Chosen Blood – The Veredict

Chosen Blood – The Veredict

Sinopse: Quando uma perda é mais dolorosa que seu coração pode aguentar, tudo muda. E foi uma perda que fez com que o coração da jovem Malfoy se partisse em mais pedaços do que ela podia contar, pela primeira vez na vida.
A perda faz com que suas crenças no Lorde das trevas sejam postas em dúvida e em meio ao seu momento de questionamentos novas mãos se estendem em sua direção, mostrando a ela que a mais caminhos que podem ser seguidos do que os que ela achou conhecer.
Agora uma decisão deve ser tomada: luz ou trevas? O que ela sempre achou ser seu destino ou um novo caminho que ela mesma construiria?
Quando uma perda é mais dolorosa que seu coração pode aguentar, tudo muda. Para o bem, ou para o mal.
Fandom: Harry Potter
Gênero: Romance, Fantasia e Aventura
Classificação: 18 anos
Restrição: Está é segunda parte da fanfic Chosen Blood. Apenas o primeiro nome da pp e sua coruja são interativos. Os principais são Fred Wesley e Harry Potter.
Beta: Sharpay Evans

Capítulos:

Prólogo
Lealdade. Apesar de considerá-la superestimada, essa sempre foi a palavra mais enaltecida e, quem sabe, a favorita entre os Malfoy. Minha família.
O seu conceito sempre foi muito claro para mim.
Tive o privilégio de entender que lealdade não é uma condição, mas sim um comportamento característico, pessoal e particular. O único problema é que, infelizmente, não somos uma família acostumada a conversar sobre até que ponto devemos ser leais, ou melhor dizendo, por quem devemos ser.
Talvez, a palavra correta para isso seja lealdade cega.
E desde de pequena, tornou-se evidente a mim que nós Malfoys, somos uma família complicada e o sangue-puro sempre definiria o elo que tínhamos. Dessa forma, se alguma coisa era questionada ou contrariada – inclusive a lealdade – as respostas eram sempre as mesmas: “Não pense nisso…”, “Não questione…”, “Não fale para não atrair…”. As duas últimas, sempre pronunciadas por Abraxas. O patriarca Malfoy, ou, meu tão complicado avô.
Por esse motivo, sem se dar conta, um bruxo podia muito bem repetir as ações boas e as ruins de seus antepassados. Nossa família, vivia dentro desse looping , ele não poderia ser questionado, por ninguém.
Isso não foi diferente para mim.
E agora, o ciclo de lealdade familiar e as diretrizes de meus antepassados estarão sempre ligadas a mim.
Sou Eileen Malfoy. Filha de Severo Snape e Katrina Malfoy.
E antes que me esqueça, uma comensal da morte.

ϟϟϟ

A mansão dos Malfoy estava movimentada naquela manhã quando desceu a cozinha em busca de algo para comer. Se contentou com uma fruta e refez o caminho até seu quarto. Enquanto caminhava olhares eram deixados sobre a jovem Malfoy que agora, semanas depois do ocorrido no torneio tribruxo, parecia mais impenetrável que jamais parecera.
Os olhares de agora eram duros para qualquer um que ousasse a olhar e todos tinham a breve impressão de que a qualquer momento a jovem poderia lançar uma maldição da morte em quem quer que fosse.
Como poderia uma garotinha colocar medo, mesmo que secretamente, em tantos outros comensais já de mais idade? Ninguém sabia explicar.
Quando alcançou o topo das escadas que davam ao corredor de seu quarto o primeiro olhar que pousou sobre si foi de seu primo, Draco.
Há semanas ele tentava falar com , porém, suas tentativas eram todas vãs, já que a garota não parecia disposta a se abrir sobre o que ocorreu, apenas fingir que não havia acontecido nada.
Fato era que a jovem Malfoy sentia um misto de coisas que não sabia explicar. Desde que conseguia se lembrar fora ensinada que servir ao Lorde das Trevas sem questionar, era o certo a se fazer, e havia feito isso por muito tempo, porém depois da morte de Diggory, se pegava em questionamentos sobre o bruxo a quem servia.
se questionava se era apenas uma peça manipulável em uma espécie de jogo de Voldemort, e ao mesmo tempo que tinha esse questionamento, o mandava embora porque sempre lembrava da voz firme de Lucio dizendo “O Lorde das Trevas sabe o que faz e não deve ser questionado, ”.
Sem dar chances a Draco de se aproximar, a garota seguiu para o quarto fechando a porta atrás de si e tomando espaço em sua cama.
se agitava na gaiola que mantivera fechada por dias e, ao encarar a coruja por alguns instantes, ela se levantou abrindo a porta de metal.
— Suma daqui! – Ordenou se virando de costas e voltando a cama. A janela do quarto estava aberta, então a coruja poderia facilmente deixar o quarto, porém o que fez foi voar até a cabeceira da cama da garota a encarando de modo atento. — O que foi? Eu não tenho biscoitos para você, pare de ser uma preguiçosa e vá caçar sua comida. – O tom mal humorado não espantou a coruja, apenas a fez alçar voo para, então, pousar ao lado de , a bicando por um momento com cuidado. não era o tipo de coruja de carinhos, porém depois de anos uma ao lado da outra, a ave sabia bem quando não estava em seus melhores dias. E aquela simples bicada a fez esboçar um mínimo sorriso — Pode ir caçar. – Foi tudo que disse, agora em tom um pouco mais brando e com uma última olhada para ela, bateu as asas deixando o quarto em um voo elegante.

Capítulo I – Uma visita a Little Whinging.

Agosto sempre havia sido o mês favorito de . Mas diferentemente dos outros anos, esse não havia motivo para celebrar. Era evidente de que muitas coisas haviam mudado na vida da garota e a comemoração de seu aniversário não lhe atraía como antes, pelo contrário, aquilo lhe parecia demasiadamente superestimado.
A mudança em seu comportamento havia sido nítida até para pessoas que não estavam mais tão presente em sua vida, como Krum, que mesmo longe sentia a alteração em sua personalidade quando se comunicavam.
Draco também havia percebido que “horas livres” já não existiam mais no calendário da prima, uma vez que todo seu tempo era dedicado ao Lorde das Trevas e aos outros comensais. Percebeu também que os companheiros do Lorde ainda não se sentiam confortáveis com a presença da prima e até mesmo sua tia Bellatrix Lestrange “agora livre” tinha desafeto pela garota, mas ele tinha certeza que aquilo era recíproco. Pois na primeira vez em que Lestrange ousou provocá-la, não pensou duas vezes antes de usar a maldição cruciatus nela.
Voldemort não interviu.
E o fato era que já não era a mesma.
Naquela tarde, aproveitando a oportunidade de estarem sozinhos na mansão e a apenas algumas horas da garota completar mais um ano de vida, foi que Draco decidiu não ceder mais ao afastamento da prima e resolveu procurá-la para, de uma vez por todas, conversarem. Afinal, logo voltariam para Hogwarts e teriam de conviver quer ela gostasse ou não e mesmo se ela não precisasse mais dele, ele precisava dela.
Antes que pudesse se pôr de pé, um grito ensurdecedor acompanhado de um estalo alto e ressonante soou do quarto ao lado. Agilmente, Draco levantou-se e com a varinha em mãos, correu em direção ao quarto de .
— Mas o que diabos aconteceu aqui, ? – Draco parou subitamente ao chegar no outro cômodo. Olhou ao redor e encostou-se ofegante sobre o batente da porta do quarto. Devido a adrenalina da corrida até o local, mal se deu conta do clima gélido do lugar, além disso a cena em que via em sua frente era demasiadamente estranha.
— Não está óbvio? As malditas janelas velhas estouraram de vez. – Respondeu sentada sobre sua cama. Draco olhou ao redor e viu fragmentos de vidro por todo o quarto. O vento gélido vinha de todas as direções e as grandes janelas perfeitas que davam visão ao jardim da mansão, agora se resumiam a estilhaços.
O que mais impressionava Draco era a expressão ainda impassível no rosto de , como se a explosão já fosse esperada.
Sem pedir permissão, ele caminhou com o vidro estalando debaixo de seus pés.
— Não chegue perto! – Advertiu e Draco não deixou de notar o resquício, mesmo que mínimo, de preocupação em seu tom.
— Está tudo bem. – Draco garantiu continuando a se aproximar e tomou o espaço ao lado da prima. Houve um silêncio que perdurou por longos minutos. Draco havia pensado tanto no quanto queria falar com a prima, mas sequer pensou no que dizer a ela e naquele momento ali, sentado a seu lado, imaginou que talvez dizer algo não fosse necessário. Encarou ela melhor e um mínimo sorriso lhe surgiu. Estava tão preocupado a princípio que sequer havia notado que os fios longos haviam dado lugar a fios curtos que emolduravam bem seu rosto — Cortou o cabelo. – Comentou baixo, batendo de leve em uma mecha e apesar de ela não dizer nada, havia uma leveza no clima entre eles, mesmo que pequena.
Porém, ao bater nos fios, pouco mais abaixo, Draco notou um líquido vermelho escorrer próximo a testa da garota. Os dedos quase que automaticamente se direcionaram até a área com certa cautela.
… – Não houve tempo de terminar a lamentação, já que o barulho de uma discussão preencheu a casa. As vozes conhecidas eram de Lúcio e Snape. se colocou de pé seguindo pelo corredor até o alto das escadas, parando para ouvir o que acontecia. Draco a seguiu discretamente.
— Quantas vezes preciso lhe dizer que não deveria fazer parte desse mundo, Lúcio? – A voz do pai foi a primeira que ela ouviu, e de seu modo, parecia furioso — As minhas escolhas e de Katrina, não são as dela. – No andar de baixo o sorriso irônico de Lúcio era claro.
— Está dizendo que servir ao Lorde das Trevas não é o que você quer para a sua filha? – O questionamento vinha como um tipo de desafio que sequer fez Snape vacilar. — Porque eu sei que é o que minha irmã iria querer para ela. – A certeza em seu tom fez o sangue de Snape ferver. Frequentemente, Lucio falava de Katrina como se o que ela poderia querer para a filha fosse mais importante do que o que ele mesmo queria. Como se Lúcio tivesse esquecido o que a própria irmã fez. E Snape estava cansado de ceder.
— Você sabe muito bem o que Katrina iria querer para , porém existe algo que você não deve se esquecer… – O tom de Snape era preciso como poucas vezes qualquer um tivera escutado. Chegava a ser ameaçador. — Eu sou o pai dela, e mais do que qualquer achismo seu sobre Katrina e suas vontades, o que eu julgo ser o melhor para ela é o que deve contar em primeiro lugar, Lucio. – O nome do tio de sua filha deixou a boca de Snape como quem cita um inseto do qual se deve ter nojo. E de algum modo, era assim que Severo via o irmão de sua falecida esposa.
— Ora, seu…
— Já chega! – A voz de irrompeu pela sala antes que o tio pudesse dizer qualquer outra coisa e ambos se viraram para encarar a menina que terminava de descer as escadas de maneira determinada. — Já está mais que claro que qualquer decisão tomada em relação a mim mesma, é minha e de mais ninguém. – O tom de se assemelhava ao do pai de tão preciso e certo, e a junção aos olhos negros que pareciam cruéis demais para alguém de sua idade, a fazia parecer completamente impassível. — E honestamente espero não ter de ouvir tais discussões ridículas novamente. Sabemos que nenhum dos dois pode opinar sobre as decisões que tomo. – E, dizendo aquilo, puxou a varinha, sem dar tempo a protestos e aparatou para o primeiro lugar onde pensou que realmente queria ir naquele momento.
— Vocês precisam ver uma coisa. – Foi a única coisa que Draco conseguiu pronunciar após o desaparecimento da prima.

ϟϟϟ

Era uma tarde calma na rua dos Alfeneiros. Pelo menos até o momento em que aparatou no meio de um quarto mal iluminado, não fosse pela luz do sol que entrava pela janela. Encarou o lugar que era muito menor que seu quarto na mansão dos Malfoy. Uma gaiola vazia repousava em um canto e imaginou que Potter tivesse libertado sua coruja. O malão estava ali, fechado e pronto, como se ele esperasse partir em breve. Mas antes que tomasse qualquer atitude, resolveu dar um jeito no corte feito pelo toque de estilhaço em sua testa.
Episkey – foi sussurrando o feitiço até que pôde ouvir meio que ao longe uma agitação e tratou de se apressar até a porta encontrando então a escada que dava acesso ao andar de baixo.
— Que diabos você está pretendendo com isso, moleque? – Por um pequeno espaço na escada, conseguiu ver na sala de estar, próximo a janela um homem corpulento que cobria por inteiro quem quer que estivesse a sua frente. A garota não era a simpatia em pessoa, mas aquele homem? Aquele homem havia ganhado seu desafeto em dois segundos
— Pretendo com o quê? – A voz que o respondeu era conhecida. Era Potter e ela sabia. Não havia como negar. Se movendo um pouco conseguiu ver o resquício do cabelo escuro do garoto junto aos óculos redondos que sempre usava. Estava na casa certa afinal.
— Fazer um barulho desses como se fosse um tiro de partida do lado de fora da nossa…
— Não fui eu que fiz o barulho. — Harry se apressou em se defender e então notou uma mulher com a cara vermelha como um pimentão se juntar ao homem na janela.
Notou que a discussão iria além do que esperava ali e então se apressou em descer as escadas em silêncio e procurar uma forma de deixar a casa sem ser notada.
Porém, assim que tomou o corredor ouviu passos pesados vindos da cozinha e se apressou em abrir uma porta pequena embaixo da escada. Era um armário.
Os passos pesados passaram pela porta e a discussão se estendia, mesmo que agora não pudesse a ouvir com clareza.
Lumos. sussurrou e agitou a varinha fazendo com que um feixe de luz iluminasse seu campo de visão. Curiosa, ela se virou meio encurvada analisando o lugar onde estava.
Não havia nada por ali além de algumas pastas velhas e casacos empoeirados. Quando se virou novamente, algo chamou a atenção da garota.
Junto a um tipo de calendário, gravado na madeira estavam as iniciais HP. sabia que eram as iniciais de Harry, mas o que faziam em um armário embaixo de uma escada?
Antes que pudesse pensar muito sobre aquilo, a voz irritante do homem irrompeu em frente à porta fazendo agitar a varinha depressa sussurrando Nox bem baixinho e, então, tudo se tornou escuro de novo.
— Estou dizendo, Petunia, deveríamos mandá-lo ir embora. Gente como ele deveria ser proibida de viver no nosso meio. – não sabia exatamente o que ele queria dizer, mas era capaz de sentir o sangue ferver de tanto que o homem a irritava.
— Deveríamos Valter, mas e se aquele gigante barbudo aparecer de novo e fizer nascer um rabo de porco em Duda outra vez? – quis rir. Não fazia ideia de quem falavam, mas a ideia de um trouxa com um rabo de porco andando por aí, lhe soara como a melhor pegadinha de todos os tempos.
As vozes se afastaram e então, quando julgou seguro abriu a porta do armário analisando o lugar e se dirigindo a uma porta no fim do corredor que lhe deu visão para a rua.
Olhou para os lados e muitos metros à sua frente viu Potter caminhar apressado. Quando o rapaz se virou olhando para trás, quase não conseguiu se abaixar a tempo de se esconder.
Precisava falar com Potter, porém e se ele a visse e fugisse?
Decidiu então segui-lo por onde quer que ele fosse e assim que tivesse a oportunidade de falar com ele, sem que o amedrontasse, falaria. se esgueirava por entre carros e arbustos toda vez que Harry fazia menção de se virar, mas não demorou muito para que o garoto finalmente pulasse um portão fechado e então parasse, fazendo deduzir que havia chego no local que queria. Olhou ao redor e percebeu se tratar de um parque para crianças trouxas.
Sabia o que era, pois havia se lembrado das vezes em que Narcisa levava ela e Draco durante as tardes quentes para brincar. Escondeu-se sobre um arbusto e viu Harry se sentar sobre um balanço um tanto velho e enferrujado, por um instante até pensou que ele não suportaria o peso do bruxo, mas, percebeu estar errada. Ficou alguns minutos observando o garoto resmungar para si mesmo e aquilo era uma característica estranha que ela já havia visto Harry ter, mas aquilo não era importante agora já que aquele era o momento perfeito. pensou e sem demonstrar algum receio, saiu do esconderijo e foi em direção a Harry, que por estar de costas para ela e imerso em seus próprios pensamentos, mal percebeu quando sentou ao seu lado.
— Você é um tanto difícil de acompanhar, Potter – Harry assustou-se, virando para o lado. Apenas naquele momento havia percebido a aproximação da garota, mas não era o fato de não ter notado alguém sentando ao seu lado que o surpreendera e sim de quem se tratava. Não via a garota a meses e dentre todas as pessoas, colegas e amigos de Hogwarts que gostaria de encontrar, jamais pensou que seria a primeira. Automaticamente, sentiu seu estômago embrulhar. Não tivera oportunidade de falar com a garota desde a morte do Diggory e vê-la ali, era de certa forma desconfortável, mas também, curioso.
Afinal, o que estava fazendo naquele lugar? Foi aí que notou o corte do cabelo, mas observando a postura e olhar da garota, tinha certeza que não era só aquilo que havia mudado nela.
— O que faz aqui? – Tentou soar o mais calmo possível, mas , ainda assim, podia notar certa ansiedade em sua voz.
— Queria apenas começar dizendo que os trouxas com quem mora são bem desagradáveis. – não queria realmente falar sobre os Dursley, apenas deixar Harry ciente de que quem provocara o barulho em sua casa havia sido ela.
— O estampido, foi você… – Harry a olhou incrédulo e apenas balançou a cabeça em sinal de afirmação. — Aposto que uma visita à casa de trouxas, não é o que te trouxe aqui.
— Com certeza não. Teria escolhido trouxas mais agradáveis se fosse o caso. – riu sem humor e ajeitou-se sobre o banco tentando permanecer de frente a Harry. — Na verdade, gostaria de conversar com você sobre Cedrico. Não é bem uma conversa para ser sincera, seria mais como um questionamento.
Ao ouvir as palavras proferidas pela a Malfoy, imagens da noite em que esteve no cemitério pairaram sobre a cabeça de Harry. E de certa forma, sabia que uma hora ou outra, ela viria até ele para saber o que de fato aconteceu com Cedrico.
Estava prestes a contar sobre a volta de Voldemort, sobre como Cedrico havia morrido sobre as mãos de Pettigrew e pelas ordens do Lord das Trevas, mas passos vindos em suas direções tomaram a atenção de Potter e a visão desagradável de Duda e seus amigos fizeram Harry respirar fundo. não precisou nem de um segundo para perceber a semelhança e reconhecer o garoto. As feições lembravam os trouxas na casa de Potter e podia apostar que era filho deles.
— Arrumou uma namorada, Potter? – encarou Harry e o viu ficar vermelho de vergonha por um momento. — Me diga, ela sabe que você fica chorando a noite que nem um bebezão? Como era mesmo? “Vem me ajudar, papai! Mamãe, vem me ajudar! Ele matou Cedrico! Papai, me ajude! Ele vai…” Quem é Cedrico afinal? Seu namorado da escola de esquisitos? Deve ser tão estranho quanto você. – sentiu a raiva lhe subir por todo o corpo. Quem aquele trouxa achava que era para falar daquele modo de Cedrico? Porém, antes que ela pudesse fazer algo, Harry se colocou de pé em um ímpeto e brandindo sua varinha, ele a apontou para o coração do garoto. — Não aponte essa coisa para mim. – O tom que tentava ser corajoso, era na verdade trêmulo e assustado.
— Está com medo de um graveto, Duda? – Um dos outros trouxas que o acompanhavam soltou em meio a um riso desacreditado.
— Sim Duda, está com medo de um graveto? – foi quem questionou em pura zombaria sorrindo de modo desafiador para o garoto que arregalou os olhos.
— Ela é… Ela é… – Foi tudo que ele disse parecendo não conseguir dizer a palavra bruxa.
— Nunca mais volte a falar nisso, – rosnou Harry, algo em seu jeito, a raiva que emanava de sua voz, pareceu extremamente familiar a – está me entendendo? – Harry apertava a varinha cada vez mais forte sobre o garoto gorducho e foi aí que percebeu, foi o olhar de Harry que denunciou. Ele estava agindo exatamente como ela. — VOCÊ ME ENTENDEU?
Antes que pudesse intervir, alguma coisa acontecera na noite. O azul anil e estrelado do céu noturno de repente ficou negro e sem luz – as estrelas, a lua, os lampiões enevoados em cada extremo da travessa haviam desaparecido. O ronco distante dos carros e o murmúrio das árvores haviam desaparecido. A tepidez da noite de repente se transformou em um frio cortante. Eles se viram envolvidos por uma escuridão silenciosa, impenetrável e total.
Por uma fração de segundo, pensou que Harry ou até mesmo ela, involuntariamente, tivesse feito alguma magia, mas algo lhe dizia não se tratar daquilo. E de repente, um frio intenso tão familiar para Harry e se instalou no local, arrepiando todos os pelos do corpo dos dois bruxos. Havia alguma coisa na travessa além deles, alguma coisa que respirava em arquejos roucos e secos. Ao ouvir aquilo, os amigos trouxas de Duda, saíram correndo, deixando-o sozinho.
— Q-que é que vocês fizeram? – Duda perguntou amedrontado. E antes que pudesse responder foi que Harry os viu.
— Corram! – Apesar de considerar impossível eles estarem ali em Little Whinging, Harry decidiu agir rápido. Segurou a mão de e empurrou Duda para sair do transe e correr.
As pernas de pareciam apenas seguir Potter, mesmo sem a garota saber ao certo o que estava ali.
— Potter, o que está…?
— Dementadores. – Foi tudo que Potter disse sabendo que a teimosia da garota a faria parar caso não dissesse e sem parar foi que olhou sob o ombro brevemente vendo apenas o borrão negro no céu e Duda correndo atrás deles.
Harry puxou até chegarem próximo a um túnel e torcendo que fosse uma escapatória e Duda estava ao encalço dos dois. Ali houve um momento de silêncio no qual Harry acreditou terem escapado, fazendo que seu coração aliviasse no peito. Porém os dementadores eram tão ágeis quanto Potter se lembrara e, rapidamente, o que antes era um abrigo, se tornou uma armadilha. Estavam encurralados. Harry olhou para o lado do túnel em que entraram e lá estavam eles, dementadores em sua forma sombria.
Por instinto, se colocou em frente a e Duda que não parava de tremer.
, pegue a varinha, depressa! – Exclamou Harry ansiosamente brandindo a sua em mãos. Mas, quando olhou para trás, impressionou-se ao ver a garota andar em direção aos dementadores, como se estivesse hipnotizada.
ouvia os murmúrios agonizantes das criaturas, porém diferente de Potter ou Duda, aquilo soava a ela muito mais familiar que assustador e por isso, seu corpo parecia ter a necessidade de seguir na direção das criaturas.
! – Harry a chamou notando a aproximação rápida dos dementadores. Porém o que menos esperava aconteceu. Um deles apenas passou direto pela garota. Quase como se ela sequer existisse. Harry se questionou se em meio a todos aqueles dias malucos e imerso em pensamentos sobre seus conhecidos, não havia apenas imaginado a jovem Malfoy ali, porém constatou que não porque Duda também a havia visto. Então, se não era um sonho, como era possível que não a afetassem?
Preso em seus pensamentos e perplexo demais para notar qualquer coisa que fosse, Harry não percebeu quando um dos dementadores estava perto demais para que pudesse empurrá-lo contra a parede do túnel e a sensação familiar de seu corpo sendo preenchido por medo o atingisse.
Viu Duda seguir correndo para a outra ponta do túnel e ser pego por um dementador antes que pudesse fugir de fato. ainda parecia imersa em seu transe e Harry se perguntou o que estava acontecendo com a garota afinal. Tentou alcançar sua varinha que repousava no chão onde Harry a havia deixado cair ao ser surpreendido pelo dementador, porém parecia muito mais longe do que de fato estava.
! – A chamou com a voz falha e ela sequer se moveu — ! – Tornou a chamar, a garota parecia presa em seja lá o que fosse aquele transe — ! – O apelido deixou a garganta de Harry quase como uma súplica.
Apenas uma pessoa a chamava assim até então, e foi aquilo que a fez acordar e se virar apenas para encontrar Potter, quase agonizando e pedindo por ajuda.
— A varinha. – Ele apontou com os dedos o objeto no chão e a encarou ainda sem saber ao certo o que fazer. Levou alguns segundos, e um novo contato do dementador em Potter para que ela entendesse e seguisse até Harry pegando a varinha do garoto do chão.
Porém ao se colocar de pé com ela em mãos encarou a criatura com mais atenção.
O grito que ela soltou foi para como uma lembrança. Uma lembrança muito mais antiga que qualquer outra que a garota se recordava de ter. Não sabia se era real, ou um sonho que há muito tivera, mas não teve mais tempo de divagar sobre aquilo, pois Potter, em um momento de maior lucidez, conseguiu pegar sua varinha das mãos da garota.
Expecto patronum! – Foi o feitiço que deixou os lábios de Potter de modo dificultoso e então um enorme veado de prata irrompeu da ponta de sua varinha. A galhada do animal atingiu o dementador na parte do corpo em que deveria estar o coração.
E no mesmo instante, sentiu o corpo fraquejar e uma dor excruciante lhe atingiu, pouco antes de sua visão se tornar escura e ela perder os sentidos.

continua.
N/A: Eu juro solenemente não fazer nada de bom
Olá bruxinhas, como vocês estão?
Confesso que os acontecimentos passados me deixaram um pouco abalada, mas, me sinto extremamente contente por estar começando um novo ciclo com vocês.
Agora vamos lá: O destino de nossa está cada vez mais próximo e depois de uma perda tão grande, o que será que acontecerá com a nossa pp?
Posso lhes adiantar que muitas emoções vêm por ai e espero continuar com vocês ao meu lado.
A questão é…
Estão gostando?
Logo haverá att e muita coisa para teorizar!

Espero respostas nos comentários, enquanto isso, vou indo, tem alguém vindo aí…

Se cuidem e até breve.

Malfeito, feito”

Capítulo II Uma surpresa do passado

Da fresta da janela daquele pequeno quarto, emanava o vento gélido que ia de encontro certeiro às maçãs do rosto da garota inconsciente. O sol crepuscular ganhava vida à medida que o dia ia, aos poucos, perdendo o lugar para a noite e então, não demorou muito para que o corpo da garota voltasse a sentir os vestígios de vida. Quando finalmente começou a recobrar os sentidos, ainda tinha a sensação de que seu corpo inteiro estava paralisado, mas a dor que sentia antes não era nem de longe a mesma de quando a escuridão tomou conta de si.
No lugar da dor, apenas a fragilidade havia ficado e, então, se sentiu imersa em um sonho, mas daqueles que se categoriza pesadelo, pois naquele momento, seu corpo inteiro exalava a sensação de impotência e, ainda de olhos fechados, era como se estivesse perdida, vagando sozinha entre a escuridão sem espaço para haver uma saída, era apenas o breu. E então, ela o ouviu. Harry
Mas por que teria que ser justamente Potter? Não seria mais correto que fosse Diggory? Oh sim, Diggory. Era sobre ele. Ele era o real motivo de estar ali, fosse qual fosse o lugar que estivesse. Havia morrido? Seria o mais provável. Mas se houvesse morrido, não estava no paraíso. Não se permanecesse ali, sozinha, sem Cedrico.
No fim das contas, não saberia dizer onde esteve, porque a voz de Harry soou novamente em seus ouvidos, só que dessa vez, a voz estava mais distante. Imediatamente, sentiu seu corpo livre e começou a tentar movê-lo. Comece devagar, . Pensou e então permitiu-se abrir os olhos apenas para afirmar o que já sabia.
Estava deitada no quarto de Harry Potter.
A Malfoy percebeu que o quarto era certamente o menor cômodo da casa e ele de longe lhe trazia o aconchego que seu quarto na mansão Malfoy dava. Arriscou a dizer que, talvez, até seu aposento em Durmstrang era mais aconchegante que aquele e foi aí que se perguntou como Potter conseguia ficar tanto tempo ali daquela forma, como aguentava passar as férias trancado em um quarto daqueles? Ainda assim, algo lhe dizia que os trouxas da casa eram bem pior que o próprio quarto.
Quando percebeu que podia se movimentar, sentou-se sobre a cama e seus olhos foram atraídos para a gaiola sobre uma bancada próxima a janela semiaberta. Ela estava vazia, mas ainda assim, não dificultou que a Malfoy soubesse exatamente quem vivia ali. Edwiges. Como se soubesse que a garota lhe procurava, a coruja adentrou no quarto pelo espaço aberto da janela que mostrava que já havia escurecido, naquele mesmo instante, pousando sobre o ombro da garota.
— Quanto tempo, ein? – Falou de forma fraca. — Desculpe, mas estou sem biscoitos hoje. Mas se te deixa melhor, não admitiria, mas tenho certeza que sente a sua falta. Ele anda mais mal humorado que o normal, sabe? Nesses últimos dias.
Edwiges piou e beliscou carinhosamente a orelha de que se sentia incrivelmente melhor do que antes. A dor havia passado, mas as perguntas que a cercavam ainda estavam vívidas na mente da garota, pois afinal, o que havia acontecido para atingi-la daquela forma?
As respostas teriam que ficar para depois, já que se deslizou para fora da cama ficando de pé assim que ouviu uma mistura confusa de vozes que transbordavam do andar de baixo. A garota apanhou uma varinha sobre a mesa de cabeceira, possivelmente a de Harry, já que não fazia ideia do paradeiro da sua. E escutando com máxima atenção, ficou de frente para a porta do quarto na esperança de esclarecer o que ouvia, mas antes que pudesse abrir a porta, essa se abriu repentinamente e ela sobressaltou para trás.
— Por Merlim, Potter, eu podia tê-lo matado! – A garota exclamou abaixando a varinha ao ver quem era.
— Desculpe, Aquilo novamente? O Potter pensava? — Pensei que ainda estivesse desacordada. Como você se sente?
— Eu estou bem, Harry, mas precis… – queria perguntar quanto tempo estava ali, o que de fato aconteceu e o mais importante: perguntaria aquilo que a havia movido até ali, porém, foi interrompida antes disso.
inclinou a cabeça para verificar melhor as pessoas que ainda não haviam entrado ao quarto de Harry
— Por que estamos todos parados na porta, mesmo? – A voz que interrompeu era feminina. — E quem é você?
A Malfoy olhou de Harry para a outra bruxa e da bruxa para os outros atrás dela. Ela parecia a mais jovem do grupo; tinha um rosto pálido, olhos escuros e cintilantes e cabelos curtos e espetados na cor roxo berrante. Atrás dela havia mais duas pessoas e uma delas, conhecia bem, ou pelo menos fingiu que sim.
— Professor Moody? – Perguntou hesitante, tentando transparecer mais neutra o possível, como se aquela imagem não a fizesse lembrar da perda que ela achou que nunca superaria.
— Vocês realmente devem parar de me chamar assim. Nunca cheguei a ensinar muito tempo, não é mesmo? – A voz rouca deixou nauseada e mesmo que ela soubesse que não se tratava da mesma pessoa, ainda assim, se sentia mal. Sentiu as pernas fraquejarem e o equilíbrio falhar. Harry observou-a e agiu rápido, a segurando pela cintura no exato instante em que ela cambaleou.
— Você precisa ir com calma, . – Harry advertiu ainda a segurando. Moody encarou-os por algum momento tentando imaginar porque Harry não havia contado sobre a garota na carta e nem como o ministério não sabia de sua existia. Mas, antes que pudesse decidir o que fazer, uma terceira voz, ligeiramente rouca, se fez presente no quarto.
— Harry, dê isso para ela – virou a cabeça em direção da voz com um pouco de dificuldade e viu Harry pegar um pedaço que ela julgou ser chocolate. — Fará bem a ela, pelo o que você contou, ela teve contato direto com os dementadores.
pegou o pedaço de chocolate da mão de Harry e mordiscou.
— Obrigada. – Agradeceu sem deixar de demonstrar sua curiosidade em saber quem eram aquelas outras duas pessoas, ou melhor, o que todas elas faziam ali. — Eu sou Eileen Malfoy e suponho que vocês seriam?
Harry mordeu o lábio com a reação dos bruxos ao ouvirem o sobrenome da garota. Harry havia omitido quem era e mencionado apenas que precisavam buscá-la antes de irem. Até o momento, sabiam apenas que uma colega de Hogwarts estava se recuperando ali.
Soube que agira certo quando percebeu que Olho-tonto Moody observava , desconfiado, apertando os olhos díspares.
— A filha prodígio de Severo e Katrina? – Moody perguntou e Harry viu tanto Tonks quanto Lupin se surpreenderem ao concordar de cabeça da garota.
— Bem, não há dúvidas, não é? Ele é a cara da Katrina. – Lupin começou a analisar a garota. — Exceto pelos olhos. Os olhos são os mesmo que o do ranhoso.
gargalhou.
— Você é um maroto. – Falou com desdém e Harry avermelhou-se ao lembrar da última vez que teve contato com um dos marotos. — E se meu pai me informou bem, deve ser o licantropo, correto? – correu seus olhos para as cicatrizes e aparência cansada de Lupin, voltando seu olhar para Harry. — Pensei que sua decadência se limitava apenas no pulguento do Black. Pelo menos esse aqui, me parece ser mais suportável.
— Harry, como ela sabe de Sírius? – Lupin perguntou demonstrando surpresa e evitando o comportamento da garota, mas antes que Harry pudesse responder, interrompeu.
— Se está deduzindo que somos amigos do tipo que um conta segredos para o outro, está deduzindo errado. Não somos amigos. – Ao ouvir as palavras proferidas pela Malfoy, Harry franziu o cenho. Não era como se esperasse algum apreço de , ainda mais após a noite da morte de Cedrico. Mas ainda assim, as palavras o alfinetaram em cheio e instantaneamente ele se lembrou do olhar da garota, assim como de seu desespero. Ela não estava errada em não considerá-lo um amigo, na verdade, se ela nunca mais quisesse falar com ele, Harry entenderia, afinal, não conseguiu salvar Diggory. — O garoto aqui manteve o bico fechado. Na verdade, conheci o Sirius de uma forma nada convencional. Tivemos um encontro nada amigável no ano passado, quando ele me acusou de ter roubado o vestido que ganhei da minha madrinha. – Rolou os olhos e se voltou para Harry. — Ah Harry, a propósito, parece que sou tão da família quanto imaginamos, já que sua mãe é minha misteriosa madrinha. Você sabia?
Harry congelou. Do que raios estava falando? Sua mãe era sua madrinha? Como era possível?
— Acho que os dementadores a pegaram de vez. – Harry respondeu. — Está delirando.
— Receio que não, Harry. – A voz de Lupin irrompeu. — Há uma vaga lembrança em minha cabeça de ouvir Lily e James discutindo sobre isso um certo dia.
O coração do garoto deu um salto. Agora Harry se encontrava tão tonto quanto .
— Admirável, não é? – provocou. — Bem, era isso que eu vinha conversar com você. – Mentiu. Harry a encarou e apesar de estar confuso com a descoberta repentina, ele soube o que o olhar da garota significava. Não queria que soubessem sobre Diggory. — Mas, bem, os sanguessugas apareceram, não é?
— Isso é certamente insano, . Quero dizer, foi por isso que naquela noite, Sirius a confundiu com a minha mãe, você realmente estava usando o vestido dela. Mas como isso é possível?
— Eu também não sei, Harry. Meu pai teve a brilhante ideia de me poupar os detalhes. – respondeu dando de ombros. — Aliás, vejo que a minha esperança de que você soubesse mais sobre isso está perdida também, não é?
, fui pego de surpresa tanto quanto você. – Harry respondeu com sinceridade.
— Tanto faz, Harry. Só espero que não pense que devo algo a você por isso. – estava irritada com os olhares sobre si e mais irritada ainda por ter que tocar naquele assunto em específico para se livrar de outro.
— Eu não disse isso. – Harry retrucou. — Quem sabe devesse ter deixado você naquele túnel gelado ao invés de tê-la trago pra casa e para a minha cama.
— Está falando daquele desconforto ali? – provocou apontado para cama de Harry. — Francamente, Potter, é por isso que você anda todo desengonçado por Hogwarts. Até minha cama em Durmstrang era mais confortável do que essa.
— Perdoe-me se nem todos nasceram com o privilégio de morar em uma mansão, Malfoy.
— Cof cof. – Moody fez-se presente. — Desculpem interromper o momento casal aí, mas acho que não temos muito tempo para isso, certo?
— Tempo para o que? – retrucou.
— Precisamos ir com eles, . – Harry respondeu e a Malfoy franziu o cenho.
— Obrigada, Harry, mas dispenso ir em qualquer lugar com pessoas que mal conheço. – Falou séria. Não temia por sua vida, tão pouco achava que aqueles bruxos a levariam para algum lugar perigoso, ainda assim, não era nem de longe ingênua e sabia que eles também não eram. Se ficasse muito tempo à mercê deles, desconfiariam de algo e logo tomariam ciência de sua real identidade: a de uma comensal da morte. — Além disso, Draco deve estar enlouquecendo meu pai e meu tio com o meu sumiço.
— Ainda assim, precisamos de você. – Lupin irrompeu.
— Devo perguntar por que? – Ironizou.
— Harry está sendo julgado por executar o feitiço do patrono. Foi expulso de Hogwarts. – Agora foi a vez da bruxa de cabelos coloridos falar.
— Isso é ridículo. – enfureceu-se e Harry segurou a mão que continha sua varinha. Conhecia o temperamento da garota. — O que raios estavam pensando quando ordenaram isso? Harry nos salvou e tenho certeza que aquele gorducho simpático não aguentaria por tanto tempo se ele não tivesse feito!
exclamou incrédula e todos a olharam.
— Você está certa e é isso que queremos provar no ministério. – Moody respondeu. — Por esse motivo precisamos que venha conosco.
— Eu posso me comprometer em aparecer no Ministério. Mas eu preciso de verdade ir para casa agora. – respondeu tirando pela primeira vez, os braços de Harry em sua cintura. Não sabia como não havia se sentido desconfortável até aquele momento. — Harry, você sabe onde está minha varinha?
Como se alguma lembrança ruim tornasse a voltar na cabeça de Harry, ele coçou sua nuca e pôs a mão dentro do bolso da calça, recolhendo um objeto partido. arregalou quando reconheceu o que era.
, eu sinto muito. Acho que você deixou cair quando estávamos fugindo e pisou nela enquanto o dementador a pegava… – Harry explicou e o rosto de se contorceu como se ela houvesse comido algo azedo ou escolhido um feijãozinho com sabor de cera de ouvido.
— Que grandíssima merda. – Foi apenas o que conseguiu responder. Aquela varinha não tinha uma utilidade tão grandiosa para a garota, na verdade, havia muito mais valor sentimental nela, afinal, era a varinha de sua mãe. — Parece que terei que ir até Wiltshire com os meios convencionais dos trouxas.
— Está maluca? – Harry disparou. — Você mal se recuperou, . Não pode estar pensando em sair por aí sozinha!
— Tudo bem, Harry. Eu posso levá-la até a mansão – Tonks respondeu e recebeu uma olhada surpresa de todos. Menos de , seu olhar demonstrava desconfiança. — Você já aparatou alguma vez?
— Mais do que imagina. – Respondeu. — Podemos ir?
— Agora mesmo. – Tonks respondeu segurando o braço de . A Malfoy deu uma última olhada para Harry ao qual ele tinha certeza que dizia muitas coisas. — Vejo vocês em breve.
Dito isso, as duas desaparataram, deixando o restante de bruxos no quarto, certamente confusos.

ϟϟϟ

Apesar de terem parado ao portão de entrada, tinha certeza que o estalo poderia ser facilmente ouvido por alguém que estivesse dentro da mansão.
— Obrigada. – agradeceu a bruxa de cabelos coloridos enquanto ajeitava suas vestes. Ficou pensando por alguns segundos se teria problemas com a garota ali, mas agradeceu quando a viu se ajeitar para ir embora e então, sem muitas palavras de despedida, começou a marchar até o portão.
— Sabe, – A voz de Tonks irrompeu fazendo parar os passos e olhar para trás. — apesar do que você falou mais cedo, sobre Harry e você não serem amigos… – ela começou e franziu o cenho. — Tive a impressão de que são mais parecidos do que pensam. Me parecem ser próximos e creio que um tem um grande apreço pelo outro, não é?
mordeu o lábio e apesar de saber que aquele pensamento era insano, algo na maneira convicta que a outra bruxa falava a deixou desconfortável e odiava se sentir na defensiva;
— É apenas uma impressão. – respondeu e Tonks balançou a cabeça rindo. Algo na jovem Malfoy lembrava de si mesma. — Até mais.
A Malfoy sorriu e recebeu um aceno de cabeça em troca. Após ver Tonks desaparatar, adentrou a mansão que estava mais silenciosa do que o momento em que ela a havia deixado. Ela subiu as escadas se sentindo exausta e foi direto de encontro ao seu quarto e não se surpreendeu ao encontrá-lo intacto e com as janelas já concertadas.
Aquilo não havia nem de longe a surpreendido, tão pouco a pessoa presente em seu quarto.
— Fez um grande estrago nesse quarto, minha criança. – A voz que não havia perdido o aspecto sibilante vinha de Voldemort, que estava parado frente à janela olhando para os jardins do lado de fora.
não se sentiu amedrontada, na verdade, ultimamente a única coisa que a garota sentia era raiva crescer dentro de si e nem mesmo Lorde das Trevas escapava disso.
— Não tive a intenção. – Ela respondeu sem muito ânimo e se direcionou a sua cama, sentando-se na ponta desta, de frente para Voldemort. — Onde estão todos?
— Alguns em reunião e outros estão executando minhas ordens. – Voldemort sorriu. — Deveria aprender um pouco com eles.
sorriu irônica.
— É, eu deveria, mas descumpri-las me parece mais atrativo. – Falou com sinceridade e Voldemort gargalhou.
— Suponho que esse pensamento foi o motivo pelo qual saiu de sua casa sem avisar ninguém onde iria, estou certo? – concordou com a cabeça sem muito gosto. — De fato, surpreendente e um tanto quanto insolente, criança. Apenas me diga, quem lhe autorizou a ir até Harry Potter para perguntar sobre o garoto Diggory?
A forma como Lorde das Trevas se referia a Cedrico a deixa irritada e ela tinha certeza que aquilo era proposital, só não sabia o motivo daquilo.
— Ninguém. E isso não faz diferença, não é mesmo? – Provocou e viu Lorde das Trevas fixar seu olhar nela, como se esperasse algo a mais e de fato, ela tinha. — Eu posso fazer perguntas a quem eu quiser quando o que me dizem são coisas sem sentido. – Rebateu. — Não sou mais nenhuma criança, milorde.
— Receio que Rabicho já tenha lhe explicado o que aconteceu de fato naquela noite, não é? – Voldemort questionou e voltou a se recordar das palavras do Pettigrew, dizendo que por interferência de Harry, Diggory foi acertado pôr, o que era para ser, uma maldição da morte lançada para Potter.
No início, escolheu acreditar naquilo.
Um pouco dessa escolha estava voltado a lembrança de ver Harry vivo sobre o corpo imóvel de Cedrico. Odiar Harry por ter salvo Cedrico, assim como culpá-lo, era muito mais fácil do que ir contra Voldemort ou culpar a si mesma por não ter sido forte o suficiente para salvá-lo. Mas, no fim das contas, com o passar do tempo e a falta de diálogo sobre aquilo fez se questionar até que ponto havia veracidade naquele fato.
— Que seja. – Respondeu com raiva. — Isso ainda não muda o fato de eu ter minhas dúvidas acerca de Rabicho e tudo o que ele fala.
— Criança, vê-la duvidar de seus colegas, me faz lembrar cada vez mais…
— Eu sei e não precisa continuar. Você não é a primeira pessoa que diz isso hoje, digo, que eu lembro minha mãe.
— Não me referia a Katrina. Na verdade, estava referindo-me a mim mesmo. – franziu o cenho. O que era aquilo agora? — Sempre incapaz de seguir as regras que me eram impostas. Sempre em busca de minhas próprias respostas para tudo. – O sorriso que se formou no rosto de Voldemort fez sentir um arrepio lhe subir a espinha, como um presságio de que algo ruim estava por vir — Crucio. – E foi com aquele feitiço que ele se direcionou a jovem Malfoy. A dor se espalhando por todo o corpo de uma única vez a fez gemer em dor. — Porém, deve se lembrar que eu não sou tão paciente quanto meus professores, e que não vou apenas te dizer que não pode fazer algo. – Ele se aproximou devagar enquanto os gemidos de preenchiam o espaço. — Se Rabicho lhe disse as circunstâncias acerca da morte do jovem lufano, é porque eu mandei que o fizesse. A história que lhe foi contada é a história que precisa saber e ponto final. Por acaso está duvidando de seu milorde, ? – A garota rangeu os dentes olhando o Lorde das Trevas com o que poderia ser descrito apenas como raiva. Uma raiva que ela controlava, porque sabia que não deveria questioná-lo. Não devia duvidar dele. A palavra de Voldemort era a que valia. Mas, então, por que não conseguia apenas acreditar nele? — Eu já te dei muitos avisos, criança. Mais do que a qualquer outro. E minha paciência está se esgotando. – Os olhos fixos aos dela passavam exatamente o que era dito. Impaciência. Mas também havia mais algo ali. Receio. Receio que não estava desacostumada a ver nos olhos dele quando a torturava.
A varinha de Voldemort foi guardada ao passo que sentia seu corpo livre da dor que a pouco minutos parecia prestes a engolir a garota por inteiro. Mal conseguiu manter o corpo sobre as próprias pernas, cedendo a ir de encontro ao chão, apoiada sobre as próprias mãos enquanto puxava o ar com força tentando fazer com que os resquícios de dor se esvaíssem. Sem sucesso.
— Sou um milorde misericordioso com quem merece, . – As palavras eram soltas até com um resquício de deboche e apenas sentiu seu peito se encher em ira.
Pensou em Cedrico. Em como o garoto gentil sorria ou parecia sempre disposto a ajudar. Em como sem questionar, entregou sua lealdade a . Como foi leal a ela até o fim. Em como não conseguiu salvá-lo de um fim ao qual ele não merecia. Um fim injusto.
Misericórdia era uma palavra que não definia Voldemort, ela sabia. E foi com aquela certeza que percebeu.
Durante o período de tempo que esteve na presença do Lorde das Trevas viu servos serem mortos por muito menos. Comensais eram executados a mando dele por pequenos questionamentos. Eram torturados por apenas terem receio em seus olhares. Trouxas foram mortos ou torturados apenas por escutarem o que não deviam. Bruxos eram mortos por estarem no lugar errado e na hora errada. Então, se por tão pouco outros pagavam com suas vidas, por que com ela era diferente? Por que era sempre poupada por sua insolência e desobediência?
Por que sempre que era castigada por Voldemort, havia resquícios de um receio sem explicações em seu olhar?
Voldemort não era misericordioso, quem dirá tinha algum apego emocional a ela. Não. Voldemort apenas protegia seus próprios interesses. E , assim como todos os outros que o serviam, sabia bem que ela era a mais protegida entre seus servos. Então, como se uma venda lhe fosse tirada ela percebeu com clareza.
Uma risada amarga nasceu e preencheu o cômodo, tomando a atenção de Voldemort, que a encarou apenas para vê-la ainda ao chão tomando forças para se colocar de pé. As pernas tremiam, mas isso não impediu de se apoiar na parede antes de encarar o bruxo das trevas à sua frente.
— O que há de tão engraçado, jovem Malfoy? – O Lorde das Trevas a questionou com o mesmo olhar impassível que sempre tinha. Morto.
— Você não vai me matar. – Ela fazia questão de manter o sorriso sem humor nos lábios. — Não vai, porque você precisa de mim. – O olhar de Voldemort vacilou por um instante. Um milésimo de segundo que podia muito bem passar despercebido. Mas não passou, não para ela.
Por minutos, ambos apenas se mantiveram parados no cômodo, um a frente do outro. A respiração de dificultosa. Voldemort impassível como sempre era. Ali tudo parecia a ponto de uma explosão. Como se o tic tac de uma bomba soasse anunciando que a contagem estava próxima a um fim.
Quando o primeiro passo do Lorde das Trevas foi dado, apertou as mãos em punhos, cravando as unhas nas próprias palmas. Não tinha uma varinha. Não tinha como iniciar um duelo. E de que adiantaria? Ele a venceria, ela sabia. Podia ser habilidosa, mas não subestimava o bruxo a sua frente.
— Precisa se lembrar, . – Foram as primeiras palavras que cortaram o ar como uma navalha bem afiada — Amor é uma fraqueza. Uma fraqueza a qual eu não tenho, mas você sim. – O corpo pálido parou em frente a garota, a olhando de cima, com superioridade no olhar — Seu pai, seus tios, o jovem senhor Krum, Draco. Até mesmo sua estúpida coruja. Todos seus pontos de fraqueza. – engoliu em seco e aquilo foi para Voldemort o que precisava: a certeza que a havia atingido. — Existem muito mais formas de se torturar alguém do que já te ensinei, . Formas muito mais dolorosas. – Um sorriso sádico tomou forma em seu rosto e apertou ainda mais suas mãos. — Espero que eu não seja questionado outra vez. – E dizendo aquilo foi que Voldemort a deixou.
Agora sozinha, respirou fundo algumas vezes para controlar a onda de sentimentos que a dominavam por inteiro. Raiva, medo, receio, alivio e curiosidade. Dentre todas elas a que mais lhe tomava espaço era a última. Porque agora sabia que sim, Voldemort precisava dela. Mas por quê?

ϟϟϟ

Já fazia trinta minutos que ocupava o balcão da frente da Olivaras. A frente dela, caixas e mais caixas de varinha se encontravam, deixando clara a tentativa frustrada de encontrar uma nova varinha para si.
Senhor Olivaras era atencioso em procurar com cuidado entre suas caixas por uma varinha que atendesse a jovem Malfoy. Porém nem mesmo os anos de conhecimento do especialista pareciam suficientes naquele momento.
— Aqui, tente essa senhorita. – Uma nova caixa estava aberta. Ali uma varinha se encontrava. — Madeira de Acácia com núcleo de coração de dragão, doze centímetros e meio, e bastante flexível. – Explicou e a tomou em mãos. Balançou a mesma apenas para ver um feixe de luz a deixar de modo descontrolado batendo por todos os cantos da loja quase atingindo o senhor Olivaras em cheio.
— Desculpe. – Pediu devolvendo a varinha a caixa e suspirando em frustração. — Senhor Olivaras, acho que vou para casa e volto outro dia. Meu humor não está muito bom ultimamente e deve ser isso. – Inventou uma desculpa qualquer porque estava frustrada e cansada de tanto procurar por uma nova varinha.
— Tudo bem, senhorita Malfoy. Caso encontre algo que ache que pode servir para você, mando uma coruja informando, sim? – sorriu agradecida. O homem realmente havia tentado ajudá-la.
— Obrigada senhor. Tenha um bom dia. – E acenando foi que deixou a loja. Observou o beco que naquele dia parecia muito menos movimentado e decidida seguiu em direção a uma loja antiga de livros. Queria encontrar algo novo para ler e distrair a cabeça.
Porém, antes de alcançar a porta sentiu alguém puxar seu casaco e se virou apenas para encontrar um garotinho. Estava todo sujo e com roupas velhas, apesar disso ele sorria. Não devia ter mais que dez anos e os olhos eram grandes e curiosos.
— Pois não? – questionou no tom mais gentil que conseguia e o menino tirou do bolso um pergaminho.
— Você é Mal-foy? – As palavras deixavam sua boca com certa dificuldade e sorriu um pouco.
— Sim. – O menino estendeu o pergaminho a ela.
— Um moço pediu para te entregar. – franziu o cenho encarando o papel e então ao seu redor em busca de alguém que os observasse, mas não encontrou ninguém.
— Quem? – Ela questionou já pegando o papel e ele apenas deu de ombros, indicando que não diria. Antes de abrir o papel, enfiou as mãos no bolsos pegando dali alguns galeos e o estendendo para o garoto — Toma. Compre algo para comer. – O menino arregalou os olhos para a moeda brilhante e sorriu para .
— Obrigado. – Sem esperar por resposta, ele correu, deixando sozinha na porta da loja.
Ali ela abriu o papel e encontrou uma caligrafia relaxada, quase ilegível.

Me encontre na travessa do tranco. No número 3109.
— M.A.
— M.A.? – sussurrou para si mesma olhando de novo ao seu redor sem notar ninguém que parecia lhe dar atenção por ali. Por algum tempo pensou em quem pudesse ser. Vasculhou sua mente em busca de quem poderia assinar com aquelas iniciais e apenas um nome lhe veio à mente. Mas não poderia ser, afinal estava longe dali. Muito longe. Mas então, quem mais seria?
Se entregando por completo a curiosidade, ela deixou a loja de livros e seguiu o caminho até a travessa já conhecida. Conforme andava, notava alguns bruxos mal encarados a observando, mas pouco se importava.
Quando parou em frente ao número indicado observou por um momento a porta de madeira escura e velha. Acima, percebeu haver uma janela que estava fechada por pedaços de madeira pregados de maneira irregular.
Era idiotice de sua parte bater ali, sem qualquer forma de se proteger, porém acreditava que pudesse ser realmente ele. E com aquela crença foi que bateu a porta, deixando que o barulho ecoasse por todo o canto.
Não demorou a escutar passos dentro da construção para então ouvir o ranger da porta se abrir.
Apesar da pouca luz reconheceu o homem a sua frente e um sorriso se formou em seus lábios.
— Gostei do corte de cabelo, jovem Eileen. – Não podia acreditar em quem via, afinal, já fazia tanto tempo e por um instante, a Malfoy chegou a duvidar se o que estava vendo era uma real ou não.
— Professor Max! – A garota venceu os passos entre eles e abraçou Maximillian Axel. Já fazia mais de um ano em que não o via e estar em sua presença, na presença de alguém que lhe acompanhou e protegeu durante três anos, fez o dia da garota melhorar — O que faz aqui?
— Cumprindo a promessa de protegê-la, não é óbvio? – Ele respondeu quando desfizeram o abraço — Venha, entre. Tenho algo para você. – Ele abriu espaço e adentrou o local pouco iluminado.
— Para mim? – esperou que ele indicasse o caminho e assim o fez. Subiram por uma escada até o andar de cima que era melhor iluminado. Ali havia uma mesa e alguns poucos móveis. Como se tivesse acabado de chegar ali. — Não deveria estar em Durmstrang, professor? – Max sorriu.
— Eu estava. Porém meu tempo por lá se esgotou. – Ele encarou brevemente, antes de seguir para o canto do cômodo para mexer em uma bolsa por alguns instantes antes de voltar e tomar um lugar a mesa indicando o outro a que a tomou — Você-sabe-quem está de volta. Sei que sabe disso. – franziu o cenho confusa.
— Sim, mas como você sabe? Até onde sei, essa não é uma informação divulgada. – Maximilliam sorriu deixando a pequena caixa em sua mão sob a mesa.
— Creio que meu meio de comunicação seja o mesmo que o seu, senhorita Eileen. – E declarando aquilo ele ergueu a manga de sua camisa mostrando no braço a marca negra já conhecida por . Porém a surpresa não deixou de se fazer presente, já que não era de conhecimento de que seu professor era um comensal.
— Você?… Mas… – Sequer conseguiu completar a frase, já que estava realmente surpresa com a nova informação.
— Anos atrás, antes de você nascer eu lutei pelo Lorde das Trevas ao lado de seus pais. – Iniciou — Snape sempre foi mais quieto, porém Katrina tinha mais facilidade em socializar. Acabamos indo em algumas missões juntos. Os três. – Ele sorriu de modo nostálgico como quem tem uma lembrança — Em uma dessas missões seu pai acabou por salvar a minha vida e eu fiquei em dívida. – sorriu brevemente sentindo uma ponta de orgulho em seu peito.
— Ele te pediu para cuidar de mim em Durmstrang? – Maximilliam negou com a cabeça.
— Não. Seu pai nunca me pediu para pagar a dívida, na verdade. Porém quando você chegou, não precisei de muito para saber que era filha dele. Os olhos de Severo são bem característico e você os herdou por inteiro. – sorriu desviando o olhar para as próprias mãos — De todo modo, me comprometi a cuidar da filha daquele que salvou minha vida. Só não esperava que Katrina e Snape tivesse gerado uma jovem bruxa tão cativante. – riu.
— Está dizendo isso para alguém que quase explodiu sua sala professor. – O mais velho riu de forma audível.
— Ah, eu sei bem. Me lembro com clareza do dia em questão. Você e o senhor Krum viviam aprontando juntos. – No mesmo instante sentiu uma pontada no peito. Sentia saudade de Krum. Da última vez que se viram, ele estava deixando Hogwarts e sequer se lembrava do que havia feito a ele no labirinto.
— O que tem na caixa? – Ela questionou observando o objeto e Axel sorriu.
— Um presente para você. – Ele empurrou sobre a mesa a caixa de madeira onde runas antigas demais se encontravam.
Desenhos de cobras adornavam os cantos do objeto, junto a detalhes em verde e prateado. As cores de sua casa em Hogwarts. Por um momento sentiu um arrepio percorrer sua espinha antes de remover a tampa da mesma.
Ali dentro uma varinha se encontrava. Era de uma madeira escura e uma pequena cobra se enroscava em sua base. por um momento escutou como o sibilo de uma cobra e olhou ao redor em busca de alguma sem encontrar. Voltou seu olhar para a varinha concentrada no objeto.
— A madeira é um tipo desconhecido de colubrina, o núcleo é de fragmentos do chifre de basilisco, o cumprimento deve ser perfeito para que possa guardá-la em suas vestes de Hogwarts e está desativada até o momento, mas sua ofidioglossia deve resolver isso com facilidade. – Maximilliam explicou mesmo que não o olhasse. A varinha era linda e parecia de algum modo chamar por .
— De quem é essa varinha? – Dessa vez ela encarou o professor que sorriu.
— Agora, é sua. – franziu o cenho.
— Minha? Como sabe que preciso de uma varinha?
— Eu tenho meus meios, jovem Eileen. – Foi tudo que ele disse.
Os olhos de voltaram a varinha e por alguns instantes ela apenas observou os detalhes da mesma. Nunca havia visto nada como aquilo antes. Estava conservada, mas parecia antiga.
— Ela teve outro dono antes de mim. – Anunciou sem ter qualquer dúvida e encarou Maximilliam.
— Como sempre muito inteligente. – O sorriso do professor era orgulhoso.
— De quem ela era, professor?
sabia que havia algo sobre o passado da varinha que tinha em mãos. Não era como as tantas que havia pego em seus mãos na loja do senhor Olivaras. Aquela parecia fazer parte dela de algum modo. De forma que nem sua antiga varinha pareceu fazer.
— Essa á uma varinha especial e creio que não é a primeira vez que você a vê. – Maximilliam se inclinou sobre a mesa, como quem está prestes a contar um segredo — Ela pertenceu a um grande bruxo. Essa é a varinha de Salazar Sonserina.

N/A: Acharam que eu havia esquecido de vocês? NEGATIVO.
Demorou, mais a atualização aconteceu e prometo que agora elas ficaram mais regulares.
Passei por um momento de bloqueio pesado, mas, cá estou eu com uma att quentinha e maior que o normal feita especialmente para vocês.
Espero que estejam gostando dessa nova fase de CB, que a cada capítulo, está recheado de novas pistas e perguntas acerca da vida da nossa Malfoy.
Como vocês viram, um dos personagens de Snow In Durmstrang apareceu nesse capítulo e pra quem não leu SID, só digo uma coisa: corram!
Snow é um spin-off de CB e lá há personagens secundários que irão aparecer ao decorrer das novas fases dessa fic.
Aliás, me digam o que vocês esperaram de CBTV. Será que nossa Malfoy mudará de lado ou permanecerá nas trevas? Bem é “O Veredito” não é?
E sobre o interesse amoroso? Quais são suas apostas, Krum, Draco, Gêmeos???
Me deixem ter overdose do amor de vocês e comentem!
Vejo vocês em breve.

All the love,
G.K