You’re perfect to me

You’re perfect to me

Sinopse: Dias chuvosos tornam tudo mais melancólico, profundo e agitado. São em dias assim que precisamos de alguém que nos puxe para a realidade, que nos mostre o quão amado nós somos. E foi assim que ele apareceu para ela naquele dia: Puxando-a de volta para a realidade mais bonita e acolhedora, onde só existia amor e carinho. Onde tudo era calmo.
Gênero: Romance
Classificação: 12
Beta: Rosie Dunne

You are perfect to me

por: Jozi B.

Dias chuvosos tornam tudo muito mais nostálgico, melancólico, do que o normal. Sentimentos ficam aflorados, intensos. Pensamentos que antes ficavam escondidos nas caixinhas da mente saem de dentro e rodopiam em busca de atenção. As lágrimas surgem com mais facilidade, tornando a visão turva e causando um aperto no coração.
Era assim que se sentia naquele momento: com um aperto no coração, pensamentos rodopiando sua mente enquanto sentimentos intensos demais em busca de atenção. Os olhos observavam a chuva que caia do lado de fora. O silêncio no interior do apartamento em nada combinando com o barulho que existia dentro de si.
Dias chuvosos tornavam tudo mais melancólico, intenso. Por isso, não gostava quando chovia. Principalmente, quando estava sozinha e seus pensamentos tomavam conta de si, sempre acompanhados da incerteza.
Os dedos apertaram a xícara branca que tinha em mãos, e que guardava o chocolate quente que fez para si. Suspirou, olhando a chuva cair e molhar tudo que tocava. Um vento fraco balançava a folhagem das árvores, e o sentiria se tivesse deixado à janela aberta, mas o vento traria a água da chuva e molharia o interior do apartamento.
Afastou-se da janela para ir até o sofá, deixou a xícara no vidro da mesinha de centro. Deitou no estofado, puxando uma almofada para debaixo da sua cabeça e outra para ficar em seus braços. Para abraçá-la. Dali continuou observando a chuva cair, pedindo que as horas passassem depressa.
Dias de chuva deixavam tudo mais melancólico, intenso.
nunca tivera muitos bons exemplos em sua família. Na verdade, nunca teve nem um bom exemplo em sua família. Pelo menos, não no quesito relacionamento. As mulheres que conhecia se envolveram com homens ruins o suficiente para deixar alguns traumas nelas, até mesmo em . Não que algum deles tivesse encostado a mão em ou feito com que ela se sentisse assediada de alguma forma, é claro que não. Isso seria baixo demais até para eles. Mas, todos eles foram ruins com as mulheres que se relacionavam, e que conhecia e amava.
Ela lembra perfeitamente de cada relacionamento fracassado que viu em sua família. Do que ouviu das mulheres que foram agredidas física ou verbalmente. Lembra-se dos choros que assistiu, das lágrimas tão salgadas que molhavam o rosto daquelas que tinha como um exemplo e amava tanto. Viu quando as mulheres de sua família caíram por homens e tiveram de se erguer sozinhas – algumas ainda estavam nesse processo, o da superação. lembra perfeitamente de ver as mulheres de sua família sendo tratadas como objetos. E por muitas vezes se questionou o porquê de elas não saírem daqueles relacionamentos, porque não se livrarem daqueles homens e viverem em paz… só foi entender que tudo era mais complexo do que simplesmente ir embora quando entendeu que todos aqueles relacionamentos eram abusivos. E que um relacionamento abusivo é uma queda em que é difícil encontrar o fio do paraquedas para puxar e ficar seguro, em paz.
já tinha recebidos diversos elogios sobre sua memória, sobre conseguir se lembrar de tudo e não esquecer nada. Mas, eram em momentos como aquele que ela desejava não ter uma memória tão boa assim. Queria poder esquecer tantas coisas… Inclusive, de todos aqueles homens e relacionamentos que acompanhou de perto. Homens e relacionamentos que criaram uma muralha em . Um medo de encontrar no caminho da vida um homem como aqueles para si, de ter um relacionamento como as mulheres de sua família tiveram e ainda tem. Medo de se tornar refém dos gritos, tapas, humilhações e das traições. Medo de ficar refém do próprio medo. Medo de temer a própria vida.
Foi esse medo e todas essas lembranças que ajudaram com que não entrasse em um relacionamento. Ela ficava com uns aqui e ali, quando queria e sentia desejo, mas nada que durasse mais do que dois dias. Não era fácil viver daquele jeito; saindo da vida de todos que cruzava o seu caminho em busca de algo a mais. Queria ser diferente, conseguir se envolver e deixar ver até onde tudo daria, mas… Não conseguia. Ficar dentro do seu muro de proteção era tão mais fácil, não causava dor e nem a fazia chorar. Bom, na verdade, aquele muro não permitia que outras pessoas causassem dor e a fizessem chorar. Porque chorou sozinha no escuro do seu quarto algumas vezes, pedindo coragem para viver um relacionamento.
Era angustiante não conseguir se jogar de cabeça em um relacionamento quando era tão devota do amor. Mas, era isso: era devota do amor, não de toda a violência que vivenciou ao longo de sua vida. Violência mascarada de amor.
Mexeu-se incomodada no sofá, passando os dedos no rosto e só então notando que as lágrimas tinham molhado sua pele. Levantou do sofá de uma vez, jogando a almofada para o lado e seguindo em direção à suíte no final do corredor. Deitou na cama sem nem fechar a porta, puxou a coberta para cima do seu corpo e fechou os olhos. Abraçando o travesseiro que ficava ao lado do jeito, afundando seu rosto no tecido macio da fronha que tinha um cheiro tão bom. Um perfume maravilhoso. Respirou fundo, inalando aquele perfume que estava tão fraco. Apertou o travesseiro fofinho, o abraçou mais um pouco e, mais uma vez, pediu que as horas passassem depressa.
E dessa vez, como nas tantas outras vezes em que chovia e aqueles pensamentos pediam por sua atenção, pediu também que pudesse sonhar com algo bom. Alguém melhor que todos aqueles homens que conhecia. Que pudesse, pelo menos no mundo dos sonhos, viver um amor. Um amor sem dor, gritos, tapas, humilhações e traições. Que fosse capaz de ser feliz. E, que, enquanto estivesse sonhando, as horas passassem devagar. Porque não queria voltar para a realidade nem tão cedo.

*
despertava aos poucos, sentindo toques leves em seu rosto que a fez se encolher na cama e agarrar ainda mais o travesseiro que não tinha soltado em momento algum de seu sono. , o dono da mão que acariciava devagar e com leveza o rosto da namorada e que vez ou outra colocava para trás alguns fios do cabelo dela, sorriu observando a cena. E querendo despertá-la ainda mais, querendo acordá-la, ele aproximou seus rostos e começou uma sessão infinita de beijos por toda a pele facial da garota que estivesse ao seu alcance.
– Cheguei – murmurou com os lábios encostados na bochecha de , deixando um beijo no local e avançando para a pálpebra ainda fechada. – Amor, acorda – pediu mais uma vez, afastando um pouco seus rostos quando a viu se mexer e abrir os olhos devagar.
sorriu observando a cena que era acordando; a viu piscar algumas vezes, coçar o olho e suspirar antes de sorrir ao vê-lo ali, na sua frente. O travesseiro com o perfume, já fraco, de foi esquecido quando se jogou nos braços do próprio. O cantor riu da namorada, recebendo-a em seus braços com tanto amor e proteção que arrancou dela um suspiro de alívio ao sentir os braços dele ao seu redor.
acabou deitando na cama, com as costas no colchão e a namorada em cima de si, o nariz de tocando seu pescoço, enquanto seus braços a apertava.
não foi a única a fechar aos olhos enquanto era abraçava, também fechou os seus. Sentira saudades da namorada, muita. Sair em turnê era bom, afinal, era quando ele fazia o que amava e fazia de melhor em sua vida. Mas, a parte ruim era à distância. Era ficar longe de , e levar alguns dias para reencontrá-la, meses em alguns casos. Mensagens, chamadas de vídeo ou de voz não eram o bastante para amenizar a saudade que sentiam um do outro, nem as visitas rápidas que fazia a cidade que estivesse. A saudade era muita e doía. Três anos de namoro e ainda não tinham se acostumado a ficar longe um do outro, e, pelo visto, jamais se acostumariam.
– Você disse que só viria amanhã a noite – ela murmurou, com o rosto ainda no pescoço do namorado, sentindo o perfume dele. Reabastecendo suas forças que eram recarregadas quando estava por perto, bem perto.
– Surpresa – murmurou de volta, rindo baixo e esquecendo o cansaço das tantas horas de viagem de avião quando ouviu e sentiu rir contra sua pele, apertando-a um pouco mais. – O evento de amanhã foi cancelado por problemas com o contratante. – suspirou, dessa vez decepcionado, não queria ter deixado os fãs na mão. Mas algumas coisas estavam além de seu alcance, infelizmente, como aqueles contratantes irresponsáveis que não cumpriram com sua parte do contrato.
– Sinto muito – deixou um beijo na pele de , levantando o rosto para observá-lo pela primeira vez desde sua chegada.
Admirou cada pequeno detalhe do rosto do namorado, detalhes que tanto amava. O rosto completamente de era uma das coisas que ela mais gostava de observar, e jamais se cansaria disso. Os olhos pequenos, os lábios tão bem desenhados clarinhos sem o protetor labial com cor que o cantor usava quando estava em atividades com o grupo, o nariz fino, as sobrancelhas grossas e a pintinha existente em uma das bochechas. Observou também o cabelo pintado de castanho claro, passou os dedos entre os fios e sentiu a maciez.
deixou um beijo em cima da pintinha da bochecha, e sorriu.
Ele moveu seus rostos devagar, roçando as pontas de seus narizes antes de deixar um beijo nos lábios de . Já tinham passado e superado a parte de não se beijarem após acordar, o relacionamento que tinham era íntimo e muito além de qualquer frescura ou detalhe que era ignorado diante do amor que sentiam.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntou quando a sentiu se encolher ainda mais, parando os selares, olhando atento e preocupado para o rosto da namorada que ainda de olhos fechados, negou. – Tem certeza? – quis garantir, sabendo que aquela seria a deixa para que lhe contasse o que tinha acontecido. Porque sabia; alguma coisa tinha acontecido. Ele só precisava saber o que era para cuidar de e juntos resolverem. – Então olha para mim. – pediu e quando ela o obedeceu, sentiu seu coração apertar ao vê-la com os olhos brilhando demais e formando um biquinho nos lábios. – Amor…
– ‘Tá tudo bem. – Respirou fundo, tentando fugir do olhar do namorado e não conseguindo. sempre a prendia em si, sempre. Chegava a ser bobo a forma com que se tornara tão refém dele logo assim que se conheceram. – Está chovendo, alguns pensamentos tomaram minha mente e…
– Amor…
virou os dois na cama, deixando deitada no colchão e ele cima dela, usando seus braços como apoio para não colocar seu peso em cima da namorada. Deixando que um de seus braços suportasse seu peso quando precisou da outra mão para limpar as lágrimas que molhavam o rosto de . E quando viu a garota fechar os olhos diante de seus toques, deixou beijos no rosto dela, aproximando seus corpos, encostando-os, fazendo carinho na cabeça e no rosto de com as mãos.
– Tá tudo bem. – garantiu, encostando seus lábios na pele macia de que assentiu mesmo que ainda sentisse um aperto em seu peito. Ter consigo a acalmava, mas os pensamentos sobre os relacionamentos fracassados das mulheres de sua família a fazia sentir medo. sentia medo de que fosse apenas um sonho, fruto de sua imaginação. Ela tinha medo de terminar vivendo um relacionamento de merda como as mulheres de sua família. – Eu estou aqui, e nada e ninguém vai encostar em você, eu prometo – beijou a testa dela, reforçando sua promessa, depois beijou a ponta do nariz e por último os lábios. – Quer conversar sobre? – perguntou, os lábios encostando aos de que negou. – O que você quer, hm?
– Você – respondeu.
Aquela resposta de tinha tantos significados. Porque ela queria , claro que sim. Queria os toques dele, os beijos e o olhar. Queria que ele continuasse ali, em cima dela, usando seu corpo como cabana que a protegia do mundo lá fora. Queria que ele continuasse a olhando daquele jeito, com tanto carinho e amor. Queria que ele a amasse. E, principalmente, queria que ele não fosse embora. Que não fosse um sonho.
era uma das pessoas que mais conhecia no mundo, além das melhores amigas dela. Mas, eram jeitos diferentes, ainda assim, ambos intensos e verdadeiros. Assim como o amor que sentia pelos três, eram diferentes, mas intensos e verdadeiros. E por ser uma das pessoas que mais a conhecia no mundo, e saber o que cada gesto, olhar e palavra de significavam – mesmo quando ela tentava lhe esconder a verdade diante de algum problema –, entendera o que ela queria com aquela resposta.
Uma palavra. E sabia exatamente do que precisava.
Ela precisava que ele a amasse. Precisava que o amor de tirasse da mente de os pensamentos negativos, ruins. Precisava que os toques dele fizessem com que ela se sentisse amada, querida, protegida, guardada. Precisava que a voz dele a lembrasse de cada pequena coisa que ele amava nela.
E se ela precisava, faria.
– Eu amo você – sussurrou tão baixinho que se tivesse outra pessoa no quarto não ouviria, mas ouviu e foi o bastante. Olhou nos olhos dela por alguns segundos, alcançando a mão dela que ficava pequena quando próxima a sua, virou o rosto para observar os dedos entrelaçando, e o acompanhou. apertou suas mãos sem muita força, apenas dando à namorada a garantia de que ele estava ali com e para ela. – Eu sou seu, amor. E não vou a lugar algum. – confessou e prometeu, virando o rosto para encará-la, seus olhos se encontraram e se olharam por alguns segundos antes que de deixar um selar nos lábios de . Antes que ambos fechassem os olhos ao que seus lábios se entreabrissem para que suas línguas se tocassem, e um beijo melhor tivesse inicio.
E se o clima frio da cidade, a chuva e o vento, deixava tudo muito melancólico e intenso, provocando em um aperto no coração, fazendo pensamentos rodopiar sua mente e sentimentos ficarem em busca de sua atenção, dentro daquele quarto, deixava tudo mais calmo, gentil, protetor e quente.
acalmava os pensamentos de , fazendo-os parar de rodopiar sua mente e irem para o lugar de onde não deveriam ter saído, com seus beijos e sussurros. A gentileza em seus toques não permitiam que ela sentisse outra coisa senão um choque gostoso por onde os dedos do cantor passavam, tocavam. Os beijos dados em todo o corpo de , as mãos e o corpo de no de não permitiam que qualquer outro sentimento tivesse a atenção dela, senão o amor. a amava quando a tocava, beijava, esbarrava e roçava seus corpos. Ele era calmaria quando dizia o quanto a amava e prometia que jamais a deixaria.
era gentileza quando dizia cada pequena e grande coisa que amava em , qualidades ou defeitos. Manias ou cismas. Gestos ou pensamentos. Deus, ele a amava tanto. Amava cada pequena coisa nela. E era esse amor que aquecia o corpo de , desde os dedos dos pés até os cabelos da cabeça, passando por todo seu corpo e arrepiando os pequenos fios. Aquecendo cada pequena parte de seu corpo. era amada por que não cansava disso; de amá-la. Por que nunca pararia de amá-la, porque o amor que sentia por , era o bastante para essa vida e tantas outras.
A chuva caiu durante todo tempo que amou cada pequena parte de , a fez se sentir amada.
Pingos fracos de água caiam do céu quando deixou em cima do peitoral do namorado, abraçou o cantor pela cintura e fechou os olhos. deixou um beijo na testa dela, continuando seus carinhos, fazendo cafuné na namorada até que ela caísse no sono, e ele logo depois. O vento ainda bagunçava a folhagem das árvores, causando uma pequena bagunça lá fora, enquanto dentro daquele quarto que cheirava a amor, tudo estava perfeitamente organizado e limpo. Calmo.

*
acordou quando a chuva já tinha parado por completo e o vento não soprava tão forte lá fora. O quarto sendo iluminado pela claridade que vinha das janelas que estavam fechadas, mas, tinham as cortinas abertas. Virou para o outro lado da cama de casal e suspirou quando se deparou com o vazio. Fechou os olhos por alguns segundos, lágrimas querendo tomar conta de sua visão, pensamentos começando a voltar a sua mente quando o barulho de água caindo do chuveiro chamou sua atenção.
Levantou um pouco apressada da cama, amarrou os cabelos com o elástico preto que não tirava do pulso, no curto caminho da cama até o banheiro que tinha no quarto, transformando-o em uma suíte. A porta não estava aberta e nem completamente fechada, e por isso concluiu que estava tudo bem abrir.
– Amor. – se virou de dentro do boxe que tinha a porta de vidro, sorrindo quando viu a namorada parada ali. A água morna do chuveiro molhava o corpo do cantor, dos cabelos até os pés. – Vem? Acabei de entrar – convidou, e piscou para ela que sorriu e quase deixou as lágrimas molharem seu rosto mais uma vez. Dessa vez, de felicidade.
entrou no boxe e beijou o namorado que primeiro se assustou, mas depois sorriu e a beijou de volta.
– Eu amo você – confessou contra a boca dele. – Obrigada por ser perfeito pra mim.
– Não – negou, vendo quando o olhou, confusa, e sorriu. – Você que é perfeita para mim, em cada pequena coisa.
não teve chance de respondê-lo, de negar, porque avançou na direção dos frascos de xampu e disse que lavaria o cabelo dela. Mas, ela não concordava com ele. Ele que era perfeito para ela, não o contrário.
Afinal, quem tinha aparecido e quebrado as barreiras de . Tirando dela todos os traumas e pensamentos ruins que os outros homens que fez parte de sua família causaram nela. Ele quem apareceu como um anjo, e não o contrário. Ele quem a entendia perfeitamente e fazia com que ela se sentisse amada. Era com ele que sonhava quando pedia por um homem decente em sua vida, e era com ele que ela continuava a sonhar quando pensamentos ruins tomavam sua mente. Era a definição do que sempre quis para si. Era ele, a personificação do encaixe perfeito que sempre buscou. E não o contrário.
Bem, isso era o que ela pensava… Porque para , sempre foi o que ele sempre buscou em sua vida. Era ela a realização dos sonhos dele, o objetivo alcançado. Era ela a dona de seus sorrisos mais verdadeiros e largos. Era nela que ele sempre pensava quando estava longe, e que sempre ficava feliz por completo ao tê-la por perto. Era ela que o conhecia por inteiro e, ainda assim, o amava. Fora que , um dia, quando era mais novo e conversava sobre amor com seu pai, definiu. Mesmo ainda sem conhecê-la. Era ela que o fazia sentir o mundo girar devagar, com graça e amor. Então, ela que era perfeita para ele e não o contrário.
Mas, o que nenhum dos dois enxergava enquanto ficavam naquela briguinha boba e adorável de “é você”, é que um era perfeito para o outro. Um era o que faltava no outro, a tal peça do quebra-cabeça. O encaixe perfeito. e foram feitos um para o outro; para , e para .
Eles não sabiam, mas seus nomes estavam escritos no livro marrom do destino, da vida, com a tinta vermelha do amor. Um amor perfeito. Um amor sem dor, mentiras, traumas, erros e separações. Um amor que só era vivido por casais compostos por pessoas que foram feitas uma para a outra. Por pessoas perfeitas uma para a outra.

FIM.

06 de março de 2020.