Ops! Felt With My Best

Ops! Felt With My Best

  • Por: Bummie
  • Categoria: Kpop | Restritas
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Sinopse: O subconsciente da garota ria de seu próprio consciente sobre o quanto aquele garoto mexia consigo e o quanto tentara se enganar. Mas ela pouco se importava em vista de tudo que sentia em todas suas míseras partículas sensitivas e com todo seu corpo reagindo naquele momento.
Gênero: Restrita
Classificação: +18
Restrição: Não tem
Beta: Alex Russo
Sinopse: O subconsciente da garota ria de seu próprio consciente sobre o quanto aquele garoto mexia consigo e o quanto tentara se enganar. Mas ela pouco se importava em vista de tudo que sentia em todas suas míseras partículas sensitivas e com todo seu corpo reagindo naquele momento.

Com o estrondo, pulou de sua cama, correndo para fechar a janela do quarto devido à forte tempestade que se iniciava. O céu se encontrava escuro e com grandes nuvens pretas, trazendo uma sensação apavorante para o jovem, que sobressaltou juntamente ao imenso e luminoso raio que surgira dos céus. Ele não pôde evitar o grito que fugiu de sua garganta, era um medroso assumido, e não perdia tempo tentando esconder.
Em questão de segundos ouviu passos apressados e logo sua porta foi aberta; Era , sua melhor amiga e recém colega de apartamento. A garota parara encostada no batente da porta, com a mão na boca abafando um riso, que ambos sabiam não ser maldoso e nem crítico, longe disso, eles se divertiam com os sustos de , e até que a garota não ficava muito atrás, tinha seus momentos dramáticos.
— Que susto, garoto! Assim você me mata do coração… Que grito foi esse? — sorriu caminhando até o amigo, que estava apenas com a calça moletom de pijama. Não podia negar, seu amigo as vezes (leia-se sempre) a fazia suspirar, porém era um sentimento ignorado, que não deixara jamais evoluir — Vai colocar uma blusa, depois você ainda pega um resfriado e a Tia Neum vai ficar preocupada.
— Você ouviu o barulho, ? — disse, fechando as cortinas apressado, como se elas fossem responsáveis por uma maior proteção de seu quarto contra os estrondos que se faziam do lado de fora. — Acho que vai cair o mundo. — completou enquanto colocava uma blusa de moletom qualquer que se encontrava em sua cadeira de estudos, seguindo o que a amiga dissera.
— Ouvi tanto o barulho do trovão, quanto o do seu grito, e posso afirmar que a amplitude sonora da sua voz foi maior, . — sorriu para o garoto, que a seguira para fora do quarto, parando logo atrás da mesma enquanto a olhava com uma feição de desgosto, sendo levemente empurrado para trás por que sorria, o fazendo repetir a mesma feição automaticamente, era impossível que não sentisse instantânea felicidade quando a amiga estava feliz — Estou brincando. Vem, vamos tomar café, vou fazer French Toast pra gente. — dissera puxando o amigo pelas mãos, seguindo em direção a cozinha, que sem escolhas se deixou ser puxado.
era sua melhor amiga desde que se entendia por gente, além de terem sido vizinhos por grande tempo de suas infâncias e estudarem no mesmo colégio sempre se deram bem e cultivaram uma boa amizade, e a decisão de morarem juntos fora simplesmente automática, quando souberam que o garoto iria para a mesma universidade que ela, porém claro, curso diferentes. estudava design de moda há um ano e era calouro do curso de dança, além de também ser trainee de uma agência famosa de Seoul, com grandes probabilidades de ter seu grupo debutando no ano seguinte. Apesar de terem personalidades muito parecidas, divergiam nos hábitos quanto a aproveitar seus tempos livres. era uma garota que gostava de sair, ficava com muitos garotos, não se importava com esses rótulos seja quais forem e desde que iniciara a faculdade, conquistando certa independência financeira descobrira que gostava sim de se divertir dessa maneira. Por outro lado, até frequentava uma festa ou outra, mas, preconizava permanecer em casa e se atualizar em seus doramas, ensaiar danças ou aquecer sua voz.
— Você vai a festa de hoje, ? — questionou, pensando sobre o convite que recebera de um open house na casa de um veterano, porém já aguardava um não como resposta do amigo, assim como 80% das vezes que o convidara para festinhas.
, eu já não iria de toda maneira. Mas você tá vendo a chuva que vai cair? Melhor você repensar também. — dizia enquanto encarava as costas de , que cozinhava o café de ambos.
— Baby, você precisa se socializar mais, fazer amigos… você é tão bonito sabe, devem ter muitas garotas atrás de você, né? — Colocou o prato com a refeição a frente de e sentou do outro lado da mesa, de frente para o amigo.
— Fica pra próxima. — pronunciou, claramente desinteressado sobre o assunto em questão.
— Pra próxima vida?
— Acertou.

••••••••••••••••••••••••••••••••

A tarde passara sem que percebessem, e já se aconchegara dentre seus edredons, com um balde de pipoca o acompanhando e um copo de suco de laranja no móvel ao lado da cama, pronto para iniciar mais uma de suas maratonas de dorama. Aquele sempre fora seu passatempo predileto desde a adolescência, inclusive participara de muitos desses momentos quando moravam em Daegu. Sozinho, aqueles momentos sempre traziam uma lembrança em particular para o garoto.

 

[Flashback]

e tinham por volta de 16 e 17 anos, e estavam assistindo um episódio de um dorama que a garota insistira por dias para assistirem juntos, mas ele nunca podia, já que os estudos estavam tomando conta de seus dias quase que integralmente. Porém aquele era o primeiro dia das férias escolares e com o tempo de folga logo ligou para a amiga, para se encontrarem na casa dele, e lá estavam os dois, deitados lado a lado no sofá cama da sala da casa de , com dois baldes de pipoca e muita concentração no casal do dorama.
– Nossa, não acredito que ela não beijou ele de novo. – dizia para o amigo, indignada, com uma mão na testa – Que burra, ele faz tudo pra ela, tomara que o perca. – disse por fim, se ajeitando no sofá.
– No final eles acabam juntos, isso é para fazer um drama, pequena, você sabe bem, se não, não tem graça – disse olhando para , com um sorriso no rosto. assistia doramas apenas sozinho ou exclusivamente na companhia de , com ela ele se sentia confortável de demonstrar quaisquer emoções sobre o que assistiam, era o mesmo que assistir consigo mesmo, porém mais divertido, riam juntos, choravam juntos e também xingavam juntos.
– Você fala como se fosse o expert em romances, né ? – disse a menina, olhando agora nos olhos dele em um tom de crítica – Você já beijou alguém? – ao dizer isso viu o rosto do amigo ficar rubro, demonstrando a vergonha que havia lhe tomado com a pergunta, já entregando que claramente a resposta era “não”.
coçou o alto da cabeça em sinal de nervosismo mas permaneceu calado, se arrependendo por não conseguir ser bom com mentiras improvisadas, poderia muito bem ter dito que “claro que sim”, mas obviamente não foi o que aconteceu. Continuou olhando para a amiga com certa vergonha da situação em que estava, porém sua reação alternou quando percebeu a proximidade de , que quebrava a distância entre eles aos poucos, chegando o rosto perto do seu. Não sabia como agir, mas graças aos doramas que assistira, lembrava que se ela chegasse muito perto seria a hora de ele fechar seus olhos. E esse momento chegou, estava a milímetros de distância, então os fechou, como aprendera, sentindo a respiração quente da amiga perto de seu rosto, e em questão de segundos, que mais pareciam horas, sentiu os lábios juntos aos seus. Seu corpo estremeceu, arrepiou dos pés a cabeça com aquele contato, sentindo o beijo doce e calmo se aprofundando aos poucos, e quando ele menos esperava, quebrou o momento, olhando bem em seus olhos e perguntando: “Agora você já sabe como se faz?”
– Não sei? – disse puxando para mais um beijo, não sabendo de onde havia tirado a coragem para tomar essa atitude. — O que você acha, Noona? — dissera por último antes de unir novamente seus lábios aos dela, iniciando um segundo beijo.

[Fim de Flashback]

Mal soubera ele que aquele teria sido o primeiro e último momento que tiveram assim, já que, nunca dissera para sobre o que sentia, e bem, como ela também jamais tocara no assunto, na cabeça do mais novo eram apenas sentimentos não correspondidos, e não seria ele a arriscar a amizade com sua melhor amiga deixando o clima entre eles estranho, logo, mantivera seus sentimentos camuflados, em prol do que já tinham.
Em meio a tais pensamentos mal percebera uma presença na porta de seu quarto, até que ouvira uma batida na madeira da mesma, chamando então sua atenção para , ali parada o olhando como quem tentava decifrar uma situação, e então se deu conta de que estava sorrindo olhando para a televisão em “pause”, o que fazia um total de zero sentido para a garota, porém para , que à segundos atrás se encontrava imerso em pensamentos passados, fazia todo sentido do mundo, o que logicamente fez com que suas bochechas tomassem um tom avermelhado.
— Não vai pra festa? — tentara disfarçar a vergonha que acabara de passar, se ajeitando na cama e bebendo um pouco de seu suco, em seguida olhando para a TV.
— O que você tem a me dizer sobre isso? — a garota pronunciara em um tom nervoso, chegando perto da cama do garoto com o celular em mãos, mostrando o mesmo bem perto de seus olhos. sabia bem do que se tratava porém como de praxe fingiu que não entendera do que a amiga estava falando, fazendo uma de suas melhores feições de desentendido. — Vou ler para você então, sonso. “, boa noite minha filha. Conversei com agora e ele me disse que está caindo uma tempestade em Seoul, então por favor fique em casa querida, não vá pra festa que você disse à ele que iria, está bem? Mamãe te ama, princesa. PS.: Não fique brava com o , ele é um anjo e só estava preocupado.” — Nesse momento já enchia boca de pipoca a fim de não encarar a cara da amiga, que o olhava fuzilando-o com os olhos, e teria certeza que a qualquer momento voaria em seu pescoço se falasse qualquer coisa que não fosse correta, e bem, sabia que 90% do que dissesse não seria, então com a boca cheia de pipoca apenas sorriu para a mesma, e só faltaram luzes neon piscando e formando um letreiro de “GUILTY” em sua testa. — Francamente, — saíra sem encará-lo, ainda incrédula quanto ao que ocorrera ali. Com certeza uma das situações que mais tiravam a garota do sério era tentarem controlar suas ações, pior ainda, quando tinham razão e ela estava errada e com consciência disso.
ria consigo mesmo após sair pela porta de seu quarto, pois bem, sabia melhor que qualquer um como a garota funcionava. Era como se tivesse instalado em seu drive mental um manual sobre ela, e depois tantos anos de amizade, decorara de cor e salteado, do início ao fim. Com isso, apenas abstraiu o ocorrido, pegou o controle da televisão e iniciara o dorama, sendo interrompido em questão de poucos minutos por seu celular vibrando.

: “Diminui o volume” — leu no visor ainda com a tela bloqueada, rindo sem nem ao menos abrir o aplicativo de mensagens e repousando o celular na cama novamente, e sentido-o vibrar no mesmo instante.
: “Está muito alto”
: “Está chovendo muito, e trovejando, preciso deixar mais alto” — respondera à amiga, ainda achando a situação de ambos conversarem por um aplicativo mesmo estando em cômodos vizinhos maravilhosa. — “Vem assistir comigo”
: “Não”

E assim, interromperam a conversa e voltou sua atenção exclusivamente para a televisão, e assim permaneceu por cerca de duas horas, quando então decidiu fazer mais um balde de pipoca e pegar um pouco de água, pausando assim o dorama, se desvencilhando dos edredons e se dirigindo à cozinha com seu baldinho e copo em mãos, encontrando uma ao fogão, que por sua vez aparentava estar menos raivosa.
— O cheiro está bom, o que você está fazendo? — dissera chegando por trás de , tentando sentir se realmente a garota já havia deixado de lado a raiva anterior e voltara ao normal como ele imaginava.
— Panquecas? — perguntou ao sentir a presença do amigo, se virando para o mesmo com uma feição neutra, enquanto aguardava um lado da panqueca dourar antes de vira-la — Você quer?
— Duas, por favor — disse, colocando o baldinho dentro da pia e abrindo a geladeira, sem se sentir nada surpreso com a mudança de humor da amiga, já estava mais que acostumado, ela com certeza já teria tomado consciência e vira que ele estava certo.
— Então, faça você — dissera fingindo raiva, sendo rapidamente encarada por que a olhou assustado, fazendo com que a garota caísse na risada enquanto já preparava as panquecas do amigo. — A festa foi cancelada…
, olha, eu não quis intrometer na sua vida, mas….
— Mas intrometeu, né?
— É… — ele disse, agora olhando para seus pés, com um sorriso torto nos lábios, por mais que estivesse certo sobre a situação, sim, intrometera na vida dela. Porém não se sentia nem um pouco culpado, sabia de fato que faria novamente.
— Mas está tudo bem, eu também me intrometo na sua, fico te questionando e insistindo pra ir às festas comigo, mesmo você não gostando. — disse dando de ombros, logo terminando de fazer as panquecas, colocando dois pratos à mesa e se sentando em uma das cadeiras, sendo seguida por , que acabara de pegar a caixinha de suco e dois copos, sentando-se a frente de . — Qual dorama você está assistindo? — questionou, cortando um pedaço de sua panqueca e sorrindo ao perceber que ficara extremamente fofa, gostava de fazer as coisas bem, e cozinhar era com certeza um de seus orgulhos.
— É o novo do Jung Hae In, chama “Pretty Noona Who buys me Food” — dissera enquanto colocava o primeiro pedaço de panqueca em sua boca, sorrindo e mostrando o polegar para a amiga em sinal de que estava delicioso — Você gosta dele, iria gostar.
— É bom? Você está em qual episódio?
— Começando o terceiro.
— Ah… — disse em tom dramático, cortando seu último pedaço de panqueca, na esperança que captasse seu drama e a oferecesse voltar o dorama todo para assistirem juntos, porém, jamais pediria isso diretamente ao amigo, ainda mais depois de tê-lo repreendido por ser intrometido.
— Eu volto e assisto os dois primeiros com você, eu sei que você quer isso — disse encarando-a com um sorriso no rosto enquanto balançava a cabeça negativamente enquanto a garota sorria para ele vitoriosa, conhecia até os melhores e piores atos dramáticos de .

••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

— Hae In gosta de sofrer em doramas, não é? — encarava a televisão sem piscar, como quem não queria perder sequer um frame, e por sua vez alternava seu olhar entre a tela e a garota, e vez ou outra sorria com as reações que a mesma tinha com o que acontecia na TV. — Você não acha ele incrível também? — se virara repentinamente para o garoto pegando-o no flagra a encará-la, deixando-o boquiaberto e sem reação, com um sorriso sem graça estampado — O que foi?
— Você tá com uma pereba — tentou disfarçar enfiando o dedo indicador na bochecha da garota perto de onde se encontrava uma pequena espinha já em fase de cicatrização, quase imperceptível, mas que, passara tanto tempo encarando que poderia fazer um retrato falado de seu perfil esquerdo, com detalhes sobre todas as sete pintas que ela tinha espalhadas por esse lado de sua face, as duas pequenas cicatrizes de acnes antigas e sobre como formavam três pequenas covinhas quando ela sorria pequeno, ou quando formava-se uma extra mais profunda quando o sorriso se alargava. E com esse pensamento, que julgara ridículo, balançara a cabeça para afastar-se de tais devaneios.
— Idiota, ela já tpa cicatrizando. Peste. — disse passando o dedo sobre a lesão, voltando sua atenção novamente para o dorama, não sem antes perceber que mostrara sua língua em sinal de reprovação, e sorrira com isso, amava a relação dos dois, jamais no mundo conseguiria abrir mão do que tinham ali, porém poderia confessar que sentir o olhar inocente e o sorriso bobo de a encarando sempre lhe causavam sensações inusitadas, e sempre que tais pensamentos insistiam em importuná-la, balançava a cabeça a fim de afastá-los. — Você ainda tem aqueles chocolatinhos aqui no móvel? — perguntara olhando novamente para o amigo e vendo que o mesmo balançara a cabeça verticalmente debruçou-se sobre seu tronco, a fim de alcançar o móvel marrom que ficava do lado da cama oposto ao seu, ou seja, o que estava. — É na primeira gaveta né — perguntou, já colocando a mão posicionada para abrir o compartimento, dando de cara, assim que abrira, com três packs de preservativos, trazendo pensamentos indesejados para sua mente. com certeza era um dos caras mais incríveis que conhecia, tanto fisicamente quanto no que se diz à personalidade, porém não esperava encontrar um bolo de preservativos na primeira gaveta de seu móvel, claramente alguém que os mantém tão perto, é algo estratégico, como se fossem requisitados com frequência.
não sabia porque, mas uma sensação nova invadira sua mente, parecia que tinha algo fazendo mal ao seu estômago, parecia uma azia mas ao mesmo tempo não, que sensação seria aquela? Não sabia bem descrever, mas soubera que não gostara de ver aquelas camisinhas com tão fácil acesso ali
— Ei, vai ficar deitada em cima de mim? — “Hmm, eu não posso, mas tem gente que pode, né? Porque tantas camisinhas assim…”, pensou recuando para seu lugar na cama após fechar a gaveta com força e deitando novamente, sem ao menos perceber que tivera tal atitude. Assim, tentara disfarçar pegando seu copo de suco, agora no móvel do seu lado, mas conhecia a amiga, logo, ficou confuso, e sem entender nada do que estava acontecendo. — Não tem chocolate?
— Não — respondera ainda se sentindo estranha e ridícula ao mesmo tempo. Não podia controlar as respostas atravessadas e não podia conter a sensação de nó na garganta que possuía naquele momento. Ainda confusa, levantou-se da cama de supetão, caminhando em direção à saída do quarto, sendo acompanhada por olhares mais confusos ainda vindos de . — Vou ao banheiro — Se tinha alguém ali que não estava entendendo bulhufas do que ocorrera, esse alguém era ele, então, pensou em olhar dentro da gaveta, já que a amiga ficara estranha após procurar os chocolates.
então abriu o compartimento do móvel, passando os olhos por toda a gaveta, observando os tais chocolates, pegando um e colocando em cima do móvel balançando a cabeça negativamente e falando alto
— Aigoo, ficou nervosa a toa, aqui os choco… — dizia, organizando o restantes dos objetos ali presentes antes de fechar, se deparando porém com alguns preservativos que guardava ali e vendo que estavam jogados no fundo da gaveta de qualquer jeito riu sozinho, mordendo o lábio ao entender, por fim, o motivo da mudança de humor de .
Enquanto isso no banheiro, Julha mandava mensagens freneticamente para e , suas amigas da faculdade e maiores supporters do relacionamento, não existente, com o amigo. Para as duas, o que eles tinham era algo enrustido e que deveria ser desenvolvido.

: Mas gente eu nem achava que fazia essas coisas, ele nem sai de
casa.
: Lógico que ele faz, olha esse homem.
: Você não quer, tem quem queira. A já disse pra você que esse
homem é louco com você, anda logo.
: Mas não entendi, você abriu a gaveta dele pra que? Quem procura
acha.
: Eu estava assistindo uma série com ele e queria chocolates, ele guarda
lá.
: Pelo menos tinha chocolate?
: Tinha, mas nem peguei, me deu uma coisa, uma “giriza”, perdi a
vontade.
: Chama ciúmes essa sua “giriza”
: Pega esse chocolate e passa nele amiga, vai ser delícia, pensa só.
: hahahahahahahahahaha se comporte.
: Oh! Vocês não me levam a sério, tchau, vou voltar pra lá.
: Depois conta pra gente como foi.
: You go girl!

guardou o celular no bolso, pensando em tudo que ocorrera e tentando abstrair os sentimentos que incomodavam sua mente, seu estômago e por incrível que pareça, ou não, incomodavam também seu coração, o qual sentia um aperto até então incomum para ela.
Com certeza estava experimentando o sabor do ciúmes.
Droga.
Coçou a nuca em nervosismo ao reconhecer que talvez e estavam certas. Ao chegar ao quarto mal conseguira encarar o amigo, que olhava atentamente para a tela da televisão em pausa, cruzando os olhares com o da garota por segundos assim que a mesma adentrara o quarto, tempo suficiente para que ela constatasse que ele mordia os lábios entre risos.
E que lábios não é mesmo?
Crucificara-se mentalmente pelos pensamentos pecaminosos que, há um dia não eram tão frequentes em sua mente, mas naquele momento podia-se dizer que a dominavam. Não estava pensando em mais nada que não fosse morder aqueles lábios ou talvez, bem… talvez algo mais.
Céus, que lavagem cerebral sofrera?
Afastou os pensamentos balançando a cabeça, e deitou-se ao lado do amigo, a fim de enterrar aquele assunto e fingir que tudo estava normal ao mesmo tempo em que ele insistia em continuar a encarando com um sorriso nos lábios, e com tantos anos de amizade sabia bem decifrar cada um de seus sorrisos, e aquele era de quem aprontara ou aprontaria alguma.
— O que foi hein? — disse, agora encarando o amigo ao seu lado enquanto ele, por sua vez levantara o Kit Kat que tinha em mãos, balançando e sorrindo, mordendo o lábio inferior.
— Tinha chocolate na gaveta, você não viu?
— Não vi, me dá então! — esticou a mão para pegar o chocolate nas mãos do amigo que recuara com a mesma rapidez, levando uma feição de dúvida ao rosto de .
— Não viu, ou outra coisa dentro da minha gaveta te chamou mais atenção?
— Q-q-que? Não. — tentara mentir porém tarde demais, já mordia novamente os lábios contendo a vontade de rir do desconforto da garota, que aquela altura já adquirira um tom rubro em suas bochechas. — Garoto, me dá esse chocolate logo. — dissera já virando para o amigo erguendo o corpo em direção à mão de , sem sucesso, já caindo novamente em seu lado da cama.
— Tudo bem, então — voltara com o chocolate para baixo e abrira a embalagem sobre o olhar atento de , quebrando uma das barrinhas de Kit Kat — Pega — por fim colocando a pontinha da mesma sobre os próprios lábios e virando-se para a amiga, apontando com o indicador para o chocolate.
— Garoto? — dissera agora tirando rapidamente o chocolate da boca de com um movimento rápido das mãos, deixando o mesmo olhando-a assustado e puxando para dentro da boca o restante de Kit Kat que sobrara entre seus lábios. sorriu de lado e num ato impulsivo sem tirar os olhos do amigo se aproximara tomando seu rosto em uma de suas mãos, e depositando um selar demorado em seus lábios, deixando um leve e quase imperceptível mordiscar antes de separar-se. — E eu lá preciso de chocolate como artifício pra te beijar? — mordera por fim o Kit Kat que tinha na outra mão, encarando o amigo, que ainda a olhava. — O que? Não era isso que você queria? Agora vai me olhar com essa cara de… — tentara falar, sendo interrompida pelos lábios carnudos de que rapidamente tomaram os seus, voltando com aquele contato que ela terminara a poucos segundos atrás, agora num ritmo lento e gostoso que trouxera as melhores sensações possíveis à garota. Com uma de suas mãos na nuca de , acariciava a região com seus longos e finos dedos, sendo tátil o quão ouriçados ficavam os cabelinhos por onde tocava. O subconsciente da garota ria do quanto aquele garoto mexia consigo, e o quanto tentara se enganar, mas ela pouco se importava em vista de tudo que sentia em todas suas míseras partículas sensitivas e com todo seu corpo reagindo naquele momento. então rompera o contato, deixando uma boquiaberta o encarando.
— Cara de que? — provocou em uma distância milimétrica de , apenas o suficiente para que seus rostos não estivessem unidos
— Shiu — calara o amigo retomando o beijo, que segundos atrás o amaldiçoara mentalmente por ter rompido.
Se encontravam em uma bagunça de mãos e sensações, num beijo ainda delicado, porém intensificado a partir do momento em que a língua da garota tomara frente e pedira passagem aos lábios de , que em comum acordo com seus demais sentidos aprofundara também aquele contato. E como se tivessem livre arbítrio as pernas de se moveram em uma ação automática em direção do amigo, posicionando cada um de seus joelhos de um lado do corpo do garoto, que agora tinha suas mãos na cintura de , vez ou outra arriscando apertar um pouco a região a fim de descobrir quais toques agradavam a amiga.
— O que nós estamos fazendo? — com a testa colada à de , e com a respiração ofegante a garota se pronunciara após longos minutos sem ter o poder da fala, já que a boca estivera ocupada com algo consideravelmente mais interessante.
— Quer parar? — ele quis saber, um pouco inseguro sobre a opinião da amiga com o que estaria ocorrendo. — Eu não quero parar… — mordia os próprios lábios olhando fundos naquelas íris castanhas que o encaravam, as mesmas que não podia mais resistir à aqueles lábios.
Meu Deus, que lábios eram aqueles? As harmonizações preenchimentos que lutem.
— Não mesmo. — E então, sem a menor intenção de parar o que começaram, rompeu a mínima distância entre suas faces, voltando a sentir o toque desesperado e ao mesmo tempo delicado e cuidadoso que conseguir levar a atmosfera na qual se encontravam naquele momento, sentada no colo do rapaz. O contato fora interrompido quando decidira que estava dando muito pouca atenção para as demais partes que, por diversas vezes, sonhara experimentar, e então com a ponta de seus incisivos centrais mordiscara o lóbulo direito da orelha do homem, se deliciando com as reações que conseguia causar no mais novo com um mero ato, que repetira mais um vez antes de descer os beijos pela extensão do pescoço de , enquanto o mesmo apertava a cintura da garota e mordia o próprio lábio a fim de conter os precoces gemidos que teimavam se mostrar. Durante o percurso pela cútis do garoto, conseguia inalar o cheiro único que o amigo possuía, não era a toa que ele se intitulara Downy Boy, poderia assinar embaixo, sem dúvidas poderia ficar ali por horas a fio sem se cansar.
Enquanto começava a se mover no colo do garoto, por cima da calça de moletom que ele usava, já sentia o volume se formando em contato com sua intimidade coberta pelos shorts de pijama que a garota vestia e sentia cada vez mais e mais estimulada a continuar os movimentos, enquanto tendia a cabeça para trás em aprovação às novas sensações que ela ocasionara. O garoto então subiu suas mãos pelas costas da amiga a fim de encontrar o fecho de seu sutiã, deixando arrepios por onde as pontas de seus dedos passavam, e por fim não encontrando nada em seu caminho, olhou para com um sorriso torto no rosto.
— Um segredo? — provocou, se aproximando novamente do ouvido de , sussurrando bem rente — Eu não uso sutiã em casa. — confessou sorrindo, e o garoto arrepiou com o tom da voz dela e seu hálito aquecendo a região.
— Muito justo — dissera ainda com as mãos por dentro da blusa da mulher, porém passando as mãos de encontro aos seios de , que gemeu baixo mordendo o próprio lábio no momento em que os apertou pontualmente, se remexendo mais intensamente no colo do garoto.
Ambos não aguentavam tanto pano entre eles.
desceu sua mãos por toda lateral do tronco de apenas com o objetivo de chegar a barra de sua blusa e puxá-la para cima, enquanto a mesma repetia a ação com a camisa que ele vestia, embolando ambas peças de roupa e deixando-a cair em algum canto qualquer, muito ocupado contemplando a nova visão que tinha do colo desnudo da garota, e preocupara-se em retomar o contato com seus seios, agora circulando com polegar a região do bico, antes de levá-los a boca. O toque quente de sua língua em comunicação com a pele sensível de apertara a região íntima da garota, que levou uma das mão para baixo, tocando o membro do garoto pela primeira vez, por cima do tecido que ele ainda vestia pressionando o mesmo, e ao sentir que garoto já se encontrava devidamente duro adentrou a mão em sua calça procurando um contato mais direto, e ao encontrar apenas resistência do tecido de moletom sorriu mordendo seus lábios, sendo encarada pelo garoto que também a encarara e dera de ombros correspondendo ao seu sorriso.
— Justo — imitou a fala anterior do rapaz ao descobrir que o mesmo também não estava usando uma de suas peças íntimas, tirando sua mão de dentro das calças dele se erguendo um pouco ficando de joelhos e depositando as pontas de seus dedos da barra da calça dele dando dois tapinhas leves na região e o encarando — Hmm, tira isso?
obedeceu à súplica da amiga instantaneamente, como negaria?
Ao mesmo tempo, removera também suas duas últimas peças de roupa, logo sentando-se novamente sobre as pernas do garoto, observando-o agora sem sequer uma peça de roupa, e céus, como perdera tanto tempo?
Seu amigo era extremamente gostoso.
Sem perder mais tempo envolvera o membro de entre suas pequenas e delicadas mãos, pressionando um pouco sua glande a fim lubrificar a extensão com o pré gozo, tendo sucesso em sua ação e realizando assim movimentos precisos e lentos, deixando cada segundo mais necessitado de mais e mais contato.
… — o garoto resmungara entre dentes, instantes antes de unir novamente suas bocas num beijo necessitado e intenso, no qual passara suas mãos por entre os cabelos dela, alojando seus longos dedos ali.
Enquanto o dançarino dava atenção ao clitóris de , o estimulando incessantemente, a design alternava a velocidade em que sua mão deslizava no membro de , que já se sentia latejando e almejando insanamente para estar dentro da garota, e como se tivessem pensamentos simultâneos interrompeu os movimentos com a mão, enquanto o garoto abrira a gaveta ao seu lado pegando um pacote de preservativos que logo já cobria toda a extensão de seu membro. pousou sua mão na base do pênis de , enfim encaixando o mesmo em sua entrada, deslizando-o para dentro lentamente, até que estivesse totalmente envolto por si, sentindo a umidade e calor dela em contato com seu membro.
Com a mão esquerda apertando a cintura de e a outra com o polegar estimulando o clitóris, a observava rebolar e se remexer preenchida por ele, sentindo fisgadas a cada mudança de velocidade imposta pela amiga. Assim que repousou os braços nos ombros do amigo, começara a entrar e sair do membro do rapaz, que sentira sua mão ser magneticamente atraída pela bunda da garota, e apertando a carne da região, de certa forma tentando também ter algum controle sobre os movimentos da mesma.
entrava e saía pelo membro do garoto freneticamente, com suas testas coladas e suas respirações descompassadas, subia e descia por em intensidade proporcional com o desejo que ambos sentiam ali, seus corpos e suas células sensitivas estavam com certeza a ponto de colapsar em êxtase.
… — gemeu próxima a boca do rapaz, envolvendo o mesmo em um beijo quente, sentindo a mão do rapaz a apertando agora na região de cintura, afundando os dedos com mais força que inicialmente, e estranhamente a pressão a trouxe mais prazer do que imaginara, aumentando assim a velocidade com que subia e descia sobre o membro de .
O garoto então a abraçou, forçando o corpo da garota para baixo a fim de fazer com que a mesma descesse com mais força sobre seu membro e então sentiu o próprio corpo se contrair por dentro, alcançando seu clímax, enquanto sua intimidade apertar mais o pênis de , como se estivesse realizando um movimento pomporista intencional. O garoto então, com tal pressão soltara um último gemido ao também atingir seu ápice, sentindo seu líquido quente fluindo, sinalizando seu orgasmo pouco depois da garota.
Sem muitas forças, debruçou-se sobre os ombros do amigo, ainda sem sair de seu colo, apenas esperando que sua respiração e seu coração voltassem aos seus ritmos normais, sentindo a mãos de a acariciando carinhosamente nas costas e a outra fazendo carinho em seus cabelos, e sorriu com o toque do rapaz. Quando enfim decidira se mover, depositou um selinho demorado no ombro do amigo, deitando-se na cama, ainda ofegante.
por sua vez, após remover o preservativo, deitara de lado apoiando a cabeça em sua mão observando ali, exposta, deitada em sua cama de uma maneira que por muito tempo achara que não sairia de meros sonhos e pensamentos.
— Vem, vamos tomar um banho — dissera sem muito esperar a resposta de , já pegando-a em seu colo, sem dar chances para negações.
— Mas?
— Algo a contestar?
Com o silêncio consciente de em seus braços, a direcionara ao box, onde não demoraram, apenas o suficiente para se higienizar e claro que em meio à algumas carícias aqui e outras ali, atendendo ao script de não dormirem sem um banho pós sexo.
Já de volta a cama, emprestara uma camiseta para , já que ambos estavam deveras preguiçosos para procurar a dela pelo quarto ou sequer ir até o cômodo ao lado buscar algum pijama, duas belas desculpas para os reais motivos: de o garoto querer vê-la em uma de suas blusas e o dela de poder sentir-se confortável em uma das enormes camisetas com o cheirinho dele.
— Precisamos repetir isso — dizia deitada no peito de brincando com os dedos do garoto, que sorriu enquanto a observava atentamente, feliz por tê-la ali tão perto e tão dele, mesmo que por aquele momento.
— Se você ficasse mais em casa… — com sua mão desocupada iniciou um carinho no alto da cabeça da amiga, que sorrira instantaneamente com o ato dele, era uma amante de longa data dos cafunés de .
— Talvez eu tenha encontrado um bom motivo para ficar. — disse unindo suas mãos e sentindo o toque dos lábios de no alto de sua cabeça, que logicamente não poderia sorrir mais com as palavras de , a trazendo para mais perto de si, como se seus corpos pudessem fundir.
E ali, terminaram juntos aquela noite.
Que não fora planejada, nem de longe.
Mas, que com certeza poderia ter de fato mudado os demais planos que teriam para noites seguintes.
E, com a chuva caindo do lado de fora, adormeceram ali, abraçados como se aquele fosse seu lugar.
Como se o abraço do outro fosse seu lar.
E era.

FIM