Connect The Dots

Connect The Dots

  • Por: Queen B.
  • Categoria: Kpop | Seventeen
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  • Visualizações: 207

Categoria: Kpop – Seventeen
Gênero: –
Classificação: Livre
Restrição: Livre
Betas: Alex Russo
Sinopse: Sobre uma garota que sonhava com mágica e descobriu que, para encontrá-la, teria que ousar a bravura de abrir seu coração para outra pessoa.

Capítulo Único

“And all at once
You are the one I have been waiting for
King of my heart, body and soul, ooh whoa
And all at once
You’re all I want
I’ll never let you go
King of my heart, body and soul, ooh whoa”

Da primeira vez que lera sobre as cores, – depois de atingir alguma maturidade e não quando criança e aprendia o que era azul e o que era rosa–, estava buscando entender à poesia do espectro, não imaginou realmente que se tratasse de física. Achou um pouco decepcionante, inclusive.
Veja, ela descobrira que uma cor de espectro nada mais era do que um cumprimento de onda, ou seja, a distância entre valores repetidos sucessivos num padrão de onda. Não dava, realmente, para culpá-la por achar aquilo tudo decepcionante, não era? era escritora, das mais sonhadoras e apaixonadas, e isso sempre se refletiu no modo como ela via até as coisas mais simples. Via mágica no modo como duas cores se misturavam e formavam feixes intensos de luzes quando o sol tocava o mar ao se pôr, e no arco-íris, riscando o céu com suas listras de cores vibrantes. Vibrantes.
Era isso. Não havia nada vibrante sobre números, ondas e distância.
Pouco a pouco, quanto mais pesquisava sobre coisas que achava mágicas, ou observava pessoas e seus caminhos, relacionamentos, mais notava um padrão: A decepção. Pessoas se decepcionavam umas com as outras, se decepcionava em notar que, constantemente, se encontravam formas de abafar aquela chama incendiária de magia em seu peito, provando exatamente como e porque arco-íris existiam ou feixes de luz atravessavam o vidro de sua janela e brincavam de luz e sombra com seu corpo. Ela preferiu, então, parar de pesquisar. Não queria que sua magia, que lhe encantava tanto, sumisse por completo, então se fechava só com ela, sem que ninguém pudesse interferir e lhe provar com ondas, números e distâncias que mágica não existia.
precisava que mágica existisse. Sempre precisou.
Em longo prazo, sua persistência em se privar de decepções, em garantir que sua mágica não morresse, se tornou complexa em muitos aspectos. E deixou de aplacar a solidão crescente em seu coração.
Então , bem devagarzinho, começou a abrir seu coração para a mágica que talvez pudesse existir nas pessoas ao seu redor. No abraço de sua mãe, ou na risada de suas melhores amigas. No olhar carinhoso de sua avó, ou no orgulho que sentia quando fazia suas tias rirem. Ainda lhe frustrava muito que elas, pessoas tão mágicas, inspiradoras, pudessem ser tão frágeis também, constantemente pisoteadas e traídas por seus sentimentos, pelos homens em sua vida. concluiu então que relacionamentos amorosos era o problema.
Por muito tempo, viveu bem com a nova regra: Tudo bem fazer amigos, tudo bem se abrir para a mágica que outras pessoas carregam, mas nunca de modo amoroso. A regra era simples, na verdade: Não se apaixonar. Sob nenhuma circunstância.
Mas… Bem, os ideais dóceis, apaixonados e sonhadores, que habitavam seu coração não demoraram muito a pedir, implorar, que ela repensasse aquela regra. Tinha um bom coração, um sorriso legal e podia ser bem cativante, então… Talvez, talvez tivesse sorte. Talvez fosse ser diferente com ela. Fora diferente com outras de suas amigas, afinal. Com pessoas que passaram, com alguma brevidade, por sua vida também.
Toda aquela trajetória que seu coração fizera, em seus modestos vinte e poucos anos de vida, naquele momento, lhe fazia sorrir. E ela nunca achou que fosse, realmente, sorrir pensando naquilo. Mas, bem… Talvez, só talvez, houvesse encontrado a magia com a qual sempre sonhou, sobre a qual sempre escreveu, literalmente descrevendo um sonho.
Ela observava o reflexo de suas costas nuas enquanto estava deitada de bruços na cama de casal, com lençóis brancos e fofinhos espalhados por todo lado, observava o modo como os feixes de luzes atravessavam a janela do quarto e encontravam o corpo de seu namorado, seu pescoço e a mão que ele movia, sorrindo, pelo corpo dela, contando baixinho, naquela vozinha que ela gostava tanto, as pintinhas que encontrava pelo corpo dela.
Já estava chegando a 30. apostara em 48, e ele em 45.
O assunto surgiu quando, como se não tivesse qualquer controle sobre o que dizia, ela que evitava a todo o custo falar sobre sua magia assim, tão facilmente, disse para que amava aquela pintinha que ele tinha na bochecha, tão pequenininha e tão adorável. Ele abriu um daqueles sorrisos que nunca falhava em fazer seu coração bater mais rápido, os olhinhos se repuxando e formando pequenas e adoráveis rugas em volta e puxou a mão dela para um beijo em seus dedos, como sempre fazia quando ela lhe elogiava.
não sabia muito bem como reagir quando lhe elogiavam, mas encontrara aquilo, o beijo na mão da namorada, que funcionava bem quando precisava: Dizia que estava grato, e que o que quer que ela achava lindo nele, ele achava ainda mais nela.
Quando beijou sua mão, ele encontrou no cantinho dela, perto do polegar, uma pintinha como a que ele tinha no rosto e sorriu, apontando e murmurando:
— Você também tem uma.
sorriu esperta e respondeu:
— Tenho várias.
Quando perguntou quantas, ela deu de ombros e disse que nunca tinha contado. Ele pediu pra contar e, rindo, deu de ombros e disse que ele podia se quisesse, mas não entendia porque ele ia querer. foi rápido em retrucar que, agora que começaram com aquela conversa, estava curioso. E sugeriu aquele bolão bobo, que , como a boa boba que era, adorou.
já havia riscado de canetinha seus braços e quase metade de suas costas, ligando cada pitinha que encontrava entre si a fim de não se perder na contagem, e mesmo sentindo cócegas com a caneta tocando sua pele, mantinha a cabeça encostada no travesseiro na maior parte do tempo, sorrindo relaxada. Ela tinha certeza que ia ganhar o bolão, e queria que soubesse daquilo, o conhecendo bem o suficiente para saber que aquilo o motivaria. Nenhum dos dois era exatamente competitivo, exceto quando estavam a sós e competindo besteiras como aquela. Ou quantos artistas musicais sul-coreanos eram capaz de citar com a letra inicial do nome de cada um.
— Eu gostei do desenho que ficou nas suas costas. Parece um mapa. — comentou, sorrindo enquanto observava e tentou olhar por sob o ombro, mas bem, não dava pra dizer que tinha uma visão exatamente privilegiadas de suas próprias costas.
— Tira uma foto. Posso fazer uma tatuagem depois. — ela sugeriu e ele riu, concordando animado e se esticando todo para pegar o celular no criado-mudo perto dela. riu e aproveitou para beliscar sua bochecha, recebendo outro beliscão perto da costela por isso. — A! — a garota reclamou num drama tão falso que fez rir, beijando sua bochecha mesmo assim.
— Achei que era essa a brincadeira agora. — murmurou, e olhou por sob os ombros em sua direção. Era ridículo, mas o sorriso daquele garoto iluminava tudo dentro dela. A magia mais secreta de , que torcia o nariz só de pensar em ter que dividir aquilo, aqueles sorrisos tão particulares e brilhantes, com mais alguém. É claro, era aterrorizante que tal magia estivesse, justamente, em outra pessoa. Num homem. Num relacionamento amoroso. Mas era diferente de todo e qualquer homem com o qual já estivera, ele era exatamente tudo o que ela sempre idealizou e nunca imaginou, realmente, encontrar. Era como um sonho, um sonho onde tudo era seguro, calmo e perfeito.
— Não, estamos brincando e ligar os pontos. Continua, vai. — ela empurrou sua mão com a caneta para que ele voltasse a se concentrar no que fazia antes.
riu, concordando com a cabeça.
— Tá bom. — falou — Vira de frente, já tirei a foto e sei que você tem uns pontinhos na barriga também.
— Só um. — retrucou, com biquinho, mas obedeceu. imitou seu bico enquanto ligava os pontos em sua barriga e seios. Ele parecia mais encantado a cada nova pintinha que encontrava em seu corpo e sentia o coração derreter como gelo no fogo o observando.
— Trinta e três… — ele comentou, procurando mais pintas em suas pernas. Fez um bico quando não encontrou. — Acabou? — encarou a namorada um tanto chateado, decepcionado com o fim de sua diversão.
riu, o puxando para si pelo pescoço e juntando seus lábios sem aguentar mais nenhum instante segurando a vontade de fazer aquilo.
— Me diz você. — retrucou um instante depois — Não sou eu quem estava contando.
— Trinta e três. — comentou, com um novo biquinho. — Acho que nós dois perdemos.
também fez bico diante daquelas palavras, dessa vez sem imitá-lo conscientemente. Os dois tinham reações parecidas constantemente, às vezes nem notavam, mas quem os via de fora precisava de menos de cinco minutos com os dois para perceber e decretá-los a definição de “predestinado”. Com isso, eles concordavam.
curara os traumas de , ainda curava, dia após dia, e era um sopro de normalidade em sua vida maluca, era todas as possibilidades, todos os futuros que ele pudesse imaginar. Eles faziam um ao outro sentir amado como nunca imaginaram ser possível. E era perfeito.
— Você chegou mais perto. — comentou, enfim, desgostosa. Aquilo era meio ultrajante. conhecia seu corpo melhor que ela? Que loucura.
— Muito longe, mesmo assim. — ele retrucou, jogando-se do lado dela na cama. balançou a cabeça e se sentou na cama, tateando em busca de sua blusa para vestir. Já ficara nua na frente do namorado antes, mas ainda tinha suas inseguranças e continuar nua quando não estavam fazendo nada além de conversar ainda não era algo no qual era exatamente boa.
lhe observou em silêncio, puxando a garota para si quando ela terminou. Assim como ela aprendera uma coisa ou outra sobre ele, seus jeitos e manias, ele também aprendera bastante sobre desde que se conheceram. Aquela altura, sabia o que a maioria de suas atitudes, em cada contexto, significava.
— Suas pintinhas são lindas. — ele murmurou, beijando seu ombro, onde encontrara três, e então trazendo a mão dela novamente para perto do rosto e beijando a primeira pintinha que encontrara, e começara toda aquela brincadeira que inventaram. — Você é.
riu, sem acreditar muito.
— Obrigada, .
Ele balançou a cabeça.
— Eu acredito quando você me elogia. — devolveu, demonstrando certa chateação por não obter a mesma reação dela. — Acredito porque sei que não mentiria pra mim. E seus olhos sorriem junto com sua boca toda vez que você me elogia, sabia? Eu vejo isso e é tão lindo quando eles ficam pequenininhos como os meus. Os meus não sorriem também, é isso? Porque, eu juro, , eu não mentiria pra você. Poderia olhar, pintar e beijar cada uma de suas pintinhas o dia todo.
riu, envergonhada.
— Eu… Acho que não seria um dia muito produtivo. — brincou, levando o indicador para os lábios do namorando, selando-os e o impedindo de abrir a boca para reclamar como tentou fazer. puxou, em seguida, a mão de para a sua e beijou seus dedos, como ele sempre fazia com ela. — Seus olhos são os mais sinceros que eu já vi, . Eu confio em você mais do que jamais imaginei ser capaz de confiar alguém.
Ele sorriu, satisfeito, e assentiu.
— Melhor, então.
— Melhor. — ela concordou e lhe puxou para si, encaixando-a em seu abraço e sorrindo quando passou os braços em volta de sua cintura e suspirou contra seu peito, fechando os olhos. Era tão gostoso quando ela fazia aquilo. Ele se sentia tão completo, era como se a garota fosse a parte faltante dele. A parte que ele nem sabia que faltava.
Naquele momento, naquele quarto, nenhum dos dois sequer imaginava quão poética era aquela cena, sem testemunhas além dos envolvidos e seu espectro particular de cores. Aquilo era a mágica que sempre esteve tão ávida para conhecer, se manifestando daquele jeito, tão estupidamente clichê, depois que chegou em sua vida e, pouco a pouco, lhe tornou forte e corajosa.
Aquela era a poesia e mágica dos dois. E de mais ninguém.

FIM

 

Nota da Autora:
Olá!!!!!!!! E aí, gostaram?
Essa história, apesar de curtinha, tem muito do meu coração e eu tô muito feliz de poder, finalmente, compartilhar ela. É a minha visão dos sonhos do amor, de como relacionamentos amorosos deveriam ser, escrita com muito amor com o meu amor de outra vida: Lee Seokmin.
Espero que tenham gostado e, se puderem, me deixem saber! Enquanto autora de alma, é muito importante pra mim saber o que vocês pensam do que escrevo. Mil beijos.
Qualquer consideração a mais, vocês podem me encontrar no twitter, meu @ é @ybsunlight e eu tô sempre por lá. Bye!!!!!
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