Live To Party

Live To Party

Sinopse: O que fazer quando seus pais viajam e te deixam sozinho com a casa por uns dias? Para ele seria a oportunidade perfeita de dar uma festa e rever alguns amigos do ensino médio. Esses eram seus planos até uma garota desconhecida chamar sua atenção no meio da multidão.
Gênero: Romance, original, POV
Classificação: 12 anos (consumo de bebida alcoólica)
Restrição: O nome Mark é fixo
Beta: Bridget Jones

 

Capítulo Único
Estava deitado no sofá, zapeando pelos canais da TV a fim de encontrar algo que fosse de meu agrado. Meus pais estavam em algum lugar da casa, mas eu não me importava com isso. Minha maior prioridade era achar algo na vasta programação para me distrair ao menos um pouco da realidade.
Não fazia nem dois dias que havia chego a Miami, mas já me encontrava no maior tédio possível. Eu já estava na universidade, cursando Psicologia e adorava meu curso, mas naquele momento as férias foram muito bem vistas, já que o semestre havia sido uma loucura e extremamente puxado, com disciplinas muito específicas. Sentia saudade de meus pais e até mesmo da cidade, então aquela rápida escapulida foi uma boa oportunidade para rever ambos, matando um pouco da saudade.
Ouvi o som de passos na escada, seguido de barulhos que não soube identificar e rapidamente me virou para olhar. Eram meus pais, que estavam descendo do quarto com uma mala cada. Automaticamente uma de minhas sobrancelhas se arqueou ao imaginar o que estaria acontecendo e qual o motivo de estarem carregando aquelas malas.
– Eu perdi alguma coisa? Estão me expulsando?
Eles apenas me olharam e começaram a rir, como se estivessem se divertindo com a sugestão.
– Claro que não, meu filho.
Minha mãe foi a primeira a se pronunciar e se aproximou de mim, que permaneci na mesma posição que estava. Meu pai apenas a seguiu, parando ao seu lado.
– Você não nos avisou com antecedência que viria para casa, então seu pai e eu decidimos viajar. Como as passagens já estão compradas, não conseguimos solicitar cancelamento e reembolso. – ela chegou perto de mim e tocou meu rosto com delicadeza, como se estivesse fazendo carinho no mesmo. Não pude evitar meus olhos se fecharem e um sorriso se formar em meus lábios.
– Já está grande o suficiente para se cuidar sozinho e nós confiamos em você para cuidar da casa, então vamos deixá-lo aqui sozinho.
Abri os olhos, encarando a ambos. Desde criança o que eu mais queria era ficar sozinho em casa. Tudo bem que na faculdade eu frequentemente ficava com o dormitório só para mim, mas não era a mesma coisa. Automaticamente outro sorriso ainda maior se formou em meu rosto e coloquei-me de pé na frente deles.
– Não precisam se preocupar com isso. Realmente eu devia ter avisado antes, mas acabei tendo a ideia de última hora e fui impulsivo. Não quero que desperdicem essa viagem por minha causa, então podem ir tranquilo que eu vou ficar bem aqui. Prometo – dei-lhes um sorriso sincero, demonstrando que não estava chateado e nem nada do tipo.
Eles retribuíram meu sorriso, enchendo-me de abraços, avisos e recados que eu já sabia de cabeça. Eles nunca haviam, de fato, me deixado sozinho, mas eu sabia todos os avisos porque meus colegas ouviam direto. Óbvio que eles se certificaram de repetir todas para mim.
– Não faça muito barulho para que não incomode nossos vizinhos. Quando quiser comer, deixamos algumas coisas na geladeira, então é só você esquentar. – minha mãe começou a falar, toda preocupada em não esquecer algo.
– Além disso, deixamos dinheiro guardado para o caso de você querer pedir algo ou surgir algum problema, mas não deixe de nos ligar se isso acontecer. – meu pai completou a fala dela, que sorriu em minha direção.
– Relaxem! Não vou colocar fogo na casa e nem nada do tipo. – dei uma risadinha para eles.

✨🥤
O relógio pendurado na parede da cozinha marcava 15:36 e eu não poderia estar mais entediado. Meus pais haviam saído para o aeroporto logo pela manhã e agora me encontrava sozinho e com absolutamente nada para fazer. Estava assistindo o décimo episódio seguido de FRIENDS e não me importava nenhum pouco de ser a centésima vez que reprisava essa série, pois definitivamente era uma das minhas favoritas. Contudo, não aguentava mais ficar na frente da televisão.
Peguei meu celular no bolso da calça e mais que depressa entrei na lista de contatos. Fazia vários meses que eu não voltava para a cidade e sentia muita falta de Mark, que era meu melhor amigo desde a escola. Sempre nos falávamos por mensagem, mas não era a mesma sensação de se ver pessoalmente.
Cliquei na opção “ligar” e esperei pelos toques iniciais, avisando que seu celular já deveria estar tocando. Ele atendeu sem demora após alguns segundos e sua voz parecia exatamente a mesma de alguns anos atrás.
?
– É aí, Mark? – não evitei o sorriso que se formou em meu rosto e aproveitei para me encostar direito no sofá, colocando os pés por cima da mesa.
Se meus pais vissem essa cena provavelmente levaria uma bronca das grandes, mas a vida foi feita pra nos aventurarmos. Ri mentalmente de meu próprio comentário e voltei minha atenção para meu amigo, que estava do outro lado da linha.
– Quanto tempo, irmão – quase conseguia vê-lo sorrindo do outro lado da linha.
– Nem me fala. Parece que faz uma vida que não conversamos – sorri de lado – O que está fazendo agora?
– Na verdade estou trabalhando – sorriu de lado – Mas estou prestes a sair. Qual o problema? Aconteceu algo?
– Não. – dei risada – Não aconteceu nada, mas é que eu estou na cidade por um tempo e imaginei que seria bom se nos encontrássemos para conversar ou algo do tipo. Faz tempo que a gente não se vê.
– Realmente faz muito tempo, mesmo. O que tem em mente?
Pensei por alguns segundos e uma ideia surgiu instantaneamente em minha mente. Se estivéssemos em algum desenho animado, teria certeza que surgiria uma lâmpada acesa acima da minha cabeça.
– Que tal uma festa?
– Como assim uma festa? Na sua casa?
Era uma ideia genial! Desde mais jovem, sempre tive o sonho de ser o tipo de cara que faz festas quando os pais saem, chamando os amigos e toda a turma da escola. O problema era que meus pais nunca saíam de casa e festas lá eram proibidas, mas ao menos eles me deixavam ir às que meus amigos davam. Era a oportunidade perfeita, já que ficaria sozinho por alguns dias.
– Claro. Por que não?
– Nada. É só que você nunca fez nada aí quando estávamos na escola.
– Ah cara. Sabe como é, né? A casa não era minha e, em todo caso, vou ficar aqui sozinho por mais um tempo antes dos meus pais voltarem de viagem. É a oportunidade perfeita!
– Se você está dizendo… – ele ria do outro lado do telefone.
– Mas você viria se eu fizesse?
– Claro que sim!
– Então está marcado. Será as 20:00 e eu vou me certificar de ligar para toda a galera vir também. Acho que será ótimo – não consegui segurar o sorriso que se formou em meus lábios.

✨🥤
O resto da tarde se resumiu a ligações para bares, DJs locais que eu conhecia e toda a galera que foi da minha turma. Eu também havia ido ao mercado, comprando coisas como salgadinhos, entradas e aperitivos para serem servidos durante a festa. Olhei para o relógio na parede, notando que já estava no horário marcado e passei as mãos pelo cabelo, nervoso. Pensamentos aleatórios começaram a rondar pela minha cabeça.
Será que eles vêm mesmo?
Espero que esteja tudo certo e que gostem da minha primeira festa.
Talvez os vizinhos contem tudo para meus pais quando chegarem, mas fodam-se eles. Só se vive uma vez!
Estava prestes a falar algo para meu amigo DJ quando ouvi barulho de batidas na porta. Rapidamente segui até ela, abrindo a mesma e dando de cara com umas cinquenta pessoas do lado de fora que carregavam caixas de cerveja, lanches e todo tipo de coisa. Sorri de lado, feliz por terem aceitado o convite e dei espaço para que entrassem.

Para uma melhor experiência, escute a música até o final da história.
Todos me cumprimentaram conforme iam entrando e automaticamente a música começou a tocar, animando a todos. Observava todos que passavam por mim, em busca da pessoa que mais queria ver, meu amigo Mark. Não muito tempo depois, avistei-o se aproximando.
Cumprimentamos-nos com um toque de mãos, como nos tempos de escola, e seguimos rumo à mesa onde estavam os comes e bebes.
– Que bom que veio, mesmo. – sorri de lado, enchendo um copo com cerveja.
– Não poderia recusar a primeira festa do meu amigo. – sorriu e pegou o copo que lhe estendi, tomando um gole. Apenas peguei outro e fui encher para mim.
– Acontece. É como dizem: sempre tem a primeira vez para tudo. – dei de ombros.
– Parece que sim. – sorriu de lado, me olhando. – Como está sendo a faculdade fora daqui? É tudo que sonhou?
– Em parte, sim. Adoro meu curso e mal posso esperar para as próximas disciplinas. Só que tem a parte que é tudo novo, não conheço bem as pessoas e claro, ficar longe dos pais. Porém é uma experiência importante e compensa, no fim das contas. – Sorri de lado.
– Também tenho vontade de fazer algo longe daqui, mas ainda sinto que não estou pronto para isso – fez uma careta – Algum dia, quem sabe. – Deu de ombros.
– Seria muito bom. – sorri de lado – E quanto à sua vida pessoal? Ainda está com a Mandie?
– Não. Já faz um tempo que terminamos. O relacionamento havia esfriado e era como se estivéssemos juntos por mera obrigação, já que começamos a namorar no ensino médio.
– Mas o término foi amigável?
– Claro. – ele sorriu – Afinal, somos adultos e não temos motivo para ficar brigando um com o outro.
Sorri e ergui meu copo, para que fizéssemos um brinde. Ele me acompanhou e batemos nossos copos um no outro, logo consumindo mais um gole da bebida. Fazia um tempo que não tomava nada alcoólico, então o líquido desceu queimando pela garganta. Não consegui evitar uma careta de se formar em meu rosto e Mark apenas deu risada.
– Por falar em vida pessoal, não sei como está a sua, mas caso esteja solteiro tem uma mulher atrás de você que não para de olhar para cá e eu garanto que seu interesse não é em mim.
– Jura? – arqueei uma sobrancelha e ele apenas assentiu com a cabeça.
Ajeitei minha postura e fingi que iria colocar mais cerveja no copo, apesar de que ele ainda estava quase cheio. Virei a cabeça ligeiramente para o lado e consegui ver uma garota olhando na minha direção. Ela estava um pouco distante, mas aparentava ser extremamente linda. Sua pele morena contrastava com as luzes brilhantes que rodavam pela casa e seu cabelo cacheado parecia uma cascata, me deixando com vontade de enterrar o rosto entre eles. Automaticamente um arrepio percorreu meu corpo, fazendo com que uma vontade estranhamente grande de ir até ela me atingisse com tudo.
– Você a conhece? – falei para Mark, sem desviar os olhos dos dela, que me olhou novamente e sorriu, sustentando a troca de olhares.
– Não faço a menor ideia de quem seja. – Deu de ombros – O lance dessas festas é que você convida as pessoas, mas elas irão convidar outras mesmo que você não tenha permitido. Por isso nunca se sabe quem é quem.
– Droga! – praguejei baixo, pensando em algo – Tudo bem. Vou até ela, então. Tem umas garotas em volta que devem ser suas amigas, mas se ela está realmente de olho em mim não vai se importar em sair de perto delas por alguns instantes. – olhei para Mark.
– Só vai, amigo – ele sorriu, erguendo seu copo. – A festa é sua, então aproveita ao máximo!
Tomei toda a cerveja que ainda estava no meu copo em um gole só e deixei o copo na mesa, seguindo até onde aquela garota estava. Ela notou minha aproximação, mas fingiu que não havia percebido, continuando uma conversa com as amigas que estavam ao seu lado. Logo que estava perto o bastante para que conseguisse vê-la por completo, a mesma voltou a me olhar com um sorriso estampado em seu rosto.
– Oi! – retribuí seu sorriso.
– Oi! – continuava com o sorriso no rosto e a cena era absurdamente hipnotizante.
– Me chamo – lhe estendi a mão, que foi prontamente pega pela dela em um cumprimento formal até demais.
– Eu sei. Estudamos juntos no primeiro ano. , caso não se lembre. – seu sorriso aumentou de tamanho, me contagiando.
Céus, ela era deslumbrante!
– Vai ter que me desculpar, porque realmente não me lembro. – dei uma risada de nervosismo e passei a mão na nuca, levemente envergonhado.
– Não se preocupe. Não era sua obrigação saber disso.
– De qualquer forma, espero não estar atrapalhando – apontei para as amigas dela, que já estavam indo para longe de nós dois.
– Ah, não está. – deu risada – Elas já iam circular para encontrar umas pessoas, mesmo. Não pegue os créditos.
Não consegui segurar a risada que se formou, logo sendo acompanhada pela dela. Definitivamente ela era divertida e eu gostei disso.
– Se eu te chamasse para dançar comigo você aceitaria? – a olhei.
– Depende. Só se pegar uma bebida para mim – me deu uma piscadela e seguiu até a pista de dança sem esperar por mim.
Que mulher!

✨🥤
Peguei pela mão, girando-a sem que ela saísse do lugar. Já era com certeza a décima ou mais música que estávamos dançando e eu só queria agradecer o DJ pelas músicas que tocou. Estava só sorrisos e risadas a noite toda, assim como ela. Aquilo só podia ser um bom sinal.
– Meus pés já estão doendo – ela dava risada, enquanto se apoiava no meu ombro com uma das mãos e usava a outra para massagear os pés por cima do sapato, mesmo.
Lançou uma rápida olhada para o relógio em eu pulso e eu pude notar seus olhos se arregalarem de surpresa.
– Eu preciso ir. Já está muito tarde – ela me olhou.
– Tudo bem. – comentei claramente desapontado por não ter nem ao menos beijado-a enquanto pude. – Sabe onde suas amigas estão?
– Na verdade elas foram embora faz um tempinho. – colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha, parecendo um pouco envergonhada – Encontrei-as quando fui ao banheiro e disse que ia ficar mais um pouco.
– Não tem problema. Eu posso te levar até sua casa.
– Jura? Não quero te incomodar e nem nada do tipo. Afinal, você é o anfitrião.
– Relaxa! Todos estão bem e, além disso, o Mark está por aí e vai cuidar de todo mundo – ri de lado.
– Então eu aceito a carona – sorriu de volta para mim – Mas será que podemos primeiro dar uma última dança?
– Com certeza, senhorita! – fiz uma menção em sua direção, mas ela apenas revirou os olhos diante da minha brincadeira e pegou uma das minhas mãos, puxando-me novamente para a pista de dança.

✨🥤
Parei o carro na frente da casa de , observando que aparentemente não havia ninguém acordado, pois todas as luzes se encontravam apagadas. Girei a chave, desligando os faróis e o motor, e puxei o freio de mão.
– Seus pais não vão brigar com você, né? Por estar chegando tão tarde e com um desconhecido. – fiz careta e ela apenas deu uma risada.
– Com certeza não. Eu moro sozinha. – ela se liberou do cinto de segurança, ainda com uma risadinha ecoando no carro.
– Entendi – acompanhei sua risada, parando por alguns para simplesmente olhá-la.
Ao que parecia ela também estava sentindo aquela tensão entre nós. Desde a festa estava louco para beijá-la, mas com medo de parecer tarado ou aproveitador. Porém, ali no carro, era como se ambos estivéssemos esperando pelo outro e a sensação era devastadora.
Comecei a me inclinar em sua direção, sentindo que ela fazia exatamente o mesmo que eu, só que por um azar do destino meu corpo travou, impedido de avançar por conta do maldito cinto de segurança que eu havia me esquecido de soltar. Praguejei internamente, observando que apenas me olhava, já com uma nova risada surgindo.
– Ok. Agora vou te deixar aí em segurança e vou pra casa me enfiar em um buraco – escondi o rosto nas mãos.
– Ei! Para com isso. – ela continuava rindo – É completamente normal, eu acho.
– Aham. – não consegui conter minha própria risada que escapou e aproveitei para retirar aquela droga de cinto.
continuou me olhando e se aproximou de mim. Imaginei que ela fosse me beijar ou algo do tipo, mas me surpreendi ao ouvir sua voz ecoando na forma de um sussurro em meu ouvido.
– A festa não tem que acabar, nós podemos dançar aqui.
Arrepiei-me por completo e a olhei, notando um sorriso malicioso em seu rosto. Definitivamente a festa ainda rolaria por um bom tempo no que dependesse de mim e, a julgar pela sua expressão, também teríamos um after party para aproveitar.

FIM!
 

Nota da autora: Eu de novo! Espero que tenham gostado da história que eu tentei desenrolar com essa música, o que não foi muito fácil já que ela basicamente fala sobre uma festa. Digamos que eu sofri um pouco, mas no fim valeu a pena! Caso tenham gostado e queiram deixar um comentário para essa pobre autora que vos fala, ficarei extremamente feliz. Juro! ❤
Ainda me verão muito com novas fanfics e, principalmente, então fiquem atentos aos meus próximos passos hahaha. Até logo mais com outra história e peço desculpas caso tenha decepcionado alguém com o que escrevi. Obrigada a todos, beijos e até breve! ❤
Para ler minhas outras fanfics, acesse minha página de autora.