A espera por você

A espera por você

  • Por: LadyDupan
  • Categoria: Originais
  • Palavras: 1070
  • Visualizações: 247
  • Capítulos: 2 | ver todos

Sinopse: O querido colegial,o lugar que pra muitos é um paraíso e pra outros um grande inferno. Parece que sempre ocorre um divisão entre esse espaço, nessa ocasião específica, existe Ruby Ramires,a garota mais popular do colegial. Sempre rodeada de amigos e seguidores,uma completa rainha, comparece em todas as festas que é convidada, certamente era a garota mais cobiçada do colégio. Também temos a Olívia Souza ,como podemos imaginar, é uma das garotas mais excluída do colégio,tendo apenas as suas duas únicas amigas. Ela é a típica garota que não se envolve com ninguém e que prefere um bom livro do que uma balada,para falar a verdade,a mesma acha bem fútil essas saídas de jovens. Como estamos falando de uma história de colegial, você pode imaginar que a relação de ambas não são das melhores, tudo gerado por fofocas e intrigas de outras pessoas. Sem se falarem por anos, Olívia e Ruby vão se encontrar em uma situação que poderá reaproximar ambas e ainda explorar sentimentos que ficaram no passado.
Gênero: Romance e Comédia Romântica
Classificação: 10 anos
Restrição: Nenhuma
Beta: Sofia Alonzo
Em Andamento

Capítulos:

CAPÍTULO I
“Deixa acontecer naturalmente
Eu não quero ver você chorar
Deixa que o amor encontre a gente […]”

Lágrimas percorriam pelo seu rosto inchado e vermelho, não conseguia parar de chorar. Parecia que estava explodindo por dentro, só conseguia pensar em como era idiota por estar chorando apenas por uma música. A garota se sentou na beirada de sua cama e suspirou profundamente.
– Eu só queria ser menos infantil, como que uma garota de 16 anos chora apenas escutando uma musiquinha de amor? – Suspirou novamente, a mesma se levanta da cama e vai em direção à sua penteadeira, encara o seu reflexo do seu espelho e faz uma careta ao ver o seu próprio estado.
– Meu Deus! – Exclama aterrorizada. – Parece que eu levei um choque. – Falou ao reparar em seu cabelo que estava em pé. A mesma pega a escova de cabelo que estava na sua frente e começou a se pentear com dificuldade por conta dos vários nós que se encontravam no cabelo.
Após ficar um bom tempo penteando seu cabelo, a mesma apenas ficou se encarando no reflexo do espelho, parecia que estava viajando pelos seus pensamentos , mas foi interrompida quando a porta do seu quarto foi aberta brutalmente pela a sua mãe que gritava por si.
, levanta essa bunda da cama imediatamente! – Gritou assim que entrou no quarto da menina
– Eu já levantei, senhora. – Levantou os braços como se tivesse rendida.
– É melhor você tirar esse pijama e descer logo para tomar café. – Falou abrindo as cortinas do quarto da mais jovem, que odiou tomar um banho de sol logo de manhã. – Vamos que você não pode chegar atrasada no primeiro dia de aula. – A outra revirou os olhos com as palavras da mãe que foi em direção de dando um singelo beijo na testa da garota. – Bom dia!
– Bom Dia! – Falou quando a mais velha se foi. Suspirou cansada e logo se levantou para se arrumar.
– E vamos enfrentar mais um ano.
Foi em direção ao seu guarda-roupa escolher alguma peça de roupa para usar, após uns minutos procurando por algo atraente, optou por uma blusa cinza cumprida e uma jardineira preta curta. Pegou as suas roupas e se foi tomar um banho rápido.
– Como isso é bom! – Sentia cada parte do seu corpo relaxar, suspirou aliviada. Depois de um banho relaxante, finalmente foi se arrumar.
Se vestiu e logo foi colocar o seu querido all star preto, penteou seus longos cabelos negros e os prendeu em um rabo de cavalo alto. Logo seguiu em fazer uma maquiagem básica, passou um corretivo nas sua olheiras aparentes e na sua pequena espinha que apareceu na ponta de seu nariz, justamente no primeiro dia de aula, e por fim, passou um batom rosa claro em seus lábios. Quando terminou de se arrumar, desceu para o primeiro andar da casa, encontrando sua mãe na cozinha, olhando fixamente a TV, mas perdeu o foco assim que entrou no local.
– Você vai me levar para o colégio hoje? – Estava torcendo para a outra dizer que sim, era muito melhor ir de carro do que ir a pé.
– Sim, hoje me sobrou tempo para ir com você. – Ofereceu um pedaço de bolo para a filha, que aceitou de bom grado, se sentia feliz por ver que sua filha estava crescendo tão bem, eram poucas vezes que podiam se sentar e conversar entre si, por causa do seu trabalho, mas agora estava conseguindo ficar mais tempo com a sua pequena.
– Então, está feliz por ser o seu primeiro dia de aula? – faz uma careta assim que ouviu a pergunta da mãe.
– Definitivamente não. – franziu até o cenho imaginando como seria o seu dia. – Ainda vou ter que aturar aquela coisa o ano todo. – Sua mãe riu, já imaginava de quem a filha estava falando.
– Vocês são tão infantis, já deveriam ter parado com essas briguinhas bobas faz tempo.
– Como se eu fosse pedir trégua para ela. – Ficou emburrada, nunca pediria trégua para a garota que tanto odeia.
– Ok! – Suspirou cansada. Como aquela garota era cabeça dura. – Toma o seu café logo, não podemos nos atrasar!
– Tá bom, mamãe!
Depois das suas mulheres terminarem de tomar o seu café da manhã, rapidamente foram para os seus respectivos destinos.
– Tchau, mãe! – A garota deu um beijo na bochecha da mais velha, se despedindo.
– Tchau, meu bebê! – Acenou para a garota, vendo a descer do carro. – Toma cuidado.
– Pode deixar. – Assim que saiu do carro, foi em direção ao grande pátio de seu colégio, onde pode reconhecer de longe as suas duas melhores amigas, acelerou os passos para chegar até elas, pensou em gritar para chamar a atenção de ambas, mas a sua timidez não permitiu isso.
– Olá, meninas! – Cumprimentou alegremente quando foi de encontro com as suas amigas, Lia e Jully.
! – Se abraçaram.
– Que saudades de vocês! – As mesmas passaram as férias inteiras sem se verem, apenas se comunicando pelas redes sociais.
– Também sentimos saudades ! – Jully falou sorrindo, parecia que iria explodir de tanta alegria por finalmente ver as suas amigas.
– Meninas, eu preciso contar os babados da viagem! – Lia falou empolgada, parecia que nada tinha mudado. As três garotas foram andando pela escola colocando o papo em dia é matando as suas saudades.
Tudo estava indo bem na manhã de , porém, tudo mudou quando Lia a cutucou pedindo para olhar para trás. Tudo ao redor tinha ficado branco, nada tinha fico quando se tinha Ramires no centro, o seu pior pesadelo, que mesmo não querendo admitir, era extremamente atraente. Parece que o ano finalmente começou.

 

CAPÍTULO 2


Suspiro profundamente, mais uma vez, talvez seja a décima vez que eu tenha suspirado? Eu realmente não sei, foram muitas vezes que nem dá pra contar. Também, como não ficar assim quando os seus pais ficam dando sermões logo de manhã.
, quantas vezes eu te falei para você não ir na casa da sua amiga? Eu achei que tinha deixado bem claro que não era para você sair de casa ontem. – Dava pra sentir a raiva em cada palavra que ela dizia. Eu não sei porquê ela está tão brava, só foi uma saidinha de uma hora, não matei ninguém por isso.
– Mamãe, eu só fui na casa dela, não fizemos nada demais! – Tentei justificar, o que não foi mentira, a gente só tinha ficado na casa dela comendo besteira.
– Mesmo assim, ! Eu tinha mandado você ficar em casa e pronto! – Gritou ferozmente. – Você está de castigo agora!
– O quê? Como assim eu estou de castigo? Pai! – Chamei pelo meu pai, tentando achar algum apoio moral nessa briga.
– Desculpa, mas a sua mãe está certa, querida. – Ele veio em minha direção e me deu um beijo na bochecha. – Eu espero que você entenda o lado da sua mãe, ela tinha falado para você não sair.
– Sim, sim… – Inflo as minhas bochechas emburrada, assim como uma criança.
Já sem paciência, peguei a minha mochila e fui em direção a saída de casa, pelo que parece, vou ter que ir andando para a escola, eu não aguentaria ir com a minha mãe dando sermões o caminho todo.
– Para a onde a senhorita vai? – Minha perguntou assim que passei pela mesma.
– Vou para a escola andando hoje. – A mesma suspirou cansada, talvez ela tenha desistido de brigar comigo.
– Tenha um bom dia.
– Você também! – Lancei um beijinho no ar par o meu pai e a minha mãe de despedida e logo fui para o meu destino.

Assim que eu coloco os pés na escola, pude sentir vários olhares em cima de mim, uma coisa que até tinha me acostumado. Porém, nem sempre eu me sinto a vontade com isso, não consigo só andar nos corredores que já tem várias pessoas de olho, e consequentemente, eu tenho que enfrentar olhares nojentos dos meus colegas de escola.
!! – Alguém se jogou nas minhas costas que nem uma doida gritando. Meu corpo todo tremeu de susto.
– Meu Deus! Você quase me matou de susto! – Meu peito subia e descia rapidamente, dei um tapa fraco no braço da pessoa assim que a reconheci, era a Rebecca, a minha melhor amiga.
– Desculpa, amiga! – A mesma me abraça fortemente e tenta dar beijinhos no meu rosto.
– Você é muito grudenta! – Tento desviar dos beijos dela.
– E você ama isso. – Riu da minha cara e logo me largou. – E então, como foi com a sua mãe?
– Um saco, ela brigou comigo e agora estou de castigo! – Bufei de raiva, talvez eu esteja fazendo um pouco de drama.
– Ninguém mandou desobedecer a sua mãe. – Riu da minha cara, apenas revirei os olhos. – Sério, agora fica sossegada em casa e espera a sua mãe te liberar do castigo, isso não vai te matar. – Falou assim que começou a caminhar em direção ao grande prédio a nossa frente.
– Eu sei que ela tá certa, mas precisava me pôr de castigo? – Acompanhei ela na caminhada, com os braços cruzados.
– Isso foi pra você aprender! Da próxima vez, você não faz mais essas burradas. – Me empurrou de leve, logo em seguida riu que nem uma idiota.
– Tá bom, mamãe 2.0! – Falo zoando da cara dela. – O meu erro foi ter te deixado conversar com a minha mãe, só falta você preparar uma mamadeira pra mim.
– Não precisa de mamadeira, eu tenho leite natural. – Apertou os seus próprios peitos deixando bem claro a sua intenção.
– Ai, sua idiota! – Empurrei ela rindo escandalosamente e logo foi acompanhada da mesma. – Vamos entrar logo na escola antes que bata o sinal!
– Espera um minuto! – A mesma subiu correndo os últimos degraus das escadas que tínhamos que enfrentar e logo já estava na minha frente abrindo a grande porta.
E como se fosse em um filme, assim que entramos dentro do local, todos começaram a olhar para nós duas, o que não foi tão agradável, mas não podíamos fazer nada. Por fim, logo fomos seguindo em frente ao longo corredor que se encontrava lotado de alunos.
Ao decorrer do caminho, eu pude perceber a presença de uma criatura que venho suportando a minha vida inteira.
Lá estava , a pessoa que menos suporto nesse mundo que vivemos. Nossos olhos se encontraram assim que passei perto dela, foi tudo em câmera lenta. Mas logo desviei os olhos para a Rebecca, que não parava de me cutucar.
– Uau! Coitada da , acho que ela precisa de um copo de água, depois dessa secada que você deu nela! – Falou maliciosamente, rindo que nem boba.
– O que você está falando, idiota? – Eu estava secando a Palito? Só se for nos mais profundos sonhos da Rebecca!
– Você parecia uma coruja olhando atentamente ela! – Riu mais uma vez, essa garota tá tirando com a minha cara. – Espero que ela esteja bem depois daquilo.
– Você está louca! – Ela definitivamente estava louca! Eu olhando a Palito? Puff, só nos pensamentos dessa louca. Eu nunca olharia para ela desse jeito…