Warmy & Fuzzy

Warmy & Fuzzy

  • Por: Queen B.
  • Categoria: Kpop | Restritas
  • Palavras: 3198
  • Visualizações: 198

Sinopse: Nascida e criada no Brasil, um país tropical, você não estava exatamente habituada a invernos rigorosos como o da Coréia, e ele achava adorável te ver toda empacotada pra enfrentar o frio escondida no quarto, debaixo das cobertas. De quebra, ele promete te ajudar a se esquentar. E você deseja sentir frio todos os dias se puder sempre contar com essa ajuda.
Gênero: Romance.
Classificação: +18 anos.
Restrição: Sem restrição.
Beta: Alex Russo.


O tronco de estava recostado a cabeceira da cama, onde ele estava sentado esperando por sua namorada. tinha em mãos seu velho exemplar de “o sol é para todos”, seu livro favorito. Ele estava compenetrado em sua leitura, mesmo que as palavras naquelas páginas, já beirando o amarelado, aquela altura lhe fossem tão conhecidas que ele podia se lembrar do fim de cada sentença apenas por ler o inicio. Era como um abraço quentinho e familiar, a sensação de segurança que lhe invadia sempre que voltava para aquele enredo, que já conhecia tão bem. Era quase tão bom quanto não estar sozinho no solstício de inverno, e ele sorria, não tanto pelas palavras no livro, mas pelo som constante, quase ritmado, do chuveiro em seu banheiro.
provavelmente acabaria com sua água quente, sem qualquer familiaridade com o inverno rigoroso de seu continente, mas ele não podia se importar menos. Não podia se importar com nada do que ela fazia, não de um modo negativo. Considerava perfeita, tudo que pediria se tivesse a chance.
Por sorte, nem precisou.
Quando deixou de escutar o chuveiro, fechou o livro e o colocou de lado na mesinha lateral posicionada no canto da cama, desviando o olhar para a porta do banheiro a fim de esperar a namorada, que lhe arrancou um sorriso aberto assim que saiu de lá, toda empacotada. Ela era adorável.
nascera e crescera em meio aquele inverno, portanto conseguia apenas achar graça da reação exagerada de diante do frio. Ele usava o mesmo pijama cinza de sempre, uma blusa de botões e uma calça, enquanto vestia um conjunto folgado de moletom, e já puxava do móvel próximo a ponta da cama uma manta para pôr por cima das roupas.
Céus, ela era adorável de verdade.
deu uma batidinha no espaço ao seu lado na cama e a garota sorriu, indo rapidamente se aninhar em seus braços. Ele deu uma risadinha e puxou o edredom para cima dos dois, virando o rosto para lhe encarar quando ela passou uma das pernas por cima das suas.
— Quer que eu aumente o aquecedor? — ele perguntou, pescando o controle da mesinha ao lado sem desviar o olhar da garota, que assentiu, manhosa.
— Você está tão quentinho. — ela comentou e ele sorriu.
— Estou aqui, na cama, a mais tempo. Você demorou no banho. — retrucou e ela fez uma careta, um biquinho no qual passou o dedo ao invés de beijar como de fato queria.
— Desculpe, a água estava quentinha também. — riu e ele riu também, colocando o controle novamente de lado depois de diminuir a temperatura do quarto só para, em seguida, virar o corpo de frente para a garota e lhe abraçar melhor, deitando junto com ela na cama, de ladinho, de modo que ela se aninhasse e encolhesse contra seu tronco.
— Se ficarmos deitados aqui um pouquinho, vai esquentar, eu prometo. — ele murmurou e ela assentiu, movendo-se um pouco contra ele para se ajeitar em seus braços e beijou sua bochecha, que, ele podia apostar, só estava descoberta porque não tinha escolha. — Quer assistir alguma coisa? — ele perguntou depois de um instante esfregando o pulso contra a cintura da garota por baixo do cobertor, esperando esquentá-la mais rápido com o atrito.
— Hm… Filme de natal? — ela olhou por sob o ombro em sua direção e os dois abriram, ao mesmo tempo, um sorriso cúmplice. Não importava quão rigoroso fosse o inverno, sempre que sorriam juntos daquela forma se sentia tão quentinha, confortável e apaixonada. Era como se aquilo, o momento em que seus lábios de repuxavam enquanto encaravam o outro, fosse tudo que ela sempre soube pelo que esperar. Ainda que nunca houvesse tido certeza antes do que exatamente estava esperando. Até ele aparecer.
entregou o controle da TV a garota e deixou que ela escolhesse o filme, rindo sem surpresa quando ela terminou por escolher “Esqueceram de Mim”, de novo.
— A gente já viu esse. — comentou, mesmo que não ligasse de verdade. fora quem o fizera ver aquele filme pela primeira vez e era um dos favoritos dela, que ria como uma criança de todas as mesmas partes toda vez que o via. Ele acabava por se divertir vendo só por vê-la se divertir tão genuinamente.
— Claro que já, é um clássico. — ela retrucou, como se não entendesse sua declaração e apenas riu, encostando a cabeça em seu pescoço e concentrando-se no filme. Não passou muito tempo, de fato, concentrado.
O cheirinho de banho que a garota emanava logo se tornou mais interessante que o enredo já conhecido do sucesso natalino da década de 90 e lhe abraçou melhor, inspirando em seu pescoço e deixando um beijo na região, sem que pudesse se conter. se arrepiou por reflexo, mas não virou para encará-lo, ainda demandando alguma concentração ao filme antigo que ela adorava ver em dias frios, mesmo sentindo um quentinho crescente no estômago, que ela sabia, já não tinha mais tanto a ver com a sensação de sorrir junto com ele. Era muito mais comum que ela fizesse surgir primeiro os beijos e toques mais sugestivos, por isso sempre era atingida em cheio quando tomava a iniciativa e, céus, a deixava queimando por inteiro.
não usava mais o pulso para esfregar sua cintura, agora massageando a pele por dentro da roupa com os dedos, sem qualquer pressa enquanto passava uma das pernas a sua volta, trazendo-a ainda mais para seu encaixe e apertou os olhos, soltando o ar devagar.
— Eu falei que ia esquentar. — ele murmurou, perto de seu ouvido e sua voz soou tão gostosa, aveludada e irresistível, para se dizer o minimo, que, céus, se viu deixando escapar aquele som choroso, um ronronar pedinte, ainda com os olhos fechados. apertou mais o corpo contra o seu em resposta e ela abriu os olhos, virando para lhe encarar por sob o ombro. — A gente já viu esse filme. — ele murmurou, diante de seu olhar, que misturava descrença e, bem, tesão.
O sorrisinho que tomou seus lábios em seguida, em parte pedinte, em parte se desculpando a fez revirar os olhos, puxando-o pelo rosto e enfiando a língua em sua boca. não permitiu que ela virasse de frente quando tentou, mas retribuiu o beijo quente que a garota começou, apertando com mais força em sua cintura só para, em seguida, tê-la puxando sua mão mais para cima, pousando-a sob seu seio. soltou o ar contra sua pele em resposta a atitude da garota e massageou seu seio, pressionando o mamilo com os dedos e fazendo se esfregar contra ele.
— Céus, que calor. — ela riu contra a boca do namorado, que riu também, lhe lançando um olhar espertinho, de quem dizia “eu disse, não disse?”. quis bater nele, se perguntando como era possível a porra de um sorriso mexer tanto com ela.
— Você estava com frio — ele murmurou, como se estivesse se defendendo e se perguntou se ele pareceria tão abusado com o rosto entre suas pernas. Suas testas estavam coladas, assim como seus corpos, e finalmente entendeu a magia daquela posição. gostava de beijar a boca do namorado enquanto transavam, e, naquela posição, aquilo era tão complicado, motivo pelo qual sempre ressentiu transar de ladinho daquela forma. Até estarem daquele jeito, com praticamente lhe embalando e, ao mesmo tempo, apertando contra si, a respiração quente indo de encontro constante com sua pele. Céus, aquilo era bom. E tão quente. — Vou te ajudar com isso também. — ele acrescentou em seguida, puxando o zíper do moletom que cobria a blusa surpreendentemente fina que ela vestia. estendeu os braços para ajudá-lo e, quando o moletom deixou de ser um incomodo, puxou o rosto do namorado outra vez, voltando a lhe beijar.
Enquanto a beijava de volta, empurrou sua regata para cima, pausando-a enrolada pouco acima de seus seios apenas porque não queria romper o beijo para que ela terminasse se livrar da peça, poderiam cuidar daquilo depois. Enquanto apoiava uma das mãos em sua perna, o estimulando com movimentos insistentes de quadris, continuou a mover a língua contra a sua, um pouco mais exigente a cada instante.
Ele acabou por romper o beijo, no entanto, apenas quando apertou mais forte em sua perna, movimentando a bunda contra seu volume crescente com mais pressa também e os dois terminaram por soltar o ar contra o rosto do outro, excitados. A TV ainda soava como um burburinho insistente, distante, porém incomodo e tateou as cegas na cama até encontrar o controle para desligá-la.
E, então, eram só os dois. E aquela bagunça de lençóis entre eles, intensificando deliciosamente a bolha de calor que os envolvia.
empurrou os cabelos de do caminho, beijando suas costas e nuca enquanto baixava a calça da garota, não se importando em levar a calcinha junto, empurrando a peça apenas até seus joelhos, a fim, realmente, apenas de tirá-la do caminho. não parou de se esfregar em sua ereção, e céus, achou que nunca experimentara nada tão gostoso, mesmo que sempre pensasse aquilo, pelo menos uma vez, quando transavam. Ele continuou espalhando beijos por sua pele enquanto se concentrava em abrir a própria calça, baixando-a até tornar possível empurrá-la com os pés para se livrar por completo da peça.
A falta de seu calor incomodou quando ele se afastou para se livrar da calça e a garota não pôde não olhar, mordendo o lábio enquanto o via trazer a tona sua masculinidade, tão pronta para ela. envolveu o membro em uma das mãos, masturbando-o sem pressa, e olhou de sua mão para seu rosto. Quis colocá-lo na boca, a glande rosada lhe fazendo salivar.
, baby… Arh… — resmungou baixinho, no choro mais repleto de prazer que já se fizera ouvir, quando, enfim, lhe segurou pela cintura e deslizou para dentro da garota, atingindo-a com pontadas cada vez mais intensas de prazer ao começar a se movimentar dentro dela. Começava a chover do lado de fora, e a temperatura caia ainda mais, porém… Naquele quarto… Lá era como se estivessem na porra de um paraíso tropical, suando e gemendo baixinho em meio ao seu prazer tão particular, tão delicioso.
levou uma das mãos para um de seus seios, estimulando a si mesma com os dedos pressionando o mamilo enquanto esfregava seu clitóris, fazendo-a sentir rajadas absurdamente deliciosas fazer seu corpo tremer. Ela era capaz de sentir o pano da blusa de contra suas costas suadas e aquilo estava lhe causando um incomodo sem igual, ela queria sua pele na dela, queria o alivio de ter sua carne, apenas sua carne, apertando-a por inteiro enquanto ele a fudia tão gostoso.
beijou sua bochecha e sussurrou em seu ouvido que ela era sua mulher, tão linda e tão gostosa, enquanto, entre gemidos, continuava a investir dentro dela, sorrindo sem que ela visse quando notou a mão da garota puxando de qualquer jeito a blusa de seu pijama.
— Ti… Tira — ela resmungou, soando chorosa em meio a agonia e ele empurrou a mão dela de volta, cuidando ele mesmo de se livrar da última peça de roupa que ainda adornava seu corpo.
Quando o fez, aproveitou para mudar de posição também, indo por cima da garota e tendo as pernas dela ao seu redor, investindo devagarzinho dentro dela, segurando-a encolhida em seus braços enquanto investia e, céus, pôde sentir cada pedaço de pele dele contra seu corpo. O amava tanto.
segurou com uma das mãos, espalmada, na nuca de , e a outra em seus cabelos, puxando os fios enquanto apertava os olhos e, pouco a pouco, os gemidos se transformavam em urros, sentindo o coração de martelar contra o peito, tão forte quanto o dela, enquanto ele continuava a investir dentro dela, tirando-a qualquer norte. levou as mãos até a bunda do namorado e afundou as unhas ali, apertando e o incentivando a ir ainda mais fundo dentro dela, mesmo que nenhum dos dois ainda tivesse fôlego para sustentar muito mais daquilo.
A pressão crescente tomando seus corpos a partir do estômago não lhes deixava mentir, e voltou a levar as mãos para o rosto do namorado a fim de enfiar novamente a língua em sua boca, iniciando mais um beijo intenso que fez seu melhor para retribuir, mesmo já sem forças.
, Deus… — ele sussurrou, rompendo o beijo e colando suas testas, completamente sem ar. Continuou a investir sob o olhar entregue da namorada, deslizando tão deliciosamente sob seu interior molhado que, ao gemer em seu ouvido, quando finalmente gozou, espalhando porra por suas pernas ao sair de dentro dela, fez jogar a cabeça para trás e estremecer, o som tão gostoso reverberando deliciosamente dentro dela. deixou um beijo breve em seus lábios e saiu de dentro dela, segurando a mão da garota e impedindo que ela a levasse os dedos até a intimidade. — Eu não vou te deixar na mão. — garantiu e apenas observou, muda, respirando pesado, quando ele levou o rosto para sua intimidade, fazendo-a jogar a cabeça para trás e gemer alto quando, enfim, sentiu sua língua invadir sua intimidade.
Novas rajadas de prazer fizeram o corpo de estremecer de novo e de novo no lugar e ela achou que nunca sentira nada tão incrível, mesmo que achasse aquilo todas às vezes. Não se importou com aquele detalhe naquele momento. O sexo, afinal, se tratava justamente daquilo, de dar vida, sentido, a todo exagero, e se deliciar com a possibilidade de que, sim, exageros podiam ser reais também.
Quando gozou, com estimulando seu clitóris com os dedos e penetrando em sua intimidade com a língua, ela resfolegou deliciosamente, entregue aquele vácuo tão desejoso de modo a demorar até mesmo para notar quando o namorado se jogou ao seu lado na cama, não lhe abraçando imediatamente como normalmente faziam. Estava quente demais para isso.
— Eu acho que… — começou, pigarreando quando a voz soou praticamente irreconhecível, fraca como nunca. — Você pode diminuir a temperatura agora. — ela, enfim, falou e ele riu, lhe arrancando uma risadinha fraca também. A garota virou preguiçosamente de lado, observando buscar o controle do aquecedor para fazer o que ela pedira e, céus, ele era tão bonito. Ela sentiu o coração acelerar enquanto o assistia, mesmo que ele não fizesse nada demais, ou talvez justamente por isso.
Ela não sabia muito bem porque, mas havia uma beleza poética, estranhamente satisfatória, naqueles breves, simples e facilmente esquecíveis momentos, como distraído com o controle do aquecedor, fazendo um biquinho que provavelmente nem se dava conta que fazia enquanto observava os botões, tentando encontrar o botão que devia apertar para fazer o que ela pedira.
Quando, enfim, conseguiu, ele virou e sorriu para a namorada, que sorriu de volta, sem reservas. E aquele breve instante, tão facilmente esquecível quanto qualquer outro, fez o coração de transbordar de amor, preenchido pela certeza que não importava quão facilmente esquecível aquele breve e ínfimo instante fosse, ela não ia esquecer.
Havia pouca coisa, afinal, que a fizesse sentir tanta magia percorrer dentro de si quanto quando trocavam sorrisos cúmplices, alegres, como naquele momento.

FIM


Nota da Autora:
Ufa! Calor, né? HAHAHA
Vocês gostam da história? Por favor, me deixem saber!
Contar pra vocês um pouquinho do projeto que a inclui, tá bom?
A doida que vos fala é viciada em escrever e viciada também em desafios, portanto inventei um pra mim mesma que tem me consumido deliciosamente há alguns meses. Adaptei a lista “50 motivos para fazer sexo”, originária do seriado How i Met Your Mother, de modo que cada motivo dela se tornasse uma história, uma fanfic restrita baseada no tal motivo. Essa aqui vem como o motivo de número 12: Porque está frio!
Pra ler as outras histórias do projeto, é só clicar nesse link aqui!
É isso, muito obrigada pela atenção! Beijos!