Reckless Serenade

Sinopse: Peregrine Scarborough era conhecida por sua frieza ao capturar bruxos das trevas. Com um currículo de auror impecável, não é surpresa alguma quando ela é chamada para investigar o suposto roubo de um artefato das trevas poderoso no Gringotts, o Banco dos Bruxos.
No entanto, trabalhar com Bill Weasley pode trazer à tona coisas que estavam enterradas, mas seriam essas lembranças o suficiente para que as coisas voltassem a ser como eram antes entre eles?
Fandom: Harry Potter
Gênero: Romance, Suspense
Classificação: 18 anos
Restrição: Apenas a personagem principal é interativa. Bill Weasley é o seu par nessa história.
Beta: Donna Sheridan

Capítulos:

 

PRÓLOGO

Os nós dos dedos de doíam de tanto que ela os apertava. Seus punhos estavam preparados para o ataque que ela sentia que não tardaria para vir. Um deles, carregava sua varinha, o outro, engatilhava um soco. não se lembrava de precisar daquele último recurso uma vez sequer, mas seus instintos de sobrevivência falavam mais alto e esses lhe instigavam a agir como havia aprendido desde pequena. Sempre em estado de alerta para tudo, usando de todos os meios disponíveis para que pudesse se salvar.
Tentava ignorar seus próprios pensamentos, que sussurravam em seus ouvidos todas as coisas que ela mais temia que acontecessem. Seu peito se apertava a cada segundo, seus olhos seguravam lágrimas, então ela se reprimia, engolindo em seco e repetindo mentalmente o mantra que conhecia desde que se entendia por gente.
Silenciosa como uma gata. Esperta como uma raposa. Certeira como uma cobra.
Precisava agir de forma racional, só assim teria alguma chance contra o que lhe aguardava.
, no entanto, nunca havia encontrado tanta dificuldade em ouvir os comandos que seu cérebro esbravejava. Pela primeira vez, ela era apenas emoção.
Uma enxurrada de lembranças tomou conta de sua mente, seus punhos se apertaram ainda mais. Seus batimentos cardíacos triplicaram, mas aquilo não tinha tanto a ver com a adrenalina, mas sim a perspectiva de algo que estava bem diante de seus olhos, porém a garota nunca havia conseguido admitir para si mesma.
Aumentou a frequência de seus passos, esgueirando-se na penumbra, escondendo-se em meio às sombras e aproveitando o disfarce que estas lhe forneciam.
Subitamente, um frio subiu por sua espinha, fazendo com que olhasse para trás antes que o amuleto em seu colar esquentasse, lhe alertando que ela precisava ser mais rápida.
Quando chegou ao único lugar em que a luz se infiltrava com maior intensidade, uma risada ecoou em um tom diabólico que a arrepiou por inteira.
, nós estávamos esperando por você — cantarolou, fazendo com que a garota desistisse de tentar se esconder nas sombras e se aproximasse.
A primeira coisa que identificou foi a silhueta maligna, que ria de suas reações, logo depois percebeu outras ao seu redor, mas ainda não foi a isso que ela se ateve.
Como se um ímã a puxasse, olhou na direção dele, o responsável pela confusão entre razão e emoção, porém não havia tempo para conflitos internos ou certezas recém descobertas.
Um grito de dor ecoou dos lábios da garota ao perceber o estado em que ele se encontrava. Aquele, que sempre se mostrava tão forte. Aquele, que lhe arrancava sorrisos mesmo nos momentos mais estranhos e até mesmo inconvenientes. Aquele, que muitas vezes havia sido sua fortaleza em meio ao caos. Não conseguia aceitar vê-lo daquela forma indefesa, tão frágil, beirando a inconsciência.
— ele conseguiu sussurrar, fazendo o coração dela se aquecer a princípio para logo depois se apertar e um nó se formar em sua garganta.
— Bill — o choro ficou entalado em sua garganta, trazendo um tom esganiçado à sua fala.
— Fuja, . Não deixem que te levem, por favor — disse, com urgência, e a garota sentiu as lágrimas por fim descerem de seus olhos, molhando toda a extensão de suas bochechas.
— Não posso, Bill. Eu prometi que nunca deixaria você — não sabia como livraria ambos daquela situação, mas sentia que morreria por ele, se fosse necessário.
— Que reencontro mais romântico e comovente — o tom de deboche incitou a raiva de , fazendo com que segurasse sua varinha com mais firmeza. — É uma pena que vou ter que acabar com ele — acrescentou.
Os acontecimentos seguintes se transformaram em um completo borrão. Em um instante, esqueceu de tudo, até mesmo de quem era, então se rendeu à imprudência e se lançou naquela batalha, mesmo sabendo da derrota iminente. Seus gritos ecoavam como música aos ouvidos daquela que era a sua maior ameaça. As risadas que recebia em resposta só demonstravam o quanto aquilo era divertido para seus inimigos.
Seu olhar, mais uma vez, seguiu em direção a Bill e o arquejar dele fez com que sentisse uma nova onda de fúria tomar conta de si.
Então, tão subitamente quanto veio, a raiva foi substituída pelo pavor e este veio seguido pelo desespero quando os olhos de distinguiram um lampejo de luz verde.

 

Nota da autora: É isso. Aqui estou eu com meu surto, postando fic de Harry Potter. Espero de coração que vocês gostem!
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Até a próxima.
Ste.

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CAPÍTULO UM — VISÕES

O grito esganiçado cortou o silêncio que pairava no ambiente. Levando as mãos ao peito como se algo tivesse sido brutalmente arrancado dali, os olhos escuros de se arregalaram em meio à penumbra, ardendo quase imediatamente porque lágrimas teimosas insistiam em chegar até eles. Sua respiração estava descompassada e os batimentos absurdamente acelerados enquanto a onda de adrenalina percorria cada uma de suas veias.
Nem percebera que havia se sentado na cama, mas automaticamente ela buscou a varinha no bidê ao seu lado esquerdo, varrendo cada centímetro do cômodo onde se encontrava com um olhar atento, como se esperasse que a qualquer momento encontraria uma sombra parada ao seu lado, espreitando-a, pronta para atacá-la.
Por mais feitiços de proteção que tivesse lançado em sua casa, a cena recente era tão vívida que a mulher ainda conseguia sentir o medo lhe dominando por inteira, sussurrando em seus ouvidos que devia se esconder e se encolher como uma garotinha.
Mas não havia sombra alguma. Aparentemente estava tão sozinha quanto antes, quando se deitou para dormir. Alguns anos como auror no Ministério da Magia lhe ensinaram, no entanto, que não é porque a ameaça não pode ser vista que ela não existe.
Homenum revelio — murmurou por garantia de que, se houvesse alguma presença humana por ali, esta se mostraria naquele exato momento. Precisava se sentir realmente segura.
Quando obteve apenas o som de sua respiração ofegante como resposta, seus ombros contraídos relaxaram mais uma vez, então o ar escapou de seus lábios em um suspiro parcialmente aliviado. deixou seus braços amolecerem um pouco para logo em seguida passar as mãos por seu rosto, pressionando as têmporas a fim de conseguir organizar melhor seus pensamentos.
Estava claro que tudo não havia passado de um pesadelo e todas aquelas reações se deviam ao choque das imagens presenciadas, tão reais que sua mente ficara confusa.
Mas por que havia sonhado com aquilo? Haveria algum motivo oculto ou talvez um propósito? De repente uma espécie de enigma que ela precisava decifrar?
Então a questão que realmente lhe incomodava pairou em sua mente: por que ele estava em seu sonho?
Mordeu o lábio inferior com uma certa força, expulsando de sua cabeça todas as lembranças e divagações que surgiam toda vez que o nome dele era sequer mencionado ao seu subconsciente. Era o melhor a se fazer, mesmo se aquilo lhe custasse entender o significado daquele sonho.
Serviu-se de um generoso copo de água, sorvendo o líquido todo em questão de segundos, espantando-se com a sede repentina que sentia. Era como se estivesse há dias em algum lugar muito quente e naquele momento finalmente pudesse se refrescar.
De fato, tão nítida quanto eram as imagens, também era a sensação de sua pele queimando, parecendo derreter por dentro.
Suspirou mais uma vez.
— Foi apenas um sonho, — disse em voz alta, na esperança de que assim pudesse realmente convencer a si mesma, então voltou a se aconchegar na cama, puxando o edredom até quase cobrir sua cabeça. Fechou os olhos com força, determinada a retomar seu sono, mas de imediato não conseguiu, então ela voltou a abri-los, encarando o teto de seu quarto com suas pálpebras bem abertas.
Por mais que se esforçasse e ela estivesse realmente cansada, seu cérebro simplesmente não conseguia se desligar daqueles pensamentos. Não conseguia manter todas aquelas cenas presas dentro da caixinha que havia criado para guardar tudo a sete chaves. A frustração passou a dominar .
O resultado daquilo foi talvez a pior noite que teve em muito tempo, onde tudo o que conseguia fazer era se virar de um lado para o outro na cama, sem conseguir voltar a fechar os olhos um minuto sequer, até perceber que já não havia mais tempo e ela teria que se levantar para enfrentar mais um dia de trabalho.
quase correu em direção ao banheiro, se lançando embaixo do chuveiro e deixando a água gelada chocar-se contra a sua pele em um arrepio quase prazeroso que percorreu cada centímetro alcançado. Mergulhou a cabeça até quase não conseguir mais respirar, deixando aquela enxurrada fluir junto ao líquido transparente, desejando que aquilo fosse o suficiente para que todos os vestígios daquele sonho fossem embora e ela pudesse se sentir renovada.
Mas então as lembranças a invadiram como sempre faziam quando conseguiam uma brecha, por mínima que fosse.
Cada uma delas era dolorosa demais, como se as feridas ainda estivessem bem abertas e houvessem sido apenas cobertas com um curativo muito mal feito.
Simplesmente odiava quando aquilo acontecia e era tudo culpa daquele maldito sonho.
Mais uma vez, questionou qual era o propósito daquilo. Não era possível que aquilo simplesmente tivesse surgido do nada em sua mente. Era desconfiada demais para acreditar nisso.
apoiou as duas mãos contra a parede onde ficava a torneira do chuveiro, apertando seus olhos e mordendo os lábios com força. Depois de um tempo ela mal sentia a água fria tocando sua pele. Nada era mais torturante do que reviver todas aquelas coisas.
O passado precisava ficar onde pertencia.
Na primeira vez que decretou isso para si mesma, ela sentia como se fosse morrer, como se a mera ideia a sufocasse e fizesse tudo perder o sentido. No entanto, com o passar dos dias, e depois meses, ela foi se acostumando a viver com a dor ali, sempre presente, e havia aprendido a extrair dali toda a sua força e motivação. O que não te mata te fortalece, não era aquele o ditado?
Até que chegou o dia em que conseguiu trancar tudo em uma caixa que só seria aberta quando desejasse. A técnica se mostrou um sucesso para a mulher. Seu trabalho se tornou tudo o que ela tinha e estava feliz e realizada com isso.
Ou era o que pensava até aquele maldito sonho aparecer.
Negou com a cabeça, soltando um grunhido alto e voltando a mergulhar na água fria, inspirando e expirando, forçando a porcaria de caixa a voltar a aparecer.
— Transforme a dor em poder, — murmurou com a voz tremida. — Transforme a dor em poder.
Não soube quanto tempo permaneceu ali, mas saiu daquele transe apenas quando já não se via mais perturbada pelas lembranças.
Com suas energias renovadas, engoliu o choro que ameaçava sair outra vez, respirando fundo ao passar as mãos pelo rosto e desligar o chuveiro. Enrolou-se então na toalha e saiu de dentro do box.
Por sorte, a auror sempre se programava para despertar com antecedência, assim poderia evitar chegar atrasada caso imprevistos como aquele acontecessem.
Caminhou até o quarto e abriu o armário já sabendo exatamente o que vestir. O conjunto negro como a noite já era sua marca registrada entre os colegas de trabalho. Lhe ajudava a se camuflar entre os bruxos das trevas, embora seu rosto não fosse exatamente desconhecido.
era jovem comparada a outros aurores, no entanto, já colecionava cicatrizes na mesma proporção que celas preenchidas em Azkaban.

Transformar a dor em poder havia lhe tornado implacável.

Devidamente vestida, a mulher cobriu as olheiras em seu rosto com a maquiagem, fazendo o delineado habitual nos olhos e encarando seu reflexo por alguns segundos assim que se viu pronta.
— Seja corajosa, — disse a si mesma, exatamente como fazia todos os dias. Repetir aquilo para si mesma havia lhe ajudado em muitos momentos.
Ela não via problema em falar para a própria imagem, muito pelo contrário. Encarar cada uma de suas cicatrizes, tanto físicas como emocionais sempre fazia com que sorrisse para si mesma.
— Vamos chutar algumas bundas.

💎

cumprimentou alguns rostos conhecidos assim que adentrou o Ministério da Magia. Era normal que sentisse alguns olhares a acompanhando, mesmo que a maioria deles na verdade devesse estar mais preocupada em fazer seus trabalhos, mas desde que aquilo não a atrapalhasse a mulher realmente não ligava.
Seguiu então para o elevador que a deixaria na seção de Aurores e as portas estavam quase se fechando quando um grito desesperado chamou sua atenção.
— Opa, alguém segura aí pra mim? Ah! Muito obrigada — Ninfadora Tonks entrou um tanto atrapalhada ao tropeçar em suas vestes.
Então abriu um sorriso pequeno porque ela quem havia segurado o elevador para a amiga e a auror sequer havia se dado conta disso. Obviamente, não estava surpresa.
— Bom dia para você também, Tonks — soltou em um tom risonho que fez a mulher erguer a cabeça para encará-la, esbarrando em alguns memorandos no processo e deixando cair uns papéis que um bruxo atrás delas carregava.
— Oh, por Merlin! Me desculpe. Deixe que eu te ajudo! — Fez menção de se abaixar para pegar os documentos e precisou conter o riso.
— Não precisa. Não, muito obrigado — o bruxo recusou veementemente, o que fez querer rir mais uma vez.
O silêncio reinou até que as portas se abrissem e o homem praticamente corresse para o andar que elas nem sequer se deram o trabalho de saber qual era, então se permitiu soltar uma risada baixa.
— Você é icônica, querida. Já te disseram isso, não é? — Tonks piscou para ela, lhe lançando um sorriso de canto ao ouvir suas palavras.
— Que nada. É você que gosta de rir da desgraça dos outros. Não nega a Sonserina que sempre foi. — O comentário fez rir mais e arregalar os olhos para a metamorfomaga.
— Cadê aquele seu discurso de que todas as casas são maravilhosas e que na Sonserina tem pessoas boas?
— Ia dizer que eu o tinha antes de te conhecer, mas nem cola, né? — Encarou a amiga um tanto pensativa, como se estivesse realmente analisando aquele assunto.
— Até acreditaria, se não te conhecesse desde as fraldas. — Riu um pouco mais.
Então mais alguns segundos de silêncio se seguiram até Tonks voltar seu olhar atento para .
— Você não me engana com o excesso de humor, . Quando ri demais, é porque tem algo errado e você está tentando disfarçar.
Imediatamente a mulher fechou a cara.
Às vezes odiava o quanto a amiga lhe conhecia bem.
— Não aconteceu nada, Ninfadora — tentou desconversar.
As portas do elevador se abriram, revelando o andar onde as duas desceriam e saiu na frente, tendo a certeza de que Tonks estreitava os olhos para ela enquanto a seguia.
— Já disse para não me chamar de Ninfadora — resmungou conhecendo-a bem o suficiente para saber de suas estratégias, inclusive aquela de lhe chamar por aquele nome horrível. — E não pense que vai se safar fazendo isso. Eu sou sua amiga, . Me conta o que houve.
Um longo suspiro escapou dos lábios da mulher. Ela adentrou o quartel general de aurores e cumprimentou mais alguns colegas com um aceno de cabeça. Sabia que a partir daquele instante a metamorfomaga não facilitaria as coisas até que por fim desabafasse.
No entanto, ela não sabia se estava pronta para falar daquilo com alguém.
Tonks aguardou o momento em que a amiga estaria pronta para dizer o que quer que fosse, mas quando o silêncio se prolongou por tempo demais ela precisou dar mais um empurrãozinho.
— Vou ter que colocar Veritaserum no seu chá matinal?
Aquilo fez a auror rir amargamente, encarando o rosto de Tonks sem realmente olhá-la.
umedeceu os lábios, sentindo que mais um pouco e a amiga realmente cumpriria o que havia ameaçado, mas ela simplesmente travou. Aquele pedacinho dela que temia que tudo se repetisse a segurando por mais alguns segundos.
Então a mulher se permitiu realmente ver os traços da metamorfomaga e seu coração dolorido lhe incentivou a prosseguir.
— Sonhei com ele esta noite.
Ninfadora lhe encarou nitidamente confusa.
— Com ele quem? — Demorou a entender de quem a amiga falava, mas bastou um olhar significativo por parte de para que finalmente entendesse. — Bill?
assentiu, mordendo os lábios, percebendo que admitir aquilo não era algo que lhe agradava.
— Para você estar mexida desse jeito, imagino que tenha tido um sonho bom, não é? — Tonks se aproximou da amiga e abaixou o tom de voz a um sussurro. — Foi um sonho erótico?
, que havia escolhido aquele momento para bebericar um pouco do chá que buscou em um copo, se afogou, arregalando os olhos para Ninfadora.
— De onde você tirou essa ideia? Por que eu teria sonhos desse tipo justamente com ele? — Ergueu uma sobrancelha em desafio.
— Quer mesmo que eu responda? — Tonks retribuiu o gesto, o que a fez permanecer incrédula.
— É por isso que eu tenho medo de descobrir o que tem nessa sua cabecinha, mulher. — Negou com a cabeça e retomou o gesto de beber um pouco de chá.
Soltou um suspiro e voltou a olhar séria para Ninfadora.
— Mas não, não foi esse tipo de sonho. Estava mais para um pesadelo, Tonks. — A pontada em seu peito veio antes mesmo que as palavras saíssem de seus lábios. — Eu sonhei que Bill morria na minha frente. — Engoliu a seco ao dizer aquilo em voz alta porque de repente ela podia claramente rever a cena diante de seus olhos. Seu corpo estremeceu de forma quase involuntária e seu olhar se perdeu nas feições de Ninfadora.
Alguns segundos de silêncio se seguiram enquanto Tonks parecia processar o que havia acabado de ouvir. Então ela balançou a cabeça e voltou a focar seus olhos em .
— Você sonhou com seu namorado morto? Por acaso era você que o matava no sonho? — Sabia que não era bem a hora para brincadeiras, mas não conseguiu evitar que seus pensamentos se externassem e sendo sincera não era mesmo uma piada e nem nada do tipo.
Ex-namorado — corrigiu automaticamente. — Você não me entendeu, Tonks. Ele foi morto na minha frente — explicou dando ênfase em suas palavras enquanto sentia seu estômago embrulhar. Por mais que as coisas entre os dois não tivessem terminado da melhor forma, apenas a ideia de que Bill fosse morto era demais para que ela pudesse suportar.
A quem queria enganar? Simplesmente não conseguia se imaginar em um mundo onde Bill Weasley não existisse.
… — Ninfadora se adiantou, fazendo menção de tocar o ombro da amiga como uma forma de consolo. — E você viu quem… quem fazia isso? — Não sabia o motivo da hesitação, mas era quase como se ela não quisesse ouvir a resposta.
— Sim. — Engoliu em seco, direcionando seu olhar para o rosto de Tonks. — Rakepick.
A metamorfomaga franziu o cenho.
— Mas Rakepick não está em Azkaban? Você mesma a colocou lá — observou o que era óbvio só para o caso de ter esquecido de alguma forma. Alguns sonhos tinham aquele poder e ambas sabiam muito bem disso.
— Eu sei, mas foi tudo tão real. Como se estivéssemos nós dois diante dela como eu e você estamos aqui agora. — Os lábios de tremeram. — Eu senti tudo e, para dizer a verdade, ainda sinto. — odiava externar suas emoções em voz alta, principalmente em ambiente de trabalho, no entanto, Tonks sempre teve aquele poder de fazê-la se sentir à vontade para tal. Por aquele motivo não existiam segredos entre as duas.
… — Ninfadora começou, mas a interrompeu parecendo presa em seus próprios pensamentos.
— Foi como se eu o perdesse outra vez. — A última parte ecoou em um fio de voz e Tonks suspirou pesadamente.
— Você já cogitou a possibilidade de… Sei lá, estar sentindo falta dele, por isso teve o sonho? — Hesitou um pouco, mas prosseguiu quando não ouviu nenhum protesto imediato. — Quero dizer, você está aqui na Inglaterra, Bill está no Egito. A qualquer momento ele pode conhecer outra pessoa e se apaixonar por ela… Talvez isso explique a cena dele morrendo na sua frente no sonho.
De repente, se deu conta do que a amiga estava falando.
— Não estou sentindo falta dele. Bill é uma página virada na minha vida, Ninfadora — retrucou em um tom mais sério, recompondo-se subitamente e afastando o toque dela.
Tonks suspirou mais uma vez.
— A sua teimosia pode custar o amor da sua vida, . Pense nisso e aproveite enquanto ainda há tempo.
abriu a boca, pronta para protestar, porém naquele exato momento dois memorandos irromperam na sala e voaram em suas direções.
Antes mesmo de ler seu conteúdo, ambas reconheceram a caligrafia de Alastor Moody e assim que tomaram conhecimento do que se tratava, se entreolharam rapidamente.
e Ninfadora Tonks haviam sido convocadas para irem até o Gringotts, o banco dos bruxos.

💎

Por algum motivo, se sentia apreensiva quando ambas as bruxas aparataram no Beco Diagonal, diante da imponente construção de mármore branco, responsável pela vida financeira dos bruxos do mundo. Não sabia explicar ao certo, mas a partir do momento em que leu a convocação de Moody, uma espécie de pressentimento tomava conta de si.
Talvez apenas estivesse ainda impressionada com seu sonho ou mexida por toda aquela conversa com Ninfadora. No entanto, a ideia de que precisariam averiguar uma possível atuação das Artes das Trevas em um dos lugares mais seguros do mundo era um tanto alarmante. Somente um bruxo poderoso conseguiria violar a segurança do Gringotts.
Um arrepio percorreu sua espinha quando, mais uma vez, a imagem de Rakepick gargalhando em seu sonho tomou conta de seus pensamentos. Em seu primeiro confronto, por pouco havia conseguido capturá-la. Na verdade, se não fosse pela ajuda de Nahla Levesque, uma amiga e poderosa desfazedora de feitiços, poderia estar morta naquele momento.
Por um instante, mais lembranças tomaram conta de sua mente e seu olhar permaneceu vidrado em um ponto qualquer. De repente, era como se ela estivesse naquele lugar novamente, sentindo cada nervo de seu corpo protestar em agonia, buscando qualquer coisa que servisse para que ela se arrastasse para longe dali, mas encontrando apenas o vazio.
Os batimentos da mulher estavam acelerados, lágrimas preencheram seus olhos e sua garganta quase se fechou devido à sensação de pânico que se instalou em seu peito.
! — Foi puxada de volta à realidade, então olhou na direção de Tonks e teve a impressão de que aquela não era a primeira vez que a metamorfomaga lhe chamava.
— Desculpe — disse rapidamente, tentando disfarçar da melhor forma que pôde.
— Está tudo bem? — Tonks indagou ignorando as desculpas, genuinamente preocupada.
— Sim — replicou, mas ela mesma não acreditava muito em suas palavras, não quando precisava conter suas mãos, que tremiam incessantemente. Aquilo nunca havia acontecido com antes, o que a deixava assustada e ao mesmo tempo irritada consigo mesma.
— Seja sincera, . Eu posso te dar cobertura se você quiser. Me entendo com o Olho-Tonto depois. Vai para casa descansar um pouco. Você está com cara de quem não dormiu nada e…
— Não vou para casa. Tenho trabalho a fazer aqui — interrompeu a fala de Tonks. Por mais que cada poro de seu corpo gritasse em protesto, a mulher precisava se manter firme.
— Tem certeza? — Tonks insistiu mais um pouco, vendo negar com a cabeça imediatamente.
— Tenho. Não posso deixar minha parceira sozinha e se tem uma coisa que pode me ajudar a distrair a cabeça e esquecer daquele sonho é o trabalho. — Não era mentira, o emprego tinha uma grande parcela em seu processo de esquecer o passado e mantê-la firme e forte por todo aquele tempo. Quanto mais distraída por suas funções estivesse, melhor para .
Percebendo que aquela era a decisão final, Tonks não discutiu mais com a amiga porque sabia que não adiantaria.
— Ok, mas se você quiser sair a qualquer momento, já sabe. — Sorriu fraco, não comprando aquela de que tudo estava bem mesmo quando voltou a vestir a máscara habitual.
— Eu sei. Deixo você me dar cobertura. — Piscou. — Agora vamos entrar logo aí porque eu tô curiosa para saber os detalhes.
Riu, tentando deixar o receio de lado e se render completamente à adrenalina que sempre sentia em meio ao trabalho.
Ambas subiram a escadaria branca que levava às portas de bronze polidas, onde um duende vestido em um uniforme vermelho e escarlate as guardava.
Após identificarem-se, cruzaram algumas portas até encontrarem o responsável que as colocaria à par dos acontecimentos.
E assim que ergueu seus olhos para identificar quem seria, seus pés fizeram com que ela parasse bruscamente, encarando aquela silhueta em um misto de surpresa, alívio por ele estar de fato vivo e a dor que mais uma vez havia escapado da caixinha.
Tonks, que vinha logo atrás dela, acabou trombando com a amiga.
, o que… — Então ela também o viu. — Bill?
O olhar dele estava fixo em enquanto o rapaz se via completamente incapaz de encarar qualquer coisa que não fosse ela. Quando lhe disseram que o Ministério estava enviando dois aurores, Bill jamais havia pensado que seriam logo as duas e ao pensar nisso ele se sentiu bastante tolo. Com toda a certeza ele conhecia a fama de e devia ter previsto que Alastor Moody enviaria nada menos do que a melhor equipe para um caso como aquele.
— O que você tá fazendo aqui? — a pergunta de Ninfadora foi parcialmente ouvida, mas ele não conseguiu responder. Não quando os olhos dele captavam perfeitamente aquele misto de sentimentos que simplesmente não conseguia esconder naquele momento.
Ele quis tocá-la. Percorrer aqueles poucos metros que os separavam para puxá-la de encontro a si e implorar para tê-la de volta. Rastejaria se fosse preciso. Nem parecia que todo aquele tempo havia se passado, mas ao mesmo tempo cada segundo longe de era como a eternidade.
Pela forma como ela retribuía seu olhar, algo teimava em lhe dizer que a mulher se sentia da mesma forma.
Então o que exatamente mantinha seus pés tão grudados ao chão?
Segurá-la em seus braços, ele só queria poder segurá-la em seus braços mais uma vez.
Tonks teria o questionado novamente, mas então percebeu o clima daquela troca de olhares e tudo o que ela queria era bater a cabeça de um na do outro. Claramente ainda havia muitos sentimentos ali, eles precisavam resolver aquilo, mas em vez disso continuavam dando voltas e mais voltas para longe um do outro.
— Então, Weasley? — De repente, se recuperou do choque inicial, chacoalhando a cabeça rapidamente e então adquirindo feições duras enquanto o questionava.
— Desculpe, o quê? — Bill balançou a cabeça, imitando seu primeiro gesto de maneira desconcertada.
— O que faz aqui? Você não estava no Egito? — Ninfadora tornou a perguntar, detestado o climão que imediatamente havia se instalado.
— Eu vim ajudar na transferência de alguns artefatos das trevas. — Se recuperou, adquirindo um tom formal em sua voz e desviando seu olhar para Tonks, só assim não corria tamanho risco de se render aos próprios impulsos. — Preciso que vocês me acompanhem enquanto eu explico do que se trata o chamado de vocês. — Fez sinal para que as garotas o seguissem e mesmo relutando teve que ceder.
O trajeto foi feito em um silêncio onde apenas podiam-se ouvir os sons de seus passos e respirações um tanto descompassadas.
Tonks oscilava seu olhar de um para o outro, notando com uma expressão dura enquanto Bill parecia reunir todas as forças que possuía para se controlar.
— Ah, pelas calças de Merlin! — resmungou ao pensar mais alto do que esperava, o que atraiu os olhares indagadores dos dois. — Desculpa, só pensei alto aqui. Podem voltar a fazer as caras feias. — Diminuiu o tom de voz ao falar a última parte e apenas a escutou. nada lhe respondeu, apenas estreitou os olhos em sua direção.
Assim que chegaram à metade do trecho que deveriam percorrer, encontraram mais um dos duendes no carrinho que os levaria pelos cofres. Para Ninfadora, aquilo era um tanto divertido. Era excitante a adrenalina que percorria suas veias enquanto disparavam pelas profundezas do Gringotts.
Após subir no veículo, se sentiu momentaneamente tonta. No entanto, sabia que não tinha relação com aquele meio de transporte dos duendes, que prontamente passou a se movimentar pelo restante do trajeto necessário até os cofres, mas sim com a proximidade com Bill que naquele momento aumentara.
Fazia tanto tempo que não ficava tão perto dele.
Seus pensamentos lhe traíram, sussurrando que ainda assim o toque dele em sua pele era muito nítido em sua memória.
— Pensei que a Nahla cuidasse dessas transferências, Bill — Tonks soltou de repente e acompanhou seu olhar até o rapaz, que acabou desviando ao ser pego em flagrante observando a ex.
— Ela está de férias — ele explicou sem dar muitos detalhes.
— E você, todo bonzinho como sempre, aceitou lhe dar cobertura. — Ninfadora negou com a cabeça porque aquilo era bem típico dele mesmo.
— Nahla é minha amiga — ele retrucou de imediato. — Eu devo isso a ela.
Seu olhar se encontrou mais uma vez com o de e a mulher soube instantaneamente ao que Bill se referia.
… — Se viu tomando impulso para dizer algo, mas o interrompeu.
— Estou surpresa. Não achei que fosse capaz de cumprir promessas, Weasley — soltou com azedume, deixando a mágoa explícita em seu olhar, o que fez com que o ruivo se sentisse péssimo em proporções que ela não imaginava. — Agora nos conte logo o que há de tão importante aqui. Precisamos resolver tudo de uma vez.
Ninfadora quis socar a amiga pela resposta atravessada.
Sentindo como se tivesse acabado de tomar um tapa na cara, com o rosto tão quente quanto a vontade de retrucar as palavras de , Bill repetiu para si mesmo que aquele não era o momento, porém uma hora as coisas precisavam ser esclarecidas.
— Muito bem — disse, trocando um olhar rápido com Tonks no qual dizia que tudo estava bem mesmo não estando. — Como eu ia dizendo, precisei vir no lugar da Levesque fazer a transferência de alguns artefatos que deveriam ser mantidos no cofre oitocentos e noventa e sete. — Fez uma pequena pausa apenas para se certificar de que ambas as aurores prestavam atenção. — Isso foi feito com excelência e sem nenhum problema durante o procedimento.
— Certo — Ninfadora disse assim que o homem interrompeu mais uma vez sua própria fala. — Se não aconteceu nada durante o procedimento…
— Como pede o protocolo, foram feitas todas as verificações quanto aos itens transportados, não houve nenhuma visita ao cofre em questão e aparentemente estava tudo sob controle.
— Aparentemente? — se pronunciou, fazendo com que os outros dois lhe olhassem.
Bill suspirou.
— Nessa madrugada, alguns desses itens desapareceram.
Naquele mesmo instante, o carrinho parou diante do corredor onde estava a sequência de cofres desejada.
O Weasley foi o primeiro a descer, estendendo a mão para ajudar Tonks e fazendo o mesmo quando chegou a vez de .
A mulher então lhe lançou um olhar gélido, diferente do que ele havia visto no primeiro momento de seu reencontro. Era como se a cada minuto que passava ali próxima dele tivesse usado para erguer uma parte da armadura ao seu redor.
Com um gesto, ela negou a ajuda do rapaz, mas assim que se ocupou em descer do veículo seus pés lhe traíram, fazendo com que a mulher tropeçasse.
Em um movimento rápido, o Weasley a segurou em seus braços com firmeza, uma corrente elétrica chocou-se contra as peles de ambos e seus olhares se conectaram em uma conversa que apenas eles poderiam entender.
Nos olhos de , havia a mágoa. Nos de Bill, a súplica.
Por que ela se recusava a ouvi-lo?
Mas de forma tão repentina quanto havia acontecido aquela conexão se desfez. baixou seu olhar e se desvencilhou dos braços dele.
— Obrigada — obrigou-se a murmurar, porque, se não fosse por ele, teria despencado no vazio.
— Sem problemas, . — A voz dele soou rouca.
Ouviram um pigarro e deram de encontro com o duende que lhes levaria ao cofre.
— Pretendem avaliar o cofre ainda hoje, senhores? — Aquela fora a primeira vez que falara e sentiu uma vontade súbita de rir. No entanto, não o fez porque a situação era crítica demais para isso e porque provavelmente aquilo se devia ao nervosismo.
— Nos leve até lá, Uran — Bill disse prontamente, mesmo já sabendo qual caminho deveria percorrer.
Não foi muito difícil encontrarem o cofre em questão, já que havia outros duendes diante dele, discutindo e andando de um lado para o outro enquanto pareciam tentar decifrar o que havia acontecido.
— Já não era sem tempo. — Um deles exclamou ao ver os três bruxos se aproximarem.
— O Ministério enviou as suas aurores, conforme requisitado, Faer — o Weasley voltou a se pronunciar.
— Senhorita . Senhorita Tonks. — O duende rapidamente as identificou e cumprimentou de maneira solene.
— Me conte tudo o que aconteceu desde o momento em que prepararam o local para receber esses artefatos, por favor. — se aproximou, afastando de seus pensamentos qualquer coisa que a impedisse de focar naquele mistério.
— Tudo foi realizado sobre vigilância constante, senhorita. Em cada procedimento, havia um dos nossos. Os feitiços de proteção habituais foram lançados no cofre e apenas nós duendes ou o próprio dono do cofre poderia abri-lo.
— Certo. Vou precisar de uma lista com descrições dos objetos que supostamente desapareceram, bem como aquela dos que deveriam ser transportados. — Lançou um olhar rápido para Bill ao requisitar a última parte.
Como se já estivessem esperando por aquela pergunta, um terceiro duende trouxe um pergaminho, do qual Tonks imediatamente tomou posse e passou os olhos em uma análise preliminar. Enquanto isso, fazia mais algumas perguntas aos duendes.
Vários minutos se seguiram até que a metamorfomaga se aproximou do Weasley.
— É uma lista e tanto essa aqui, Bill. Já deu pra entender por que você e a Nahla gostam tanto de trabalhar com isso — Ninfadora puxou assunto com o rapaz, atraindo sua atenção e fazendo-o sorrir brevemente antes que o tom de seriedade voltasse às suas feições. — O quê? Eu tenho certeza de que logo ela amolece, Bill. Você, mais do que ninguém, conhece .
— Não é isso, Tonks — negou, um tanto sem jeito, embora em parte fosse aquilo sim. — A maioria desses itens em si já tem um nível de periculosidade, mas existe um em especial e foi por causa dele que tivemos de acionar o Ministério.
Atraída por aquela fala, voltou sua atenção aos dois.
— Qual item, Weasley? — indagou e de um jeito completamente estranho ela parecia sentir que sabia exatamente o que Bill responderia.
— Um colar prateado…
— Com um amuleto rubi — completou sua fala, levando uma das mãos ao pescoço exatamente no local onde ela carregava um objeto com a mesma descrição naquele trágico pesadelo.
Imediatamente a expressão do Weasley deu lugar ao espanto e seus olhos se fixaram aos da .
— Como você sabia disso, ? — Foi Tonks que indagou aquilo, esbanjando a mesma surpresa de ambos.
— Eu… — hesitou.
— Conte a ele. — De repente, Ninfadora adquiriu uma seriedade incomum à metamorfomaga.
— Não posso fazer isso — a auror negou veementemente, fazendo menção de desviar seu olhar do ruivo, mas ele não permitiu que isso acontecesse.
— Seja o que for, . Me diga — insistiu, sentindo um impulso de segurar a mão dela, mas precisando se conter porque sabia que não permitiria.
suspirou, reunindo coragem para proferir mais uma vez as palavras que não cansavam de lhe atormentar.
— Eu sonhei com você essa noite, Bill. — Engoliu a seco, então prosseguiu antes que ele pudesse esboçar qualquer reação. — Sonhei que Rakepick não estava mais em Azkaban, de alguma forma ela tinha escapado e chegado até nós dois e… E você foi morto por ela na minha frente. — Os lábios de estremeceram, quase denunciando a onda de emoções que aquelas lembranças lhe traziam, mas em nenhum momento desviou seus olhos de Bill. — No sonho, eu usava um colar com a mesma descrição que você passou.
Um silêncio pairou entre eles enquanto o Weasley parecia processar as informações que havia acabado de receber, mas de uma forma completamente diferente do esperado, ele não parecia exatamente espantado com o conteúdo do sonho.
O cenho de Ninfadora se franziu.
— Bill, eu perdi alguma coisa? Porque parece que você não tá totalmente surpreso — a metamorfomaga se pronunciou um tanto incomodada com aquilo.
O bruxo suspirou com seu olhar igualmente preso ao de .
— É porque não estou mesmo, Tonks. — Então algo nas írises dele mudou ao pronunciar a frase seguinte. — Eu tive praticamente o mesmo sonho essa noite também.


Nota da autora: Demorei, mas aqui finalmente estou eu com o primeiro capítulo dessa história. Espero que não tenham desistido de mim e que tenham gostado!
Me contem o que acharam dessa história dos dois terem o mesmo sonho antes de voltarem a se ver. Quero saber teorias hahaha.
Criei uma playlist para essa fic e vou deixar o link aqui embaixo para quem quiser ouvir.
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Beijos e até a próxima.
Ste.

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