Lover of Mine

  • Por: Stephanie Pacheco e Dany Valença
  • Categoria: Original | Restritas
  • Palavras: 4607
  • Visualizações: 104
  • Capítulos: 2 | ver todos

Sinopse: Ela é uma estudante de dança que preferia estar mostrando seu talento nos palcos, ao invés de se prender a uma universidade apenas para fazer o gosto da sua mãe adotiva.
Ele é um estudante de engenharia por pura pressão de seus pais, já que seu sonho mesmo é viajar pelo mundo e se dedicar à música.
Os dois compartilham espíritos livres e aventureiros, afinal, para que viver de amarras quando se pode aproveitar a vida em seu extremo?
A conexão entre eles faz com que um pacto seja selado: jamais se apaixonariam um pelo outro.
Mas quando o coração decide quem é seu verdadeiro amor, quem consegue escapar do destino?
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos
Restrição: Alguns nomes são fixos.
Beta: Rosie Dunne

Capítulos:

CAPÍTULO 1

O campus da UCLA era uma maravilha em tardes ensolaradas como aquela. Os alunos se espalhavam pelo gramado verde e aproveitavam o intervalo entre as aulas, como eu estava fazendo naquele exato momento. Só que, diferente das pessoas normais, naquele dia eu havia me sentido inclinada a escalar uma das árvores enormes que se espalhavam pelo campus. O galho onde eu estava sentada parecia bem firme de onde eu o observei minutos antes e, acomodada ali em cima, tive a confirmação.
Era legal observar tudo de lá e, se algum dia eu precisasse espionar alguém, com certeza seria para aquele lugar que eu iria. A árvore tinha uma vista ótima e se eu estivesse com um binóculo, ficaria melhor ainda. Daria até para ver as salas do primeiro andar do Royce Hall. Infelizmente, eu não tinha motivo para espiar nada lá. Teria, se meu professor de história da dança tivesse aula ali para poder descobrir os podres dele e ameaçá-lo a me dar alguma nota quando eu precisasse, já que era a única matéria que estava me fodendo.
De qualquer forma, não estava ali para espionar ninguém. Precisava dar pelo menos uma lida no artigo para o teste de história da dança, que seria em meia hora. Eu ainda não tinha nada para fazer o Sr. Rogers me dar nota então não dava para contar com a sorte. Abri o arquivo com o que eu tinha para ler e onde tinha parado na última vez, mas mal terminei a parte sobre dança contemporânea antes da minha mente viajar para a coreografia que eu estava pensando para a prova final daquela disciplina.
There must be something in the water, cause everyday it’s getting colder and if only I could hold ya… — comecei a cantarolar, os olhos fechados enquanto minha mente vagava.
Imaginar a prática era tão mais legal do que ter que aprender história da dança. Continuei cantarolando a música, às vezes fazendo uns movimentos com os braços, como na coreografia que eu estava imaginando. Quem me visse ali em cima iria, definitivamente, me chamar de louca.
— Como você subiu aí?
Eu estava tão concentrada nos passos criados na minha cabeça enquanto cantarolava desafinada a música da apresentação, que por um momento jurei que a voz tinha vindo da minha mente, mas não fazia o menor sentido, então abri os olhos e dei uma olhadinha lá para baixo, encontrando a fonte da voz. Um cara estava parado ao lado da árvore, semicerrando os olhos enquanto olhava para cima.
— Eu voei — respondi, num tom brincalhão. — E você? Como chegou aí?
— Você voou? Sério? — ele soltou uma risadinha. — Bom, eu só andei mesmo. — deu de ombros, me olhando com cara de quem queria rir novamente.
— Voei — assenti, segurando um sorriso. — Sou outra prima perdida do Superman, sabe? Só preciso erguer os braços e tô nos ares!
Para efeito, ergui os braços da forma que o Superman fazia sempre que ia voar, então ri porque devia estar parecendo meio louca, o que eu realmente era.
— Mas não conta para ninguém, tá? — levei o indicador aos lábios, indicando para ele manter segredo.
— Caramba! Eu sou super fã do Superman, será que você me consegue um autógrafo dele? Melhor, já quero um seu também, se não for pedir muito — soltou, com um meio sorriso ao entrar na brincadeira.
Soltei uma risada com sua resposta, adorando que ele tinha entrado na zoeira. Me inclinei um pouco para o lado e semicerrei os olhos, tentando descobrir se já tinha o visto por aí, mas duvidava. Ele era lindo demais para ter passado despercebido por mim. Seu cabelo castanho era levemente cacheado, batendo no queixo que combinava muito bem com sua barba fechada. Ele era exatamente o tipo de cara que eu cairia em cima em uma situação normal.
— Olha, o Superman é meio ocupado com esse lance de salvar o mundo e tudo, mas vou ver o que eu consigo — garanti, tentando me manter séria. — Quanto ao meu, eu dou sim! É muito bom ser reconhecida. Meus primos levam toda a fama. — revirei os olhos, como se isso fosse um estorvo.
— Juro que se você conseguir, vou te recompensar por isso — seu tom de voz pareceu um tanto sugestivo. — É sério? Desse jeito eu to achando que quem merece a fama é só você. Fiquei até tentado a ficar só com o seu autógrafo mesmo — piscou para mim e seu sorriso aumentou.
— Vai me recompensar? Gosto de como isso soa. Que tipo de recompensa você tem em mente? — mordisquei o canto da boca, não resistindo a maliciar isso. — Não é querendo me gabar, mas eu sou praticamente a mente por trás dos dois. Meu autógrafo vale mais do que você pensa. — Dei uma piscadinha para ele, mas não achava que dava para ele enxergar lá embaixo.
— Com certeza, vou. Que tal a gente se conhecer melhor e aí eu te mostro como vai ser essa recompensa? — pela forma como me encarou de volta, com certeza ele havia maliciado também.
— Gostei da sua proposta, vou aceitar — admiti. Definitivamente, iria querer conhecê-lo melhor.
— E já que você me contou um segredo seu, vou te contar um meu. Na verdade, eu sou o lobo mau. Estava andando por aqui à procura de alguma vítima indefesa — diminuiu um pouco o tom de voz, como se realmente estivesse me contando um super segredo. Arregalei meus olhos e um riso mal contido acabou escapando.
— O lobo mau? Uau! Tá perdido aqui no campus? Vem cá, o lobo mau só ataca garotas inocentes, né? Porque se for, eu sou uma peste.
— Esse lobo mau aqui é meio diferente. Na verdade, prefere meninas malvadas que ficam penduradas em árvores.
— Oh, oh… — abri a boca como se estivesse horrorizada. — É tarde demais para dizer que eu sou uma boa garota? A própria Chapeuzinho. Levo até doces para minha melhor amiga de vez em quando. Lobos não escalam árvores, né? — Uma risada mais alta ecoou com a minha tentativa de parecer uma boa garota.
— Ah, é mesmo? Sinto muito, Chapeuzinho, mas é tarde demais sim. Agora o lobo mau já sabe a verdade e vai é querer te devorar. Não escalamos árvores, mas será que vou ter que assoprar essa para te ver melhor?
Meu pescoço estava começando a doer por ficar olhando para baixo, assim como minha bunda por estar sentada em um lugar tão desconfortável. Eu devia descer logo e aproveitar para dar uma conferida melhor no lobo mau lá embaixo.
— Poxa! Mas tudo bem, consigo lidar. É muito errado eu ter achado esse “devorar” muito tentador? — retorci os lábios, em um biquinho culpado. — Ah, não, por favor. Não quero arriscar um osso quebrado caso esse seu sopro derrube a árvore. Desço de bom grado para a morte iminente.
Guardei o celular de volta na minha bolsa e a larguei na grama, torcendo para nada quebrar lá dentro. Olhei para baixo novamente e descer parecia muito mais difícil do que subir, mas, com algum contorcionismo e me agarrando ao tronco da árvore, consegui chegar quase ao fim da árvore que nem era tão alta. Fui colocar o pé no buraquinho perfeito que o tempo havia feito na madeira, mas meu sapato derrapou e eu tombei de costas no chão. Puta merda!
O ar fugiu dos meus pulmões por um momento e fechei os olhos como se fosse amenizar a dor, mas, felizmente, eu já estava mais perto do chão e o impacto não foi tão ruim quanto poderia ter sido. Abri os lentamente e perdi o ar de novo quando vi o lobo mau pairando ao meu lado. De perto, ele era ainda mais bonito. Seus olhos eram castanhos como eu imaginei que seriam e era uma combinação matadora com o resto dele.
— Tá me vendo melhor agora, Seu Lobo? — zoei, abrindo um sorriso.
— Você está bem, Chapeuzinho? — questionou, em um tom preocupado. — Estou vendo melhor sim. Muito melhor, eu diria. Se você não tivesse me contado que é uma super heroína, acharia que é uma fada, de tão bonita que é — elogiou, retribuindo meu sorriso.
— Chapeuzinho? — arqueei uma sobrancelha com o apelido, achando divertido. — Ah, tô bem. Já caí de coisa pior. — balancei a cabeça em descaso e me sentei na grama, testando se nada estava realmente doendo. — Fada e super heroína? Por que não ser duas em uma? Mas muito obrigada. Você não é nada mal para um lobo também.
“Nada mal” era um grande eufemismo, mas tudo bem. Levantei da grama e bati na bunda para espantar algum resquício de grama que pudesse ter ficado preso no meu jeans, depois me voltei novamente para o cara, parando na frente dele. Agora dava pra notar que ele era alguns centímetros mais alto que eu, mas nada gritante.
— Posso saber o nome do lobo com cara de pirata, que tava tentando me devorar ainda agora? — questionei, suavemente, botando as mãos na cintura.
Não fazia ideia de onde o “pirata” tinha saído, mas ele definitivamente seria um ótimo. Ele tinha um ar de encrenca e um brilho arteiro no olhar. Com certeza seria um bom pirata, apesar da minha aleatoriedade com esse pensamento.
— Para provocar o lobo como você está fazendo, só pode ser a Chapeuzinho mesmo — respondeu, quando questionei meu apelido. — Pirata? Bem que eu sempre quis ter um navio estilo o de Piratas no Caribe, sabe? — sorriu, parecendo perceber a minha análise sobre ele e pelo jeito que seus olhos desceram em mim, o rapaz fazia o mesmo comigo. — . E você, Chapeuzinho, como se chama?
— Então parece que eu sou a Chapeuzinho sem o vermelho — ri, achando a situação toda cômica. — Nunca tentou roubar um, não? Aqui é Los Angeles, certeza que você deve encontrar. — o pior é que a imagem dele a la Jack Sparrow em um navio pirata parecia muito boa. Muito boa mesmo. — É um prazer te conhecer . A Chapeuzinho aqui também é conhecida como .
— Chapeuzinho das árvores, talvez? — ele riu junto comigo. — Seria o máximo, não é? Sempre tive vontade de roubar um e sair explorando os mares, mas sinto que não é algo para se fazer só. De repente, com a parceria certa… — sugeriu, mantendo um meio sorriso nos lábios. — O prazer é todo meu, .
— Chapeuzinho das árvores? Gostei — testei o apelido, decidindo que fazia sentido. — Deve ser incrível. E isso é você me convidando para ir explorar os mares com você? Porque se for, eu aceito. Nunca recuso esse tipo de convite de um lobo meio pirata que acabei de conhecer. Mas quero ser co-capitã, ok?
Era engraçado estar tendo esse tipo de conversa com alguém que eu conheci praticamente agora, até pra mim que não era tímida e tinha conversas nesse nível com minha melhor amiga. Mas ele exalava um ar de diversão e tinha um sorriso tão fácil que era impossível não se sentir à vontade e entrar na onda.
— Posso te confessar mais uma coisa? O meu sonho é navegar em um navio desses, atracar em uma ilha paradisíaca e nadar pelado no oceano — segredou, abaixando um pouco o tom de voz, de forma que tivemos que nos aproximar mais um pouco para que eu pudesse ouvi-lo bem. — Com certeza foi um convite. Ter uma co-capitã sexy como você vai ser melhor do que qualquer coisa que já imaginei.
— Nadar pelado é bem libertador, ainda mais em águas transparentes como as da Tailândia — falei baixinho também, não resistindo a dar uma olhada no corpo dele, o imaginando pelado. Era uma visão que iria adorar ver. — Convite super aceito, lobo pirata. Precisamos de um plano para conseguir o navio, né? Depois dessa ideia, continuar nadando pelada na piscina daqui não parece mais suficiente.
— Tailândia. Está aí um lugar que sou doido para conhecer. Vamos já colocar na lista de lugares por onde passar — ele respondeu, antes de erguer uma sobrancelha ao ouvir o que eu disse em seguida. — Você nada pelada na piscina do campus? Bom saber. Temos que planejar minuciosamente esse roubo — umedeceu os lábios.
Não vou negar que foi ótimo ver o brilho de malícia no seu olhar quando mencionei sobre a minha falta de roupas ao nadar na piscina do campus, o que não era nenhuma mentira. A água aquecida à noite era muito boa e nunca havia sido surpreendida com ninguém lá. Era bom saber que eu não era a única imaginando o outro pelado.
— Vou colocar como primeiro destino da lista — desenhei um sinal de “check” no ar. — A piscina do campus fica uma delícia à noite, não dá para resistir. Ainda mais quando eu tenho a chave. Você devia testar algum dia desses. — sorri inocentemente com a sugestão, piscando os cílios. — Com certeza. Planejar esse roubo vai implicar várias reuniões e noites adentro pensando nos detalhes, presumo.
— Ótimo. De lá, a gente segue para Filipinas e Austrália, o que você acha? — ele continuou, como se não tivéssemos acabado de nos conhecer. — Com você nadando lá eu tenho certeza de que fica mesmo. Pode ser que um dia desses eu teste mesmo, já que você tem a chave — retribuiu meu sorriso de forma enviesada. — Ah, isso vai mesmo. Eu acho que a gente poderia começar essas reuniões o quanto antes. Que tal amanhã à noite?
— Eu acho ótimo! Sempre quis surfar na Austrália mesmo que eu nem saiba como ficar em pé em uma prancha — ri, lembrando dos campeonatos de surfe que eu assistia e se passavam em Sydney. — Pode aparecer, vou adorar companhia. — passei a ponta da língua entre os lábios, encarando os olhos escuros de . — Marcamos para amanhã à noite então! E onde a gente vai fazer essa reunião?
— Conta saber ficar deitado na prancha? Se contar, podemos surfar também — o vi rir de volta enquanto seu olhar parecia indeciso entre encarar meus olhos ou minha boca. — Eu vou aparecer mesmo, viu? — e ali seus olhos se demoraram em meus lábios. — Fechado! Me diz onde é o seu dormitório, aí eu passo lá e a gente decide onde vai ser.
— Saber ficar deitado na prancha já é alguma coisa — lancei um olhar arteiro em sua direção. — Eu vou estar esperando — garanti, mordendo o inferior da boca enquanto minha mente viajava com a ideia desse encontro na piscina. — Moro no Hedrick Summit, dormitório 505. Tenho ensaio até às 20h, mas depois disso eu sou toda sua! Digo, do nosso plano.
Eu me considerava uma pessoa impulsiva e às vezes até sem noção, mas nunca tinha tido uma conversa assim com alguém que eu acabei de conhecer – em cima de uma árvore ainda mais -, então não conseguia parar de sorrir. Não que fosse um esforço manter uma conversa com um cara lindo e divertido assim, só era cômico demais. Tínhamos saído de uma conversa inocente para um roubo de navio e outras segundas intenções por baixo da fachada.
— Maravilha. Numa dessas a gente pode até aprender a surfar juntos — o olhar dele era tão arteiro quanto o meu. O vi passar a língua pelos lábios em reflexo ao que eu tinha feito e eu soube ali que nós tínhamos coisas interessantes em comum. — Então às 21h eu passo por lá. Meu plano vai gostar muito de ter você para ele — piscou em minha direção. — Tá sendo um prazer conversar contigo, Chapeuzinho das árvores, mas tenho uma aula daquelas daqui uns… — puxou o celular e soltou uma risada. — Na verdade, eu já to uns dez minutos atrasado, mas ainda quero o seu número antes de ir.
— Não é? A gente vai ter tempo para aprender a surfar nas ilhas paradisíacas do nosso cruzeiro — inclinei a cabeça para o lado, tamborilando os dedos distraidamente pela boca. — Então 21h será! Também vou adorar dar essa atenção para seu plano — pisquei de volta, soltando uma risada quando ele disse que já estava atrasado para aula. — Te dar o meu número é o mínimo que eu posso fazer depois de te atrasar dez minutos.
Estendi a mão para que ele me passasse o celular e quando fez isso, digitei o meu número, salvando o contato “Chapeuzinho ” porque o apelido era engraçado demais para deixar passar.
— Aqui está — entreguei o celular de volta para . — Já pode correr para sua aula com senso de dever cumprido, lobo mau.
— Perfeito. Vou te chamar no whatsapp para você salvar o contato do lobo mau — respondeu, sorrindo de canto ao olhar o que eu havia escrito. digitou por alguns segundos e eu não demorei a receber uma notificação da mensagem dele. — Vou nessa, Chapeuzinho — me encarou e por alguns segundos senti que hesitava em ir. Então o rapaz se aproximou de mim e, tocando de leve minha cintura, deixou um beijo em minha bochecha. — Foi realmente um prazer te conhecer, . Até amanhã. — murmurou, se afastando para me olhar mais uma vez.
— O prazer foi todo meu, — abri um sorriso, observando-o se afastar. — A gente se vê amanhã.
Dei uma última olhada quando ele virou de costas para mim novamente e corri até minha bolsa, passando a alça pelo ombro antes de tirar o celular do bolso da calça para salvar o contato de . Acabei rindo sozinha quando escrevi “lobo mau ” no contato e salvei. Aquela tinha sido a conversa mais louca que eu lembrava de já ter tido em um bom tempo, mas não era nem de longe uma coisa ruim. Eu adorava coisas espontâneas, ainda mais se envolvessem caras bonitos com sorrisos perigosos.
Conferi a hora no celular e meus olhos praticamente pularam quando vi que estava muito perto de chegar atrasada — de novo — à aula da Sra. Williams, que já me tinha em sua lista de odiados desde o primeiro atraso. Segurei firme a alça da bolsa e me apressei para chegar em tempo recorde ao outro lado do campus, onde era minha próxima aula, antes que a coreógrafa queridinha de Hollywood decidisse me expulsar por chegar cinco minutinhos atrasada.

 

🩰
 

— Você está atrasada! — Amy me acusou, assim que me aproximei da mesa.
— O cara que tá ensaiando a coreografia comigo chegou atrasado e eu não podia sair antes de terminar — expliquei, me largando na cadeira vazia ao lado dela.
— Tava atrasada pra aula também — Erin mordeu o canudo do milkshake, sorrindo maldosa. — Pra variar. Você devia ter visto o olhar da bruxa, .
Erin estudava comigo e era a fofoqueira do grupo sobre o que acontecia comigo nas aulas da Sra. Williams. Nos tornamos amigas logo de cara e ela se encaixou facilmente no meu grupo de amigos, que consistia em Amy, que dividia o quarto comigo desde o primeiro período, e Mark, o melhor amigo de Amy, que também se encontrou perfeitamente no nosso quarteto codependente.
— Mas eu sempre estou atrasada para a aula da Sra. Williams — fiz uma careta, puxando o copo de milkshake da mão de Erin para tomar um pouquinho. — Parece que o universo conspira contra mim quando sabe que eu tô indo para aula dela.
— Não dei permissão — Erin bateu na minha mão para pegar o copo de volta e eu soltei um grunhido irritado quando ela me privou do seu milkshake de baunilha.
— Ela fez alguma coisa dessa vez? — Amy perguntou.
— Surpreendente, mas não — apoiei os cotovelos na mesa, me inclinando para roubar um cookie de Amy. — Só me deu aquela encarada que daria medo até nos dementadores de Harry Potter e eu senti nas minhas costas porque não ousei olhar diretamente para aqueles olhos de Medusa.
— É pior do quando ela faz alguma coisa — Erin estremeceu. — Mas atrasou por que dessa vez?
— Encontrei um lobo no campus — respondi, casualmente, sabendo que minhas amigas ficariam confusas.
— Um lobo na UCLA? — Amy arqueou uma sobrancelha. — Eu sabia que você trabalhar em um bar não daria nada certo. Me conta, tá bebendo nas noites que você vai fazer bico no The Dome?
Erin riu.
— Infelizmente, não posso beber no expediente — dei uma mordida no cookie de gotas de chocolate e me recostei na cadeira. — A Rose descontaria do que eu ganho, o que já não é muito.
— Então o cheiro do álcool tá afetando o seu cérebro — Erin sugeriu, os olhos azuis brilhando com diversão.
— A amiga de vocês tá longe de procurar um grupo de AA, não se preocupem — falei, de boca cheia. — Eu conheci um lobo no campus, o nome dele é e ele vai passar no dormitório amanhã, o que significa que você precisa ir passear, Amy.
Ela choramingou, afundando o rosto entre os braços na mesa, o que fez o cabelo claro cobrir seu rosto. Tínhamos feito esse trato no primeiro período para podermos levar caras para o dormitório sem problemas e eu já tinha dormido nos sofás das áreas de lazer do Hedrick Summit inúmeras vezes por conta do acordo, assim como Erin já tinha feito o mesmo por mim.
— Ok — resmungou.
— Boa garota — dei três batidinhas na cabeça dela como se fosse um cachorro e recebi um tapa em resposta.
— Você conheceu o cara hoje e ele vai ao seu dormitório amanhã? — Amy arregalou os olhos. — Por que tanto tempo dessa vez?
— A gente nem vai fazer o que você tá pensando com essa sua mente suja — abri um sorriso inocente. — Vamos traçar um plano secreto.
— Um plano secreto com um lobo? — Erin semicerrou os olhos. — Ok, você comprou outro muffin daquele cara de química, que fica perambulando pelo campus? Porque aquilo tem maconha, não lembra de quando o Mark comprou um e chegou chapado à apresentação do trabalho?
A lendária apresentação do nosso amigo nos rendia risadas até hoje. Não estávamos no momento, mas os colegas de classe dele filmaram tudinho e Mark se tornou uma lenda no campus após uma fala cheia de filosofia que citou Madonna, Bin Laden, Ted Mosby, Freud e Stephen Hawking… Na apresentação de um protótipo que ele desenvolveu para uma das disciplinas de engenharia.
— Tô sóbria — garanti, rindo ao lembrar do vídeo. — Mas não vem ao caso, não posso dar muita informação pra vocês, é pra ser segredo.
— Eu nem me surpreendo mais com algumas coisas que você chega falando — Erin balançou a cabeça, desistindo do assunto. — Você vai trabalhar no final de semana?
— Não — lambi os dedos que estavam doces pelo cookie. — O que você tem em mente?
— Vai ter uma gincana de vôlei na praia no sábado — Amy respondeu. — Eu tô precisando desesperadamente de distração, a gente vai, né?
— Eu topo tudo — pisquei para as duas. — Precisa de distração do Taylor?
— Não fala o nome dele, por favor — minha amiga gemeu de desgosto. — Mas sim, é dele.
— Você sabe que o Mark ficaria feliz em quebrar o nariz daquele-que-não-deve-ser-nomeado — Erin sabiamente apontou.
— E eu também — acrescentei. — Já me ofereci faz tempo.
— Acho que castração é a única coisa que me daria paz — ela abriu um sorriso quase sádico.
— A gente pode resolver isso também — Erin mordeu o lábio, pensativa. — Eu tenho meus contatos.
Nós três rimos, mas eu não duvidava nem um pouco. Erin sempre tinha contatos para qualquer situação que precisássemos e alguns desses contatos eram suspeitos o suficiente para que eu acreditasse quando ela dizia que arranjaria um cara para castrar o ex-namorado tóxico da minha colega de quarto.
— Então vamos pensar sobre a castração, mas enquanto isso, vamos distrair a Amy na gincana sábado — decretei, gostando muito da ideia de passar o dia me bronzeando. — Mas a propósito, a gente não devia ir encontrar o Mark quando eu saísse do ensaio?
— Ai, que merda! — Erin quase gritou, empurrando a cadeira para trás. — Ele vai nos matar.
— Contanto que ainda faça o jantar, ele pode me matar depois que eu estiver de barriga cheia — Amy agarrou o último cookie do prato antes de se levantar. — Vamos logo antes que ele desista de fazer a lasanha por conta do atraso como da última vez.
Corri, seguindo as duas porta afora da cafeteria para encontrarmos Mark antes que a boa vontade do nosso amigo de nos presentear com seus dotes culinários fosse para o ralo.

Nota da Dany: Olá, lindas! Eu tô tão animada com essa fic que meus olhos ficam como aquele emoji com corações saltando! Surtei de amores quando a Ste e eu decidimos escrever uma história com esse casal que a gente ama tanto e continuarei surtando a cada capítulo porque tenho zero controle sobre minhas emoções. Sou arriada por casais que começam como quem não quer nada, e esses dois prometem brincar muito com meu coração fraco. Espero que vocês gostem e não deixem de comentar o que acharam! Beijos.

Nota da Ste: Olá, loves! Assim como a Dany, eu estou aqui super empolgada por trazer essa história para vocês! Eu sou muito suspeita para falar desse casal porque eles são absolutamente TUDO para mim. A cada interação dos dois eu tenho milhares de surtos e espero que você gostem deles tanto quanto nós.
Se quiserem saber quando a fic vai atualizar ou interagir conosco, nos sigam nas redes sociais e entrem em nossos grupos do whatsapp e facebook. Os links estão aqui embaixo.
Beijos e até a próxima.

Redes sociais da Dany:
Grupo no Facebook

Redes sociais da Ste:
Grupo no Whatsapp
Grupo no Facebook
Instagram
Twitter
Leia minhas outras histórias aqui

CAPÍTULO 2

 

Aquela aula talvez fosse a mais sem graça que eu tinha na minha grade. Não me admirava nem um pouco que eu sempre sentisse o maior sono, principalmente com a voz monótona daquele professor.
Eu tinha chegado atrasado, mas não me arrependia nem um pouco. Não é todo dia que se esbarra na garota mais gata do campus, muito menos a encontra pendurada em uma árvore.
Tá certo que eu nem sou velho nem nada, mas eu realmente achava que já tinha visto de tudo um pouco nessa vida. Ela tinha me surpreendido de um jeito muito bom e a vontade era de matar aula pra continuar ali naquela conversa no mínimo inusitada, mas eu tava meio que com a corda no pescoço para uma reprovação, precisava andar na linha.
E por mais que eu nem gostasse do meu curso, não era eu que o pagava então não podia nem discutir.
É um saco ter que seguir os passos de seus pais mesmo sem ter a mínima vocação para isso. Quem me conhece sabe que, se eu pudesse, estaria viajando pelo mundo só com o meu violão nas costas, compondo e trazendo um pouco de paz para as pessoas através da música.
Daí você para e olha a diferença de música para engenharia civil. Só meus pais mesmo para me meter em uma furada dessas. Muitas vezes eu me sentia como se vivesse com a corda no pescoço. Um passo em falso e eu me enforcava tentando agradar os dois.
Porém nem tudo é desgraça, eu prometo. E a UCLA me trazia bons momentos. A prova disso tinha nome, sobrenome e um sorriso que definitivamente eu queria ver novamente.
Peguei meu celular, deslizando até o contato da “Chapeuzinho ” e fiquei pensando se era cedo demais para já sair trocando mensagem, só que eu não era muito o tipo que ficava enrolando quando queria alguma coisa, então que mal faria?
! — Ergui a cabeça, me assustando ao ouvir meu sobrenome ser chamado bruscamente. Escutei uma risada abafada ao meu lado e fiquei tentado a olhar na direção de meus amigos, mas eu sabia que se fizesse isso era muito provável que fosse expulso da sala de aula.
— Senhor Collins, tudo certo? — Me fiz de desentendido, como se tivesse acabado de ver o professor e a aula não estivesse pela metade.
— Quem sabe o senhor queira compartilhar o que há de tão interessante assim no seu celular, já que não desgruda dele. — Seu tom de voz era o de quem estava muito puto comigo e eu arregalei um pouco meus olhos.
Sinceramente? Eu poderia sentir pena do cara lá falando sozinho para uma turma que mal prestava atenção nele, mas ele vivia se encarnando em mim, então eu já não sentia tanto assim.
Dessa vez eu troquei um olhar cúmplice com Nate e Kenny, então precisei conter o riso porque os dois estavam quase explodindo em gargalhadas.
— Claro. Eu estava aqui pensando se mandava mensagem ou não para essa gata que eu conheci ainda há pouco. Acredita que ela tava pendurada em uma árvore? Acho que eu nunca tinha visto algo assim por aqui. — A cada palavra que eu dizia, via o rosto do professor ficar vermelho.
— Já chega. Só porque você é sobrinho do vice-reitor, isso não quer dizer que pode fazer o que quiser durante a minha aula, rapaz. Pode se retirar.
Não posso dizer que fiquei chateado em ter que sair dali porque, bem, eu não estava, mas uma pontinha mínima da minha consciência murmurava que eu não precisava ter sido tão sacana com o cara.
De qualquer forma, ficar jogando na minha cara que eu era sobrinho do vice-reitor não era legal também, até porque eu e meu tio não éramos melhores amigos e… A quem eu queria enganar? Eu odiava o cara mesmo, mas isso é história para uma outra hora.
Dei de ombros, ligando o foda-se e ignorando qualquer protesto da minha consciência, que ainda insistia em repetir que eu poderia me dar muito mal com meus pais por não ter nem pensado em insistir em ficar naquela aula.
Soltei uma risada irônica para mim mesmo, então segui para o dormitório porque não teria mais nenhuma aula depois.
A primeira coisa que eu fiz foi tomar um banho para refrescar um pouco e ficar mais relaxado, então só coloquei uma bermuda qualquer por cima da cueca para depois me jogar no sofá do quarto que eu dividia com Nathan.
Eu devo até ter cochilado ali largado, mas se sonhei com alguma coisa não faço a mínima ideia. Só percebi que meus olhos tinham se fechado porque eu ouvi o barulho da porta e os abri.
Dei de cara com um Nate de sobrancelha erguida e Kenny logo atrás. O cara passava mais tempo ali com a gente do que no próprio dormitório, mas eu não ligava na real, até sentia uma ponta de pena porque o colega de quarto de Kennedy era um verdadeiro pé no saco.
— Valeu, cara. Collins ficou o resto da aula dando palestra sobre como os jovens de hoje em dia não tão nem aí para os estudos — Nate resmungou, largando a mochila em um canto e se sentando em sua cama enquanto Kenny puxava a cadeira da escrivaninha.
— Foi mal aí, mas tô tentando ver a diferença da aula dele para o discurso. É tão chato quanto. — Dei de ombros, fazendo com que Kenny negasse com a cabeça.
— Desse jeito você vai reprovar, . E, pelo que eu ainda sei, você vai precisar de Hidráulica para se formar — meu amigo me repreendeu e eu bufei com aquilo.
— Acho que não é nem esse negócio de não me formar que me assusta. É ter que fazer de novo. Imagine aturar mais um semestre ouvindo o cara implicar até se eu tô segurando uma caneta ou não? — Talvez eu tenha exagerado um pouco na minha fala, mas não era de todo mentira e eles sabiam bem.
— Tu não ajuda muito afrontando o bicho daquele jeito, sabe? Mas não vou bancar o paizão, não, cara. Faz o que tu achar melhor — Kenny desistiu por fim e eu pude respirar aliviado.
— Agora conta essa história direito da gata pendurada em uma árvore. Isso foi real mesmo ou tu inventou para pegar no pé do Collins? — Nate até se endireitou um pouco para me ouvir e eu abri um sorriso de canto.
— Não, é real mesmo.
— Ih, olha lá. Pelo jeito ele gostou mesmo da garota — Kennedy comentou enquanto eles trocavam um olhar cúmplice.
— Calem a boca, vocês dois — resmunguei, dando risada. — Eu gostei, ué. Nunca vi uma garota espontânea feito ela. Parecia que nem ligava de estar numa árvore no meio do campus.
— Não me diga que tu já apaixonou — Nathan disse em um tom de malícia.
— Falei nada de paixão, Nate. Só que, porra, ela é gata mesmo. Acho que é a garota mais linda que já encontrei por aqui, do tipo que acho difícil deixar pra lá — comentei com sinceridade e mais uma vez eles se entreolharam.
— E você fez o quê? Chamou a garota mais linda para sair ou ficou só olhando? — Nate perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— É claro que eu chamei, cara. Vou até o dormitório dela amanhã pra gente dar uma volta. — Lhe lancei um olhar significativo e ele entendeu bem o que eu queria dizer.
— Esse é o que eu conheço — ele respondeu, se aproximando para trocar um hi-five comigo.
— Mas desembucha logo, . Como é o nome dela? Que curso que faz? — Kennedy chamou minha atenção.
— Lá vem ele querer a ficha criminal. Não deu tempo de saber tanta coisa assim dela porque eu tinha essa aula, mas ela se chama , conhece? — Eu não duvidava disso, porque o cara conhecia muita gente no campus mesmo.
— Não me é estranha, cara. Aposto que já devo ter ouvido falar dela por aí.
— Tenho certeza de que do nosso curso ela não é. Eu teria percebido ela pelos corredores da engenharia — comentei.
— Não, provavelmente é de algum outro canto. — Kenny estava pensativo.
— Bom, amanhã eu vou ficar sabendo de tudo. — Dei de ombros, abrindo mais um sorriso pequeno. — Mas, se lembrar, me fala.
Para ser sincero, eu estava me segurando um pouco para não parecer tão ansioso por aquele encontro com ela. Tinha certeza de que os dois iam me zoar até não poderem mais porque eu mesmo faria isso se fosse com algum deles.
De alguma forma, a Chapeuzinho tinha me deixado intrigado a conhecê-la melhor e louco para cumprir com cada uma das provocações que havíamos trocado.
Eu mal podia esperar para vê-la novamente.

🎸
 

Olhei meu reflexo no espelho, ajeitando uma mecha do cabelo que tinha caído na minha cara. Por algum motivo, naquele dia eu tinha acordado mais empolgado do que já era o costume e meu humor não tinha se alterado muito no decorrer dele. A prova disso foi o sorrisão que se abriu em meus lábios assim que aprovei a roupa que tinha escolhido. O dia estava meio quente, então eu tinha optado por uma camiseta preta regata e uma calça jeans escura, que combinava bem com os sapatos também escuros que eu havia escolhido.
Lá para o meio da tarde, eu havia parado de frescura e mandei uma mensagem como quem não queria nada para , perguntando se o nosso encontro ainda estava de pé. Ela me respondeu que sim, mas que tinha uma outra ideia de lugar em mente em vez do dormitório e isso me deixou meio intrigado e até mais ansioso. Pelo jeito, aquela mulher estava só começando a me surpreender e eu não achava isso nem um pouco ruim, muito pelo contrário.
Nathan estava em algum lugar com Kennedy porque eu tinha praticamente expulsado o cara do meu dormitório, mas ele não criou muito caso porque já estávamos acostumados àquilo.
Devidamente pronto, eu segui para fora do quarto e fui andando pelos corredores, cumprimentando alguns conhecidos que encontrei pelo caminho. Eu ainda não sabia onde que deveria encontrar a Chapeuzinho, por isso puxei o celular do bolso e rapidamente digitei uma mensagem perguntando.
A resposta dela me criou um outro nível de expectativas e eu até umedeci os lábios na hora que li.
queria me encontrar na área da piscina.
Eu, que não sou bobo e nem nada, segui imediatamente para o local e, assim que cheguei a ele, a encontrei me esperando, exatamente como disse que estaria.
— Chamou o Lobo Mau para te ver nadar aqui, Chapeuzinho? — disse a fim de atrair sua atenção e meu olhar automaticamente passou por ela inteira. Eu não conseguia me conter, não com alguém como . Linda pra caramba.
olhou na minha direção ao escutar minha voz e abriu um sorriso arteiro, deixando o olhar passear por mim como eu tinha feito com ela. A garota estava usando um daqueles vestidos curtos de verão que amarrava na cintura, na cor vermelha, o que combinava bastante com ela.
— Te deixar só me ver nadar seria chato — falou, se desencostando da grade do portão. — A ideia era você nadar comigo. — Franziu levemente o cenho como se tentasse lembrar de alguma coisa. — Afinal, acho que você falou alguma coisa sobre nadar pelado na conversa que tivemos.
Foi impossível conter o sorriso que se abriu em meus lábios ao ouvir aquilo, assim como eu também nem quis evitar que meus pés me guiassem para mais próximo dela. Passei a língua pelos meus lábios, demorando um pouco meus olhos em suas pernas à mostra antes de focar meus olhos nos seus. A forma como ela franziu o cenho tinha me pegado de jeito.
— Eu acho isso ótimo. Duvido que conseguiria ficar só te olhando mesmo, sabe? Linda desse jeito, eu nado com você do jeito que quiser.
— Só nada como eu quiser ou faz outras coisas que eu quiser também? — Ela mordiscou o canto da boca, se aproximando um pouquinho mais de mim. — Porque isso me deu algumas ideias.
— Deu, é? Claro que eu faço. Pode me contar o que você tem em mente — respondi, descendo meu olhar até a boca dela. Não podia negar que já estava doido para morder aqueles lábios por ela.
— Gosto disso — disse, deixando o cabelo cair para o ombro esquerdo quando inclinou a cabeça para o lado. — Vou te contar sobre os meus planos quando a hora chegar, mas por enquanto eu vou deixar sua imaginação trabalhar nas possibilidades. Gosto de ser misteriosa, sabe?
Deixei uma risadinha baixa escapar, me sentindo completamente incapaz de desviar meus olhos, acompanhando cada movimento que fazia. Era surreal o jeito natural que lançávamos as provocações um ao outro e eu estava adorando aquilo.
— Sei. Um mistério sempre deixa tudo mais gostoso, não é? — concordei com ela.
— Sem dúvidas — concordou, puxando uma chave de dentro da bolsa que trazia a tiracolo. — Mas vamos ao que interessa: infringir as regras. O uso da piscina só é permitido até às sete horas, o que significa que ninguém vai aparecer por aqui e não levaremos advertência se entrarmos sem os fiscais nos verem.
Ela balançou a chave dourada, dando uma olhada ao nosso redor para se certificar de que os guardas do campus não estavam por perto e assim que verificamos que a barra estava limpa, girou a fechadura e entrou na quadra, me puxando pelo braço consigo. Meu corpo tombou com o dela pela rapidez do seu movimento e ela colocou uma mão no meu ombro, se firmando para não cambalear para trás com o impacto.
— Ops — soltou, não fazendo menção de se afastar. Levei uma de minhas mãos até sua cintura, segurando-a com firmeza para evitar que caísse enquanto prendia um pouco a minha respiração porque aquela proximidade repentina não tinha como não me afetar.
— Tudo certo? — questionei, não conseguindo pensar em muita coisa além disso. Tinha gostado e também não fazia muita questão de me afastar. Não quando conseguia sentir o quanto ela era cheirosa.
— Um pouco tonta, mas com certeza tem mais a ver com você tão perto do que pela quase queda — respondeu, parecendo relutar em se afastar também. — Hora de tirar a roupa, Lobo Mau.
Ela se afastou, me dando as costas para pegar a chave que tinha ficado do lado de fora e fechar a quadra escura. As luzes do lugar estavam apagadas, um brilho azul iluminava mais do que o suficiente, vindo daquelas provenientes do interior da piscina olímpica, onde a equipe de natação costumava treinar. Eu nunca tinha ido até a piscina naquele horário, mas conseguia entender completamente o porquê de ela sempre ir até ali.
Confesso que ainda melhor do que a visão do ambiente era a de a poucos metros de mim e eu mordi meu lábio inferior só de pensar no que ela havia acabado de dizer.
Talvez eu devesse hesitar ao ouvir uma garota me pedir para tirar a roupa assim, mas o efeito em mim foi completamente o contrário. Quando eu disse a ela que faria tudo o que quisesse, não estava brincando mesmo.
Dei mais alguns passos em direção da piscina, então puxei a regata para cima, me livrando da peça e a jogando em algum canto dali. Levei a mão até o cinto que prendia minha calça, o abrindo e fazendo com que estes fizessem companhia à camiseta, bem como meus sapatos. A única coisa que me impedia de estar completamente pelado agora era a cueca, então parei no ato e voltei meu olhar para .
— Sua vez, Chapeuzinho.
O olhar de se demorou em mim enquanto ela se aproximava da piscina e um meio sorriso cruzou seu rosto com o que eu falei sobre ser sua vez. Quando chegou perto da borda, ela tirou as sandálias e puxou o laço do vestido, que se desfez sem problema, fazendo a peça abrir como se fosse um roupão, revelando um biquíni vermelho que não deixava muito para a imaginação. Ela deixou as alças do vestido escorregarem pelos braços até que a peça caiu no chão.
— Eu geralmente nado sem isso — ela explicou, apontando para o biquíni. — Mas posso manter se for demais pra você.
Ela arqueou uma sobrancelha quase como um desafio e eu contive a vontade de exclamar um palavrão em resposta.
Com certeza meu olhar ficou vidrado no corpo dela e tudo dentro de mim se acendeu, principalmente com a sua provocação.
— Que isso! Quanto mais à vontade você estiver, melhor. — Sorri com uma expressão arteira, então tirei a cueca, lhe lançando um olhar como se repetisse mais uma vez que era sua deixa. Não podia negar que só aquelas provocações já mexiam bastante comigo e toda a expectativa em vê-la tirar o biquíni me deixava excitado.
Aquela garota era de outro mundo e eu estava adorando isso.
O sorriso dela deixou claro o quanto que ela tinha gostado da minha resposta e seu olhar me acompanhou atentamente quando tirei a cueca. mordeu o lábio, voltando a encarar meus olhos com um brilho malicioso no olhar.
— Uma delícia — murmurou, o olhar caindo rapidamente para meu corpo novamente. — Ficar à vontade, digo.
Ela desprendeu o fecho do biquíni nas costas e o sutiã caiu no chão junto às roupas, então, lentamente, ela abaixou a calcinha, rebolando enquanto fazia isso. Dando um passo para frente, estava tão pelada quanto eu.
— Muito melhor — ela falou, se aproximando ainda mais da água enquanto eu permanecia vidrado nela. — A gente se vê lá dentro, .
Se inclinando na borda na posição de mergulho, pulou na água com a destreza de quem já devia ter feito isso inúmeras vezes.
— Caramba — murmurei, levando uma mão até meus cabelos, os puxando um pouco para trás enquanto processava o que tinha acabado de acontecer. A visão dela sem roupa nenhuma eu nem conseguiria descrever em palavras.
Balancei a cabeça em negação, me perguntando o que eu estava esperando para pular naquela piscina, então eu prontamente o fiz, provavelmente com muito menos destreza que ela. Eu curtia nadar, mas parecia apreciar aquilo muito mais do que eu, quase como se pertencesse ao lugar.
Se bem que, depois daquilo, provavelmente aquele viraria meu hobby favorito, não vou mentir.
Assim que emergi na superfície, tratei de nadar para mais perto dela. A água estava um pouco mais quente do que eu esperava, ou talvez aquilo já fosse o efeito dela sobre mim.
— Bem gostosa — disse, quando já estava bem próximo e lançava mais um olhar em tudo que eu pudesse enxergar dela ali. — Digo, a água está bem gostosa. — Sorri com malícia, deixando bem explícito que na verdade eu nem queria me corrigir.
— Não é? — ela comentou, batendo levemente os braços ao redor do corpo. — E a companhia é mais ainda.
— Já que você gostou tanto, chega mais perto da companhia, Chapeuzinho — chamei, fazendo até sinal com a mão. Controle era algo praticamente distante para mim naquele momento e eu não era nem louco de querer isso.
afundou um pouco o queixo na água, batendo os pés para nadar para mais perto de mim. Ela parou tão perto que se algum de nós se inclinasse, não sobraria espaço nenhum entre nossos corpos.
— Perto assim? — perguntou, piscando os cílios com um ar de inocência. — Ou perto assim? — ela envolveu os braços ao redor do meu pescoço, dessa vez quebrando qualquer mísero centímetro que impedisse seu corpo de encostar no meu. — Ou foi perto demais?
Meu corpo reagiu de imediato ao que havia acabado de fazer e eu a segurei pela cintura, abraçando seu corpo colado no meu e suspirando ao senti-la daquela forma.
— Assim tá perfeito. — Minha voz soou rouca e meu rosto estava tão próximo ao seu que bastava um gesto mínimo para que eu a beijasse.
Dedilhei sua cintura, a acariciando e prestando atenção em cada reação dela aos meus toques.
— Mas eu acho que dá pra aproximar mais — murmurei.
soltou um suspiro baixinho, travando o olhar no meu quando arrastou a ponta das unhas para cima e para baixo do meu tríceps até os ombros e dos ombros até a nuca. Seu olhar caiu para minha boca e ela umedeceu os próprios lábios como se estivesse pensando no que fazer.
— Assim então? — Encostou a testa na minha, seu nariz roçou no meu e nossas bocas estavam encostadas a essa altura. — Não, ainda dá para melhorar.
E dessa vez ela me beijou.
Não posso dizer que fiquei surpreso pela atitude dela porque era exatamente aquilo que eu estava esperando. Ouso até falar que era o que eu queria desde o momento em que a vi pendurada naquela árvore.
Quando os lábios de se encostaram nos meus, eu não hesitei em beijá-la cheio de vontade, enroscando minha língua na dela e apertando sua cintura com força, fazendo a gente ficar tão grudado um no outro que uma hora nossos corpos acabariam se fundindo. Não nego que era exatamente isso o que eu queria. Ela era tão gostosa quanto aquele beijo.
Soltei um grunhido contra sua boca, deixando evidente a satisfação que eu sentia em finalmente ter a maciez de seus lábios nos meus, então guiei uma de minhas mãos até a base de suas costas, abraçando-a mais um pouco contra mim enquanto a outra mão seguia até uma de suas pernas, dedilhando sua coxa para depois apertá-la cheio de desejo.
— A sua boca é tão gostosa, — sussurrei contra sua boca, ameaçando retomar o beijo, mas apenas sugando seu lábio inferior em vez disso.
— E o seu beijo é viciante, já te disseram isso? — ela murmurou, os olhos meio fechados ainda. — Cara bonito com sorriso cafajeste e beijo gostoso é a pior combinação já feita… Um verdadeiro perigo.
Ela entrelaçou os dedos nos meus cabelos, apertando as mechas entre eles e retomando o beijo com vontade, cruzando as pernas ao redor da minha cintura. puxou de leve meu cabelo, segurando em meu ombro com a mão que estava lá e gemeu contra o beijo, apertando mais as pernas ao meu redor.
— É por isso que eu devia ficar bem longe — sussurrou, mordiscando o meu lábio inferior. — Que é o que eu vou fazer agora.
Com um sorriso provocador, se soltou de mim, usando os braços para nadar para trás, se afastando.
Levei alguns segundos para assimilar que ela havia mesmo feito aquilo, principalmente porque eu ainda estava atordoado com o gemido que havia soltado. Então eu permaneci onde estava e fiquei lhe encarando com tanto desejo, como um leão espreitando sua presa, louco para voltar a grudar meu corpo no dela e beijar bem mais do que apenas sua boca.
— Hmm, se é assim, talvez eu tenha que fazer o mesmo. Mulher linda, sexy, divertida e que sabe exatamente como me deixar louco também é uma combinação fatal. Isso sem falar no beijo delicioso que vicia — fui enumerando as coisas, então passei a língua pelos meus lábios no final, como se estivesse saboreando o gosto da boca dela que ainda estava na minha.
— Ainda bem que você também está de acordo. — Ela parou de nadar, não tão longe de onde eu estava agora, seu olhar se fixando na minha boca. — Porque eu sou péssima em ficar longe de problemas, ainda mais os que beijam como você.
voltou a olhar nos meus olhos, um meio sorriso curvando seus lábios ainda rosados pelo beijo.
Me impulsionei um pouco para nadar em sua direção e mais uma vez diminuir a distância entre nós dois. Estava mesmo difícil me manter afastado dela e alguma coisa em mim realmente dizia que eu deveria ficar dessa forma, mas eu nunca fui do tipo que ligava para o que devia ou não fazer nessas horas.
— E se eu te disser que problema é o meu nome do meio? — Lancei um sorriso arteiro em sua direção, voltando a ficar tão próximo que podia sentir sua respiração contra a minha. Dessa vez levei uma de minhas mãos até a lateral de seu rosto, roçando meu nariz no seu, pronto para beijá-la novamente a qualquer momento.
— Uma vez ouvi uma frase que dizia “Se não pode contra o problema, junte-se a ele” — murmurou, traçando o contorno da minha mandíbula com os nós dos dedos. — Na verdade, acho que a frase tá bem errada, mas serve ao propósito. Por que me afastar se podemos causar um problema ainda maior juntos, né?
Ela mordeu meu lábio inferior, puxando de leve antes de finalmente me beijar novamente.
Acabei sorrindo com aquele gesto e suas palavras. Eu estava adorando vê-la tomar a iniciativa, isso me dava umas ideias pra lá de interessantes e só mostrava que a garota queria aquilo tanto quanto eu.
Guiei minha mão até sua nuca, colando bem o meu corpo no de enquanto retribuía o beijo com intensidade. Era gostoso demais sentir o contato da língua dela com a minha e eu sentia meu corpo reagir a cada uma de suas ações.
Senti seus seios tocarem meu peitoral, assim como cada parte do corpo dela, e aquilo me atiçou ainda mais. Cada centímetro da minha pele parecia pegar fogo e eu só a queria cada vez mais perto.
Suguei seu lábio inferior com vontade, lhe dando uma mordida de leve, então desci minha boca até seu pescoço, espalhando alguns beijos por ali. Um suspiro escapou pelos lábios dela e sua mão na minha nuca acabou enroscada no meu cabelo, segurando minha cabeça em seu pescoço. Um beijo embaixo do ouvido dela provocou uma onda de arrepios por seu corpo.
— Eu não nego que estou adorando causar um problemão com você, . — Abri um pequeno sorriso após murmurar isso em seu ouvido, então desci a mão de sua nuca até seus ombros, roçando meus dedos em um carinho leve e seguindo para o seu braço.
— Alguma coisa me diz que isso não é nem um terço do que poderíamos causar juntos. — Ainda de olhos fechados, ela aproximou a boca da minha orelha, mordiscando o lóbulo antes de falar. — Porque eu fiquei sabendo da sua fama por aqui, Seu Lobo, e não é nada boa.
Não consegui evitar que uma risada rouca escapasse de meus lábios em resposta ao que havia dito.
— Agora eu fiquei curioso, Chapeuzinho. Que estrago você andou ouvindo que o Lobo Mau faz? — perguntei mesmo já tendo uma ideia. Não era como se eu me importasse realmente com o que as pessoas falavam de mim pelo campus.
Enquanto esperava por sua resposta, deixei que meus dedos brincassem um pouco em sua pele, roçando em um de seus seios e observando de perto cada uma de suas reações.
— Ouvi falar sobre você ser o terror dos professores, um dos bad boys do campus e arrasar corações desavisados por aí e… — Ela umedeceu os lábios, parecendo tentar não se distrair com o que eu estava fazendo, mas precisando de um segundo para pensar no que estava falando mesmo assim. — Também ouvi falar sobre algum tipo de seita, mas minha fonte pode obter informações distorcidas de vez em quando.
Tentei me manter sério enquanto ouvia tudo o que me contava, mas no final eu acabei não aguentando e soltando uma gargalhada, até jogando minha cabeça um pouco para trás e a balançando em negação quando voltei a encará-la, mas em nenhum momento tirei minhas mãos dela.
— Terror dos professores, culpado. Bad boy arrasador de corações… — Fiz uma careta, como se estivesse pensando. — É, culpado também. Agora essa da seita é nova pra mim, porém não duvido que eu seria culpado também se soubesse que tem mesmo dessas coisas no campus — confessei, rindo mais um pouco. — Mas eu sei que você não pode falar muita coisa sobre arrasar corações, .
Um pouco antes de encontrá-la naquele dia eu tinha feito meu dever de casa e procurado saber um pouco sobre aquela garota, que parecia ser até de outro mundo.
Dei mais um sorriso de canto, então fiz um pouco mais de pressão nas carícias que minha mão fazia, envolvendo seu seio e exalando baixinho ao perceber a excitação dela ao sentir os meus toques.
— Te informo se eu souber alguma coisa sobre uma seita rolando por aqui. — Ela riu junto, balançando a cabeça em negação com meu último comentário. — Tsc, tsc… Eu não sei nada sobre essa história de arrasar corações.
Ela me deu um sorriso quase angelical, mas que dificilmente convenceria alguém.
— Mas tá se oferecendo para ter o seu arrasado? — acrescentou antes mesmo que eu respondesse, roçando a boca na minha como se fosse me beijar.
A resposta dela para a minha provocação foi envolver as pernas ao redor do meu quadril, arqueando o corpo um pouquinho para trás, me dando mais acesso ao seu seio. soltou um arquejo, passando a língua no lábio inferior quando apertei aquela região sensível e, em retaliação, ela esfregou o quadril no meu, descendo uma das mãos para a base das minhas costas, apertando as unhas afiadas na minha pele. Soltei o ar de forma sonora e aquilo ecoou mais como um gemido rouco enquanto eu sentia que ficava ainda mais excitado com ambos os seus gestos.
— Meu coração? — exalei. — Ah, Chapeuzinho. Eu to me oferecendo todinho pra você — murmurei, totalmente entregue.
Então voltei a beijá-la com intensidade, sem conseguir aguentar mais toda aquela provocação e a acariciando sem pudor. Meus dedos brincaram com a auréola de seu peito enquanto a minha mão o envolvia como se quisesse fazê-lo caber por inteiro nela. Não vou mentir, eu já estava era doido pra cair de boca ali, o que só me fazia enroscar minha língua na dela com vontade.
Movimentei meu quadril de encontro ao dela, aproveitando aquela proximidade toda para me esfregar e usando a mão livre para segurar em sua bunda e evitar que ela se soltasse por mais que a água nos ajudasse muito nesse processo.
Não demorei a puxar seu lábio inferior com meus dentes, então desci meus beijos para seu pescoço, explorando a região intensamente e deixando minha respiração falha bater contra sua pele.
— Se oferecer de tão bom grado foi o seu primeiro erro, Lobo Mau. — Ela mordeu a ponta da língua, soando diabólica. — Mas você só vai perceber quando for tarde demais.
O resto do autocontrole que ainda estávamos tendo pareceu se perder nesse beijo. o correspondeu com o mesmo frenesi, ansiando por cada movimento da minha língua com a dela. Um gemido escapou por seus lábios quando impulsionei o quadril contra o seu, o que a fez rebolar no meu colo, escorregando um pouco mais para baixo de forma que sua virilha esfregasse na minha.
Soltando o meu cabelo, ela escorregou por entre nossos corpos, explorando meu abdômen e costas, subindo e descendo por meus ombros… Simplesmente me tocando em todos os malditos lugares. Ela respirou pesadamente contra meu ombro a cada beijo que eu espalhava e aproveitou a deixa para morder a pele exposta na curva entre meu pescoço e o ombro. A mão que ainda estava nas minhas costas desceu mais um pouco até minha bunda, que ela apertou no momento em que rebolou novamente contra mim.
Eu mal conseguia coordenar meus próprios pensamentos. Estava completamente perdido em meio a todas as sensações que aquela mulher me proporcionava.
— Eu nunca liguei muito para as consequências das coisas, de qualquer forma — murmurei assim que recuperei a fala e acabei gemendo baixo contra sua pele porque o jeito que ela rebolava no meu colo estava me deixando completamente louco e a forma como me apertou só fez com que eu a sentisse com mais afinco.
Caralho, eu só conseguia pensar no quanto eu queria senti-la por inteiro.
Suguei a pele de seu pescoço com mais intensidade, então não resisti e desci para seu colo, ainda mantendo uma certa firmeza ao subir com minhas mãos e segurar suas costas, mesmo que estivesse bem difícil com a gente se esfregando daquele jeito.
Não hesitei em abocanhar seu seio esquerdo, passando a minha língua por sua auréola e sugando com desejo, abraçando-a com as duas mãos para que pudesse alternar as carícias de um para o outro. Continuei sugando e até dando mordidas leves, adorando sentir o quanto aquilo a afetava e ela retaliava à altura. A água daquela piscina estava ainda mais quente, se é que era possível, mas era um mínimo detalhe, eu só me importava com uma coisa naquele momento.
— Ótimo — ela aprovou minha resposta.
gemeu novamente, prendendo o olhar no meu enquanto eu chupava seu seio, os olhos vidrados e cheios de desejo a cada círculo que minha língua traçava ao redor do seu mamilo rosado. Sua respiração estava tão descompassada quanto a minha, os lábios entreabertos, quase que em um sorrisinho inebriado e ela empinou os seios ainda mais na minha direção, como um pedido por mais.
Como se não quisesse brincar sozinha, sua outra mão se perdeu entre nossos corpos até envolver meu pau com seus dedos, começando movimentos firmes e lentos, com certeza querendo me deixar mais louco do que eu já estava. Aquilo fez com que eu pausasse um pouco as carícias da minha língua para gemer sôfrego contra sua pele quente e macia. Senti que meu abdômen até se contraiu um pouco e meu pau pulsava conforme o tesão tomava conta.
Procurei seus lábios, beijando-a com intensidade e guiando nós dois até um canto, quase na escada da piscina, então não demorei a pressionar o corpo dela contra a parede com o meu. Minhas mãos foram para a sua cintura, apertando suas coxas e seguindo até sua bunda, onde eu até tentei arranhar de leve, mas aí me desconcentrei um pouco, gemendo de novo e afastando minha boca da dela para prestar atenção nos movimentos que sua mão fazia.
aumentou a velocidade, deslizando a mão com destreza em um vai e vem rápido e intenso, circulando a cabeça do meu pau com o polegar sempre que chegava em cima. Ela apoiou as costas contra a escada, se segurando lá com uma das mãos enquanto continuava os movimentos no meu pau. Aproximou o rosto do meu novamente, buscando minha boca em outro beijo de tirar o fôlego.
— Da próxima vez nós precisamos fazer isso onde eu possa te colocar na boca, — ela praticamente ronronou no meio do beijo, intensificando o vai e vem da sua mão.
— Hmm… Gostei dessa ideia de próxima vez. Com certeza eu vou recompensar à altura — respondi prontamente, por mais que minha respiração estivesse bem rouca e eu precisasse quase parar para morder os lábios.
Eu mal conseguia retribuir devidamente os beijos dela porque sentia o tesão aumentar, fazendo com que eu ofegasse e soltasse alguns grunhidos baixos. Não fazia o tipo que ficava reprimindo quando uma garota me deixava doido daquele jeito, muito pelo contrário.
Meu quadril se movia de encontro à mão dela, intensificando a fricção como se já estivesse a fodendo daquele jeito, então eu levei meus dedos de sua bunda para a frente, alcançando a parte interna de sua coxa e passando as unhas curtas por ali em uma provocação antes de subir até sua virilha e seguir para a boceta dela, que estava tão quente que me fez ofegar de tesão.
— Caralho, você é gostosa demais, — rosnei contra a boca dela, esfregando meus dedos pelos grandes lábios de sua boceta e procurando seu clítoris de forma sedenta, iniciando movimentos circulares e o sentindo inchado de tesão.
seguiu com os movimentos, acompanhando o ritmo do meu quadril, tornando tudo ainda mais intenso quando seus gemidos se misturaram aos meus à medida que eu esfregava seu clitóris, quase a distraindo do que ela estava fazendo comigo. Ficou impossível de retribuir o beijo em certo ponto e ela grudou as costas na piscina, rebolando contra meus dedos ao mesmo tempo que seguia descendo e subindo a mão com firmeza no meu pau. Seus seios ficaram descobertos pela água, balançando a cada respiração pesada que ela exalava, a cada girada de quadril na minha mão.
— Puta que pariu — gemeu mais alto, jogando a cabeça para trás contra a borda da piscina, segurando com mais força na escada. — Eu quero você me fodendo.
Ela soltou um suspiro desejoso, os olhos quase fechados de prazer, o corpo balançando mais perto do meu em busca de ainda mais contato.
Como eu negaria um pedido daquele jeito? Eu mesmo já não me aguentava mais, principalmente porque a visão dela rebolando com tanto afinco, correspondendo a cada movimento de meus dedos, somada à forma como sua mão deslizava no meu pau estava me fazendo delirar.
Fixei meus olhos nos dela e deixei um sorriso de canto se moldar em minhas feições ao mesmo tempo em que deslizava dois dedos para dentro de sua boceta.
— Assim, ? — questionei, os movendo, fazendo com que saíssem e entrassem novamente de um jeito lento demais só para provocá-la.
soltou um som parecido com um grunhido, meio aprovação, meio desaprovação, os olhos queimando na minha direção, mas levou algum tempo até ela conseguir formar uma frase.
— Mais — respondeu, soando como uma exigência.
Ela engasgou e tombou a cabeça para frente, encostando a boca no ombro, soltando gemidos baixos a cada movimento lento dos meus dedos dentro dela. A minha tortura se voltou contra mim quando também diminuiu a velocidade das bombadas no meu pau por retaliação, mas eu sentia que ela estava perto. Sua respiração se tornou ainda mais acelerada, seus movimentos menos coordenados e os gemidos mais altos.
— Eu falei que quero você me fodendo, — repetiu, apertando de forma deliciosa a cabeça do meu pau.
Mas o aperto dela afrouxou quando a garota perdeu a linha de qualquer coisa e sua boceta apertou, latejando ao redor dos meus dedos. Ela mordeu meu ombro com força, o corpo tremendo com o orgasmo varrendo seu corpo, meu nome saindo dos lábios dela em murmúrios baixinhos e ofegantes. me segurou com mais firmeza, grudando o corpo ao meu, seus seios esmagados contra meu peitoral, os pés cruzados ao redor do meu quadril enquanto seu corpo lentamente ia processando a onda de prazer.
Não sei do que eu senti mais tesão. Se foi da voz exigente dela, que me fez imaginar várias situações com ela no comando, se foi a mordida gostosa dela no meu ombro ou o jeito que sua boceta ficou apertada enquanto ela gozava nos meus dedos.
— Puta merda. Eu quero foder você inteira, — murmurei com a voz tão afetada quanto a dela, que tinha gemido o meu nome daquele jeito tão delicioso.
Tirei meus dedos de dentro de sua boceta, praguejando aquela piscina pela primeira vez porque eu queria muito sentir o gosto dela naquele momento, então em um movimento segurei em seus quadris com mais firmeza, posicionando meu pau na entrada de sua boceta e o metendo todo de uma vez, nem dando muito tempo para ela se recuperar do orgasmo que tinha acabado de ter. Ela praguejou, apertando os dedos nos meus braços para se manter firme mesmo que eu a estivesse prensando contra a borda.
Soltei uma exclamação de prazer ao sentir o meu pau todinho dentro dela. estava tão quente e pronta para me receber que eu cheguei até a ficar meio tonto.
— Que boceta deliciosa, minha linda — murmurei ao aproximar minha boca da sua, então juntei meus lábios aos seus ao mesmo tempo em que apertava seu quadril com mais força e começava a meter com mais intensidade.
— Agora você está me fodendo como eu pedi — ela sorriu, soltando um gemido sôfrego no final da frase.
estava pegando fogo, sua pele quente sob minhas mãos mesmo ainda estando dentro da água. Sua língua explorava minha boca com habilidade e fome, o beijo sendo interrompido eventualmente por nossos gemidos e o movimento dos nossos corpos, o que dificultava mantê-lo. Seus seios estavam martelando os batimentos acelerados no meu peitoral e, com os olhos fechados, ela passeou as mãos por minhas costas, deixando um rastro de unhas afiadas que podia muito bem arder mais tarde.
Eu podia estar fodendo ela, mas estava praticamente me montando, rebolando no meu pau, me segurando firme com as pernas enganchadas ao meu redor. Quando acertei um lugar específico dentro dela, ela gemeu tão alto que o som pareceu ecoar na quadra vazia. Eu tinha adorado aquilo e me senti pulsar ainda mais intensamente.
Aumentei a velocidade com que bombava dentro dela, sentindo que meus olhos quase se reviraram nas órbitas de tanto prazer que aquilo proporcionava. Ela ajudava em cada um dos movimentos, rebolando tão gostoso que era quase impossível não deixar minha voz ecoar em coro aos gemidos dela. Não me importava se acabassem nos ouvindo, ela havia deixado claro que ninguém aparecia na piscina àquelas horas e a pequena possibilidade de isso acontecer tornava tudo ainda mais excitante.
Já não conseguia mais manter meus lábios unidos aos seus, então mantive meu rosto rente à curva de seu pescoço, ofegando e gemendo contra ele.
Interrompi meus movimentos por alguns minutos, pincelando meu pau em sua boceta, esfregando-o para depois voltar a meter até o final. Apertei sua bunda com mais força, tendo certeza de que aquilo deixaria marcas da mesma forma que as unhas dela em minhas costas, que continuavam me arranhando daquele jeito doloroso e ao mesmo tempo prazeroso que estava me deixando louco.
Senti que o ápice estava muito próximo, então segurei sua bunda com mais firmeza, aumentando a intensidade, fazendo ela cavalgar em mim com mais velocidade e deixando que o volume de meus gemidos aumentasse na mesma proporção que o prazer ia nos atingindo com mais força. se segurou com mais força em mim, o rosto contorcido em uma expressão de puro prazer, se esfregando em mim em busca de mais da fricção que o contato criava em seu clitóris.
— Caralho, — ela ofegou.
A boceta dela apertou meu pau e seu corpo estremeceu, caindo contra meu peito quando seu orgasmo a atingiu, fazendo-a murmurar coisas que dificilmente poderiam ser traduzidas de tão incompreensíveis que soaram. Com o rosto na curva do meu pescoço e uma mão fechada com força no meu cabelo, ela chupou minha pele com gosto, abafando os ruídos e o choque que minhas estocadas lhe causavam enquanto se recuperava do próprio orgasmo.
Ouvir meu nome ecoar da boca dela daquele jeito me atingiu de tantas maneiras que tudo o que eu conseguia ver se resumia a . No quanto ela se contorcia sobre mim, nos seus gemidos ecoando prolongadamente, na expressão de deleite no rosto dela quando atingiu seu orgasmo com força e por fim na sensação da sua boceta apertando o meu pau com intensidade, pressionando-o de um jeito que me deixou ainda mais louco.
— Ah, ! — gemi seu nome, deixando-o ecoar enquanto sentia o ápice vir com força. Então tirei meu pau de dentro dela, gozando intensamente e me estremecendo todo enquanto soltava um grunhido mais alto e prolongado. Uma de minhas mãos continuava segurando a cintura dela com força enquanto a outra se movia no meu pau até que não restasse mais nenhuma gota do prazer.
Abracei contra mim, deixando nossas respirações voltarem ao normal enquanto ainda processava o que tínhamos acabado de fazer e de uma coisa eu tinha absoluta certeza.
Eu não havia tido o suficiente dela ainda. Eu queria mais, muito mais.
— Quem diria que, no fim das contas, a Chapeuzinho que acabaria devorando o Lobo Mau? — Sorri para ela ainda ofegante. — Isso foi gostoso demais. Você é gostosa demais, na verdade.
Ela riu, dando de ombros como quem não quer nada.
— Contos clássicos e suas releituras nem um pouco apropriadas para menores de dezoito anos. — Seus dedos se moveram nas minhas costas, desenhando círculos preguiçosos.— Falei que você seria um problema, não falei? Porque isso foi muito bom e eu já estou pensando em mais.
Foi inevitável não rir com o que ela havia dito, assim como eu nem me importei em desfazer o sorriso que permaneceu em meu rosto assim que o riso cessou.
— Você me deu altas ideias com esse negócio de releitura de contos. — Umedeci meus lábios. — Se você quiser, eu quero, .
— Agora eu fiquei curiosa com essas suas ideias. — arqueou uma sobrancelha. Ela mordeu o canto da boca, como se ponderasse a sugestão, mas não parecia nadinha que ia negar. — Então nós dois queremos. Acho que a gente ainda pode se divertir muito, .
— Ficou, é? — Sorri ainda mais, enquanto oscilava meu olhar para sua boca. — Eu tenho certeza de que vamos. Vou te mostrar cada uma delas. — Pisquei sem vergonha alguma porque não precisava mesmo.
— Ansiosa por isso — abriu um sorriso arteiro que combinava muito com ela.
— Ansioso tô eu para te beijar de novo, Chapeuzinho.
Sem esperar por qualquer resposta dela, voltei a juntar nossos lábios.
Aquela garota a cada segundo roubava mais do meu juízo.
E isso que nossa noite estava apenas começando.

Nota das autoras: Gente, nós estamos sem estrutura nenhuma depois desse capítulo. É isso. Esses dois são fogo puro e a gente AMA.
Venham nos contar o que acharam do capítulo, sim? Os comentários de vocês nos incentivam MUITO!
Caso queiram acompanhar atualizações dessa e das nossas outras histórias, só seguir lá no insta e entrar em nossos grupos do whatsapp e facebook.
Beijos e até a próxima.
Dany e Ste. <3

Redes sociais da Dany:
Grupo no Facebook

Redes sociais da Ste:
Grupo no Whatsapp
Grupo no Facebook
Instagram
Twitter
Leia minhas outras histórias aqui