Clouds

Sinopse: Salar de Uyuni é um lugar magnífico localizado na América do Sul, Maya e Scott sabiam da paisagem incrível que iriam encontrar viajando até lá, mas não sabiam que poderiam encontrar algo muito mais especial.
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos
Restrição: Nenhuma
Beta: Natasha Romanoff

“Yeah we’re looking down on the clouds” ☁️
2 de Dezembro, Deserto Salar de Uyuni, 10:42 da manhã

Desde o momento em que tinha descido do ônibus, na noite anterior, sabia que tinha ficado maravilhado com a vista da cidade de Uyuni. A viagem tinha durado cerca de 11 horas, mas em nenhum momento ele pensou que seria melhor ter feito o trecho de avião. Tinha adorado as paisagens que viu desde que tinha saído da capital da Bolívia, La Paz, montanhas, pessoas, tudo muito diferente do lugar que ele morava, pensava. Quando chegou ao seu destino, já havia anoitecido e resolveu ficar no hotel mais próximo que achou, pois ele sabia que estava perto do ponto turístico no qual estava interessado. Acordou cedo, se arrumou e arrumou sua mochila, tomou café no próprio hotel e pegou carona com um casal que havia conhecido durante o mesmo e que o informaram que estavam indo para o mesmo local.
O caminho foi tranquilo e rápido. Quando desceu do carro, percebeu que não havia se preparado o suficiente para aquela paisagem. Não sabia mais dizer onde começava a terra e onde começava o céu. Era época de chuva naquela região, a sensação que o reflexo que o chão molhado dava não podia ser comparada a nada. Ele percebeu o tamanho do seu choque quando já estava afastado do carro e o casal não estava mais por perto, não que ele pudesse reconhecer qualquer pessoa ali. Resolveu pegar sua câmera que estava guardada em sua mochila e começou a tirar fotos do lugar enquanto andava de costas.
— Ai, meu Deus, me desculpa — uma voz feminina pronunciou, logo após sentir que havia esbarrado em algo.
— Eu que tenho que pedir desculpas. Onde já se viu ficar andando de costas? — disse, se virando em direção à voz.
A moça, agora parada na sua frente, estava com os cabelos soltos, usava um short e uma regata. Ele gostou do fato que talvez ela tenha se importado mais em ficar confortável do que necessariamente arrumada, mas ainda era linda, era nesse adjetivo que ele estava pensando desde que olhou para ela.
— Não se preocupe, eu estava fazendo o mesmo, tirando fotos — ela respondeu, mostrando sua câmera e dando uma risada sem graça.
— Olha só, outra coincidência! Eu também estava fazendo isso porque estava tirando foto. Esse lugar é lindo — agora olhava ao redor.
— Sim, parece que o resto do mundo não está aqui, que precisamos olhar para baixo, para observar tudo das…
— Nuvens — completou o que ela tinha acabado de dizer.
— Isso mesmo — ela colocou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. — Me chamo — estendeu sua mão em direção a ele.
— Olá, . Me chamo . — disse, estendendo a mão também.
O restante da tarde no Salar tinha sido tranquila como o ar daquele lugar transmitia. Os dois passaram ela conversando e dando risadas. O pôr do sol tinha acabado de começar quando a carona de surgiu, perguntando se queria acompanhá-los e ela aceitou, aproveitando para pegar um quarto no mesmo hotel em que eles estavam.

2 de Dezembro, Cidade de Uyuni, 7:47 da noite

estava na mini sacada do hotel, secando o cabelo, pois tinha acabado de sair do banho. A volta até a cidade tinha sido tranquila, ela tinha achado incrível as poucas, porém belas, paisagens. Agora ela observava o movimento praticamente escasso da rua que ficava de frente para o seu quarto no hotel, mas ouvia uma música que parecia estar vindo de algum lugar ali perto. Ouviu seu celular tocar e voltou para dentro do hotel, pegando o aparelho na cama e desbloqueando para ver a mensagem que tinha recebido.

“Testando se você me passou o número certo? Aaaaah, e caso tenha conhecido algum outro cara bonitão hoje, aqui é o . ☺”
Ela riu ao ler a mensagem.

“Poxa, é que eu conheci mais de um hoje. Você vai ter que ser mais específico — .”
“Então desce aqui no bar do hotel para descobrir qual deles é. Te aguardo — .”
Ela leu a mensagem e bloqueou o celular logo em seguida, o apertando contra o peito. Tinha adorado passar o passeio no Salar ao lado dele. Ele a fez a rir, como nunca ninguém tinha feito antes. Decidiu terminar de se arrumar, colocou um vestido verde claro solto e desceu para o bar, onde ele informou que estaria.
O hotel era bem simples, não tinha elevador e na verdade ela não fazia questão, o bar ficava no térreo, tinham poucas mesas, mas ela pôde perceber que a música que tinha escutado poucos minutos atrás estava vindo dali. Ele avistou ela primeiro e acenou, ela acenou de volta e seguiu em direção onde ele estava
— Será que posso me sentar aqui? — ela disse, já do lado da mesa.
— Nem tem como recusar a pergunta de uma moça bonita como você — ele respondeu, apontando para a cadeira e dando um gole em sua bebida.
puxou a cadeira, se sentando e sinalizando para o garçom, ele veio até a mesa e ela pediu uma cerveja.
— Agora que já pedi algo para te acompanhar, agradeço o elogio, você também não é de se jogar fora — ela disse, terminando com o garçom já colocando a cerveja na mesa.
— Ora, ora, obrigado. Então, , falamos bastante sobre nossos lados viajantes hoje, mas me diz algo sobre o resto da sua vida — ele tinha se escorado na mesa, ficando mais perto dela.
— Claro — ela tinha pegado a cerveja, a servindo no copo deixado ali pelo garçom. — Eu tenho 25 anos, sou enfermeira, moro em Denver, nos Estados Unidos, e sei que pediu sobre outros aspectos da minha vida, mas a verdade é que viajar diz muito sobre todos eles. Algumas vezes por ano, entro em viagens para sair da rotina e ficar sozinha comigo mesma, mas confesso que é a minha primeira vez nessa parte do globo e, baseada na paisagem que vimos hoje, estou bem convencida a voltar. E você, vai me contar sobre seus segredos? — deu um gole na sua bebida.
— Segredos? — ele soltou um riso anasalado. — Digamos que não tenho muitos, mas tenho 28 anos, sou militar e moro em Nebraska, até que estamos perto um do outro. Eu não tenho muito tempo para viajar por diversão, eu confesso. No exército eu faço bastante isso, mas não é como se eu tivesse muito tempo para “ficar sozinho comigo mesmo lá” — disse, fazendo aspas no ar. — Porém eu gosto do meu trabalho de qualquer jeito — ele tinha voltado a se endireitar na cadeira.
— Isso tenho que concordar. Fiquei surpresa, achei mesmo que militares não tinham tempo para fazer uma viagem assim — ela disse, arqueando uma das sobrancelhas.
— Não temos mesmo, mas eu estou no finalzinho de uma licença, logo logo eu volto a não ter tempo para nada — tinha começado a fitar algum ponto do bar do hotel que ela não conseguia identificar qual era. — Aliás, é a primeira vez que vejo alguém de verde em muito tempo e me sinto atraído — ele tinha voltado a olhá-la.
fitou seu próprio vestido e riu sem graça.
— Duvido que os homens de lá não fiquem bem melhores com essa cor do que eu — ela respondeu, em tom de brincadeira.
riu alto.
— Acredite em mim, não ficam. — ele ainda estava rindo.
A noite seguia com os dois conversando. Ela perguntou outros detalhes da vida pessoal dele e ele fez o mesmo sobre ela. Eles já tinham bebido alguns copos, o bar já estava praticamente vazio quando começou a tocar uma música e se levantou, estendendo a mão para . Ele riu e pegou sua mão, ela sorriu porque encarou o gesto como um aceite ao seu convite, puxou ele para o centro do bar e a voz no meio da música começou a soar.

Recomendo colocar para tocar — Becky G, Todo Cambió

No lo esperaba, no lo buscaba
Solo sé que se dio
Sus manos con pasión me tocaban
Mi piel vibraba
Toda me estremeció, yeah
(Não esperava por isso, não buscava por isso
Só sei que aconteceu
Suas mãos me tocavam com paixão
Minha pele vibrava
Tudo me abalou, sim)
Ele tomou a iniciativa de chegar mais perto, colocou a mão em sua cintura, a puxando e deixando seus corpos colados.

Dejé llevar poco a poco y no lo pensé
Y qué sorpresa me llevé
Una noche loca que nunca olvidaré
(Me deixei levar pouco a pouco e não pensei que
Levaria uma surpresa
Uma noite louca que nunca vou esquecer)
Ela estava olhando para baixo, ele pegou no seu queixo, levantando seu olhar, e ela encarou o seu olhar da cor mel.

Me besó, sentí sus labios
Y alteró mi corazón
No me lo imaginé
Que esto iba a suceder
Pero deseo que
Se repita otra vez
(Ele me beijou, eu senti seus lábios
E isso mudou meu coração
Eu não imaginei que
Isso ia acontecer
Mas eu desejo que
Se repita novamente)
Eles começaram a se mover no ritmo da música, ainda com os corpos colados, e ambos começavam a imaginar o que a música falava.

Tocó mi cuerpo y en ese momento
Todo, todo cambió
Detuvo el tiempo con solo un beso
Y todo, todo cambió
En un segundo y fue diferente
A como solía ser
Tocó mi cuerpo y en ese momento
Todo, todo cambió
(Tocou meu corpo e naquele momento
Tudo mudou tudo
Parou o tempo com apenas um beijo
E tudo, tudo mudou
Em um segundo e foi diferente
Como costumava ser
Tocou meu corpo e naquele momento
Tudo, tudo mudou)
Ele virou ela de costas para ele, colocou as mãos em suas coxas e eles continuaram a se mexer conforme a música.

Todo cambió y todo cambió
Todo, todo cambió
Y todo cambió
Todo cambió
Todo, todo cambió
(Tudo mudou e tudo mudou
Tudo, tudo mudou
E tudo mudou
Tudo mudou
Tudo, tudo mudou)
Ela já começava a sentir seu corpo respondendo ao contato com o corpo do homem junto ao seu e virou de frente para ele novamente.

No me esperaba que esto pasara
Solo sé que se dio
Él me sedujo con calma
Ni me di cuenta
Pero todo fluyó, yeah
Ya no sé si lo que hizo fue mal
Pero se sintió bien
Y no lo negaré
Creo que muy pronto me acostumbré
(Eu não estava esperando que isso acontecesse
Só sei que aconteceu
Ele me seduziu calmamente
Eu não percebi
Mas tudo fluiu, sim
Eu não sei se o que ele fez estava errado
Mas foi bom
E eu não vou negar isso
Acho que logo me acostumei com isso)
— Você não quer ir lá pra cima? — ela disse, ficando nas pontas dos pés, sussurrando no ouvido dele.

Me besó, sentí sus labios
Y alteró mi corazón
No me lo imaginé
Que esto iba a suceder
Pero deseo que
Se repita otra vez
(Ele me beijou, eu senti seus lábios
E isso mudou meu coração
Eu não imaginei que
Isso ia acontecer
Mas eu desejo que
Se repita novamente)
Ele pegou em sua mão e a rodou, se abaixando para ficar na altura do ouvido dela quando voltou à posição.

Tocó mi cuerpo y en ese momento
Todo, todo cambió
Detuvo el tiempo
Con solo un beso
Y todo, todo cambió
En un segundo y fue diferente
A como solía ser
Tocó mi cuerpo y en ese momento
Todo, todo cambió
(Tocou meu corpo e naquele momento
Tudo mudou tudo
Parou o tempo
Com apenas um beijo
E tudo, tudo mudou
Em um segundo e foi diferente
Como costumava ser
Tocou meu corpo e naquele momento
Tudo, tudo mudou)
— Achei que não ia perguntar — disse, sussurrando também.

Todo cambió y todo cambió
Todo, todo cambió
Y todo cambió
Todo cambió
Todo, todo cambió
(Tudo mudou e tudo mudou
Tudo, tudo mudou
E tudo mudou
Tudo mudou
Tudo, tudo mudou)
Ela, segurando em sua mão, começou a puxá-lo em direção à escada do hotel, antes da música acabar. Subiram dois lances e seguiram pelo corredor pelo lado em que ficava o quarto dela. Ela abriu a porta, adentrando o ambiente e ele a seguiu. Ainda de mãos dadas, ele parou perto da cama, fazendo-a parar também. Ela olhou em direção a ele e agora, naquele ambiente escuro onde a única iluminação era a da lua que entrava pela porta da sacada, os olhos cor de mel dele pareciam ainda mais convidativos. Ele pensava a mesma coisa encarando sua boca, um sorrisinho que ele não sabia identificar se era de timidez ou de provocação foi a última coisa que ele viu antes de sentir ela se aproximando. Ela, em algum ponto que ele não sabia dizer, tinha tirado os sapatos e isso só deixou o clima mais sensual ainda na visão de , pois ela se aproximava sem fazer barulho algum. Colocou a mão aberta na altura do seu peitoral, ele se retraiu com o toque.
— Quer que eu pare? — ela perguntava, sussurrando enquanto desenhava algo passando a mão pelo seu peitoral e tronco.
— Essa é a última coisa que eu quero que você faça — olhou em seus olhos e ele, num movimento rápido, colocando a mão por trás da sua nuca, a puxou para um beijo. Naquela altura, achava que não tinha mais tempo para calma, por isso pediu direto passagem para um beijo mais profundo. Ambos não sabiam dizer a sensação que suas línguas deslizando uma com a outra passavam, só sabiam que não queriam que essa passasse tão rápido.
Ela já nem sabia por todos os lugares que sua mão tinha passado. Ele se encontrava com uma mão na sua bunda, apertando com uma força que fazia o vestido começar a subir e a outra ainda na nuca dela, a puxando cada vez mais para perto, parecia que eles iam se fundir.
Ele foi abaixando sua mão, deixando as duas na altura do bumbum de , pegou a barra de seu vestido e começou a puxá-lo para cima, se separaram para ele poder passar sua peça de roupa pelo seu rosto e ele mordeu o lábio ao fitar a mulher na sua frente e perceber que ela não usava sutiã, podia jurar que nunca tinha visto curvas tão sensuais.
— Desculpa interromper o seu olhar, mas eu tenho também quero algo para admirar — ela o empurrou na cama, se sentando por cima dele e começou a brincar com a barra de sua regata, a puxando para cima, então ele levantou seu tronco para ajudá-la. Ela o fitava com um olhar que incendiava luxúria, desceu suas mãos pelo seu tronco, parando no fecho do cinto que ele vestia e tirou tão rápido que deixou escapar uma risadinha baixa por pensar que ela compartilhava do desespero dele. Puxou sua cueca junto com a calça.
— Você pode se sentar? — ela perguntou, saindo de cima dele e ficando em pé de frente.
Ele obedeceu, se sentando na beirada da cama sem questionar a pergunta da mulher. Ela sorriu satisfeita e levou suas mãos ao cabelo, fazendo um coque desajeitado nele, ele observava tudo encantado. Ela se ajoelhou, segurando com uma mão em cada joelho do homem, ele ainda olhava tudo, parecendo que seu gesto estava demorando uma eternidade.
Pegou o membro dele, ficando satisfeita ao se deparar com ele já duro, deu uma lambida de leve na cabeça e ouviu ele arfar, os dois se olharam por um momento e ela passou a língua pelos lábios, direcionando-a depois para a palma de sua mão, lambendo a mesma também e ele achou que ia enlouquecer. Ela começou a masturbá-lo, alternando entre movimentos rápidos e lentos que pareciam tortura aos olhos dele. Começou a chupar a glande, parando algumas vezes, passando a língua de forma circular, colocou seu pênis inteiro na boca dela e ele ficou surpreso. No quarto, só se ouvia os gemidos que ele estava soltando e o som da sua respiração ficando cada vez mais pesada. Ela continuou alternando entre masturbação e chupar seu membro por inteiro, ouviu ele dizer baixinho “vou gozar” e ela começou a chupar ele com mais velocidade, sentindo logo após a explosão de prazer em sua boca.
Ele passou a mão pela sua testa onde desciam algumas gotas de suor e pegou nos ombros de , a trazendo para cima logo em seguida, se levantando da cama junto, levou os corpos de ambos em direção à parede mais próxima e ouviu ela soltar um gemido, provavelmente pelo contato com a superfície fria. Deu um beijo rápido nela e seguiu para sua orelha, puxando o lóbulo com uma mordida, descendo, beijando e mordendo seu pescoço também. Ela sentia seu corpo se arrepiar mais com cada ação dele. Ele foi descendo, sorrindo ao encontrar seus mamilos já enrijecidos. Voltou a olhá-la, lambendo seu próprio dedo e descendo até a intimidade dela, enfiando a mão por dentro do tecido que ainda se encontrava ali, fazendo movimentos circulares em seu clitóris e voltou sua boca aos seios. Ele chupava e lambia alternando entre os seios de cada lado, estava achando uma sinfonia das mais belas os sons dos gemidos que saíam da boca entreaberta dela. Foi aumentando o movimento na sua intimidade com o dedo, parando quando ela estava com os gemidos bem intensos. Recebeu um olhar de reprovação e riu. Pegou-a no colo, levando até uma cadeira no canto do quarto e a sentando ali. Abaixou com muito cuidado, se ajoelhando como ela tinha feito minutos, ou horas atrás, eles já tinham perdido a noção do tempo, e abriu suas pernas em um movimento só, puxando a sua calcinha para baixo. Voltou e começou sua trilha de beijos no joelho esquerdo de , terminando em sua virilha. Ouviu um ‘por favor’ baixinho escapar entre os gemidos e sentiu que era o que faltava para ele começar seu ato.
Passou a língua por toda a intimidade dela, sentindo mãos em seus cabelos. Começou a concentrar os movimentos em seu clitóris, passeando sua língua em velocidades distintas, ela já se encolhia de prazer. Colocou dois dedos na sua intimidade, observando uma com a cabeça inclinada para trás. Começou a dar chupadas no clitóris, ela estava completamente molhada, sentindo seu cabelo começar a ser puxado, e foi distribuindo os tipos de movimentos. Sentiu as pernas dela tremerem, seu corpo suado e seu peito ofegante e, pelo líquido de prazer, que seu orgasmo havia chegado.
Ela ficou um tempo recuperando a respiração, então se levantou, voltando para a cama.
— Pega a camisinha — ela pediu.
Ele foi até sua calça, pegando o pacote com algumas unidades que tinha ali, seguiu em direção à cama, abrindo e colocando a camisinha no seu pênis, que ainda se encontrava totalmente ereto.
Deitou-se por cima de , que já se encontrava na mesma posição, procurando fazer seus lábios irem de encontro ao dela, iniciando outro beijo cheio de desejo. Ele se posicionou entre suas pernas e a penetrou, os dois soltaram um gemido alto juntos, que deixava claro o alívio que estavam sentindo por finalmente estarem conectados daquela maneira. Parecia que um corpo foi feito para se encaixar no outro, porque nenhum podia negar que o prazer que estavam sentindo naquele momento não podia ser comparado a qualquer outro. praticamente tirava todo o seu pênis para logo em seguida voltar a penetrar ele por inteiro, estava com uma mão de cada lado da cabeça de , observando cada expressão de prazer que vinha dela.
Em um movimento, ela virou seus corpos, ficando por cima dele, ele voltou a morder os lábios quando viu ela se virando de costas ao olhar dele, então ela pegou seu membro e o ajeitou na entrada de sua intimidade, olhando para por cima do ombro, recebendo um olhar de curiosidade.
— Eu gosto de ir por cima e de costas, fica mais fácil para receber uns tapas — deu uma piscada para ele, iniciando seus movimentos, rebolando no pênis dele.
Mesmo pego de surpresa pela fala, ele fez o que foi lhe concedido com mais facilidade, dando tapas na bunda dela com uma mão e apertando a mesma parte com a outra. Só alternava às vezes para dar uma leve puxada de cabelo, desmanchando o coque desajeitado que estava ali. Ela estava muito concentrada nos movimentos, sentando e rebolando, proporcionando um prazer imenso para ela mesma e para ele. Os dois já estavam naquela posição há algum tempo, os gemidos foram ficando mais intensos e os movimentos de reboladas e tapas também. O quarto foi preenchido novamente por um longo gemido saindo da boca de ambos, eles tinham chegado ao orgasmo juntos. Suas respirações estavam completamente descompassadas, seus corpos completamente suados, seus rostos completamente corados e suas memórias com uma nova lembrança que não ia poder ser esquecida.

— 7 meses depois —
9 de Julho de 2016, Denver, EUA 9:32 da manhã

estava correndo com a sua rotina no hospital. Estava checando os pacientes, já trabalhava naquele hospital há algum tempo e adorava seu trabalho de enfermeira. Passou em todos os quartos que continham pessoas que estavam prestes a fazer alguma cirurgia, fazendo todos os procedimentos junto ao médico responsável, para ter certeza de que nada ia dar errado ou que algo ia passar despercebido.
Já tinham passado algumas horas e ela resolveu almoçar. Já estava a caminho do refeitório, sempre almoçava com as mesmas amigas, por isso quando adentrou o local procurou elas com o olhar. Achou-as em uma mesa bem central, junto a alguns, ou muitos, profissionais dos hospitais nas mesas ao redor e resolveu pegar a sua comida para depois ir até lá. Não estava com tanta fome, por isso pegou um lanche, uma maçã e um suco. Foi até as mesas, falando com suas companhias rotineiras que estavam ali e começou a comer.
Lana, Claire e Emma adoravam conversar nesse horário. geralmente ficava só rindo das coisas que as amigas falavam e de vez em quando fazia algum comentário. Emma era enfermeira como a , por isso elas acabavam sendo mais próximas. Lana era dermatologista e Claire era neuropsicológica. Todas de áreas bem diferentes, mas se davam bem. Se conheceram em uma festa que o hospital deu, onde todas estavam sem companhia. O almoço passou rápido, logo já tinha terminado de comer e terminado sua higiene pós almoço.
O restante de sua tarde foi na ala psiquiátrica. Estavam passando a limpo alguns prontuários com algumas medicações, conferindo mudanças de doses, essas coisas. Percebeu como ficou bastante tempo nessa tarefa quando o silêncio do ambiente foi substituído pelo som do seu estômago roncando. Ela levou a mão até sua barriga, rindo do barulho e depois olhou seu relógio de pulso e se surpreendeu ao ver que já eram 18:45. Decidiu ir até uma máquina dessas de lanche de rápido que ficava no andar de cima do qual ela estava.
Já estava quase na máquina, quando seu celular tocou, ela o pegou e sentiu aquele misto de sentimentos que há alguns meses tomava conta de sua rotina surgindo, era ele ligando. Ela seguiu correndo para uma sala vazia do hospital, entrou, fechou a porta e apertou o botão para atender a chamada que estava recebendo.
— Oi, oi — ela foi a primeira a falar, um pouco ofegante.
— Oi, estou vendo que não é só por aqui que as coisas são agitadas — ele disse, rindo da voz ofegante dela.
— Só fiquei ansiosa para atender sua ligação — ela disse, se sentando numa maca que estava encostada em uma das paredes da sala.
— Eu também fico ansioso para te ligar. Desculpa por não ter sido por vídeo dessa vez, o sinal aqui está péssimo — como sempre está, ela pensou.
Desde aquela viagem ao Salar, eles não haviam mais perdido o contato. Nunca colocaram um status ou algo do tipo na relação, mas os dois sabiam que o fato dele ligar para ela, sendo que conseguia fazer poucas ligações, significava muito.

9 de Julho de 2016, Em algum lugar da Síria, 4:32 da tarde

tinha voltado ao trabalho fazia poucos meses. Depois de sua viagem para a América do Sul, sua licença por ferimento em combate logo acabou. Estava no acampamento destinado aos soldados americanos, tinha chegado nesse em especifico tinha apenas uma semana e não tinha conseguido falar com ninguém ainda. Ficou o dia todo no mesmo local, não foi necessário a intervenção deles em alguma parte da cidade nesse período.
Ele adorava seu trabalho, mas não gostava de ver o que a guerra poderia fazer com um local ou com a população dele. Sempre pensava toda vez que tinha que sair para zonas de conflito que as marcas que ganhava fisicamente nunca iam chegar perto das marcas que ele tinha ganhado emocionalmente.
O dia já tinha passado, o jantar com todo mundo já tinha passado, já ido para a sua barraca e estava deitado no seu colchonete com a calça do uniforme do exército e uma regata verde musgo. Estava com os pensamentos longe, em Denver para ser mais exato, e ele sorriu ao lembrar do motivo. Já eram quase duas horas da madrugada, para ser mais exato 1:45, quando escutou alguém quase gritando do lado de fora das barracas dizendo que tinha sinal. Ele se levantou rapidamente, procurando o aparelho de comunicação nas suas coisas para poder fazer sua ligação. Os segundos que a pessoa do outro lado da linha demorou para entender pareciam uma eternidade para ele
— Oi, oi — ouviu a voz feminina pronunciar, e riu de como a voz parecia ofegante.
— Oi, estou vendo que não é só por aqui que as coisas são agitadas — ele continuou rindo.
— Só fiquei ansiosa para atender sua ligação — ela se explicou, e ele não conseguiu conter o que essas frases que ela pronunciava ao longo desses meses causavam nele.
— Eu também fico ansioso para te ligar. Desculpa por não ter sido por vídeo dessa vez, o sinal aqui está péssimo — estava mesmo e ele sabia que estava sendo o mais sincero possível, adorava falar com ela.
— Tudo bem, queria te ver, mas tudo bem — ele sabia que seu tom tinha ficado mais desanimado ao dizer isso, mesmo ela tentando disfarçar, ele sabia, pois se sentia da mesma forma. — Como estão as coisas aí? Você sabe quando vai poder retornar?
Toda vez que ligava para ele sabia que em algum momento a pergunta sobre o retorno dele ia vir à tona e se sentia mal com isso. Mesmo os dois não tendo algum status de relacionamento, era difícil para ambos.
— Hoje o dia foi tranquilo, só fiquei por aqui pelo acampamento — ele deu uma pausa. — Sinto muito, ainda não tenho uma previsão de retorno.
— Tudo bem — a voz dela tinha saído quase como um sussurro.
— Tudo bem mesmo? — ela estava com um tom preocupado na voz.
— Eu sei que se pudesse voltaria, então está tudo bem sim. Sabe, estou olhando para a janela agora, pensando no que você me falou aquele dia que nos despedimos e em algumas ligações.
— Sempre olhe para as nuvens porque estaremos vendo as mesmas — eles disseram, juntos.
— Sim, isso mesmo — riu sem graça. — Eu lembro que te questionei o porquê das nuvens e não o Sol ou a Lua e você me respondeu.
— Que não tinha nada melhor do que as nuvens para nos lembrarmos um do outro, porque elas representavam perfeitamente o lugar que a gente se conheceu — Ele completou a fala de com um sorriso no rosto por ela recordar tão bem disso quanto ele.
Tinha sido apenas uma noite juntos fisicamente, mas sentia que a ligação entre os dois estava muito além disso. Todos os sentimentos ruins que sentia por conta da guerra eram substituídos por paz quando estava com .
— E você está certo — não podia ver, mas sabia que ela estava sorrindo também.
— E como foi seu dia no hospital? — percebeu o silêncio do outro lado da linha.

9 de Julho 2016, Denver, EUA 7:02 da noite

— Alô, alô? — Mesmo acontecendo quase sempre, ela não se acostumava quando a ligação acabava. Suas noites com ele ao telefone sempre eram interrompidas, será que isso um dia ia acabar? Ela sempre se questionava, observando o telefone que fazia o barulho indicando que a ligação tinha caído no seu colo.

— 4 meses depois—
26 de Novembro 2016, Denver, EUA 01:56 da madrugada

tinha acabado de chegar à sua casa depois de um plantão longo do hospital. Só pensava em tomar um banho e ir dormir, já tinha comido uma besteira qualquer antes de deixar o hospital. Seguiu para o banheiro, tomou um banho rápido, colocou uma regata e sua calcinha depois de se enxugar e seguiu em direção à sua cama, onde deitou e já estava fechando os olhos quando escutou seu celular tocar.

— Você está recebendo uma chamada de vídeo de

Suspirou e atendeu.
— Oi — ele foi o primeiro a falar. — Está tudo bem?
— Oi — ela disse, olhando para baixo. — Está sim e por aí?
— Geralmente, você que começa a ligação falando, por isso estranhei. Você poderia olhar para a câmera? Queria te ver — ele disse, rindo.
— Eu também queria te ver, pessoalmente — ela respondeu.
Ele tinha ficado mudo por alguns segundos, sabia que algo estava errado.
— Você fala como se eu tivesse escolha, — ele disse, triste.
— Eu sei que você não tem, mas está complicado — ela disse, transparecendo tristeza também.
— Eu sei que você disse que não gosta das coisas complicadas — foi a única coisa que ele conseguiu pronunciar.
— E que nós devíamos tentar deixar as coisas simples, mas não é o que está acontecendo — tinha finalmente olhado para a câmera e seus olhos estavam cheios de lágrimas.
— Mas o amor nunca, jamais é simples, — Seus olhos também estavam marejados. — Minha intenção nunca era te chatear.
— Eu sei, mas…

26 de Novembro 2016, Em algum lugar da Síria, 8:56 da manhã

estava preocupado com o rumo que aquela conversa poderia tomar. Daqui alguns dias ia completar um ano que eles se conheceram no Salar, então apesar de terem se visto apenas uma vez, ele sentia que a conhecia e naquele momento sabia que por isso algo não estava certo.
— Eu sei que você não tem, mas está complicado — ele olhava para a pessoa do outro lado da tela e seu coração começava a murchar.
— Eu sei que você disse que não gosta das coisas complicadas — foi a única coisa que ele conseguiu pronunciar.
— E que nós devíamos tentar deixar as coisas simples, mas não é o que está acontecendo — o rosto no qual pensava todos os dias tinha aparecido na câmera. Ela estava olhando para a tela agora e ele só pensava na saudade.
— Mas o amor nunca, jamais é simples, — seus olhos também estavam marejados. — Minha intenção nunca era te chatear — e não era mesmo, ver ela ali, quase chorando, despertava algo nada bom nele.
— Eu sei, mas…
A imagem de começou a falhar e a frase que ela pareceu ter dito nos segundos seguintes foi toda cortada. O coração de entrou em desespero, não acreditava que a única ligação que não poderia cair naquele momento foi a mais curta que já tivera entre eles. Ele já estava pronto para sair de sua barraca e correr até a cidade se fosse possível para achar sinal, quando um som muito alto foi ecoado pelo acampamento. Gritos, ordens e bombas era tudo o que se podia identificar naquele instante.

26 de Novembro 2016, Denver, EUA 02:01 da madrugada

— Eu sei, mas…
A imagem de caiu e ela suspirou frustrada. Estava doendo muito nela pensar na decisão de terminar seja lá o que eles tinham, mas ela começou a se questionar se a ligação ter caído tão depressa não era um sinal que tinha mesmo que fazer isso. Resolveu tentar dormir e pensar nisso amanhã.

26 de Novembro 2016, Denver, EUA 09:05 da manhã

Ela só conseguia pensar em como tinha dormido praticamente nada. Mesmo estando completamente cansada, passou a madrugada pensando em e só conseguiu tirar um pequeno cochilo já de manhã. Tinha levantado para comer algo, mas estava decidida a passar o seu dia de folga na cama. Mandou mensagem para Emma falando sobre o que tinha acontecido na ligação e ela disse que passava para ver a amiga de noite, depois do trabalho, ela agradeceu.

26 de Novembro 2016, Denver, EUA 7:08 da noite

Ela escutou a campainha de sua casa ser tocada e sabia que tinha sido sua amiga que tinha chegado. Seu plano de passar a tarde toda deitada tinha sido concluído com êxito e pensou em fazer a mesma coisa com a amiga ali, só que óbvio com a companhia dela e comendo besteiras.
Apertou o botão que ficava em sua cozinha e que abriria o portão automaticamente.
— Pelo jeito, alguém nem tomou banho hoje — Emma estava entrando pela porta, olhando para como sua amiga estava vestida.
— E parece que alguém se arrumou demais — respondeu, ao comentário da amiga, olhando o vestido preto que ela estava usando.
— E você vai ficar também, vim te buscar para a gente sair — abriu a boca para falar. — E não quero ouvir protestos, você vai.
sabia que aquela discussão ia ser em vão, por isso suspirou vencida e seguiu para o banheiro de seu quarto para tomar banho.

26 de Novembro 2016, Denver, EUA 8:09 da noite

O bar do Fred era um lugar não tão frequentado assim, mas suas amigas sempre gostaram. As quatro estavam ali, tinha karaokê então a noite seria divertida.
Elas já tinham bebidos algumas doses e só gritava para o garçom “Mais uma rodada para as minhas amigas”. Ela estava um pouco alta quando resolveu que ia cantar, tinha subido no palquinho ali e a melodia começou a soar quando ela não soube por que, mas seu foco foi para a conversa de dois homens sentados na mesa de frente para o palco
“Você viu o ataque que fizeram no acampamento do exército americano lá na Síria?”
“Sim, horrível. Ouvi dizer que praticamente não tem sobreviventes”.
Ela derrubou o microfone na mesma hora, seu coração parecia ter aumentado a velocidade 1000X. Desceu do palco e foi até a mesa, apoiando as duas mãos sobre esta.
— O que vocês estavam falando? — ela já estava chorando.
— Moça, tudo bem? — um dos homens perguntou.
— Só me fala o que vocês estavam falando — ela quase implorou.
— Um acampamento do exército sofreu um ataque, não ficou sabendo? Está em todos os jornais.
— Sim e… Ali, está passando na televisão — o outro homem disse, apontando.
se virou para a televisão, implorando para aumentarem.
“Ataque feito pelo estado islâmico a acampamento das tropas americanas pode causar o início de uma guerra ainda pior. O ataque aconteceu com bombas e estima-se que foram 3 ao total, mas de grande impacto”.
A cada frase que ele falava ia se encolhendo mais. Ela já estava no chão quando “grande impacto” saiu da boca do apresentador.
“O número de mortos é grande”.
O número de mortos é grande, essa frase ficava ecoando em sua cabeça. Suas amigas já estavam ao seu redor, mas ela só conseguia ouvir essa frase. Não conhecia e não tinha contato com ninguém da família dele, como iria ter certeza de que ele estava bem? Pelas fotos que mostraram do ataque, as chances eram mínimas e isso acabou com ela.
Ela se levantou rápido dali, se soltando das suas amigas, e correu em direção à saída, pegou um táxi e foi chorando o caminho todo.
Assim que chegou à sua casa, correu até o seu guarda-roupa, pegou sua mala e jogou um monte de roupas dentro dela, roupas de diversos tipos. Pegou uma pasta com seus documentos, dinheiro e cartões e saiu de casa.
Nem parecia mais que tinha bebido. A dor que estava sentindo era tão real que já estava sóbria e nem todo álcool do mundo ia fazer ela se sentir melhor.
Chamou novamente outro táxi.
— Para o aeroporto, por favor.

02 de Dezembro 2016, Cidade de Uyuni, 10:12 da manhã

tinha chegado à cidade na noite anterior. Tudo foi muito caótico cinco noites atrás. Ela pegou alguns aviões para chegar ali, tinha passado dois dias na Cidade do Chile, tomando coragem para vir até esse local. Ela só conseguiu achar o mesmo hotel que tinha ficado com ele um ano atrás.
Um ano. Hoje fazia exatamente esse tempo que ela o tinha encontrado. Uma lágrima desceu por sua bochecha ao lembrar. Não tinha conseguido muitas informações esses outros dias, então cada vez mais seu coração ficava magoado, se conformando com a possibilidade dele ter morrido. Tinha resolvido voltar ao Salar naquele dia, talvez isso justificasse o fato dela estar bebendo Whisky àquela hora da manhã.
“Ônibus saindo para o Salar”.
Uma voz anunciava pela cidade, ela pagou a dose e seguiu até o ônibus. Não estava levando nada, só a calça, a camiseta e a jaqueta que estava usando no corpo e a carteira. Nem celular quis levar, só pensava em como queria ficar sozinha.

02 de Dezembro 2016, Salar de Uyuni, 10:40 da manhã

O ônibus já tinha chegado ao Salar fazia alguns minutos. Ela caminhava bem lentamente, adentrando ele. Apertava sua jaqueta de couro no corpo, começou a pensar nas conversas daquela tarde, nas risadas, como ela amava se lembrar do som da risada dele. Ela, pela primeira vez, deixou escapar um risinho se lembrando daquilo e o que começou como uma pequena lágrima, já tinha se transformado em choro. Se ela soubesse tudo isso, esperaria o tempo que fosse para ele retornar, porque agora era horrível pensar que isso não ia mais acontecer.
O belíssimo deserto à sua frente estava igual um ano atrás. Ele começou a ficar embaçado aos olhos dela pelas lágrimas, seu coração doía. Ela ficou de joelhos porque não se aguentava em pé. Se lembrou como tudo começou com os dois distraídos se esbarrando, sentiu alguém esbarrando nela e começou a limpar as lágrimas que não paravam de cair.
— Sabe, alguém uma vez me disse que não gosta das coisas complicadas e que está cansada de todas as mudanças que certas coisas trouxeram para a vida dela, como esperar ligações que nunca sabia quando iam vir — a voz ao seu lado pronunciou, enquanto ela tentava limpar as lágrimas.
Ela achou que estava delirando pensando que reconhecia a voz.
— Talvez essa pessoa estivesse certa — ela respondeu, com a voz embargada ainda, mas olhou em direção à pessoa.
Ela reconheceria aquele olhar cor de mel em qualquer lugar.
— Sim, mas o amor está sempre mudando, então acho que a parte complicada compensa — Ele estava a olhando.
— Co—como? Eu achei que você estivesse…
— Me desculpa pelo susto — ele disse, ajudando-a a se levantar. — Eu não consigo imaginar o que você sentiu. Se fosse eu do seu lado da ligação, eu teria enlouquecido — ele falou, fazendo carinho em seu rosto.
— Eu fiquei com tanto medo — ela disse, o abraçando.
— Eu não tinha como falar com você, não conhecia ninguém próximo — ele estava apertando-a no abraço, fazendo carinho nos seus cabelos, naquele ponto já tinha começado a chorar também.
— Me desculpa pela conversa aquele dia — estava encolhida no abraço.
— Você não precisa pedir desculpas por nada, . A situação era difícil mesmo — ele já tinha parado de abraçá-la e a olhava.
— Mas não foi nada comparado à situação dessa semana. Eu percebi que estou disposta a esperar o tempo que for para te ver, para você voltar — ela o olhava também.
a beijou. Estava com saudades e aquele beijo trouxe tantos sentimentos, carinho, dor, amor. Eles sabiam que as coisas iam mudar, mas contanto que ficassem juntos depois de tudo, era o que importava, porque perceberam que assim, mesmo não estando naquele lugar, Salar de Uyuni, que era o fundo e testemunha agora dos sentimentos deles, se estivessem um com o outro, sempre se sentiriam nas nuvens.

Fim.

Nota da Autora: Muito obrigada para quem leu até aqui. Escrever essa história baseada nessa música foi uma das melhores experiências que eu poderia ter. Sempre foi uma das minhas favoritas e eu adoro o sentimento que parece que ela passa muita coisa, mas ao mesmo tempo deixa coisas escondidas kkkk. Espero que tenham gostado. Eu sorri e me emocionei escrevendo, então sou muito grata pela oportunidade, porque eu adorei escrever sobre os dois. <3