So Easy

So Easy

  • Por: Queen B.
  • Categoria: Kpop | Restritas
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Sinopse: O relacionamento de vocês sempre foi sobre companheirismo, uma amizade forte como nenhum outro vínculo em suas vidas, meras não podiam negar que havia aquela curiosidade crescente a respeito do outro no fundo de suas mentes e, naquela noite, no momento mais improvável possível, parecia que finalmente iam saná-la.
Gênero: Romance.
Classificação: +18 anos.
Restrição: Sem restrição.
Beta: Alex Russo.


havia acabado de sair do banho, a toalha de rosto ainda repousava sob seus ombros, inclusive, quando ouviu aquele ruído esquisito do lado de fora de sua janela e, olhando em volta como se algo no quarto vazio pudesse lhe explicar o que acontecia, ele foi em direção a janela, puxando-a para abrir assim que viu ali, meio abaixada.
Que porra aquela doida estava fazendo no telhado de sua casa?!
! — sibilou em meio ao susto, estendendo o braço para puxá-la para dentro, preocupado que ela pudesse se machucar ou, pior, que sua mãe abrisse a própria janela para verificar o barulho também e os flagrasse ali. — O que diabos você tá fazendo? Ficou doida? — ele perguntou enquanto dava as costas, sem realmente esperar que ela respondesse enquanto abria o guarda-roupa em busca de uma camiseta para vestir.
— Desculpa, eu… — começou a falar, a voz abatida chamando a atenção de de imediato, fazendo com que ele virasse para lhe encarar, com a camisa já passando pelo pescoço. Foi então que ele notou seus olhos vermelhos e a postura cabisbaixa, que nem de longe era típico dela. era cheia de vida, sempre com piadas bobas na ponta da língua, sempre rindo das piadas bobas dele… Aquilo não podia ser bom, não podia mesmo.
, o que houve? — ele perguntou, terminando de vestir a camiseta às pressas e correndo até ela, tocando seus ombros, preocupado.
— Eu só não podia ficar em casa, . Meus pais estão brigando outra vez e, sério, juro que dessa vez ele vai embora. Não quero estar lá pra ver.
— Ele não faria isso com você. — retrucou, lhe arrastando para se sentar com ele na ponta de sua cama apertada de solteiro.
A garota suspirou, dando de ombros, nem de longe tão certa daquilo quanto ele. sabia que aquilo era comum, acontecia em mais da metade dos casamentos, mas céus, será que não podiam deixar para passar por aquilo, normal o quanto fosse, depois que ela estivesse fora de casa e a separação de seus pais não fosse lhe afetar tão tremendamente?
— Eles eram o casal perfeito, acredita? — ela riu, sem muito humor — Acha que é isso? As pessoas se apaixonam, se tornam o casal perfeito, a “meta” – fez as aspas com os dedos – e então tudo simplesmente desanda? Tipo, tristeza eterna? Tudo fadado a ter um fim? — ela questionou, desgostosa e suspirou, sentando-se mais perto dela e lhe abraçando de lado.
era sua melhor amiga desde que eram crianças e corriam pelo quintal vestindo apenas a roupa de baixo e aquela altura, aos dezessete anos, não achavam que havia ninguém que lhes conhecia, lhes entendia, melhor do que o outro. já havia passado por aquilo, a separação de seus pais, o que, aliás, o levara, junto com sua mãe e irmãos, a se mudar para aquela cidade, onde terminou na casa vizinha a de . Cresceram juntos, praticamente, e realmente odiava que ela tivesse que passar por aquilo, sabia bem quão amargo podia ser. E odiava mais ainda aquela pergunta, porque, bem, depois de tudo que vira sua mãe passar, achava que só havia uma resposta e era a pior possível para dar a sua melhor amiga naquele momento.
— Pelo menos, você não precisa ficar triste sozinha — ele enfim retrucou, murmurando a única coisa que achou que podia falar e repuxando os lábios num sorriso pequeno quando a amiga ergueu os olhos tristes na direção dos seus. — Eu vou estar aqui, . Mesmo que tudo desande.
A garota abriu um pequeno sorriso diante de suas palavras.
— Isso é fofo, , e fofo não combina com você, é esquisito. — provocou, arrancando uma risada dele, que bagunçou seus cabelos com a mão que antes lhe fazia carinho no braço.
— Eu posso ser fofo, ok?!
— É esquisito. — ela insistiu e ele riu, concordando com a cabeça. Seu relacionamento não era mesmo nutrido por fofuras ou coisa do tipo.
— Ok, quer jogar vídeo game, então? Distrair? — ele sugeriu, se pondo de pé para ligar o console, pescando da mesinha que sustentava o aparelho e a TV os controles do jogo, estendendo um para depois que ela grunhiu que sim, ainda desanimada. Tudo que mais queria era uma distração, mas honestamente não achava que aquilo daria certo. Estava um caco. — Mas a TV tem que ficar no mudo, ok? Não podemos acordar minha mãe.
— Tá. — assentiu, assistindo sem prestar muita atenção as cores berrantes surgirem na TV junto com o menu do jogo, Tekken 3. escolheu os personagens de sempre para ambos, mas não durou nem dez segundos e o garoto rolou os olhos, virando para lhe encarar.
— Você nem está tentando. — falou e ela suspirou, jogando o corpo para trás na cama e resmungando, de olhos fechados.
— Não quero jogar. Não quero fazer nada, só sumir.
riu, a olhando por um instante e então puxando o cobertor dobrado em cima de seu travesseiro e o abrindo em cima dela, cobrindo o corpo da garota.
— Pronto, sumiu.
riu fraco debaixo do cobertor e sorriu satisfeito, assistindo-a descobrir apenas o rosto um instante depois, lhe encarando com uma expressão conhecida. Era a mesma que ela sustentava sempre que ia sugerir algo que sabia ser errado, mas realmente queria.
— Me deixa passar a noite aqui?
E lá estava.
Como melhores amigos desde crianças, é claro que os dois já haviam passado uma noite juntos antes… Antes, bem, antes de entrarem na puberdade. Aquela fase, entre os onze e quatorze anos, trouxe limites que, no inicio, eles não entendiam, mas quanto mais tempo passava, mais sentido fazia. Ainda que nunca houvessem admitido em voz alta, havia uma atração muito latente entre eles, talvez causada em grande parte pela curiosidade, especificamente em relação ao outro, que só parecia crescer com cada nova experiência que tinham com outras pessoas, lhes fazendo imaginar como seria experimentar tal coisa com o outro, qual seria a sensação. O fato de seus pais terem decidido, juntos e sem consultá-los ou explicar, simplesmente proibir aquilo, que passassem a noite juntos, quando alcançaram certa idade, devia ser um bônus, é claro.
Eram apenas dois adolescentes, no auge da ascensão de seus hormônios e, bem, tudo que era proibido parecia tão interessante e tão tentador para jovens como eles. Não dava para culpá-los.
— Tá. Mas sem fazer barulho. — ele condicionou — Se minha mãe souber me mata.
arqueou as sobrancelhas.
— E por que eu faria barulho? — retrucou, fazendo com que o amigo soltasse um risinho, de puro nervoso, desviando o olhar e jogando-se ao seu lado na cama.
— Sei lá, vai que você fala enquanto dorme. — retrucou, com uma simplicidade mais falsa que nota de três reais e riu, assentindo mesmo sem acreditar nele. E assim ficaram, deitados ombro a ombro, meio tortos, na cama apertada de , encarando o teto. E vários segundos de silêncio pesado, talvez até desconfortável, escorreram no cômodo, antes que um dos dois tivesse coragem de falar algo e ignorar o que sabiam estar na mente de ambos.
— Ugh, me sinto um lixo — finalmente resmungou, frustrada com a cadeia de pensamentos sobre o amigo e suas bobagens hormonais rapidamente sendo substituída por sua crise pessoal diante do silêncio que lhes tomou. virou a cabeça em sua direção a tempo de vê-la fechar os olhos, fazendo uma careta. — Me sinto um lixo e me sinto mais lixo ainda por me sentir um lixo, porque, céus… Isso é tão imaturo. Quer dizer, é a coisa mais comum do mundo, então não faz sentido que me afete tanto…
— É claro que faz. — lhe cortou, fazendo com que voltasse a abrir os olhos, erguendo-os, atenta, em sua direção, parecendo quase implorar por uma luz, algo que fosse lhe fazer sentir melhor a respeito de tudo o que estava pensando e sentindo em relação aquela confusão de seus pais. — É a vida como você sempre conheceu, , e está prestes a mudar. E, bem, eu nunca desejaria isso pra você, mas meu pai foi um cuzão, pra se dizer o minimo. Ele não fez questão nenhuma de se manter em nossas vidas, então, sabe…
— Tem sempre essa possibilidade. — ela adivinhou, desgostosa, quando a voz do amigo morreu, rindo em seguida. — Caralho, , você é péssimo nisso! — exclamou, o olhando um tanto chocada e o fazendo rir em meio ao próprio choque por suas palavras, a boca aberta num “O” meio curvado, graças à risada.
— De nada, ! — exclamou falsamente indignado, fazendo a garota rir, segurando com as duas mãos sob a barriga. Ele riu também. — Eu não sou bom com essa coisa de consolo, ok?! — ele reclamou, como se estivesse muito ofendido e ela sorriu, virando de lado na cama para olhar melhor para o amigo. Dessa forma, terminou por ficar de frente para ele, sentindo-se verdadeiramente mais leve do que quando chegara ali.
— Acho que você, inacreditavelmente, está indo bem. — ela externou seus pensamentos e voltou a olhar em sua direção, sorrindo um pouco diante da expressão tão surpresa quanto divertida da garota. Nunca esteve alheio a beleza de , mas céus, achou que ela nunca estivera tão bonita e inclinar o rosto para o seu foi tão involuntário, como se fosse a única reação possível a ela, que droga, ele nem notou que o fazia. Pelo menos, não até seus narizes roçarem e os dois desviarem, ao mesmo tempo, os olhos para os lábios do outro. E então de novo para os olhos.
Bom, seja lá do que seus pais queriam lhes proteger quando decidiram que não deviam mais passar a noite juntos, era tarde demais agora.
O garoto encarou com atenção, como se esperasse que ela o parasse ou desse algum sinal de não querer aquilo, mas ela apenas o encarou de volta, com a mesma intensidade, tornando impossível que ele não visse: A mesma curiosidade latente que sempre estivera dentro dele, lhe fazendo imaginar como seria fazer aquilo com ela, também habitava em sua amiga.
não precisou de mais para, enfim, juntar os lábios aos seus. O primeiro contato foi tímido, um roçar leve, sem que nenhum dos dois ousasse tentar ultrapassar aquilo. Ou, ao menos, não de imediato.
Com o coração acelerado como nenhum beijo nunca fizera sentir antes, a garota moveu, quase imperceptivelmente, o corpo na direção do amigo, que se moveu em sua direção também, segurando em sua nuca para trazer o rosto da garota para mais perto do seu, finalmente aprofundando o beijo e entrando com a língua em sua boca. O contato, tão novo quanto intimo, esquentou por completo o corpo de , causando uma revirada intensa em seu estômago enquanto ela beijava o amigo de volta, os corpos agora muito mais próximos. Ela estendeu a mão para tocar sua cintura ao mesmo tempo em que ele o fez, e os dois partiram o beijo para rir, ainda com as bocas juntas, em meio à realização do que aquilo era, do que estavam fazendo. E, bem, de como cada parte era insanamente boa também.
Uma breve troca de olhares, no entanto, foi tudo que bastou para que as risadas cessassem e suas bocas encontrassem o caminho uma para a outra novamente, o movimento de suas línguas se tornando mais urgente por consequência. Dessa vez, suas mãos entraram em acordo e, enquanto um puxava o outro para mais perto pela cintura, o outro imiscuía os dedos nos cabelos do amigo, exigindo mais do beijo, por si só cada vez mais quente.
— A gente nunca falou disso. Você já…? — apenas assentiu com a cabeça para a pergunta na voz falhada do amigo e, em seguida, suas bocas estavam juntas outra vez, ele puxando-a ainda mais para si.
— Você…?
— Uhum. — ele assentiu, sem que ela precisasse verbalizar a pergunta também, e voltaram a se beijar.
Os dois eram melhores amigos, conversavam sobre tudo, menos… Menos aquilo. Até então, não existia qualquer tipo de certeza quanto ao limite na experiência de cada um, e aquilo se devia, justamente, a atração que sempre existira entre eles. Não falavam sobre aquilo, porque, bem, podiam? Levando em conta o quanto queriam experimentar, tudo aquilo que já provaram com outros, um com o outro?
Bom, podiam agora. Naquele momento, quando falar era a última coisa que queriam fazer, a linha que delimitava até onde era seguro ir, falar, perguntar, começava a sumir. E pareceu estremecer tremendamente, quase desfiando inteira, quando segurou com mais força na cintura da melhor amiga, rolando com ela na cama, de modo a ir por cima dela. torceu a barra da camiseta do amigo nos dedos, enlaçando sua cintura com as pernas e, mesmo com tão pouco, pôde sentir a ereção despontar nas roupas, corando um pouco.
Num pensamento tipicamente juvenil, torceu que os outros caras com quem já havia ficado também houvessem ficado duros rápido demais, literalmente com apenas alguns beijos. , no entanto, alheia a sua linha de pensamento, arqueou as costas em sua direção, apertando mais as pernas ao seu redor a fim de sentir o volume crescente entre as pernas do amigo. soltou o ar contra sua boca em resposta e puxou seu lábio inferior entre os dentes, partindo o beijo para lhe encarar. O coração da garota martelava forte no peito e ela pôde jurar que ele nunca esteve tão bonito, com aquele rubor nos lábios entreabertos e nas bochechas, lhe encarando com a respiração tão descompassada quanto a dela, o olhar levemente preocupado.
— Você quer parar? — ele perguntou, meio sem fôlego e a garota fez que não, mas não conseguiu encontrar sua voz para responder em voz alta. Não de imediato, pelo menos.
— Tira a camisa. — ela pediu, um tanto atordoada e não pensou muito antes de obedecer, puxando a camiseta para passá-la pela cabeça, no mesmo estado parcialmente entorpecido que ela. Bom, provavelmente não entorpecido, nenhum dos dois estava. Sentiam coisas de sobra, mas bem, não dava para dizer que pensavam direito, com clareza.
— Tira a sua também. — ele murmurou depois que jogou a roupa de qualquer jeito para o lado, sem realmente ver aonde.
desviou o olhar para seu corpo, sentindo um comichão crescente deslizar pelo seu próprio, pouco a pouco a atingindo inteira e então assentiu para as palavras de seu amigo, segurando com as duas mãos em sua cintura e invertendo as posições, ficando por cima do amigo. A nova posição permitiu que a garota sentisse melhor o volume despontando nas roupas do amigo e, sem nem mesmo pensar a respeito, ela se moveu contra o volume, ouvindo um grunhido baixinho, tão surpreso quanto pedinte, escapar do amigo e desviou o olhar para seu rosto, seu rosto ainda mais avermelhado, os olhos fechados e apertados num misto de linhas e rugas. Com o coração batendo absurdamente rápido, ela repetiu o movimento, de novo e de novo, até que aquele som, tão delicioso, que soltava, soasse alto demais, fazendo com que ela inclinasse o corpo para o seu, moldando seus lábios com pressa, com medo que alguém lhes escutasse.
Ela nem devia estar ali, afinal de contas.
levou uma das mãos para sua blusa, dobrando a peça nos dedos, de modo a fazê-la subir, presa em sua mão e rompeu o beijo novamente para se livrar de uma vez da peça, só então lembrando que ele já lhe pedira aquilo. O garoto acompanhou cada parte do movimento dela, assistindo, pouco a pouco, sua pele se expor para ele e, quando seus olhos bateram nos seios da garota, tão convidativos envoltos no sutiã escuro, ele soube que sua amizade nunca mais seria a mesma. E, bem, não tinha ideia de como seria, mas não dava para mentir: Adorou o pensamento.
— E o sutiã. — ele murmurou, naquele mesmo tom baixinho, sussurrado, que vinha usando desde o primeiro beijo. nunca o ouvira falar naquele tom, antes daquela noite, e decidiu que sua voz ficava infinitamente mais bonita assim, como se não houvesse ar o suficiente em seus pulmões para suas cordas vocais funcionarem direito. terminou empurrando a mão dele de volta para baixo, para seu quadril, quando fez menção de subir até o fecho de seu sutiã, abrindo ela mesma a peça. Havia algo naquilo, em tê-lo apenas assistindo enquanto ela se despia, que fazia seu centro arder.
, no entanto, não passou muito tempo olhando, se pondo sentado na cama e puxando a garota para mais perto pela cintura, segurando em seguida em sua nuca e juntando suas bocas. O beijo que ele iniciou foi intenso e, por si só, arrancou um som um tanto selvagem do fundo da garganta de , que, por sorte, foi abafado pela boca do garoto, não o excitando menos por isso. agarrou com as duas mãos em seus cabelos, torcendo os dedos nos fios enquanto seus troncos iam de encontro um ao outro, seus seios se chocando de maneira absurdamente quente no abdômen desnudo de , que se viu segurando seus cabelos num bolo e apertando entre os dedos, exigindo mais daquele beijo, mesmo que fosse o mais intenso que trocavam até então. apertou mais as pernas ao seu redor e nenhum dos dois resistiu, rompendo o beijo para gemer baixinho, falhado.
Céus, aquilo era muito bom. E talvez o terror iminente causado pela ideia de serem pegos só lhes estimulasse mais. Sabe… Coisa de adolescente e tal.
precisou de uma fração de segundo, talvez até menos, lhe encarando, excitada daquele jeito, fazendo um esforço assombroso para não fazer barulho, para decidir que precisava de mais daquilo, mais daquela cena tão absurdamente enlouquecedora que era sua amiga tão entregue, tão fora de si. Ele levou ainda menos tempo para pôr um de seus seios na boca, massageando o outro com a mão enquanto fazia seu melhor com a língua, pirraçando-a insistentemente e tendo agarrando seus cabelos com a mão, movendo-se em seu colo em meio ao modo como se contorcia, sem parecer se dar conta que o fazia até raspar os dentes em sua pele, soltando em seguida o ar na região, tão quente quanto sua pele por si só. achou que explodiria, mas céus, gostou tanto que se viu apoiando as mãos nos ombros do amigo, repetindo o movimento em seu colo mais devagar, de modo que o estímulo direto demais ao sexo de ambos lhes levasse simultaneamente a loucura. gemeu primeiro, talvez alto demais, porque lhe encarou de maneira agitada e tampou sua boca com a mão, que ela empurrou rapidamente para longe, segurando em seu pescoço e o trazendo para si, moldando seus lábios.
Bom, aquele era um jeito infinitamente melhor de evitar fazerem barulho.
retribuiu o beijo urgente que a garota iniciou, mas acabou por romper o contato de seus lábios rápido demais, arrancando um resmungo de . Ele ainda estava preocupado que alguém lhes escutasse, desviando o olhar para a porta do quarto, depois novamente para sua amiga, tão deliciosamente bagunçada em seus braços. Porra, raciocinar nunca fora tão difícil.
, é sério, a gente não pode fazer barulho. — ele murmurou baixinho, a testa colada a sua de modo que sua respiração quente ia direto de encontro ao rosto da garota enquanto falava. Ela não foi capaz de absorver suas palavras com muita facilidade, mordendo o lábio.
— Uhum.
— É sério.
— Uhum. — ela repetiu, mais firme, e sorriu fraco, segurando em sua nuca e trazendo-a de volta para si sem que fosse capaz de se conter, moldando seus lábios. , imediatamente segurou em seu rosto, a outra mão entrando em seu pijama e tocando seu membro por cima da cueca. Foi a vez de gemer contra o beijo, talvez tão alto quanto ela fizera antes e puxou seu lábio inferior entre os dentes como punição, lhe lançando um olhar duro. — A gente não pode fazer barulho. — lembrou, o olhar cheio de provocação enquanto o apertava com mais força, ainda sob a cueca. quis jogá-la na cama e se enfiar dentro dela de uma vez, com mais força do que devia ser certo, mas não foi capaz de fazer nada além de apertar os lábios juntos, se esforçando de maneira quase ridícula em não fazer barulho enquanto permitia que ela levasse tudo de si.
quase sorriu diante de sua atitude, enfiando a mão em sua cueca e finalmente envolvendo seu membro na mão sem nenhum pano no caminho, começando devagar a masturbá-lo. apertou os olhos diante da onda de prazer que lhe invadiu, mantendo a boca entreaberta, mas, por sorte, soltando apenas o ar, mudo. achou a cena deliciosa ainda assim, puxando seu lábio inferior entre os dentes só para, em seguida, enfiar a língua em sua boca, beijando-o devagar, ao passo que, em contrapartida, aumentava a velocidade dos movimentos em seu pênis, que crescia cada vez mais em sua mão. segurou em sua cabeça, fazendo o que pôde para beijá-la de volta, mas não tinha como ser o suficiente quando o apertou um pouco mais, passando o polegar em sua glande de maneira quase carinhosa, lhe arrepiando por inteiro.
Caralho, ela não devia ser tão boa naquilo, devia?
— Ok, eu entendi seu ponto. Mais fácil falar do que fazer e tal, mas porra, … — ele resmungou meio impaciente, meio implorando, e o único motivo de não rir foi o modo como ele segurou a mão dela sob seu pênis, olhando-a meio pedinte, meio firme. A mistura nem parecia fazer sentido, mas causou uma revirada intensa no estômago da garota. — Eu já estou duro o suficiente. E nenhum de nós dois quer que eu goze na sua mão, hm? — enquanto falava, ele passou a espalhar beijos em seu pescoço, levando a mão livre para a calça de moletom dela e xingando baixo diante do quão difícil acabou sendo baixá-la daquele jeito, naquela posição, usando apenas uma mão.
lhe roubou um selinho e se afastou.
— Termina de tirar a sua roupa. Eu cuido da minha. — murmurou, mas levou um instante para obedecer, observando-a ficar de pé na cama para se despir, deslizando com certa dificuldade a calça, junto com sua calcinha, pelos quadris. Só depois que a viu ficar completamente nua foi que se lembrou de si, empurrando de qualquer jeito o restante de suas roupas, rindo de maneira nervosa junto com ela em seguida. — Acho que é seguro dizer que nossa amizade foi devidamente arruinada. — ele brincou e ela riu, no mesmo tom nervoso de antes. Caramba, iam mesmo fazer aquilo. Era uma loucura, e ela mal podia esperar. Ele a puxou para si e moldou seus lábios, com ela voltando a segurar seu pênis, dessa vez sem masturbá-lo, apenas o mantendo pronto para, em seguida, sentar nele.
Caralho.
Eles vinham sentindo muitas coisas novas naquela noite, mas definitivamente nada como aquilo, a corrente absurdamente intensa de eletricidade que tomou o corpo de ambos quando finalmente desceu no membro de . Foram espertos o suficiente para procurar uma parte do corpo do outro onde podiam abafar os gemidos que, sabiam, nem em sonho conseguiriam não soltar. Aquilo provavelmente significava que, no dia seguinte, ambos encontrariam uma marca ou outra em seus corpos, mas aquilo, tanto quanto todo o resto, apenas lhes excitou mais.
empurrou para se deitar novamente, apoiando as duas mãos em seu tronco enquanto movia os quadris, apertando seu pênis com a vagina e, por sorte, tampando a boca dele com a mão assim que ele a abriu, impedindo que ele gemesse alto demais. não se importou, deixando que ela mantivesse a mão sob sua boca, certo que era mais seguro assim, e então subindo as mãos para seus seios, os estimulando com uma massagem leve, os dedos pressionando seus mamilos e fazendo com que jogasse a cabeça para trás, gemendo baixinho. sequer notou, não conseguindo nem mesmo lembrar que deveria repreendê-la pelo barulho, já que, simultaneamente, a garota passou a rebolar em seu pênis, lhe tirando completamente do eixo.
já havia estado com outras garotas antes, havia sido bom, mas caralho, nunca imaginara que podia ser tão gostoso, deixando que as mãos escorregassem pelo corpo da garota, até seus quadris, enquanto ela invertia o que fazia, as mãos que, enquanto rebolava, havia apoiado nas pernas de , agora voltando para seu tronco, ao passo que ela descia forte em seu pau. Devagar, e então forte, de novo e de novo, fazendo com que a ereção dele doesse, olhando-a certo que a melhor amiga, quem ele sempre achou tão absurdamente incrível, nunca parecera tão incrível naquele instante, as irís escuras mal se prendendo as dele antes que ele levasse uma das mãos para entre suas pernas, tocando seu clitóris e pressionando-o de maneira gentil, depois mais rápido, acompanhando o modo como ela descia em seu pau. Ele acabou sendo obrigado a trazê-la para si, juntando seus lábios numa tentativa de abafar os sons tão mais urgentes, desesperados até, que ela passou a soltar.
Que botãozinho incrível era aquele, o clitóris.
, ridiculamente entregue, se viu fazendo exatamente o que ele parecia pedir em meio aquele gesto e extravasando em meio ao beijo, permitindo que conduzisse o movimento de suas línguas enquanto ela se concentrava em guiar o pênis dele dentro dela, sentindo tanto calor que parecia um país tropical na porra de um domingo ensolarado. Era a porra da madrugada, e nem estava quente lá fora.
sentia o coração martelar absurdamente rápido, mesmo que ela fizesse todo o trabalho, e só piorou quando ela rompeu o beijo para soltar o ar contra sua boca, apoiando as duas mãos no colchão, cada uma de um lado de seu corpo enquanto se concentrava em descer devagar em seu pau, como se quisesse se concentrar completamente naquilo, na sensação absurdamente quente, deliciosa, que era senti-lo, pouco a pouco, ao seu comando, preenchê-la. sentiu uma pressão gostosa, conhecida, começar a se formar no pé de sua barriga, seu pênis pulsando melado dentro dela, e odiou tremendamente a ideia de ir antes da amiga, voltando a tocar seu clitóris, pressionando-o com o polegar, sem parar dessa vez, mesmo com os movimentos tão deliciosos dela lhe fazendo querer apenas se derramar inteiro dentro dela, de uma vez só.
voltou a apoiar as mãos em seu tronco e seus movimentos se tornaram mais intensos, talvez até menos ordenados, mas nem de longe enlouquecendo menos por isso. Ela passou a se mover de encontro a ele com mais força, mais rapidez, sentindo as pernas tremerem, perdendo força, mas insistiu, sabendo que estava perto, e ele também estava. Ainda que não, exatamente, se conhecessem naquele departamento, se conheciam em todos os outros. Algumas coisas se tornavam fáceis de deduzir.
A pressão que já sentia crescer dentro de si logo a atingiu também e apertou os olhos, sem dar a minima quando , sabe-se lá como ou porque, lembrou de tampar sua boca, enquanto ela ainda, debilmente, tampava a dele. De novo, não precisavam se conhecer naquele departamento quando se conheciam tão bem em todos os outros, havia certas coisas que… Simplesmente sabiam. Assim, sabiam, naquele momento, que aquilo seria barulhento. E não podiam fazer barulho, não quando estavam tão perto.
Seus corpos, então, estremeceram juntos, enquanto finalmente se permitiam engolir pelo clímax, tão delicioso quanto sequer se lembravam de já ter sentido. E então caiu por cima do amigo, que passou um braço ao seu redor. Mas nenhum dos dois ousou desfazer a estática que os envolvia naquele momento, tornando impossível formar um pensamento lógico. Não precisavam de lógica, presos a sensação mais gostosa que já haviam experimentado.
… — começou, baixinho, segurando seus quadris, com ela ainda o prendendo dentro de si, e a garota, ainda sem muita força nas pernas, só então lembrou que não o tirara de dentro de si, movendo-se devagar em seu colo e suspirando baixinho junto com ele ao retirá-lo de dentro de si. segurou sua perna quando ela fez menção de se afastar, a mantendo colada a si, lhe abraçando com uma das pernas, deitada meio em cima de si, meio ao seu lado.
— A gente vai fazer isso de novo, não é? — ele, enfim, perguntou, vários segundos depois, rindo junto com ela um instante mais tarde, de maneira escassa graças a falta de ar que ainda os tomava.
— Eu espero que sim. — concordou e ele sorriu, satisfeito, beijando sua bochecha e tateando na cama até encontrar seu cobertor para jogar por cima deles, nenhum dos dois se preocupando em se vestir novamente tão imediatamente. Cuidariam daquilo depois, exaustos demais naquele momento para fazer qualquer coisa, que não fechar os olhos e se entregar aquela promessa tão absurdamente boa de uma noite bem dormida que vinha depois de uma foda tão boa.
Bom, sua amizade de fato mudaria para sempre. Mas aquilo não, necessariamente, significava algo ruim. Não mesmo.

FIM


Nota da Autora:
Hey!!!!!!! Tudo bom??? Gostaram?? Se animaram? HAHAHAHA
Me deixem saber, por favor!
Vou contar pra vocês um pouquinho mais do projeto no qual essa história está incluída, ok?! A doida que vos fala é viciada em escrever e viciada também em desafios, portanto inventei um pra mim mesma que tem me consumido deliciosamente há alguns meses. Adaptei a lista “50 motivos para fazer sexo”, originária do seriado How i Met Your Mother, de modo que cada motivo dela se tornasse uma história, uma fanfic restrita baseada no tal motivo. Essa aqui vem como o motivo de número 13: pra animar alguém!
Espero que tenham gostado! Pra conhecer as outras fanfics desse projeto, cliquem aqui.
Xx.