga o olhar novamente, contudo, já tem os braços em torno dele uma vez mais, beijando de leve o maxilar do rapaz enquanto passa os dedos carinhosamente por seu rosto.
— Foi uma noite tão incrível. – ela sorri, e a forma como os dentes brancos e perfeitamente alinhados contrastam com a pele negra é algo de que Jongin nunca vai se cansar – Você foi incrível. – completou, e os olhos dele se apertam em um sorriso antes mesmo que este atinja seus lábios.
— É tão bom ter você na plateia… – ele comenta, tirando alguns fios do cabelo de do rosto com cuidado – É mais difícil me apresentar sabendo que você está ali… – sorri de canto, e a namorada não contém uma risada baixa frente à timidez que é tão típica de Jongin quanto estranha a Kai – Mas também é a melhor sensação do mundo quando vejo você cantando, sorrindo… – completa, tocando o nariz de com o seu conforme se aproxima preguiçosamente do rosto dela, livre de qualquer pressa.
— Eu tenho muito orgulho de você, Kim Jongin. – os olhos de são tenros antes de ela os cerrar, deixando que seus lábios encontrem os do namorado para um beijo cheio de intimidade e carinho, que ela só parte quando, pouco a pouco, vão se desconectando até que apenas suas mãos continuem a se tocar. – Vamos tomar um banho, vem… Você precisa relaxar. – sugere, apertando de leve os ombros dele, quando vê que o rosto bem desenhado de Jongin transparece sua exaustão. O rapaz apenas concorda fracamente com a cabeça, colando a testa à da mulher por um segundo e fechando os olhos enquanto aproveita o carinho que ela faz em seu rosto – Eu vou cuidar de você, babe. – promete num murmúrio, começando a guiá-lo até o quarto – Quer que eu encha a banheira? – pergunta, assim que o namorado puxa a camisa sobre a cabeça, gemendo levemente de dor antes de estalar o pescoço.
— Não precisa, jagi… – ele nega, desejando apenas água quente o mais rápido possível, e antes de terminar de se livrar das próprias roupas cobre o caminho até a namorada para abrir o zíper do vestido dela cuidadosamente, com a ajuda de , que tira os cabelos do caminho. Jongin ainda a livra do cordão que dera a ela de aniversário, e só então termina de se despir, enquanto a morena anda até o banheiro da suíte de calcinha e sutiã. Quando a encontra no cômodo ao lado, já ligou o chuveiro e o banheiro está repleto de vapor quente, cobrindo parcialmente a imagem dela através do vidro embaçado do boxe. Jongin se junta à mulher, que o recebe com um sorriso e o puxa para perto, para o alcance da água, que busca seu caminho entre os corpos que se mantêm tão próximos.
Jongin tem os olhos fechados sob a água corrente, quando é despertado pelo toque suave de , que desliza um sabonete por toda a extensão de seu ombro ao pescoço, antes de descer para o tórax e repetir o movimento do outro lado. Ele descerra os olhos e encontra o olhar da mulher sobre sua pele, examinando com atenção a espuma que se forma e é logo levada pela água. Jongin deixa um suspiro baixo escapar quando ela desce as mãos até seu abdome em movimentos circulares, e um sorriso brando se forma nos lábios de .
— Vira de costas, jagi? – pede e Jongin obedece, como faria com qualquer desejo que ela verbalizasse naquele tom.
As mãos dela estão, então, em suas costas, e ela planta um beijo delicado entre suas escápulas antes de continuar sua missão de cobrir toda a região com espuma de banho. Ela sente cada músculo, e o quão tensos eles parecem sob seus dedos, como sempre que Jongin retorna de uma apresentação ou de um dia de prática. massageia diligentemente seus trapézios e o namorado geme baixo e estremece levemente pela dor.
— Desculpa, babe… – ela murmura, escorregando as mãos mais para baixo em um afago.
— Pode continuar… – ele diz, puxando uma das mãos dela de volta para o lugar – É bom.
— Quando sairmos eu te faço uma massagem. – promete, beijando de leve o ombro dele antes de se afastar para que a água termine de retirar a espuma das costas dele.
Jongin não demora a se virar de frente e abraçá-la novamente, deixando as mãos subirem e descerem algumas vezes da cintura dela até seus quadris. Ele encosta sua testa à de , que cerra as pálpebras, ainda que a visão dos olhos de Jongin tão próximos seja algo que ela perde com pesar.
— Eu te amo tanto… – confessa, e um sorriso involuntário surge nos lábios da mulher quando ela o abraça ainda mais apertado.
— Eu te amo mais. – encerra a distância que os separa, beijando-o com uma calma reconfortante: seus lábios se encontram em um ritmo que começa lento, com a típica familiaridade daqueles que conhecem um ao outro como a si próprios. Jongin corre os dedos pelo maxilar da mulher, seguindo a linha de sua clavícula, descendo pelos ombros até terminar na cintura que, quando as costas de encontram a parede fria, se arrepia sob seus dedos.
— Vem, sai do frio, jagiya… – ele a desencosta da parede rapidamente, deixando que a água quente volta a aquecê-la. não se importa em corrigi-lo, explicando que aquele não é o único motivo para seu estremecimento: ela sabe o quanto Jongin aprecia a ideia de cuidar dela, por isso não contesta quando ele fecha o registro do chuveiro para então enrolar o corpo dela em uma toalha, antes de fazer o mesmo consigo. Os dois se secam em silêncio antes de voltarem ao quarto, e Jongin não leva mais do que alguns segundos para vestir uma cueca e se deitar, cerrando os olhos imediatamente, com um suspiro.
— Jagiya? – ele abre parcialmente os olhos, ao perceber a demora de em se juntar a ele na cama – O que você tá fazendo? – pergunta, virando-se para o lado da bancada ao lado da qual a médica está de pé, usando apenas uma camiseta sobre a qual ele já perdera a custódia, visto que é ela quem passa muito mais tempo usando-na.
não responde de imediato, terminando o que fazia, e quando se vira novamente para ele, o quarto adquire uma luminosidade fraca vinda das pequenas velas que ela acaba de acender. A música baixa que vem do celular da mulher é relaxante e Jongin sente as pálpebras pesarem àquele ambiente criado por ela, mas a visão da namorada caminhando até a cama numa velocidade quase ensaiada à melodia faz com que mantenha os olhos bem abertos.
— Vira de bruços, babe? – pede, sentando-se ao lado dele na cama e afagando de leve seu ombro. Jongin atende ao pedido de imediato, e no instante seguinte sente quando a mulher se assenta sobre o fim de suas costas, tomando um segundo para cobrir as palmas das mãos em óleo de massagem. Quando os dedos dela começam a pressionar a região tensa de seu pescoço, o rapaz não contém um gemido baixo. – Só relaxa, meu amor… – sussurra, repetindo os movimentos circulares várias vezes, até que Jongin se ajeita melhor sob seus dedos, desmontando ao toque dela.
A mulher deixa as mãos correrem por toda a extensão das costas de Jongin, desfazendo a tensão concentrada em cada músculo. Ela aproveita os padrões melódicos da música e os imprime na forma como o toca: rápido e lento, intensa e delicadamente. A cada minuto Jongin se torna mais consciente da aura de sensualidade que instala no quarto de maneira sorrateira e natural: está no cheiro almiscarado das velas aromatizadas de e na meia luz que lança sombras luxuriantes sobre as paredes. No modo como o quadril ela se ondula quase despreocupadamente sobre ele enquanto seus dedos correm por sua pele, e nos gemidos que escapam de seus lábios sempre que as mãos dela lhe provocam dor ou prazer.
— Jagi… – ele murmura, e algo no tom de sua voz faz com que respire tão pesadamente quanto ele, suas mãos parando onde estão e apertando mais fortemente a pele. Ela quase se sente mal por toda a excitação que Jongin é capaz de despertar nela mesmo quando não faz nada além de existir. Quase. Ele certamente a perdoaria por aquilo.
— O que, amor? – ela pergunta, deixando as unhas correrem levemente sobre a pele do namorado, sentindo com prazer como ele se arrepia ao seu toque. Respondendo unicamente ao que pedem seus instintos, começa a mover os quadris lentamente sobre ele, satisfazendo à sensação que começa a surgir entre suas pernas. Jongin geme baixo e uma de suas mãos busca imediatamente contato com a perna torneada da mulher, forçando-a ainda mais contra ele.

… – a voz dele tem um tom de aviso, e a namorada sente seu interior se acender ainda mais com o quão rouco ele soa, talvez pelo show recente. Talvez pelo desejo que se instala em cada parte de seu ser de uma só vez, fazendo com que seja impossível manter aquela posição, quando sua excitação já se anuncia dolorosamente.
Jongin arqueia as costas, e não precisa que ele sinalize mais nada para sair de cima dele apenas por tempo o suficiente para que se vire na cama. Assim que ele o faz, a mulher retoma seu lugar de origem, e é a sua vez de estremecer ao contato do volume entre as pernas dele e sua intimidade já sensível à ideia de tê-lo. As mãos do rapaz correm imediatamente para as pernas da namorada, apertando com menos sutileza do que ela o massageava há alguns minutos, fazendo com que cerre os olhos e deixe a cabeça pender para trás àquela sensação, enquanto ondula os quadris para frente e para trás, as mãos espalmadas sobre o abdome esculpido que se contrai sob seu toque. Os dedos de Jongin não demoram a buscar uma rota ascendente, tirando com facilidade a camiseta que ela usa, para então revelar o que é uma de suas visões preferidas em todo o mundo: ali, à meia luz, arfante e com os cabelos em completa desordem, a mulher é sua definição do que há de mais atraente no mundo. Ele desce as mãos lentamente desenhando cada curva da namorada, e não reprime um gemido baixo quando ele toca seus seios com adoração, arqueando o corpo na direção dele, a fim de capturar seus lábios em um beijo.
As mãos de Jongin logo estão em seus quadris, ditando discretamente o ritmo como ela se move sobre ele, enquanto sua língua dança preguiçosamente com a dela, num ritmo insinuante e sensual. O beijo não demora a se tornar mais urgente, e percebe a intenção de Jongin de inverter as posições em que se encontram, por isso força-se ainda mais contra ele, descendo os lábios pelo maxilar do namorado, preocupando-se em nunca deixar de tocá-lo.
— Deixa eu cuidar de você… – sussurra assim que seus lábios tocam a orelha dele, e um gemido baixo de Jongin faz seu corpo inteiro vibrar. sorri, e sua língua desenha o caminho de seu pescoço à clavícula, enquanto ela começa a escorregar lentamente para baixo, deixando as unhas arranharem delicadamente as laterais do corpo do namorado, cuja respiração se acelera em expectativa – Deixa eu fazer amor com você, jagi. – sussurra, plantando um beijo no ponto mais baixo de seu abdomen, os olhos nunca deixando os do homem que a observa como se ela fosse o centro do todo o universo: e ali, com Jongin completamente entregue ao seu amor, ela se sente exatamente assim.
— Por favor, jagiya… – ele murmura, chegando até mesmo a elevar minimamente o quadril na direção dela, num ato de seu inconsciente que já não suporta mais a vontade de tê-la.
— Eu vou fazer ser tão gostoso pra você, meu amor… – espalma sua ereção por sobre o tecido e antes mesmo de envolvê-la com os dedos, estimulando de fato, o homem já grunhe de prazer. Ela finalmente o livra da única peça de roupa, correndo a mão por toda a sua extensão com a pressão e o ritmo que sabe que o deixam completamente sem rumo, o que é honestamente uma cena das mais bonitas de que ela guarda recoração. Jongin flexiona os braços, apertando o travesseiro e trincando os dentes antes de soltar o ar ruidosamente. sorri à visão incrível que é aquele homem que ela tem literalmente nas mãos, e aproveita o líquido que já escorre dele para deslizar os dedos com ainda mais fluidez.
… – Jongin arfa assim que começa a sentir uma concentração tão forte de energia que sabe que se continuarem assim em breve ele não terá como se controlar. Ele segura o punho da namorada, implorando que pare. A mulher sorri e obedece, levantando-se apenas para descer a calcinha pelas pernas, antes de voltar a sentar sobre ele.
— Me diz o que você quer, jagi… – ela murmura, deslizando sua intimidade sobre ele de forma desesperadoramente prazerosa.
— Eu quero você, jagiya. – a voz dele é suplicante, quando suas mãos correm pelas pernas da mulher até alcançarem sua bunda, que ele aperta em um sinal para que ela intensifique os movimentos, porque quando se trata de , contato algum é próximo o suficiente: às vezes ele gostaria de poder fundir seus corpos como sempre que atingem o êxtase juntos, naqueles que são os momentos em que se sente mais completo em toda a vida – Quero estar dentro de você… – completa, tão baixo que a mulher estremece ao som da voz dele, gemendo também baixinho.
— Eu também, querido… – se ergue apenas o suficiente para que consiga alinhá-lo à sua entrada, e se move delicadamente sobre ele, apenas para que sinta o quão ridiculamente excitada ele é capaz de deixá-la. Jongin morde os próprios lábios em um tesão quase doloroso pela forma como desliza sem atrito algum pela intimidade da mulher, e quando ela desce de uma só vez sobre ele, não contem um grunhido alto – Tão, tão gostoso, meu amor… – geme, cerrando os olhos ao sentimento inigualável de ser completamente preenchida por aquele homem. Seu homem. Seu amor.
Quando sobe novamente, deslizando-o para fora dela quase por completo, seus olhos vão novamente até o rosto de Jongin, que bebe de sua imagem como se ela fosse a coisa mais bonita que ele já viu em toda a vida: aquilo vibra dentro dela de forma a estremecer seu corpo inteiro, e se deita sobre o corpo do namorado, tomando os lábios dele em um beijo de onde escorrem todo seu amor e desejo por ele, enquanto se move ainda mais intensamente sobre seu membro, sentindo-o mais duro cada vez que a penetra, tocando todos os pontos certos para enlouquecê-la de prazer.
— Eu te amo tanto, tanto… – sussurra, correndo os dentes pelo maxilar dele, rebolando de uma forma que faz os dedos de Jongin se enterrarem em sua carne sem medir forças. Ela gosta daquilo – Amo te dar prazer… – ela continua sua melodia sensual ao ouvido do namorado, e logo ele prova o quanto suas palavras têm impacto: Jongin começa a dar suas próprias investidas, erguendo o quadril para encontrar o dela. arfa pela perda momentânea que tem do controle, e Jongin corre a mão até seus cabelos, trazendo o rosto dela para o seu, beijando-a com uma urgência que mimetiza o modo como seus corpos se unem e se separam enquanto caminham juntos para o ápice que promete nublar seus sentidos.
— Jagiya… – Jongin grunhe enquanto se enterra com força dentro dela, segurando os quadris da mulher para que ela não se mova nem um milímetro para longe. geme e se aperta em torno dele, sabendo que aquilo é o que falta para que termine de dar a Jongin tudo o que ele precisa: os dedos seguram a mulher como se buscassem apoio diante da onda que o arrasta, deixando-o à deriva. Perdido em seu próprio prazer, tudo o que Jongin vê é : seu norte, seu farol.

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— Jagi, você se casaria comigo? – a voz de Jongin é tão baixa que a mulher se vira entre os seus braços para ter certeza de que não era seu semi-adormecimento lhe pregando uma peça. O namorado tem os olhos no teto, enquanto circula o ombro dela com o polegar, e a mulher pode ouvir o coração batendo forte contra o peito dele, onde se deita – Um dia, digo. – ele se corrige, e pode sentir sua pele ainda mais quente. Ela sorri, apoiando-se sobre o antebraço para alinhar seu rosto ao dele, forçando-o a olhar para ela.
— Isso é um pedido? – ela sorri de canto, e os olhos do rapaz sobre ela são tão doces que ela sente seu interior se contorcer em euforia: por Deus, como ela o ama! O sorriso que se abre nos lábios dele é, honestamente, uma das coisas mais bonitas que já teve o prazer de ver em toda a vida.
— Eu acho que sim. – ele ri baixo, desviando o olhar por um momento – Eu provavelmente devia ter um anel, ou algo… – ele se atropelava nas palavras, e o sorriso de se alargava a cada segundo, a emoção crescente em seu peito se traduzindo nas pequenas lágrimas que se formavam em seus olhos – E sei que não podemos fazer isso agora, mas eu queria que você soubesse que… Que… – antes que ele possa terminar, os lábios de estão sobre os dele. Ela sabe. Antes que ele diga, ela sabe: que tudo o que querem é uma eternidade lado a lado. Que suas vidas sempre estiveram ligadas e sempre estariam. Que se amam e trazem à tona as melhores versões um do outro. Que ele é dela e ela dele. E com aquele beijo, ela espera que ele também saiba que, quando se trata dele, sua resposta será sempre ‘sim’.

Fim.


Nota da autora:
Aiii, eu não sei nem como começar a explicar o tanto que Hers se tornou uma queridinha pro meu coração. Esse casal mexe comigo de um jeito curioso: esse amor tranquilo deles me acalma, me deixa com um sorriso no rosto enquanto conto a história deles. Se não tivermos a sorte de toparmos por aí com Kim Jongin, que pelo menos tenhamos a alegria de um relacionamento gostoso e cheio de carinho, não é mesmo: hahaha
Espero de todo o coração que eu tenha conseguido fazer jus à essa personalidade incrível que tem o nosso menino Kai-Jongin-Nini, e que vocês tenham aproveitando tanto quanto eu essa viagem curtinha pelas três versões desse reizinho.
Muito obrigada por ter ficado até aqui, e nos vemos na próxima!
Xx Belle