Freakshow

Sinopse: A família McQueen vivia escondida nas sombras, porém uma conspiração parece se desvelar ao redor dos membros da familia e eles precisam proteger a si mesmo, e preservar a família enquanto descobre o que está acontecendo.
Após uma série de assassinatos levam uma equipe da Scotland Yard até a misteriosa e sobrenatural família McQueen, onde os segredos se escondem no silêncio.
Como solucionar vários crimes onde a trilha de corpos sempre levava até eles?
Gênero: Drama, terro e suspense
Classificação: +16
Restrição: Yaoi, violência e sobrenatural
Beta: Elena Alvarez

Capítulos:

PRÓLOGO.

Em algum lugar do Reino Unido, 1997.

O fogo se alastrou rápido.

A correria assustará as crianças que estavam já em seus quartos após o toque de recolher, enquanto as portas se abriram num rompante –, e todos fugiram para as saídas mais próximas, mas misteriosamente os funcionários não conseguiram abrir as portas dos seus quartos com exceção de Madeleine Ducrô, enquanto as crianças corriam para baixo sendo auxiliadas pela nova psicóloga que seria a única sobrevivente a adulta do corpo dos funcionários que olhava horrorizada para o fogo sinistro que começará do nada com apenas um fósforo inocente cair sobre os lençóis do diretor Peter Jordan, e as labaredas pareciam dançar em uma harmonia sinistra em sincronia aos gritos de suas vítimas.

Havia seis crianças observando com curiosidade em local afastado – o carro estava cheio de comida e mantimentos pelos próximos dias, assim como os cobertores e duas cadeiras improvisadas para bebês –, enquanto os funcionários do Orfanato Serene Woody gritavam por socorro.

As crianças, sem exceção, usavam roupas maltrapilho por baixo dos grossos casados que roubaram da sala dos funcionários, e algumas economias que estava na sala da diretor –, enquanto segurava os bebês em seus braços, um deles adormecido e outro atento ao fogo, e os olhos em tons verdes fixos nas labaredas enquanto os funcionários queimavam até as cinzas, e os gritos divertiam os mais velhos, enquanto a garota mais velha acomodou melhor a garotinha de pouco mais de um mês em seu colo apertou o seu dedo, e ao longe, o som baixo foi ouvido por ela.

— Vamos? – perguntou para os outros – Temos que sair daqui antes que a polícia chegue.

Ela havia roubado o carro de algum funcionário, enquanto acomodou um a um no carro e ouviu algumas birras do garoto de seis anos para ela, e entregou ao mais velho dos meninos a garotinha carequinha que havia adormecido –, o outro bebê estava com outra menina que observava a neve cair novamente naquela noite.

— E agora, para onde vamos?

A garota de 15 anos observava a estrada, é uma brilhante ideia surgiu em sua mente, enquanto ligou o carro dando partida.

— Londres.

Capítulo I

 

“As vezes você se apaixona por quem não esperava, mas não quer dizer que isso seja errado.”

— How I Met Your Mother

Uma chuva forte e continua caia enquanto Leonard McQueen seguia o Audi A3 sedan de seu namorado, em direção ao apartamento dele. A batida dos limpadores de parabrisa não interrompia os seus pensamentos.

Ex-namorado, corrigiu-se mentalmente. Há exatos quarenta cinco minutos atrás.

Ele batia seus dedos na direção do carro ao ritmo de “Robbers”, de The 1975 que tocava aleatoriamente em uma das milhares de playlist no Spotify -, foi o ano de sua vida, ele pensou, está realmente pronto para passar uma borracha sobre o assunto?

Havia uma saída melhor? Leonard pensou em ligar para sua irmã mais velha, e lhe pedir conselhos amorosos, porém o relógio em sua BMW X6 marcava exatamente 23:45, enquanto as melhores desculpas até mesmo os apelos para Richard Turner estava a se formar, porém talvez ele ficasse melhor deixando para trás o seu furacão particular. Uma racionalização banal: ele é o parlamentar inglês que não havia assumido sua sexualidade, e Leonard é um playboy gay que vivia em revistas de celebridades e fofocas.

Mas não era tão simples?

Richard trabalhava para a Rainha Elizabeth II, enquanto Leonard é um dos solteiros mais cobiçados do Reino Unido, além de ser objeto sexual de pelo menos 99% dos britânicos e ter sua própria multinacional que estava se expandindo para o restante do mundo -, Leonard coçou o nariz ao pensar nisso, e frustou-se com todos os contra que existiam entre Richard e ele, além da preocupação excessiva de sua família dele com esse relacionamento, e o medo desnecessário de Richard perante a sociedade caso descobrissem que ele tinha um relacionamento homoafetivo com o McQueen.

Leonard viu o Audi A3 vira a esquerda, e ligou a seta para segui-lo, porém um Volvo o fechou, e quase por um triz, um Porsche atrás de si não batia no carro.

Richard Turner saiu do carro no estacionamento do prédio onde se encontrava com Leonard -, o parlamentar olhou curioso por perceber que Leonard não estava mais atrás de si, deve ser o trânsito, pensou o homem enquanto retirou a gravata, e pegava a sua maleta -, os seguranças que normalmente faziam a sua proteção estavam de folga naquele dia, porém os de Leonard estavam seguindo ele como sempre para todos os lugares que o McQueen ia, porém olhou mais uma vez para entrada do estacionamento enquanto pegava o elevador.

Ele deve ter ficado preso no trânsito.

O segurança de nome Stuart estava explicando que não era preciso esperar a polícia, e que ninguém havia se ferido enquanto o outro carro com seus seguranças esperavam pacientemente para seguirem para o destino com seu chefe -, Leonard observava os quatro brutamontes que era obrigado a arrastar para todos os lados que ia desde os seus 12 anos, porém ele mantinha a expressão aborrecida, enquanto batucada sobre o volante e os pensamentos iam sobre o que ele é Ricard iam conversar naquela noite.

Ele pega as coisas dele, e caia fora da vida do homem da Rainha, ou passa a última noite fazendo amor, como se fosse a última vez?

Ou, pro diabo com tudo, pensou amargo sobre o destino de seu relacionamento.

E os assuntos que os atraia? O padrão típico dos relacionamentos do playboy? Leonard McQueen, solteiro convicto, além de ter uma boa quantia em dinheiro no banco -, ele sempre foi considerado brilhante, porém as expectativas dos seus relacionamentos? Seis meses, até um ano, porém ele estava quase dois anos com Richard Turner.

Era um recorde, diria sua irmã .

Ele checou relógio novamente, fazia 25 minutos desde que perdera Richard de vista, enquanto estava perdendo a paciência com aquela mulher e seus ataques histéricos.

Richard Turner parou em frente ao apartamento: tudo acabou mesmo? Ele se lembrava da voz ao amante ao fala da recepção para arrecadar fundos para doar para orfanatos carentes -, Turner havia cometido um erro em ir a festa, sabendo que vários parlamentares e pessoas de alta classe estariam lá -, embora Leonard tenha dito que iam ser discretos naquele compromisso social, provavelmente foi um passo mal dado.

E havia também August Freeman.

Leonard havia tido um caso curto com o homem antes de conhece-lo e tinha sido honesto ao discutir a possibilidade dele ir ao evento.

Porém, em seu íntimo, Richard tinha que admitir que eles formavam o casal!

August Freeman, advogado conceituado e assumidamente gay. Ênfase ao gay. Leonard McQueen, empresário assumidamente homossexual, e de bem com a sua vida e família -, eles formavam o casal que não havia aquelas discussões tolas sobre discrição, e que deveriam se encontrar às escondidas ou qualquer coisa do gênero -, este sempre seria o problema entre eles, sempre parte da dinâmica que faltava entre eles.

Ele balançou a cabeça a contragosto, enquanto abriu o apartamento, porém assim que ele entrou havia algo de errado.

A luz do hall estava desligada, mas mesmo na semi-escuridão ele podia perceber que seu apartamento estava remexido. Ele pegou celular no bolos, porém a mão com uma luva obstruiu sua boca, e ele perdeu os sentidos.

Após alguns minutos desde que deixará Stuart cuidar do quase acidente mesmo sobre os protestos da mulher que estava esperando os benditos dos polícias -, Leonard estacionou o carro ao lado do Audi de Richard e ajeitou a gravata que estava lhe incomodando, enquanto percebeu os dois seguranças restantes também estacionando -, ele desceu e ajeitou o terno que usava naquela noite, e trancando o carro enquanto sinalizou para os seguranças que dali ele podia ir muito bem sozinho, porém sabia que o velho Raymond estaria no corredor no dia seguinte com um copo de café expresso.

-Tenham uma boa noite, rapazes – diz sorridente para Aaron e Raymond – E, não fumem aqui.

Aaron soltou uma risadinha, enquanto Raymond apenas ignorou o patrão que adentrou no elevador e apertou o número 10.

Observou seu rosto no espelho dele – Leonard tinha uma cicatriz no supercílio esquerdo, porém era quase imperceptível a olho nu enquanto os olhos verdes acinzentados esperavam impacientes que chegassem ao 10° andar, e tentava montar um plano estratégico para pode salvar seu relacionamento com Richard assim que a porta abriu ele buscou o apartamentos 1010, porém seus olhos pararam na porta entreaberta, e a sensação que estava no ar era sufocante.

Empurrou com os sapatos a porta enquanto buscava a silhueta de Richard pelo apartamento, a luz do hall estava acesa -, enquanto um círculo de sangue estava desenhado no chão e no centro dele, com o tórax aberto e os olhos arrancados estavam Richard Turner.

Morto.

Leonard parou na entrada do apartamento, enquanto observava cuidadosamente o círculo desenhado no chão -, ele tirou o celular do bolso do terno, e percebeu o tremor tomar conta de suas mãos, e digitou 999.

-999. Telefonista.

Ele arranhou a garganta – a bola de angústia estava se formando, porém ele olhou Richard e se forçou a dizer as palavras.

-Gostaria de comunicar um assassinato.

Continua…