Ligados pelo amor

Ligados pelo amor

Sinopse: “Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade.” Esse trecho da música do Cazuza, resume bem o que é essa história. Um amor que nasceu onde menos podia se esperar, um amor grande, forte e até inabalável, se não fossem as mentiras que os cercam. Se apaixonar não deveria ser algo tão ruim, pelo menos foi isso que você pensou ao se descobrir apaixonada pelo melhor amigo do seu irmão. Mas, as mentiras que vocês precisam contar para manter essa relação longe de seu irmão, traria muitos problemas a vocês dois, ainda mais agora que você descobriu uma gravidez. Com um filho a caminho, você e ele precisam achar um equilíbrio para aquilo dar certo, sem terem de abrir mão do que sentem um pelo outro.
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos
Restrição: Cenas de sexo e relacionamento abusivo
Beta: Rosie Dunne

Capítulos:

Prólogo

— Você tem que me prometer , me prometer que nunca vai se apaixonar pela . — Jonas dizia a , enquanto os dois se encaravam em silêncio.
— Porque isso agora? — questionou Jonas, enquanto folhava novamente a revista de música.
— Ela é minha irmã , e eu não quero nem pensar em vocês juntos, ou na possibilidade de você se interessar por ela. — Jonas firmou a voz e retirou a revista das mãos de .
— Isso é idiotice Jonas, você sabe que a não me interessa. Sua irmã é chata pra caramba, eu jamais me interessaria por ela. Agora devolve a minha revista. — se sentou na cama e olhou para Jonas, que mantinha o olhar sob ele.
— É sério , promete? — Jonas rosnou para que balançou a cabeça.
— Tá, se isso é tããão importante pra você, eu prometo. — rolou os olhos e apertou a mão do amigo.
— Isso é importante pra mim . Você tem que cumprir essa promessa, tá me ouvindo?
— Eu já prometi Jonas, agora devolve a merda da minha revista. — se levantou, pegando a revista da mão do amigo.
— Se você quebrar essa promessa algum dia , eu juro que a nossa amizade acaba nesse momento. Entendeu?
— Eu já entendi Jonas e já prometi que não vou me apaixonar pela sua irmãzinha, chata e sem noção. Tá satisfeito? — ergueu a sobrancelha e encarou o melhor amigo.
— Eu acho bom. — Foi tudo que Jonas disse, antes de sair do quarto de , o deixando sozinho com seus próprios pensamentos.

Promessa era algo importante e para essa seria fácil, ele não iria se apaixonar pela , ele jamais nem sequer pensou nisso. Mas, as promessas também foram feitas para serem quebradas, essa era a lei natural da vida. Foi isso que sentiu, ao avistar pela janela do seu quarto, escondendo os olhos com as mãos de modo que se protegia do sol e olhava para ele. Foi assim que começou, foi naquele instante que ele soube que não seria nada fácil manter aquela promessa.

Capítulo 1 – .

Eu passei a minha vida toda ouvindo que os homens não se apaixonam, que os homens não querem relacionamento sério. Eu ouvia isso de todos que conhecia, do meu irmão e de todos os meus amigos, que os homens só querem saber de pegar e não se apegar, sempre fugindo ao menor indício de que a coisa estava ficando mais séria. Meu pai era um desses exemplos, ele vivia um casamento de aparências com minha mãe depois de uma traição e mesmo que tenha sido minha mãe quem traiu, ele preferiu manter o casamento diante da nossa família, mas eu sabia que ele hostilizava muito minha mãe pelo que tinha acontecido. Eu não entendia muito bem tudo aquilo e sinceramente, eu preferia não entender. Talvez seja por isso, por esse histórico de traições e submissões sem precedentes em minha vida, que eu nunca percebi que o estava apaixonado por mim, ele se apaixonou por mim bem antes de eu perceber alguma coisa. Eu nunca pensei que ele pudesse se apaixonar, era aquele adolescente rebelde, que não levava nada a sério, que vivia se metendo em confusões, que bebia até perder a linha nas festas, por isso, eu nunca cogitei a ideia de que ele pudesse estar apaixonado por mim. nunca se apaixonou antes, por nenhuma garota, ele entrava naquela estatística dos homens que não se apaixonam e não se envolvem com nenhuma mulher. Eu sabia do histórico dele, da fama dele em pegar as meninas e depois não querer mais nada com elas. Ele tinha aprendido isso com meu irmão Jonas, que ensinou tudo que sabia a ele, sobre as mulheres.

O que eu não poderia prever era que o beijo dele iria mexer tanto comigo, do jeito que mexeu. Eu nunca tinha sido beijada daquela maneira antes, eu nunca tinha sido beijada com tanto tesão, com tanto desejo. O beijo dele era bom demais, tanto que depois daquele beijo, algo dentro de mim se acendeu e eu vi que estava completamente rendida, que eu não teria mais escapatória, o beijo dele me viciou completamente. Naquele momento tudo que eu sabia sobre os homens, parece que sumiu, eu via isso no olhar dele, a gente se descobriu naquele beijo. Bastou um beijo para eu que começasse a enfim reparar nele, no quão ele era bonito – não que eu nunca tivesse reparado, mas era diferente – comecei a reparar nas linhas de expressão que ele tinha no rosto e em como o sorriso dele era lindo pra cacete, e comecei a querer ouvir a voz dele, todos os dias. Aquele beijo mudou tudo entre nós dois, mudou completamente a situação, eu estava começando a sentir algo a mais, mas ele ainda estava preso a maldita promessa que tinha feito a meu irmão, de que nunca se apaixonaria por mim e isso foi o mais complicado. Promessas são importantes, e quando se tratava de uma promessa entre o e o meu irmão, era algo realmente importante. Mas, não tinha como negar que existia algo entre nós dois, os nossos corpos não conseguiam mais esconder, muito menos nossos corações. Nessa altura, o meu coração já estava ligado ao dele, e eu não podia mais negar que existia um sentimento entre nós dois.

Foi quando eu conheci o verdadeiro , aquele que se escondia por trás daquela máscara de rebelde sem causa, eu conheci o que sentia, que se apaixonava, que não sabia lidar com seus sentimentos, conheci o que sentia culpa, que carregava a culpa da morte dos pais, mesmo que não tenha sido sua culpa. Eu pude conhecer o que se apaixonou pela irmã do melhor amigo e que estava tendo que lidar com a culpa de ter quebrado uma promessa. Todo aquele paradigma de que homem não se apaixona e de que homem não sofre por amor, foi quebrado pelo . Ele amava, ele se apaixonava e estava apaixonado por mim. Eu não conseguia entender, como que eu fui tão burra em não perceber isso antes, isso esteve lá o tempo todo, estampado na minha cara, mas eu nunca percebi.

Eu queria saber o exato momento que me apaixonei por ele, talvez tenha sido mesmo naquele beijo, mas talvez tenha sido bem antes disso, e eu que não queria admitir que estava gostando do melhor amigo do meu irmão. Talvez eu tivesse medo, por ele ser o adolescente que era, por ele ser assim tão irresponsável, ou talvez por que eu não queria admitir, que estava gostando de um cara que era mais novo que eu e que não levava nenhuma mulher a sério. Mas eu não podia negar que o amor sempre esteve ali, bem perto de mim, que o amor do sempre esteve presente em minha vida, mesmo que tenha vindo disfarçado de amizade.

O nosso amor surgiu no momento em que nossas mãos se cruzaram. Não ouve frio no estômago e nem as tais das borboletas no estômago. Foi algo que fez tudo se encaixar em uma fração de segundos, eu estava lá e ele também, o que era pra ser certo não se deixou acabar quando os nossos braços se entrelaçaram e aí então nos abraçamos. Eu soube que o amava no exato momento em que não precisei pedir e ele veio, como se soubesse o que eu queria. Não ouve intensidade e nem lembranças passadas, houve um momento em que deixei de ser chata e passei a mergulhar naquela timidez, entrando junto na mania dele ficar na defensiva, sempre. Não há maneira melhor de dizer que o amor dele me transformou, da maneira mais clichê e ridícula, mas que é isso que vai me faz agradecer todos os dias por ele não ter deixado que nossos pés seguissem caminhos diferentes.

Mas, ainda havia um certo receio em meu tudo, afinal eu nunca tinha me apaixonado antes, não como eu tinha me apaixonado por ele. Em um ano, minha vida mudou completamente, eu troquei meu emprego, saí da casa dos meus pais e decidi vir morar com o , no seu apartamento. Construímos nossa vida, dia após dia, enquanto lidamos com o fato de que não contamos para ninguém que estamos juntos. Isso é culpa do comportamento do meu irmão em relação a mim, ele sente ciúmes, eu não sei o porquê disso e talvez eu não queira saber. Eu tenho medo do que o Jonas pode fazer se vier a descobrir do meu relacionamento com o , mas eu tenho certeza de que ele não aprovaria e faria da minha vida o próprio inferno. Ter que conviver com aquilo, com medo do meu próprio irmão, era bizarro demais, mas era necessário. Um ano parece muito tempo pra quem namora em segredo, e realmente é, mas eu sabia que não poderia ser assim para sempre, uma hora eu teria que deixar meu medo de lado e abrir o jogo com todo mundo. Eu e conseguimos construir nossa relação com muito amor, carinho e dedicação, todos os dias. Ele era o cara mais incrível que eu poderia ter conhecido na minha vida.

Eu nunca pensei que pudesse ser tão feliz na minha vida, como eu estava sendo ao lado dele. Eu nunca achei que existisse um cara tão apaixonado, tão intenso e tão dedicado como o era. Eu sabia da sorte que eu tinha por ser eu a mulher quem ele escolheu amar, eu sabia da sorte que eu tinha pela vida que construímos naquele ano. Amar um amigo era bom demais, era se sentir segura o tempo todo, era ter uma pessoa para conversar e confidenciar segredos que você não contaria a outro alguém qualquer. Era isso que eu sentia toda vez que eu lembrava da minha relação com , dois amigos que um dia se descobriram apaixonados e decidiram viver aquele amor, mesmo sabendo que tudo ao redor ditaria o contrário. A gente decidiu arriscar, vivendo aquele sentimento todos os dias, tornando aquele ano, o ano mais especial de nossas vidas.

Quando tudo parecia estar perfeito, algo começou a mudar. Fazia uns dias que eu acordava enjoada, como se tivesse um buraco dentro de mim, que eu estava sem apetite pra nada e tudo me dava náuseas, me fazendo querer vomitar a qualquer hora. Já faziam uns dias que eu vinha notando que a minha menstruação estava atrasada, mas não era nada demais, ela sempre atrasou antes, ou pelo menos era isso que eu queria acreditar. Talvez eu estivesse com medo de admitir o que estava acontecendo, mas mesmo assim, eu fui a farmácia e comprei o bendito teste, apenas por desencargo de consciência. Eu não estava grávida, eu não poderia estar grávida, eu e sempre nos protegemos e sempre tomamos o maior cuidado do mundo, para que situações como aquela não viessem a acontecer. Por isso, eu sabia que era praticamente impossível eu estar grávida, eu tinha plena certeza que era o stress, os enjoos e falta de apetite só poderiam ser causas do stress.

O que era pra ser apenas mais um domingo calmo e sem nenhum acontecimento mais agitado, se transformou completamente, em questão de minutos. Eu acordei bastante enjoada naquela manhã, a náusea veio com o cheiro de café que o vizinho estava passando, aquilo não poderia ser normal. Eu respirei fundo, e então fui para o banheiro, no segundo seguinte o vaso conheceu o conteúdo de meu fígado. Eu me sentei na beira da banheira, pegando do móvel ao lado aquele maldito teste. Eu precisava tirar aquela dúvida de mim, eu precisava saber e confirmar que era o stress, que não tinha mais nenhum motivo para aqueles enjoos sem pé nem cabeça. Eu fiz o xixi em cima do objeto branco com azul e o coloquei do meu lado, torcendo para que desse negativo e eu pudesse tirar aquele peso das minhas costas.

Já tinham se passado quase dez minutos que eu tinha feito xixi nele, mas ainda não tinha tido coragem de olhar o resultado. Eu fiquei divagando em meus pensamentos, analisando toda a minha vida, desde que eu beijei o até aquele presente momento. Eu estava nervosa e as minhas pernas denunciavam isso, já que balançavam de um lado ao outro, sem parar. Eu não queria olhar o resultado, eu estava morrendo de medo do que poderia estar marcando ali. Fiquei alguns segundos ali parada, analisando toda a minha vida, ponderando todos os pontos da minha relação com , a fim de fugir do resultado daquele teste. Só despertei daquele devaneio, quando escutei as batidas na porta do banheiro. A realidade estava batendo a minha porta, literalmente.

— Amor, tá tudo bem? — Escutei a voz de me chamando do outro lado.
— Tá sim, tá tudo bem. — Eu respondi, me esforçando ao máximo para parecer bem.
— Você tá trancada aí dentro, tem certeza de que você está bem? — Ele me questionou mais uma vez. Maldição, porque ele tinha que me conhecer tão bem?
— Estou sim amor, já saio. — Respondi mais uma vez, enquanto tomei coragem para ver o resultado do teste.

“Positivo: 3-5 semanas”

Eu estava grávida, o resultado do teste estava lá, estampado na minha cara, como luzes em uma árvore de natal. Eu respirei fundo e por um momento, um medo tomou conta de mim, um medo que eu não compreendia, mas que invadiu meu interior. Olhando aquele resultado, que piscava na minha cara, eu soube exatamente o momento em que aquela gravidez aconteceu. Foi na semana do aniversário do , a gente saiu, foi comemorar só nós dois em uma balada e depois fomos para um chalé na praia, lá a gente transou sem camisinha, mas eu nem tinha me ligado nisso, a gente estava tão feliz e tão apaixonado naquela ocasião, que nem nos ligamos nisso. Saber que eu estava mesmo grávida, me assombrava, me deixava inquieta e com um certo medo, um medo que eu não conhecia, até aquele momento. Eu não sabia também se o estaria pronto para assumir essa responsabilidade que é ser pai, mesmo conhecendo o , eu não tinha como saber qual seria a reação dele. Eu e ele nunca falamos sobre filhos, sobre aumentar a família ou até mesmo sobre construir uma família, a gente se amou como se não houvesse o amanhã naquele ano que ficamos juntos, mas em nenhum momento nós tivemos a conversa sobre filhos. Talvez no fundo eu ainda tivesse medo, medo daquele irresponsável de antes aparecer e tomar conta dele, fazendo com que ele rejeitasse aquele filho. Era ridículo eu pensar isso, conhecendo o homem que eu amava, ele jamais rejeitaria um filho nosso, ou pelos menos era isso que eu queria acreditar. Eu também nunca pensei em ser mãe, eu não sabia se estava pronta para isso. Filho era uma grande responsabilidade e era uma responsabilidade para duas pessoas, eu não queria nem pensar na possibilidade de ter que criar aquele filho sozinha.

— O que tá acontecendo? — me questionou assim que eu abri a porta do banheiro e dei passagem para ele entrar.

Eu fiquei em silêncio, eu não conseguia dizer nada, o enjoo começou a voltar e tudo que eu queria era vomitar e sair correndo dali eu queria me esconder na cama até que aquele medo deixasse meu corpo. me encarou, olhando direto em meus olhos, ele sabia que estava acontecendo alguma coisa, ele sabia que eu estava morrendo de medo, ele me conhecia muito bem. Ele me abraçou e eu comecei a chorar, eu nem sabia o porque estava chorando, eu só sabia que as lágrimas saiam dos meus olhos e com o passar dos segundos, o medo começava a desaparecer. Eu me soltei do abraço dele e então o beijei, eu precisava beijar aquele homem, eu precisava daquele beijo, eu precisava ter certeza de que nada iria mudar, eu precisava beijar o homem que agora era o pai do meu filho. me olhava com o semblante confuso, ele não estava entendendo nada, e eu não podia o culpar, eu mesmo estava confusa demais com aquela revelação, por alguns segundos eu até esqueci como se respirava, imagina ele quem nem sabia de nada ainda. Olhei para ele mais uma vez, e então segurei sua mão.

— Eu preciso te contar uma coisa, . — Levei a mão dele para a minha barriga, colocando-a bem no centro.

me olhou e ergueu a sobrancelha, me encarando desconfiado e no instante seguinte, o semblante confuso deu lugar a um sorriso sem precedentes, assim que meu sorriso confirmou aquilo que ele estava tentando entender. Os olhos dele ganharam um brilho novo e com ele as lágrimas também invadiam seu rosto, se misturando a um sorriso que eu passei a admirar, ele estava feliz, ele estava feliz com aquela notícia. Vê-lo reagir aquela notícia com tanta felicidade, me fez ter certeza de que não poderia ter sido diferente, me fez ter certeza de que eu escolhi o homem certo para me apaixonar e para ser o pai dos meus filhos. Os olhos deles estavam presos em mim, ele não conseguia encarar nada em volta, ele só tinha olhos para mim naquele momento.

— Eu te amo, . — Foi o que ele disse, assim que conseguiu recuperar a consciência.
— Eu também te amo, . — Correspondi aquele gesto, o beijando.
— Vamos ter um filho, eu nem acredito nisso. — Ele me encarou com o mesmo brilho no olhar de antes.
— Eu estava apavorada, achando que você poderia não gostar da novidade. — Eu segurei o rosto dele com as minhas mãos e ele suspirou.
— Olha , meu amor, um filho nosso é tudo que eu sempre quis.
— É que a gente nunca falou sobre isso, sobre filhos. — Eu indaguei, enquanto ele ainda sustentava aquele sorriso.
— A gente não planejou metade das coisas que aconteceram , você realmente acreditou nosso filho ia ser planejado? — sorriu e então se abaixou, ficando de frente a minha barriga.
— O que você tá fazendo, ? — Levei minha mão a cabeça dele e ergui ela em direção ao meu olhar.
— Vou conversar com meu filho, dá licença. — Ele fez um bico e então voltou a olhar minha barriga. — Oi filho, tudo bem? Eu sei que você chegou assim de repente, sua mamãe não estava preparada pra você e eu também não estava, mas saiba que aqui do lado de fora, tem muito amor te esperando.

Fiquei encarando aquela cena, enquanto sustentava um sorriso alegre em meus lábios, eu me rendi completamente aquele momento. Eu me rendi completamente aquela declaração do sobre nosso filho, porque era isso mesmo, nada tinha sido planejado, mas ele seria recebido com muito amor e carinho. O tinha razão, nada em nosso relacionamento foi planejado, as coisas só aconteceram, tudo foi acontecendo como tinha que acontecer e tinha chegado aquele momento, quando descobrimos que tudo que sentíamos agora tinha se transformado em um bebê. Todo meu medo sobre a reação de em relação a gravidez, se esvaiu no instante em que eu escutei aquela declaração para o nosso filho. Ele estava pronto para ser pai e eu de certa forma estava pronta para ser mãe, mesmo sabendo que não seria nada fácil.

A ficha caiu naquele instante, eu estava grávida, esperando um filho do homem que eu amava, mas ainda tinha um assunto que rondava e assombrava minha cabeça: Jonas. Ainda tinha aquele assunto em aberto e eu sabia que isso era o único problema que teríamos que enfrentar pela frente, o meu irmão era o único que podia acabar com aquela felicidade, eu e sabíamos disso, sabíamos dos riscos daquela relação, desde o começo. Aquele medo me assombrava, me deixava tensa e aflita com a menor hipótese do meu irmão descobrir tudo e fazer da minha vida o próprio inferno. Eu tinha mais medo agora, que não envolvia apenas a mim e ao , agora aquilo dizia respeito ao nosso bebê. Minha vida tinha acabado de mudar mais vez, exatamente como há um ano e agora tudo seria diferente. Havia mais uma vida em jogo, uma vida inocente que não tinha culpa do comportamento irracional do meu irmão. Dessa vez não teria outro jeito, eu teria que achar um equilíbrio naquilo tudo e enfrentar meu medo, eu tinha que tomar coragem e abrir o jogo pra todo mundo. Eu precisava pensar no meu bebê, e precisava pensar no que aquilo causaria se eu continuasse escondendo de todo mundo o meu relacionamento com o .

O amor é mesmo algo engraçado, ele te dá e ao mesmo tempo de te faz sentir medo, medo de perder tudo que você conquistou e construiu em nome daquele sentimento.

O medo é algo que te consome, é algo que te faz perder a respiração por alguns segundos, e é pior ainda quando se trata do medo de uma pessoa que você amou, que você sempre confiou e que foi criado para ser o seu alicerce quando tudo viesse a desabar, o pior medo que poderia existir é o medo do seu próprio irmão gêmeo, que foi feito para ser a sua cara-metade, sua outra parte. Mas, eu tinha medo do meu próprio irmão e do que ele era capaz de fazer, se soubesse que eu estava namorando o melhor amigo dele e que teríamos um filho.

Minha vida se dividia em dois momentos: Na felicidade de que eu e teríamos um filho e no medo que eu tinha de Jonas.

E naquele momento, tudo que eu queria era viver aquela notícia do nosso bebê, tudo que eu queria era amar o ainda mais, se é que isso seria possível.

 

Nota da autora:
Olá, como vocês todas estão? Minhas fanfics estão agora aqui com vocês e eu espero que cada uma de vocês se apaixone por essa história que eu amo tanto! Ligados Pelo Amor, trás uma história difícil, complexa, mas que também, consegue trazer uma leveza e um amor maravilhoso! Cada linha aqui foi escrita com muito amor e carinho. As atualizações vão ocorrer por semana, vou deixar aqui o link para o meu instagram.

Capítulo 2 – .

Eu acordei naquela manhã sentindo um vazio estranho ao meu lado na cama, um vazio que eu não estava mais acostumado a sentir, desde que eu e decidimos morar juntos. Se fosse há uns anos atrás, eu nem ligaria em acordar sozinho na cama em uma manhã de Domingo, eu ficaria até feliz com isso, já que naquele apartamento, as garotas nunca passavam a noite. Houve uma época em que eu me orgulhava disso, de ficar com as garotas só por uma noite e na manhã seguinte acordar sozinho e livre. Mas, agora era diferente, o cheiro da estava em todo o canto naquele apartamento, estava na roupa de cama, nas toalhas do banheiro, nas almofadas do sofá, e até nas minhas roupas, o cheiro dela invadia aquele apartamento e isso só servia para me deixar ainda mais apaixonado.
Eu, , jamais cogitei a ideia de me apaixonar um dia, confesso. Nunca pensei que poderia amar alguém, eu não me dava esse luxo, já que na minha vida, todos que eu amo, acabam morrendo. Meus pais, por exemplo, eles morreram quando eu tinha dois anos de idade, e eles morreram porque tinham ido ao shopping, comprar meu presente de natal, na volta o carro perdeu o controle e capotou, os levando a óbito na hora. Desde então eu fui criado pela minha avó materna, Glória, uma mulher guerreira e de fibra, que fez das tripas coração para me dar uma boa criação. Eu cresci respeitando aquela mulher como se fosse a minha própria mãe, o que não deixava de ser, já que ela me criou desde criança. Quando eu conheci o Jonas na escola, eu ganhei um amigo, que mais tarde se tornou meu irmão, o irmão que eu nunca pude ter. Com ele, veio a , sua irmã, uma menina que já era linda desde criança, que arrancava elogios de todos com quem ela convivia. sempre fora uma menina bonita, turrona, e decidida daquilo que queria para sua vida. Mas o tempo passou, a gente cresceu e no calor dos hormônios da nossa adolescência, o irmão dela me fez prometer que eu nunca me apaixonaria por ela, que eu não me aproximaria dela com outra intenção que não fosse ser seu amigo.
Eu não me dava ao luxo de me apaixonar por ninguém, foi isso que eu martelei a minha vida inteira, tentando esconder de todos os meus sentimentos. Eu não me sentia digno de amar alguém e muito menos deixar que alguém me amasse, além da minha avó. Eu nunca soube o que era o amor verdadeiro, aquele amor intenso, que traz consigo um fogo, uma chama que se acende sempre que você tá com a pessoa que você ama. Aquele sentimento nunca me invadiu antes, em partes porque eu nunca me permiti senti isso e outra parte porque eu sabia que o amor machucava, que muitas das vezes amar era complicado, que trazia escolhas e eu odiava ter de escolher alguma coisa em minha vida. Porque se eu tivesse que escolher, eu escolheria que meus pais não morressem naquela merda de acidente, eu escolheria não ter feito aquela maldita promessa, que me pressionou a esconder de todos que eu estava me sentindo completamente apaixonado pela . Eu sabia que amá-la seria um risco, não só pelo meu histórico de tragédias que envolvia o amor, mas também pelo fato de que eu tinha me tornado um adolescente irresponsável, que não levava nada a sério e aquilo ainda me assombrava, mesmo depois de tanto tempo. Mesmo depois de um ano, eu ainda sentia o peso daquilo em minhas costas e eu ainda custava acreditar que finalmente eu tinha conhecido o amor, mesmo não me achando digno desse sentimento. Hoje, eu sabia que tudo que eu fiz me levou até aqui e talvez ter sido o adolescente que eu fui, me transformou no cara que eu sou hoje, completamente apaixonado pela mulher mais incrível do mundo. Mesmo eu sendo quatro anos mais novo que a , eu sei que nossas vidas foram ligadas pelo amor. Agora eu sei, agora eu me sinto digno de amar aquela mulher maravilhosa, eu me sinto digno de sentir amor por alguém.
Mesmo eu sendo ainda novo em questão de idade, eu tive que lidar com tudo que a vida me tirou, tive que aprender a lidar com a dor de perder meus pais quando eu ainda era uma criança. Eu tive que aprender a não sentir aquela culpa já que eu me culpava todos os dias pela morte deles, eu tive que crescer sem meus pais, aprendendo todos os dias a suportar aquela dor, que era imensa. Minha avó me criou com todo amor que podia existir em seu coração imenso, mas era foda não ter meus pais por perto, não poder contar a eles coisas triviais do meu dia a dia. Era foda não ter meu pai por perto, não poder falar pra ele sobre eu estar apaixonado por uma garota e que eu não podia ficar com ela, era foda não ter meu pai para me dar conselhos sobre como conquistar uma mulher, era foda não ter tido meu pai presente nos meus campeonatos de natação, foi foda não ter meu pai comigo quando eu recebi minha primeira medalha no campeonato escolar. Era foda também, não ter minha mãe por perto, para me dar conselhos e me afugentar em seus braços quando eu estivesse triste e confuso, era difícil demais não ter meus pais do meu lado, eu precisava deles todos os dias, eu tinha muito amor por eles, amor esse que eu não podia dar a eles. Meus pais eram a coisa mais importante da minha vida, eram duas pessoas que eu amava e respeitava, mesmo que não lembrasse nada deles. Eu os carregava comigo, em uma foto na minha carteira, eles sempre estiveram comigo o tempo todo, me incentivando de alguma forma a sempre melhorar e a sempre lutar por aquilo que acredito e a sempre lutar pelo meu direito de ser feliz. Aquela pose de adolescente irresponsável e pegador era pra mascarar quem eu era de verdade, no fundo, eu era igual meu pai, tímido e completamente refém dos meus sentimentos. Eu não lembro dele, mas minha avó sempre me falou que eu era muito parecido com meu pai nas questões do coração, ela sempre me disse que quando eu me apaixonasse, seria pra valer e eu que eu iria ficar completamente rendido aquele sentimento, que eu seria igual ao meu pai quando se apaixonou pela minha mãe. E foi exatamente isso que aconteceu, exatamente do jeito que minha avó previu e mesmo com aquela promessa me assombrando desde a adolescência, eu fiquei completamente apaixonado e rendido aquele sentimento que vivia em mim e atendia pelo nome de .
Aquela promessa foi quebrada na noite da festa do Marcos, quando eu a vi usando aquele vestido, que a deixava ainda mais linda do que sempre fora. Naquela noite eu soube que estava apaixonado por ela, que eu sempre estive, mas eu que eu lutei muito para esconder aquele sentimento dela. E como eu escondi isso? Simples, eu pegava todas as meninas que eu conseguia, mas, no fundo quem eu queria na minha cama, gemendo meu nome era a . Aquilo me torturou durante anos e tudo em nome de uma promessa ridícula que eu tinha feito aos dezesseis anos, quando eu não tinha controle nenhum dos meus hormônios. Teve uma época que esconder dela o que eu sentia ficou fácil demais, eu a via com os namorados e então eu voltava a guardar aquele sentimento no fundo do meu coração e partia para a próxima garota que eu traria para minha cama. Os pais de me tratavam como se fosse da família e aquilo deixavam as coisas ainda mais complicadas, eu sentia muita das vezes que estava cometendo um incesto em desejar , mas eu e não éramos irmãos, não tinha nada de errado naquele sentimento, a não ser o fato daquela promessa que me assombrou durante anos. A festa do Marcos serviu para que eu entendesse o quão ridícula era aquela promessa que eu tinha feito, eu entendi que eu podia sim amar a , que não tinha nada de errado nisso, e então eu a beijei, no chuveiro e caralho, foi o melhor beijo da minha vida.
Depois daquele dia, as coisas mudaram e tudo que escolhemos e decidimos em nome daquele sentimento nos levou a esse dia hoje, ao dia que eu acordo e estranho o fato dela não estar nua, deitada ao meu lado na cama. estava bem estranha esses dias, como se algo a atormentasse, e talvez eu soubesse o motivo, o único motivo que a faria perder o sono e a calma: Jonas. Fazia um ano que a gente estava namorando escondido de tudo e principalmente do irmão dela, aquilo deixava a bem nervosa quando ela pensava que tinha que esconder sua felicidade do próprio irmão. Ninguém entendia aquele comportamento do irmão em relação a ela, eu lembro que na infância ele era um Jonas completamente diferente com ela, era amoroso, carinhoso com a irmã. Mas na adolescência ele mudou, passou a tratar ela como se fosse o dono dela, controlando tudo na vida dela, quem ela namorava, quem ela transava, tudo. Aquilo sufocou a de uma maneira, que ela passou a se esconder do próprio irmão, tendo que inventar mentiras para que pudesse ter um minuto de paz em sua vida.
Quando decidimos morar juntos por exemplo, ela teve que inventar a maior mentira de que estava na hora de sair de casa e que iria morar com uma amiga, no centro da cidade. Na ocasião, Jonas fez o maior escândalo e aquilo só serviu para insistir que precisava sair de casa, ela precisava se livrar do olhar controlador do irmão sobre ela. Falar sobre o Jonas era algo que incomodava demais a , ela passou por muita coisa por conta daquele comportamento obsessivo do irmão com ela, então mesmo sabendo que ele faria da nossa vida o inferno quando descobrisse que estamos juntos, a gente preferia focar na nossa relação, deixando as preocupações para outra ocasião.
Eu sabia que a hora de abrir o jogo para todo mundo iria chegar e que nós dois teríamos que enfrentar os ciúmes do Jonas e a preocupação dos pais dela com aquela relação, que teríamos que explicar para todo mundo que estava acontecendo. Aquilo me deixava assustado pra caralho, mas eu amava a demais para deixar que qualquer coisa a tirasse de mim. Os barulhos do banheiro me alertaram de que alguma coisa estava errada, ela nunca se trancava no banheiro, ainda mais de manhã.
O que eu não podia esperar é que eu receber a notícia que eu recebi quando ela abriu a porta do banheiro e me deixou entrar. Grávida, a minha estava grávida, esperando um filho nosso, e isso era mais do que eu podia suportar. Eu não conhecia o amor de pai, eu não sabia o que isso era, eu não tive meu pai e eu nem poderia imaginar o que era ser pai, mas naquele momento em que eu soube que seria pai, foi como se algo tivesse se acendido dentro de mim e eu soube exatamente o que aquele sentimento significava. Ser pai, era amar um bebê que ainda nem tinha nascido, era se sentir responsável por alguém que teria seu sangue, que seria um pedaço de você do lado de fora, eu soube que ser pai era amar incondicionalmente. Eu soube que o nosso amor era maravilhoso, naquele momento em que eu soube que nós dois teríamos um filho, um filho que era fruto do mais puro e verdadeiro amor.
— Vou conversar com meu filho, dá licença. — Ele fez um bico e então voltou a olhar minha barriga. — Oi filho, tudo bem? Eu sei que você chegou assim de repente, sua mamãe não estava preparada pra você e eu também não estava, mas saiba que aqui do lado de fora, tem muito amor te esperando.
Foi o que eu disse assim que consegui absorver e entender o que estava acontecendo, eu amava tanto aquela mulher que eu não saberia nem descrever. O amor que eu sentia pela era algo que me fazia sentir vivo, que me fazia querer pegá-la no colo toda hora e encher de carinho, que me fazia querer beijar aquela boca maravilhosa toda hora. Que me deixava ainda mais apaixonado quando ela ficava nua e gemia meu nome, era isso que eu sentia por ela, um amor forte e intenso que agora se transformou naquele bebê que eu mau conhecia e já amava com todas as células do meu corpo. Eu sempre achei que o amor não era pra mim, que eu, por ser homem não era digno do amor e de tudo que ele causava nas pessoas, mas naquele momento eu soube que eu podia amar, eu soube que eu era digno sim do amor, que eu merecia aquela felicidade toda. Eu amava cada pedacinho dela, amava cada sorriso que ela tinha, cada olhar, cada curva daquele corpo maravilhoso que ela tinha e que me enlouquecia só de olhar, eu amava a por completo, com todas as variações de humor, com todas as atitudes que ela tinha, eu amava aquela mulher com o pacote completo. Ela soube como me envolver, soube como me fazer me apaixonar por ela todos dias e agora me fez ficar ainda mais apaixonado pelo nosso filho que ela estava carregando.
Nada na minha relação com a foi planejado e agora não foi diferente, nós nunca falamos sobre filhos e sobre construir uma família, mas eu sabia que aquilo era o certo, eu sabia que era certo amar aquele bebê, mesmo que ele não tivesse sido planejado, ele era bem vindo e seria amado com todas as minhas forças, e eu tenho certeza que a também amaria aquele nosso bebê com todas as forças que ela tinha dentro dela. Ela era assim, ela amava com intensidade, ela sentia com força e não conseguia ser de outra forma, com nenhuma pessoa. Essa é a que eu amo, essa é a minha mulher.
— Eu sei que nada entre a gente foi planejado, nem esse bebê agora. Mas, eu quero dizer, que eu te amo , eu te amo demais.
— Eu também te amo demais , obrigada por me amar e obrigada por amar nosso bebê. — Ela me encarou emocionada.
— Você não tem que agradecer nada, amar o nosso filho é a coisa mais fácil do mundo. Eu já amo a mãe dele, então… — Não consegui terminar de falar, ela me beijou e naquele momento eu senti toda aquela felicidade enquanto os lábios delas se deliciavam nos meus.
Eu tinha plena consciência de que o irmão dela viria com tudo pra cima da gente. Eu sabia disso, eu sempre soube que o irmão dela odiaria qualquer namorado dela. Mas pra mim isso já não importava mais, eu enfrentaria o que fosse vir pela frente. Eu enfrentaria o mundo por ela e pelo nosso filho. Agora, mais do que nunca eu tinha um motivo para isso, eu jamais deixaria que algo acontecesse a ela e ao nosso filho. Eu faria o que eu pudesse para amar aqueles dois, eu lutaria até o fim da minha vida, com todas as minhas forças para afastar toda e qualquer maldade que pudesse os atingir. Eu jamais permitiria que aquele medo que sentíamos do Jonas, atingisse o nosso bebê, aquilo seria algo que eu jamais deixaria acontecer.
Por um momento, eu deixei a minha mente vagar na lembrança da festa do Marcos, bem naquele exato momento em que eu me rendi e perdi aquela aposta, no exato momento em que eu soube que estava rendido e apaixonado pela . Aquela festa foi animal, inesquecível – em todos os sentidos – eu me lembro de bem pouca coisa, por causa do porre que eu tomei, mas eu me lembro da visão de deslumbrante e irresistível
naquele vestido branco, eu me lembro que a visão dela me assombrou por dias e dias, eu não dormi por algumas noites, imaginando como seria tê-la na minha cama, gemendo e gritando por mim. Eu me lembro que passei uma semana a ignorando por causa daquele beijo no chuveiro – daquela parte eu me lembrava bem – e lembro que aquele beijo ficou na minha cabeça por semanas, até que ela resolveu me procurar e então demos o passo que mudou para sempre nossa história. Aquela festa foi decisiva para a nossa história, sem aquela festa, talvez as coisas não teriam acontecido e hoje eu não estaria tão feliz com a notícia de que eu tinha um filho a caminho.
As lembranças daquele momento depois da festa são os mais importantes para mim, pois, naquela festa eu soube que amava a e que não poderia mais me prender uma aposta que eu tinha feito a tanto tempo, em nome de uma amizade que hoje eu nem sabia se existia mais. Eu amava lembrar daquela noite, lembrar de como tudo aconteceu, de como aquele beijo no chuveiro mexeu comigo, de como o nosso primeiro beijo foi gostoso pra caralho. Eu tenho é que agradecer ao Marcos por fazer festas como aquela, eu tinha que lembrar de sempre o agradecer por isso.
Depois daquela noite, ela nunca mais saiu da minha cabeça e então eu percebi que era ela, sempre foi sobre ela. Sobre o que tínhamos em comum, sobre o que era certo. Que o que sentia por ela, nada mais era que amor. E então eu soube, eu esqueci aquela promessa idiota completamente. Depois daquele momento eu sonhei com esse agora, eu sonhei com a gente junto pra sempre. Mais do que nunca, com nosso bebê a caminho eu tinha certeza disso. Eu agradecia de não ter me ligado antes que eu estava apaixonado pela , se eu tivesse interpretado os sinais dela naquela época, eu a teria dispensado em nome daquela aposta idiota e provavelmente ela não teria nos dados uma chance e nem eu teria permitido me apaixonar por ela. E talvez, nós não estaríamos aqui hoje, nos beijando e transando excitados no banheiro, enquanto comemoramos a notícia da gravidez.
O amor nos ligou naquela noite para sempre, a força do amor nos trouxe até esse momento, o amor nos fez acreditar que nada é mais puro e mais bonito do que se permitir amar e deixar ser amado.