Still in Love With You.

  • Por: Lívia Velásquez
  • Categoria: Originais
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Sinopse: Haviam a jaqueta de couro, tequila e cigarros que ancoravam sua
pose de bad boy sem sentimentos, mas não com ela. Não com ela, que o
fez vê-la em um futuro próximo. Não com ela, que virou o mundo dele
de cabeça para baixo. Não com ela, que o deixou de quatro por ela.
Não com ela, que se divertiu com ele.
Gênero:Romance, Drama.
Classificação: 18 anos; Linguagem de baixo calão.
Restrição: Nenhuma.
Beta: Elena Alvarez.

É tão previsível contratar stripper pra uma despedida de solteiro. – Gus disparou de um lado da sala.

— Foda-se o previsível, ruim não é! – Contrapus do lado contrário a ele na sala, fazendo os outros caras gargalharem e brindarmos nossas garrafas de cerveja.

— Não achei que Lewis seria o primeiro de nós a casar. – Joe confessou, pensativo.

— E por que, não? – Lewis se fez de afetado.

gosta de interpretar o badboy sem sentimentos, mas passa duas semanas com uma garota e já está abanando o rabo e dando a patinha. Apostava nele. – Deu de ombros.

— O meu mais sincero: vá se foder, Joe. – Disparei rude, sacando do bolso o isqueiro para acender o cigarro já preso e meus lábios.

Lewis se casa em duas semanas. O mesmo Lewis que comia areia na primeira série e sempre foi estabanado. O Lewis corretor de imóveis, certinho demais e o melhor amigo que eu poderia ter. Um filho da puta sortudo. E eu não poderia estar mais feliz por ele.

Havia outros esquemas para esta tarde, mas todos foram interrompidos por Jennifer, a noiva de Lewis, que batera na porta de casa, furiosa por não nos ver tirando as medidas para o terno dos padrinhos. Não satisfeita, buscou cada um de nós na porta de casa para tirarmos as medidas iniciais, coisa que eu pretendia deixar para sexta-feira, na véspera do casamento.

— Me diga que vai cortar esse cabelo pro meu casamento, Ethan. – Jennifer disse automaticamente, dirigindo até o alfaiate e eu soltei um riso nasalado, recebendo um olhar matador dela na mesma hora.

— Deixe meus cabelos em paz, mulher. – Limitei, sentindo uma cotovelada nas costelas assim que paramos no sinal vermelho. Recostei minha cabeça no encosto do banco, puxando um cigarro e pendurando-o em meus lábios enquanto buscava pelo isqueiro.

— Não no meu carro. – Jen proferiu, puxando o cigarro e jogando-o janela afora.

— Mas, que porra Jennifer?!

— Isso é um aviso para os outros dois no banco de trás também, ok? – Os encarou pelo retrovisor, vendo Gus e Joe se retesarem pela forma precisa com que a moça os ordenou.

Horas se passaram até que Gus achasse o terno que, nas suas palavras, emagrecesse sua cintura e valorizasse seus ombros, deixando Jennifer satisfeita da maneira que nos via. “Arrume estes cabelos, Ethan, não quero ninguém te dando moedas como piedade no meu casamento” ousava repetir em cada oportunidade que tinha, a mulher parecia não ter freio.

Gus ainda nos tomou parte da noite que começava à cair para decidir o tecido que queria em sua lapela e ele estava gay demais da conta. Quando todos terminamos nem desculpa havia mais para faltar no trabalho, já que no caminho passei algumas vezes em frente ao estabelecimento e precisei passar o resto da noite repetindo “Volte sempre” quando um ou outro entrava na boutique de colecionáveis, sem esperar que o movimento na loja fosse grande, aliás, nunca era.

A luz avermelhada no local me tirava o tédio que a loja me prendeu durante a noite toda e a cerveja gelada deixava meu corpo relaxado, facilitando os sorrisos ladinos que distribuía pelo pub. Bagunçava meus cabelos vez ou outra sabendo que causava efeito, não era a primeira vez que isso acontecia.

O segredo era beber o que pudesse em um pub decadente e seguir para uma balada melhor, sem precisar gastar o salário de dois meses em um mísero martini cheio de guarda-chuvas e frescuras que o deixavam ainda mais caro. Gearsey tem lá seus truques.

Troquei as luzes avermelhadas e intimistas do pub pelas piscantes e extasiantes da balada mais próxima dali, era a que tinha as melhores garotas, afinal.

No local tocava alguma música animada demais que eu jamais teria na minha playlist e pelo horário, boa parte o público já passava copiosamente do seu nível alcoólico habitual. Essa noite, por algum motivo, enquanto me desviava no meio das pessoas, nenhuma garota enlaçou meu pescoço para dançar, porém talvez eu soubesse o motivo.

O motivo, dançava sozinha e usava uma saia de couro preta, regata da mesma cor e um coturno que a denunciavam estar ali por algum motivo maior do que sua escolha por baladas específicas. Ela fechou os olhos e sentiu a música, dançando como se a conhecesse do refrão ao fim, deslizando as mãos no cabelo e deixando-se levar pela melodia, parou apenas por alguns segundos para virar a dose de tequila que chegara até ela.

Sorri comigo mesmo, sabendo que ela não era uma que poderia deixar passar e terminei a cerveja de uma vez para logo embrenhar o mar de gente mais uma vez.

Não precisei dizer nada, porque como eu sabia que ia acontecer, ela passou as mãos pelos meus ombros e instantaneamente, esqueci da música que tocava quando senti o seu perfume: doce e abusado como eu supunha que ela era. Uma de minhas mãos passou delicada pelo seu rosto, deslizando o dedão por seu lábio inferior, coberto por um vermelho vivo que os deixavam ainda mais convidativos. Continuei o trajeto seguindo por seu pescoço, estranhamente sentindo sua pulsação acelerada que combinava com a forma agitada com que balançava seu corpo e em seus braços, o impulso que senti juntar nossos corpos o máximo possível quando minhas duas mãos chegaram imponentes à cintura dela.

A música acabou e outra tão animada quanto se iniciou, mas não o suficiente para nos separar. Ela se desfez do enlaço e fez sinal para alguém atrás de mim, que percebi apenas quando a vi com duas doses em suas mãos. Sorriu significativa pra mim, encarando intensa meus olhos, encostando o copo em meus lábios, fazendo menção para que eu os abrisse e entornasse a dose ao seu comando.

Senti a tequila escaldar em minha garganta à medida que descia e fiz menção de fazer o mesmo com ela, que desviou de minha mão para virar sua dose. Depositou os copos na bandeja de algum garçom por ali e voltou suas mãos para o antigo posto, ancoradas em meu pescoço e desta vez, mais sedentas. Como quando ficou nas pontas dos pés para atacar meus lábios que estavam prestes a fazer o mesmo com ela.

Seus lábios me hipnotizaram assim que as luzes piscantes me deram o prazer de encará-los e que eu percebi haver motivos de sobra além de apenas desejá-los, mas que eu não me importava agora.

Não ouvi nenhuma música sequer ao nosso redor, quando as línguas se tocaram sincronizadas, uma de suas mãos mergulhou nos meus cabelos, puxando alguns fios e me senti ridículo por gemer com tão pouco, fazendo-a partir o beijo devagar, deixando uma mordida leve em seu lábio inferior.

Com mais um de seus sorrisos matadores, ela se afastou, andando em meio à multidão e me deixando ali, extasiado, decorando a forma com que mexia seus quadris ao andar.

— No que você se meteu, Gearsey? – Disse para mim mesmo, suspirando para bagunçar um bocado da cabeleira e rir em seguida, pensando no cúmulo do ridículo em que eu me encontrava agora.

Embrenhei-me em meio às pessoas procurando mais um motivo, mas ela parecia ser o único essa noite e fazia sentir-me impotente. Fui até a saída porque a única coisa que chegaria o mais perto de me consolar agora, seria a boa e velha nicotina. O maço estava amassado no bolso interior da jaqueta de couro e me desfiz dele assim que peguei o último, levando-o até os lábios para acendê-lo. Traguei forte e emergente, sentindo os nós em minha mente se dissiparem, ou pelo menos a maioria deles, porque restou um só e que parecia custar à sair do replay em que se reproduzia. Fechei meus olhos, encostando as costas na parede e aproveitando a maneira com que o cigarro afrouxava a tensão por meu corpo.

O perfume doce se fundiu à fumaça que tragava e teve o mesmo efeito magnetizante em mim, ela tirou o cigarro de meus lábios, depositando um selinho demorado no lugar e eu abri meus olhos para fitá-la após, vendo que finalizava os últimos centímetros do cigarro, soprando a fumaça em direção aos meus lábios.

— Vamos sair daqui. – Ela decretou, puxando-me pela mão. — Sou .

.

— Perdido por aqui, ?

— Acho que somos dois. – Ela sorriu, andando mais rápido e atravessando a rua.

— Vamos ver se você me consegue alguma coisa por aqui. – Piscou travessa, enlaçando nossas mãos para que entrássemos no parque de diversões que estava passando pela cidade.

Considerando que era tarde da noite, o parque não estava lotado como costumava e era estranho me ver perdido ali porque normalmente não era o lugar que aproveitava minhas madrugadas.

prendeu parte dos cabelos negros em um rabo de cavalo, permitindo maior visão do seu rosto e quão intenso eram seus olhos. Correu desajeitada até o carrinho de pipoca doce, pegando uma para si e voltando até onde eu estava insistindo que atirasse em garrafas. Colocou algumas pipocas em minha boca e riu da forma como metade delas se espalharam pelo chão, aguardando que nossa vez no brinquedo chegasse.

Mais uma fileira de concorrentes fora chamada e eu estava no meio deles, na rodada anterior ninguém levara um prêmio e agora estava duplicado.

— Ganhe este, e leve o dobro. – Sussurrou significativa ao pé do meu ouvido, mordendo meu lóbulo, tirando toda a concentração que me esforcei para juntar.

Empunhei a arminha de brinquedo da maneira que vi fazerem nos filmes e disparei contra a pilha de garrafas que sequer se mexeram. gargalhou alto ao meu lado e ri nasalado, esperando pela segunda chance e dediquei como se minha vida dependesse disso, derrubando as duas primeiras pilhas, sobrando apenas uma para a última chance. Soprei minhas mãos, como se me preparasse para algo muito importante e a senti afagar meus cabelos carinhosamente, para disparar contra a última fileira, derrubando três garrafas e gerar tensão quando apenas uma restou em pé, ainda que cambaleasse. apareceu ansiosa ao meu lado, segurando em meus ombros enquanto encarávamos a garrafa ainda bamba. Poderia jurar tê-la visto cair em câmera lenta, e passou os braços por meu pescoço em um abraço desajeitado.

— Escolha seu prêmio. – Soprei em seus lábios assim que desfez o carinho, cravando seus olhos intensos demais em mim. Segurou em meu queixo, ainda sorridente demais depositando um selinho sem delongas ali.

Virou-se à bancada do brinquedo, indecisa nas opções de ursos e cacete, sua dúvida com as opções de prêmio era real. Os olhos azuis dela se dilataram e brilharam, como os de uma criança e eu soube, que tinha a necessidade de rever aqueles olhos brilhantes até que me cansasse deles. E eu duvidava que isso fosse acontecer.

Ela se libertou em meio ao parque desfrutando de tudo que tinha direito como uma ingênua criança, exceto nos momentos em que tirava de seu bolso o cantil com vodca e aproveitava de cigarros de estranhos para acender o seu. estava com um urso médio à tiracolo e um saco grande de doces, como o prêmio que ganhara pra ela.

Comprei um suco e batizei com a vodca que ela carregava no cantil, ouvindo algumas reclamações ao caminhar que fazíamos na rua deserta.

A puxei pela cintura, encostando-nos na parede mais próxima, juntando nossos corpos e aproveitando sua distração com parte dos doces que caíra no chão, para beijar seu pescoço, deixando algumas mordidas na região, também. tentou segurar um gemido quando mordeu o lábio inferior, mas falhou, contribuindo para a necessidade que sentia dela.

Ela se desfez da jaqueta que vestia, jogando-a do chão, seguida dos amados doces e do urso de pelúcia, tornando suas mãos ágeis na forma como passeavam em meu peitoral. Tomou meus lábios com os seus, faminta e carente das sensações que provocávamos um no outro, subindo sua perna até minha cintura, concedendo espaço para deixar bons apertões por ali.

— Vamos sair daqui. – Repeti sua frase de mais cedo, tentando recobrar a respiração acelerada, vendo que ela assentia com a cabeça, juntando suas coisas que jogara no chão.

A porta se chocou com a parede em um baque quando a abri, enquanto andávamos às cegas pela casa. Tiramos as jaquetas, jogando-as em algum lugar da casa e subiu as mãos pelo meu tronco para me livrar da camiseta que usava. Desvencilhamos o beijo por poucos segundos até que ela me despisse da peça e nos jogamos no sofá, vendo-a ficar por cima, de forma que eu fiquei entre suas pernas.

Desci uma alça de sua regata, traçando beijos molhados desde a região até sua mandíbula, sentindo seu corpo corresponder de forma positiva e fincar algumas unhas em minhas costas. Arfei quando a senti rebolar em meu colo e caralho! Eu precisava de mais!

tirou sua regata em um lapso e comecei a distribuir beijos por seu colo, beijando seus seios por cima do sutiã. Deslizei minhas mãos por suas coxas fartas, procurando pelo zíper da saia e começando a descê-lo, parando na metade quando ela brecou minha mão com a sua, alargando seu sorriso sacana.

Ela saiu do meu colo, posicionando-se entre minhas pernas, sendo a sua vez de descer o zíper, fazendo do brilho dos seus olhos uma das poucas luzes pela casa. Sem pressa, desceu a boxer junto da calça até o meio das minhas coxas, usando de suas unhas longas para arranhar a pele nua das minhas pernas, fazendo com que um suspiro saísse da minha boca, ansioso. Envolveu meu membro com seus dedos em uma delicadeza ímpar e ao ver a forma como meu corpo reagiu, ela sorriu, fazendo com que o bafo quente soprasse na cabecinha, multiplicando os espasmos por meu corpo.

Passou sua língua quente pelo comprimento do meu membro, desde a base, tornando incontrolável a maneira como gemi, abocanhando-o. Ela começou chupando lentamente, masturbando simultaneamente e lançando olhares lascivos, que provocavam arrepios diretos na espinha. Seus olhos se fecharam e a velocidade diminuiu, como se esperasse que implorasse ou que gostasse de me assistir ser torturado por ela. Sua cabeça tombou para o lado e sua respiração se tornou pesada, quase como em um ronco.

? ? – A chacoalhei por seus ombros, ouvindo balbuciar palavras desconexas. — Ah não… – Bati a mão na testa, rindo sozinho porque esse é o tipo de coisa que só acontece comigo.

Me levantei e me vesti, pegando no colo, subindo as escadas e abrindo a porta do quarto da melhor forma que me fora possível, vendo que ela tinha alguns espasmos no meio do sono. A deitei em minha cama, livrando seus pés do coturno, aconchegando-a da melhor forma e vendo sua respiração acalmar-se ainda mais. Peguei um travesseiro e cobertas, me dirigindo até o sofá, jogando os tênis para o lado e me deitando para dormir ali mesmo.

Passos pesados na escada me acordaram e demorei à me lembrar que estava aqui desde a noite passada, vendo que ela cambaleava um pouco tentando fazer de seus passos silenciosos. Sentou-se no braço do sofá e fechei os olhos, sentindo sua mão deslizar suave desde meus cabelos até o pescoço. Sorri e puxei sua mão levemente, depositando um beijo ali, ouvindo parte da sua risada.

— Bom dia. – Ela sussurrou, com um sorriso sapeca tomando seus lábios. Não tive tempo de responder, apenas a vi se embrenhar em meio as minhas cobertas e se encaixar no pouco espaço que havia entre meu corpo e o encosto do sofá. Abraçou minha cintura e encostou a cabeça em meu peito, fechando os olhos e permanecendo imóvel.

Adormecemos da forma que deitamos no sofá, acordando não muito depois, mas com dores terríveis nos pescoços. Tomamos café, aproveitando a companhia um do outro e ela foi embora. Fazendo a casa silenciosa mais uma vez, sem seu perfume abusado e sem os passos apressados.

Andei preguiçoso até o banheiro para tomar banho, encontrando diversos post-its colados no espelho. Todos tinham elogios e piadas internas que construímos neste pouco tempo, fazendo com que eu deixasse passar bons minutos admirando cada um deles.

sugeriu que trocássemos telefones e assenti de imediato, então soube identificar assim que me ligou para avisar que chegou em casa, no entanto, o papo se alongara muito mais que isso, resultando em um segundo encontro marcado.

Fazendo das ligações um loop infinito nas semanas seguintes. Somando o número de encontros que não fazíamos mais questão de contar.

E em um dos inúmeros encontros, um almoço bastou, o suficiente para encarar seu par de olhos e suprir a necessidade que sentia.

— Já te falei sobre o Lewis, certo? O que nos conhecemos na primeira série e etc? – A vi assentir. — Ele vai casar, neste final de semana. Então eu estava pensando… – Pigarreei. — Se você tá’ afim de ir comigo. – Disparei de uma vez, sentindo um frio na barriga como se fosse um pirralho, cheio de espinhas, tentando perder o BV.

— Claro! Você fala tanto do Gus, que às vezes me preocupa! – Sorriu. — Mas, a vontade de conhecer todos é unânime!

Isso bastou para que eu contasse aos caras que eles, finalmente, me veriam acompanhados -além de Gus- e piadas aparecessem por todos os lados. Estava fazendo uma espécie de contagem regressiva para o casamento e eu sequer sabia responder o porquê.

O motivo, talvez, estivesse atravessando o quintal da família de Lewis em um vestido claro e lilás, esvoaçantes como seus cabelos.

O motivo, talvez, estava sentado nas primeiras fileiras, fazendo estrategicamente com que um filete de sol acendesse suas írises azuis me distraindo de tudo ao meu redor.

O motivo, talvez, estava me chamando a atenção para que eu ouvisse que me chamavam no altar ao lado do noivo, sem saber que era ela, a distração.

O motivo, talvez, dançou das formas mais esquisitas possíveis durante a festa de casamento.

O motivo, talvez, bateu palmas para mim, mesmo quando meu discurso de padrinho foi um fiasco.

O motivo, talvez, entrou em um Impala 68’, beijando um outro cara que ela disse ser seu namorado.

O motivo, talvez, fora embora.

O motivo, talvez, fez Joe estar certo quando disse que após duas semanas, eu estaria caidinho por ela.

She was all I ever wanted
(Ela era tudo o que eu queria)
She was all I ever needed and more
(Ela era tudo o que eu precisava e mais)
She walked out my door
(Ela saiu pela minha porta)
Then she went away
(E ela se foi)
Left my heart in two
(Deixou meu coração dividido em dois)
Left me standing here
(Me deixou aqui parado)
Singing all these blues, yeah
(Cantando todos esses blues)