I’m Slave 4 U

  • Por: M. Angeli
  • Categoria: Kpop | Restritas
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Sinopse: A garotinha da mamãe, filha da diretora da academia de dança a qual frequentava. A boa menina tímida que todos respeitavam, mas que tinha um segredinho sujo com quem menos esperavam.
Fandom: EXO
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos
Restrição: Conteúdo sexual
Beta: Alex Russo

Capítulo Único

Com a respiração descompassada, a garota seguiu até suas coisas em um dos cantos da sala de ensaio. Ela buscou por sua garrafa de água e após destampá-la, levou até a boca, tomando um longo gole enquanto tentava normalizar a respiração.
Já havia perdido a conta de quantas horas havia passado ali, em frente ao espelho ensaiando os passos já perfeitos depois de tantos outros treinos. Ela sabia que não precisava daquilo, tinha toda sua performance preparada e muito bem decorada, mas dançar era o que ela fazia de melhor, o que mais amava fazer, o que a acalmava. E calma era tudo o que ela mais precisava no momento.
Fazia dois dias que não via ou falava com , e cada vez que escutava alguém mencionar seu nome nos corredores sentia o sangue ferver, especialmente por não poder fazer nada. Ela tinha uma reputação pela qual zelar. era a boa garota e ele, o exemplo perfeito do contrário. Fazia dois meses que ele havia sido expulso da mesma academia a qual ela cursava, complicando um pouco mais os encontros as escondidas que costumavam ter.
Sair à noite era bem difícil quando se era a garotinha da mamãe e filha da diretora. Sair à noite para uma boate então, pior ainda. Especialmente quando esta era frequentada em peso pelos outros alunos.
Mas ouvi-los falar todos os dias no novo local de trabalho de era torturante, ainda mais quando só haviam começado a falar do local depois que ele passou a dançar lá todas as noites. Pior que isso, só o fato de conseguir imaginar perfeitamente bem o que ele podia fazer em cima de um palco.
Para um músico, dançava bem demais. rebolava bem demais e se tirasse a camisa então, ela definitivamente não poderia responder por si mesma.
Sentindo-se queimar apenas pelo rumo de seus pensamentos, a garota urrou em frustração. Era uma mistura de tudo, basicamente: Raiva, por terem se desentendido; um ciúme louco em saber que ele estava se exibindo para todo o público feminino, o que não a incluía já que não podia sair; e principalmente abstinência sexual. Ela estava prestes a entrar em um colapso.
– Fui ontem ao Thunder. – ouviu uma garota falar dos corredores, seguido por risinhos que a deixaram ainda mais possessa. – Como nunca reparei naquele homem antes?
– Ele infelizmente não andava sem camisa pelos corredores. – uma segunda voz respondeu e revirou os olhos quando riram novamente.
– E não dançava como gogo-boy nas aulas. – a outra acrescentou, e contou até dez mentalmente para não simplesmente mandar as duas para o inferno.
– Eu adoraria se dançasse como um gogo-boy nas aulas. – a garota que falou suspirou, como se o imaginasse bem na sua frente e, bom, dizer que o ciúme bateu foi pouco.
, aqui ainda? Há essa hora? – sua mãe perguntou parada na porta, a chamando de volta para a realidade e, apensar de furiosa, ela se obrigou a sorrir, colocando no rosto a mesma máscara de garotinha quieta e talvez até tímida, que ela com certeza não era.
– Eu precisava de algumas horas a mais de ensaio. – mentiu, já que a verdade era que precisava apenas distrair a cabeça de .
– Você já esta ótima, vá para a casa. Um descanso também é bom às vezes. – a mulher falou de forma gentil, tocado o ombro da garota antes de dar as costas para sair outra vez.
As garotas passaram por elas, olhando para dentro da sala, e cumprimentaram a diretora após olhar brevemente para atrás dela.
Não tinha qualquer motivo para que as garotas olhassem para ela com deboche, muito pelo contrário, mas naquele instante, sentiu que foi exatamente isso que fizeram. No fundo, tinha certeza que era muito mais provável que fosse apenas coisa da sua imaginação, já que estava furiosa com elas.
– Anh, mãe? – ela chamou novamente, decidindo que não podia simplesmente deixar as coisas como estavam.
A mulher parou na porta para se voltar novamente para a garota.
– Sim? – ela perguntou, e colocou um novo sorriso cínico no rosto para falar com ela.
me chamou para dormir na casa dela hoje. O pai dela precisou viajar as pressas e ela não queria ficar sozinha em casa. – mentiu, sem vacilar. – Eu tinha sugerido que ela viesse, mas acho que mudar um pouco os ares talvez seja bom também.
– Ela te chamou para ir lá? – perguntou primeiro, antes de aceitar, e a garota concordou.
– Sim, antes de eu sugerir que ela viesse.
– Bom, se estiver tudo bem para as duas e para o pai dela, tudo bem.
Novamente, a garota concordou com a cabeça.
– Está sim. – disse, aumentando ainda mais o sorriso em agradecimento. – Obrigada, mãe. Só vou passar em casa antes para tomar um banho.
– Certo. – a mulher respondeu antes de se virar novamente, saindo porta a fora. – Juízo, as duas. – não deixou de comentar, e precisou conter uma risada.
Era exatamente aquele juízo que ela tinha perdido.

+++

As luzes acesas no palco eram as únicas luzes iluminando a boate quando adentrou ao local. tinha horário marcado para se apresentar e ela soube que havia chegado no momento exato pela euforia das garotas que entraram junto com ela e a amiga na boate. A casa estava cheia, todas as mesas da frente ocupadas e não teve nenhuma dificuldade para notar o desconforto da amiga em ficar de pé tão próxima ao palco, mesmo que estivessem praticamente escondidas em um dos cantos, onde os holofotes não alcançavam.
– Relaxa. – sussurrou, despreocupada. Negaria até a morte se dissessem tê-la visto ali. – Ninguém vai nos notar. – deu de ombros.
– Não? – perguntou, apontando com a cabeça pouco mais a frente onde encontrou dois homens olhando para elas. Quando viram que também eram observados, um deles ergueu a bebida e acenou. – Ficou louca? – ela perguntou entredentes e sorriu.
– Eles querem dormir com alunas da academia e não julgá-las por estarem aqui. – respondeu, avaliando melhor um deles. – Aquele loiro é interessante, você deveria dar uma chance.
. – a garota repreendeu, e ela riu mais uma vez. – Relaxa, . Mesmo que tirem fotos da gente, podemos negar. Está escuro e não é como se tivéssemos costume de sair vestidas assim.
– Ainda me surpreende que você realmente tenha isso no guarda roupa. – respondeu, referindo-se as botas de cano alto e as mini saias. , no caso, ainda vestia uma blusa transparente, deixando o sutiã propositalmente a mostra.
– Você não sabe tantas coisas… – respondeu, voltando sua atenção novamente para o palco quando a fumaça começou a se erguer do chão e a melodia teve inicio, fazendo com que ela sorrisse minimamente em expectativa. Foi muito fácil entender o motivo da histeria assim que reconheceu a música. Lembrava-se de quando o ouviu cantá-la pela primeira vez. Era composição própria e tudo nela era tão sexy que, na época, o fez dançar para ela. não conseguiu nem terminar o primeiro refrão antes dela o impedir de continuar, colando seu corpo ao dele louca para senti-lo dentro de si.
Precisaria se controlar melhor dessa vez.
surgiu no palco, todo de preto. Jeans justos, uma camisa simples com botões e uma jaqueta de couro. Cantando ele mesmo, após o primeiro verso, se livrou da jaqueta e a garota não pôde deixar de notar o quão previsível aquilo era vindo dele, vestir a jaqueta apenas pela graça de tirá-la. Quando todo o público feminino gritou, no entanto, não esboçou qualquer reação ou sorriso, como se não estivesse totalmente ciente do que estava fazendo. Mantendo-se sério, ele olhava acima do público, fingindo estar sozinho ali com sua música.
Quando a letra se tornou dançante, sozinho, ele iniciou a coreografia lenta ensaiada, exalando sensualidade. desceu uma das mãos pelo corpo, mexendo o tronco lentamente em um movimento de vai e volta e outros dois homens se juntaram a ele. Ficaram ligeiramente afastados, com ainda no meio. Vestiam as mesmas roupas pretas, mas nem de longe tinham a mesma graça ou porte físico de , que parecia perfeitamente esculpido para levar qualquer um a loucura.
– Ele é… Ow. – se pronunciou, um tanto sem palavras, e só conseguiu esboçar um pequeno sorriso em concordância, muito bem ciente daquilo.
era a definição perfeita de pecado e fascinada, sequer foi capaz de tirar os olhos do palco enquanto ele dançava, sentindo todo seu corpo esquentar apenas em assisti-lo.
Quando o refrão iniciou, mexeu o quadril de um lado para o outro primeiro e após passar uma das mãos pelo cabelo, ele rebolou devagar, deixando a garota prestes a rir de nervoso. Não era possível que com duas remexidas ela já estivesse daquela forma, louca para arrancá-lo do palco.
Foi ali mesmo que ela soube, inclusive, que faria qualquer coisa que ele quisesse se, como recompensa, pudesse tê-lo em sua cama. Ou em qualquer lugar, desde que pudesse tê-lo.
Como se pudesse sentir os olhares dela sobre ele, a encontrou no meio da multidão. Ele ergueu uma sobrancelha ligeiramente, como se caçoasse dela por estar ali e então abriu um minúsculo sorriso. Nem chegava a ser, de fato, um sorriso, era apenas a sombra de um, contido, e ela desejou esmurrá-lo por isso. Não só pelo pouco caso tão evidente, mas pelo fato dela amar aquela expressão de deboche.
caminhou para frente despreocupado, fingindo estar alheio ao fato de levar todo o público feminino a loucura e sem tirar os olhos dela, se deixou cair de joelhos. Era óbvio que agora faria aquilo, que a provocaria. Provocar era o que o maldito fazia de melhor e ficou entre a vontade de xingá-lo em voz alta e de pular em seu colo para que ele a levasse de uma vez para fora dali e usasse seu corpo como bem quisesse.
– O quê…? – começou, e apenas negou com a cabeça, como se dissesse para não perguntar. Não era como se ela fosse ter capacidade de responder qualquer coisa de qualquer forma.
Ajoelhado no chão, levou uma das mãos até a nuca e mordeu o lábio inferior. Se fosse apostar, diria que ele o havia feito simplesmente porque sabia o quanto aquilo a enlouquecia. Um dos seus fetiches era puxar seu lábio entre os dentes, sem medir força para isso e, com um empenho extraordinário para levar o juízo de qualquer um, rebolou novamente, investindo três vezes para frente, devagar demais para ser saudável para qualquer um assistindo. As mulheres gritaram e fingindo nem notar, pegou no chão, um pouco mais a frente, um cabo de madeira que havia sido deixado lá para a apresentação. Ele apoiou o objeto no chão e tocando entre suas pernas com a mão livre, repetiu o movimento e sequer encontrou ar para esboçar qualquer reação.
Aquele homem era um atentado perfeito a sanidade alheia e perfeitamente ciente do que causava, sorriu fraco dessa vez, o melhor sorriso cínico que tinha, e colocou o dedo indicador em frente a boca, como se pedisse a elas silêncio. Quando as mulheres no local apenas gritaram ainda mais, ele piscou, se levantado e voltando despreocupado para ao meio do palco, onde voltou a apoiar o cabo de madeira no chão. Agora ele estava de pé e utilizou o objeto como apoio para repetir duas vezes o movimento feito há pouco.
– Porra. – xingou e , sentindo todo o corpo queimar, só conseguiu repetir a fala.
– Porra. – falou, mal piscando os olhos enquanto o assistia.
Girando o cabo com uma das mãos, moveu os pés em uma dançinha do ritmo da música para, em seguida, segurá-lo na altura de sua cintura, balançando os ombros de um lado para o outro. E era tão filho da puta que mesmo aquilo, um simples balançar de ombros, fazia com que fosse sensual, mexendo junto seu tronco num movimento lento.
chutou o cabo, e o girou antes de voltar a apoiá-lo no chão. Mais uma vez, ciente de que era exatamente aquilo que deixava o público eufórico, ele rebolou com o cabo praticamente no meio das pernas e investiu para frente uma vez antes de jogar o objeto para o lado.
Após dar mais alguns passos para frente, colocando-se mais próximo à platéia, abriu a camisa, não dando importância aos botões que voaram no caminho. Voltando novamente ao refrão da música, ele girou no lugar, remexendo o quadril no ritmo enquanto descia uma das mãos pelo abdômen, até estar entre suas pernas. Descendo o olhar para o chão, ele cantou a próxima palavra quase como se gemesse e quem precisou morder o lábio inferior para se controlar, bom, foi a garota, que assistia a tudo já alheia a platéia, tendo olhos apenas para sobre o palco.
Deixando as pernas entreabertas, ergueu os braços sobre a cabeça e muito lentamente moveu o quadril. Com a camisa dele aberta, tudo em que ela conseguia pensar ela em lambê-lo bem ali, hipnotizada por aquela parte de seu corpo. Quando mais ninguém, sem exceção, tinha fôlego para gritar mais, ele fez mais alguns movimentos de dança e, após girar outra vez, se deixou cair de joelhos, investindo novamente para frente antes de jogar a cabeça e os braços para trás, encerrando a música naquela posição.
Mesmo quem assistia sentado, levantou para aplaudir. As mulheres mais próximas do palco se esticaram para tentar tocá-lo e, com um sorrisinho de pouco caso, ele se levantou antes que tivessem a oportunidade, lançando a uma piscadela discreta antes de dar as costas e sair do palco sem dizer uma só palavra.
…? – perguntou, confusa, mas quando se virou para a amiga, já abria espaço entre as pessoas para seguir até os bastidores, deixando a outra totalmente chocada.
– Não me espere. – dissera apenas, passando pelos seguranças como se eles nem existissem para seguir para dentro.
– Ei, você não pode entrar ai. – o homem falou, seguindo atrás dela, mas como se já estivesse prevendo aquilo estava ali, encostado contra uma parede com as duas mãos nos bolsos da calça e a camisa ainda aberta.
– Deixa. – falou para o homem, fazendo um gesto com a mão para que ele fosse embora e, sem se opor, foi exatamente isso que o outro fez, deixando-os sozinhos no corredor. esperou o homem sair, o acompanhando com o olhar e apenas quando já estava longe o suficiente se voltou para a garota a sua frente, desviando a atenção para seu corpo antes de finalmente encará-la. – O que a mamãe diria se soubesse que você está aqui? Ainda mais vestida assim?
– Tem certeza que é com a minha roupa que está preocupado? – ela perguntou, dando dois passos em sua direção, e apenas sorriu. Cínico, é claro. Aquele era o único tipo de sorriso que aparecia em seu rosto.
– Preocupado eu estaria se precisasse tirar uma roupa tão justa, mas já que passamos dessa fase, hum… Não, eu estou ótimo.
– Como se já não estivesse acostumado com isso, não é, ? – respondeu, referindo-se a sua fala sobre as roupas que usava.
– Não passa de calunia. – ele devolveu, dando as costas para ela, que acabou rindo por isso.
– É impressão minha ou alguém está se fazendo de difícil hoje? – ela fez bico, seguindo na direção dele quando parou de andar, mas ele permaneceu de costas para ela. – Você parecia bem fácil naquele palco.
– E você também parece bem fácil com essa roupa, mas lidar com você é bem difícil. – disse ele, se virando para ela que, se aproveitando da situação, deu mais um passo para frente, ficando próxima o suficiente para tocar seu abdômen. E foi exatamente isso que fez.
– Outch, comentário machista. – falou, fingindo estar muito ofendida. Normalmente ficaria, mas ela tinha provocado e, bom, não podia negar o argumento. Ele não estava errado.
– Você começou, sabe disso. – respondeu e ela deu de ombros. Sim, sabia.
– Talvez. – disse ela. – Por que está nervoso? Você me queria aqui, e eu estou aqui.
– Você veio porque estava cansada de usar os dedos.
– Cuidado, . Falando assim até parece que estamos em um relacionamento.
– Não estaríamos nesse impasse se estivéssemos. – ele respondeu. – O problema é que eu não sou seu brinquedinho de morder. Não é só estralar os dedos que eu apareço. – voltou a dar as costas e dessa vez ela revirou os olhos, impaciente.
– Eu coloquei uma mini saia e literalmente vim atrás de você em uma boate. – ela falou, fazendo-o parar mais uma vez. – Parece mesmo que sou eu no controle? Fui eu quem vim primeiro, .
– Veio primeiro porque é uma vadia manipuladora. Aposto que já tinha essa fala ensaiada.
– Não tinha, mas vou aderir agora. Gostei.
– Ridícula. – se voltou novamente para ela, e soube apenas por aquele xingamento bobo que ele já estava ganho.
– Você adora. – rebateu, se aproximando mais uma vez. , agora, não fez nada. Não o tocou apesar de querer, não se moveu, apenas ficou ali parada, o encarando, e foi quem tomou a primeira atitude, desfazendo a distância entre eles e segurando seus cabelos em um bolo para tocar seus lábios.
imediatamente envolveu seu pescoço com um dos braços enquanto a mão livre ia para seu abdômen. Ela desceu as unhas pela região, não se importando em ser delicada. Não era como se calma fosse condizente com eles de qualquer forma. soltou o ar contra sua boca, mas a segurou com mais firmeza contra seu corpo, permitindo que ela o sentisse por toda parte.
Até mesmo o mínimo contato com era o suficiente para levá-la à combustão. Ele era como uma droga da qual ela jamais cansaria. Seu corpo era a personificação perfeita de tudo que mais a enlouquecia e seria louca se negasse o quanto ele mexia com ela.
Podia ter feito média mais cedo, mas o que havia dito era verdade. Dependia de muito mais do que gostaria de admitir, mesmo que fosse daquela forma, com seus corpos colados um no outro enquanto ele a tomava com a língua.
Todo aquele contato, junto com o beijo que trocavam, fora o suficiente para fazer com que sua intimidade implorasse por ele e como se pensasse o mesmo, a puxou para a sala mais próxima as cegas, não se atrevendo a soltá-la para isso.
desceu uma das mãos por suas costas, parando na cintura, que ele envolveu com todo o braço e só notou que já estavam dentro da sala quando a empurrou contra a porta após fechá-la, rompendo o beijo para que fosse possível livrá-la da blusa que vestia. Só então notando o quão sem fôlego estava, puxou o ar de volta para os pulmões, levando imediatamente as mãos até o fecho do sutiã apenas para não correr o risco de ter que parar de beijá-lo outra vez para fazer aquilo. Após jogar a peça em qualquer lugar, puxou para si novamente pela camisa que ele ainda vestia, aberta, e o envolveu com os dois braços pelo pescoço para poder ganhar a sustentação necessária para passar as pernas ao redor de sua cintura.
sorriu contra o beijo assim que seus lábios voltaram para os dele, sentindo a necessidade absurda que ela tinha dele. Não deveria ser um mistério de qualquer forma, depois de vê-lo dançar em um palco como fizera, estando há semanas sem sexo.
E sexo com ele era bom demais para ser comparado com qualquer coisa ou qualquer outra pessoa que pudesse tentar. Soube que era um jogo perdido desde a primeira vez que esteve com ele. sabia o que estava fazendo e adorava provar isso. Não que ela se incomodasse.
– Preciso te deixar só com os dedos mais algumas vezes. – caçoou, mas a única coisa que a incomodou foi o fato dele ter rompido o beijo para proferir a frase e ele riu contra seus lábios quando ela o segurou pelo maxilar para trazê-lo para si mais uma vez. deixou que ela encontrasse sua língua com a dela, mas só notou que andava com ela quando seu corpo foi jogado contra o sofá que ela nem ao menos havia notado ali. não levou nem um segundo para ir por cima dela, tocando minimamente seus corpos enquanto subia uma das mãos por sua coxa, contato totalmente insuficiente para ela, que levou as mãos até o botão de sua calça, abrindo-o e descendo o zíper rapidamente.
Outra vez, interrompeu o beijo e ela teve vontade de xingá-lo, especialmente quando ele se afastou para usar as mãos para afastar as dela, levando as duas para o alto, ao lado de sua cabeça.
… – ela o chamou com a respiração entrecortada e perdeu o fôlego mais uma vez só de olhar para ele. já tinha as marcas de suas unhas pelo abdômen, seu cabelo estava uma bagunça depois dela entrelaçar os dedos ali tantas vezes e a calça aberta, mostrando parte de sua cueca. Era perturbador demais para que ela apenas visse sem tocá-lo. Ou melhor, sem tê-lo na boca, sem passar sua língua por todo o seu corpo.
Caramba, ela estava prestes a perder a cabeça e, tão concentrada na visão que tinha dele, entre suas pernas, só notou que ele usava as mãos para outra coisa quando sentiu o pedaço de pano envolver seus pulsos, amarrando-os juntos uns nos outros por cima da cabeça.
Ela olhou para cima, vendo-o apertar o nó, mas se voltou para ele quando desceu os lábios para os seus novamente, aproximando outra vez seus corpos. A garota sentiu o botão de sua calça aberta tocar sua barriga, mas não teve tempo de ficar perplexa por se sentir tão excitada apenas com isso.
– Pra que tanta pressa, uhm? – ele perguntou contra seus lábios, mas afastou-se ligeiramente quanto ela tentou encontrá-los com os seus, impedindo que ela o beijasse.
… – ela resmungou, e ele sorriu com a boca próxima ao seu maxilar, raspando os dentes pela região antes de descer para seu pescoço. Ela inclinou o corpo, sentindo a língua dele entrar em contato com sua pele, seguida pelos dentes quando ele a mordeu com força o suficiente para deixar marcas. Ele gostava de fazer aquilo tanto quanto ela gostava de deixá-las nele.
tentou levar as mãos, mesmo amarradas, até seus cabelos, mas só então notou que estavam presas também em um ferro de pole dance que por alguma motivo tinha atrás do sofá. Ela urrou em frustração, forçando as amarras, e apenas sorriu enquanto continuava descendo as mordidas, chegando em seu seio.
– Que droga, . – ela reclamou totalmente em fôlego, mas gemeu quando ele chegou a seu mamilo, tocando-o com a língua lentamente.
– O que você ia dizendo? – ele perguntou, divertindo-se com a tortura enquanto suas mãos desciam até a saia da garota, abrindo o zíper lateral antes de puxá-la para baixo junto com a calcinha.
Ela fechou os olhos, sentindo-se queimar e voltou a forçar as amarras inconscientemente quando ele, após abrir suas pernas, tocou seu clitóris com o polegar, fazendo movimentos circulares e lentos demais ali para que ela evitasse outro gemido mais alto que o necessário.
Sem parar o que fazia com os dedos, ele desceu a língua entre seus seios e trilhou um caminho de mordidas por sua barriga, fazendo tudo dentro dela vibrar em expectativa.
Quando finalmente chegou até sua intimidade, lhe penetrou dois dedos e antes que ela tivesse a chance de assimilar isso, sua língua entrou em contato com seu clitóris e a garota soltou o ar pela boca, jogando a cabeça para trás em completo deleite. Movendo os dedos lentamente dentro dela, ele passou a língua por sua excitação no mesmo ritmo e se esqueceu de tudo, simplesmente. A garota gemeu alto, e forçou as amarras mesmo sem se dar conta disso. Sentia-se como se precisasse segurar em algo para manter-se totalmente sã com a língua dele brincando entre suas pernas.
… – sussurrou, sem fôlego, enquanto todo o mundo ao seu redor desaparecia gradativamente. Ela nem ao menos era capaz de dizer se o que lhe consumia mais eram os dedos dele ou sua língua. escorria por ele e se via incapaz de encontrar ar para continuar respirando.
Mas não satisfeito, ele parou com os dedos dentro dela, chupando tudo que pôde encontrar ao redor deles antes de voltar para seu clitóris, passando apenas a ponta da língua sobre ele em uma delicadeza que chegava a ser cruel. Ela precisava de mais. Sua intimidade clamava por isso ao ponto de se sentir escorrer ainda mais, como se já não estivesse ridiculamente molhada. suspirou alto, sentindo a mão livre dele subir por sua barriga, tocando toda a pele que podia alcançar. Ela sentiu seu corpo queimar onde ele tocava, e voltou a gemer quando ele reiniciou o movimento dos dedos lentamente, usando os lábios para sugar seu clitóris antes de chupá-lo.
… – ela gemeu seu nome outra vez, não encontrando nada além daquilo para expressar o calor que sentia enquanto ele lhe tomava todo o juízo. Mais uma vez forçou as amarras, desejando mais do que tudo poder tocá-lo, arranhar suas costas, segurar em seus cabelos e puxar os fios entre os dedos. Precisava daquilo, precisava liberar de alguma forma o que sentia, o fogo, mas tudo que conseguiu foi gemer outra vez, agora em protesto, especialmente quando ele, como se a punisse, parou o que fazia com a língua, subindo com os lábios para a coxa da garota, que ele mordeu levemente. – Inferno. – xingou enquanto ele raspava os dentes em suas pernas, atento as reações dela, com um sorrisinho vitorioso no rosto.
– O quê? – ele perguntou em deboche, fazendo-se de desentendido, mas ela não teve chances de respondê-lo, pois voltou a mover os dedos, acelerando os movimentos dentro dela.
Com a respiração pesada, se contorceu contra seus dedos e ele mordeu o lábio inferior para a cena, xingando também antes de se voltar novamente para o meio de suas pernas, como se assistir aquilo fosse demais para ele.
tirou os dedos de dentro dela, mas antes que ela protestasse, os substituiu por sua língua, lambendo sua excitação para só depois voltar os dedos para o local de origem, acelerando os movimentos para finamente dar a garota o que ela precisava.
– Assim? – perguntou, e ela concordou com a cabeça antes de se agarrar ao pilar de pole dance, sentindo o bolo de formar dentro dela com o orgasmo iminente. Vendo a reação da garota, foi mais rápido com os dedos, chupando seu clitóris com a mesma agilidade.
Quando veio, empinou o corpo em sua direção e gemeu alto, chamando por ele, que apenas segurou em sua cintura com mais firmeza com uma das mãos, diminuindo o ritmo enquanto seu corpo estremecia por completo em um espetáculo delicioso de se ver.
Ainda com os dedos dentro dela, subiu beijos por seu corpo e bastou um segundo para que ela estivesse pronta para ele novamente. Seus lábios tocavam sua pele nos pontos exatos para provocá-la e somente quando chegou aos seus seios ele tirou os dedos de dentro dela, usando uma das mãos para puxá-la para si enquanto, com a outra o tocava, levando-o até a boca. Ele passou a língua ao redor de seu mamilo, brincando ali por alguns instantes antes de se voltar finalmente para seus lábios.
juntou seus corpos, e a garota foi capaz de sentir o botão de sua calça aberta tocando-lhe a barriga, sentindo-se eufórica apenas por isso.
Mesmo os gestos mais insignificantes, vindos de , lhe consumiam. Tudo nele parecia feito na medida exata para lhe provocar e ela só conseguia pensar em tê-lo de uma vez lhe invadindo, investindo dentro dela até que não sobrasse absolutamente nada.
E bastou apenas cogitar a possibilidade para que ela suspirasse, mas antes que pudesse expressar seu desejo a língua dele já encontrava seus lábios, tocando-os com ela antes de invadir sua boca.
sentiu nele o gosto de sua intimidade, e passou as pernas ao redor de sua cintura quando ela reclamou por não ter mais atenção. Precisava dele, e friccionou seu corpo contra o de , gemendo ao sentir o volume dele entre suas pernas, mesmo com seus jeans ainda entre os dois. Ele precisava de atenção tanto quanto ela, pôde sentir no volume entre suas pernas e se não fosse tão orgulhosa, provavelmente teria implorado para que ele lhe soltasse apenas para que pudesse tê-lo em sua boca. Sua língua coçou para se arrastar por ele, mas até mesmo disso ela esqueceu quando levou as mãos para seu pescoço ao beijá-la, deixando-a, se possível, ainda mais excitada.
Ter a língua dele em sua boca já era o suficiente para apagar o mundo ao seu redor, mas ainda assim precisava dele mais intimamente, dentro dela no caso, e resmungou contra seus lábios, buscando espaço para poder chamar por ele.
… – sussurrou seu nome, mas precisou suspirar quando os lábios dele encontraram seu pescoço, usando os dentes para marcar sua pele.
Ela usou as pernas para novamente juntar seu corpo ao dele, e segurou em sua cintura com mais força quando suas intimidades encostaram uma na outra e ela se esfregou ali. Ele gemeu baixo contra seu ouvido, e ela sorriu vitoriosa, repetindo o gesto ao virar o rosto em sua direção para falar ali:
– Vamos, eu posso te ajudar com isso. – provocou, mas tudo o que ele fez foi empurrá-la de volta contra o sofá, fazendo com que se soltasse de sua cintura.
Você, está amarrada. – a lembrou, descendo ambas as mãos pelas curvas de seu corpo, fazendo com que ela se arrepiasse por isso. , é claro, não perdeu a oportunidade para um sorriso zombeteiro ao vê-la reagir ao seu toque.
– É só me soltar, querido. – ela devolveu no mesmo tom, mas ele não tirou o sorriso do rosto simplesmente porque , atentamente, acompanhava suas mãos com os olhos.
– Boa tentativa. – ele respondeu, e sentado entre suas pernas, segurou uma delas para levantá-la, podendo distribuir beijos por ali. começou em sua panturrilha, deixando um beijo molhado na região antes de lentamente começar a subir, fazendo com que ela se perdesse na conversa por alguns instantes. – O que ia dizendo mesmo? – quis saber, mordendo próximo a parte de trás de seu joelho.
– Que eu sei. – respondeu, mas seus olhos fechados e o suspiro que soltou em seguida denunciaram o que sentia com os lábios dele sobre ela.
– Não funcionou. – falou, atento a cada resposta do seu corpo a ele. Precisou se inclinar um pouco quando chegou em suas coxas, agora usando também a língua e jogou a cabeça para trás ao suspirar.
– Você que sai perdendo. – devolveu em um murmúrio fraco, quase fora de si, e gemeu baixo em seguida, quando ele chegou em sua barriga.
– Quem disse? – perguntou, deixando um beijo embaixo de seu umbigo antes de morder a região, subindo as mãos pelo corpo dela mais uma vez.
… – ela pediu finalmente, sem nem ao menos conseguir abrir os olhos outra vez, e agora foi ele soltou o ar pela boca, deixando-se finalmente afetar com as pernas dela literalmente abertas para ele e escorrendo por ele.
Cada palavra que saia por sua boca, a deixava ainda mais molhada porque até mesmo sua voz era capaz de tirá-la do eixo. E nem precisava dizer putarias em seu ouvido. Até um “oi” naquele tom bastava e ela não se importava em se sentir a maior vadia de todas, porque , definitivamente, tinha o dom de despertar aquilo em qualquer mulher.
Ainda de olhos fechados, não foi capaz de ver o que ele fazia até ouvir o som do preservativo sendo aberto. Quando o encarou, sua intimidade pulsou apenas com a visão que teve ali. estava entre suas pernas ainda, ajoelhado. Sua camisa permanecia aberta desde o início, exibindo o abdômen perfeitamente esculpido. Seu cabelo, já não era dos mais arrumados, mas o que mais lhe tirou do sério, definitivamente, foi seu membro ereto para fora da calça que ele ainda vestia.
A garota mordeu o lábio inferior, desesperada para tê-lo de uma vez encaixado dentro dela, e enquanto o via colocar o preservativo, tentou juntar as pernas para esfregá-las umas nas outras, praticamente implorando por atenção.
Antes que o fizesse, no entanto, impediu, negando com a cabeça enquanto as abria de novo, muito mais devagar do que ela gostaria. Ele então acomodou sua ereção entre suas pernas, e ela jogou a cabeça para trás com um gemido quando sentiu sua glande contra seu clitóris, fazendo pressão em uma área de seu corpo que, definitivamente, estava sensível demais depois de tantas provocações.
se esfregou nela lentamente e em conjunto com o gemido que escapou de sua boca, ela se agarrou as amarras que serviam de algemas, agora em desespero para se ver livre delas e poder obrigá-lo a se afundar de uma só vez dentro dela.
Ele brincou ali, repetindo o gesto algumas vezes enquanto mordia o próprio lábio inferior. Ela sabia, só de olhá-lo, que precisava daquilo tanto quanto ela, mas estava brincando com a comida, tentando provar algum ponto que só fazia sentido para ele, mas não se importava, só queria que começasse aquilo antes que ela explodisse de uma vez, porque aquele homem, definitivamente, era demais para seu juízo.
Transar com ele era pedir pra perder em qualquer jogo, independente de qual fosse, porque ele era simplesmente bom demais nisso.
– Que inferno, . – ela reclamou, e acabou inclinando o corpo em sua direção quando ele, em resposta, desceu a glande para sua entrada, posicionando-se nela sem penetrá-la.
– Hm? – ele perguntou cínico, e inclinou seu corpo para frente. A intenção era se aproximar, tocando seus seios com a língua, mas jamais faria algo sem um objetivo por trás e permitiu que apenas a cabeça de seu membro entrasse nela, lhe causando arrepios pelo corpo por sentir o que viria, mas sem lhe dar de uma vez, testando seus limites, seu juízo e ela só queria poder se soltar para garantir que ele lhe desse de uma vez o que precisava, no ritmo que ela precisava e tão bom quanto todas as outras vezes que haviam transado. – Quer me dizer algo? – perguntou, sugando seu seio enquanto afundava mais dois centímetros para dentro, no máximo.
Como ele tinha todo esse autocontrole, aí já era um mistério.
– Me solta. – pediu autoritária, como se estivesse no comando de alguma coisa, e ele apenas riu enquanto subia uma das mãos até seu pescoço.
– Isso não vai acontecer. – respondeu o que ela já esperava. – Mas outra coisa… Nada impede. Só pedir. – e caramba, ela precisava tanto daquilo, que desistiu da compostura.
– Me come de uma vez. – falou e, com os dentes no seu pescoço, ele finalmente se permitiu entrar nela de vez, deslizando sem nenhuma dificuldade para dentro de sua intimidade tão pronta para ele.
Dessa vez, mesmo que por um instante, não conseguiu controlar a si mesmo e gemeu junto com ela, em seu ouvido, apenas para deixá-la ainda mais excitada. repetiu o gesto, e voltou a fechar os olhos enquanto se permitia sentir tudo que ele transmitia. O prazer de tê-lo dentro dela, o calor do corpo dele se movendo tão próximo, as mãos firmes dele em sua cintura, ajudando-o nos movimentos ainda tão torturantemente lentos. A respiração ofegante dele contra seu pescoço, os lábios roçando em sua pele e o som do ar saindo de forma pesada por sua boca a deixava a beira de um colapso, fervendo de dentro pra fora e se contorcendo contra as amarras que nunca antes foram tão incômodas. Ela precisava tocá-lo, a começar por livrá-los das calças. O arranhar dos jeans em suas pernas trazia um ar sexy, mas nada era melhor do que o corpo nu dele junto ao dela, ou poder tocar e se agarrar aos músculos de seu corpo enquanto faziam aquilo.
Mas não demonstrou se importar com isso enquanto dançava dentro dela devagar, uma estocada ainda mais lenta do que a anterior, mas tão profunda quanto, preenchendo todo seu interior até que seus quadris estivessem colados e seu membro totalmente dentro dela.
Ele subiu uma das mãos pela lateral de seu corpo, e somente parou quando encontrou seus cabelos, segurando-a pela nuca a fim de colar novamente seus lábios. Sem nem pensar sobre o que fazia, abriu a boca e concedeu passagem a sua língua, sentindo-o parar dentro dela para que fosse possível beijá-la. massageou os lábios dela com os dele enquanto suas línguas exploravam uma a outra. Seu hálito tinha sabor de pecado, e desejo. Principalmente desejo, transmitindo com ele tudo o que sentia com aquele simples gesto. Era um beijo calmo, mas ainda assim uma mistura de fome com luxúria que tinha o poder de consumi-la fácil demais.
Aquele era o poder de e quanto ele finalmente rompeu o beijo, escondendo o rosto em seu ombro para voltar a se mover nela, a garota teve certeza de que aquele prazer poderia facilmente consumi-la por inteiro.
… – ela chamou em um sussurro, gemendo em seguida enquanto ele tentava ir mais fundo. Ainda devagar demais para sua sanidade, mas deliciosamente mais fundo, o que a fez perder o rumo por alguns instantes antes de lembrar o que pretendia dizer.
E lembrou apenas quando, mais uma vez, tentou tocá-lo e não foi capaz.
Céus, ela precisava muito tocá-lo, ou não seria capaz de sobreviver àquilo.
– Me deixa te tocar, . – pediu, e o olhar que ele direcionou a ela foi capaz de lhe tirar o fôlego, ao ponto de fazê-la perguntar como era possível alguém ser tão absurdamente bonito. – Você quer que eu te toque. – provocou, não podendo deixar de vibrar por dentro quando o olhar dele caiu sobre sua boca. – … – ela insistiu e acompanhou seu gesto quando ele se inclinou para soltar as amarras.
Ele ainda estava dentro dela quando o fez de modo que a garota precisou fechar os olhos por um instante, mas assim que viu finalmente as mãos livres, levou uma delas para seus cabelos enquanto a outra apertava os músculos em suas costas, por dentro da camisa que ele ainda vestia, apesar de já aberta. se agarrou a ele com força, puxando-o mais para si e isso foi o suficiente para que perdesse completamente o controle que ainda tentava manter.
distribuiu beijos por seu pescoço, com a respiração pesada ali fazendo com que cada pêlo de seu corpo se arrepiasse. Seu braço livre foi para baixo dela, fazendo-a empinar o corpo em sua direção enquanto finalmente acelerava o ritmo de suas estocadas, fazendo-a jogar a cabeça para trás enquanto gemia seu nome.
Ainda não era tão rápido quanto estavam acostumados, não era do feitio de não provocá-la ao máximo antes de lhe dar o que queria, mas era bom o suficiente para lhe enlouquecer e tinha certeza, era isso que ele pretendia, deixá-la completamente louca. E nem era como se ele precisasse muito para isso, não quando era quem era e não quando se movia tão deliciosamente junto ao seu corpo, fazendo-a suspirar enquanto o sentia tão perto ao ponto de fazer parte dela.
Odiando aquela roupa que ele por algum motivo ainda vestia, ela agarrou sua camisa por trás e a puxou para cima, mesmo que já estivesse aberta e muito provavelmente fosse mais fácil apenas empurrá-la de seus ombros. Não era como se, com ele dentro dela, conseguisse pensar com clareza em qualquer coisa, mesmo que fosse algo tão simples como tirar sua roupa, ou algo do qual ela estava tão acostumada em fazer, mas de qualquer forma foi necessário que ele a soltasse para terminar de tirar a peça.
Quando o corpo de se afastou do dela para sentar entre suas pernas, ela gemeu em protesto, sentindo falta do seu calor junto a ela e quase se arrependeu daquela ideia. Quase, pois o corpo de era definitivamente bom demais para não ser apreciado.
Após se livrar da peça, segurou em sua cintura para continuar o que fazia, longe demais, mas tão bom quanto, jogando a cabeça para trás enquanto se agarrava nas almofadas sobre sua cabeça. Ela gemeu, e buscou por um ar que certamente estava em grande falta no ambiente. Enquanto ele a invadia, ela não conseguia pensar em mais absolutamente nada que não fosse ele ali ou na visão tão absurdamente erótica e perturbadora que era ter aquele homem ali, de frente para ela enquanto tomava seu corpo, especialmente enquanto mordia o lábio, com o olhar atento ao que fazia entre suas pernas.
soltou o ar pela boca, e desceu uma das mãos por seu corpo, chamando assim o olhar de para a região. Ela desceu o toque até estar entre suas pernas e tocou seu membro antes que ele entrasse novamente nela, fazendo com que diminuísse os movimentos de forma, no mínimo, agonizante, mas ainda assim boa demais para ser real. Ele entrou novamente devagar, e ela suspirou quando, além de tudo, sentiu o movimento em sua mão. Ele estava molhado, e não era para menos. Ela estava molhada, ao ponto de se desfazer por ele.
Não aguentando mais aquela distância, ela se aproveitou do fato de ter se livrado das malditas amarras e se levantou se súbito, subindo em seu colo com cada uma das pernas ao redor do seu corpo. Se sentou sobre seu membro, gemendo em seu ouvido quando o fez enquanto soltava o ar pela boca, agarrando-a pela cintura simultaneamente. Ela buscou seus lábios outra vez, enquanto se agarrava o máximo possível a ele. subia ambas as mãos por suas costas, mantendo-a próxima enquanto arranhava suas costas, explorando sua língua ao mesmo tempo que rebolava sobre ele.
– Porra. – ele xingou contra seus lábios, tão fora de si quanto ela, mas gostou de ouvir. Ele sempre xingava em algum momento e ela jamais reclamaria disso, muito pelo contrário. Era quando perdia o controle que ele o fazia e esse era seu momento preferido da brincadeira, sempre.
– Por que você ainda está vestindo as calças? – ela perguntou, e como se só então se desse conta disso, olhou para baixo por um instante antes de segurar a garota pela cintura e a trocá-la de posição, jogando-a de bruços sobre o sofá.
mordeu o lábio inferior, mas de forma alguma se moveu, sentindo tudo dentro dela se remexer em ansiedade. Ouviu quando ele se livrou das calças e em um segundo, empurrava uma de suas pernas para frente antes de se posicionar atrás dela, buscando sua intimidade novamente.
afundou as mãos nas almofadas logo mais a frente antes mesmo de senti-lo entrar novamente nela e quando ele o fez, escondeu também o rosto nelas, abafando o gemido alto que saiu de sua garganta. Segurando suas nádegas, foi o mais fundo que a posição permitia antes de repetir, permitindo que ela sentisse seu quadril batendo contra sua bunda a cada nova estocada, agora mais ágeis que as anteriores.
Ela se contorceu embaixo dele, e empinou o corpo em sua direção, agradecendo a almofada tão próxima para poder mordê-la ao invés de gritar como provavelmente estaria fazendo se não fosse por isso. A cada nova investida, mais calor ela sentia, mais desejo. Maior a vontade de gritar seu nome e a completa falta de fôlego por consequência. Não sabia se era possível simplesmente morrer fazendo aquilo, mas se fosse, provavelmente aconteceria e, bom, ela iria feliz da vida. Era bom, bom demais para que ela começasse a descrever e, mesmo que tentasse, jamais seria capaz de pensar tanto para isso de qualquer forma.
Sentiu se inclinar em sua direção, e ergueu a cabeça para encostá-la em seu ombro quando ele ficou próximo o suficiente para isso. Ele se agarrou com uma das mãos no encosto do sofá enquanto a outra permanecia em sua bunda e seus movimentos se mantiveram fortes e constantes, a tirando da órbita enquanto gemia cada vez mais alto, arrepiando-se com a respiração de tão perto e seu peito já suado contra suas costas.
Ela estava prestes a explodir, mas não satisfeito ele passou o braço livre por baixo dela. segurou em seus seios, e levou a boca até o lóbulo de seu ouvido, a fazendo perder completamente as forças quando o puxou entre seus dentes, tocando-o com a língua em seguida, especialmente quando o fez em conjunto com as estocadas.
então a puxou para si, e ela soltou seu peso, sendo sustentada por ele. A garota deixou a cabeça em seu ombro e completamente fora de si, fincou as unhas nas coxas dele, levando a outra mão para trás a fim de segurá-lo pela nuca. Ela puxou os cabelos que encontrou ali, e, conhecendo seu corpo bem o suficiente para saber que ela estava quase lá, levou uma das mãos para o meio de suas pernas, encontrando sem dificuldade seu clitóris. Um único toque foi o suficiente para que ela chamasse seu nome e não levou mais de dois segundos para que seu corpo estremecesse quando ele iniciou ali movimentos circulares. Literalmente em seus braços, ela chegou ao orgasmo e rebolou em seu colo quando ele diminuiu os movimentos de seu membro dentro dela.
gemeu alto, sendo amparada por enquanto era consumida por mais um orgasmo avassalador causado por ele, que segurou com mais firmeza em seu seio quando ela apertou sua intimidade ao redor dele.
… – ele falou em tom de aviso, e ela então se movimentou sobre ele, rebolando entre uma cavalgada e outra. Sentiu a respiração mais pesada, seu peito subindo e descendo com mais velocidade conforme o ápice finalmente chegava e com auxílio dele, intensificou também os movimentos, sentindo-o vacilar embaixo dela quando sua vez chegou.
Devagar, ela cavalgou mais algumas vezes sobre ele enquanto soltava os suspiros mais eróticos que ela já tinha escutado, aumentando seu fogo muito mais do que o apagava após o orgasmo.
Quando os movimentos finalmente pararam, ela sentiu a cabeça dele pender em seu ombro e ainda mordeu o lábio inferior ao sentir seus cabelos úmidos com o suor.
– Somos muito bons nisso. – ela falou, e mesmo exausto ele ergueu a cabeça para rir, próximo o suficiente para que ela sentisse coisas demais. Até mesmo os menores gestos vindos dele tinham aquele poder sobre ela.
Eu sou ótimo nisso. – caçoou, somente porque sabia que ela retrucaria e foi exatamente isso que ela fez.
A garota se soltou dele para se virar de frente, e o empurrou contra o sofá para se sentar sobre ele.
era mais forte, obviamente, mas ainda assim ela segurou seus braços para colocá-los cada um de um lado de sua cabeça e ele não se opôs.
– E quem te deixa excitado assim, hein? – perguntou, e ele apenas sorriu de lado, exibindo a covinha em sua bochecha que apenas lhe deixava louca para mordê-lo. Covinhas costumavam ser fofas, mas nele eram a definição perfeita de pecado.
– Detalhes. – ele devolveu como se não fosse nada, mas se soltou dela para puxá-la para si quando a garota lhe olhou feio pela resposta. caiu sobre ele, e puxou seu lábio inferior entre os dentes antes de voltar a falar. – Você vai voltar aqui? – quis saber, e ela ergueu uma sobrancelha em sua direção.
– Isso é um pedido? – perguntou cínica. – Achei que precisava só de si mesmo.
– Gostaria que viesse mais vezes. – confessou, e dando-se por vencida, ela segurou seu queixo e colou seus lábios aos dele.
– Só porque pediu com jeitinho.
– Claro, jamais seria porque quer me ver no palco de novo.
– Jamais. – mentiu ela, e fingiu que acreditou assim como ela fingiu não ter notado antes de simplesmente abaixar a cabeça em seu ombro.
Sua mãe surtaria quando descobrisse onde ela estava de verdade, mas tudo que ela não tinha perto de , era controle. Mesmo que fosse para se importar com aquilo.

Fim

 

Nota da Autora:
Oi, pessoal! Obrigada a todo mundo que leu! Deixem um comentário (:
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