My Boy

My Boy

  • Por: Lola Boudeaux
  • Categoria: Originais
  • Palavras: 1428
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Sinopse: Sua mãe sempre lhe dissera que ele nunca teria nada para lhe oferecer, sua família não confiava nele do jeito que ela confiava, não acreditava que ele chegaria longe do jeito que ela acreditava e jamais concordou que ela o amasse do jeito que ela amava. Mas ele era seu e mesmo se fosse metade do homem que era, ela gostaria dele e o amaria da forma mais profunda que poderia amar alguém algum dia. E ninguém jamais tiraria isso dela.
Gênero: Romance.
Classificação: Livre.
Restrição: Sem restrições.
Beta: Alex Russo.

 

Capítulo Único

 

Sua mãe sempre lhe dissera que ele nunca teria nada para lhe oferecer, sua família não confiava em do jeito que ela confiava, não acreditava que ele chegaria longe do jeito que ela acreditava e jamais concordou que ela o amasse do jeito que ela amava. jamais teria o status que sua família prezava, mesmo se ficasse muito rico, não era de berço de ouro, e seus pais só ligavam para isso. Mas ele era seu e mesmo se fosse metade do homem que era, ela gostaria dele e o amaria da forma mais profunda que poderia amar alguém algum dia.
E ninguém jamais tiraria isso dela.
Ele percebeu que lhe encarava com um brilho esquisito nos olhos e gargalhou, aquela risada exagerada que só aparecia quando eles insistiam em comprar aquele velho vinho barato, mesmo quando poderiam comprar o vinho mais caro da prateleira, nenhum vinho tinha o sabor daquele nacional, que custava pouco, mas vinha repleto de lembranças que nenhum deles poderia apagar jamais.
— Baby? — ele a chamou e o olhou com os olhos cheios de paixão, ele pulou do sofá onde estava escorado no outro lado da sala e tropeçou no tapete, caindo com um estrondo gigante e a fazendo rir, sabia que o tropeço não tinha sido o suficiente para que ele levasse tamanho tombo, mas seus atos exagerados era uma das coisas que mais gostava nele quando bebiam juntos. A moça gargalhava com a palhaçada do namorado e ele apenas a olhava com amor e a acompanhava na risada, sabendo que daria tudo na vida para ouvir aquele som vindo dela mais e mais vezes. — Vamos ficar lá fora um pouco? — ela sorriu, assentindo, sabendo o quanto amava ficar na área externa da casa.
Ele se levantou e puxou pela mão, a fazendo parar de rir e segui-lo para o terraço, o local era iluminado com correntinhas de luzes leves e suaves, e algumas lanternas de papel espalhadas pelo chão. Os móveis de madeira faziam do lugar aconchegante e aquele espaço era um lar para os dois, que compraram tudo para lá, montaram juntos cada móvel, que se esforçaram tanto para pagar, e se amaram muitas vezes naquele sofá, sob as estrelas.
se apoiou no peitoril da varanda e observou a cidade abaixo de si, o namorado não morava na melhor parte da cidade, ou na mais nobre, mas com toda certeza, era a parte mais bonita dela. Ela observou as luzinhas das casas abaixo, os prédios iluminados e os carros que passavam nas ruas.
Sentiu o namorado se aproximar e apoiar o queixo em seu ombro, observando a cidade com ela. Ficaram algum tempo assim, apenas observando as coisas ao redor, e sentindo a presença um do outro em silêncio, até a moça virar e encarar o namorado, que a olhou de volta e encostou seus lábios nos de , suas bocas se tocando de forma lenta e calma, fazendo com que os corações disparassem dentro dos peitos. sorriu e suspirou, amava os milhares de sorrisos que ele tinha, e toda paz que conseguia transmitir para o seu coração. Amava tudo nele, suas risadas e as tentativas de fazê-la rir, quando ele ficava enciumado ou emburrado, ou pedindo beijo, o amava de tantas formas que jamais saberia enumerar todas elas.
A moça o abraçou e encostou a cabeça em seu peito, levantou a mão acariciando seus cabelos e deixando um beijo ali, estavam pensativos, sentia-se contemplativa naquele dia, estava amando e contemplando o namorado mais que o normal e sentia-se embriagado por ela. Ele entrelaçou sua mão na dela que estava solta do lado do corpo, sem parar de acariciar seus cabelos e apertou forte, desejando nunca precisar soltá-la, e ela sabia que ele não ia soltar.
… — abaixou sua cabeça direcionando seus lábios ao ouvido da namorada e sussurrou: — Casa comigo? — a moça sorriu com a brincadeira do namorado, estava mais que acostumada com aquilo, a ponto de não se surpreender e ainda com a cabeça em seu peito respondeu:
— Hoje? — Levantou a cabeça, esperando encontrar o sorriso de lado que ele sempre soltava ao fazer aquela piada, mas ele não estava ali, a moça arregalou os olhos, reconhecendo o quão sério ele estava. Ficou com a boca seca e sem palavras, pela primeira vez pensando de verdade em casamento. Eles poderiam se casar, certo? Viveriam no apartamento dele que amavam, e jantariam juntos todos os dias, discordariam da cor dos móveis novos, como fizeram tantas vezes naquela varanda, não arrumariam a cama diariamente, a geladeira estaria sempre repleta de congelados e Coca-Cola e o armário de porcarias, adiantariam o despertador sempre para apreciar mais a companhia um do outro na cama. Se beijariam no meio de uma frase ou outra e fariam amor após cada briga, seriam felizes… Daria certo.
— É sério. — respondeu e voltou a realidade, com os pensamentos a mil. — Eu sei que não tenho muito a te oferecer… Mas eu te amo mais que tudo na minha vida. — o rapaz sentia as mãos suarem e o coração apertado de ansiedade.
não acreditava que sua família havia conseguido convencer que ele não servia para ela, aquilo lhe entristecia demais, pois sabia que estavam todos errados. sempre teve muito a lhe oferecer, sempre teve o mundo para lhe dar, ele sempre teve a capacidade de lhe tirar os melhores e mais gostosos sorrisos, sempre teve a habilidade de fazê-la feliz, ele lhe oferecia as risadas mais gostosas que dera na vida, as mais engraçadas piadas feitas em momentos impróprios, umas balas pela metade que sempre se escondiam em seus bolsos para que ela as resgatasse quando batia desejo de doce.
Ele sempre lhe oferecia suas quartas antes do trabalho, seu sábado a noite e seu domingo de manhã, e todas as inúmeras horas que passavam juntos sem planejamento ou conversando ao telefone durante toda a madrugada. Um cabelo despenteado que só ficava bom nele, algumas músicas ótimas que só ele conhecia, uma camisa jogada no canto do quarto e muito amor e prazer. Oferecia seus atrasos absurdos, que sempre vinham acompanhados de boas histórias, seus exageros após algumas taças de vinho barato e um romance que parecia ter saído de livro de bolso.
tinha suas mordidas que sempre deixavam marcas, pois não sabia medir a força dos dentes, seus beijos, que a deixavam sem fôlego e as batidas do seu coração, que não sabia bater sem ele. Aquele sorriso safado que ela sempre amou, seu corpo perfeitamente imperfeito e aquele olhar de adolescente apaixonado que a fazia se sentir num filme da Disney.
E para ela, isso bastava. Ele era seu garoto e era um grande homem, e seria muito maior para o mundo.
— Casa comigo? — ele repetiu e suspirou se convencendo de que aquilo era real e sabendo com todo o coração qual era a resposta correta para a pergunta:
— É claro que sim… — sussurrou, sem fôlego — Você tem o mundo pra me oferecer, . — as lágrimas escorriam pelo seu rosto quando o namorado sorriu feliz e a beijou. — E eu quero ficar com você até o fim. — completou, encostando sua testa na dele.
— Não vamos precisar de um fim. — respondeu, sorrindo para ela, e soube que nada no mundo a tiraria dos seus braços, jamais.

FIM