Party

  • Por: Queen B.
  • Categoria: Kpop | Restritas
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Sinopse: Aquela cidade parecia saída de um filme; sem música, sem dança, como esperavam que ele aguentasse? Por sorte, exatamente como num filme, haviam também reviravoltas de sobra por ali. E personagens tão excitantes que só poderiam ser encontrados ali, bem no meio do nada.
Gênero: Romance
Classificação: +18
Fandom: EXO
Restrição: Sexo explicito e uso de drogas.
Beta: Alex Russo

estava, no mínimo, desmotivado com aquelas férias. Era verão e ele costumava adorar o verão, o clima, a praia, as garotas de biquíni, todo o conjunto, mas bem… Não aquele verão.
Naquele verão, estava sendo punido. E não aguentava mais, mesmo que na verdade mal houvesse posto os pés na cidade de Westwood, onde passaria as férias.
Depois de causar confusão em casa e ser expulso do colégio particular e elitista onde estudava, foi obrigado por seus pais a conhecer a linda cidade de Westwood, onde a irmã mais velha da mãe dele, sua tia, morava. Claro, que, turismo não era a intenção real dos pais de ao mandarem o garoto para lá, ainda que o lugar fosse mesmo lindo.
Não adiantava muito tanta beleza quando tudo era proibido e aquele era exatamente o ponto. estava acostumado a ter tudo, era um jovem riquinho de Nova York e, em lugares como Nova York, havia pouquíssima coisa que o dinheiro não comprava. Desse jeito, não era nenhuma surpresa que ele fosse arrogante o suficiente para se meter em todo tipo de confusão certo que ia sair ileso. Foi assim que acabou sendo expulso do terceiro colégio no mesmo ano e assim que acabou tendo que ir passar o verão em Westwood, a cidade que nem mesmo permitia música. não conhecia muito bem a história, mas a cidade, excessivamente religiosa, nutria um conservadorismo digno de filme de terror.
Qualquer música além das apresentadas pelo coral da igreja era proibida, assim como a dança, festa, e, Deus perdoe quem sequer mencione bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de entorpecente. Aquilo era pecado mortal para o povo de Westwood.
não ficaria surpreso se descobrisse que eles torciam o nariz até mesmo para remédios. Era apenas droga legalizada, afinal.
Claro que os pais de não acreditavam de verdade naquilo e por isso mesmo sua mãe deixara Westwood e fora para a cidade grande, aonde ninguém acreditava de verdade em pecado ou virtude. A intenção deles era que o garoto passasse a dar valor a vida que vivia, que entendesse seus privilégios e parasse de menosprezá-los e jogar fora todas as chances que tinha de fazer algo grandioso com sua vida por pura pirraça e, bem, lhe dar de presente o pior verão de sua vida parecia uma jogada esperta para alcançar o objetivo.
entendia. Não gostava, mas entendia.
E, depois de menos de uma hora em Westwood, podia dizer que estava funcionando. Pela primeira vez, ele se arrependia de algo que aprontara, simplesmente porque cada segundo naquele lugar estava sendo, no mínimo, detestável.
Sua tia, apesar de viver naquele lugar, era adorável e arrancou, milagrosamente, um sorriso de quando estavam sentados à mesa e ela pôs o indicador na frente dos lábios, se pondo de pé com um sorriso arteiro antes de ligar o rádio que estava escondido na dispensa, enchendo a casa com o som dos Rolling Stones, mas um sorriso ainda era muito pouco para a frustração de enquanto acendia seu cigarro nos fundos da casa, torcendo que a nicotina lhe trouxesse ao menos a ilusão de relaxamento.
Talvez devesse ler um livro. não era de ler ou fazer qualquer coisa que exigisse que ele passasse muito tempo parado num lugar só, mas pelo menos era uma distração e Westwood, aparentemente, era a definição de estar parado em um lugar só, portanto parecia difícil demais fugir daquela realidade.
– Ei, você não pode fumar aqui. – a voz feminina fez erguer o olhar, até então focado no chão enquanto tentava lembrar um título de livro que parecesse interessante. A garota se aproximou e ele sorriu de canto, vendo-a enfiar as mãos nos bolsos da saia, mordendo a boca coberta com batom vermelho para conter um sorriso também. – Tem um pra mim?
– Achei que não pudesse fumar aqui. – ele retrucou, arqueando as sobrancelhas de maneira curiosa para a desconhecida, que deu de ombros.
– Há muitas coisas que não se pode fazer aqui.
– Ah, é. Estou sabendo. – ele assentiu, como se só então se lembrasse, estendendo em seguida um cigarro para a garota, que acenou com a cabeça em agradecimento ao pegar, aproximando-se mais dele enquanto pescava o isqueiro preso no cós da saia para acender o cigarro. lhe analisou da cabeça aos pés, desde a blusa de mangas longas e sem decote fazendo um contraste quase irônico com a mini saia até as botas de salto fino subindo até seu joelho. Com tanta coisa sendo proibida naquela cidade, não conseguia imaginar como aquela garota, usando aquilo, não era. – E você, quem é?
Ela apontou para a casa ao lado quando finalmente conseguiu fazer o isqueiro pegar, o enfiando no bolso em seguida.
– Sua vizinha do lado. … – ela estendeu a mão para ele, num comprimento. – .
. – ele apertou sua mão, retribuindo o cumprimento. – Você é daqui?
– Nascida e criada. – ela confirmou, fazendo com que arqueasse as sobrancelhas, pouco crédulo de suas palavras. sorriu de lado por isso. – Talvez não tão bem criada. – deu de ombros e ele assentiu, decidindo que naquilo dava pra acreditar.
– Acho que você já ouviu muito essa pergunta, mas… – ele mudou de assunto, observando a garota tragar o cigarro tranquilamente. Ela lhe olhou pelo canto do olho, esperando. – Qual é a história desse lugar? Dessas regras malucas?
riu fraco ao ouvir.
– Na verdade, não escuto essa pergunta tanto assim. – respondeu, surpreendendo ao garoto antes de dar um passo para mais perto dele. – Um lugar com tantas regras malucas, como você mesmo diz, não atrai tanta gente de fora e, por isso mesmo, não existe tanta curiosidade sobre as regras. A maioria das pessoas aqui sabe o que aconteceu. – ela sorriu outra vez, o olhar muito parecido com o de um predador prestes a dar o bote quando levou o cigarro a boca novamente, jogando a cabeça levemente para trás ao soprar a fumaça para cima em seguida, antes de deslizar o cigarro e romper o contato do mesmo com seus lábios. Ela olhou nos olhos de em seguida, sorrindo de canto. – Estou curiosa. – deu um passo a frente, não demonstrando qualquer pudor quando seus corpos se tocaram ligeiramente. precisou conter o ímpeto de levar a mão a sua cintura, mesmo que a atitude houvesse feito com que ela pesasse como chumbo. – Você obviamente não é o tipo que viria aqui por livre e espontânea vontade.
– O que exatamente está perguntando, ? – ele retrucou, sorrindo do mesmo modo que ela. De repente, até que conseguia ver um pouco de esperança para o verão. – Posso te chamar de , não é? – arqueou as sobrancelhas, o rosto sendo tomado por uma expressão que misturava inocência e preocupação, o que era no mínimo irônico para a postura que ele sustentava desde o instante em que pusera os olhos nele, mas, ainda assim, a garota se limitou a sorrir.
– Me parece que você vai me chamar do que quiser. – ela retrucou, deixando claro que não comprava a expressão em seu rosto nem por um segundo. Tudo em denunciava que ele era o tipo de cara que fazia o que queria, quando queria, e, céus, aquele tipo de cara excitava . Ela não gostava de dividir os papeis, as funções, gostava do sexo mais bagunçado possível, de nunca ter o controle, mas também nunca perdê-lo, das mãos sempre em todos os cantos e nunca presas. Ela gostava de contato, de selvageria. – Por que está em Westwood, ?
– Eu fiz algo ruim. – ele respondeu, com a postura aprumada exatamente como a dela, o que fazia com que seus peitos se tocassem, embora os quadris estivessem distantes demais para o gosto de , que queria puxá-la para si e sentir cada parte dela contra cada parte dele. Sabia, desde o momento em que ela lhe pedira um cigarro, o que acabaria acontecendo, o que ambos queriam e era exatamente ali que repousava sua esperança para aquele verão naquela cidade com regras pouco explicáveis. Em tudo que a postura, as roupas e as falas daquela garota indicavam. – Meus pais meio que estão me punindo.
estava lhe ouvindo, absorvia suas palavras, mas, em sua mente pensava em quanto tempo se passara desde a última vez que alguém novo aparecera ali, alguém com a postura e a energia de . Ela só conhecia mais uma pessoa que, como ele, emanava sexo, desejo e luxúria e sequer colocá-lo naquele quadro, pelo breve instante em que o pensamento passou por sua cabeça, fez a garota sentir como se fosse explodir, mordendo o lábio certa que não ia esquecer aquele pensamento.
Agora, ela queria mais do que apenas e sexo selvagem com ele e, bem, costumava conseguir o que queria.
– Bom, eu acho que vai acabar gostando da punição. – ela levou o rosto para mais perto do seu, tocando suas testas enquanto subia os dedos por seu braço, descoberto já que a manga de sua blusa cobria apenas parte de seu antebraço. – Peça o meu número a sua tia. Vai ter uma festa amanhã e eu quero te ver lá. – ela deixou que os dedos torcessem os cabelos em sua nuca ao mesmo tempo que ele a puxava para si, colando seus corpos.
A garota sorriu e mordeu seu lábio inferior, virando o rosto antes que ele conseguisse beijá-la.
– Achei que festas fossem proibidas aqui. – ele murmurou, só para falar alguma coisa e conter o xingamento que ficou preso em sua garganta quando a garota desviou de seus lábios.
. – ela riu, olhando em seus olhos. Ele sorriu de canto. – Olha pra mim… Eu sou proibida aqui. Fique por perto e vai desejar ser castigado mais vezes. – piscou, espalmando seu peito para que ele permitisse que ela se afastasse, dando as costas ao garoto em seguida, jogando o cigarro no chão e pisando nele antes de olhar por sob o ombro, em sua direção. – Ah! Sobre a sua pergunta, isso é outra coisa que você devia perguntar a sua tia. Não é o meu assunto favorito.
enfiou as mãos nos bolsos da calça e se limitou a assentir, observando-a se afastar em seguida, não conseguindo evitar desviar o olhar para o rebolado da garota, é claro.
Por fim, ele passou a mão pelo cabelo e balançou a cabeça, dando as costas para voltar a entrar em casa.
Precisava falar com sua tia.

+++

– Sr. . – cumprimentou, abaixando a cabeça ao inclinar o corpo numa pequena, porém respeitosa, reverência quando ele abriu a porta para ela.
. – ele acenou com a cabeça, dando espaço para que ela entrasse. Drake era o reverendo da cidade e, num lugar como Westwood, aquilo significava ter muito poder. Ele mandava e desmandava na cidade, basicamente, e, em consenso com o conselho local, fora ele quem aprovara as leis que tornaram Westwood o marasmo que era atualmente. Sem música, sem dança, enfim, sem nada. – Imagino que esteja aqui para ver . Ele está no quarto, mas já estou de saída, surgiu um assunto na igreja e…
– Não se preocupe, Sr. . – o interrompeu, sorrindo de maneira condescendente. – Não vou demorar, de qualquer forma. Só vim pegar um livro com o .
– Certo. – o mais velho assentiu, voltando a abrir a porta, dessa vez para si mesmo e deu espaço para que ele saísse. – Vejo você depois, .
– Com toda certeza. – ela assentiu, observando enquanto ele fechava a porta atrás de si, deixando lhe sozinha no andar de baixo da casa que morava com o pai.
tinha uma irmã, Meredith, mas ela morrera há oito meses, exatamente quando as tais regras foram implantadas. Era a formatura da turma dela no colégio e seus amigos beberam muito na festa que fizeram para comemorar, depois entraram todos juntos num carro e sofreram um acidente. A perda foi total, sem chances de recuperação do carro e todos os cinco jovens morreram, arrasando a cidade de Westwood sem precedentes. Como reverendo a cidade e pai de uma das vítimas, o Sr. reagiu de maneira irracional, propondo todas as leis que proibiam tudo que os jovens faziam em qualquer outro lugar do mundo apenas para proteger a cidade e seus moradores e tentar confortar seu coração de alguma forma.
Meredith e eram muito próximos, ele via a irmã mais velha como um modelo a seguir e perdê-la não foi fácil para o garoto, que passou a nutrir um péssimo relacionamento com o pai depois da morte da irmã, lhe culpando pela forma que lidara com tudo e por todos os efeitos colaterais que conseguiu com sua atitude e as novas leis.
Diferente de , que até se preocupava em fingir e manter as aparências na frente de pessoascomo o reverendo, nutria um humor ácido e sempre tinha provocações venenosas na ponta da língua para dirigir ao pai, não ligando de esconder que não dava a mínima para as novas, completamente absurdas, leis, agindo como o filho perfeitamente rebelde que acabou se tornando com a morte de Meredith.
Não fora fácil para assistir o sofrimento do amigo, mas esteve do lado dele, fazendo o melhor que podia, como sempre foi.
e eram amigos desde que se entediam por gente, sabiam tudo da vida um do outro e, se havia algo sem qualquer lógica, era a ideia de existir segredo entre eles. Nem mesmo como eram sem roupas era segredo.
A primeira vez que transara com alguém, fora com e não podia ter sido mais certo. Os dois se conectavam bem, qualquer um podia ver e, algum tempo depois da primeira vez, eles fizeram de novo e assim seguiam até o dia de hoje. Não era como se fossem a única pessoa com quem o outro já estivera e tinham ciência disso, separavam bem as coisas.
Por mais verdadeiro e intenso que fosse o amor que sentiam um pelo outro, nunca o usariam como algemas e não conseguia imaginar um relacionamento no mundo em que um não acabasse puxando mais que o outro, sendo com quem fosse e não queria arriscar sem quem puxava ou quem era puxada com . Nem sabia qual das duas opções era pior.
Por fim, subiu as escadas da residência dos e seguiu pelo caminho que já conhecia até o quarto de , o encontrando estirado no sofá quadrado de seu quarto, que ficava perto da janela, com um livro no colo.
não precisava de qualquer esforço para exalar a sensualidade que normalmente exalava e aquele momento era apenas mais uma das inúmeras provas disso. Lá estava ele, estirado num sofá com várias almofadas ao seu redor, vestindo preto dos pés à cabeça. Uma blusa de gola alta e mangas longas adornava seu tronco e o impulso de tocá-lo era inegável mesmo antes de mencionar a calça social, também preta, dando ao garoto uma aparência quase ridícula de tão sexy, além de elegante. Os óculos de grau, de lentes redondas, só contribuíam para o visual que fizera a região entre as pernas de esquentar quando ela fechou a porta atrás de si.
Ali estava, a única outra pessoa que ela conhecia que exalava sexo, desejo e luxúria.
. – o garoto baixou o livro, mas não saiu do lugar, sorrindo de lado para a amiga. – A que devo a honra?
lhe olhou dos pés à cabeça, sorrindo para o vestido azul claro e os saltos brancos. O vestuário delicado não combinava de verdade com ela, era parte da encenação que ela insistia em manter, porém era inegável a forma como o vestido acentuava suas curvas. era outra pessoa que não precisava tentar muito para exalar sensualidade, no fim das contas.
A garota deu de ombros, sentando-se na cadeira giratória de frente para a escrivaninha pouco à frente de e girando para ficar de frente para ele enquanto pescava uma revista dali de cima, folheando-a despreocupadamente ao cruzar as pernas.
– Saudades? – tentou, lhe encarando com uma interrogação no olhar e arqueou as sobrancelhas, pouco crédulo. Ela riu por isso, colocando a revista de lado. – Você lembra da minha vizinha? – perguntou, olhando em seu rosto enquanto esperava a resposta.
deu de ombros, fazendo que sim com a cabeça mesmo que não conseguisse visualizar o rosto da mulher em sua mente. Sabia quem era, pelo menos.
– Eu conheci seu sobrinho ontem. Estava fumando no quintal. – ela falou e arqueou as sobrancelhas, surpreso.
– Um forasteiro fumando? – riu, se divertindo com a ideia e fez o mesmo.
– Ele é de Nova York. Pode imaginar como está curioso sobre Westwood. – disse, fazendo com que sorrisse depois de um instante lhe encarando, esquadrinhando seu rosto como se aquilo fosse o suficiente para saber no que ela estava pensando e podia mesmo ser, levando em conta quão bem conheciam um ao outro.
– E você está curiosa sobre ele. – adivinhou.
sorriu de canto, se pondo de pé e se aproximando de onde estava, apoiando as mãos em seus joelhos para deitar o corpo por cima do seu, de costas para o garoto. Ela deslizou o traseiro por sob seu membro devagar e sorriu.
– Você me conhece tão bem. – murmurou, virando o rosto para lhe encarar e o garoto sorriu, levando as mãos para sua clavícula e deslizando os dedos ali, pressionando a pele para massageá-la. fechou os olhos, encostando a cabeça em seu peito enquanto voltava a mexer os quadris em seu colo, deslizando por toda a extensão de seu membro, que já começava a crescer embaixo dela com os movimentos.
– Conheço sim. – o garoto confirmou, soltando um murmúrio em aprovação aos movimentos dela em seguida.
Novamente, a garota apoiou as mãos nas pernas de , movendo a bunda de cima para baixo, sentindo o corpo inteiro esquentar quando ele suspirou perto de seu ouvido, finalmente fechando os olhos também.
– Que tal uma festa, ? – ela perguntou baixinho, a voz soando pedinte antes que ela beijasse seus dedos, deixando que a língua molhasse um deles antes de erguer o olhar para ele por baixo dos cílios, piscando brevemente enquanto ele deixava que uma das mãos alcançasse um de seus seios, tocando-o com gentileza enquanto ela se movia em cima dele.
– Já vamos a uma festa essa noite, . – ele respondeu, sem entender de imediato aonde ela queria chegar, mas, bem, não dava para culpá-lo. Levando em conta o jeito como ela rebolava em seu pênis naquele momento, já era muita coisa que ele houvesse entendido pelo menos uma parte de suas palavras.
riu, levando uma mão para trás e encontrando sua nuca, torcendo em seguida os dedos nos cabelos dele ao alcançar os fios.
– Essa não é a festa da qual estou falando, amor. – devolveu, empinando a bunda enquanto segurava em sua cintura, apoiando as duas mãos em seus joelhos antes de virar para encará-lo, como se sua atitude dissesse o suficiente.
E, bem, dizia. Por mais indecentes e proibidas que fossem as festas que os dois costumavam frequentar, para o padrão da cidade pelo menos, o que tinha em mente era um pouco mais e não precisou de muito para se dar conta disso, puxando-a de volta para sentar em seu pau ao mesmo tempo em que ficava sentado direito, com a intenção apenas de colar seus corpos e morder o lóbulo de sua orelha, sorrindo quando fez com que a garota se arrepiasse pela atitude. subiu uma mão por seu vestido e empurrou a peça para cima, fazendo com que ela subisse até sua cintura. A calcinha da garota ficou a mostra, uma peça tão pequena que tornou o contato de seus sexos devastador, fazendo com que voltasse a fechar os olhos, raspando os dentes em um de seus ombros.
– Não faço muita questão de curtir essa festa, honestamente. Por que não me dá uma motivação? – ele pediu, subindo uma mão por dentro de seu vestido, por toda a região de suas costas antes de alcançar um de seus seios, agora sem qualquer pano no caminho. suspirou, movendo-se mais devagar em seu pau.
– Isso é fácil, amor. – ela retrucou, olhando por sob o ombro em sua direção e roçando seus lábios, rindo baixo ao virar o rosto, sem permitir que ele iniciasse o beijo. mordeu o lábio e ela sorriu, puxando seu lábio inferior entre os dela antes de soltar as palavras contra sua boca: – Você pode enfiar aonde quiser.
arqueou as sobrancelhas diante das palavras e ela imitou a atitude, esperando uma resposta. O garoto passou a língua pelos lábios e xingou baixo, tentando pensar com clareza, mas a proposta era golpe baixo e sabia daquilo tanto quanto ele.
– Certo. – disse, respirando fundo antes de sugar o lóbulo da garota, fechando a mão sobre seu seio. – Acho que vamos dar uma festa então.
sorriu para suas palavras, apoiando as mãos em seus joelhos novamente de forma a virar de frente para ele, pousando um joelho de cada lado de seu corpo, com o rosto agora na altura do seu enquanto fazia com que ele recostasse o tronco ao sofá outra vez, com ela de quatro em sua frente.
– Feche as cortinas. – pediu – Vamos começar o aquecimento, que tal? – ela deslizou os dedos sob o volume do garoto por cima da calça e, sem tirar os olhos dos seus, puxou a corda da cortina, fechando-a e escondendo o quarto do enorme jardim do lado de fora.
– Podemos começar agora. – olhou em seus olhos e, com um sorriso arteiro, voltou a se sentar em seu pau, puxando o vestidinho de verão que cobria seu corpo lentamente para cima, jogando a peça no chão antes de tocar a nuca de e puxá-lo para si, tocando seus lábios ao mesmo tempo em que ele lhe puxava pela cintura, intensificando o beijo que trocavam ao mesmo tempo em que colava completamente seus corpos.

+++

estacionou o carro que pegara emprestado com sua tia em frente à loja de conveniência dentro das instalações de um posto de gasolina. Ele saiu do veículo e olhou confuso em volta, puxando o celular do bolso para mandar uma mensagem para e avisar que já estava ali, embora não tivesse mais certeza que estava no lugar certo.
Balançando a cabeça, o garoto seguiu para dentro da loja de conveniência, decidindo comprar um cigarro, já que estava ali e tinha certeza que seu último maço estava quase no final. Ia voltar para Nova York fumando ainda mais que o normal e culpava seus pais por lhe mandar para aquele fim de mundo. Era difícil não precisar de entorpecente para se sentir vivo ali.
escolheu um cigarro e um chiclete e estendeu para o rapaz no caixa, checando o celular novamente para ver se lhe respondera, mas, apesar de ter visualizado sua mensagem, a garota não deu sinal de vida e bufou, guardando o celular novamente.
Falar com sua tia sobre a garota acabou sendo surpreendentemente fácil, já que ele só precisou mencionar o nome daquela que seria sua vizinha pela temporada para que sua tia desandasse a falar a respeito de como era querida, uma jovem admirável, tão madura e sensata, a descrição em nada condizendo a que conhecera. Bom, ele não tinha certeza quanto ao madura, mas uma jovem admirável, levando em conta os padrões de Westwood, não parecia o melhor adjetivo do muito para descrevê-la.
No fim das contas, pedir seu número acabou por parecer muito mais uma atitude educada do que algo que ele realmente queria fazer, combinando perfeitamente com a expressão de desânimo que plantou no rosto quando disse a tia que ia encontrar numa lanchonete no centro.
precisava admitir, era inegavelmente divertido ser falso. Ele sempre gostara, sempre tivera talento para a coisa e naquele verão não seria diferente. Sua única preocupação era que tivesse mais talento que ele para isso e houvesse conseguido lhe driblar, mas a sensação acabou nem durando muito, no fim das contas.
No instante seguinte, quando ele recolheu o troco pela compra de cigarros e chiclete, ouviu a voz da menina, fazendo com que ele virasse para olhar atrás se si.
– Recebi sua mensagem. – ela sorria ao falar, com o olhar ansioso e animado. Excitado. – Teve dificuldades para chegar?
– Num posto de conveniência? – ele retrucou por reflexo, sem realmente filtrar as palavras ou o tom irônico que sua voz assumiu ao proferi-las.
rolou os olhos, sem parecer se ofender. Havia um brilho de divertimento em seu olhar que não parecia disposto a ir embora, não tão fácil. mal conhecia a garota e notou, antes mesmo de reparar no que ela vestia, que a garota estava aprontando algo. E não tinham chances de aquilo ser bom.
Reparar, em seguida, no que ela vestia só contribuiu para a constatação dele. usava um vestido vermelho vivo, muito parecido com uma camisola de seda, do tipo que as mulheres vestem apenas com a intenção de tirar, entre quatro paredes e não para uma festa, mas lá estava ela, segura de si como ninguém mais enquanto usava aquilo no meio de uma loja de conveniência num posto de gasolina.
– Vamos. – acenou com a cabeça para que ele lhe seguisse, dando as costas sem esperar por uma resposta e rolou os olhos, apressando o passo para lhe alcançar entre as prateleiras da loja.
, mas que diabos?! – ele reclamou e ela riu, agarrando sua mão enquanto abria uma porta escondida nos fundos da loja, deixando , no mínimo, embasbacado enquanto se via sendo puxado escada a baixo no ambiente escuro lá de baixo, iluminado apenas por luzes coloridas e passageiras, típicas de festa. – Uau. –o garoto soltou, olhando em volta enquanto ria animada, cumprimentando as pessoas que passavam por ela antes de virar de frente para , sorrindo ainda mais em notar sua expressão completamente boba.
– Bem-vindo a Westwood, bebê. – gritou para se fazer ouvir por cima da música enquanto não conseguia parar de olhar em volta e tentar absorver tudo ao seu redor.
As paredes que conseguia enxergar no escuro estavam todas grafitadas, com desenhos, frases ou simplesmente uma palavra ou outra na caligrafia típica de pichação, havia um palco imenso pouco a frente, com passarelas e, ao fim de cada uma, um pole dance, onde mulheres dançavam e faziam acrobacias sob um holofote. Recostado a uma outra parede, ocupando-a inteira, estava o bar, com três pessoas trabalhando lá, preparando os drinks com uma habilidade invejável. Não que o arsenal de bebidas, de todo tipo, disposto nas enormes prateleiras atrás deles não ajudasse, claro.
– O que é esse lugar?! – finalmente voltou a encarar , ainda embasbacado e ela riu de sua reação, tocando o cós de sua calça com um sorriso maldoso brincando em seus lábios enquanto ela levava uma das mãos para sua nuca, brincando com os cabelinhos da região ao aproximar seus corpos e, em seguida, tamborilando os dedos da outra mão por seu peito, subindo-a até seu rosto devagar.
– É melhor segurar firme, . – falou, com o rosto perigosamente próximo do seu, rindo ao desviar quando ele tentou tocar sua boca com a dele. A atitude em nada surpreendeu , que passou a língua pelos lábios enquanto lhe encarava, pousando a mão aberta em seu quadril. – Vai ser uma noite louca. – piscou, se afastando e entrelaçando a mão na dele, puxando o garoto consigo para o interior da bagunça que a multidão no local formava.
Claro que um lugar daqueles tinha que ser segredo numa cidade como Westwood e era exatamente por isso que ficava curioso a respeito daquela multidão. Como havia tanta gente lá? Desrespeitando as tais leis sagradas da cidade?
– Como tem tanta gente num lugar desses se é proibido? Vocês nunca foram descobertos? – ele perguntou perto do ouvido de para evitar que a música lhe impedisse de ouvir sua voz e riu, virando de frente para ele apenas para lhe encarar com zombaria.
– Quantos prostíbulos existem em Nova York? Quinze? Duzentos? – perguntou e piscou, sem entender o que uma coisa tinha a ver com a outra. – Acha que a polícia não sabe?
– Certo, mas… – balançou a cabeça, sem ver qualquer lógica naquilo, especialmente com a história que sua tia lhe contara a respeito das regras. Ele se lembrava, inclusive, dela ter comentado sobre o filho do reverendo ser amigo de e ter sofrido muito com a morte da irmã mais velha e, por consequência, mudado muito também, se revoltando de maneira extrema. – Espera. O filho do reverendo é o dono disso aqui? – parou na frente de para impedi-la de continuar a andar quando sua mente deu o estalo e ele entendeu o que se passava ali, ficando ainda mais surpreso com a reviravolta.
Westwood era louca, Deus!
– Você pode chamá-lo de . – respondeu, com simplicidade e riu verdadeiramente, se divertindo mais do que nunca com aquela cidade maluca e suas tramas. – A gente meio que considera o termo “filho do reverendo” ofensivo.
– Não acredito que ele é dono disso aqui. – riu, ignorando a garota enquanto passava a mão pelo rosto. acabou rindo disso, decidindo que era mesmo divertido ver a reação dele. – Esse lugar é louco, sabia? Parece saído de um filme.
– E as pessoas ainda perdem tempo com Nova York. – disse com ironia, concordando com a cabeça e riu disso, porém antes que pudesse falar alguma coisa, a multidão começou a abrir espaço entre eles conforme o DJ mudava o ato.
sorriu ao entender o que acontecia, as pessoas ao seu redor gritando e comemorando enquanto a roda se abria, empurrando para o meio dela em seguida. O garoto riu, dando de ombros.
– Não estou entendendo. – fez charme – Querem que eu dance?
riu com a gritaria que causou e piscou para ao vê-la do outro lado da multidão, movimentando o tronco para a frente ao pular e fincar os pés no chão, passando uma das mãos em seguida sob um dos ombros, como se limpasse a poeira antes de girar o corpo.
riu com a cena e foi ao chão em seguida, só para terminar com as mãos abertas e as pernas entrelaçadas, flexionando o corpo uma vez antes de se pôr de pé novamente, deslizando até perto de onde estava e pousando uma mão sob o mastro perto dela, movendo os quadris próximoao mastro antes de dar um passo em direção a garota e passar a mover o corpo perto do seu, como se lhe convidasse a se juntar a ele.
A garota mordeu o lábio, olhando dele para , que arqueou as sobrancelhas para ela, mas , ainda assim, conseguiu ver certo fascínio no fundo dos olhos dele e riu, empurrando o peito de para se juntar a ele na pista de dança, virando de costas para e formando a letra da música com a boca enquanto movia os quadris de um lado a outro, tomando a pista para si sem nenhuma dificuldade. Não que fosse difícil para tomar qualquer coisa para si, aquela era sua atividade favorita.
Quando pousou as mãos ao lado de seu corpo, ela virou de frente para ele e piscou, se afastando para dançar sozinha, passando a mão pelo cabelo e jogando-o para trás enquanto movia o corpo no ritmo da música. Em seguida, riu e voltou a dar as costas ao amigo, fazendo sinal para que as pessoas ao redor dessem espaço para que ela passasse, permitindo assim que a garota encontrasse o mastro e se agarrasse a ele com pernas e braços, jogando a cabeça para trás e balançando os cabelos antes de deslizar para o chão, ainda segurando firme no mastro com uma das mãos ao descer até o chão, rebolando devagar ao subir novamente.
Ambos, e , lhe encaravam pensando em quadros muito parecidos, e, claro, igualmente indecentes, mordendo os lábios sem se permitir perder sequer um segundo do movimento de seu corpo, até que ela parou, empurrando o cabelo do rosto e arqueando a sobrancelha para como se perguntasse se aquilo era tudo.
Ele riu do joguinho e assentiu, fazendo uma pequena reverência antes de pular com a batida da música, fazendo uma ponte ao jogar o corpo para trás e então se pondo de pé outra vez, puxando cada lado da blusa simultaneamente, fazendo com que a peça cedesse, rasgando em duas. Como resultado, a multidão vibrou com gritinhos animados, fazendo com que fosse ele quem arqueasse as sobrancelhas para dessa vez.
A garota balançou a cabeça, como se reprovasse a atitude, se afastando do mastro quando voltou a se aproximar dela e empurrando seu peito quando ele lhe puxou pela cintura para dançar com ele, virando novamente de costas para ele, porém sem se afastar dessa vez, rebolando com uma das mãos pousada pouco a cima do joelho enquanto a outra alcançava a nuca de , segurando ali enquanto ele segurava em sua cintura. Ambos ofegavam por conta de toda a dança e sentiu o estômago revirar com a sensação que se instalou em seu corpo pela respiração descompassada de em seu ouvido.
– Seu forasteiro não tira os olhos de você. – murmurou enquanto diminuíam o ritmo da dança, aproveitando o roçar discreto da bunda da garota em seu membro. – Será que devíamos começar a festa agora?
passou os olhos pela festa e encontrou , de fato, olhando para ela, mordendo o lábio com o fogo que se instalou em seu corpo como resultado do contato visual.
– Vou fingir que não sei que só está falando isso porque está louco pra tirar minha roupa. – ela riu, desviando novamente o olhar para e passando os dedos sob seus lábios quando ele fez menção de retrucar. – Eu mal posso esperar pra começar a festa, .
– Bom, então vamos tornar isso divertido. – o outro retrucou, deslizando a mão por sua bunda devagar antes de dar um tapinha ali. riu da atitude, virando de frente para ele. –
Espero vocês no carro. Vamos ver se o garoto de Nova York está tão curioso sobre você quanto você está sobre ele. – piscou, dando as costas e se afastando em seguida.
balançou a cabeça, rindo antes de se afastar da multidão, seguindo até onde estava, agora conversando com uma garota. Ela passou os braços ao seu redor como se fossem um casal de anos.
– Desculpa, Soraia. Ele está comigo. – murmurou, sorrindo para a garota, por sorte conhecida de .
Soraia riu, levando as mãos ao alto como quem se rendia.
– Todo seu. – garantiu – Estávamos, na verdade, falando de você. me perguntou se você e estavam juntos. – riu e arqueou as sobrancelhas para , como se perguntasse que história era aquela. Em resposta, coçou a nuca e desviou o olhar, fazendo Soraia rir outra vez antes de se despedir e deixar os dois sozinhos.
– Perguntando sobre mim, huh?! – a garota riu e rolou os olhos.
– Precisamos mesmo fazer isso? – lhe encarou pedinte e ela deu de ombros, dando um passo em sua direção sem que ele notasse, preso demais em sua insatisfação e embaraço para isso. – Olha, não somos crianças e até então eu achava que queríamos a mesma coisa, mas esse … – se interrompeu ao vê-la morder um sorriso, com o olhar carregando uma diversão quase maldosa. – Não, não me olha assim. Você gosta dele, pelo menos um pouco. – ele reclamou, odiando que ela estivesse lhe fazendo sentir cada vez mais bobo.
– Gosto. – confessou, concordando com a cabeça enquanto dava outro passo para perto do garoto, pousando uma mão em sua nuca e segurando com a outra no cós de sua calça só para, em seguida, entrar os dedos na camisa dele, brincando com os pelinhos no fim de seu abdômen. De fato, gostava de , gostava de absolutamente tudo nele, mas as coisas não funcionavam da maneira que estava pintando. Não com ela. – Mas posso gostar de você também… Estou curiosa, pelo menos. – ela arranhou de leve seu abdômen, juntando mais seus rostos.
tentou beijá-la, mas a garota recuou, como parecia fazer o tempo todo e ele xingou baixo. Ela riu por isso, roubando lhe um selinho.
– Na minha cabeça as coisas não funcionam desse jeito. – ela olhou em seus olhos, sorrindo aoraspar os dentes em seu queixo, depositando um beijo em seu lábio inferior em seguida, ainda sem beijá-lo de verdade. – Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também. E, bem, essa noite eu gosto de vocês dois. – ela finalizou a explicação dando de ombros e roçando os lábios nos seus, sentindo o estômago revirar e um arrepio percorrer seu corpo inteiro por ser puxada para mais perto do garoto simultaneamente, fazendo assim com que ela pudesse sentir cada parte dele contra parte dela também. – Consegue lidar com isso, ? – ela arqueou as sobrancelhas e ele sorriu, juntando seus cabelos num bolo e torcendo os dedos nos fios enquanto moldava de uma vez seus lábios, optando por isso ao em vez de realmente responder sua pergunta.
Dessa vez, não virou o rosto, segurando com uma das mãos em seus cabelos e uma em seu rosto enquanto massageava sua língua maravilhosamente bem com a dele, o modo como segurava em seus cabelos apenas contribuindo para acender o fogo intenso que tomava seu corpo cada vez mais. E ela já havia gozado naquele dia.
Ainda assim, sabia que nenhum orgasmo seria o suficiente até que realizasse a fantasia que estava em sua cabeça desde que trocara as primeiras palavras com . Por sorte, não faltava muito para isso acontecer.
-Vamos embora. – ela sussurrou contra a boca de ao pausar o beijo e ele pousou a testa contra a sua, levando um instante para absorver suas palavras e concordar com elas. Conhecera a garota há um dia e, ainda assim, um beijo era muito pouco para a vontade que estava dela.
-Vamos. – concordou de uma vez, sendo puxado em seguida pela garota, que abriu caminho pela multidão para que saíssem de lá.

No carro, ligou o som enquanto esperava e batucou no volante por um tempo antes de puxar uma revista do banco de trás e tirar de dentro da carteira um plástico com pó branco.
Espalhou, numa fileira, a cocaína pela revista e em seguida apertou uma das narinas, se inclinando para cheirar, respirando fundo e guardando o restante do pó de volta na carteira ao terminar. jogou a cabeça para trás conforme o efeito da droga começava a dominar seu cérebro, lhe deixando relaxado e com uma sensação ilusória de satisfação. Satisfação, na maior parte do tempo, era como uma memória distante para e as únicas coisas que lhe faziam sentir vivo eram, ironicamente, as que podiam lhe matar.
Drogas, sexo e… Bem, .
Qualquer um que entregasse seu coração a , na realidade, estava sujeito a morte. Por insatisfação ou desgosto, se você não souber jogar o jogo dela e perceber que, na maior parte do tempo, ela estava certa, ainda que nem sempre fosse fácil aceitar tal constatação. Por sorte, aprendera e, mesmo sendo o espirito livre e indomável que era, acabava sendo também como um pedacinho do céu em seu inferno diário.
Uma dose fresca de vida, em sua forma mais pura.
– Vou ficar te devendo uma garrafa. – A voz da garota irrompeu enquanto ela entrava no carro junto com , puxando-o pela mão enquanto, com a outra, segurava a garrafa de Absolut que pegara no bar da boate secreta de .
Ele rolou os olhos para suas palavras, diminuindo o som ao mínimo enquanto dava a partida com o carro.
– Claro, porque você sempre me paga as garrafas que pega. – devolveu, irônico, antes de olhar para trás, analisando por um instante. – Você veio. – murmurou, surpreso.
deu de ombros.
– Parece que todos nós estamos sendo surpreendidos hoje, não? – devolveu enquanto abria a garrafa, tomando um grande gole da mesma antes de estendê-la para
– Você disse que conseguia lidar. – devolveu quando ele lhe encarou – Prove.
Diante do desafio em seu olhar, sentiu seus instintos inflamarem e sorriu presunçoso, empurrando a garrafa de volta para ela.
– Não preciso disso para provar nada. – disse. sorriu para a voz cheia de si, desviando o olhar para a mão dele quando a mesma alcançou seu joelho, sem notar quando desviou o olhar para , que os encarou brevemente antes de focar na estrada. – Você não liga se ele ver, não é? – aproximou o rosto da orelha de para falar, soprando as palavras ali enquanto subia a mão livre por seu vestido, espalmando sua barriga e então indo até seu seio. – Não vamos desconcentrá-lo? – sussurrou mais baixo enquanto cobria seu seio com a mão, apertando em seguida.
soltou o ar devagar, abrindo discretamente as pernas no percurso, desviando o olhar para , sentindo o corpo esquentar ainda mais quando seus olhares se encontraram pelo retrovisor e nem mesmo tocara sua intimidade ainda, massageando seu joelho lentamente antes de subir pelo interior de suas coxas. , que já estava excitada há tempo demais, sentiu um arrepio percorrer sua espinha quando sua mão tocou sua virilha, alcançando sua intimidade por cima da calcinha em seguida.
– Não se preocupe com . – ela murmurou para , virando para lhe encarar e sentindo a calcinha molhar ao vê-lo passar a língua pelos lábios quando seus olhares se encontraram novamente. – Ele gosta de ver quase tanto quanto de participar.
deu de ombros, sendo obrigado a concordar enquanto abria mais as pernas de , fazendo com que seu vestido subisse por consequência.
– Só não bate o carro. – murmurou para ele, roçando o nariz na bochecha da garota antes de descer e chupar seu pescoço, fazendo fechar os olhos já que, simultaneamente, empurrou sua calcinha para o lado e adentrou dois dedos em sua intimidade, deliciosamente molhada. – Prova o suficiente pra você? – perguntou em seu ouvido, mordendo em seguida o lóbulo do mesmo e jogou a cabeça para trás, mordendo com força o lábio inferior enquanto cravava as unhas em uma das coxas de .
Céus, ela adorava aquilo. O calor, a excitação, os dedos longos dentro dela. Nunca, em um milhão de anos, ia se cansar de ser tocada daquele jeito.
– De jeito nenhum. – ela disse, fazendo rir e acabou por rir junto com ele antes de ceder a um novo gemido quando passou a estimular seu clitóris, lenta e gentilmente. Ela fechou os olhos, resfolegando, mas logo em seguida os abriu novamente, sem querer perder nenhum segundo daquilo, seu olhar encontrando novamente o de pelo retrovisor quando o fez.
– Está gostoso, ? – ele perguntou, descendo os olhos para o meio de suas pernas antes de voltar a focar na estrada, se concentrando na curva que precisou fazer para chegar em casa. continuou a mover os dedos dentro dela, estimulado pelos gemidos baixos que ela deixava escapar, fazendo segurar com mais força no volante. – Ele está te fudendo gostoso com os dedos, ? – insistiu um instante depois – Tão bem quanto eu?
A voz de , em conjunto com os movimentos de , deixaram o corpo inteiro da garota quente demais e ela jogou novamente a cabeça para trás, deixando a garrafa de lado para cravar as unhas entre os estofados do carro, excitada.
– Responde seu amigo, . – se juntou a provocação do outro, depositando um beijo ridiculamente casto em sua bochecha, levando em conta a maneira como, com os dedos, ele estava lhe fazendo ver estrelas. soltou um choramingo e ele sorriu, raspando as unhas em uma de suas coxas.– Diz pra ele como está gostoso. Conta como seu corpo estava pedindo por isso, porque caramba, eu estou sentindo. Você está tão molhada, amor.
– Puta merda, . – ela murmurou, olhando para ele pelo canto do olho e em seguida para , que arqueou as sobrancelhas como se esperasse uma resposta. Ela rolou os olhos e xingou baixo, sem conseguir raciocinar direito. – Já estamos chegando? – perguntou ao amigo, que riu e voltou a se concentrar na estrada enquanto subia a mão livre por dentro de seu vestido, deslizando-a por toda a extensão de seu tronco até encontrar um de seus seios, apertando-o e massageando da mesma maneira que fizera com seu clitóris. Devagar e gentil.
– O quê? Não está bom? – perguntou de repente, parando o que fazia como se estivesse muito preocupado quando a garota mordeu o lábio e apertou os olhos, sentindo-se prestes a entrar em combustão.
– Só coloca os dedos em mim de novo. – ela implorou – Volta a me foder.
– Chegamos. – anunciou, no entanto, antes que pudesse obedecer e xingou baixo. se afastou por completo, obrigando-a a arrumar o vestido, olhando em seguida de um para o outro.
– Já?! – a voz dela misturava ironia e desespero quando proferiu a palavra e riu, abrindo a porta do carro e saindo do mesmo antes de fazer sinal para que fizessem o mesmo.
saiu do carro primeiro, estendendo a mão para e, após pegar a garrafa de vodka que deixara de lado pouco antes, ela aceitou sua mão, saindo do carro em seguida, bebendo um grande gole do liquido na garrafa mesmo que já estivesse pegando fogo sem aquilo.
– Não faça essa cara. É agora que a parte divertida começa. – repreendeu sua careta de insatisfação enquanto destrancava o portão. – Meu pai saiu para um retiro há algumas horas. – informou e só então se lembrou de quem ele era filho, olhando com curiosidade e fascínio em volta, quase rindo ao pensar que estava mesmo pondo os pés no território de um reverendo. Era como o diabo pisar na igreja, se, bem, o próprio filho do reverendo não tivesse um pouco do diabo em si.
– Não acredito que você é filho dele e dono daquele lugar. – comentou, sem conseguir se conter e riu, dando de ombros.
– Ninguém acredita. – retrucou. – Essa é a parte divertida.
Quando passaram pelo jardim e entraram na casa de pintura branca e aparência clássica, foi mais uma vez surpreendido pela elegância dos moveis e peças caras ao redor. olhou por sob o ombro e soltou um riso contido para o fascínio do outro.
– Ei, Nova York. – chamou, rindo quando lhe encarou assustado. – Sobe com a . Eu já encontro vocês.
entrelaçou seus dedos, passando em sua frente e guiando escada a cima, em direção ao quarto de . teve o impulso de fechar a porta quando entraram, mas não o fez, olhando em volta ao parar de pé perto da cama, analisando o quarto. Era enorme, não muito menor que a cobertura em que ele vivia em Nova York com os pais por si só e o garoto, que sempre acreditou que Nova York era o melhor lugar do mundo, mal acreditava que a primeira vez que repensava aquela filosofia era ali, no lugar que até pouco tempo ele achava ser o fim do mundo. Em Nova York não haviam regras, o lugar era uma selva e ele sempre gostou daquilo, de não precisar acreditar em nada, nem sorrir, nem mesmo falar mais do que o necessário, mas Westwood estava lhe fazendo ver como podia ser divertido e fascinante enganar. Demonstrar uma coisa e, na verdade, ser outra completamente diferente.
adorava poder abusar do cinismo, mas em casa não era como se aquilo fosse qualquer coisa além de rude e tudo bem porque todo mundo era rude em Nova York, mas ali… Ali ser cínico era como ter dinheiro, era ter poder e se divertir com ele.
– Gostando da festa? – perguntou depois de fechar as cortinas do quarto, virando de frente para , que sorriu e coçou a nuca.
– Eu, honestamente, não tenho certeza. – confessou – Acho que só estou fascinado com a loucura que é isso tudo. Numa cidade religiosa como Westwood, a gente nunca espera nada tão intenso.
– No máximo, você ia me comer no banheiro da boate. – ela adivinhou, dando de ombros como se soubesse no que ele estava pensando e não estivesse surpresa. O garoto riu outra vez, assentindo.
– No máximo, eu ia te comer no banheiro da boate. – confirmou e ela sorriu, aproximando-se dele e tocando seu peito, lhe empurrando devagar para se sentar na cama e passando as pernas ao redor de se corpo em seguida, indo por cima dele. pousou as mãos em sua cintura como reflexo, olhando em seus olhos enquanto ela inclinava o rosto em sua direção.
– Depois dessa noite, o banheiro da boate vai parecer um grande tédio pra você. – ela roçou seus lábios ao falar, sentindo o garoto segurar com mais firmeza em sua cintura enquanto fechava os olhos, permitindo de bom grado que ela lhe torturasse o quanto quisesse antes de realmente beijá-lo.
ficou satisfeita em notar isso, movendo o quadril devagar contra seu colo e recebendo um suspiro baixo, contido, do garoto em resposta. Ela sorriu e passou a língua pelos próprios lábios antes de segurar em sua nuca, os dedos torcendo com mais força do que era realmente necessário em seu cabelo antes que ela invadisse sua boca com a língua. Imediatamente, com o contato de suas línguas, lhe puxou para mais perto, subindo a mão em suas costas por dentro do vestido e fazendo, por consequência, com que ele subisse com sua atitude, choramingando baixo contra a boca de conforme ela voltava a mover os quadris, deslizando a intimidade contra seu pau enquanto experimentava sentir toda a pele da garota nas mãos, tocando onde podia alcançar em suas costas.
– Céus, garota. – ele murmurou, mordendo o lábio quando a garota parou de lhe beijar para apoiar as duas mãos em seus ombros, movendo-se de maneira mais insistente em seu colo, tornando o contato de seus sexos ainda mais enlouquecedor para ambos ao ir e vir em cima dele como se já estivessem transando.
– Estou tão excitada, . – ela murmurou perto de seu ouvido, deslizando as mãos por seu peito enquanto empurrava sua blusa para cima, gemendo baixo com a maneira que ele segurou em suas coxas em seguida, fazendo com que ela sentasse direito, exatamente em cima de sua ereção. Ela rolou os olhos, mordendo o lábio ao lhe encarar. – Você podia, pelo menos, ter terminado o que começou no carro. – acrescentou e ele riu, puxando seu lábio inferior entre os dentes antes de segurar com firmeza em sua cintura e inverter as posições, fazendo com que ela caísse deitada na cama.
– Acho que está na hora de te fazer ceder e ver que Nova York também não é tão ruim assim. – falou, empurrando seu vestido para cima enquanto puxava seu lábio inferior entre os dentes, beijando seus lábios em seguida.
Ansiosa, segurou em sua nuca, retribuindo o beijo intenso que ele começara enquanto empurrava seu vestido cintura a cima, lhe ajudando a se livrar da peça em seguida, deixando apenas com a calcinha preta adornando o corpo, enquanto o vestido se tornava apenas um tecido vermelho embolado no chão.
puxou seu lábio inferior entre os dentes mais uma vez e baixou os lábios, trilhando beijos quentes por seu pescoço antes de descer até sua barriga, espalhando calor por todo corpo de a cada vez que descia com os beijos, afastando sua calcinha com os dedos apenas para encontrar seu clitóris e passar a estimulá-lo devagar com o polegar, fazendo a garota jogar a cabeça para trás, soltando um gemido satisfeito com o toque.
O garoto sorriu, satisfeito com sua reação.
– Vou beijar você aqui, tá? – avisou, fechando os lábios sob a estrutura óssea perto de sua virilha, descendo mais logo depois e fazendo o mesmo com sua virilha, afastando-se apenas para baixar sua calcinha, empurrando-a até seus pés, onde ficou fácil para chutar e terminar de se livrar da peça. – Vou mostrar para a sua bocetinha como eu beijo bem. – ele murmurou, puxando suas pernas para seus ombros um instante antes de mergulhar o rosto em sua vagina, passando a língua por todo seu liquido, sugando-o para si antes de encontrar seu clitóris e fechar os lábios sob ele, chupando-o com calma e gentileza enquanto levava dois dedos a sua entrada, penetrando-a ali.
gemeu outra vez, sentindo o corpo todo reagir ao truque, especialmente sua entrada, que já clamava por mais que apenas os dedos longos de , tão faminta que aquilo não bastaria. Talvez se ele colocasse mais um…
. – ela chamou em meio aos gemidos, lhe encarando pedinte quando seus olhares se encontraram. – Eu quero mais. Coloca mais um dedo.
Ele piscou para ela, lhe obedecendo e enfiando mais um dedo dentro dela, fazendo a garota, novamente, jogar a cabeça para trás, ridiculamente excitada. O toque dele em seu clitóris enviava ondas intensas de prazer por seu corpo e não mais se sentia firme, agarrando em seus cabelos com a impressão que o corpo inteiro virava gelatina. Mole, mole, mole.
Exceto, que não estava. Apesar da sensação, seus mamilos estavam duros, o clitóris inchado e firme e até mesmos os pés pesavam, enchendo os olhos de , que sentia um estrago imenso entre as pernas só de olhar pra ela.
voltou a se concentrar em beijar sua vagina, sugando o liquido que escapava de dentro dela e molhava tudo ao redor, chupando-a como se fosse água e ele houvesse acabado de ser resgatado do deserto.
Simultaneamente, moveu o corpo, tentando ampliar o contato de sua intimidade com a boca dele enquanto choramingava baixo, o corpo inteiro sendo tomado por um calor quase ridículo de tão intenso, lhe fazendo sentir como se fosse explodir de dentro para fora enquanto esfregava mais e mais a intimidade ao rosto de , que não se deixou abater por isso, continuando a chupá-la com toda a intensidade e vontade que havia dentro dele. O fogo de parecia sair diretamente dela e pronto para lhe devorar, fascinando um pouco mais a cada espasmo que seu corpo tinha, enquanto toda a racionalidade da garota ia embora e ela passava a gemer mais alto e sem nenhuma descrição, chegando ao ápice e sendo tomada porum calor delicioso, indo da ponta de seus dedos dos pés até o topo de sua cabeça.
Satisfeito e orgulhoso de causar aquilo, se afastou para olhar para ela, vendo puxar o ar com dificuldade enquanto choramingava, tomada pelo prazer e a visão da garota nua, jogada na cama e presa em sua própria bolha de prazer, só serviu para fazer sua ereção doer entre as pernas. Ele quis tocar, tentar se aliviar, mas antes que o fizesse, ouviu a voz de da porta do quarto:
– Não tem coisa mais satisfatória que fazê-la gozar, não é? – chamou a atenção do casal, que virou para encará-lo parado ali, ainda sem a camisa, peça da qual se livrara horas antes, na pista de dança. – Um espetáculo e tanto. Acredite, eu sei. – o garoto riu, batendo palmas brevemente antes de encarar e apontar sua boca. – Está sujo aqui.
fez menção de levar a mão ao local para limpar os restos da excitação de dali, porém antes que chegasse a deslocar o braço do lugar, o tocou com o pé, impedindo.
– Deixa o limpar.
arqueou a sobrancelha, lhe encarando como se perguntasse se ela estava falando sério e riu, entrando de uma vez no quarto.
– Não acho que o garoto de Nova York tenha segurança o suficiente para esse tipo de coisa, . – murmurou enquanto rolava os olhos, virando para encarar .
-Isso não te excita de verdade, excita? – quis saber e a garota nua riu enquanto apontava para ele como quem dizia “não falei?!”.
-Ver garotas se beijando não excita você? – devolveu, como se tudo fosse muito simples e foi obrigado a aceitar a resposta, já que, bem, ver garotas se beijando realmente lhe excitava.
– Eu avisei… – soltou em meio a um assovio diante da insegurança de e lhe encarou como se repreendesse a atitude.
acabou de me fazer gozar muito, muito gostoso. – falou – Vamos dar o benefício da dúvida a ele.
deu de ombros.
– Por você. –apontou na direção da garota, que lançou um sorrisinho para ele antes de se voltar para , que encarou como se esperasse algo ao em vez de olhar de volta pra ela. Nem fudendo que ele ia pedir ao garoto para lhe beijar, ainda que talvez quisesse, que estivesse motivado a experimentar também por conta do cenário que os rodeava naquele momento.
ia ter que interpretar aquilo sozinho.
Por sorte, era bom em interpretar as coisas sozinho, apoiando as duas mãos abertas na cama ao inclinar o rosto na direção de , mantendo a boca aberta apenas o suficiente para que visse o movimento de sua língua quando invadiu a boca do outro. não conseguiu reagir de imediato, levando um instante para absorver a sensação da língua do outro na sua e, mais ainda, para admitir que não era ruim. A massagem que a língua de fazia na sua era mais rude e ousada do que a que qualquer garota já fizera, até mesmo , que sabia comandar um beijo como poucos outros sabiam. Era diferente, mas nem por isso ruim e, mesmo que estivesse completamente sóbrio, diferente dos outros dois, decidiu simplesmente parar de pensar tanto, mesmo que nunca houvesse feito aquilo antes e nunca, nem em um milhão de anos, houvesse imaginado também que experimentaria aquilo, beijar um garoto, com o filho do reverendo em uma cidade como Westwood.
segurou no ombro de , tentando se apoiar em algo, e passou a língua pelos lábios enquanto via o garoto levar a língua para dentro da boca de , retribuindo a massagem que ele fazia em sua língua pouco antes. fechou os lábios sob o fim da boca de , realmente limpando os resquícios da excitação de de sua boca e a garota sentiu a intimidade tremer e o estômago revirar por pensar em seu gosto passando da boca de um para o outro.
Um instante depois, rompeu o contato de suas bocas, passando a língua pelos próprios lábios depois de tomar para si o gosto salgado da intimidade de que estava nos lábios do outro. Em seguida, ele olhou para apoiando o tronco nos braços, ainda com as pernas estiradas na cama. só precisou olhar para saber que ela estava excitada de novo, mesmo que houvesse assistido enquanto ela gozava poucos instantes antes.
– Seu gosto continua ótimo, mesmo na boca dele. – comentou e ela riu, dando de ombros.
-Meu gosto é uma delicia. – retrucou, dando de ombros como se fosse óbvio, ainda que seu olhar deixasse claro que não era só seu gosto que achava delicioso. arqueou as sobrancelhas, olhando dela para .
-Vou te mostrar o que é uma delícia. – devolveu, indo em sua direção e espelhou sua expressão, como quem perguntava o que ele estava esperando.
riu baixo, indo para trás da garota e levando a mão para os cabelos em sua nuca, puxando de leve antes de juntar todos num bolo e puxar com mais força, fazendo assim com que um arrepio tomasse o corpo inteiro da garota de uma só vez, sua cabeça indo para trás e seus olhares se encontrando antes que ele raspasse os dentes na curva de seu pescoço, fazendo com que a garota resmungasse baixinho, excitada ao encolher o pescoço e virar a cabeça para o lado.
Satisfeito com a reação, fechou os lábios sob sua orelha, passando a língua pela região e arrancando outro resmungo sofrido da garota, que fechou os olhos. afrouxou o toque em seu cabelo e fez com que ela jogasse a cabeça para a frente, deixando assim a nuca livre para que ele provocasse com a língua, seguindo logo depois para seu pescoço e ombros, onde raspou os dentes. sentia o estômago revirar de excitação, mantendo a boca aberta enquanto respirava com dificuldade, sentindo o corpo inteiro quente enquanto suas articulações pareciam virar areia, fazendo com que ela sentisse como se fosse desmontar em vários pedaços a qualquer momento. tocou um de seus seios e a garota virou a cabeça na direção dele aproveitando que seus lábios traçaram o caminho desde sua orelha até o canto de seus lábios simultaneamente, finalmente lhe beijando enquanto ele pressionava com o polegar um de seus mamilos.
soltou o ar contra sua boca e levou uma mão para seus cabelos, torcendo os dedos nos fios e mordeu seu lábio inferior, voltando a provocar sua orelha com a língua e virando ao mesmo tempo que ela para encarar , que estava de pé, de frente para a cama, com as calças abertas, tocando a própria ereção, firme.
– Quer continuar o show para o seu forasteiro? – perguntou no ouvido da garota, mordendo seu lóbulo em seguida enquanto não tirava os olhos dela.
– Estou cansada de show. – retrucou, focando na ereção de . Céus, ela queria tanto sentir. – Quero vocês dois agora.
riu baixo diante de suas palavras, depositando um beijo gentil em seu ombro.
– Bem, eu já estou aqui. – ele murmurou, puxando uma de suas mãos para sua ereção em seguida. – E pronto.
sentiu o estômago revirar pela excitação que suas palavras lhe causaram, deslizando os dedos pelo membro de , que já lhe fizera ir ao paraíso tantas e tantas vezes.
. – ela chamou, esticando o pé até sua mão para interrompeu seus movimentos. Ele focou nela e mordeu o lábio, observando o filete de suor que descia por seu peito. Céus, ele era tão sexy. – Vem aqui. – ela chamou, pedinte.
não ousou fazer com que ela chamasse outra vez, terminando de se livrar da calça jeans escura de uma vez antes de engatinhar até ela na cama, mordendo seu lábio inferior antes de sugar o superior e, por fim, invadir sua boca com a língua. Respirando com dificuldade, ainda assim segurou em sua nuca e se esforçou para retribuir o beijo, mesmo que para terminar soltando o ar contra sua boca ao sentir uma das mãos de alcançar sua intimidade ao mesmo tempo que ele usava a língua para pirraçar e provocar a curva de seu pescoço.
achou a visão do quão entregue e excitava ela estava, por si só, quente demais e desejou mais daquilo, dos sons que ela estava soltando naquele momento, se abaixando e abocanhando um de seus seios, entrando simultaneamente dois dedos em sua intimidade enquanto estimulava seu clitóris.
gemeu mais alto como resultado, não conseguindo se controlar ao choramingar de novo e de novo, tomada pelo prazer e pelo desespero, ambas as sensações causando explosões intensas dentro dela, uma após a outra, incansáveis e, céus, ela queria mais. Queria sentir o calor dos dois, os membros lhe invadindo ao mesmo tempo, tudo. Tudo que aquela fantasia lhe dava direito.
– Me… – ela começou a pedir ajuda a com sua cueca, que ainda estava pela metade em seu corpo, mas parou, fechando os olhos e suspirando baixo enquanto movia os dedos contra seu clitóris e mordia sua orelha. – . – ela resmungou, pedinte e ele tirou a boca de seu seio para lhe encarar, o modo descompassado como ele respirava servindo apenas para fazer se sentir cada vez mais como se pegasse fogo, como se parasse em cima de uma saída de ar quente. – Tira a roupa pra mim. – ela implorou, torcendo incomodada os dedos em sua cueca e quase riu do bico insatisfeito em seu rosto, se não estivesse tão ansioso quanto ela, muito familiarizado a sensação de insatisfação que residia na garota.
levou os dedos por cima dos dela e lhe ajudou a baixar sua cueca enquanto se afastava para pegar o lubrificante, duvidando que sua ereção fosse aguentar muito mais também. passou os dedos pelo membro firme e ereto de e fechou os olhos por um instante, respirando fundo ao inverter as posições e empurrá-lo para trás, parando apenas quando seu tronco tocou o colchão.
Segurando seu membro com as duas mãos para, finalmente, sentar nele, se permitindo descer sob a ereção do garoto e gemer junto com ele com a sensação, ambos desejando aquilo, aquela fração de segundo em que ela deslizava sob seu pau, a tempo demais. Em seguida, ela pousou as duas mãos sob o peito de , apertando seu pênis com a vagina e arrancando um som delicioso do garoto, que apertou os olhos antes de deslizar as mãos por suas coxas, subindo até sua bunda e apertando cada um dos lados nas mãos, fazendo com que a garota se inclinasse mais sob ele. Os dois gemeram juntos com o quão fundo o membro dele alcançou dentro dela e achou que perderia o resto de razão que lhe restava quando se juntou a eles, tocando sua bunda numa massagem lenta e relaxante enquanto espalhava beijos por suas costas e lubrificante em toda a região de seu ânus.
– Sabia que você não esqueceria. –ela riu quando ele puxou seu lóbulo entre os dentes, gemendo em seguida ao descer sob o pau de outra vez, arranhando seu peito enquanto estimulava seu ânus, já lambuzado com o lubrificante, com o dedo.
– Acho que ninguém nunca esqueceria de uma promessa como a que você me fez. –retrucou ele, inspirando em seu pescoço antes de mordiscar a região e, sem permitir que saísse de dentro dela, puxou o garoto para se sentar novamente, empinando a bunda para , ansiosa para finalmente sentir os dois juntos dentro dela.
aproximou o pênis de seu ânus e esfregou na entrada lambuzada de lubrificante, fazendo resfolegar com a sensação, só para, em seguida, retribuir e mover a bunda contra ele. No próximo instante, ela sentiu o ar travar em sua garganta enquanto ele lhe invadia por trás.
Simultaneamente, segurou em seus cabelos e espalhou beijos e mordidas por seu pescoço, fazendo com que a garota voltasse a descer em seu pau, choramingando enquanto era invadida pelo prazer mais verdadeiro que achava ser possível sentir, afundando as unhas no ombro de enquanto juntava seus cabelos num bolo e os puxava, fazendo com que ela jogasse a cabeça para trás e choramingasse mais alto, sendo estocada pelos dois garotos, que pareceram encontrar juntos o ritmo certo para enlouquece-la, cada um usando a língua para provocar uma parte diferente de seu corpo.
Os três corpos se moviam em sincronia e tudo que passou a importar no quarto do filho do reverendo foi o prazer, o tesão que era o maior estímulo para que continuassem e, quando os dois fizeram menção de beijá-la, apenas entreabriu a boca para eles, sentindo o corpo inteiro revirar no mais puro prazer com as duas línguas entrando em sua boca ao mesmo tempo, segurando nos cabelos de ambos como podia sem parar de se mover sob o pau de , enquanto , é claro, mantinha as estocadas no mesmo ritmo firme e enlouquecedor. Nem dava para começar a descrever a sensação de beijar os dois ao mesmo tempo, seu corpo pegava fogo e o movimento de suas intimidades juntas só contribuía para lhe tirar toda a razão, que ela nem sabia ainda ter.
baixou os lábios novamente para seus seios e jogou a cabeça para trás, para um dos ombros de , rebolando em seu pau enquanto ele segurava em sua cintura para estocar mais fundo dentro dela, fazendo com que a garota mordesse com força o lábio tentando, em vão, conter o choro de prazer que escapou por sua garganta. Até aquela noite, ela nem sabia que era capaz de soar daquele jeito, tão desespera e tão, mas tão excitada. segurou em sua cintura e fez com que ela fosse mais rápido em cima dele, levando a garota a afundar as unhas em seus ombros outra vez, muito provavelmente deixando marcas ali, mas aquilo não era preocupação de ninguém naquele momento.
Em seguida, segurou seus cabelos num bolo outra vez e os puxou enquanto ia e vinha dentro dela com mais pressa e firmeza, fazendo a garota gemer cada vez mais alto enquanto arranhava o peito de , que passou a língua por seus dedos enquanto ela apertava seu pênis com a vagina como reflexo a todo o quadro, empurrando para trás outra vez e caindo sob ele, gemendo baixo quando suas mãos encontraram seus cabelos e seguraram ali, a língua provocando deliciosamente sua orelha.
A garota gemeu e rebolou, provocando os dois garotos ao mesmo tempo e xingou baixo, inclinando o corpo por sob o dela para alcançar sua orelha:
– Amor… – chamou, suspirando baixo com o rebolado lento e insistente da bunda dela devorando seu pênis. – Estou perto, .
Com suas palavras, o corpo inteiro de foi tomado por um arrepio intenso e ela arqueou o corpo contra o de , esticando a mão para tocar sua nuca enquanto guiava os movimentos de seu pênis em sua bunda, rebolando contra ele e fazendo urrar de prazer.
suspirou.
– Está tudo bem, amor. – falou, pressionando os dedos em sua nuca de maneira reconfortante. – Você pode soltar. Quero que solte, quero ouvir.
Ainda que quisesse segurar, prolongar o momento para ela, sabia que era impossível e apenas beijou a nuca da garota, apoiando a testa ali em seguida enquanto se derramava no orgasmo delicioso que a noite prometia desde que entrara no quarto e vira a garota nua em sua cama. O som que ele deixou escapar fez o estômago de se revirar milhões de vezes, fazendo um estrago intenso demais no sistema funcional de seu corpo, que, honestamente, já não era dos melhores aquela altura.
Ele saiu completamente de dentro dela e acabou por sujar parcialmente suas pernas enquanto beijava devagar suas costas, chegando até o fim delas e se afastando por completo da garota para seguir até o banheiro, dando uma ótima olhada em sua bunda empinada e tocando o próprio pênis agora com a sensação iminente de vazio por não ter mais sua intimidade apertada ao seu redor.
Em seguida, encarou , descendo sob seu pau e ele segurou em sua cintura ao inverter as posições, ficando por cima da garota e tomando o controle dos movimentos de seu pênis dentro dela.
lhe encarou sem folego.
– Me faça gozar, . – pediu – Me faça gozar mais gostoso do que já fez com qualquer outra garota na vida.
Ela sabia que aquilo não seria difícil para ele, já que, levando em conta como ela já estava enlouquecendo desde que ele lhe tocara no carro, não tinha como seu orgasmo ser menos do que sensacional naquela noite, porém quando agarrou suas pernas e passou ao redor de sua cintura, indo mais fundo dentro dela a cada nova estocada, só conseguiu gemer mais alto e se sentir mais entregue, sentindo o corpo ser tomado pela costumeira exaustão e quentura que lhe dominavam sempre que gozava.
Todo seu corpo se tornava pontinhos de energia borbulhando, lhe fazendo flutuar e ela fechou os olhos, agarrando a nuca de como reflexo quando ele se inclinou para beijá-la, deslizando devagar para fora da garota enquanto se derramava sob o lençol, gozando ao mesmo tempo que ela.
No instante seguinte, conforme o orgasmo terminava de implodir em cada um dos nervos do corpo de , ele beijou a nuca da garota e se levantou para ir ao banheiro ao mesmo tempo que voltava de lá, trocando um breve olhar com ele antes de se juntar a na cama, deitando de frente para ela e lhe abraçando. A garota suspirou e encostou a cabeça em seu pescoço.
– E então? A sua festa? – ele perguntou baixinho, soando tão preguiçoso quanto ela se sentia e ela resmungou qualquer coisa inteligível, com preguiça de pensar e formar uma frase com sentido. riu, beijando sua testa enquanto voltava e se deitava atrás dela, beijando de leve as costas da garota e arrepiando-a.
– A festa foi ótima, garotos. – ela falou, passando uma perna por cima das pernas de enquanto entrelaçava uma das mãos na de . – A melhor de todas. – suspirou, cansada enquanto fechava os olhos e ambos os garotos sorriram satisfeito de ter causado aquele cansaço tão gratificante nela, fechando os olhos também conforme se acomodavam no encaixe do corpo dela para dormir.
Além da festa, por si só, a maior satisfação no final das contas acabava sendo saber que o verão acabara de começar e foi pensando naquilo que se entregou ao sono. Com sorte, ainda teriam muitas noites como aquela.

FIM

 

NOTA DA AUTORA:
Hello!!!!!!!!!!
Essa história é só mais uma prova que a autora que vos fala é louca e descontrolada, né non? Escrever “Party” foi uma viagem muito doida e eu tenho muito orgulho dela até hoje, é uma das minhas coisas favoritas, sim. Essa fanfic é baseada na música da Demi de mesmo nome (mais ou menos), mas também contem outros instrumentos de inspiração, como um pouco do filme Footloose, que eu sempre quis usar para escrever algo, dentro daquele universo doido em que tudo é proibido. Outro filme que ajudou essa fanfic a nascer foi “Cruel Intentions”, que é um desperdício de personagens fantásticos por uma história clichezinha que me entristece até hoje. Tentei aproveitar um pouco das sensações que o filme me causou enquanto via e, bem… É isso.
Espero que vocês tenham gostado tanto da história quanto eu gostei de escrevê-la! Foi uma viagem incrível pra mim! <3
A doida que vos fala é viciada em escrever e viciada também em desafios, portanto inventei um pra mim mesma que tem me consumido deliciosamente há alguns meses. Adaptei a lista “50 motivos para fazer sexo”, originária do seriado How i Met Your Mother, de modo que cada motivo dela se tornasse uma história, uma fanfic restrita baseada no tal motivo. Essa aqui vem como o motivo de número 10 – curiosidade, rs.
Por favor, comentem!!!! Quero muito saber o que acharam!!!!
E, ah! Como já tive problemas com isso antes, quero só deixar um avisinho rápido aqui: TODAS as minhas histórias estão registradas na Biblioteca Nacional, de acordo com a lei, e cópia parcial ou integral de qualquer uma delas não está permitida, tornando-se assim PLÁGIO. Plágio é crime e eu usarei meios legais para defender a mim e as minhas histórias se necessário.
Se quiserem entrar em contato comigo em outra rede social, ou acessar as outras fics do desafio, é só clicar aqui.
XX.