Unholy Darkness

  • Por: Stephanie Pacheco e G.K Hawk
  • Categoria: Livros | Restritas
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  • Capítulos: 2 | ver todos

Sinopse: Uma bruxa de espírito livre e com uma certa tendência a não seguir regras. Esta seria a denominação perfeita para Gillian, um dos legados Lestrange, que além de ter uma personalidade grande demais para os olhos comuns, ainda é uma bruxa poderosa, repleta de talentos escondidos e com um conhecimento sobrenatural grandioso. Porém, além dos seus irresistíveis olhos verdes, Gillian Lovelorn Lestrange carrega consigo uma maldição que cerca as mulheres de seu sangue a séculos.
Fandom: Harry Potter
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos
Restrição: Apenas a pp é interativa. O personagem principal é Draco Malfoy. A fanfic se passa no sexto livro/filme, com algumas alterações para dar sentido a fic.
Beta: Sharpay Evans

Capítulos:

PRÓLOGO

Mansão dos Malfoy – Dias atuais

A atmosfera dentro da mansão dos Malfoy era sombria como todos os bruxos que estavam presentes naquele lugar. Reunidos em torno da extensa mesa de um carvalho antigo, estavam ao menos meia dúzia dos seguidores do Lorde das Trevas, aqueles que tinham o prazer de se sentarem juntos a ele sobre aquela mesa e, mais que isso, aqueles com o privilégio de ouvir seus planos em boa e primeira mão.
O anfitrião daquela agregação – que de longe era o dono da casa, Lúcio Malfoy -, andava inquietamente por toda a sala e o motivo daquilo era simples: a insistência de Harry Potter em permanecer ainda vivo.
Voldemort estava descontente com todos os últimos acontecimentos, afinal, fracasso não era algo facilmente tolerado pelo bruxo e aquilo era facilmente visível entre seus comensais, principalmente por uma certa família bruxa que, como se não bastasse ter a infelicidade do patriarca estar preso em Azkaban, mal sabiam dos planos futuros que seu milorde tinha para o mais novo deles, Draco Malfoy.
De qualquer maneira, não era apenas a frustração do erro que seus seguidores haviam cometido que estava deixando-o imerso em ansiedade e sim a falta da presença de uma certa bruxa em particular. Um trunfo ao qual ele apostaria suas fichas, levando em consideração todo o histórico familiar da garota.
— Parece que nossa convidada não teme atrasos. — Voldemort soou irônico enquanto parava próximo a porta. — Afinal, onde está a garota? — A voz sibilosa direcionava-se a Bellatrix, que sentada ao lado de sua irmã, Narcisa, dava pouco caso à demora da sobrinha. Sabia que imprudência e rebeldia faziam parte da personalidade da jovem. Aos outros muitos que a conheciam, podiam facilmente dizer que, na verdade, a bruxa tinha o espírito livre e seguir regras não era nem de longe uma qualidade sua. Mas, apesar de conhecer o temperamento excêntrico da jovem Lestrange, Bella sentia que deveria tranquilizar seu mestre.
— A garota é um tanto quanto insolente, milorde, mas garanto que logo estará aqui. — A cautela era nítida em sua voz, temia falar algo errado, pois sabia que Voldemort não tinha o costume de perdoar atrasos ou aceitá-los.
Porém, quando estava prestes a interceder sobre o comportamento da garota, uma movimentação próxima a uma das duas grandes janelas que iluminavam o recinto foi percebida e, com uma rajada de vento certamente forte, ela se abriu. A princípio, todos ficaram sem entender o repentino evento, porém, os questionamentos que certamente iriam vir sem delongas foram respondidos quando uma jovem moça de longos cabelos negros entrou pela janela.
Usava vestes negras como a maioria, contudo, aquilo nada combinava com o delicado rosto que ela possuía, tampouco com a aura resplandecente que ela transmitia. Se outrem a vissem, dificilmente diriam se tratar de uma comensal da morte e, ainda assim, mesmo que soubessem, a dúvida certamente permaneceria em suas cabeças.
Apesar disso, ela era o que era. E foi neste exato momento que um dos ocupantes da mesa percebeu o quanto as aparências podiam enganar.
— Olá! — Disse sorridente, enquanto Bella balançava a cabeça pensando se aquilo realmente havia sido uma boa ideia e Voldemort encarava-a surpreso. — Acho que vocês chegaram um pouco cedo, hum? Milorde. — Andou até o mestre, fazendo uma pequena reverência, e tornou a andar entre a sala, sentando em uma cadeira vazia ao lado da tia. Explicações sobre o atraso? Não, ela não daria.
Sem delongas, ajeitou-se de forma que ficasse confortável sobre a cadeira e apesar de saber que todos os olhares estavam voltados sobre si – inclusive de Voldemort, que certamente estava achando aquilo no mínimo interessante -, pouco se importou. Ainda assim, não se tardou em se apresentar.
— Sei que todos devem estar se perguntando “quem, por Merlim, é essa garota” e conhecendo a minha amada tia, duvido muito que sequer comentou algo sobre mim. Portanto, vamos lá. Me chamo Lovelorn Lestrange. – Sorriu e foi naquele momento que percebeu o olhar fixo sobre si. Inclinou a cabeça sobre o ombro e com o olhar curioso sorriu. — Você eu conheço.
Voldemort olhou para Draco, e sem dar margem a mais conversa, sentou-se sobre a ponta da mesa com Nagini rastejando rapidamente para o seu lado.
— Ótimo, senhorita Lestrange. Creio que não há mais nada a acrescentar, certo? — piscou em afirmação. — Sendo assim, agora que estamos todos familiarizados, será que podemos começar? — Massageava as têmporas, tentando amenizar sua irritação.
Daquela frase em diante, deu-se início a mais uma inquietante reunião entre comensais da morte e durante toda ela, Draco Lúcio Malfoy não parou de pensar na bruxa sentada quase em sua frente e, em sua cabeça, a incógnita do porquê que a garota chamava tanto sua atenção permanecia e apenas uma coisa era certa: cada parte do corpo de Lestrange exalava problema.

Hogsmeade – Uma semana antes:

O vento frio castigava as maçãs do rosto da garota, enquanto ela caminhava com uma certa tranquilidade pelas ruas de Hogsmeade. Mesmo usando luvas, vez ou outra se pegava esfregando as mãos uma na outra, numa tentativa de trazer um pouco mais de calor aos seus dedos, já que a lã não cumpria totalmente o seu papel. De onde vinha, ela estava acostumada com o frio, de uma certa forma, mas ainda assim não deixava de se sentir um tanto incomodada com aquela sensação. Imaginava como poderiam haver pessoas que gostavam de se sentirem congeladas lentamente.
Abriu um leve sorriso de canto, sacudindo-se e dando um ou dois pulinhos antes de parar diante da atraente loja de doces, cogitando se não seria uma boa ideia entrar para dar uma olhada, mas uma vozinha chata em sua cabeça a alertou que assim acabaria se atrasando, como acontecia noventa e nove por cento do tempo.
— Melhor não. — Murmurou, consigo mesma, então retomou sua caminhada rumo ao bar que, por fugazes segundos, ela esqueceu do nome.
Arregalou seus olhos de susto, tentando buscar em sua mente qual era e até imaginando o rosto de sua tia, como se assim estimulasse alguma luz em seu cérebro. Quando nada veio, levou uma de suas mãos à boca, então respirou fundo, a fim de se tranquilizar. Num vilarejo como aquele, era pouco provável que existissem muitos bares.
Deu de ombros e, com seu olhar atento, foi em busca do primeiro que aparecesse.
Agradeceu mentalmente por sua procura não ser tão complicada assim e correu um pouquinho, de modo que conseguisse alcançar a porta antes que essa se fechasse, já que localizou o bar no exato momento em que um cliente saía de lá.
A primeira sensação que ela teve ao adentrar o local, foi a de que talvez ele fosse iluminado demais, em comparação às próprias casas de sua tia, mas quem era ela para julgar a excentricidade de alguém, certo? Já a segunda, foi a de ser abraçada por uma baforada de ar quente e aquilo era tudo o que desejava naquele momento.
Tirou o pesado casaco, já que não precisaria dele ali dentro, pendurando-o e varrendo o local com o olhar, buscando os únicos dois rostos que ela poderia conhecer entre as pessoas. Talvez aquele lugar estivesse até cheio demais, considerando os assuntos que iriam tratar.
Seguiu o caminho por entre as mesas até o balcão e soltou um suspiro impaciente ao perceber que Bella e Narcisa ainda não haviam chegado. Ela ainda tinha alguns minutos até a hora em que haviam marcado, então achou sensato tomar uma grande caneca de cerveja amanteigada enquanto esperava. Foi atendida por uma mulher bastante simpática e assim que tomou alguns goles da preciosa bebida, sentiu que ficava até um pouco mais leve.
Foi aí que o nome do bar brotou em sua mente.
— Cabeça de Javali! — Exclamou, sorrindo por finalmente ter lembrado e, como a mulher já havia saído de perto dela para atender outras pessoas, olhou em volta, procurando quem poderia lhe dizer que estava no lugar certo, mesmo que ela já tivesse quase certeza disso.
Percebeu dois bruxos entretidos em uma conversa enérgica e se perguntou como algumas pessoas conseguiam ser escandalosas às vezes. Riu de seu pensamento, então seu olhar foi atraído em direção a uma mesa, onde, diferente das outras pessoas, que estavam em grupos, havia um rapaz sozinho. Sua expressão facial não era exatamente das mais amigáveis, mas algo no jeito que ele encarava um ponto qualquer, absorto em seus próprios pensamentos, fez com que não conseguisse conter seus pés e seguisse até ele.
Contudo, antes que pudesse de fato dar início a uma conversa agradável, desastrada como só ela conseguia ser em alguns momentos, acabou tropeçando em seus próprios pés e esbarrando na quina da mesa onde seu alvo estava. Até ali, talvez não houvesse nada de preocupante. O problema foi ela derrubar cerveja amanteigada no rapaz como consequência.
— Esqueceu de como se olha pra frente, por acaso? — O garoto se levantou bruscamente e passou as mãos sobre o terno preto que usava na tentativa inútil de limpar o estrago feito por . A garota, por sua vez, arqueou a sobrancelha ao tom exagerado de como a pessoa em sua frente havia falado mesmo que ela tivesse provocado o acidente e, por um momento, teve a certeza de que ele não estava tendo apenas um dia ruim e ao julgar pelo tom de arrogância em sua voz, soube que seu temperamento era tão irritante quanto ela podia imaginar. — O que é agora, vai ficar aí parada só me olhando ou vai buscar um pano pra tentar não perder o seu trabalho?
— O meu o quê? — cruzou os braços, desacreditando no que o rapaz acabara de falar.
— Ótimo, além de cega, agora é surda! — Revirou os olhos. — Madame Rosmerta precisa rever qual o tipinho de pessoa que contrata.
Naquele momento, não se segurou e o gargalhar escandaloso que carregava consigo a vida inteira saiu. Draco ao ver aquela cena, ficou mais furioso ainda e suas bochechas adquiriram um tom mais rosado que o de costume. Nunca se sentiu tão ultrajado.
— Eu não trabalho aqui, garoto. — prendeu o riso novamente e balançou a cabeça.
— Mas é claro que não trabalha. — Draco rolou os olhos. — Pelo jeito, duvido muito que alguém contrataria uma pessoa tão desastrada como você.
— Diz o garoto cheio de cerveja amanteigada, que ao invés de ir ao banheiro se limpar, permanece aqui, discutindo feito criança. Ou será que estou realmente cega e quem está na minha frente, de fato, é uma? — A Lestrange disse, pretensiosamente, e espremeu os olhos, chegando mais perto de Draco.
— Você só pode ser doente. — Draco disse, se afastando. — Por acaso sabe com quem está falando?
— Um bruxo engomadinho, cheio de si e arrogante? — Draco ruborizou mais ainda e sua mão direita foi rapidamente para suas vestes, na tentativa de pegar sua varinha. Quem aquela garota pensava que era? Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Rosmerta se aproximou dos dois devido ao tumulto evidente que faziam.
— Sem briga de casais aqui dentro, por favor. — Falou, de forma calma e cansada, como se tivesse presenciado aquele tipo de cena mais vezes que o normal, e apontou para uma plaquinha fixada atrás de Draco. Esse, por sua vez, desacreditou-se mais ainda do que estava acontecendo, sentindo certa repulsa por todos os eventos que o seguiam naquele dia. Ao começar pelo fato de ter sido excluído dos assuntos que sua mãe e tia iriam tratar com “um certo alguém em especial”. Como se não bastasse o fato de seu pai estar preso graças às interferências de Potter, agora ele teria que lidar com uma garota metida, cheia de si e que, ainda por cima, achavam que era alguma coisa dele.
— Não somos um casal. — Foi que respondeu primeiro, apesar de Draco estar prestes a proferir a mesma palavra, porém com uma ironia um tanto quanto maior. Mandame Rosmerta franziu o cenho, sem entender enfim o que se passava entre ambos e foi só então que percebeu a roupa molhada de Malfoy.
— Precisa de ajuda, querido? — Perguntou, docemente.
— Quem sabe um sabão para limpar a boca suja? — sussurrou, baixinho, enquanto Draco a fuzilava.
— Como é, querida? — Rosmerta novamente agiu de forma atenciosa e foi nesse momento que soube que era a oportunidade que ela precisava.
— Hum, perguntei à senhora qual o nome desse belíssimo e aconchegante bar? — Perguntou da forma mais doce e educada que conseguiu forjar e piscou algumas vezes, demonstrando curiosidade.
— Três Vassouras, meu bem. — Ao responder à pergunta, sabia que estava encrencada. Em um ato involuntário, bateu com a palma da mão sobre a testa e Draco franziu o cenho pelo repentino interesse sobre o nome do local. Então, tirou alguns galeões do bolso, pondo-os sobre a mesa onde Draco estava sentado antes, correndo para a porta do bar em seguida.
O rapaz acompanhou com o olhar a saída intempestiva de e mal ouviu o que Madame Rosmerta resmungou ao seu lado. Alguma coisa naquela garota havia lhe deixado intrigado de uma forma que até lhe incomodava. Não ter certeza do que as coisas queriam dizer contribuía e muito para o seu mau humor.
No entanto, uma coisa havia ficado bastante clara para Draco Malfoy: aquela garota era definitivamente maluca.

Nota das autoras: Esperamos que fiquem tão animadas com essa história quanto nós estamos! Não esqueça de comentar, isso nos motiva muito a continuar. <3
Beijos e até a próxima.
Ste e G.K.

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Capítulo I – O início das missões

Naquele ano, a viagem até Hogwarts parecia ter um significado diferente para Draco Malfoy. Enquanto seu olhar estava fixo no cenário que passava pelas janelas, a sensação que tinha era a de que aquela seria a última vez que realizava aquele percurso. De certa forma, se sentia aliviado, afinal, não precisaria mais aturar alunos como o santo Potter, mas, ao mesmo tempo, a presença de um certo aperto em seu peito lhe deixava angustiado.
Revirou os olhos com aquele pensamento, talvez apenas estivesse cansado demais. Em seu futuro, lhe aguardavam grandes feitos, então por que ele sentiria falta de um lugar como aquela escola?
Seus pensamentos, automaticamente, foram para a reunião na mansão de sua família. O peso da missão que havia recebido parecia ter se alojado em seus ombros, no entanto, ele não tinha escolha a não ser cumprir o que lhe fora ordenado. Se fosse honesto consigo mesmo, admitiria também que estava apavorado com a ideia de levar aquilo até o fim.
Por algum motivo, de repente, a imagem da garota Lestrange surgiu em sua mente. Draco não poderia negar que havia admirado a audácia dela, embora a todo momento questionasse se aquilo realmente poderia ser chamado de audácia ou se era loucura. Se ele achava que sua tia, Bellatrix, era completamente maluca, aquela garota superava o conceito de insanidade. Sentiu que as maçãs de seu rosto esquentavam ao lembrar-se do sorriso ousado da garota, atribuindo aquela reação à irritação que Lovelorn Lestrange havia lhe provocado.
Uma pequena confusão despertou Malfoy de seus pensamentos, e quando ele focou seu olhar na origem daquilo, sentiu mais uma vez a vontade de rolar os olhos, ou até mesmo sacar sua varinha e azarar Blasio Zabini, assim, talvez, ele aprenderia como fechar a maldita porta da cabine.
— Que aconteceu com essa coisa? — Escutou o garoto resmungar, em um tom zangado, e Draco abriu a boca para responder, com o maior tom de acidez que possuía.
No entanto, foi interrompido quando a porta voltou a se abrir bruscamente e, em vez disso, ele arqueou uma sobrancelha, principalmente quando Zabini pulou para dentro da cabine e ele pôde jurar ter visto alguma coisa branca riscando o ar.
Não, aquilo não era possível.
Talvez a insanidade fosse contagiosa.
Draco negou com a cabeça, soltando uma risada para si mesmo e se esticando entre dois bancos. Não era surpresa para ele que Pansy Parkinson estivesse ali, e por mais que a garota também lhe irritasse uma boa parte do tempo, acabou deitando a cabeça no colo dela, permitindo que seus dedos finos alisassem os cabelos dele, simplesmente porque a sensação até que era boa.
— O que Slughorn queria? — Questionou, se dirigindo a Blasio, como se realmente estivesse interessado naquele assunto, quando, na verdade, tentava distrair os pensamentos antes que eles voltassem àquela reunião e, consequentemente, à garota que tanto havia lhe intrigado.
— Puxar saco de gente bem relacionada. — O colega lhe respondeu, o que não era bem uma novidade. Seu pai havia lhe contado tudo sobre o tal “Clube do Slugue” e para falar a verdade, por que ele se importaria mesmo em ser convidado para algo feito aquilo? Por mais que Lúcio também tivesse feito parte durante seus anos em Hogwarts, Draco tinha coisas muito mais importantes a serem feitas naquele ano, não poderia se distrair com algo banal como aquele clube.
Acabou fazendo uma careta de desprezo e questionou alguns nomes apenas para manter aquele assunto. Sabia que não faltava tanto tempo para que chegassem à Hogsmeade, no máximo uma meia hora até a estação.
— Acho que Slughorn não está interessado em Comensais da Morte. — Seu cérebro havia se desligado um pouco da conversa e Draco respondia a tudo de forma mecânica, até ouvir aquelas palavras ecoarem dos lábios do colega.
Sua expressão se fechou com aquilo e mais uma vez ele sentiu a onda de raiva que lhe deixou um tanto inquieto. Quem era aquele professor mesmo? Apenas mais um idiota.
— Que diferença faz se um velho gordo e decadente gosta de mim ou não? Talvez eu nem volte a Hogwarts ano que vem. — Soltou, em seu melhor tom de indiferença.
Ele deveria ter previsto a reação exagerada de Pansy antes mesmo de proferir aquelas palavras, ou até mesmo os questionamentos de Zabini, que pareciam duvidar da capacidade dele de servir ao Lorde das Trevas.
— Você acha que realmente tem as qualificações para fazer algo por ele? — O tom de voz do rapaz era sarcástico, o que fez com que a expressão de desprezo de Malfoy aumentasse ainda mais.
— Talvez isso não se trate de ter qualificações, Zabini. Talvez eu não precise disso para cumprir o que ele quer que eu faça. — Deixou as palavras no ar, sem revelar muito do que ele precisava fazer, já que aquilo não era da conta de Blasio.
Draco sentia que mais um pouco daquela conversa e ele não conseguiria conter mais sua irritação e quando avistou os primeiros sinais do castelo, se ergueu automaticamente, cortando o assunto.
— Estou vendo Hogwarts, é melhor trocarmos de roupa. — Levantou-se para pegar as vestes em seu malão, notando Crabbe imitar seu gesto.

ϟϟϟ
Draco desceu do trem com o humor um pouco melhor que antes, ajeitou suas vestes e foi de encontro aos portões da escola. Em nenhum momento, ficou preocupado com seu atraso e tampouco se importou com as reclamações que receberia por estar chegando apenas naquele momento. Afinal, não havia sequer algo mais prazeroso para o Malfoy do que atrapalhar a vida de Harry Potter, e só de pensar no estado em que o deixara dentro de um dos vagões do trem, ele sorria.
Porém, o sorriso de satisfação preso em rosto se desfez por completo quando viu quem estava ao lado do velho Filch. Aquilo havia virado um jogo de perseguição agora? Seus pés travaram por um momento e ele ficou parado no mesmo lugar, sem ouvir direito o que o velho dizia. Se questionava, o que deduziu ser a milésima vez, o que diabos a garota fazia ali e antes mesmo que pudesse questioná-la sobre aquilo, viu Snape aparecer e intervir no que quer que fosse o que Filch reclamara. Draco sabia que falavam dele, mas naquele momento tudo o que conseguia raciocinar era que não se livraria tão facilmente da maldita Lestrange.
— Já disse, Filch, deixe que eu cuido do garoto. — A voz de Snape voltou a ser clara aos ouvidos de Draco e somente naquele instante ele percebeu que havia ficado em silêncio, perdido em pensamentos por tempo demais e sequer entendeu o que se passava direito por ali. Quando ouviu que seu professor o defendia, apenas sorriu sem muito ânimo e percebeu Filch marchar de forma raivosa de volta para o castelo.
— Belo começo, Malfoy. — Foi a voz de que o fez olhar em sua direção e franzir o cenho. — Se fosse em outros tempos, eu diria que se atrasar justamente na chegada a Hogwarts seria um tanto quanto maneiro. Mas, no seu caso, a palavra apropriada é burrice mesmo. Merda, parece que você me dará mais trabalho do que o imaginado.
— Do que é que raios você está falando, Lestrange? — Não era inegável que as últimas palavras da garota o haviam surpreendido tanto quanto o fato de sua presença naquele local e ele não estava gostando nem um pouco daquilo, o que era perceptível a e a fazia sorrir marota por sua reação. O garoto, de fato, lhe daria trabalho, mas ninguém disse que aquilo não seria divertido. — Aliás, o que faz aqui?
— Creio que vocês dois precisam de menos papo e muito mais ação, principalmente o senhor, Malfoy — Snape interrompeu-os, usando de seu tom de rispidez conhecido e Draco viu Lestrange girar os olhos.
— Sempre acabando com a diversão. Você não tem mesmo jeito, tio Snape. I’ll be back, honey respondeu, soltando o ar dos pulmões e então agarrou Draco pelas vestes, que, sem muito o que fazer, foi arrastado para dentro do castelo.

Minutos depois, podia ser vista por Snape voltando até o seu encontro, e vindo da direção oposta dos portões recém trancados por ele, percebeu duas pessoas. Snape levantou seu lampião para melhorar a visão em sua frente e franziu o cenho por reconhecer Harry Potter e Ninfadora Tonks. percebeu o desapreço — claramente evidente — no olhar de seu novo mentor e, ao seguir aquele mesmo olhar, soube o motivo.
— Ora, ora, ora. — Debochou o professor, em posse da varinha, enquanto destravava os portões que se abriram em um desconfortável rangido. — Que prazer você ter aparecido, Potter, embora seja evidente que, em sua opinião, o uso do uniforme da escola desmerece a sua aparência.
— Não pude me trocar, não tinha o meu… — Começou, mas parou no instante que percebeu uma garota, provavelmente mais velha que ele, ao lado de Snape. Nada nela lhe era familiar, mas, para a surpresa de Harry, para Tonks era.
— Como vai, camaleãozinho? — A garota piscou ao falar diretamente à auror que Harry conhecera. Tonks se prontificou a ficar na frente de Harry, como se estivesse fazendo um gesto protetor.
Lestrange, devo dizer que é uma surpresa ver você aqui — Tonks respondeu, sem muita gentileza, e Harry soube que existia alguma coisa estranha entre as duas assim que ouviu a forma e o sobrenome pelo o qual a auror chamou a garota.
— Não se preocupe, estou em uma missão de apenas transmitir diversão e paz para Hogwarts. — Lestrange sorriu e se voltou para Snape, que ao ver de Harry, sequer pareceu se surpreender à presença da garota. — Estou cansada, você sabe, e temos ainda toda aquela baboseira de apresentações… — Disse, de forma manhosa, e voltou seu olhar para Harry e Tonks. — Será que você pode agilizar com esses dois aí?
— A petulância corre por suas veias, senhorita Lestrange. — Snape balançou a cabeça incomodado, e assim como , voltou seu olhar a Tonks e Harry. — Não precisa esperar, Ninfadora, Potter está bem… ah… seguro em minhas mãos.
— Enviei minha mensagem a Hagrid. — Tonks ainda insistiu, enrugando a testa enquanto seu olhar permanecia fixo em , tentando entender a presença da garota ali ao mesmo tempo em que se recusava a deixar Harry seguir com eles.
— Hagrid se atrasou para o banquete inaugural, como Potter aqui, então eu a recebi. — Snape retorquiu, com azedume, afastando-se para dar passagem a Harry, que hesitou por alguns segundos.
— Vamos logo, Potter. Já se deu conta de que estamos perdendo um banquete por sua causa? — não se conteve, erguendo uma sobrancelha para ele, que se deu por vencido e passou por Snape. — Por Merlim, obrigada! — Ergueu as mãos para cima, em um gesto exagerado.
Quando Snape se virou com o lampião e eles estavam prestes a seguir para o castelo, no entanto, o garoto voltou a se direcionar à auror.
— Boa noite — Gritou, por cima do ombro. — Obrigado… por tudo.
— Eu ainda acho que seu nariz ficou meio tortinho. Melhor dar uma conferida, hein? — implicou com Harry, vendo-o levar a mão automaticamente ao rosto, o que a fez soltar uma risadinha maldosa.
Snape permaneceu calado durante parte do trajeto, adquirindo uma expressão de tédio quando ouviu o comentário da Lestrange. Harry Potter também não parecia nada contente com a companhia do professor e se divertiu enquanto seu olhar oscilava entre um e outro.
— Cinquenta pontos a menos para a Grifinória pelo atraso, Potter — Snape quebrou o silêncio. — E, vejamos, mais vinte por sua roupa de trouxa. Sabe, creio que nunca houve uma casa com pontos negativos no início do trimestre, e ainda nem chegamos à sobremesa. Você, talvez, tenha estabelecido um recorde.
Gilliam percebeu, pelo olhar do garoto, que sua fúria havia aumentado ao ouvir as palavras do professor. Negou com a cabeça e deixando-se um pouco para trás para acompanhar Potter lado a lado, dirigiu-se a ele com seu melhor tom de ironia:
— Ele realmente gosta da sobremesa, sabe?

ϟϟϟ
sabia que receberia olhares curiosos quando atravessasse o salão principal, rumo à mesa dos professores, mas não se importava tanto com isso. Desde que não perdesse mais nada do banquete, nada lhe tiraria o bom humor. Nem mesmo os olhares carrancudos de Draco Malfoy.
Ao menos tinham conseguido chegar a tempo da sobremesa e mesmo que tivesse ouvido falar dos banquetes de Hogwarts, precisava admitir que tudo ali era ainda melhor. Por isso mesmo que a garota não fez nenhuma cerimônia assim que se sentou ao lado de seu mentor, Severo Snape. Sentiu até que ele lhe lançava um olhar de reprovação quando começou a comer, porém, novamente, não se importou.
Enquanto comia, conseguia identificar alguns trechos de conversas vindas dos alunos mais próximos e deixou um sorriso divertido brincar em seus lábios com a curiosidade da maioria deles. Não podia negar que estava até gostando daquela atenção toda.
Seus olhos varreram o salão principal, observando com curiosidade alguns rostos, mesmo que não conhece praticamente nenhum deles. Notou que, na mesa da Grifinória, os amigos de Potter lhe faziam milhares de perguntas, devido ao seu estado, mas não se interessou muito na cena, porque sentiu mais uma vez um olhar em especial.
Ergueu uma sobrancelha, mirando o garoto de cabelos loiros claros na mesa da Sonserina, como se questionasse de maneira muda o que ele tanto olhava. Será que havia perdido alguma coisa nela?
Recebeu uma expressão irritada em resposta, achando graça da facilidade que tinha em modificar o humor de Draco Malfoy. Bastava um olhar e até os punhos do rapaz se cerravam. Aquela temporada em Hogwarts, com toda certeza, seria muito mais divertida do que ela imaginava.
— Uma grande noite para todos! — Surpreendeu-se ao ouvir a voz risonha de Alvo Dumbledore, notando apenas naquele momento que o diretor havia se levantado, já que o banquete fora dado por encerrado. Achou curioso o gesto dele, que abriu os braços como se daquela forma pudesse abraçar a todos no salão, mas o que realmente chamou a atenção de foi sua mão direita, que estava escura e sem vida.
Aquela não era a primeira vez que via Alvo Dumbledore, obviamente, mas era a primeira vez que reparava naquele ferimento… Se era assim que poderia chamar. Sentiu-se um tanto intrigada, mas não teve a chance de pensar muito no assunto.
— Este ano, temos o prazer de dar as boas-vindas a dois novos membros em nosso corpo docente. O Professor Slughorn é um antigo colega meu, que aceitou retomar o cargo de mestre das Poções. — Anunciou, quando o bruxo ficou em pé e iniciou-se um burburinho, já que aquele costumava ser o cargo de Snape.
Poções? — A palavra parecia ecoar por todas as mesas.
— Por sua vez, o Professor Snape assumirá o cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, tendo como auxiliar e aprendiz a senhorita Lovelorn Lestrange. — colocou-se de pé, acompanhando seu mentor, e se antes já havia comentários, estes multiplicaram-se tanto em quantidade como em volume. adorou aquilo, não poderia negar.
— Lestrange?
— Ele disse mesmo Lestrange?
Ao ouvir seu sobrenome sendo repetido tantas vezes, foi praticamente impossível para a garota conter o sorrisinho que se formava em seus lábios. Ela conhecia bem o peso que ele tinha, em grande parte graças à sua adorada tia, então seria no mínimo interessante ver como cada um daqueles alunos reagiria à sua presença nas salas de aula. Colocar alunos para correr definitivamente seria hilário.
Na mesa da Sonserina, Draco não conseguia acreditar no que havia acabado de ouvir. Aquilo só podia ser algum tipo de pegadinha. Aquela garota? Aprendiz do Snape? Dando aulas a ele? Em que realidade aquilo era possível?
Talvez tudo não passasse de um sonho maluco, já que ele andava pensando demais na missão que havia sido dada a ele. Se continuasse repetindo aquilo para si mesmo, quem sabe acreditasse mesmo em suas palavras e despertasse novamente na manhã em que embarcaria no trem.
Mais uma vez, lançou um olhar emburrado na direção de . Algo na forma como ela sorria deixava muito claro que, desde a primeira vez em que se viram, a garota estava destinada a fazer de sua vida um inferno.
Dumbledore prosseguiu com os recados de início de ano letivo, mas nem e muito menos Draco Malfoy prestavam realmente atenção em suas palavras. Parecia-lhes muito mais interessante prosseguir em uma espécie de discussão silenciosa em uma troca de olhares irônicos e fulminantes.

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observou o caminho que os alunos do primeiro ano faziam em direção às masmorras com auxílio de Draco, o qual descobriu se tratar de um dos monitores da casa. Logo em seguida, o restante dos integrantes da Sonserina faziam o mesmo e sem mais paciência para esperar o mentor, resolveu seguir o último grupinho que passava, novamente, Draco estava entre eles. Permanecia mais afastada dos demais, observando e memorizando aqueles que ela achava que seriam importantes durante sua estadia em Hogwarts e, dentre eles, estavam os amigos mais próximos de Draco.
O Malfoy, por sua vez, apesar da força de vontade, não conseguia não demonstrar seu desconforto ao saber da notícia de que permaneceria ali durante todo aquele ano letivo. Não sabia o que se passava nos planos e na cabeça do Lorde das Trevas ao infiltrar a menina daquela forma, para Draco, sua exposição era desnecessária e muito mais do que isso, ela era incômoda. E mesmo que não contasse aquilo para a garota, era muito boa em leitura corporal e sua carranca na forma de andar ao lado de alguns colegas o entregou por completo.
Ela sorriu maldosa, pensando em quantos tipos de provocações podia fazer ao garoto durante aquele ano, caso ele não andasse na linha. Chegou até cogitar se sua tia havia tido uma ideia boa ou extremamente insana ao enfiá-la nisso.
Mas bem, era inegável que as Lestranges gostavam de coisas insanas.
— Devo me preocupar em ter você por perto? — Foi a voz sussurrada de Snape que ela ouvira. sorriu, balançou a cabeça rindo em negação e voltou seu olhar ao velho conhecido. Poucos sabiam, mas entre aqueles dois existia um histórico tão longo quanto se pudesse imaginar ou até mesmo contar. E, por esse motivo, Severo conhecia muito bem o peculiar jeito da garota e seus tão obscuros segredos.
— Você já sabe a resposta, não sabe? — respondeu, travessa, quando ambos pararam em frente à entrada comunal da Sonserina. Nesse momento, todos os alunos já estavam dentro dela. Snape massageou as têmporas e disse a senha que abria a passagem entre as pedras e assim entraram, percebendo a ausência de alunos no local. riu, imaginando o motivo de todos terem ido direto para seus dormitórios e sentiu que pensavam poder facilmente ficar petrificados se a encarassem de perto.
— Vá em direção aos dormitórios e siga até o final do corredor à esquerda. Há um quarto vago e perfeitamente solitário para você — Snape proferiu, e concordou com a cabeça, estalando os dedos e fazendo sinal com as mãos para que seu mentor se dirigisse aos seus aposentos e não a incomodasse mais. — Já se deu conta do quanto você abusa da sorte?
— Já, mas acho que ainda não fiz o suficiente. — sorriu e Severo rolou os olhos, sumindo em direção ao seu aposento como sempre fazia, igual uma sombra.
A garota permaneceu por alguns minutos observando o local. Era mais bonito do que pensava e surpreendentemente estranho por não haver objetos de tortura medievais como ela imagina. Ela gargalhou com o pensamento e virou ao ouvir passos em sua direção.
— Loirinho, sabia que não ia ficar tanto tempo longe. — Provocou, cruzando os braços. Draco adquiriu uma expressão que oscilava entre surpresa por aquele comentário e a raiva que crescia toda vez que seus olhos encontravam Lestrange.
— Não foi bem eu que vim trabalhar na minha escola, não é, Lestrange? Pelo jeito, é você quem não consegue ficar longe; — Ele retorquiu, com seu melhor tom presunçoso. — Além do mais, o que te faz pensar que eu quero uma maluca como você perto de mim? — Encarou-lhe de cima a baixo, com um certo desprezo, ou uma tentativa dele.
Sua escola, meu bem? — soltou uma risada alta, que teria atraído a atenção de outros alunos, se estes não tivessem corrido para os dormitórios. — Sinto muito destruir seus sonhos, Draquinho, mas você não está com essa bola toda não. Veja bem se sou eu chegando perto. — Malfoy nem havia reparado, mas ao observar a garota, havia dado alguns passos em sua direção, e quando se deu conta disso, a expressão carrancuda se intensificou em seu rosto. Ele retrocedeu alguns passos, como se assim anulasse alguma coisa.
percebeu a atitude do garoto. O sorriso divertido aumentou em suas feições e, com a intenção de provocá-lo, diminuiu a distância entre eles ainda mais, percebendo pela forma como Malfoy a encarava o quanto ele se sentia desconfortável com aquela proximidade. Queria rir da cara dele, mas preferiu conter por hora, mantendo uma expressão enigmática.
— O que está fazendo? — A voz de Draco havia se tornado falha por instantes e a cada passo que dava chegando mais perto dele, ele sentia algo se agitar dentro dele, algo que ele ainda não conseguia definir bem o que era, mas suas mãos suavam de um jeito completamente insano, tremendo como se ele estivesse controlando algum tipo de impulso. Mentalmente, ele desejou que fosse a vontade de sacar a varinha para lhe lançar alguma azaração. — Lestrange? — Grunhiu o sobrenome dela, voltando a carregar sua voz com desprezo.
— Te deixando a par da situação. — A garota falava, com um tom calmo, e estava tão próxima dele que Draco podia sentir o cheiro de hortelã vindo de seu hálito. — Talvez você não tenha entendido a situação ainda, loirinho. Mas deixarei você familiarizado com ela agora. — Seu desconforto ficou ainda maior quando ela o olhou nos olhos, minutos antes de chegar seus lábios próximos à sua orelha e sussurrar: — Você tem um missão grandiosa em mãos e eu tenho uma também. Ela só não é apenas tão interessante quanto a sua. Mas, lembre-se disso, a partir de hoje, tudo que você faz, pensa e diz é minha responsabilidade. Não ouse me dar trabalho demais, ok?
Draco sentiu os pelos claros de sua pele se arrepiarem por completo a cada palavra proferida pela garota. Não sabia exatamente dizer ao certo o efeito em que ela tinha sobre ele, mas sabia que sua presença poderia ameaçar ou deixar todo aquele ano mais interessante do que nunca.
Viu a garota lhe dar as costas segundos depois de suas últimas palavras, e agora sozinho em sua sala comunal, pensou apenas admitir duas coisas: ele odiava Lestrange, mas também se interessava pela garota.

Nota das autoras: Chegamos com o primeiro capítulo para vocês. Espero que gostem e deixem muitos comentários, porque eles realmente nos incentivam.
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Beijos e até a próxima.
Ste e G.K.

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