Late Night

Sinopse: Vocês estão comemorando uma data especial, mas ele se atrasa no estúdio. Não há nada que você possa fazer a não ser levar a comemoração até ele.
Fandom: STRAY KIDS
Gênero: Restrita
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito. Pode ser lida com qualquer pessoa.
Beta: Alex Russo


? – chamou, sonolenta, ao rolar na cama e não encontrar o corpo do namorado ao alcance de suas mãos: estava tão habituada a tê-lo ali, que aquilo era o suficiente para que acordasse. Quando ele não respondeu, a garota abriu apenas uma frestinha dos olhos, acostumando-se ao escuro para então constatar que estava de fato sozinha na enorme cama do casal. As cortinas parcialmente abertas da suíte lhe davam uma visão recortada do Sol que começava a despontar do lado de fora, o que colocava o horário entre 5h40 e 6h da manhã: muito cedo para que estivesse de pé, considerando o horário em que chegara do estúdio na noite anterior. – Amor? – chamou um tantinho mais alto dessa vez, novamente sendo respondida pelo silêncio.
A mulher franziu o cenho sem muita determinação: ele estava provavelmente comendo alguma coisa, ou mesmo no escritório em algum surto de criatividade, nenhuma das alternativas parecia tão improvável assim… Uma parte dela queria arrastá-lo de volta para a cama para que descansasse, mas a parte mais preguiçosa dizia que ainda tinha uma hora de sono, e não estava assim tão disposta a abdicar dela, por isso afofou os travesseiros com as mãos antes de se aconchegar novamente nas cobertas. Não eram feito o corpo quente do namorado, mas teriam de servir.
O sono não durou muito, no entanto. Mal voltara a se aventurar pelas terras etéreas do sonho e um som agudo de metal contra metal a despertou no susto, fazendo com que se sentasse na cama de pronto. Levantou-se resmungando pelo frio que fazia do lado de fora das cobertas e cruzou o corredor, abraçada ao próprio corpo, pronta para começar o dia com o pé esquerdo e sendo completamente desmentida no instante em que chegou à cozinha e se deparou com a cena do namorado se atrapalhando na cozinha, diante de uma mesa repleta de comidas que cheiravam tão bem que ela sentiu seu estômago roncar.
— A gente tá comemorando alguma coisa? – ela perguntou com a voz áspera de sono, e aquilo foi o suficiente para que se sobressaltasse, virando-se na direção da namorada com olhos arregalados.
— Não, não, não! – abriu os braços no instante em que se deu conta da presença da garota, tentando tampar a maior parte do que estava sobre a mesa e falhando adoravelmente. Ele tinha um bico frustrado nos lábios, e não sabia o porquê de aquilo lhe fazer ter tanta vontade de rir – Volta pra cama! – protestou, esticando-se ainda mais, feito um goleiro de handebol.
— Amor…? – começou a dizer, mas foi interrompida pelo rapaz que se aproximou, segurando seus ombros e a guiou novamente em direção ao corredor.
— Você, cama, agora. – deixou um beijo na testa da namorada, segurando seu rosto entre as mãos e sorrindo pequenininho como forma de desculpas antes de correr de volta para a porta – Bye, baby. – acenou rápido demais, fechando a porta em seguida, deixando uma confusa e sonolenta no corredor.
Oxe… – murmurou, meneando a cabeça com uma risadinha nasalada. Voltou para o quarto e checou as horas: 6h15, cedo demais para ir para o trabalho, mas tarde demais para tentar dormir novamente. Suspirando resignada, pegou a toalha de banho e se arrastou para o chuveiro, deixando de lado por um instante a curiosidade acerca do que quer que estivesse aprontando na cozinha àquela hora da manhã.
Demorou alguns poucos minutos debaixo da água quente, não desejando relaxar a ponto de ter vontade de voltar para as cobertas no instante em que saísse do banho, e quando voltou para o quarto enrolada na toalha cor de rosa, deparou-se com a cama perfeitamente estendida, sobre a qual estavam duas bandejas de café da manhã ornamentadas com um único girassol, e absolutamente tudo o que mais amava: a primeira coisa que viu foram as fatias de melancia que fizeram sua boca salivar, mas havia ovos mexidos também, e tapioca, por Deus, provavelmente revirara meia cidade para encontrar aquilo ali… Seus olhos, contudo, logo encontraram o responsável por tudo aquilo: , sentado com as pernas cruzadas usando nada além de sua calça de moletom favorita e um sorriso orgulhoso.
! – o nome do namorado saiu dos lábios de em um tom espantado e maravilhado que fez os olhos dele se reduzirem a duas frestas estreitas. – O que é isso? – questionou, aproximando-se da cama sem se importar com o rastro de água que seus cabelos faziam pelo chão.
— Era pra ser uma surpresa de café na cama, se você não tivesse aparecido na cozinha! – reclamou, e ali estava de novo o biquinho que a fizera rir, mas que agora capturou em um selinho, segurando-o pelo maxilar.
— Eu não pareço surpresa pra você? – ergueu as sobrancelhas, sorrindo largo e soltando uma exclamação satisfeita ao sentir o cheiro – Isso é vitamina de banana? – ela passou o indicador pela superfície cremosa da bebida geladinha, levando-o até os lábios e gemendo baixinho ao constatar que sim.
— Com cereal. – completou, alargando o sorriso ao ver seu objetivo sendo cumprido: sorrindo, no caso. Seu maior objetivo de vida, se pudesse escolher apenas um – Vi outro dia num programa de TV… – justificou, dando de ombros.
— Parece milk-shake! – sorriu, tomando um gole e adorando a textura e quão doce era a bebida, perfeita para ela e para o gosto de também, motivo pelo qual, ela via, o copo dele já estava na metade – Deixa eu me vestir, senão vou molhar a cama. – riu, lembrando-se de que ainda estava nua sob a toalha.
A garota deslizou a calcinha pelas pernas sob o olhar atento do namorado, que nunca deixava de se admirar do quanto o corpo dela parecia tentador em qualquer situação. Deixou cair a toalha por um instante, sem se preocupar em cobrir o colo enquanto buscava pela camiseta de jogada sobre uma poltrona.
— Então… – sentou-se diante dele também com as pernas cruzadas, um sorriso esperto que não buscava ocultar que notara os olhos dele sobre ela, ou o quanto gostava disso. – Já pode me contar o que estamos comemorando? – questionou, pescando uma fatia de melancia de seu prato.
— Já… – sorriu pequeno, tomando um segundo para admirar o rosto da garota que ali, sem qualquer maquiagem, com os cabelos ainda molhados e nada além de um sorriso largo enfeitando o rosto, fazia seu coração dar cambalhotas de amor. – Faz um ano que você se mudou pra cá. – explicou com simplicidade, e no instante em que as palavras saíram de seus lábios os olhos de se encheram inexplicavelmente de lágrimas.
Ou não tão inexplicavelmente assim: um ano. 365 dias dividindo uma vida, uma casa, e uma rotina com o amor de sua vida. Passara tão rápido, que ela nem mesmo se dera conta daquilo… Foram 365 “bom dia” e “boa noite”, e incontáveis “eu te amo”. Uma centena de filmes no sofá da sala, ela tinha certeza… Um número deliciosamente alto de banhos juntos, e um bem menor de discussões que nunca levaram a uma noite sequer em que dormissem brigados. Foram uma dúzia de jantares românticos e um número infinitamente maior de noites comendo junk food embolados na cama. Trezentos e sessenta e cinco dias se apaixonando diariamente pelo mesmo homem.
— Eu te amo. – riu, limpando as lágrimas teimosas que escorreram dos cantinhos dos olhos, apenas para morrerem em seu sorriso – Tanto.
— Eu te amo mais. – sorriu de canto com uma piscadela, afagando o rosto da namorada com o polegar – Agora, come! – indicou a bandeja diante dela, já roubando parte das frutas. Ele era realmente esfomeado pela manhã.
— Você tá muito mandão hoje… – sorriu, mas obedeceu, partindo um pedaço da tapioca e se deleitando ao provar da comida que lhe fazia se sentir um tanto mais perto de casa. Ao lado dele, então, era feito ter o melhor de seus dois mundos… – “Já pra cama!”, “Agora come!”
— Eu preciso mandar em alguma parte desse relacionamento, baby. – cobriu a boca enquanto ria de boca cheia, revirando os olhos para o sorriso largo e pretensioso nos lábios da namorada.
— Bom que sabe. – ela rebateu satisfeita, voltando a comer um pouquinho de cada coisa, mal sabendo por onde começar.
Comeram dividindo sorrisos e parte do café da manhã, já que insistia em roubar coisas do prato do namorado apenas para implicar com ele, mesmo que o rapaz se limitasse a lhe repreender com um sorriso.
Um ano, e ela ainda queria uma vida inteira pela frente, por Deus…
— Ugh, não queria ter que trabalhar hoje… – a garota reclamou no instante em que seu despertador soou pela segunda vez, anunciando que tinha 40 minutos para sair de casa. Jogou-se entre os travesseiros, desejando passar o resto da manhã na cama com , bem ali.
— Nem eu… – suspirou, afastando com cuidado as bandejas antes de se deitar ao lado dela, pensando no dia que o aguardava no estúdio. A época de comeback era difícil, e todos sabiam disso. O que poucas pessoas têm ideia é do quão desgastante toda a preparação para uma nova promoção podia ser. – Queria ficar com você o dia todo, me desculpa… – pediu, colocando a flor que antes adornava a bandeja detrás da orelha da namorada e sorrindo pequenininho para o resultado.
— Não ouse pedir desculpas… – encostou a pontinha do nariz no dele, num carinho – Obrigada por ter feito isso, amor. –agradeceu de todo o coração. estava vivendo um momento completamente estressante no trabalho, e ainda assim criara tempo para ela. Para eles.
— Você merece muito mais. – ele abriu um sorriso bonito, cobrindo os lábios da garota com os seus pelo que planejava ser um instante breve, mas sendo impedido de se afastar pelo modo como o trouxe para mais perto ainda, beijando-o sem pressa. — Muito, muito mais… – arfou entre os lábios dela.
A garota sorriu no instante em que as mãos de encontraram o caminho até suas pernas, deixando-se levar pelo quanto amava vê-la dentro de suas roupas. Com um movimento fluido estava sobre ele, sorrindo para a expressão rendida no rosto do namorado, que era honestamente a imagem mais bonita que guardaria de . Nenhuma revista, programa de TV ou MV jamais chegaria perto de conhecer aquele , que era tão dela.
— Você é a coisa mais bonita que eu já vi na vida… – sorriu, segurando o rosto dele com uma mão e mordendo um sorriso para o quanto o desejava, ao menor toque. Era algo surreal: um ano queimando de desejo pelo mesmo homem todos os dias, e contando. Desceu as mãos pelo peitoral esculpido do rapaz, gostando do modo como os músculos dele se retesavam ao seu toque. Tão, tão seu…
… – ele gemeu baixinho, remexendo-se inquieto porque, céus, a queria tanto. A garota respondeu com uma rebolada indiscreta sobre ele, suspirando quando percebeu fácil demais que ele não usava nada sob a calça de moletom. Nunca usava.
— Porra, … – gemeu, descendo o tronco sob o dele e o beijando mais intensamente dessa vez, deixando que sua língua provasse do gosto que era o seu favorito em todo o mundo e desejando mais do que tudo ter mais dele.
— Baby, por favor… – implorou, a voz não mais alta do que um murmúrio – A gente não tem tempo pra isso… – completou semi desesperado, porque sabia que dali em diante teria que lidar com uma ereção pelo restante do dia, sempre que pensasse nela. E pior: sabia que não tinha o menor problema com isso, pelo contrário, adoraria atiça-lo até a hora em que chegasse em casa.
— Ok. – mordeu o lábio inferior do rapaz, sorrindo ao vê-lo enrubescer. – Quanto maior a espera, melhor. – piscou, desmontando o colo dele e indo até o banheiro se nada daquilo a afetasse, ainda que fosse precisar trocar a calcinha.
esfregou o rosto, resignado, e teve seu suspiro entrecortado por um gemido devido ao incômodo que o perseguiria durante a porra do dia inteiro. Puta que pariu.

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Era provavelmente o terceiro café que buscava na máquina da empresa, tentando desesperadamente encontrar aquela dose extra de foco que lhe faltava no momento. Enquanto aguardava o pequeno copo de papel se encher, tirou o celular do bolso traseiro do jeans para checar as horas. 22h14 e nenhuma previsão de ir para casa. Entrou no aplicativo de mensagens para avisar aquilo à namorada e, ainda que fosse a pessoa mais compreensiva do mundo, pesava-lhe o coração encontrar uma mensagem ao lado da foto sorridente da garota.


Ei amor!
Sei que está ocupado…
Te espero pra jantar?

Pode comer, baby. Não sei que horas vou conseguir chegar.
Sinto muito, , prometo de recompensar depois!

Enviou as mensagens rápido, tentando compensar o atraso – havia falado com ele há mais de meia hora – mas elas nem mesmo chegaram ao celular da namorada. Resmungou, frustrado, tomando o café sem raciocinar bem e queimando a língua por causa disso. Merda. Voltou para o estúdio relendo a conversa com a namorada durante a tarde: tinha prometido estar em casa para o jantar… E odiava quebrar promessas. Prometera também uma série de outras coisas – coisas que o deixavam ainda mais inquieto, desejando muito estar em casa, e que só faziam tirar ainda mais seu foco no trabalho.
Voltou ao computador, colocando os fones de ouvido e passando a trabalhar na faixa que vinha lhe dando tanto trabalho. Era de uma lírica um tanto arriscada devido a sua temática, e talvez por isso o preciosismo do rapaz estivesse ainda mais exacerbado. Passou quase uma hora mudando pequenos detalhes da mixagem, o volume alto dos fones blindando qualquer som intruso – motivo pelo qual quase saltou da cadeira no instante em que sentiu mãos em seus ombros, virando-se de pronto apenas para se deparar com a risada de , que lhe arrancava os fones.
— Em minha defesa, eu bati! – ela ergueu os braços, sorrindo para ele de dentro de um de seus moletons, que encobria apenas parcialmente a saia jeans que ela usava junto com seus all stars favoritos. Linda. Absolutamente linda, e nem precisava se esforçar para isso.
— Baby, o que você tá fazendo aqui? – não conteve o sorriso, mas a surpresa também não o impediu de abrir os braços para ela, puxando-a para seu colo.
— Cuidando da sua subsistência. – ralhou, beijando os lábios do rapaz apenas por um instante – Te conheço, sei que não comeu nada até agora. – piscou, mostrando a bancada, onde deixara uma sacola que, só agora percebia, exalava um cheiro delicioso que fez seu estômago reclamar pelo jejum prolongado.
— Já disse que te amo hoje? – apertou os braços ainda mais em torno da namorada, sorrindo contra seu pescoço.
— Já. – sorriu, fazendo um carinho gostoso em seus cabelos – Mas eu gosto de ouvir.
Eu te amo. repetiu, trazendo o rosto dela para perto, dessa vez, coroando a declaração com um dos sorrisos preferidos de : era largo, sem reservas, e lhe entregava muito dele – Isso é bibimbap? – ele franziu o cenho, inspirando profundamente para sentir melhor o cheiro da comida, fazendo a garota gargalhar.
— Sua favorita, seu bobo. – revirou os olhos, levantando-se apenas para pegar a sacola com as embalagens.
Sua favorita, você quer dizer… – corrigiu, rindo no instante em que lhe mostrou a língua, desaforada.
Sentaram-se no pequeno sofá do estúdio, com as pernas cruzadas e recostado de modo a ficar de frente para a garota, perdido em cada gesto dela e amando cada pequeno detalhe, da forma como prendia os cabelos antes de comer, à forma como gesticulava muito com aquele calor latino que o encantara desde o primeiro segundo. Como era possível se apaixonar todos os dias?
Tão logo acabaram de comer e o rapaz já se sentia menos cansado, como se ela fosse todo o boost de energia que precisava, sempre. Deixou as embalagens sujas sobre a bancada, e abriu os braços para que ela se encaixasse entre eles.
— Obrigado, baby. – agradeceu, com um carinho nos cabelos da garota, amando o modo como eles corriam por seus dedos, os cachos nos quais se perdia e se encontrava.
sorriu, selando seus lábios aos dele brevemente, dispensando agradecimentos. Eram um pelo outro, afinal. lhe surpreendia com um café na cama, e ela com um jantar improvisado no trabalho. E naquela troca gostosa e diária, estava o amor.
— Vamos, me mostra o que está te mantendo aqui até tão tarde! – pediu, colocando-se de pé e caminhando pelo estúdio com um dos dedos alisando a bancada.
— Vem cá. – riu, sentando-se em sua cadeira e a trazendo para o colo, colocando os fones na garota antes de dar play na música, observando atentamente as reações de a ela. Expressiva como era, era um deleite vê-la aproveitando a faixa pela primeira vez, com suas caras e bocas e exclamações animadas.
! – ela apoiou os fones em torno pescoço, os olhos espertos combinando com o sorriso enviesado em seus lábios – É isso mesmo que estou ouvindo? Uma música sobre sexo? – abriu a boca simulando espanto, apenas porque adorava deixa-lo envergonhado… Era tão fácil!
— É sobre amor… – corrigiu, apertando o nariz dela de brincadeira.
Amor em sua forma mais… física. – mordeu um sorriso, virando-se na cadeira até que estivesse sentada de frente para ele em seu colo. – Eu amei, , tá incrível! – cobriu os lábios dele com os seus, partindo-os logo em um sorriso. – Me pergunto o que te inspirou… – cantarolou dissimulada, arrancando uma risada baixa do namorado, que deixou a cabeça cair no encosto da cadeira, admirando a imagem de ali sobre ele, as mãos firmes em sua cintura para garantir que não se desequilibrasse.
— Mesmo? Não faz ideia, baby girl? – perguntou, entrando na brincadeira dela, vendo nos olhos de o instante em que perdeu qualquer chance de voltar atrás. Não que houvesse qualquer chance de que voltassem atrás a partir do instante em que usou aquele apelido que, apesar de se tratar de uma piada do casal, fazia com ele coisas que não deveriam…
— Não… – devolveu, sem se preocupar nem mesmo em esconder o sorriso descarado em seus lábios. Céus, queriam aquilo desde o momento em que acordaram, a quem estavam querendo enganar?
— Talvez eu deva te lembrar? – perguntou, só pela provocação, adorando a forma como já tinha uma das mãos firme nos cabelos de sua nuca. As mãos dele escorregaram da cintura até as coxas da garota, onde a saia já não cobria praticamente nada, dando-lhe uma visão parcial da calcinha que ela usava, o que o fez quase gemer em antecipação.
— Talvez eu deva te lembrar. – sorriu contra os lábios dele, um segundo antes de buscar a língua de com a sua, instigando-o apenas o suficiente para que ele a seguisse de volta até a sua boca. O beijo começou lento, partido por um sorriso ou outro, mas escalou rapidamente com a urgência de seus corpos que se esfregavam cada vez mais necessitados. As mãos de eram impiedosas nas pernas da namorada, instigando-a a se mover sobre ele para ampliar o contato, e o obedecia de bom grado aplacando parte da excitação. Felizmente estavam em uma sala com isolamento acústico, porque os sons que lhes escapavam eram cada vez mais ansiosos e desesperados, ainda que os abafassem nos lábios um do outro.
— Você veio aqui por isso, não veio? – ergueu uma das sobrancelhas no instante em que pararam para respirar, assistindo a arrancar o moletom com o cheiro dele porque não havia sentido em permanecer vestida quando podia senti-lo bem ali. Perdeu alguns segundos admirando os seios cobertos da namorada, contornando o sutiã com as pontas dos dedos apenas por gostar tanto de como estremecia impaciente, desejando mais do que aquele toque suave.
— Você começou algo que não terminou hoje de manhã, … – o tom dela carregava uma repreensão divertida, e sorriu quando os lábios dele se ocuparam de seu pescoço, massageando sua pele com a língua quente com a qual ela sonhara o dia inteiro. Uma das mãos do rapaz encontrou seu seio, afastando o tecido que o cobria e ganhando acesso àquele ponto que tomou entre os dedos, conseguindo dela um som delicioso de prazer. soltou uma risada soprada contra a pele molhada da mulher, que se arrepiou por inteiro.
—Tão desesperada, amor? – ele levou uma das mãos cada vez mais para perto de onde ela tanto precisava dele, brincando enquanto podia porque sabia que em breve ela tomaria o controle da situação, deixando-o uma bagunça.
—Muito. – arfou, adentrando as mãos sob a camisa do rapaz e arranhando de leve para demandar tudo o que queria dele. – Você vai resolver isso, não vai? – instigou, beijando-o próximo da orelha – Vai me dar o que eu quero, amor? – perguntou, mordendo o lóbulo com um sorriso que antecipava o grunhido que deixou escapar no lugar de um “sim”.
Ele não respondeu, mas seus dedos sim: encontraram o tecido da calcinha da garota já úmido, afastando-o do caminho em um segundo. Não queriam mais provocações: queriam um ao outro, e logo. sorriu para o arfar ansioso de no instante em que deslizou dois dedos em sua intimidade, sentindo seu pau doer ao encontra-la tão molhada. Sempre tão deliciosa. Ainda sem penetrá-la, deixou que ela rebolasse contra seus dedos, massageando o clitóris da garota com o polegar enquanto gemia mais e mais alto, usando-o para seu prazer.
As mãos da garota buscaram o botão de sua calça, e os dois riram do modo como ela se atrapalhou com o zíper, demorando um pouco mais que o necessário para tê-lo como queria: em suas mãos. Tão como previa, precisou se concentrar duas vezes mais a partir do momento em que passou a tocá-lo daquele jeito, deslizando uma das mãos por toda a sua extensão já melada de pré-gozo, que só tornava o toque dela ainda mais gostoso.
— Tão duro, amor… – mordeu um sorriso, deslizando o polegar sobre a glande, fazendo engolir um gemido alto. – Foi nisso que pensou a tarde toda, hm? – provocou, rebolando ainda mais nos dedos dele, sentindo o nó de prazer em seu baixo ventre se apertar apenas pelo modo como parecia tão entregue em suas mãos.
— Uhum… – ele conseguiu responder em um grunhido, mas devolvendo a provocação pelo modo como massageou ainda mais intensamente o ponto de maior prazer no corpo dela, aquele que conhecia com os dedos, com a boca e com a língua. A garota gemeu ainda mais alto, mexendo ela própria os quadris para aumentar o estímulo que a levava cada vez para mais perto do ápice.
… – ela pediu, quando já não suportava mais aquele estímulo que, mesmo tão gostoso, ainda era tão superficial, e ele não precisava de mais para compreender o que queria. Deslizou seus dedos para dentro dela, segurando-a no instante em que gemeu alto, afastando ainda mais os joelhos para que ele tivesse espaço para fazer o que sabia fazer tão bem.
A garota arqueou as costas, apoiando os cotovelos sobre a mesa e se resumindo a uma bagunça de suspiros e gemidos cada vez que os dedos dele deslizavam para dentro dela, tocando-a exatamente como gostava, como se moldara a ele. Seu ápice a arrebatou de uma só vez, escorrendo pelos dedos de enquanto ela estremecia sobre ele, sensível demais em cada poro de seu corpo entorpecido.
O rapaz tirou os dedos de dentro dela com cuidado, beijando-a com um sorriso enquanto deixava que voltasse a si, conhecendo cada etapa de seu prazer. Em um minuto ela já o tomava novamente nas mãos, beijando seus lábios com devoção, como se quisesse devolver tudo o que ele a fizera sentir. Com um impulso se levantou com a namorada no colo, colocando-a sentada sobre a mesa, deslizando a calcinha arruinada da garota até os pés, com um sorriso orgulhoso. Fez o caminho de volta plantando beijos pelas coxas dela, e no instante em que tomou seus lábios novamente, encaixou-se entre as pernas dela, gemendo dentro da boca de quando a garota levou uma das mãos ao seu pau, posicionando-o bem onde o queria.
Em um único movimento, estava dentro dela. A sensação, apesar de tão conhecida, ainda era capaz de lançá-lo para outra órbita, uma em que era o centro de seu universo, e tudo convergia para ela. A garota sorriu, desmanchando-se em prazer ao se sentir tão preenchida por ele, e precisou de um momento para beber da imagem espetacular de com os cabelos desalinhados, o pescoço brilhando de suor, e os lábios maltratados em uma mordida que buscava deixá-lo nas rédeas das próprias sensações.
Quando ele se moveu, enfim, o trouxe para si com as pernas, tão apertado e tão perto quanto poderiam estar, e gemeu baixinho, um som rasgado que moraria em enquanto ela vivesse. E então teve início a canção peculiar que eram seus corpos se chocando em ritmos alternados, conforme a vontade de alcançar ou adiar o êxtase, somado aos sons molhados dos beijos que trocavam e os gemidos que abafavam um no outro.
Porra… xingou contra o pescoço dela no instante em que angulou uma das pernas para que ele a atingisse mais fundo, e quando o fez, não conseguiu conter um sorriso diante do grito engasgado que ela deixou escapar – Assim, baby? – perguntou, metendo lentamente apenas para provocá-la, mas voltando a ir tão fundo que a namorada afundou as unhas em seus ombros, buscando aliviar a sensação de tê-lo assim.
Manteve aquele ritmo por alguns minutos, mas logo já não conseguia mais conter o próprio prazer, trazendo-a para a borda da mesa e demorando-se um segundo com os olhos presos aos de , deixando-lhe saber o quão perto estava. A mulher sorriu, levando os lábios para seu pescoço e plantando beijos luxuriantes que o arrepiavam por inteiro, impulsionando-o a se enterrar nela mais e mais rápido, perseguindo o próprio orgasmo até o alcançar e derramá-lo nela em um prazer morno, feito os beijos de .
Permaneceram em silêncio por alguns segundos, que usou para recobrar a força nas pernas e para retomar o fôlego. A garota riu, apoiando a testa no ombro dele, deixando um beijo delicado sobre a marca arroxeada que lhe criara ali sem querer. sorriu, pegando a calcinha da garota para limpá-la, para então beijar sua testa com carinho e sorriu, impactada pelo quão desesperadamente amava aquele homem, em todos os seus extremos. Cada dia mais.
— É sobre amor, você tá certo. – constatou, sorrindo para seu reflexo, que via ali nos olhos de – A sua música. É sobre amor.

Nota da Autora:
Aiii, como eu amo esse casal!
Não sei vocês, mas eu tenho um fraco absurdo por sexozinho gostoso de namorados, então espero que tenham curtido! Hahaha
Me contem aqui embaixo o que acharam?
Beijinhos, até a próxima! <3