Lucky Strike

Sinopse: Ela tinha um sorriso magnético, deslumbrante. Eu me sentia hipnotizado.
E por um instante eu me perguntei se aquilo não era um sonho.
Aquela mulher havia me virado a cabeça e eu havia adorado tudo aquilo.
Gênero: Romance.
Classificação: 18 anos.
Restrição: Você poderá ter características diferentes das suas.
Beta: Rosie Dunne.

A música era alta e agitada, mas aos meus ouvidos parecia ainda mais vibrante.

As luzes piscavam por todo o lugar, o efeito de fumaça era liberado vez ou outra, mas aos meus olhos tudo parecia ainda mais reluzente.

Eu sentia cada onda sonora percorrer meu corpo, fazendo com que minhas células vibrassem de excitação e as batidas de meu coração acelerassem cada vez mais.

Um sorriso radiante tomava conta de meus lábios e por mais que eu tentasse, não conseguia ficar parado.

Meus olhos estavam bem abertos, esperando captar cada partícula daquela energia maravilhosa, e meus lábios estavam tão sedentos por água que eu sorvia uma garrafa atrás da outra, mas não me importava porque aquilo era bom demais, era tudo o que eu precisava.

Naquele dia eu havia resolvido esquecer todos os problemas ao meu redor. Queria esquecer da separação de meus pais, das notas horríveis que eu andava tirando na faculdade e, principalmente, do lindo pé na bunda que eu havia levado do meu amor de infância.

Tudo bem, não era necessariamente um pé na bunda, porque tecnicamente nós nunca namoramos, mas foi bastante dolorido ouvir dos lábios dela que nunca seríamos mais do que amigos depois de eu ter tomado coragem para contar tudo o que eu sentia.

Meu coração estava em frangalhos, ou pelo menos deveria estar, já que no momento eu não sentia absolutamente nada.

Tirando é claro, aquela energia que esquentava meu corpo e a necessidade de dançar como se não houvesse amanhã.

Normalmente, eu odiava dançar em público. Achava que não tinha o menor jeito para a coisa, mas muita gente me dizia que eu deveria investir naquilo e eu achava ridículo porque duvidava que meus pais fossem soltar fogos quando eu dissesse que queria largar a faculdade para investir na dança em uma Academia de Artes.

Alguma coisa no meu cérebro piscava, dizendo que havia alguma coisa errada na bebida que eu havia tomado, mas o que quer que fosse eu estava bem agradecido porque havia me feito um bem danado.

Não haviam mais problemas, não haviam preocupações, não havia mágoa ou vergonha.

Não havia mais nada.

Eu não poderia estar mais feliz.

Meu corpo acompanhava o ritmo da música como se fosse feito por aquilo, como se cada nota necessitasse ser expressa pela música e eu só me dei conta do quanto estava imerso em minha dança quando uma ovação se destacou em meus ouvidos e eu olhei em volta, percebendo uma roda formada ao meu redor.

As pessoas pareciam estar gostando até demais do que viam e aquela ideia pela primeira vez me deixou mais empolgado ao invés de me fazer correr de vergonha.

Eu me sentia em casa de um jeito que não me sentia… Bem… Em minha própria casa.

Aquele pensamento até me fez rir, balançando a cabeça em negação enquanto meu corpo se movia de um lado para o outro e eu dava um giro rápido e um salto, tão natural que mais uma ovação pôde ser ouvida.

Não conseguia distinguir o rosto de ninguém no meio daquelas pessoas e não fazia ideia de onde meus amigos estavam.

Até que uma imagem se destacou em minha visão, tão radiante quanto as luzes coloridas naquela boate, que refletiam em seus cabelos.

Ela era diferente de tudo o que eu havia visto, não só porque segundos depois eu percebi que seus cabelos eram azuis, mas porque ela me olhava com uma expressão travessa enquanto dançava como se não se impressionasse pela minha dança.

Ergui uma sobrancelha em sua direção, como se a instigasse a vir falar aquilo em minha cara e sem se intimidar nem um pouco, a garota começou a caminhar em minha direção, movendo seus quadris de forma tão sensual que quase me deixou tonto.

Ela parou a poucos metros de mim e virou de costas, jogando seus cabelos para trás e se abaixando de leve para depois subir, movimentando seus braços ao longo de todo o seu corpo.

Queria que ela se virasse e continuasse o caminho até mim, mas a empolgação do momento não me deixou esperar.

Questão de segundos depois, meu corpo estava colado ao dela, se encaixando como se pertencesse a ela desde sempre. Pude ouvir uma risadinha escapar dos lábios dela e fui movendo meus quadris, acompanhando-a naquele ritmo sem fazer ideia de qual era a música que tocava.

Tudo parecia amplificado, cada sensação de ter o corpo dela no meu me fazia quase estremecer de excitação e, quando ela me empurrou, se afastando de mim e virando de frente, uma gargalhada gostosa ecoou de meus lábios.

Seu olhar faiscou de encontro ao meu e percebi que estávamos em perfeita sintonia, um desejando o outro ardentemente, um querendo mostrar ao outro que poderíamos dançar de um jeito muito mais gostoso e ardente.

Não nos rendemos, porém, tão rapidamente, porque a atmosfera de provocação era toda uma delícia e quando vi que ela voltava a se movimentar na pista, tão graciosa e sensual que provocou mais ovações das pessoas ao nosso redor, eu só pude acompanhá-la, parecendo conhecê-la tão bem que previa cada passo que ela dava.

Nós complementávamos um ao outro de um jeito que eu jamais imaginei que aconteceria comigo, não depois de estar despedaçado.

Era engraçado sentir tudo aquilo porque eu não a conhecia, não sabia seu nome e, no entanto, queria que ela me visse por completo, entregando a ela a minha alma que eu lutava tanto para sempre esconder.

Talvez fosse porque eu não sentia o julgamento vindo dela, porque eu estava fascinado pelo balanço de seus quadris ou porque eu me sentia completamente drogado.

Mais uma vez, eu não me importava. De verdade.

Quando ela voltou a se aproximar de mim, nossos corpos se colavam um ao outro mais uma vez, minha boca roçou seu pescoço e numa respiração ofegante eu tentei saber alguma coisa sobre ela.

— Posso saber o seu nome, bela dançarina? — ouvi uma risadinha ecoar de seus lábios e mordi os meus automaticamente, controlando o desejo de agarrar cada curva de seu corpo.

— Meu nome não é importante, lindo. Nenhum de nós dois vai lembrar disso amanhã — a voz dela era rouca e tão sexy que eu quase me perdi de mim mesmo. Se é que já não estava perdido.

— Ah vai, se eu não vou lembrar, qual o problema em me dizer? — insisti, segurando sua cintura em um impulso ousado ao qual ela não ofereceu resistência.

— Eu não sei meu nome. — ela retrucou, teimosa, o que me fez rir de forma rouca e delinear suas curvas até chegar à sua bunda, que apertei, fazendo-a ser pressionada contra minha excitação que se formava.

— Boa tentativa. Vai fazer isso comigo mesmo? — deixei minha boca se aproximar de seu pescoço e começar a devorá-lo enquanto eu sentia as mãos dela agarrarem meus cabelos enquanto suas unhas arranhavam a minha nuca.

Me perguntei brevemente se as pessoas ainda estavam aglomeradas ao nosso redor, mas logo esqueci porque ela começou a rebolar contra meu quadril, se esfregando em mim de um jeito gostoso demais. Quem se importava com pessoas ou nomes mesmo?

— Fazer o que, lindo? — ela sorriu ao me fazer encará-la. — O que você acha de a gente sair daqui? Eu até gosto do lance público, mas em um lugar mais reservado a gente pode se divertir bem mais.

— Eu acho perfeito — respondi, sorrindo de volta para ela de forma bem maliciosa. Entrelacei uma de minhas mãos na sua e a puxei para me acompanhasse até a saída da festa.

Tive a impressão de ter avistado um de meus amigos, mas não me dei o trabalho de saber qual deles era, sabendo que se tivesse me visto perceberia que eu estava muito bem acompanhado.

Olhei para o lado e analisei a moça que ainda segurava minha mão. Sua pele aparentava ser tão macia e contrastava com os cabelos azuis dela. Seus olhos eram escuros e a boca volumosa dela estava preenchida por um batom quase negro. Vestia um conjunto de saia rodada com aquelas blusas que deixavam sua barriga lisinha à mostra e eu mal acreditei que estava com uma garota tão gostosa como ela.

Aquele era meu dia de sorte, só podia ser.

Ela mordeu o lábio, percebendo a encarada analítica que eu havia lhe dado.

— Gostou da visão, bonitinho? — sua voz escorria malícia e tive que segurar minha resposta enquanto empurrava a porta da saída e a puxava para o estacionamento.

— A visão tá uma delícia, dançarina. Vamos ver os outros sentidos — pisquei para ela, que riu, soltando minha mão para abraçar seus ombros, protegendo-os do vento frio. — Vem cá, vem — segurei-a pela cintura e a abracei de lado, arregalando meus olhos para procurar meu carro e quase urrando de alívio quando o encontrei.

Eu tinha dado carona para dois dos meus amigos, mas eles que se virassem, certo?

~//~
O caminho até meu apartamento passou como um borrão e eu não prestei atenção em muita coisa que não fosse a mão da garota dos cabelos azuis em minha coxa.

Ela estava adorando me provocar enquanto eu dirigia e precisei de todo o autocontrole que eu tinha para não acabar batendo em algum lugar.

Minutos depois, porém, estávamos sãos e salvos, entrando no elevador do prédio, parando um em cada lado e nos encarando com uma expressão desejosa e faminta.

Estava pronto para avançar nos lábios dela quando as portas se abriram e precisei desviar meu olhar para ir até a porta do apartamento, abrindo-o e dando passagem para que ela entrasse.

Quando a porta se fechou, porém, como dois ímãs fomos atraídos um para o outro. Nossos lábios se grudaram e nossas línguas se acariciaram sem demora, apreciando o gosto uma da outra.

O beijo dela era viciante.

Sua boca macia espalhava arrepios pelo meu corpo e o desejo aumentava de forma tão intensa que eu puxei seus lábios com meus dentes, não me preocupando se estava sendo delicado ou não.

Em um baque, senti meu corpo se chocar contra a porta e minhas mãos passearam sem pudor pelo corpo esguio dela, apertando sua coxa e a erguendo para entrelaçá-la em minha cintura.

Comecei a caminhar com ela, não sossegando até encontrarmos minha cama, então eu a joguei ali, ouvindo uma risada maliciosa ecoar como uma melodia em meus ouvidos.

Parei por alguns segundos, observando o quão bela ela ficava ali esparramada em meus lençóis, com seus cabelos tão vibrantes sempre em destaque.

Ela tinha um sorriso magnético, deslumbrante. Eu me sentia hipnotizado.

E por um instante eu me perguntei se aquilo não era um sonho.

Senti ela me puxar pela camisa, me fazendo cair por cima dela e uma risada também ecoou de meus lábios antes que eu voltasse a grudá-los nos dela.

Minhas mãos exploraram sua cintura com desejo, subindo devagar ao adentrar sua blusa até alcançar seus seios, que apertei com desejo enquanto sugava seu lábio mais uma vez. Ela gemeu baixinho e envolveu minha cintura com suas pernas, fazendo com que minha excitação tocasse a dela.

Afastei minha boca da sua e mordi meus lábios quando ela começou a rebolar, bem daquele jeito que havia feito durante nossa dança, como se confessasse que era aquilo que ela queria fazer desde o início.

Meu corpo pegava fogo, então não me surpreendi pela necessidade súbita de arrancar minha camisa, jogando-a a um canto qualquer.

Quando voltei meus olhos para ela, sua blusa também havia sumido e eu fiquei encantado com a curva saliente de seus seios cobertos pelo sutiã.

Me curvei sobre ela e minha boca não tardou a viajar pelo seu pescoço, explorando sua pele com beijos úmidos e descendo por seu colo, alcançando aquela região tão sensível para ela e mordendo por cima do tecido mesmo.

Ouvi ela ofegar de excitação e suas unhas me surpreenderam ao deslizar de minhas costas até meu abdômen, seguindo o caminho até minha calça.

Ela brincou com o cinto e depois com o fecho dela e só quando eu resmunguei baixinho que ela me livrou de parte daquela tortura e fez com que eu arrancasse aquela peça de uma vez, me obrigando a já levar minha cueca junto.

Quase urrei quando senti sua mão quente tocar meu pau e envolvê-lo, acariciando de um jeito experiente que fez com que eu revirasse meus olhos de prazer.

Não hesitei em retribuí-la, livrando-a do sutiã e envolvendo seus seios com minha boca, lambendo com gosto enquanto minha mão então descia por sua barriga e adentrava sua calcinha.

Ela soltou um gemidinho que quase me deixou louco quando senti a umidade de sua boceta, tão gostosa que quando comecei a acariciá-la não sabia se conseguiria mais parar.

Céus, ela era tão macia, tão quente!

Me peguei mordendo meus lábios, então voltei minha atenção para seu rosto e grudei nossas bocas de novo, beijando-a e lhe desafiando a manter o beijo enquanto meus dedos se moviam em seu clitóris, acariciando em movimentos circulares que se intercalavam com a ameaça de uma penetração.

Numa espécie de vingança, senti ela envolver meu pau com mais vontade, acariciando-o num vai e vem enlouquecedor que me fazia grunhir com minha boca colada na dela.

Mas eu sabia que já tinha perdido desde o momento em que pus meus olhos nela naquela pista de dança.

— Eu quero te foder — desgrudei nossos lábios e sussurrei, tão rouco de tesão que estava ficando maluco.

— Então me fode, bonitinho. Me fode com força — ela sorria tão safada que eu mandei qualquer vestígio de controle para o inferno, puxando sua calcinha e ouvindo o som do tecido se rasgar, seguido por um gritinho surpreso dela.

Fiz com que ela abrisse bem suas pernas, se expondo para mim e lhe lancei um olhar ardendo de tesão quando a puxei seu quadril ao meu encontro e a penetrei com força, sentindo meu pau tocar bem fundo.

Era ainda mais viciante, ainda mais gostoso e mal me dando tempo de me recuperar eu comecei a me movimentar.

As unhas dela se cravaram em minhas costas e eu subi minhas mãos até sua nuca, puxando seus cabelos e expondo seu pescoço para lamber com vontade, transformando beijos em chupões que lhe deixariam bem marcada para que ela não esquecesse daquela noite, contrariando o que ela havia me dito antes naquela festa.

Eu poderia ficar fundido a ela daquele jeito pelo resto da minha vida, isso soando exagerado ou não.

Meu corpo inteiro vibrava de tesão, meus músculos se contraíam enquanto eu metia cada vez mais fundo, sentindo a boceta dela apertar meu pau com gosto.

Os gemidos dela ecoavam de forma deliciosa e eu conseguia ouvir o barulho de nossos corpos se chocando, o que me deixava ainda mais excitado e sedento por todas as sensações que ela estava causando em meu corpo.

Nossos corpos estavam tomados pelo suor, misturando-se ao prazer que compartilhávamos e fazia com que nossos lábios se unissem e se separassem de tempos em tempos.

Aumentei a intensidade de minhas estocadas e ouvi gritinhos ecoarem dos lábios dela, suas pernas se apertaram mais ao redor de minha cintura como se não quisessem que eu saísse dali de jeito nenhum e eu podia jurar que estava vendo o mundo girando ao nosso redor.

— Porra — exclamei, imaginando que eu poderia morrer naquele momento que me sentiria bem feliz, porque caralho, aquela mulher era de outro mundo.

— Gostoso — ouvir a voz sexy dela me deixou insano e, sem pensar direito, fiz um tapa estalar em sua bunda. Ela gemeu de uma forma aguda que demonstrava que havia adorado aquilo e como se fosse para reforçar aquilo eu ouvi ela pedir, suplicante. — Bate mais, vai.

Então junto ao som de nossos gemidos e do movimentar de nossos corpos veio o som dos tapas enquanto eu me sentia enlouquecer dentro dela, cada vez mais fundo e cada vez mais próximo do ápice.

Quando ela então estremeceu embaixo de mim, me segurando e puxando meus cabelos, eu senti sua boceta apertar meu pau com mais intensidade e isso foi o suficiente para fazer tudo ao meu redor explodir.

As cores estavam ainda mais brilhantes, mas o resto todo havia se anuviado e só havia o tesão enquanto meu líquido se expelia em um prazer sem fim.

Um som alto ecoava em meus lábios enquanto eu gemia extasiado e completamente ensandecido, tendo certeza de que nunca havia me sentido daquele jeito com ninguém antes.

Aquela mulher havia me virado a cabeça e eu havia adorado tudo aquilo.

Tombei ao lado dela, tão ofegante que achei que não conseguiria recuperar o oxigênio e me senti tão mole e tão relaxado que a puxei preguiçosamente para mais perto enquanto sentia meus olhos começarem a pesar insistentemente.

— Não vai mesmo me dizer seu nome? — consegui ainda pedir, em um murmúrio sonolento.

… — sorri ao perceber que ela finalmente havia cedido. — E você, bonitinho, como se chama?

— encarei a garota dos cabelos azuis e levei uma mão até suas costas, lhe acariciando devagar até me render por completo ao sono.

~//~
No dia seguinte, eu custei a abrir meus olhos, ainda imerso pela preguiça enquanto tateava à procura da garota que tinha me enlouquecido.

Porém me forcei a receber a dose angustiante de dor de cabeça porque ao procurar por ela em meus lençóis minhas mãos tocaram o nada e eu me levantei, tentando encontrar algum sinal dela, mas parecia que eu havia passado a noite inteira ali sozinho.

Se não fossem as minhas roupas espalhadas pelo quarto eu realmente acharia que tudo não havia passado de um sonho.

Tentei forçar minha mente a lembrar em qual havia sido o momento em que ela havia partido, mas encontrei novamente um grande nada e me praguejei mentalmente porque não sabia mais nada além do primeiro nome dela.

Nunca na minha vida eu havia me arrependido de um porre ou algo do tipo, mas naquela manhã, com um céu ironicamente azul como o tom dos cabelos dela, eu desejei que não tivesse usado aquelas malditas drogas.

 

FIM

 

Nota da autora: Olá, love! Espero que tenha gostado da short!
Caso se interesse em mais histórias minhas, entre no meu grupo e me adicione/siga nas redes sociais!

Minhas redes sociais:</strong
Grupo no Facebook
Instagram
Twitter

Outras Fanfics:
Goodnight and Goodbye
Icarus Interlude
Sweet Monster
Treat People With Kindness [Especial Fine Line]
Wasabi