Pinky Swear

  • Por: Queen B
  • Categoria: Kpop | Seventeen
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Sinopse:Não importava quanto tempo passasse, parecia que você sempre teria dificuldades em acreditar que as coisas podiam ser daquele jeito. Boas, perfeitas. Por sorte, ele estava sempre ali, disposto a lhe lembrar.
Gênero: Romance
Classificação: Livre
Restrição: –
Beta: Alex Russo

 

— Bom, então, como eu ganhei… — sorriu, sem se dar ao trabalho de terminar de falar quando a namorada rolou os olhos, como se estivesse muito, mas muito desgostosa diante de toda aquela situação. Não estava, não era exatamente uma boa perdedora, mas também não era das piores e, tratando-se de , duvidava que qualquer coisa pudesse realmente lhe deixar desgostosa. Ele era a droga do garoto de seus sonhos.
— Injusto, pra se dizer o minimo. — a garota retrucou, enquanto o observava conectar o aparelho DVD a TV, abrindo em seguida sua gaveta de filmes logo abaixo da televisão e tirando de lá seu amado box que embrulhava os oito filmes da saga de Harry Potter. Céus, ela não podia acreditar que ele ia fazê-la passar por aquilo outra vez. — Qual é, . Isso é o que você faz da vida. Seria a mesma coisa que, sei lá, competir quem escreve uma critica melhor. Ou um roteiro. Ou filma…
— Já entendi, . Você faz muita coisa. — cortou, rindo junto com a namorada em seguida. Ele a achava absolutamente adorável em tudo que era, mas havia algo sobre o ar de confiança que ganhava ao falar de seu trabalho que, céus, era a coisa mais linda na qual ele já pusera os olhos. — Mas, qual é, achei que a gente tinha chegado a um consenso quando deixei você escolher a música.
— Você sabia que eu ia escolher dont start now — ela devolveu, como se aquilo não fosse grande coisa e mordeu outra risada, lhe lançando um olhar falsamente ofendido invés disso. A interrogação em seu olhar claramente questionava se a culpa daquilo era dele ou dela e revirou os olhos por isso, se esparramando no sofá enquanto soltava o ar de maneira teatral.
— Tudo bem, tudo bem… Vamos ver Harry Potter. Eu admiro sua insistência, sério. — murmurou, como se achasse realmente muito incrível a postura do namorado em nunca desistir de fazê-la gostar de sua saga favorita, que nunca falhava… em fazer dormir. Ele lhe deu um sorrisinho irônico, não deixando escapar a notinha de ironia que pingou da voz da namorada.
Os dois namoravam há alguns meses, nem de longe o que qualquer um fora da bolha dos dois consideraria o tempo necessário para, de fato, conhecer alguém por inteiro, mas bem, as coisas funcionavam um pouco diferente na bolha deles. Havia um quê mítico no encaixe do casal, que lhes levava a acreditar cegamente em coisas que, antes, era apenas motivo de interrogações e desconfiança. Como vidas passadas. A sensação era justamente aquela, de que se conheceram antes e o momento em que se conheceram agora, naquela vida, fora muito mais um reencontro.
E estavam aproveitando, revigorando cada parte de si e do outro como descobriram apenas juntos ser capazes de fazer. De quebra, com aquela sensação que considerava tão nova quanto deliciosa de serenidade. Logo ela, que era tão insegura o tempo todo. lhe fazia sentir tão segura, podia muito bem colocar o planeta no bolso desde que o tivesse ao seu lado.
— Pronto. — avisou, quando enfim terminou de pular todos os trailers, ultrapassados, visto que Harry Potter e A Pedra Filosofal era um filme de 2001. — Hora de dar o play.
— Ótimo. Faz isso, eu só vou à cozinha pegar algo pra comer e… — se interrompeu quando o namorado lhe puxou de volta, sem muita força, mas fazendo com que ela caísse novamente ao seu lado no sofá mesmo assim.
— Você vai ficar bem quietinha aqui, hm? — ele lhe abraçou e a garota suspirou, tão teatral quanto da primeira vez, encaixando o queixo em seu ombro só para rir quando lhe cutucou a costela. — Para de encarar meu pescoço. O filme vai começar.
— E eu vou dormir… — ela murmurou, fazendo pouco caso apenas para rir diante do olhar feio que recebeu do namorado, beliscando seus lábios com os dela um instante depois. — Vou tentar não dormir. Prometo.
— Obrigado. — ele murmurou, devolvendo o carinho que recebera nos lábios um instante antes e, logo depois, envolvendo a garota em seus braços para assistirem juntos ao filme, que estava, com certeza, entre os favoritos de . E de também, para dormir.

dormiu no meio do ápice do filme, o que fez rir, embora sem muita surpresa. Apesar de ela realmente ter se esforçado dessa vez, de fato aquela saga não era pra ela. Exceto quando estava com insônia, então era, sem duvidas, o antídoto perfeito.
O garoto decidiu não se importar, e a cobriu com uma manta enquanto assistia sozinho o restante do filme, com uma sensação ridiculamente boa preenchendo seu peito quando foi capaz de pintar o quadro perfeito de uma vida inteira daquele jeito. Com adormecendo em seus braços enquanto viam aquele filme que ele gostava tanto, porém nem de longe tanto quanto a sensação tão calmante de ter se entregando a inconsciência gostosa do sono ali, encolhida em seu abraço.
Não se importaria de resolver cada noite de insônia da garota daquele jeito, tão mais eficaz do que quando ela fazia com que ele ficasse acordado a noite inteira conversando com ela pelo celular porque não conseguia, de forma alguma, dormir. Não se importaria mesmo sabendo que era ele quem terminaria por passar a noite acordado, não resistindo em ver todos os filmes da saga sozinho, como sempre costumava fazer quando começava o primeiro.
Teria, inclusive, feito o mesmo naquela noite, se, quando carregou para o quarto, a fim de deixá-la dormindo na cama, onde era inegavelmente mais confortável, a garota não houvesse despertado no processo, o puxando pelo braço e choramingando que ficasse com ela. riu e concordou, porque sabia que era o maior privilegiado, simplesmente por ela querer aquilo. detestava dormir abraçado e deixou aquilo claro da primeira vez que passaram a noite juntos, o que foi um tanto cômico visto que, no meio da noite, jogou uma das pernas e um dos braços sobre o namorado. Claramente, a fachada não durou muito tempo.
Logo os dois descobriram, na verdade, que o quer que costumavam não gostar antes, se tornava o mais bonito dos deleites com o outro.
— Tá bom — ele dizia enquanto deitava de lado na cama, de frente para garota. Não lhe tocou, esperando que ela os aconchegasse como melhor preferisse e sorriu quando terminou com uma das pernas dela entre as suas e os braços em volta de sua cintura. Os olhos permaneceram fechados, mas não deixou de lhe encarar, tão bonita em seu encaixe, ainda assim. — ? — chamou, testando se ela ainda estava acordada e sorriu ao receber um resmungo sonolento em resposta. — Eu amo você. — murmurou por fim. Ele dizia aquilo muito mais do que ela, mas não tinha problema. Ela precisava ouvir mais vezes e, de qualquer forma, sabia que o sentimento era recíproco. Porque conhecia , e sabia que o amor dela podia muitas vezes não ser expresso em palavras, mas estava em cada parte de seu dia a dia juntos. Como quando queria dormir abraçada com ele quando nem mesmo costumava gostar daquilo.
— Por quê? — ela perguntou no mesmo tom de antes, uma nota mais manhosa, no entanto, e sorriu por isso. Era aquilo, razão pela qual ele falava aquilo mais vezes do que ela. Não importava quantas vezes ouvisse, ainda tinha dificuldades em acreditar.
— Porque você sempre dorme quando vê Harry Potter — retrucou como se fosse simples, e sorriu, fechando brevemente os olhos quando sentiu o corpo dela vibrar contra o seu quando ela riu. — Porque você não tem ritmo nenhum, mas canta com mais sentimento que eu. Porque faz playist pra tudo. E sua pizza favorita é a mesma que a minha.
— Por causa de tudo que é ridículo em mim, então — ela abriu os olhos para lhe encarar, o tom de humor contrastando de maneira adorável com seu olhar desgostoso. Céus, se ela soubesse…
— Pra começar. — concordou com simplicidade, rindo outra vez quando ela riu fraco por isso, lhe estapeando o peito sem muita força. Ele beliscou os lábios de com os seus um instante depois, olhando em seus olhos ao torcer um pouco suas pernas juntas, de modo a ir por cima dela, apoiando o peso do corpo nos braços e encostando a testa a da namorada, que se sentiu tão protegida ali, escondida em seus braços. Às vezes, o fato de ser tão mais alto lhe incomodava, ela se sentia pequena de um jeito amargo, mas às vezes… Às vezes conseguia tornar aquilo o mais bonito dos detalhes sobre os dois. Como naquele momento. — Acima de tudo, porque você é exatamente tudo que eu sempre pensei quando imaginava o amor. E quando te encontrei, quando te vi sorrir pela primeira vez, me senti completo. Eu sei que a gente não deve acreditar que a nossa felicidade, o nosso destino, é outra pessoa, mas eu me sinto assim sobre você. Encontrar você foi como descobrir algo que eu nem sabia que faltava em mim, alguém que eu sentia uma saudade absurda, mesmo sem nunca ter posto os olhos antes.
balançou a cabeça, o puxando para um abraço antes que ele visse a lágrima que já escapava, fazendo o caminho por sua bochecha e logo ganhando companhia, enquanto ela chorava silenciosamente contra o pescoço do namorado, que mesmo com seus esforços, notou, lhe abraçando mais forte por isso, acariciando suas costas. achava absurdo que houvesse sido capaz de encontrar algo que nem em um milhão de anos imaginou existir: alguém que idealizava o amor da mesma forma que ela, apesar de seus medos e inseguranças, secretamente sempre fizera, e que retribuía cada parte do sentimento que ela tinha. Era como um sonho.
— Eu te odeio — ela reclamou, a voz soando abafada contra sua pele, mas tremendo pelo choro mesmo assim. E tão adoravelmente manhosa que não pôde evitar sorrir outra vez por isso.
— E porque você fala eu te amo diferente de todo mundo — acrescentou, presenteando-a com um de seus, tão amados por ela, sorrisos, quando ela afastou o rosto de seu pescoço para lhe encarar. O compasso que encontraram quando seus olhares foram um para o outro ia além da capacidade de descrever que tinham, mas no fim das contas, aquilo não era ruim. Só tornava tudo a respeito daquilo só deles. E a exclusividade no segredo que trocavam era a coisa mais preciosa e bonita que se lembravam de já ter experimentado. — Eu vou casar com você um dia, . — ele prometeu, beijando sua testa e fechando os olhos quando ela o fez.
sorriu quando abriu os dela, um instante antes dele, podendo assim admirar quão bonito ele parecia ali, quase como uma obra de arte bem em cima dela.
— E eu vou dizer sim. — ela respondeu e, tão logo, seus lábios se repuxaram, os olhos imitaram, pequenininhos enquanto sorriam junto com a boca do garoto.
— Você promete? — estendeu o mindinho para ela, que riu, torcendo o próprio mindinho ao dele.
— Prometo. — murmurou — Desde que você prometa fazer um pedido melhor quando chegar a hora — retrucou e ele riu, concordando com a cabeça.
— Fechado.
E, tanto quanto selavam com seus mindinhos, selaram também com um beijo, o que sabiam em seus corações, que era seu desejo mais profundo: ser, para sempre, um do outro.

FIM

Nota da Autora:
Hey! Nunca me canso de escrever essas ficzinhas mela cueca, né? Perdoem e não desistam de mim :c
Não esqueçam de comentar! Se quiserem deixar um oi pra mim em algum outro lugar, eu tô sempre no twitter como @ybsunlight, ok?
Xx!