The Plebeian Queen

  • Por: EZA
  • Categoria: Originais
  • Palavras: 489
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Sinopse: Europa, século XVIII.
Há alturas em que nós somos meras marionetas nas mãos de forças invisíveis que controlam o nosso destino, e certamente que o de Samantha não era viver na sua casinha humilde e confortável em Sevilha com os pais como sempre fez nos seus vinte e dois anos de vida. Em vez disso ela teve que fugir com eles para não ir parar aos calabouços do rei de Espanha, mas para infortúnio de Estevan e Milene apenas Samantha embarcou para França.
Chegada a França a mesma deseja um emprego de modo a sustentar-se, e depois de muito procurar cai de paraquedas no palácio mais luxuoso do mundo, o palácio de Versalhes. Com o seu modo recatado e simples atraí a atenção do rei, que a toma como amante bem debaixo do nariz da corte francesa, assim como o ódio excruciante da rainha assim que descobre o caso de ambos. Disposta a ver a jovem espanhola longe do marido Kira é capaz de tudo, até raptá-la e torturá-la com chicotadas se for preciso, porém o amor que une Samantha e Oliver é forte o suficiente para o rei ir até ao inferno e voltar em busca da amada. Mas a paz pouco dura, e por chantagem e ameaça contra a sua vida o rei entrega Samantha em casamento a um duque que lhe mostra o que é um inferno de casamento, traindo-a e violando-a sem piedade alguma. Ela só quer paz e o rei arrepende-se amargamente por ter feito o que fez, mas será Samantha capaz de esquecer o purgatório onde tem vivido e perdoar, assim como voltar para os braços de Oliver?
Gênero: Romance, drama
Classificação: +16
Restrição: Interativa. Obra escrita em português de Portugal.
Beta: Rosie Dunne

 

Versalhes, 1783, véspera de natal.

O palácio real estava em alvoroço com os preparativos finais para a celebração da noite de véspera de natal, a rainha aguardava ansiosamente a chegada dos seus filhos, William de trinta e quatro anos e Christie de trinta e dois, e dos seus quatro netos, Amanda com dez, Theo e Maison com oito e Lila com seis.

— Não se apoquente majestade, em breve chegarão. — disse Frida, a cozinheira do palácio, tentando acalmá-la.

— Eles já deviam ter chegado. — disse a rainha nervosa. — E se lhes aconteceu algo?

— Não aconteceu nada, vai ver que não.

Assentiu em concordância e continuou a sua espera. Era uma pessoa ansiosa por natureza e quando se tratava dos filhos isso só piorava. Pouco tempo depois a sua preocupação desapareceu dando lugar ao alívio ao ver os filhos e os netos atravessando as portas do palácio vindo a seu encontro.

— Graças a Deus que chegaram. — disse a rainha suspirando de alívio.

— Pedimos desculpa pelo atraso mamã, mas a neve dificultou a viagem. — explicou William abraçando a mãe.

— Claro, devia ter-me lembrado disso.

Cumprimentou a filha mais nova, o genro e a nora e dirigiram-se à sala de estar onde a lareira já estava acesa e o lume crepitava, dando assim um ar mais acolhedor à avantajada divisão.

— E o papá onde está ? — perguntou Christie sentando-se no sofá ao lado do marido.

— Está no escritório a resolver uns assuntos mas breve juntar-se-á a nós.

— A trabalhar na véspera de natal?

— Já sabes como é o teu pai, meu amor. — disse, fitando a filha carinhosamente.

Os netos estavam sentados à beira da avó enquanto conversavam.

— Vovó, pode nos contar uma história? — pediu Lila, com os seus olhinhos castanhos que eram a sua perdição.
— Sim, conte! — pediu Maison de seguida.

De repente Lila, Maison, Theo e Amanda começaram com a algazarra gritando “conte, conte, conte” até se dar por vencida.

— Está bem eu conto uma história. — disse rendida. — Que história querem?

— Conte como você e o vovô se conheceram. — sugeriu Amanda e os outros assentiram.

— Ah não, vocês vão aborrecer-se.

— Vá lá conte, prometemos que não nos aborrecemos . — prometeu Theo confiante e Maison, Lila e Amanda assentiram em concordância.

Suspirou derrotada e então disse:

— Então está bem, vou começar por contar a história a partir do dia em que a minha vida mudou completamente, vou contar a partir do momento em que descobri que nada nunca mais seria igual ao que era…